7 Maldições

2 Saber e Lembrar


Notas iniciais
Desculpem minha demora galera, não me matem, torturem, mutilem ou algo do tipo. Espero que apreciem.

Regina segurou forte a mão de Emma, chorou agradecendo por sua amada não estar morta. Mandou Whale avisar Snow que a filha estava viva. Por que Emma ainda não havia acordado? Não entendia o que havia acontecido, só se lembrara de uma única coisa... A manhã do dia anterior.

Deitadas sob as cobertas, nuas, nada que já não fosse rotina, se não todas, mas a grande maioria das noites faziam amor. A prefeita acordara primeiro naquela manhã de domingo. Aqueles cabelos louros, cacheados eram tão lindos espalhados em sua cama, o rosto sereno. Sem expressões. Tocou o rosto da outra. Pele suave. Seu cheiro natural de canela inebriava os sentidos de Regina. Se aproximou do seu amor, mordeu levemente o pescoço da xerife, que ronronou preguiçosa. O sorriso foi instantâneo no rosto da rainha que continuou com as carícias em sua mulher.


– Eu te amo Regina Mills. — Emma olhou para sua mulher com ternura interrompendo as carícias.

– Eu te amo Emma Swan. — Sorriu para a outra que subia agora por cima de si.


Regina olhou para aquele rosto corado levemente, aproximou-se para se encontrar testa com testa e com um beijo de esquimó, soltou-se das mãos de Emma, passou voando pelo corredor.


– Não se preocupe minha querida. Sua rainha irá salvá-la. — Jurou cerrando os dois punhos.


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Minha filha estava viva! Isso era um milagre, ou melhor, isso era Regina. Estava arrependida do que fiz. Bati em seu rosto. Eu fiquei em pânico quando soube que minha Emma estava morrendo.

– Quando vou poder ver minha filha Whale?

– Daqui a pouco Snow. Precisamos conversar sobre algumas coisas. — Aquilo provavelmente não era coisa boa.

Ao longe avistei Regina vindo em direção ao Hall á sala de espera novamente. Me afastei do doutor, ela nem mesmo chegou á três metros de mim. Simplesmente, desapareceu usando magia. Foi envolvida em uma nuvem de fumaça roxa.


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A prefeita mal pisou no chão, acelerou seu passo até conseguir quase que esmurrar a porta do antiquário de Mr. Gold que alguns segundos depois abriu com um sorriso irônico nos lábios. Foi o suficiente. Regina agarrou o colarinho da camisa do homem empurrando-o para dentro da loja novamente. Seus olhos transbordavam ódio e desprezo pelo senhor das trevas.

– Gold. Foi você? — A pergunta foi direta. Exigia uma resposta direta.

– Não sei do que está falando queridinha... — Gold nunca foi direto, e com isso deu um de seus risos caracteristicamente irritantes.

– Não vou perguntar duas vezes Gold. — Perdeu a paciência, mas antes mesmo que pudesse fazer algo, o mesmo já havia se desfeito daquela posição em que se encontrava e surgiu atrás da morena. — Eu quero saber o que aconteceu com minha mulher.

Mais uma risadinha irritante, a prefeita mais uma vez tentou se aproximar, mas Gold esticou seu dedo indicador e fez uma negativa com seu dedo.

– Não pode me culpar dessa vez. — Rumplestiltskin se encaminhou para trás de seu balcão. — Soube do que houve com a salvadora, meus pêsames.

– Pare de falar assim, ela está viva.


Rumplestiltskin mirou em direção da rainha e sorriu. Sarcasticamente. O senhor das trevas fez um sinal de que esperasse um instante. A morena pôde ver Gold abrir um armário ao canto, bem ao lado da porta dos fundos. Um livro. Tudo que viu foi um livro. Capa azul e folhas amareladas.


– Não irei cobrar por esse favor.

– Como sabe o que... — Foi interrompida pelo Senhor das Trevas.

– Seja lá quem tenha feito esta maldade com a senhorita Swan, conhecia mágicas malignas da fundação. Sou um dos poucos que conhece isto. — Ele sorriu. — Meu filho já a amou quando vivo.


Viu a dor de um pai que perdeu o filho nos olhos cansados do homem a sua frente. Regina estranhamente lhe agradeceu com um abraço e saiu dali assim como entrou, rápida. Os passos se tornaram largos.


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Meu corpo estava deitado sobre uma cama em um quatro, deveras, estranho. As paredes claras, o chão escuro. O cômodo era iluminado por duas tochas. Até agora tudo parecia com um quarto medieval, mas vejo um portão e uma porta de ferro. Eu me senti estranha, na verdade eu não sentia nada e nem mesmo podia dizer o porquê. Eu senti como se eu tivesse acabado de nascer. Mal lembro meu nome, na verdade eu não me recordo de nada, nem mesmo de como eu fui parar ali, mas eu sabia que eu realmente já havia vivido o suficiente para ter algumas boas memórias. Saber e lembrar realmente são coisas diferentes, eu simplesmente tentei forçar minha mente, mas nada fluía por ela. Nada. Foi tão automático, que só percebi quando aconteceu, bati na porta de ferro que ficava alguns centímetros de distância do portão. Me senti em uma cela de segurança especial. Mordi os lábios enquanto tentava empurrar a porta com as mãos. Claro, em vão. Meu corpo estranhamente estava frio, observei em volta e encontrei um espelho empoeirado embutido em uma penteadeira. Corri até ele e o limpei com a manga da minha... Jaqueta? Blusa? Ah! Sei lá, saber o nome das coisas, mas não se lembrar do que aconteceu comigo é muito estranho. Vi meu rosto, e tive a impressão de que estava mais branco do que deveria ser. Pálida. Fria. Arregalei os olhos e pus a mão sobre o lado esquerdo do meu peito, não senti nada. Nem um fraco batimento cardíaco.

– Eu estou morta!


Eu estava morta, mas viva. Como isso era possível? Senti um calafrio subir pela minha espinha. Minha boca arroxeada se entreabriu para tentar dizer mais alguma coisa. De repente meu corpo sentiu um leve ar, já que meu corpo estava frio, era um ar quente ou talvez mais frio que a temperatura de meu corpo.

"- Emma."

Um toque. Tão macio, parecia tão familiar, quanto aquela voz aveludada chamava, parecia tão distante, mas tão perto. Senti como se as pontas dos dedos de quem me tocava tocar nariz, bochechas, queixo, até mesmo a boca. Ah! Então era assim que eu me chamava. Emma. Senti lábios contra os meus lábios, era tão bom. Logo se separou e eu me senti só novamente. Olhei para o espelho e me surpreendi com o que vi. Meu rosto estava ganhando cores e senti um baque forte no peito, meu coração batia novamente e forte, me senti quente. Ouvi um barulho irritante, quando me virei na direção a qual este vinha encontrei o portão de ferro aberto, mas a porta continuava fechada. Voltei a me aproximar deste, segurei na grande tranca e a empurrei, abrindo a porta. Em direção de um longo corredor que logo se iluminou por duas fileiras de tochas, uma de cada lado. Algo, dentro de mim dizia que se eu continuasse, eu não seria mais a mesma.


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Abriu a porta e a fechou em seguida, correu em direção de seu escritório, retirando as teimosas mechas de cabelo que lhe cobriram os olhos. Sentando em sua cadeira, observou o livro de Rumplestiltskin.


– Não queria mais me envolver com magia, mas vou fazer isso por você Emma. Pela última vez.

Ouviu a porta do seu escritório ser chutada, mal acreditou em que estava diante dela.

Notas finais
Espero que tenham gostado suas lindas. Não é muito, mas já é um começo.