7 Maldições

15 Deixe-me em Paz!


Notas iniciais
Desculpem pela demora. Não achei justo ter excluído esta história. Vou terminá-la, não posso deixar uma criação minha pela metade. :D

[...]

Continuava a fitar os belos orbes de Camille. A jovem que interrompera aquilo virara-se de costas, pois além de estar interrompendo um "momento como aquele", queria rir disfarçadamente.

– Chefe me desculpe...

– Continue. — Ordenou simplesmente, cortando a garota.

– Kia e Desiree estão engalfinhadas no corredor.

– Meu Deus, que merda! — Levantou-se rapidamente, puxou a garota do chão. — Já volto querida. — Disse alto com um sorriso nos lábios.

– Claro. — A menina lhe devolveu o sorriso.

Sua superior lhe deu um selinho lhe deixando muito surpresa com isto e claro, mais rubra do que antes.

– Volto para você. — Deu uma piscadela divertida para ela.

Antes que a moça pudesse sair pode ver o sorriso sem graça da outra, que agora tocava seus lábios tentando prolongar as sensações daquele momento.

[...]

– O que foi Kia, se incomodou por tão pouco?! — Perguntou com um sorriso debochado nos lábios, mesmo com a outra em cima de si tentando lhe enforcar.

– Morre desgraçada! Morre! — Apertou com um pouco mais de força, o ódio que estava sentindo parecia uma panela de pressão pronta para explodir.

– Por que você simplesmente não deixa de ser... Possessiva. Ainda mais, possessiva com o que não te pertence.

A garota de cabelos preto azulados abaixo da ruiva era uma cretina que havia beijado Emily há alguns minutos, por azar a ruiva havia visto e esperou estar longe de sua loura para pegá-la e lhe ensinar uma boa lição.

– CALA A BOCA! — O grito foi um extravaso de sua raiva.

– JÁ CHEGA! AS DUAS! — Kia se lamentou por não ter conseguido fazer isso mais rápido.

–... — Nada disse quando os braços fortes de Ayla lhe apartou da asfixiação que causava a dona dos cabelos azulados.

– Você deveria provocar menos alguém apaixonado Desiree. — Sussurrou a morena que vinha acompanhando Ayla.

– Essa LOUCA. Ela quis me matar porque eu beijei a loira. A Emily. Na verdade foi ela que me beijou, eu só aproveitei.

– Me deixem. — Se separou da sua superior, pois já estava muito chateada. A ruiva apenas seguiu caminho a fora do complexo.

A mesma caminhava lentamente pelos corredores. Queria pensar sobre aquele sentimento de carinho, paixão e ódio que no momento sentia por Emily, era evidente que sempre foi apaixonada por ela, mas nunca teve coragem de dizer em voz alta. Somente em seus belos pensamentos. Sempre fora muito protetora com ela. E agora? Estava arrasada. A outra simplesmente lhe rejeitara. É como se ela houvesse levado seu coração quente e pulsante de carinho e amor lhe deixando um vazio e inerte espaço dentro de seu peito.

– Nunca...

Aquela palavra, saindo da boca da moça lhe deixara tão desesperançada que não teve mais coragem de olhá-la nos olhos.

"- Eu sei que não deveria ter feito aquilo, mas eu precisava demonstrar tudo o que eu sinto por você Emily.

– Você... Ah! Deixa para lá. — Os olhos de Emily estavam demonstrando seu cansaço.

– Me desculpa Emily, eu só precisava que você entendesse, eu...

– Pára! Pelo amor de Deus, você não entende... Eu não sinto nada por você, não deste jeito.

– Emily, eu...

– EU TE REPUGNO!

–... — Seu chão de repente saiu debaixo dos seus pés.

– Fica longe de mim. — Se afastou o máximo para longe dela."

Não derrubou uma lágrima sequer, apenas arrancou a força de seu pescoço o pingente estelar que quando mais novas havia recebido da loira. Quando saiu do complexo subterrâneo e adentrou a floresta, jogou o pingente para longe e deixou que seu corpo tomasse uma forma lupina, adentrando a mata fechada, dando fortes e longas patadas no chão. Queria alcançar o único lugar dali que sabia que nunca e nem ninguém poderia lhe encontrar.

[...]

A loirinha deixava muitas lágrimas rolarem por seu rosto. Estava toda encolhida em seu quarto. No chão. Estava com raiva de si mesma, por machucar sua amiga e paixão secreta. Ficou tão feliz por ser beijada pela ruiva, mas quando se deu conta de que quando se rebelasse talvez não haveria mais paixão alguma da outra para consigo, então decidiu matar as duas únicas coisas de puras que havia na outra, a amizade e o carinho. Agora que havia conseguido, se sentia sozinha, incompleta e desprotegida. Pediu em meio o silencioso choro desculpas a memória corpórea de Kia.

[...]

Seu tormento ainda seguia, enquanto sua mente voluntariamente repassava a imagem distorcida do rosto de sua amada. O caderno ainda está na cama, estava tão chocada que não conseguia se mover no lugar. Quando tentou respirar profundamente, seus pulmões não permitiam que entrasse mais ar.

– Emma... — Sussurrou.

[...]

Kalevra estava deitada em sua cama na pensão da Granny, agora poderia traçar seu plano. Tinha tudo o que necessitava para concluir seu plano. De dentro do bolso de trás de sua calça arrancara um papel que guardou com toda a sua alma. Desdobrou o papel e leu seu conteúdo, era uma folha grande, antes de tudo ocorrer roubara um dos livros da bruxa e arrancara aquela folha.

– "Tudo que me foi dado, pode ser tirado, basta uma gota para o doce se tornar amargo." Uma poção bem poderosa.

Olhou para a única parte que lhe interessou... "Vingança não é a melhor forma para se sentir bem, mas lhe dá as lembranças mais prazerosas.". Estava decidida em fazê-lo, vingança sim era um dos motivos se não o principal. Juntaria o útil ao agradável, ao seu... Agradável. Começou a buscar todos os ingredientes na lista para estar preparada para ir em busca dos mesmos.

[...]

Kia estava sentada sobre os rochedos, era uma imagem espetacular. Uma vista espetacular para um coração desesperançado. Seu coração batia forte debaixo daquela pele cheia de pelos grossos, ajeitou-se para deitar no chão. Ganhiu para as moscas que lhe incomodavam, dava algumas patadas nelas. Observava o céu azul no intuito de não pensar em nada, nada mais. Aquelas cenas machucaram muito seu coração. E decidira uma última coisa... Ia fazer um único pedido a sua mestra. Não queria mais sentir dor. Nunca mais iria querer sentir aquelas dores. Nunca mais iria sentir saudades de casa, nem de seus irmãozinhos, nem de sua mãe... Nem mesmo daquela que praticamente esmagara seu coração apaixonado. Nunca mais... NUNCA!

Rosnou para o nada, seu olhar vazio, se enchera com ódio. A única coisa que queria sentir de agora em diante, para encher o vazio de sua vida com algum motivo. Iria caçar, achar e matar a única fonte de seus problemas. Kalevra iria pagar caro por tudo que fizera ela passar.

Arranhou com suas garras a árvore que sempre marcou quando adentrava aquele lugar. Era uma forma de dizer que estivera ali para intrusos, mas ao invés de correr, caminhou de volta para o esconderijo. Nem soube como chegara novamente ao complexo, só sabia de uma única coisa... Que estava certa em fazer o queria fazer.

[...]

– Entre minha querida. — Irina já soubera do ocorrido mais cedo. E já sabia o que a menina viera buscar consigo.

– Minha senhora, tenho um pedido a lhe fazer. Peço que não o negue, pois se o fizer não poderei mais agüentar estas dores.

– Diga. — Queria ouvir o pedido da boca dela.

– Tire meu coração de mim.

Nem mesmo respondeu, no mesmo instante veio como um predador feroz e sedento, adentrou sua mão no peito da garota e lhe tomou a única coisa que ela tinha. Ouviu o grunhido de dor da moça, mas logo viu o brilho deles abandonar aquelas íris outrora puras. A mulher nada disse, guardou o objeto em uma caixa que separara há alguns minutos para ela.

– Guardarei seu coração comigo, para que não tenha ganas de recolocá-lo. Quando tudo terminar eu o devolverei, mas até lá, ele pertencerá a mim. — Irina não queria ter feito aquilo, eram suas garotas e ela se preocupava, mas não iria suportar que a outra fizesse o que estava pensando em fazer caso seu pedido fosse negado.

– Sim senhora. — Até seu tom de voz mudou.

– Vá.

– Sim, minha senhora.

[...]

Não sabia o que sua senhora havia feito de mais, mas se soubesse antes que aquilo não permitiria que sofresse dores, já teria o feito há muito tempo. Quando chegara a porta de seu quarto, viu a porta do quarto ao lado se abrir e uma loira aparecera, lhe sorrindo um sorriso de sinceras desculpas, mas aquele seu novo estado não lhe deixou permitir, pois sentia que não devia fazê-lo. Apenas olhou de lado e adentrou seu quarto, o trancando. Seus fios de fogo foram presos logo após que trancou a porta atrás de si, sentou-se sobre a cadeira próxima de sua escrivanhia e pôs-se a ler um livro que nem mesmo se lembrava de ter. Um livro de estudos de sobrevivência e mais alguns que nunca teve o interesse de tocar.

Olhou para mais alguns que tinha em sua simples prateleira. Levantou-se da cadeira e pôs-se a colocá-los sobre sua escrivanhia. Não estava entendendo, mas aquilo parecia lhe fazer bem.

[...]

Olhou antes da ruiva bater a porta atrás de si, não a reconhecera, ela nem mesmo lhe respondeu com algum desaforo seu ato de desculpas... Mas tinha alguma coisa a mais de diferente. Só não sabia dizer o quê.

[...]

Ayla voltara a sala de treinamento onde encontrou a outra moça socando o vento concentrada. Estava praticando. Decidiu não interromper, ficou observando de longe.

– Deveria manter mais firme o soco. — Não se conteve em apenas observá-lo.

– Oh! Conseguiu voltar logo. — Não se conteve em demonstrar sua felicidade.

– Um desentendimento entre as garotas. — Fechou a porta e foi em direção da outra.

– Podemos continuar? — A moça indagara corajosa e animada.

– Claro, senhora. — Fez reverência em modo de tirar um sarro arrancando algumas risadas da outra.

– Vem logo. — Desafiou bem corajosa.

As duas continuaram, entre brincadeiras e treinos. Ayla em dado momento errara o golpe e a outra se aproveitou segurando seu braço, deitou no chão e com um pé jogou o corpo da outra no chão.

– Olha! Tá ficando boa hein! — A outra se sentou no chão. — Tudo bem?! — Perguntou vendo a outra lhe encarar muito.

– Nada. É que você tem olhos muito bonitos. — Olhava descaradamente agora.

– Eu até os daria, mas eu preciso deles para enxergar. — Brincou virando o corpo em direção ao da mais nova.

– Eu os prefiro em seu rosto. Dão mais beleza. — Disse séria, mas logo se dando conta que estava flertando com a outra. — Eu te acho bonita.

– Sabe que eu acho a mesma coisa de você? Eu acho você linda e atraente mesmo sendo uma adolescente.

– Eu acho que... Obrigada. — Divertida afirmou.

[...]

Regina tomou o diário em suas mãos rapidamente se afastando da cama, mais do que rapidamente. Pensou em uma possibilidade bem rápido.

– Maldita bruxa! Eu devo estar bem perto, ou melhor, Emma deve estar bem perto. — Sorriu Regina ainda afetada pela imagem.

Levantou do chão, ajeitando sua roupa como pôde, saindo logo do quarto.

[...]

Saiu de seu quarto na pensão olhando atentamente para os lados, levando sua bolsa de suprimentos consigo, precisava procurar logo a adaga do Senhor das Trevas.

Indo para o centro da cidade acabou trombando com uma bela senhorita, ela tinha traços orientais, realmente muito bela. Ela lhe sorriu tão lindamente que nem mesmo escutara o que a mesma lhe disse.

– Oh! Me desculpe, estou tão distraída. — A moça se desculpou olhando para o moço que parecia paralisado. — Você está bem? — Ela lhe sacudiu levemente os ombros, o obrigando a sair do transe.

– Oh! Me perdoe senhorita, como sou rude. Griffin, ao seu dispor. — Fez cortesia à moça.

A senhorita deixou uma risadinha escapar perante a gentileza incomum e tão formal naquele lugar.

– Poderia me deixar saber seu nome? — Griffin perguntou olhando nos olhos da moça.

– Mulan. — Respondeu cessando os risos.

– Oh! Que nome lindo. Prazer mi lady, sou Griffin. — Tomou sua mão e depositou um beijo nela, todo cortês.

Mulan ficou encabulada, mesmo assim agradeceu o cavalheirismo lhe dizendo que tinha que ir, pois estava atrasada para uma coisa.

– Nos vemos por aí Griffin. — Despediu-se com o olhar.

O outrora "verme" de Irina agora se encontrava entretido com a moça gentil que surgiu em que trombou mais cedo. Olhou para o mapa. Novamente estava no centro da cidade.

– Mapa, mostre-me a adaga. — O mapa brilhou em mostrando a direção em frente.

Claro que não fazia sentido algum, o mapa de repente quando estava próximo do relógio da cidade, começou a indicar todas as posições possíveis. A seta dourada de luz girava, fazendo-o ficar confuso com tal coisa.

Balançou o mapa de forma que o mesmo voltasse ao normal, ou melhor, a sua considerada normalidade. Aquilo despertou a atenção de um garoto, que o seguiu com o olhar. Encarou o garoto de volta antes de seguir em frente. E o mapa voltou a apontar o sul, indicando o centro novamente.

Virou-se infantilmente e deu passos contados até ficar exatamente no meio da rua, o mapa como se zombasse tornou a confundir-lhe com aquela seta mágica girando sem parar para todas as direções.

– Ok, um encantamento para confundir. Muito esperto Rumplestiltskin. Muito esperto.

Tornou a pisar na calçada, para que o senhor que vinha com um carro passando pudesse parar finalmente de insultá-lo. O olhar do garoto continuava a lhe seguir, decidiu que não notificaria à sua senhora ali. Decidiu entrar na loja em que estava em frente. Não dera tempo de saber qual era. O senhor que ali dentro estava logo veio lhe abordar pacificamente.

– Posso ajudá-lo meu bom rapaz? — Perguntou Gepeto. Pelo menos era o que a pequena descrição em seu avental dizia.

– Na verdade, entrei por engano senhor. — Desconversou logo, para não ser questionado.

– Oh! Claro, todos dizem o mesmo. — Um olhar abatido se apoderou do rosto cansado.

O rapaz então se dera conta do que havia dito e para não se passar por rude decidiu comprar uma peça simples de madeira. Só para não fazer desfeita. Quando guardara o objeto na bolsa se retirou da loja rapidamente.

[...]

– Pronto vovó! Estou aqui, cheguei e precisamos conversar uma coisa que não pude lhe perguntar ontem. — Dizia tudo isto, a bela moça de cabelos negros e mechas ruivas, enquanto colocava o avental.

– Claro, Ruby, há umas horas veio um moço aqui na lanchonete, ele será nosso novo caixa. — Avisou Granny olhando de canto enquanto pegava alguns pedidos do furador.

– Caixa? Mas nunca precisamos de um vovó. — Ruby se apossava da caderneta de anotações e seu habitual lápis.

– Sim, mas... Ele me pareceu um bom rapaz, e precisava de emprego. — Explicou-se para a neta.

– Ah! E onde ele está?

– Começa amanhã. — Granny se foi para a cozinha.

A garçonete então voltou a sua rotina diária. Anotar pedidos, levar ao furador, anotar outro pedido, levar ao furador e pegar o pedido anterior para levar ao cliente e receber um "obrigado" e talvez uma gorjeta.

[...]

– Eu preciso ir de encontro à Rumplestiltskin. — Pensou em voz alta.

Escondeu aquela folha em sua calça e antes de sair da pensão, olhou para os lados. Mesmo assim trombou com uma moça.

– Me desculpe. — A moça ia se desculpando, mas quem mais sofrera foi ela, pois a queda fez com que derrubasse uma cesta no chão.

– Não, a culpa é minha, me desculpa. — A canina ia se desculpando, enquanto recolocava o conteúdo dentro da cesta. Frutas e livros. — Eu sou uma desastrada. — Sorriu sem graça para a moça.

Pegou a cesta do chão e entregou à aquela senhorita tão bela, portadora de beleza simples, mas chamativa ao mesmo tempo. Pele branca, aparentemente macia, olhos claros de tonalidade azul ou verde não conseguia dizer, cabelo castanho e sorriso tímido, mas mesmo assim, feliz. Olhava-a enquanto erguia a cesta para que a outra finalmente a pegasse. A senhorita bela lhe agradeceu com aquele mesmo sorriso tímido, mas de gratidão.

– Sou Aurora. — Estendeu a mão direita para cumprimentar.

A canina demorou alguns segundos a entender aquele cumprimento, era algo bem dos humanos. Como era canhota estendeu a mão esquerda mostrando a senhorita que era canhota. Aurora trocou o cesto de mãos e lhe deu a mão esquerda apertando a da loira a sua frente.

– Prazer. — A bela moça tentava descobrir sutilmente o nome da loira.

– Ah! Perdão. — Se tocou e riu baixo. — Sou Kalevra.

– Kalevra? Eu acho que nunca a vi na floresta encantada. — Disse entortando um pouco olhar, mas ainda o mantinha amigável e levemente confuso.

– Não sou da floresta encantada, sou de terras um pouco distantes.

– Ah! Bom, nos vemos por aí. Preciso ir. — Disse se despedindo com um beijo na bochecha da loira, que pouco depois de Aurora ir, deixou seu rubor transparecer.

Queria mesmo ver aquela bela senhorita novamente. Naquele momento se deu conta que estava perdendo um tempo precioso. Voltou ao objetivo inicial, para encontrar o Senhor das Trevas.

[...]

– Que porcaria! — Voltou a comer a maçã. — QUERO SAIR DAQUI IRINA SUA FILHA DA...

[...]

– Oh minha xerife! Que boca suja você tem. — Disse com falso tom de indignada.

Sua risada maligna ecoou na sala vazia, olhava para a bola de cristal com um olhar igualmente maléfico. Era de dar medo aquela expressão, em qualquer um. Mesmo que não pudesse mais interferir estava se divertindo com a loira presa naquela maldição.

Por alguns momentos aquele ar maledicente deixou-a, algo terrivelmente humano e devastador lhe dominou. Culpa.

Não era possível. Sentiu culpa por ter feito aquelas coisas. Todas aquelas coisas. Tomado e continuado a tomar as meninas da terra de Izur, para usá-las como armas.

Prometia as meninas que quando tudo aquilo acabasse iria devolvê-las à sua terra natal, mas claro, que, seu plano realmente era lhes tomar seus corações para poder controlá-los. Kia, foi a primeira e nem precisou de força bruta.

Claro, que não só isso, mas... Por ter matado tantos em nome de seu suposto amor por Pyong, pai de sua filha. Ayla. Em sua busca de vingança por Regina ter matado seu marido, sacrificara algumas vidas humanas, sendo homens ou mulheres, usando seu corpo como pagamento de seus serviços. Para poder encontrar aquela mulher, foi quando 18 anos após a maldição soube pela má língua de uma mulher chamada Alice que a Rainha de Copas queria se vingar de sua filha por tê-la aprisionado naquele lugar. Pelo que bem me lembro, Regina havia mandado um tal de Killian Jones para ceifar a vida de Cora, a suposta Rainha de Copas. O mesmo foi seduzido pela proposta de Cora de a levar para a floresta encantada e em troca o ajudaria com sua vingança contra o infame Rumplestiltskin. Levara o "corpo" da mãe da Rainha Má e a mesma achando que a mulher estivesse morta a deixou com uma rosa, achando que agora as duas pessoas que amavam estavam mortas.

Por Wonderland ser um reino tão distante e se encontrar em um dimensão paralela de uma "realidade" como Fairy Tale, não fora atingida pela maldição de Regina. Por isso foi possível recolher todas aquelas informações de Alice.

Como sabia daquilo tudo? Bom, a resposta é simples. Ela era uma serva com uma dívida eterna de Regina. Regina já havia salvado sua vida, Irina grata prometeu servi-la. Um determinado dia, um homem veio visitar a Rainha, e trouxe consigo alguns apetrechos a seu ver, mágicos.

Por acidente acabou derrubando um livro que o homem trazia com ele. Caiu em uma página e por algum motivo uma fenda brilhante foi aberta no livro. Quando, por pura curiosidade, tocou a fenda, seu corpo foi sugado.

Resumindo, conheceu um homem, de sangue mágico. Um canis, uma raça antiga e mágica, uma perfeita mistura entre homem e lobo. Se apaixonaram, nunca mais quis voltar para o castelo de Regina. Foi quando uma fenda igual a aquela que se abriu para ela chegar à Izur, novamente se abriu sugando ela para o mundo de que ela viera, mas o homem temendo pela vida de sua mulher a seguiu, conseguindo se agarrar ao seu braço.

Regina vira o que acontecera e parecia estar confusa, mas logo atacou seu homem, mas ele era rápido. Irina tentava impedir a Rainha de fazê-lo, mas ela covardemente matou seu marido em sua frente.

A Rainha Má viu a barriga saliente de sua serva e mandou guardas virem tirar a mulher da sala.

Desde então, matava seus inimigos sem piedade. Agora, que Regina tinha um amor, queria fazê-la sentir em sua alma, como era a dor da perda de seu amor.

Tudo isto, durou algumas frações de segundo. Sua face antes tomada de culpa, agora era de novo pura maldade e malícia.

[...]

– Ayla! Espera. — Camille desviou por pouco, quase levou o golpe.

A mais velha ria.

– Você já está cansada? — Perguntou se sentando no chão.

– Claro que estou... — Ofegou antes de cair no chão, estirou-se fazendo uma divertida encenação de "estou morta de cansaço".

A maior pegou uma folha de papel que estava em seu bolso, amassou formando uma bolinha de papel.

– Sua folgada! — Exclamou jogando a bolinha de papel na mais nova.

– Ei. — Pegou a bolinha de papel e devolveu da mesma forma. — Foi você quem começou.

– Acho que por hoje já chega. — Ayla levantou do chão em um pulo.

Já a mais nova, fazia dengo, não queria levantar do chão.

– Olha, se você vai ser meu caso... Não deveria ser tão preguiçosa assim, sabia?

– Olha aqui, eu não sou preguiçosa. — Camille levantou incomumente rápida.

– Ah é?! Só não discuto mais, porque está quase na hora da janta. — Ayla deu um leve empurrão na outra.

Sentindo-se desafiada pôs-se a correr atrás da chefe para lhe devolver o empurrão.

[...]

Regina maquinava uma forma de encontrar sua nova inimiga, ia devolver aquilo, mesmo que Emma não gostasse.

– Oi mãe! — Um alegre Henry adentrou a casa. — A Belle me trouxe até a porta de casa.

– Querido, eu já vou vê-lo, estou colocando a lasanha no forno.

Terminou de pôr a comida no forno, foi encher seu príncipe de beijos. O rapaz parecia bem contente.

– O que fez de diferente?

– Eu? Ah! Nada. — Queria ocultar aquilo que tinha visto com Grace na floresta, não parecia uma boa ideia contar a sua mãe sobre lobos gigantes na região. Logo agora que parecia que ela estava aparentemente mais tranquila.

– E essa felicidade toda? Foi só porque ficou com Belle lá na biblioteca?

– Sim. É muito divertido. — Henry sentou no sofá ainda abraçado a mãe que também sentou, abraçando seu filhote. — Alguma novidade mamãe?!

Seu filho assim como ela estava bem preocupado com a xerife.

– Tenho uma novidade, e é boa. Parece que sua mãe está se virando bem, até posso me "comunicar" com ela. — Regina enfatizou bem, não só verbalmente como não verbalmente.

– E "comunicar" com ela... — Enfatizou Henry. — Seria como?

Abriu a boca para responder, mas foi interrompida por um barulho de queda vindo dos fundos de sua casa. Mandou Henry ficar dentro de casa, mesmo o garoto querendo sair afirmando que "sempre quis combater um inimigo", não sabia de onde ele havia sacado um punhal. Olhou para o garoto o fazendo sorrir sem graça.

– Depois conversamos sobre você andar armado. — Regina continuava o olhando.

Outro barulho a fez se preparar para tudo. Foi andando com cuidado para a porta que dava no seu quintal. Abriu a porta, preparando uma bola de fogo em sua mão direita.

– Você?! Qual é o seu problema?!...

Notas finais
Quem será a pessoa que está tentando falar com Regina? Reviews?! Até em breve, Mary H. Ewing