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5 No amor e na guerra - Parte II
Regina estava inquieta, por mais que Emma não se lembrasse de quem elas eram ela sabia, dentro de si, que a loira estava diferente: era com se ela estivesse robotizada. Regina lembrou-se de Giddeon, sua avó o controlava porque tinha o seu coração. Enquanto todos dormiam a morena permanecia acordada porque seus pensamentos não estava facilitando. Voltar para Storybrooke tinha sido fácil de mais, um ponto positivo até então, nenhuma maldição é perfeita e ela sabia disso. A princípio eles teriam que roubar o coração de Emma da fada porque era quase certeza para Regina que a loira estava sendo controlada mas talvez ela ainda não conseguiu sair da cabana por causa do feitiço de Henry. Emma não pode quebrar o feitiço porque foi conjurado apenas para que ela e seu filho soubessem. Inevitavelmente um sorriso brotou-lhe no rosto: Henry era o verdadeiro credo, o novo escritor e ainda por cima sabe o quanto a fada negra é inteligente, porém Regina era mais.
Com o passar dos dias todos já notaram que tinham novas pessoas na cidade inclusive a nova prefeita. Ela sabia que eram as pessoas que ela colocara para fora da cidade, mas como eles voltaram disso ela não sabia. A fada andava de um lado para o outro em seu escritório, na prefeitura. Já fazia vinte e quatro horas que ela não via Henry porque o menino não estava em casa e ainda não tinha visitado a outra mãe do garoto. Deixou para lá os novos moradores, afinal, os que ficaram na cidade não sabiam de nada e não acreditavam em contos de fadas e, tampouco, em magia. A mulher saiu para o hospital e seguiu para a ala psiquiátrica "Emma Swan?" perguntou a fada para a recepcionista "Ainda não saiu do quarto, prefeita. Parece que os remédios ainda estão fazendo efeito e ela está dormindo, pelo que vimos na câmera" Henry voltara ao hospital sem que as pessoas soubessem e como ele era o filho da prefeita, foi fácil para deixá-lo entrar na sala de segurança, o menino alterou a imagem do quarto de Emma. Ele fez um looping com as imagens, mostrando as últimas atividades de Emma, e isso mostrava a loira malhando, lendo, deitada ou dormindo. A prefeita resolveu verificar e ver como a loira estava, sua surpresa maior foi chegar lá e ver que não havia mais Emma Swan em local nenhum daquele quarto e para sua ira não tinha Emma em canto nenhum do hospital e nem na cidade.
"Seus incompetentes" gritava no saguão do hospital. "Como vocês deixaram Emma Swan escapar?" Todos ficaram em silêncio. Ninguém ousava encarar a fada tampouco responder às suas perguntas. Henry estava passando e vira a mulher, se escondeu. Ele estava indo para a cripta, ele sabia que Emma estava sem coração, mas não podia arriscar a vida de sua tia, de sua mãe regina e nem de seus avós, mas ele ia precisar de alguém com magia, caso ele quisesse ir até a cripta. Se escondeu na floresta, perto do cemitério e ligou para sua mãe.
Regina estava preocupada com Henry, sabia que ele tinha que ficar na mansão até isso essa mulherzinha copiou de mim. Primeiro que preto só cai bem em mim, e em Swan, segundo que o filho é meu e a Emma é minha, fora que essa cidade não pertence à nenhuma fada. Eu odeio fadas. Regina pensava e seus pensamentos foram interrompidos com o toque de seu celular "me encontre no cemitério, acho que sei aonde está o coração da mamãe -H"
***
Regina e Henry estavam em frente a cripta da prefeita "Incrível. Até nisso essa fadinha do dente me copiou. Muita falta de classe e competência. Aqui tem magia de sangue, Henry. Não vamos conseguir entrar" O menino sorriu para a mãe e com as mãos tocou na parede invisível e logo a porta se abrira "Lembre-se que eu sou neto do Gold" Regina suspirara "Sim, mas graças a Deus você não tem nada parecido com aquele verme"
Regina estava ficando cada vez mais indignada. Fiona imitou a sua maldição, estava querendo tomar sua identidade, pensava que tinha para si sua cidade e Regina não estava gostando disso. Nem mesmo Swan, quando estava sendo a dark one, queria imitá-la daquele jeito. Só o que me faltava. Mãe e filho que são doentes por poder, mas que no fundo são fracos. Gold pode até continuar sendo o senhor das trevas, mas nem sua magia é tão forte quanto a minha e de Emma juntas, porque ela e eu temos o que eles nunca terão: o amor verdadeiro, que não tem amarras, que não nem interesse. Emma e eu nunca pensamos em nós mesmas, sempre pensamos uma na outra e em Henry, incrivelmente, mesmo eu ainda tendo meu lado ruim dentro de mim, pensávamos sempre no bem maior. E isso eles nunca terão. Pensava Regina em quanto procurava pelo coração de sua esposa.
Eles acharam em um cofre, nem mesmo Henry conseguira abrir. Regina sentiu a magia negra. "Como vamos fazer isso, mãe?" Regina suspirara. A fadinha podia ser burra em outras coisas mas com o coração de Emma ela fora esperta. Regina tentou passar a mão para poder abrir o pequeno cofre, mas nada adiantou. Ela manteve seus pensamentos livres, pensou em Emma e em tudo o que já passaram, pensaram no amor que as unia e sorriu. Emma não preenchia o coração de Regina, Emma transbordava o coração da morena. Sem que percebessem o cadeado fora aberto "É isso, mãe. Fiona colocou uma magia que apenas o amor verdadeiro da mamãe pudesse abrir, mas ela não contou que você estaria de volta a cidade. Vamos voltar antes que ela perceba"
Parecia que tudo estava encaminhando para dar certo. Mas apenas parecia.
Fiona apareceu em sua cripta surpreendendo os dois "Quem é você e o que você faz com meu filho??" Fiona não reconhecera Regina por causa de sua magia de disfarce, a morena sorrira "Você acha mesmo que pode ter o controle dessa cidade, prefeita?" Regina colocara Henry atrás de si, para proteger o garoto "Você está na minha cidade, e eu não permito intrusos aqui, querida"
"Uau. Sério? Acho que você não teria a capacidade de criar uma cidade do zero nem se tivesse com manual de instrução. Teve que tomar a cidade da Regina para poder ter a sua? Muito boa você, excelente"
"Quem você pensa que é? Regina nunca foi meu maior problema, posso acabar com ela com as minhas mãos, mas ops, ela está prestes a se exterminada assim que Emma Swan jogar aquele livro idiota no fogo e acabar com todos os contos de fadas, então seremos nós três. Venha pra cá, Henry"
"Acho que você está um pouco equivocada, fadinha. Ninguém toca no que é meu." Regina lançou sua bola de fogo em direção à fada que foi atingida. E então começou uma guerra de magia. A morena fez uma proteção para ela e Henry, enquanto a fada tentava de todas as maneiras atacá-la
"Sabe porque você nunca vai vencer, Fiona? Porque ninguém te ama!"
E então Regina sumiu com Henry em sua fumaça roxa.
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