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6 Verdades
Notas iniciais
Emma parou de tomar os remédios e estava recobrando as memórias de quem ela era, mesmo que aos poucos. A presença de Regina e de seus pais estava fazendo com que a loira retomasse suas memórias e saísse do estado de "retardo" Regina queria muito tirar satisfações com a fadinha miserável, mas ela não podia deixar sua loira ali, mesmo que aparentemente a loira estivesse bem, a própria rainha sabia os efeitos de remédios que fazem as pessoas parecerem loucas, ela mesma, quando estava sob o feitiço que havia lançado, matinha esses medicamentos em Belle. Regina não podia vacilar, a cidade ainda estava sob o feitiço e quanto aos outro que talvez fosse visto como novos moradores, os responsáveis sabia que, como toda magia, aquela também teve uma falha.
"Parece que sua maldição não deu muito certo, mamãe" disse Gold para a atual prefeita da cidade.
"Por pouco tempo, Rumple. Assim que eu conseguir colocar minhas mãos novamente em Emma Swan, farei com que ela destrua aquele livro maldito e assim tudo se acabará" Rumple apenas olhou para a mãe certo de que tudo aquilo iria dar errado
***
Algumas semanas depois...
Emma estava entediada de ficar dentro daquela cabana, aproveitou que não tinha ninguém naquele dia e foi dar um passeio. Ela estava com saudades das pessoas que conhecera no hospital, mesmo ela sabendo que era perigoso, talvez a prefeita não estivesse no local e assim poderia dar uma olhada nos antigos colegas. Emma fez o que tivera vontade, adentrou ao local onde residia e deparou-se tudo do mesmo jeito. Fiona ficou sabendo que Swan estava no local e não tardou em aparecer em sua fumaça preta, surpreendendo a loira
"Você vem comigo"
Envolveu as duas em uma fumaça preta, a fada selou a sala da prefeitura com magia negra e ficou frente a frente com a loira que estava irritada com o que acontecera.
"Qual é o seu problema? Você não cansa?"
Fiona apenas gargalhou. Cansar? Ela estava trabalhando nisso há muito tempo. O que ela mais queria era destruir aquelas estórias infames de contos de fadas, aonde o bem sempre prevalecia. Ela queria mesmo era um lugar aonde o mal reinasse e os bonzinhos? bom, que esses fossem escravos do mal, presos em suas próprias frustrações e em seus finais felizes totalmente abaixo da média, satisfeito com o que lhes era dado. Fiona sabia que nunca fora daquele jeito, ela tinha dentro de si o sentimento de amor, de felicidade. Defendia com unhas e dentes aquilo que era seu, e protegia a quem amava, mas depois de ter seu filho, a quem não teve nem coragem de lhe por um nome por causa do medo de perdê-lo para a morte, abdicou-se de quem era para poupar a vida de seu pequeno, e depois de ter se tornado totalmente má, aonde não havia nenhuma gota de bondade em si, tomou o neto para que fosse criado e sem pudor nenhum controlou-o enquanto estava com o coração de Gideon em mãos. O poder... Há um ditado que diz "se você quer realmente conhecer alguém, dê um pouco de poder a ele" e Fiona tinha todo o poder, a magica que corria em suas veias, por mais que fosse do mal, a fez chegar aonde estava. O plano era matar Emma Swan desde o início para tornar seu neto um salvador, mas deu errado quando Emma, mesmo com as visões e a mão tremendo, conseguiu evitar sua morte. Ela sabia que a magia da loira era forte o suficiente para poder pará-la e sabia também que se juntasse com Regina Mills, até o poder de Rumple se tornaria fraco perante ao delas. Aquilo era a coisa do amor verdadeiro, a magia mais poderosa que transcende reinos, sobrevive ao tempo e nunca desiste. Fiona sabia que Emma conseguira tirar de Regina toda a maldade que um dia a própria rainha quisera entrar porque também sentiu o poder da magia em suas mãos, e a fada também sabia que mesmo ninguém mais acreditando que um dia a rainha pudesse se tornar boa novamente Emma acreditou e isso bastou para que ela mudasse. Regina fez muitas coisas que dizia ser por Henry, mas no fundo a mesma sabia que o amor e o relacionamento que construiu com a outra mãe de seu filho foi quem fez toda essa mudança. A fada sabia que não podia com as duas juntas, ela precisava acabar com uma, porque Emma era a fraqueza de Regina e bem, Regina era a fraqueza de Emma.
A fada tinha em mente que Emma seria capaz de tudo para que ninguém a quem amasse viesse sofrer, por isso ela preparou uma emboscada, e estava esperando a hora de poder usá-la. A fada mantinha Henry preso dentro de seu próprio quarto e por mais que o menino quisesse sair, a cada vez que ele encostava na porta ou na janela de seu quarto era como se levasse um choque, sendo jogado para longe. Aquilo era magia negra e mesmo se ele quisesse não poderia quebrá-la.
"Querida, eu trabalhei duro para que esse dia chegasse. Acha mesmo que com o que meu filho viu foi o suficiente para que ele me matasse? Rumple é igualzinho a mim: antes de tudo, preferimos ter o poder em mãos do que abdicá-lo dele pelo bem comum."
"Rumple podia ter sido diferente se você tivesse deixado"
"Ora, Emma. Não seja tola. Você é mãe também e eu sei que faria tudo apenas para que nenhum mal acontecesse ao seu filho ou a sua família perfeita"
"Não ouse tocar um dedo em Henry. Eu te mato"
"Ah, claro que você mata. Como posso me esquecer desse feito que você pode ser capaz de fazer"
Fiona passou a mão sobre o espelho, revelando o que estava acontecendo dentro do quarto de Henry. Ela via o menino sendo jogado a cada vez que tentava sair de dentro do espaço. E ela percebia que a cada vez ele ficava mais fraco.
"Cada vez que o seu filhinho tenta sair do quarto, a magia que está ali vai sugando as forças que ele tem. Mas ele puxou você na teimosia e a Regina na persistência. Devo dizer que, mesmo que você não o tenha criado quando bebê, a rainha fez um ótimo trabalho. O resto foi convivência."
"O que você quer?"
"Que queime o livro"
"Mas eu não posso fazer isso"
"Ou é o livro, ou seu filhinho indo a sete palmos do chão. O bem comum não está em pauta aqui, queridinha. Ache o e o destrua, caso que ainda queira ver o seu amado filho pelas ruas de Storybrooke."
***
Regina andava de um lado para o outro estava possessa. Emma não podia sair da cabana e Henry não chegava nunca da maldita escola. Os pais da loira, junto com sua irmã não sabia mais o que fazer para que a morena se acalmasse. A todo momento Regina fazia uma bola de fogo e a apagava no mesmo instante. Ela estava pensando em como acabar com a audácia daquela fada grotesca, mas entrava em pequenos colapsos cada vez que falhava. Havia uma nova bola de fogo em suas mãos e quando ouviu o barulho da porta se abrindo quase jogou na direção de quem estava perto. Emma, que estava entrando na cabana, projetou uma proteção para não ser atacada, mas logo viu que Regina mesmo apagara o fogo.
"Aonde você estava? Cadê o Henry"
"Sentem-se. Precisamos conversar."
Emma contou tudo o que havia visto e ouvido de Fiona, Regina estava a ponto de explodir. A veia saltada em sua testa era o sinal de que se alguém encostasse na morena, ela explodiria a cidade inteira com fogo de suas próprias mãos. Literalmente.
Enquanto isso, David e Mary pensavam em um jeito de fazer um plano para que todo aquele pesadelo acabasse.
"Gente, eu sei que vocês ainda estão pensando em confiar em mim. Mas eu tenho uma ideia. Algum de vocês, andando por aqui, viram Bella e seu filho?" Todos ali presentes pararam e encararam a morena "Regina é muito boa em plantar a semente da discórdia na mente de alguém. Rumple não é burro e ele sabe que essa maldição está fadada ao fracasso, por mais que tentem, ninguém é páreo para minha sis. E se Emma levar um livro falso das histórias? Henry mesmo disse que hávia vários livros com o mesmo nome. Alguns em branco e outros com outras histórias. Podíamos ir até a casa do autor, procurar um livro em branco e entregar a Emma para que ela o queimasse"
"Ok. Eu entendi. Mas precisamos ser rápidos. Enquanto eu levo vocês para a casa do autor, depois eu volto para poder falar com Gold, e saber se ele acha mesmo que sua queridinha esposa e seu filho estão aonde ele acha que estão."
"E eu?" perguntou a loira.
"Você procura uma maneira de destruir a magia de proteção da fada na minha cripta. Eu te encontro lá em meia hora, ok? Todos prontos? Então vamos."
Conforme o combinado enquanto Emma procurava nas coisas de Regina livros de magia, a morena deixava seus sogros e sua irmã na casa do autor, e seguia, com sua fumaça roxa para a loja de penhores do Gold.
"A que devo a honra da visita da rainha?"
"Honra nenhuma, querido. Apenas vim querer saber de algo"
"O que você tem para me dar?"
"Já passamos da fase de trocas, querido. Você não honra mais com sua palavra então não tem que querer nada em troca, nenhum favor se quer."
"O que você quer, Regina?"
"Apenas fiquei sabendo que Belle e Gideon estão em um bom lugar, já que você não teve coragem de matar sua mãe e tampouco contar a verdade para eu filho e esposa. Sempre fico me perguntando até quando Bella vai acreditar que você prefere eles do que o seu poder como DarkOne" Disse a morena passando a ponta do dedo sob a bancada de madeira e sentindo a camada de pó que havia ali.
"Como ousas?"
"Não é novidade para ninguém que você sem seus poderes não passa de um nada, Rumple. Eu só quero que você pense em uma coisa: se você não é confiável, acha mesmo que sua querida mãezinha também é? Se acha que sim, pergunte a ela se sua família está aonde eles deviam estar, ou se ela apenas enxotou-os para um lugar qualquer"
"Você não tem esse direito."
"Tenho. A partir do momento que sua mãe, aquela fada asquerosa, trancou meu filho com magia negra dentro do quarto e a cada vez que ele tenta sair perde a força, sim, eu tenho todo o direito de falar pra você o que quer que seja e melhor, fazer você ver que o que sua mãe disse sobre 'sermos a família perfeita' foi apenas um melzinho na sua boca para que a falta de afeto materno que você sentia fosse artificialmente preenchida, Gold. Então eu sugiro que você — se é que você ainda tem um cérebro — pense bem se ainda permanecerá ao lado de sua mamãe. Porque você sabe que sua magia pode ser forte e a da fadinha também, mas nenhuma mentira e nada que provém dela é forte o suficiente para vencer o amor verdadeiro"
"Desde quando você passou a acreditar em amor verdadeiro, Regina?"
Antes da morena sair, ela se lembrou de tudo o que vivera até ali. De quem ela era com Daniel, de quem ela se tornou depois de Daniel e o que ela voltou a ser depois de Emma, porque até mesmo quando tinha Henry sua essência era má, e depois de ter visto que mesmo assim, uma pessoa a via como Regina Mills, que alguém viu nela toda bondade e amor que podia ter, porque sim, Regina Mills sentia mesmo se tivesse sem seu coração no peito. Ela mudou e mudou para melhor, porque ela nunca quis ter poder algum, mas mesmo que agora ela tenha magia, há muito tempo ela não usa mais para o mal e sim para o bem, porque uma vez ela disse que o mal não nasce, é criado.
"Ao contrário de você, Gold, eu não penso mais em mim mesma. Você disse uma vez que vilões não tem finais felizes e eu pude, por um tempo longo, não ter o meu final feliz, porque ele nunca veio da forma que eu pensava. E você tem o seu final feliz mas ele está baseado em que? Nada subsiste com mentiras e enganações, Gold. Emma me tirou das trevas em que eu vivia não porque eu era merecedora, mas porque ela viu que tinha bondade em mim. E você cansa das mentiras, das falsidades, até mesmo do poder, porque o que é de verdade sempre vai prevalecer e também, meu relacionamento com a senhorita Swan pode ter sido conturbado, mas nunca enganamos uma a outra e nunca mentimos uma para outra. E você nunca vai poder viver isso porque tudo que tem em você, assim como em sua mãe, é baseado em mentiras e enganações, porque o que importa não é se vai fazer mal ou bem ao outro desde que você saia favorecido, não importa o mal que seja feito. Alguém sempre vai passar a perna em você Gold, porque mentiras e enganações é uma via de mão dupla: do mesmo jeito que você dá, você recebe. Mas, felizmente, você ainda tem a chance de mudar tudo isso."
E com essas últimas palavras, Regina envolveu-se em sua fumaça roxa, sumindo do campo de visão do homem que ficou possesso com as palavras da rainha. No fundo Rumple sabia que Regina estava totalmente certa.
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