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4 No amor e na guerra - Parte I


Notas iniciais
ola leitores td bem c vcs? agradeço às pessoas que favoritaram a fic, eu não sou boa com nomes, me perdoem, mas fico imensamente feliz por saber que a fic está sendo completamente aceita por vcs, caso queiram alguma coisa, façam suas petições, deem ideias, todas as sugestões serão bem vindas. Apreciem o Ep III sem moderação,e perdoem os erros, estou pelo note, lembram? beijossss

"Alô?"

"Emma?"

Vozes... Podemos reconhecer de longe às vozes que o nosso cérebro grava, tanto as que amamos ouvir quanto as que detestamos ouvir também; para entender melhor, um exemplo prático de como o nosso cérebro reconhece e capta a voz da pessoa que conhecemos: os pais de uma criança ou adolescente podem estar em um parque de diversões com som alto, muita gente e quando seus filhos pronunciam a palavra "pai" ou "mãe' rapidamente eles olham procurando ao redor, notem que em nenhum momento às crianças ou adolescentes falam "pai fulano" ou "mãe ciclana" eles não pronunciam o nome na sequencia da palavra afetiva, apenas chamam e o cérebro deles reconhecem quem os chamou mesmo não tendo ainda visto quem chamava, e com Regina não era diferente: ela reconheceria a voz de Emma até se estivessem no meio de um bombardeio. Seu coração acelerou, suas mãos começaram a tremer, ela tinha ouvido direito e tinha certeza disso "Emma, você está ai?"

"Quem é?"

Essas duas perguntas martelavam na cabeça de Regina por minutos, como assim quem é? questionava a morena — ela começou a odiar maldições no primeiro momento em que Henry, na maldição de Pan, não lembrava-se dela, de Regina, como sendo sua mãe, e agora ela passou a odiar mais ainda. O que ela podia responder para uma pessoa que provavelmente está dentro da maldição e com suas memórias praticamente póstumas? Sério mesmo que Swan não se lembra da minha voz? Perguntava a si mesma enquanto formulava alguma resposta para a loira. Já Emma, do outro lado da linha sentiu suas mãos suarem ai ouvir seu nome naquela timbre rouco da mulher do outro lado da linha, pela primeira vez, desde que chegara naquela cidade, ela pode sentir um calor que emergiu de dentro para fora, um leve frio na barriga... Aquela voz mexeu com ela e ela sentiu que um dia já tivera as mesmas sensações que estava tendo naquele instante, Emma sabia — mesmo que em seu íntimo — que aquela repetição de dias estava muito estranho. Ela não era louca e sabia disso, pois quando não tomava os remédios que a prefeita lhe dava, ela tinha flashes em sua mente, alguns borrões distorcidos e as imagens nunca chegara com clareza, mas acordava com dores fortes na cabeça e atribuía isso ao remédio que não tomava na noite anterior e sendo assim o tomava no dia seguinte as duas doses. "Sou Regina. Regina... Mills" A loira sentiu a hesitação da mulher ao outro lado mas mesmo assim esperou que ela prosseguisse "Eu preciso falar com Henry, Emma. Sabe aonde ele está?" Emma não sabia se poda confiar da dona daquela voz, mas algo dentro de si dizia 'vamos.... confie. nela você pode confiar, vamos Swan" A morena respirara fundo, ela olhou ao redor e Henry ainda não havia chegado e ela já estava ficando preocupada "Na cabana, acho que ao norte da floresta. Henry colocou um feitiço de proteção e invisibilidade na cabana, disse que as únicas pessoas capazes de poder ver a casa seria ele e... você"

Henry com feitiços? Ela olhou pra Zelena e para os outros adultos presentes, eles olhavam de volta para a morena com olhar de interrpogação e curiosidade "Quem ensinou Henry a fazer feitiços de proteção?" Quis saber a morena, mas o que ela ouviu foi a voz de Henry ao fundo "Está falando com quem, mãe?" a loira até tentou responder mas Regina usou o seu tom de voz autoritário e Emma não pensou duas vezes antes de passar o telefone para o meni'no "Boa sorte garoto" Henry não entendeu, pegou o celular e falou "Alô?"

"Henry Daniel Swan Mills, eu posso saber como e com quem você aprendeu a fazer feitiços de proteção? Ou melhor, quem te deu autorização para mexer com magia?" Henry não sabia se ficava feliz ao ouvir a voz de sua mãe ou se ficava com medo da reação dela ao saber que usara magia escondido. "Mamãe! Estou feliz que esteja de volta. Posso responder essa pergunta depois? Quero tanto te ver... Venha até a cabana, estamos ao norte, depois do lago" Regina sorriu, mas não esqueceu que ainda teria que conversar como o filho sobre magia. Desligou o telefone e virou-se para o restante da família "Emma não se lembra de mim" — suspirou "Henry está em uma cabana com ela, estão invisíveis lá, mas como eu sou a única que posso chegar até a cabana, iremos todos para lá, não podemos correr o risco" Regina pensou na cabana e aonde ela se localizava, moveu os braços e em sua fumaça roxa teletransportou todos que estava naquela sala para a sala da cabana. Avistaram Emma e Henry sentados olhado para eles: Emma como os olhos arregalados de susto e Henry com um sorriso no rosto.

Todos estavam falando ao mesmo tempo, queriam saber de tudo e de nada, Emma já estava perdendo a paciência e Regina também, a morena tentava falar mas sua voz era abafada pela voz de Snow, David, Henry e Zelena, todos estavam especulando os motivos pelo qual Fiona queria que Emma acabasse com o livro de contos de fadas

"Chega!" Gritou Regina 'Você, Henry, comece se explicando como sabe usar magia de proteção, e vocês três: calados" Henry empalideceu, sua mãe loira tentou não rir da situação e até segurou a mão do garoto para que ele não ficasse com medo "Eu ia até a sua cripta escondido, quando Fiona ainda tentava lançar a maldição, todos os dias eu lia seu livro de magia e tentava fazer o que ele mandava, mas eu juro que só fiz o de proteção, eu queria proteger nossa família daquela mulher, mas acabei falhando porque eu achei que todos estávamos a salvo.." Aquilo partiu o coração de Regina, o mais importante de tudo aquilo era que eles estava de volta e iriam tomar a cidade das mãos daquela fada meia boca, nem que para isso ela teria que matar aquela fada com as próprias mãos.

Emma estava ouvindo tudo o que lhe contavam, estranhamente Roobin estava quieta em seu colo e a pequena brincava com as mexas loiras do cabelo mulher. Vez ou outra seus olhos buscavam os olhos castanhos aveludados e a cada olhar Emma sentia dentro de si uma familiaridade, ela desceu os olhos para as mãos de Regina e viu que a morena usava a grossa aliança de ouro com um diamante na ponta que reluzia conforme a luz brilhava. automaticamente ela olhara para sua própria mão e viu que usava outra aliança igual a da morena a sua frente. De repente Emma começava a ter novamente os flashes em sua mente, naquela vez era dentro de seu fusca, uma uma mulher ao seu lado, um mapa, gota de sangue, parecia que elas iam atrás de alguém em outro lugar, risos, sorrisos, toques sutis, mão que repousava em uma perna o cheiro de maça que estava no subconsciente de Emma agora estava naquela sala, mas ela ainda não sabia como e nem porquê.

Todos foram dormir, menos as duas mulheres.. Emma queria saber mais, ela sentia que pertencia a Regina, de algum modo se você desacreditar, todos que amamos e conhecemos não mais existirão e você perderá o seu final feliz "Henry me disse para parar de tomar os remédios, ele acredita que o motivo de que que eu não esteja me lembrando das coisas seja por causa dos fortes remédios que me mantém grogue" Regina olhava para Emma a sua frente, ela estava com a camisa regata branca e a calça jeans azul que ela tanto gostava "Se eu fosse você faria o que o nosso filho diz, ele é o verdadeiro credo" Emma apenas assentiu, e em um impulso segurou a mão esquerda de Regina "Eu vi as fotos no celular de Henry, você e eu..segundo ele diz foi antes da tal maldição ser lançada" a loira olhou para a mulher a sua frente e entrelaçou os dedos aos dela "Se você é o meu final feliz e eu sou o eu, eu quero viver isso que tínhamos antes da maldição — ou que ainda temos — espero que lutemos juntas nessa guerra, Regina"

Notas finais
o que acharam?