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3 Três - O mistério do apartamento 505


Notas iniciais
Como prometido eu revisei todo o capítulo dois, mudei o final, então para que não fiquem confusos com o decorrer da história, leiam ele novamente, por favor. Bom, este capítulo saiu pequeno e no final saberão por quê.

Lufadas de ar siam de sua boca a cada passo que dava no corredor escuro. Sem janelas e com lâmpadas queimadas, somente uma luz amarelada na fresta da porta de um apartamento iluminava com dificuldade o local. As sombras dos números na porta fizeram Anne parar por um tempo. 505! Ninguém morava naquele local. Quem estava lá? Acho melhor voltar para o meu apartamento antes que minha mãe acorde! Eram os pensamentos conflituosos que tomavam conta da mente de Anne. A camisa branca e velha, que usava para dormir, roçava na sua coxa nua com um vento que saia da porta meio aberta do apartamento e chegava a ela. Era um cheiro maravilhoso. Algo gostoso e indescritível.

O vento que trazia o aroma ficava cada vez mais forte, hipnotizando Anne. Um pé, depois o outro. O movimento era praticamente involuntário, mas ela ansiava por identificar a fonte daquele aroma surreal que faziam seu nariz arder. Os cabelos longos e castanhos dançavam no vento que aos poucos abria porta. Numa fração de segundos a porta já estava lá, escancarada. A espera de Anne que caminhava em sua direção sem pestanejar, sem medo, sem aflição. Ela sentia que estava cada vez mais perto de onde surgia aquela fragrância hipnotizante.

Uma lâmpada velha piscava no meio do teto do corredor do apartamento. À direita alguém estava sentado em uma poltrona no meio de um quarto velho. Uma pintura desbotada, antes verde. Uma janela aberta iluminava o pequeno cômodo. A luz do luar estava de um vermelho sangue, estranho. Algo que Anne nunca tinha visto antes. Ela caminhava lentamente. Pequenos passos, um de cada vez. Suas mãos suavam, seu coração acelerava, um frio atravessava sua espinha, as pernas tremiam, a qualquer momento ela iria desabar.

À medida que ela adiantava os passos cada vez mais rápidos, cabelos loiros e espetados foram revelados a luz vermelha da lua, mas ainda estava de costas para ela. Precisava ver quem era. Quem era a pessoas que trazia aquele aroma tão gostoso que hipnotizava Anne de uma forma sobrenatural. Antes que pudesse fazer algo a pessoa que estava a poltrona saiu numa rajada de vento.

Um garoto loiro estava atrás dela. Olhos azuis brilhantes que aos poucos assumiam um tom violeta e em seguida vermelho. Ela olhava para os lados sem ter ideia de onde ele estava. Anne deu um salto ao sentir o perfume mais forte, ao virar-se, lá estava o seu vizinho. O garoto loiro de olhos... Vermelhos? Ela ficou confusa e com medo, andava de costas embaraçando nos seus próprios pés descalços. O seu vizinho avançava.

Agora ela estava sem saída, sentiu a parede do quarto atrás de si. Não tinha para onde correr e o garoto continuava avançando. Seu corpo a poucos centímetros do dela. Anne conseguia sentir a respiração dele no seu rosto. Ele segurou o rosto dela entre as mãos e fez um movimento ágil e preciso quebrando o seu pescoço.


Notas finais
Gostaram do capítulo???