50 Tons de Desejo

31 Um dia frustrante: Chateada & no final das contas saciada...


Notas iniciais
Hey, girls! Postando hoje porque fiquei sem internet ontem e fiquei sem inspiração pra DP... Boa leitura! Hahaha

P.O.V Da Sam

Assim que cheguei na empresa do Senhor Todo Poderoso, uns 20 minutos atrasada, acabei pegando o elevador lotado de estagiários. E em silêncio, aturei os burburinhos ao meu redor por onde eu passava, fiquei muito constrangida e tive vontade de evaporar quando três estagiárias aos cochichos fofocavam, todas me olhando com certa repulsa, me condenando. Ao chegar no vigésimo andar, vários olhares de funcionários que perambulavam no longo e extenso corredor me ofuscaram como se eu fosse o centro das atenções. E eu tive a absoluta certeza que aquelas pessoas ali ouviram sobre a minha transa com o Benson no escritório dele, como eu pude ser tão escandalosa? Devia ter controlado os meus gemidos. Sim, eu era o assunto principal da fofoca quente que estava se espalhando pela empresa, todos cochichavam quando me viam, aquilo estava sendo tão vergonhoso.

E o pior de tudo foi quando a fofoca caiu nos ouvidos do Benson, ele não gostou nadinha de saber sobre os falatórios sobre nós dois. Aquilo o deixou de mau-humor e furioso, tanto que ele ordenou que eu desmarcasse duas reuniões, se trancou em seu escritório, evitando me ver durante todo o meu expediente.

Não fui chamada nenhuma vez para lhe servir café, e nem para nada. Não almoçamos juntos, aquilo me deixou muito chateada. Como se a culpa fosse minha, mas foi ele quem decidiu transar comigo em seu escritório, e eu cedi e me arrepedi por ter me submetido a fazer aquilo. E eu estava sendo taxada como a "Vadia loira secretária que deu como uma cadela no cio para o chefão".

Ouvi aquela frase maldosa no banheiro, duas morenas de terninhos em cores extravagantes não se intimidaram ao comentar aquilo quando eu estava enxugando minhas mãos.

Eu era a única funcionária loira ali naquela empresa, e obviamente a nova secretária/assistente pessoal dele. Não retruquei ou algo do tipo, apenas me limitei a sair dali com a cabeça erguida e passos apressados, ouvindo elas rirem bem alto.

E por alguns míseros segundos ponderei em pintar meu cabelo de castanho escuro ,assim eu não seria a única loira em meio à tantas morenas atraentes, belas e esguias, com suas pernas longas, unhas postiças e traços faciais chamativos pincelados por maquiagem forte. Mas logo descartei aquele pensamento bobo e inútil. Aquilo era rídiculo e só faria o Benson surtar, ele me queria do jeito que eu era, não é? Talvez seu desejo por mim desaparecesse quando eu chegasse para ele com meus cabelos tingidos de um castanho escuro. Oh, aquilo não seria nada agradável...

Suspirei aliviada quando finalmente meu expediente havia acabado. Arrumei minha bolsa, tranquei minha sala ao sair, e disparei pelo corredor. Desci pegando o elevador sozinha, passei pela recepção sem olhar para ninguém ali, e assim que me vi livre daquele enorme prédio imponente, corri para a minha Mercedes, dando fora dali com a cabeça ainda borbulhando em pensamentos frustrantes. Enfim, resumindo, meu dia foi frustrante e eu passei o dia todo chateada...

Assim cheguei no duplex, me deparei com Carly e Josh se agarrando no sofá. Pigarreei e eles se soltaram, e sorriram sem graça, exibindo seus lábios vermelhos e inchados.

— Sammy! — A morena se levantou dando um pequeno pulo. — ARRANJEI UM EMPREGO! — Gritou dando pulinhos animada. — Finalmente consegui. — Correu se jogando sobre mim e eu a abracei, lhe dando os parabéns.

Carly merecia, ela havia se esforçado para isso. Andando por Seattle incansavelmente indo em entrevistas de emprego, e eu estava sempre torcendo tanto por ela. Fiquei feliz por minha amiga, poder ver seu sorriso radiante e seus olhos brilhando, era muito bom.

— Senta aí, cunhada e comemore com a gente. — Josh como sempre cativante e simpático, bateu no sofá me convidando para se juntar à eles.

Larguei minha bolsa no carpete macio cor de creme, tirei meu terninho azul-petróleo e sentei ao lado da morena. E em menos de dez minutos, três Pizzas tamanho família e uma delas sendo Mista de salame e bacon, que Carls havia escolhido especialmente para mim, estavam na mesinha de centro, com uma garrafa de Coca e três copos grandes de vidro.

— Bem, eu vou trabalhar como colunista. Não era exatamente a área que eu queria, mas o salário é bom, entendem? Eu sempre quis ser repórter como a Lois Lane se aventurando pelas ruas com meu microfone e tendo meu próprio assistente/Câmeraman e seria incrível transmitir notícias ao vivo, porém, ainda vou lutar para conseguir alcançar esse sonho. Enfim, por enquanto devo me contentar com o emprego de colunista. E vai ser divertido, vou encarar como um estágio... — Disse ainda empolgada.

— E eu quero ser jornalista para ser seu Superman, minha futura Lois Lane! — O moreno sorriu exibindo suas covinhas fofas e puxou a Carly para um beijo.

Peguei a última fatia suculenta de Pizza Mista, apanhei minha bolsa, meu terno e saí dali de fininho, deixando o casal de pombinhos apaixonados à sós. Subi as escadas, rumando para o meu quarto.

Me despi e segui para o banheiro. Após escovar os dentes, pude relaxar debaixo da água morna, dentro do box com o vidro todo embaçado, q espuma escorria do meu corpo, enquanto minhas mãos percorriam minha pele quente, molhada e lisa. Minhas pernas e axilas estavam devidamente depiladas, e minha parte íntima ainda estava lisinha, resultado satisfatório e eficiente do creme depilatório, e ela ficaria assim por mais oito dias, segundo as informações na embalagem rosa do creme.

Terminei meu banho e tirei a touca plástica roxa que protegia meu cabelo de entrar em contato com a água, me enrolei em minha toalha felpuda e sai do banheiro. Comecei a revirar meu guarda-roupa atrás de algo que me agradasse, por fim, acabei escolhendo uma calça jeans preta e uma blusa cor de vinho com mangas compridas.

Após hidratar meu corpo com loções corporais perfumadas, o cheirinho de baunilha estava impregnado em minha pele macia. Penteei meu cabelo, e comecei a me arrumar...

Escolhi uma lingerie preta com renda vermelha, me vesti, calcei minha bota de cano curto aveluda, também preta com meias brancas. Botei meu gorro vermelho, passei perfume e um pouco de gloss cor de cereja.

Peguei minha carteira e minhas chaves, enfiei dentro da bolsinha roxa de mão, me preparando para ir pro meu outro "emprego".

[...]

Quando por fim cheguei aonde o Benson morava, o porteiro já me conhecia e eu o cumprimentei, e segui para o sofisticado apartamento do moreno pervertido, pegando o elevador sozinha. Lhe mandei uma mensagem o informando sobre a minha chegada, a porta não estava trancada, apenas adentrei o apartamento sem cerimônias.

Tranquei a porta, passando a chave que estava inserida na fechadura. Ele não estava na sala, acabei o encontrando na cozinha, jantando em frente à bancada de mármore.

Nossos olhares se encontraram e não trocamos nenhuma palavra. Ele continuou comendo em silêncio e eu tomei a liberdade de abrir a geladeira e me servir de um copo d'água, coloquei o copo vazio em cima da pia e me virei para ele.

— Se precisar dos meus serviços, estarei lá no quarto ou se quiser me dispensar hoje, eu agradeceria muito. — Minha frieza era quase palpável, quase liberei o que estava entalado em minha garganta desde que saí do duplex, dirigindo a Mercedes sem pressa para chegar ali.

— Serviços? — Seus olhos escuros fixaram-se em mim, seu olhar totalmente incrédulo. — Não fale assim, você não é nenhuma prostituta. — Falou me repreendendo com seu tom duro, ligeiramente alterado.

— Todos aqueles burburinhos... Aquelas pessoas lá na empresa me lançando olhares tortos, cochichos por onde eu passava, falando mal de mim, me chamando de vadia... — Fechei os olhos e respirei fundo. — Você me evitou o dia todo, se trancou no seu escritório e fingiu que eu não estava ali, na sala em frente à sua, e eu sei que você ouviu, não ouviu? Todo mundo sabe o que fizemos no seu escritório, acabou se espalhando pela empresa e você sabe disso. E não adianta negar que não ficou com raiva... Pois eu sei que você não gostou nadinha dos falatórios que circularam hoje sobre nós dois. O chefe que come a secretária em cima de sua mesa. — Cuspi as palavras com desgosto, xom raiva e ainda me sentindo constrangida com tudo aquilo.

— Sinto muito por tudo. A culpa foi minha, reconheço isso. Olha,nque tal tentarmos ignorar isso tudo? Pelo menos eles não falaram "O chefe que come sua secretária loira burra e peituda em cima da mesa". — Brincou, tentando descontrair.

— Idiota! — Joguei minha bolsinha nele, fingindo estar zangada e acabei rindo junto com ele. — Eu sou burra e peituda? — Cruzei os braços, ofendida.

— Não. Você é muito inteligente e gostosa. Agora pode ir lá para o meu quarto, e fique me esperando apenas de lingerie. — Disse me encarando com seu olhar quente.

Minutos depois...

— Adorei sua lingerie, muito sexy e combina com você. — Elogiou tirando a camisa, ficando apenas de calça de moletom marrom. — Vamos estrear o divã, venha aqui! — Pediu, sentando-se no divã preto.

Fui até ele, sem pressa, antes que eu pudesse sentar em seu colo, ele me impediu.

— Tire o sutiã. — Ordenou me fitando faminto, cheio de desejos.

Tirei aquela peça lentamente, abrindo o fecho frontal, libertando meus seios, ansiando por sua boca e por suas mãos em meu corpo.

Freddie me puxou, suas mãos apertaram as minhas coxas. Agarrei seus cabelos, ele ainda estava sentado no divã. Sua respiração em minha barriga fez meu corpo estremecer e eu gemi baixo quando sua língua tocou meu umbigo. Acariciei sua nuca, ele ainda mantinha sua língua quente lá, contornando o meu umbigo. Abri as pernas, sentindo certos formigamentos, ansiando por sua língua travessa me estimulando e me arrancando gemidos mais intensos.

Fechei os olhos, a última peça que me cobria estava sendo deslizada por minhas coxas, descendo por meus joelhos, pernas e parou aos meus pés. Seus dedos ágeis entraram em ação, abrindo caminho para meu clitóris e minha fenda úmida, logo pude apreciar o toque quente e levemente áspero de sua língua.

Puxei seus fios macios à cada lambida e sucção em meu clitóris. Benson estava me estimulando, me proporcionando tanto prazer, um de seus dedos escorregou para dentro, estremeci agarrando seus ombros, cravando minhas unhas ali quando ele me penetrou outro dedo. Sua língua batia freneticamente contra o meu clitóris e seus dedos me estocavam com rápidez, me deixando toda sensível, quente e mais molhada, preparada para recebê-lo.

Mas ele não cessou o oral,.apenas retirou os dedos e enfiou a língua. Minhas coxas começaram a tremer, todo o meu corpo pareceu entrar em erupção, xhegando ao ápice, e espasmos me dominaram.

— Freddie... Oh, céus! Eu... Ohhh — Pendi a cabeça para trás gemendo e apertando seus ombros, buscando apoio, tentando me equilibrar e não desabar enquanto ele me sugava avidamente, não me deixando recuperar do recém-orgasmo.

— Vamos pra cama... — Sua voz rouca, eu adorava ouví-lo sussurrar, ainda me segurando pelos quadris, foi me conduzindo até a sua cama.

Caí molinha sobre o colchão macio, com as pernas e coxas trêmulas. Meus seios pareciam pesados e meus mamilos enrijecidos, meu clitóris ainda pulsava e meu ventre pegando fogo, meu corpo sendo consumido pelas ardentes chamas do desejo. Do puro desejo implacável...

— Vermelhinha e inchada. — Comentou abrindo minhas pernas, seu olhar quente e atento me analisando íntimamente. — Quero você deliciosamente molhada. — Afundou um dedo e eu gemi.

— Já estou. — Minha voz soou baixa e chorosa.

— Não o bastante. Quero meter sem dó, me afundar em você, fazer nossos corpos se chocarem e a cama tremer. Você é apertada e eu não quero te machucar, baby! — Apenas o seu tom de voz estava me deixando louca, e eu queria que ele cumprisse com suas palavras.

— Em qual posição devo ficar? — Perguntei sem rodeios.

— Apenas mantenha as pernas abertas,nquero você nessa posição, toda exposta para mim. Vou pegar algo no closet, continue deitada. — Ordenou.

Assim que ele sumiu no closet, apertei meus seios, gemi, eles estavam tão quentes e sensíveis. Esfreguei as pernas, tentando aplacar a pulsação e o formigamento entre elas. E fui pega no flagra me tocando, quando ele retornou com as mãos atrás das costas.

— Mandei você se masturbar? — Quase morri de vergonha quando ele me perguntou aquilo.

— N-não! — Gaguejei. Droga, ele iria me punir? Oh, não.

— Vou te amarrar. — Mostrou as duas gravatas vermelhas.

Em menos de 3 minutos, meus pulsos estavam amarrados e presos à cabeceira. Sim, meus pulsos estavam praticamente atados, firmemente amarrados e só o Benson poderia me soltar.

— Estou de pau duro, latejando e louco para meter com força em você. — Sorriu malicioso, segurando meu queixo.

— Aah. — Gemi quando sua mão esquerda agarrou meu seio, o aperto doloroso me fez trincar os dentes. E o beslicão em meu mamilo me fez contorcer, aquilo doeu e doeu mais ainda quando seus dentes puxaram meu mamilo esquerdo. — Ai! — Reclamei, meus olhos arderam e eu os fechei.

— Isso tudo só faz aumentar o meu tesão... — Sorriu quase perverso, as mãos quentes deslizando por minha barriga, indo para o meio de minhas pernas. Penetrou-me dois dedos de uma vez, e logo os retirou com lentidão.

E não demorou para ele estar despido diante de mim, meu coração palpitava acelerado, eu o queria logo, a ansiedade me corroía por dentro.

— Abra bem as pernas. — Sua voz firme exalando seu desejo lascivo me fez estremecer. — Tão linda e pronta pra mim! — Se posicionou, me invadindo, e quando entrou bem fundo, arquejei e me contraí apertando-o. Ele estava tão quente, duro e pulsante, foi me alargando e se acomodando dentro de mim.

— Oooh. — Gemeu rouco movendo-se, entrando e saindo devagar, suas mãos agarraram meus quadris, seu corpo cobrindo o meu.

Eu queria desesperadamente tocá-lo na medida que ele intensificava suas estocadas. Se tornaram rápidas e frenéticas, indo tão fundo, fechei minhas pernas em seu torno, fazendo ele se afundar totalmente. Nossos corpos se chocavam ruidosamente, o prazer imenso de ser possuída se espalhava por meu corpo, me deixando quase entorpecida com seu cheiro víril. Sabonete misturado com seu odor natural, era tão inebriente.

Meus gemidos foram abafados quando seus lábios tomaram os meus. E ele desacerelou as estocadas ao aprofundar o beijo, o apertei com as minhas pernas ao seu redor, roçando minhas panturrilhas em suas nádegas durinhas. Freddie chupou minha língua, sugou e mordiscou meu lábio inferior antes de encerrar o beijo, voltando a meter com força...

[...]

Uma onda de prazer me dominou por inteira, meus músculos das pernas e coxas se tensionaram. E meu orgasmo me arrebatou tão intenso, afrouxei toltamente minhas pernas que estavam ao seu redor, mão demorou muito para ele chegar ao ápice também, se liberando dentro de mim, me preenchendo rudemente.

— Ai. — Resmunguei quando ele se retirou, saindo de cima de mim, o suor escorrendo por sua testa.

Meus pulsos estavam doloridos, os espasmos ainda provocavam-me sensações indescritíveis. Choraminguei tentando me soltar em vão, o tecido em torno dos meus pulsos me incomodava apesar de estar um pouco frouxo, pois eu ainda tentava me libertar.

— Calma. — Freddie murmurou ofegante, sentado na beira da cama, suas costas brilhavam por causa do suor.

E ele levantou-se, se virando para mim, sorriu antes de vir me soltar. Com agilidade desamarrou as gravatas, libertando meus pulsos. Estavam vermelhos e logo foram massageados por ele.

Eu ainda conseguia sentir o nosso cheiro no ar, o cheiro de sexo, tudo misturado. Suor, a fragrância do seu sabonete misturada à minha loção corporal, aquele odor misto estava impregnado em nossos corpos.

— Adoro sentir meu cheiro impregnado em você. — Disse roçando seu nariz no meu ombro e pescoço. — Te deixei muito dolorida? — Perguntou alisando meu ventre.

— Não. — Respondi de olhos fechados.

— Está tomando os anticoncepcionais corretamente? — Sua mão escorregou entre minhas pernas.

— Sim. — Abri os olhos.

— Você está toda inchadinha e preenchida com a minha porra... — Comentou após enfiar um dedo em mim.

— Ah. — Gemi sentindo minhas bochechas esquentarem.

Ele não tinha medo de usar as palavras, sempre estava usando "termos ousados",pl palavrões, sussurrando coisas obscenas, safadezas em meu ouvido. Não possuía papas na língua, eu deveria achá-lo imoral e rude, mas eu havia me acostumado com tudo aquilo. Com sua línguagem chula, pelo menos ele não me ofendia ou me xingava na hora H. Se ele ousasse me chamar de puta, cadela ou vadia, eu não iria aturar.

— Exausta? — Se jogou ao meu lado, fechei os olhos sonolenta.

— Um pouco. — Murmurei.

— Vou preparar a banheira para nós dois. Não durma. Nada de corpo mole, eu dominei, fiz mais esforço. — Se gabou.

— Vai me deixar ficar por cima na próxima? — Ousei perguntar, ficando de lado na cama.

— Oh,você gosta de montar em mim? Cavalgar no meu pau? — Indagou levantando-se, me dando a visão de seu belo bumbum.

— Fiz isso quatro vezes e não foi ruim. — Sentei na cama, vendo-o desaparecer entrando no banheiro.

— TALVEZ EU DEIXE VOCÊ CAVALGAR AMANHÃ PRINCESA AMAZONAS! — Gritou de lá.

No dia seguinte, Sábado...

Abri o closet, escolhi um conjunto de lingerie simples e confortável, nada sexy. Optei por um short jeans larguinho de lavagem clara, uma regata cinza e rasteirinhas combinando com o look. Prendi meu cabelo fazendo um coque frouxo, coloquei meus fones, e enfiei meu Pearphone novo, presente do Benson, no meu bolso. Ouvindo uma música da minha playlist, me encaminhei para a cozinha, indo preparar o café da manhã.

Revirei os armários e a geladeira, pegando tudo que eu precisava. Enquanto cantarolava, arriscando alguns passos no rítmo da música comecei a colocar as mãos na massa. Fiz café, vitamina de romã, torradas e postei a mesa, com frutas, geléia, cereais e granolas. Peguei um potinho de iogurte de chocolate, sentei na bancada, esperando o Benson dar as caras.

E ele surgiu quando eu estava raspando o potinho com os dedos, seu cabelo estava molhado. A camiseta preta justa deixava ele ainda mais atraente, usando aquela bermuda azul de tecido leve e liso, e ele estava exibindo sua fina e rala camada de barba. Tão sexy...

— Bom dia. — Me deu um pequeno sorriso de lado, vindo em minha direção.

— Bom dia. — Retribuí o sorriso, balançando as pernas e logo ele se enfiou entre elas.

— O que está escondendo aí atrás? — Perguntou, apoiando as mãos em minhas coxas.

— Nada. — Menti apertando o potinho vazio de iogurte, com as mãos para trás, longe de sua visão.

— Hum. — Sorriu passando o polegar no canto direito da minha boca. — Vestígio... — Olhou para a ponta do dedo. — O que temos aqui? — Enfiou o dedo na boca, mordi o lábio. — Hmmm. Chocolate! — Comprovou.

— Iogurte de chocolate! — O corrigi, sorri travessa esticando o potinho, mostrando pra ele.

— Ah, Sam, o que eu faço com você? — Me encarou.

— Me tire daqui! — Pedi.

E ele me pôs no chão, me tirando da bancada. Joguei o pote no cesto de lixo, lavei as mãos e me sentei à mesa, começando a me servir. Uma xícara de café, torradas com manteiga de amendoim, três morangos e um copo de vitamina foram o suficiente para me satisfazer. Mas ele estava com uma fome quase voraz, e repôs todas as energias devorando quase tudo que eu havia colocado na mesa.

Horas depois, às 16:23 da tarde...

Eu estava sentada num banquinho com o acolchoado de couro, observando o Benson malhar em sua "academia", dentro de uma sala espaçosa, havia aparelhos como bicicletas, esteiras, sacos de pancadas, luvas de boxe na pequena prateleira de metal e toalhas de rosto, e também havia um pequeno ringue lá nos fundos, um tatame, barras de ferro, xordas e mais objetos e aparelhos para exercícios.

Cansei só de olhar ele fazer flexões, abdominais, levantar pesos, socar os sacos de pancada até cansar e suar a camiseta. E ele tirou a camiseta quando subiu na esteira, ficando apenas de short. Fui até o frigobar e peguei uma garrafinha de suco de laranja e outra de água, e depois fui até ele, parando perto da esteira.

— Vai acabar desmaiando. — Comentei vendo o suor escorrer por sua testa e peitoral, tive vontade de tocar em seus cabelos úmidos e deslizar minhas mãos por seu corpo malhado.

Freddie apenas sorriu e desligou a esteira, saiu de lá cansado e ofegante. Entreguei a garrafinha de água para ele que me agradeceu e eu o segui até ele parar perto da prateleira metalizada.

Me senti quase entorpecida quando me coloquei nas pontas dos pés, colando meu corpo ao seu. Alisei seus fios molhados, ele estava suado e exalando todo o seu odor viril, e eu apoiei minhas mãos em seu peito, louca para ser agarrada e possuída ali mesmo.

— Não me toque, estou todo suado e nem um pouco cheiroso. — Avisou afastando minhas mãos, vi ele apertar a garrafinha de água que estava pela metade.

— Não me importo. — Sorri voltando a tocá-lo, passando as mãos por seus braços musculosos.

— Não. Me. Provoque. — Seus olhos escureceram e ele me olhava como se fosse um predador, querendo me devorar por inteira. — Ah, Sam. — Largou a garrinha no chão e me puxou pelas alças da minha regata.

Agarrei sua nuca quando nossos lábios se chocaram e sua língua invadiu a minha boca com fúria, aominando a minha. Suas mãos deslizaram por minhas costas, me apertando contra si, me beijando com volúpia.

Em menos de poucos minutos, nossas roupas foram parar no chão, na pressa ele acabou rasgando a minha calcinha. Tomei um impulso, e fui suspendida, enrosquei minhas pernas ao seu redor e arfei quando ele me prensou na parede.

— Ooh. — Arranhei suas costas quando ele me invadiu, se afundando ao máximo, centímetro por centímetro, me alargando e me preenchendo deliciosamente.

— Minha. Oh. Toda minha... — Sussurrou apertando minhas coxas, impulsionando seu corpo contra o meu, estocando freneticamente.

E eu gemia à cada estocada forte, principalmente quando ele atingia algum ponto aonde eu sentia mais prazer. E quando chegamos ao orgasmo, meus espasmos foram tão intensos que eu praticamente desabei em cima dele... Saímos daquela sala/academia saciados, ele me carregando, indo direto para o banho.

Notas finais
E aí??? Gostaram? O que acharam??? Comentem! Bjs