50 Tons de Desejo

29 Simplesmente irresistível


Notas iniciais
Hey, pessoal!!! Estou dedicando esse capítulo à Kely Oliver que me surpreendeu e me emocionou com uma linda recomendação. E mais uma vez obrigada Kely, eu amei sua recomendação, suas palavras me deixaram muito feliz. Espero que gostem! Boa leitura!!!

P.O.V Da Sam

Chegamos ao seu Audi e o Benson abriu a porta para mim, sorri agradecida entrando no carro. Ele deu a volta e fez o mesmo ocupando o seu lugar ao volante, coloquei o cinto. Respirei fundo tentando relaxar, e sem querer acabei aspirando o seu delicioso perfume. A mesma essência de sempre, marcante e amadeirada, algo inebriante. Eu devia ter me acostumado com sua presença, mas esse homem me deixa nervosa, abala minhas estruturas de uma maneira inexplicável.

— Está tudo bem? — Perguntou, logo em seguida ligou o carro.

— Sim. — Respondi, evitando olhar para ele.

— Tem certeza? — Indagou não convencido com minha resposta.

— Tenho! — Afirmei o olhando. — Por quê não estaria? — Olhei para as suas mãos apertando o volante.

— Não sei. Quer ligar o rádio?

— Não! — Balancei a cabeça.

— Não é algo como um encontro, apenas vamos almoçar como amigos. — Disse deixando bem claro o que eu já sabia.

— Amigos? — Murmurei voltando a olhar o seu rosto. — Desde quando somos amigos? Sou sua submissa, e também a sua secretária e assistente pessoal. Você é o meu chefe, eu não passo de uma funcionária que tem um segundo "emprego" sendo uma submissa, tudo isso porque eu realmente necessito de dinheiro...

— Pare com isso, Samantha! — Praticamente vociferou freiando o carro bruscamente. Tirou o cinto e se virou para mim, visívelmente irritado. — Por quê você faz isso? Fica sempre repetindo as mesmas coisas? Coloque na sua cabeça de uma vez por todas que você é bem mais que uma submissa ou uma funcionária que trabalha para mim. Fora do Quarto do prazer e fora da empresa você é e vai continuar sendo Samantha Joy Puckett, a mulher que eu conheci no meu escritório, a mulher que chamou a minha atenção, a mulher que despertou os mais profundos desejos em mim, a mulher que me tira do sério... Você é tão teimosa e insegura, Sam. Como pode uma coisa dessas? Acha que eu não aprecio a sua companhia? Acha que eu não gosto de conversar com você, de estar ao seu lado? Eu poderia convidar qualquer mulher para almoçar comigo, mas eu convidei você. Você é adorável, divertida, engraçada, uma boa pessoa e uma ótima companhia. É uma mulher maravilhosa que fica sempre se colocando para baixo sem motivos. Não se acha linda? Não se acha sexy? Não se acha segura? Isso tudo é porque você não consegue enxergar toda a beleza e as qualidades em si mesma... Então, quer ou não almoçar comigo? — Indagou-me.

— Você exagerou e muito... Eu não tenho todas essas qualidades... Será que podemos ir para o Pini's agora? Estou com fome... — Falei desconcertada, sem ter coragem de olhá-lo, ele realmente me deixou corada com todos aqueles elogios, minhas bochechas estavam pegando fogo.

— Que mania você têm de ficar mordendo esse lábio, isso me atiça. E eu não exagerei, acredite em mim, pare com isso. Está me provocando. — Disse com a voz rouca, olhei para ele confusa.

— Não estou fazendo nada... — Murmurei observando-o colocar o cinto.

— Tem certeza? Você não é mais tão inocente, devia ser ciente disso. — Me alertou e eu enguli em seco, parando imediatamente de morder o lábio.

[...]

— A comida daqui é mesmo boa? — Perguntou pegando o cardápio.

— É excelente. — Garanti e comecei a ler o menu do dia.

O Pini's não estava tão movimentado, ficamos numa mesa, lá no fundo perto de um enorme aquário. O Benson chamou um garçom, fizemos o nosso pedido e iniciamos uma conversa um pouco descontraída.

— Você está parecendo um Bad boy hoje, vestido desse jeito. — Apontei para a sua roupa.

— Eu sou um Bad boy! — Piscou para mim.

— Na verdade, você é sádico. — Brinquei.

— Eu não sou sádico. — Me encarou com aqueles olhos castanhos, penetrantes.

— Claro que não, estava brincando. Você é apenas um pervertido que gosta de sexo selvagem. — Falei rapidamente.

— Gosto mesmo. — Sorriu malicioso.

— O que gosta de fazer quando está sozinho no seu apartamento? — Perguntei curiosa.

— Você é muito curiosa... Que tal mudarmos de assunto? Me responda uma coisa, quero que seja sincera. O fotógrafo, seu amigo, é a fim de você? — Perguntou,sério.

— Que tal perguntar à ele? — O fitei desafiante. — Se ele é ou não a fim de mim, isso não é da sua conta.

— Hum... — Travou o maxilar, me olhando intimidador. — Quer ir comigo para o meu apartamento hoje? — Me convidou, pegando-me de surpresa.

— Quê? — Exclamei. — Hoje? — O encarei.

— Não gosta de me fazer companhia?

— Está se sentindo solitário? Muito carente ou quer apenas saciar seus desejos? — Indaguei.

— Nenhum dos três. — Negou.

Minutos depois...

Finalmente nossos pedidos chegaram. Eu havia pedido um Risoto tradicional e um Bife Wellington com molho Rosé, e o Freddie pediu Frango Xadrez, salada de batatas e Champingnons caramelizados, e Vinho branco.

Almoçamos tranquilamente, mantendo uma conversa amigável. Consegui relaxar, uma taça de Vinho branco fez com que eu me sentisse mais à vontade. E o Benson deu apenas algumas goladas, diferente de mim, eu havia esvaziado a taça. A comida estava simplesmente deliciosa, e de sobremesa eu saboreei um Mousse de chocolate branco, ele não quis sobremesa.

— Gostei desse restaurante! — Falou quando estávamos saindo do Pini's.

— Eu disse que a comida era excelente.

— E você tinha razão! — Concordou.

— Você vai me deixar no apartamento e depois vai embora? — Perguntei quando ele abriu a porta do carro para mim.

— Na verdade, eu pretendo passar a tarde com você. — Revelou dando seu típico sorriso de lado.

[...]

Chegamos no meu apartamento, não havia nenhum sinal da Carly e do Josh. Estávamos sozinhos, subimos para o meu quarto, tirei minha jaqueta e o Benson fez o mesmo. Ele sentou na minha cama, estava na cara que ele estava super à vontade...

— Eu tenho alguns filmes alí naquela caixa. — Apontei para a caixa preta, em cima de uma cômoda, ao lado esquerdo perto da cama.

— Filmes pornôs? — Brincou sorrindo malicioso, tive vontade de bater nele. — Ou você faz o tipo que coleciona filmes infantis? — Arqueou uma das sobrancelhas.

— Nenhum dos dois! — Cruzei os braços, o encarando séria. — Você está dando uma de engraçadinho hoje, hein? — Comentei.

— Sou estou de bom-humor, apenas isso... — Deu de ombros. — Vamos descer, você faz pipoca para a gente e assistimos alguns filmes, e de preferência que sejam de terror. — Disse se levantando.

— Está bem. — Concordei indo pegar a caixa, aonde guardava todos os meus DVD's.

25 Minutos depois...

— Esse filme é chato. — Reclamou e eu revirei os olhos enchendo a minha boca de pipoca. — Que tal subirmos para o seu quarto? — Sugeriu maliciosamente.

Acabei me engasgando, comecei a tossir. Ele começou a dar tapinhas nas minhas costas enquanto ria da minha situação, que graça tem rir de uma pessoa se engasgando? Esse cara é louco.

— O que você quer fazer comigo lá no meu quarto? — Perguntei me recompondo.

— O que você acha? — Indagou me lançando aquele sorriso sacana.

— E-eu n-não s-sei. — Gaguejei estupidamente.

— Podemos fazer muitas coisas, sabia? Ver seus albúns de fotos, ouvir música deitados na sua cama, ler o seu diário juntos...

— NÃO! — Gritei me levantando do sofá com um pulo.

Ele começou a rir e eu revirei os olhos, fui tirar o DVD e desligar a TV. Levei a vasilha vazia e os copos que usamos para a pia...

— É melhor você ir embora! — Falei retornando para a sala.

— Quer mesmo que eu vá embora? — Se levantou do sofá.

Não respondi. Eu não tinha a certeza de que queria mesmo aquilo, mordi o lábio com força, incerta. E ele me surpreendeu com um beijo, fiquei completamente sem reação, apenas sentindo seus lábios nos meus e suas mãos apertando minha cintura.

Eu queria tanto relutar, empurrá-lo para longe. Ele não podia me beijar enquanto eu não estivesse submetida à ele como sua submissa. Foi mais forte que eu, acabei permitindo a sua língua invadir a minha boca, comecei a retribuir aquele beijo.

Fomos para o segundo andar aos tropeços, nos esbarrando em alguns móveis. Subimos as escadas às pressas, rumando para o meu quarto. E paramos no corredor quando ele me prensou contra a parede perto do quarto da Carly.

— Que delícia, adoro isso, mordiscar seu lábio. — Sussurrou olhando para a minha boca, fechei os olhos quando ele uniu nossas bocas, mordiscou e sugou o meu lábio inferior me fazendo arfar.

Encerramos o beijo, entramos no meu quarto e eu me livrei dos seus abraços, indo trancar a porta. Quando me virei, o Freddie já estava sem camisa, olhei para baixo fitando o seu volume comprimido por sua calça jeans.

Me aproximei, o empurrando e fazendo ele sentar na cama. Tirei minha blusa tendo o seu olhar cobiçador fixo em mim, me abaixei tirando meus Sneakers e em seguida me livrei da minha calça, ficando somente de lingerie em sua frente.

— Vem aqui... — Bateu em seu colo, me pedindo para sentar ali.

— Não. — Me aproximei. — Estamos no meu quarto, eu não estou sob o seu domínio, dessa vez eu estarei no comando. — Avisei desabotoando a sua calça, abri seu zíper e comecei a despí-lo.

[...]

— Até aonde você consegue engulir? — Perguntou ofegante.

Tombou a cabeça para trás soltando gemidos roucos, não poderia negar aquilo me excitava. Relaxei completamente a garganta, consegui engulir seu membro até aonde podia, quase me engasguei. Subi e desci minha boca por seu membro,sentindo ele pulsar, parei em sua glande dando leves sugadas naquela região. E encerrei o sexo oral antes que ele gozasse em minha boca...

— O que fez com aquela garota tímida? — Perguntou vermelho, um pouco ofegante.

— Mandei ela para aquele lugar. — Sorri maliciosa.

— Gosto desse seu lado pervertida, você fica tão sexy. — Sorriu.

Me agarrou e me roubou um selinho. Suas mãos foram para o fecho do meu sutiã o abrindo ligeiramente, me deitou na cama ficando por cima. Seus olhos escuros fixos em meus seios.

Arfei fechando os olhos, estremecendo quando meu seio direito foi sugado. Freddie apertou o esquerdo, prendeu meu mamilo entre os dentes e beliscou o outro me fazendo gemer alto, meu corpo estava ficando em chamas.

Sua boca subiu pelo meu pescoço, desceu passando por meus seios, descendo cada vez mais. Chegou em meu umbigo, senti sua língua ali girando, e foi descendo até chegar em minha intimidade ainda coberta pela calcinha.

Seus dedos ágeis afastaram o tecido deixando-me exposta, afastando meus lábios vaginais e finalmente senti sua língua em meu clitóris começando a me estimular.

— Oohh, Isso... Não pare... Oooh... — Gemi alto, agarrando seus cabelos.

Abri ainda mais as pernas, e o Benson me penetrou um dedo. Meu corpo chegou ao ápice, larguei seu cabelo, mas ele não parou o sexo oral. Seu dedo continuou dentro de mim, deslizando por minha fenda encharcada...

— Você é deliciosa. — Me elogiou se afastando e saindo da cama.

Se abaixou perto da cama e se levantou segurando a jaqueta, tirando de lá a sua carteira. Pegou uma camisinha, e eu me acomodei na cama sentindo minha intimidade pulsar...

Freddie sentou quase na beira da cama, fui até ele e subi em seu colo. Seu membro estava completamente ereto, o peguei dando um leve aperto antes de direcioná-lo até a minha entrada. Gememos juntos, agarrei seus ombros enquanto deslizava fazendo ele entrar em mim, centímetro por centímetro. Eu já havia feito aquilo antes, estava sendo minha terceira vez, e eu estava amando estar no comando. Subia e descia lentamente, para ele devia estar sendo uma tortura, para mim estava sendo prazeroso cavalgar nele devagar.

— Não feche os olhos. — Pediu apertando minha cintura.

Deslizei as unhas por suas costas, mordi o lábio para provocá-lo, aumentei a velocidade de meus movimentos, meus seios subiam e desciam... Aquilo estava sendo tão prazeroso, até demais...

[...]

Eu havia acabado de transar com Freddward Benson. Aquilo não deveria ter acontecido, eu só deveria fazer sexo com ele quando tivesse cumprindo com o meu dever de submissa, o servindo nos dias de Sexta, Sábado e Domingo.

— Até Sexta, certo? — Sorriu para mim após terminar de se vestir, seu cabelo estava molhado, ele havia acabado de tomar banho.

— Sim. Até sexta! — Sorri e fui acompanhá-lo até a porta.

Assim que ele foi embora eu me encostei na porta e fechei os olhos...

"Droga! Por quê estou me sentindo assim? Como se eu estivesse nas nuvens. Eu devia ter evitado, mas o senhor Benson é simplesmente irresistível..."

Notas finais
E aí? O que acharam do capítulo??? Gostaram??? O que acharam da Sam ter ido para a cama com o Benson sem estar cumprindo o seu papel de submissa??? Até o próximo, bjs. Ps: E aí,curtiu Kely???