50 Tons de Desejo
14 O torturante jantar
Notas iniciais
Horas depois, às 19:00 da noite...
P.O.V Da Sam
Olhei para a pequena e delicada calcinha que estava em cima da cama, ela é preta e combina com um dos sutiãs que o Sr. Benson comprou, tirei meu roupão e peguei a calcinha torturadora, vesti lentamente ainda hesitante.
Coloquei o sutiã preto e em seguida vesti o vestido que o senhor Benson fez questão de escolher para essa noite.
O vestido é azul-escuro quase preto com um decote discreto, é bem justo e acinturado, caiu como uma luva em meu corpo. O comprimento até que é comportado e não posso negar que gostei do vestido, ele é simplesmente lindo.
Olhei para os pares de sapatos sobre a cama, um par de Louboutin preto, um par de Gucci de cor creme e outro par de Giuseppe Zanotti de cor cinza.
Qual devo escolher?
Olho atentamente para cada um deles e decido usar o par de Louboutin, esses solados vermelhos são lindos. O senhor Benson também separou três bolsas para eu poder escolher.
Chanel, Prada ou Louis Vuitton?
Opto por Louis Vuitton, ela combina com os sapatos e a menor de todas. Me virei para sentar na cama e calçar os sapatos, me assustei quando vi o senhor Benson parado e encostado na porta, ele estava todo elegante usando roupas sociais e estava com a gravata frouxa.
— Poderia me ajudar com a gravata? — Perguntou apontando para a gravata azul.
— Você me assustou. — Falei terminando de calçar meus sapatos, meu coração estava à mil.
Será que fazia tempo que ele estava ali quietinho me observando?
— Desculpe-me, não era minha intenção assustá-la. — Disse com calma.
Andei até ele, parei em sua frente e comecei a arrumar sua gravata. Ele já é um adulto e deveria saber arrumar a gravata sozinho, certo? Homens dependem das mulheres para tudo, eles sim são o sexo frágil. Minha vontade é de puxar sua gravata e enforcá-lo, seria uma morte legal, né?
Meu Deus, o que estou pensando?
— Prontinho. — Falo terminando de arrumar sua gravata, forço um sorriso.
Matar ele seria um grande crime, algo terrível e imperdoável...
Mas os homens merecem morrer e dominadores como ele merecem queimar no inferno.
— Obrigado! — Ele agradeceu dando aquele sorriso de lado.
— Disponha! — Sorrio e me afasto.
— Já viu o que tem nas duas caixinhas de veludo? — Perguntou ele e balancei a cabeça negando.
Me aproximei da cama e peguei uma daquelas caixinhas pretas de veludo, abri e me deparei com um belo colar de Esmeralda, na outra caixinha havia um par de brincos também de Esmeralda.
Fiquei sem palavras, aquilo era demais para mim.
— São seus! — Disse ele se aproximando de mim.
— Eu não posso aceitar. — Falei colocando as caixinhas sobre a cama.
— Por quê? — Perguntou segurando meu queixo e me encarando.
— Porque não devo, desculpe, eu realmente não posso aceitar! — Recusei segura.
— Eu não aceito um "não" como resposta! — Avisou.
[...]
Fechei os olhos respirando fundo, enquanto ele estava atrás de mim colocando o colar no meu pescoço. Senti seus dedos deslizarem por minha nuca, arrepiando-me e logo me virei para encará-lo.
— Termine de se arrumar, irei esperá-la na sala. — Dizendo isso ele foi embora do quarto.
Coloquei os brincos e fui me olhar no espelho. Aquela garota maquiada e toda bem vestida não era eu, não poderia ser. Estou diferente e isso é tudo culpa dele. Peguei minha bolsa e saí do quarto.
Minutos depois...
— Você está belíssima! — Elogiou quando cheguei na sala.
— Obrigada. — Agradeci forçando um sorriso.
— Eu não quero te mudar, sei que está desconfortável com tudo isso, mas você precisa estar bem vestida para me acompanhar em certas ocasiões. Eu gosto de você usando moletom, jeans e All Star e gosto muito mais quando está sem maquiagem, você é linda, nunca duvide disso!
Ele deu um sorriso sincero, suas palavras foram verdadeiras e eu me senti feliz em ouví-las.
[...]
Entramos num chique restaurante, nossos braços estavam entrelaçados. Seria um importante jantar entre empresários que estavam dispostos a selarem um "contrato" beneficiador para todos.
Ou seja, no final das contas, o senhor Benson iria comprar as Filiais de todos eles porque ele estava disposto a expandir o próprio negócio para fora do país, foi o que eu entendi.
15 minutos depois...
— Sua noiva é muito linda! — Elogiou um dos empresários, era um velho careca e com um horroroso bigode estilo Leão-marinho.
Todos eles trouxeram suas acompanhantes e aposto que elas eram prostitutas de luxo.
— Eu digo isso a ela todos os dias! — Disse o senhor Benson apertando minha mão que estava sobre a mesa.
Forcei um sorriso, concordando.
— Eu também quero um colar de Esmeraldas, Sergey! — A acompanhante do velho pediu manhosa. Que invejosa!
A entrada foi servida, nunca tinha visto comida mais estranha. Mas sou obrigada a comer, não posso me recusar, certo?
Enquanto comíamos os empresários ali começaram a conversar com o senhor Benson tratando sobre o tal contrato importante e irrecusável que beneficiaria a todos, principalmente o senhor Benson.
De repente, eu comecei a sentir uma pequena vibração entre minhas pernas, localizada ali no meu ponto mais sensível.
Era a maldita calcinha vibratória que o senhor Benson havia acabado de ligar. A vibração aumentou, aquela coisinha que vibrava estava encaixada em mim, bem em cima do meu clitóris.
Olhei para o senhor Benson e ele parecia estar concentrado conversando com um tal de Martins e sua mão esquerda estava debaixo da mesa, ele estava com o mini controle.
Contando com a gente havia dez pessoas ali, cinco homens e cinco mulheres. Olhei para o Benson ficando desesperada e se alguém percebesse o que estava acontecendo?
As vibrações aumentaram me fazendo mexer na cadeira me sentindo completamente desconfortável. Aquilo estava me agoniando, seus olhos castanhos me fitaram e ele deu um pequeno sorriso sedutor.
"Filho da mãe, ele está se divertindo e eu não estou gostando de nada disso."
— Oh, meu Deus! — As palavras escaparam da minha boca como um sussurro e só o senhor Benson poderia ouvir já que ele estava ao meu lado.
Comecei a sentir um pequeno formigamento e pontadinhas no meu clitóris de acordo com as vibrações que estavam aumentando.
Minutos depois...
Minhas pernas tremiam, aquilo já devia estar ao máximo. Estava me torturando, era muito agoniante e eu me segurava ao máximo para não gemer. Eram fortes e intensas vibrações todas concentradas no meu clitóris.
Comecei a esfregar minhas pernas buscando me aliviar pelo menos um pouquinho. O senhor Benson estava me observando atentamente, seus olhos escuros brilhavam de excitação.
"Maldito seja, quero que ele morra engasgado."
Na verdade todos ali já estavam parando para prestar atenção em mim. Será que eles estão percebendo alguma coisa fora do comum?
"Claro, né? Você está aí toda inquieta e trêmula como se tivesse prestes a ter um chilique ou algo do tipo." Meu subconsciente me alertou.
— Você está passando mal, querida? — O tal de Martins perguntou preocupado.
"Claro que estou. Estou usando uma maldita calcinha vibratória que está me torturando, como eu poderia estar bem?"
— Não! — Simplesmente respondi e olhei para o senhor Benson, ele estava sorrindo.
[...]
Estava desesperada por alívio, queria tanto me livrar daquela calcinha e sentir os dedos agilidosos dele em mim.
Eu estava enlouquecendo.
Estava ansiando por ser tocada.
Já estava excitada ao extremo.
Aquilo estava acabando comigo...
De repete, senti uma das mãos dele entre minhas pernas, adentrando o meu vestido e seus dedos me tocando por cima da calcinha.
"Céus! Eu vou morrer!" Era tudo que eu pensava naquele momento enquanto me contorcia.
Ah, eu queria tanto que ele enfiasse a mão dentro da minha calcinha, eu estava em chamas ardendo dolorosamente. Mas ele só fazia me acariciar de leve... Maldito.
[...]
Meu corpo todo enfraqueceu, minhas pernas tremiam, eu estava me sentindo cansada e ofegante. Havia acabado de chegar ao limite e toda a atenção das pessoas que estavam na mesa com a gente foi voltada para mim quando eu gemi alto sentindo meu corpo chegar ao ápice.
Minha calcinha estava molhada, muito molhada. As vibrações pararam e o senhor Benson já havia fechado o contrato com todos os empresários ali.
10 minutos depois...
Ele estacionou o carro num bairro qualquer, abriu a porta do Audi e saiu rapidamente, logo deu a volta abrindo a porta para a mim. Abriu uma das portas traseiras e me mandou entrar, entrei sem hesitar e logo senti meu corpo sendo empurrado contra aqueles bancos traseiros do Audi.
— Irei fodê-la aqui e agora! — Avisou afrouxando a gravata.
Seus olhos estavam negros.
Sua voz estava tremendamente rouca.
E pelo visto ele queria sexo selvagem.
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