50 Tons de Desejo
15 No carro: Morreu?
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Fiquei um pouco assustada, ele rapidamente se livrou das roupas e eu desviei o olhar quando vi o seu volume que estava visívelmente apertado por sua cueca boxer preta, ele sempre sussurra em meu ouvido que sou a culpada por deixá-lo assim, nesse estado.
— Olhe para mim! — Pediu enquanto abria minhas pernas, obedeci e olhei para o seu rosto, ele se encaixou entre minhas pernas enquanto suspendia meu vestido deixando minhas coxas desnudas.
Virei a cabeça para o lado direito, ele encostou o nariz na curvatura do meu pescoço, inalando meu perfume e pressionando seu volume na minha intimidade que estava coberta pela calcinha, gemi baixinho sentindo sua ereção roçar em mim com certa força.
Céus! Ele estava tão duro e eu sentia minha intimidade formigar abaixo de sua ereção.
Sua boca começou a percorrer pelo meu pescoço distribuindo beijos e chupadas que me faziam arfar, ele continuava roçando sua ereção em mim enquanto apertava minha coxa direita com força.
Sua boca subiu por meu queixo até chegar na minha boca, senti seus lábios pressionarem os meus e eu fechei os olhos. Logo senti sua língua dentro da minha boca, agarrei seus cabelos macios e deixei que ele explorasse minha boca e aos poucos tentei me concentrar em retribuir seu beijo.
[...]
Ele mordeu meu lábio inferior e puxou me arrancando um gemido, doeu um pouquinho, mas eu não me importei. Suas mãos agilidosas trataram de abaixar as alças do meu vestido, logo senti o tecido quente e macio deslizar por minha barriga e por minhas pernas, fiquei apenas de lingerie e ele sorriu analisando meu corpo.
— Tão linda! — Elogiou com a voz rouca, suas mãos foram para o fecho do meu sutiã que ficava na frente.
Saber que iríamos fazer ali no carro dele que estava estacionado num bairro qualquer era de fato algo novo para mim, eu estava muito nervosa, mais do que o normal e eu sentia meu corpo inteiro em chamas.
Foi inevitável não gemer quando senti sua boca no meu seio esquerdo, ele puxou meu mamilo apertando-o entre os dentes.
— Ooh! — Outro gemido escapou, e ele parou de mordiscar meu mamilo e desceu a boca pela minha barriga até chegar na minha intimidade, beijando-me por cima da calcinha.
Com as duas mãos ele pegou as laterais, sem muito esforço ele conseguiu rasgar a calcinha e finalmente pude ficar aliviada, tudo que eu queria era me livrar dela.
— Poder vê-la molhadinha e sabendo que fui eu que a deixei assim... Isso é muito excitante! — Gemi sentindo um de seus dedos em mim, se movendo devagar e apertando meu clitóris. — Seu cheiro e seu gosto me deixam louco! — Falou olhando para mim, seus olhos estavam negros.
Gemi abrindo as pernas sentindo seu dedo deslizar para dentro de mim, ele fazia movimentos rápidos,bseu dedo entrava e saia me proporcionando uma sensação tão gostosa de sentir.
— Quero ouvir seus gemidos enquanto eu tiver te saboreando! — Disse ele segurando minhas coxas e logo senti sua boca em mim.
Me contorci gemendo alto, sem pensar duas vezes agarrei seu cabelo e fechei os olhos apreciando cada chupada que ele dava me proporcionando prazer como eu nunca havia sentindo antes com tanta intensidade.
[...]
Eu já estava fora de mim, aquele homem estava mesmo me enlouquecendo com tudo que fazia. Seus beijos, seus toques e suas chupadas estavam me levando ao paraíso e ao mundo da perdição, tudo ao mesmo tempo.
O que estava acontecendo comigo?
Por quê eu estava assim, tão louca e ansiando por ele?
Minutos depois...
— Agora quero você de quatro... — Sua voz tremendamente rouca me fez estremecer.
Eu precisava obedecê-lo, me levantei e me posicionei ficando de costas para ele, enquanto estava naquela posição fechei os olhos tentando controlar minha respiração descompassada. Firmei minhas mãos e meus joelhos naquele acolchoado revestido de couro dos bancos traseiros daquele carro luxuoso.
Ouvi o barulhinho quando ele abriu o pacote de preservativo, aquilo bastou para que meu coração disparasse.
Arfei sentindo ele esfregar o membro entre minhas pernas que ele mesmo fez questão de abrí-las ainda mais, ele estava quente e muito duro.
— Peça e eu faço o que você está querendo agora... Sei que você quer me ter dentro de você nesse exato momento. — Falou esfregando o membro na minha entrada.
— Não vou fazer isso! — Me recusei, meu orgulho falou mais alto.
Eu jamais pediria para ele me penetrar, era ele que queria fazer sexo e eu estava ali apenas para saciar as vontades dele.
Gemi de dor quando ele agarrou meu cabelo, puxando-o com força fazendo minha cabeça arquear.
— Seu trabalho é me obedecer, já avisei que não suporto teimosia. Faça o que eu tô mandando, peça para eu meter em você. — Ele disse irritado, sua mão ainda estava segurando meu cabelo.
Senti um nó se formar em minha garganta, meus olhos começaram a arder.
— Eu quero... Que você... Meta em mim... — Minha voz saiu falha.
Me senti humilhada ao pedir aquilo, nós dois sabíamos que ele faria aquilo de qualquer maneira, pedindo ou não ele iria fazer do mesmo jeito.
Suas mãos agarraram minha cintura quando ele me penetrou com força, gemi de dor sentindo seu membro entrar e sair rapidamente.
— Geme para mim... Eu preciso ouvir seus gemidos... Eu sei que você gosta disso! — Ele puxou meu cabelo e eu mordi o lábio reprimindo um grito.
Suas estocadas aumentaram, ele entrava e saia na mesma velocidade. Ele estava fazendo do jeito dele, me dominando do jeito que ele queria... Me fodendo com força enquanto puxava meu cabelo à cada estocada que ele dava.
Eu me sentia uma vadia gemendo ao seu comando, gemia alto sentindo cada estocada forte, cada puxão que ele dava no meu cabelo.
E eu estava me sentindo cada vez mais vadia porque comecei a sentir prazer e estava gemendo feito louca por livre e espontânea vontade.
Foi a primeira vez que o prazer estava me consumindo por inteira.
[...]
— Fique aqui, vou pegar sua bolsa! — Avisou saindo do carro e foi para a parte frontal do automóvel.
Ele já estava devidamente vestido e eu continuava nua e deitada com as pernas abertas, doía toda vez que eu fazia menção de fechá-las.
Continuei deitada me sentindo toda dolorida, eu me sentia inchada e estava ardendo. Ele se ajeitou no banco de motorista, tive que me levantar para poder pegar minha bolsa.
Quando estávamos no seu apartamento, ele havia colocado uma calcinha reserva e uma caixinha de lenços umedecidos para higiene feminina dentro da minha bolsa.
Quando terminei de me limpar e me arrumar, ele finalmente deu partida e eu resolvi descansar durante todo o percurso.
[...]
No dia seguinte...
Segunda, às 06:20 da manhã...
Assim que ele estacionou o carro em frente ao prédio onde eu moro, rapidamente me livrei do cinto de segurança e peguei a mala que estava em cima das minhas coxas, abri a porta do carro com pressa.
— Não precisa sair desse jeito. — Ouvi sua voz. — Volte aqui, Samantha! — Ele me chamou e eu ignorei enquanto fechava a porta do seu precioso carro e me afastei dali com passos apressados.
— O que você quer, hein? — Perguntei fria quando ele me alcançou e me fez parar, agarrando meu braço direito. — Você já me deu o meu pagamento! — Falei me soltando do seu aperto.
15 mil dólares, este será o valor que eu vou ganhar todo mês, sem dúvidas um bom salário e eu não teria o porquê de reclamar, eu serei obrigada a ir para seu apartamento toda Sexta-feira e ele me trará nos dias de Segunda sem atrasos, pois faço faculdade de manhã.
— Toda vez será assim? Você indo embora sem olhar para a minha cara e sem se despedir? — Perguntou indignado.
— Eu estou quase atrasada, Fredward. Ainda preciso me arrumar para ir a faculdade. — Falei sem encará-lo, aquilo era verdade.
— Me chame apenas de Freddie! — Pediu.
— Só quando me chamar de Sam! — Avisei séria e ele suspirou assentindo. — Então, até Sexta... Freddie! — Falei me afastando.
Ele não falou nada e eu continuei seguindo meu caminho sem olhar para trás.
[...]
— E aí, como foi? Me conta tudo! — Pediu minha amiga me seguindo até o meu quarto.
— Vai se arrumar, quer chegar atrasada? — Perguntei abrindo a porta e entrei no quarto, joguei a mala em cima da cama.
— Na faculdade? Temos a semana livre para nos prepararmos para as provas finais, bobinha. — Avisou ela rindo.
Caramba! Eu realmente havia me esquecido disso... Isso comprova que o senhor Benson está me deixando louca à ponto de esquecer as coisas.
Sentei na minha cama e comecei a retirar meus All Stars sendo observada por Carly.
— Você foi pra cama com ele? — Ela perguntou sendo direta como sempre.
Paralisei engulindo um seco, nunca fui do tipo de esconder as coisas dela, sempre fomos melhores amigas, ela sempre confiou em mim e me confidenciou seus segredos e eu simplesmente não podia fazer isso com ela, certo?
— Sim. — Respondi baixinho.
— EU SABIA! — Carly gritou enquanto pulava pelo meu quarto, ela estava surtando enquanto comemorava a perda da minha virgindade.
Depois que ela cansou de surtar, sentou ao meu lado e eu fiquei calada encarando-a, esperando seu interrogatório.
— Como foi? — Perguntou curiosa.
— Não sei como explicar. — Respondi com sinceridade.
— Mas foi bom, sentiu prazer? — Perguntou e eu assenti. — Doeu? — Ela perguntou me encarando.
— Sim. — Respondi envergonhada.
— Você sangrou? — Senti minhas bochechas esquentarem.
— Só um pouquinho. — Respondi desviando o olhar.
— Ele fez as preliminares antes da penetração? — Sorriu ainda mais curiosa.
— Você já tá querendo saber demais, hein? — Falei me levantando e segui para o banheiro.
[...]
3 dias depois...
Sexta-feira, às 19:00 da noite...
Cheguei do trabalho cansada, fui direto para a cozinha, eu estava morrendo de sede. Encontrei um bilhete da Carly pregado na geladeira, nele ela avisava que ela havia saído para ir a um encontro, coisa típica da Carls.
O senhor Benson só chegará às 20:00 horas para me buscar, agora vou tomar banho e depois irei preparar um lanchinho enquanto espero ele chegar, ele já deve estar a caminho, são apenas 1 hora e 40 minutos de viagem de Seattle para Vancouver.
Minutos depois...
Quando cheguei no meu quarto comecei a ouvir o som do meu chuveiro ligado. Fechei a porta sem fazer barulho, a porta do meu banheiro estava entreaberta e tinha alguém ali.
Imediatamente paralisei, pensei em sair correndo para pedir socorro e se fosse um maluco? Bandido ou pior, um tarado que tivesse invadido o apartamento?
Com cautela, rapidamente fui pegar meu velho taco de beisebol, meu pai havia me dado quando completei 13 anos de idade.
Me aproximei silenciosamente e abri a porta do banheiro devagar, através do vidro embaçado do box eu pude ver uma silhueta grande, era uma silhueta masculina e não poderia ser o Ryan, o meu amigo não possuia aquele tamanho.
Alguém realmente estava tomando banho no meu banheiro, não era a Carly e nem nosso amigo Ryan, disso eu tinha certeza.
Andei na pontinha dos pés e consegui abrir a porta do box sem fazer barulho. Ataquei sem piedade o tarado pelas costas, bati em sua cabeça com meu taco umas três vezes sem parar.
Ele caiu no chão e para a minha surpresa que foi mais para um tremendo susto, vi que o tarado que invadiu meu banheiro...
Era o senhor Benson.
"O que diabos ele está fazendo aqui no meu quarto e dentro do meu banheiro?"
Cutuquei ele com a pontinha do pé, infelizmente ele havia morrido nu e molhado, larguei o taco imediatamente.
— Oh, meu Deus! — Exclamei horrorizada.
Me encostei na parede pondo as mãos na boca reprimindo um grito, meu corpo todo tremia.
[...]
Desesperada e chorando sem parar arrastei seu corpo tirando-o do banheiro, enrolei ele no meu carpete roxo e empurrei o cadáver todo enrolado para debaixo da cama, escondendo-o.
"Oh, meu Deus, eu matei o senhor Benson."
Esse pensamento acusatório não saia da minha cabeça me martirizando.
"E agora como conseguirei dinheiro para pagar o tratamento da minha mãe?" Pensei chorando ainda mais.
Pensei seriamente em me entregar para a polícia, mas descartei isso rapidamente, seria burrice fazer tal coisa.
— Matei por legítima defesa! — Sussurrei tentando convencer a mim mesma.
Com as mãos trêmulas peguei meu celular decidida a pedir ajuda para a Carly e no terceiro toque ela atendeu.
— Carly... Vem pra casa... Agora! — Falei em prantos.
"- O que aconteceu, Sammy? — Perguntou preocupada."
— Eu matei, Carly... Matei o senhor Benson! — Confessei temerosa.
"- VOCÊ O QUÊ? — Gritou horrorizada. — Foi em legítima defesa, né? Aquele safado tentou se aproveitar de você... Oh, meu Deus! Amiga, eu sinto muito, foi tudo minha culpa... — Disse ela começando a chorar."
— Co-como assim? — Solucei.
" — Ele chegou cedo, o carro dele havia dado prego no caminho e ele havia parado para consertar... Como ele estava todo sujo, eu permitir que ele tomasse banho no seu banheiro... Desculpe, eu esqueci de avisar sobre isso no bilhete! — Contou ela chorando, ficando mais desesperada que eu."
— Apenas venha para cá... Precisamos nos livrar do cadáver. — Avisei e logo desliguei meu celular, deslizei pela parede do meu quarto, voltando a cair em prantos.
Virei uma assassina, matei o senhor Benson e agora minha mãe vai morrer porque não terei mais dinheiro para pagar seu tratamento.
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