50 Tons de Desejo
16 Noite prazerosa
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Suspiro de alívio quando vejo minha amiga passar pela porta, ela está pálida e está com os olhos arregalados, tão assustada e nervosa quanto eu. Me levanto do sofá indo abraçá-la, choro enquanto ela afaga meu cabelo.
— Onde ele está? — Perguntou baixinho, num tom nervoso e um tanto amedrontado.
— No meu quarto, debaixo da cama. — Respondi quando encerramos o abraço.
— Bem, você tem certeza que ele está morto? — Indagou.
— Acho que sim... — Respondi desviando o olhar, ouvi ela suspirar. Ela pegou minha mão esquerda e saiu me puxando em direção à escada.
Minutos depois...
Ficamos olhando para o cadáver ainda enrolado no carpete, sem ter coragem de examiná-lo. Ela me ajudou a tirá-lo debaixo da cama e nenhuma das duas até agora teve coragem de se aproximar do cadáver novamemente.
— Desenrola e verifica a temperatura do corpo ou a pulsação. — Disse me empurrando para perto do cadáver.
— Eu não. — Me recusei voltando para o meu lugar rapidamente.
— Vai logo, Sammy. — Ela choramingou.
Balancei a cabeça, me recusando de novo.
— Aaah! Hãaam... — Ouvimos algo semelhante a um gemido de dor, e eu jurei ter visto aquele troço se mexer. — Aaai. — Gemeu de novo e se mexeu saindo do lugar.
Em seguida ouvi um baque, olhei para o lado direito, abaixei meu olhar e vi a Carly caída quase de cara no chão. Ela havia desmaiado...
[...]
— Me desculpe! — Falei envergonhada enquanto entregava uma bolsa de gelo para o senhor Benson, ele estava sentado apenas de toalha na minha cama.
— Aaaai. — Ele gemeu pressionando a bolsa de gelo aonde se encontrava um grande galo causado pelas pancadas que dei nele.
— Eu sinto muito, não imaginava que fosse você! — Disse sendo sincera.
— Por isso tentou me matar? — Perguntou incrédulo.
Abaixei a cabeça completamente envergonhada, eu sou mesmo uma grande idiota. Burra! Olha o que você fez.
— Eu pensei que fosse um tarado! — Me justifiquei erguendo o olhar e o encarei com o pingo de coragem que ainda me restava.
Ele fechou os olhos fazendo careta, vi sua boca entortar como se tivesse prestes a formar aquele sorriso de lado que só ele tem.
— Se arrume. Não precisa fazer mala, você não vai se livrar de mim tão cedo. Iremos para Seattle daqui à pouco! — Avisou sério, se levantando.
Reprimi um grito de frustração, eu realmente não queria ir com ele... Pelo simples fato dele querer me fazer pagar, só porque ataquei ele com meu taco.
[...]
Horas depois...
Entramos no seu apartamento, ele foi para a cozinha e eu subi para o meu quarto. Assim que entrei vi uma sacola vermelha em cima da cama, tirei meu All Star e me joguei na cama empurrando aquela sacola para longe, acabou caindo no chão.
Não vou vestir lingerie nenhuma, pra quê ele quer que eu vista? Se ele vai arrancá-la do meu corpo para fazer aquelas coisas imorais comigo. Isso é besteira.
Resolvi tomar um banho,.serei rápida, assim poderei me jogar na cama e dormir. Hoje irei me livrar dos momentos de tortura. Sorri com minha brilhante ideia, me levantei e fui trancar a porta do quarto.
Minutos depois...
Terminei de escovar meus dentes, saí do banheiro enrolada na toalha e quando me aproximei do meu closet ouvi batidas na porta.
— Sam? — Ele me chamou ainda batendo na porta.
Fiquei parada no mesmo lugar, mordi o lábio. Não irei responder, talvez ele pense que já caí no sono e vai embora.
— Eu sei que você está acordada, se não abrir juro que vai ser pior. — Falou alto cessando as batidas.
— Ah, não... — Choraminguei.
Respirei fundo e tomei coragem, indo abrir a porta. Senti minha boca ficar seca quando vi ele parado de braços cruzados, usando apenas uma calça de moletom preta.
Céus! Devia ser pecado ser... Tão lindo. Isso, e esses cabelos desalinhados? Deve ter sido por ele ter bagunçado por conta de sua irritação, qual é? Eu nem demorei para abrir a porta.
— Estava tentando se livrar de mim? — Perguntou entrando no quarto assim que dei espaço para ele fazer isso.
— Não, senhor. Imagina... Eu estava no banho! — Menti dando uma risadinha, só faço isso quando estou nervosa.
— Sei... — Disse trancando a porta, então ele se virou para mim, se aproximando na medida que eu andava para trás, segurando firme minha toalha contra meu corpo. — Hoje não vamos para o Quarto do Prazer, não estou com cabeça para isso... — Falou e eu quase suspirei aliviada. — Mas amanhã será o dia da sua punição! — Avisou.
" O quê?" Pensei confusa.
— Punição? — Perguntei num fio de voz e ele assentiu dando um pequeno sorriso maldoso. — Mas eu não fiz nada! — Meu tom saiu desesperado.
— Bater na minha cabeça com um taco de beisebol até eu perder a consciência não é fazer nada? — Perguntou sarcástico, parando diante de mim e cruzando aqueles braços musculosos.
" Como se respira? Como se respirar? Como se respira?" Pensei sentindo o ar abandonar meus pulmões.
— Mas eu não... Eu não... Não foi minha... — Tentei formular alguma frase, mas eu não conseguia.
— Não foi sua intenção? — Indagou erguendo uma das sobrancelhas, afirmei sacudindo a cabeça rapidamente. — Mesmo assim você será punida. — Decretou.
Choraminguei internamente, amanhã ele vai acabar comigo de uma vez por todas, sei que sim... Ainda sou tão jovem. Por quê eu tinha que bater nesse cabeção dele? Droga!!!
— Por quê você está rindo? — Perguntou confuso.
— Você é cabeçudo... — As palavras escaparam da minha boca, não sei o que deu em mim. Por quê não consigo segurar minha língua afiada?
[...]
Ele me beijou pela terceira vez, parecia que estava tentando me matar me deixando sem fôlego, minha toalha caiu quando ele foi me conduzindo até a cama. Ele encerrou o beijo e ficou me olhando, seus olhos escuros e penetrantes percorrendo todo o meu corpo nu.
— Sente na beira da cama! — Mandou e eu prontamente obedeci. — Se toque, me mostre como se dá prazer quando está sozinha! — Pediu com aquela voz rouca que sempre me arrepia.
— O quê? — Perguntei baixinho, sentindo minhas bochechas esquentarem.
— Eu estou pedindo para se tocar, você nunca se deu prazer, Sam? — Perguntou com uma certa curiosidade.
— Não! — Respondi evitando olhar para ele, mas eu sentia seu olhar cravado em mim.
— Você é inacreditável, Samantha. Como pode ser tão ingênua? Me diz o que eu faço com você? — Perguntou com calma.
— Eu não sei... — Falei baixinho, olhando para os meus pés.
— Hum... Vejamos, comece pelos seios, se toque, eu quero ver, olhe para mim. — Pediu e eu ergui o olhar, fitando seus belos olhos castanhos.
— Faça você mesmo, eu não sei... Não consigo. — Falei envergonhada.
Ele deu um pequeno sorriso de lado, se aproximou e parou na minha frente. Puxou meu queixo, fazendo-me encará-lo.
— Quer que eu te toque? — Perguntou com aquela voz dopada pela rouquidão.
— Sim. — Sussurrei sentindo minhas bochechas pegarem fogo, seu toque em meu queixo me causava um certo formigamento.
— Onde? — Perguntou com os olhos fixos nos meus.
— Onde você quiser... — Respondi, as palavras escapavam, eu não conseguia impedí-las.
[...]
Quente e trêmulo era assim que meu corpo inteiro estava recebendo cada carícia sua, seus dedos ágeis percorriam minha pele deixando rastros abrasadores, me deixando em chamas e sensível à cada toque seu.
— Como pode ter seios tão belos? — Perguntou acariciando e apertando meu mamilo direito, meus seios estavam ficando rígidos e doloridos. Era uma dor suportável e estranhamente prazerosa.
— Aahh. — Gemi sentindo sua língua contornar meu mamilo, aquilo me arrepiou e me deixou mais quente. — Vamos ver se está ficando molhadinha... — Murmurou se afastando um pouco do meu corpo, sua mão esquerda foi para o meio de minhas pernas.
Senti seus dedos lá, me tocando e me acariciando lentamente.
— Uma delícia... Toda molhadinha... — Ele sorriu, me penetrando um dedo devagar. Apertei a colcha de cama, puxando-a entre os dedos, sentindo ele girar o dedo dentro de mim lentamente, era uma nova sensação, era a primeira vez que ele fazia aquilo.
Ele manteve o dedo lá, girando e com o outro dedo ele apertava meu clitóris. Não posso negar, eu estava gostando daquilo, a sensação era boa, muito boa. De repete, ele retirou os dedos da minha intimidade e voltou a se inclinar sobre mim.
— Abra a boca. — Pediu, obedeci e ele fez algo inesperado, colocou dedo indicador dentro da minha boca. — Sinta seu gosto. — Falou sem tirar os olhos de mim. — Chupe! — Mandou e eu obedeci.
Ele me fez sentir meu próprio gosto, não sei explicar exatamente como era o sabor, mas não era tão ruim. Caramba, aquilo foi inesperado e... Excitante, sim, foi excitante.
Ele sorriu se afastando, parecia satisfeito, continuei deitada na cama.
— Sente! — Pediu, fiz o que ele queria, me sentei na beirada da cama e olhei para ele. — Agora irei foder a sua boca! — Avisou começando a tirar a calça de moletom.
"Como assim foder minha boca? Isso é possível? Ou ele está brincando? Eu não entendo!" Pensei intrigada.
Vi ele começar a acariciar o membro, mordi o lábio inferior sem conseguir tirar os olhos daquilo. Ele é grande e... Grosso, sim, enguli um seco, eu não tinha reparado.
— Você vai vir aqui, vai se ajoelhar e colocar na boca com cuidado, entendeu? — Perguntou.
"O quê? Como assim colocar na boca? Aquilo? Ele ficou louco?" Pensei começando a ficar nervosa.
Me levantei e lentamente fui andando até ele, quando parei em sua frente eu já estava querendo sair correndo dali.
— Se ajoelhe e me chupe! — Mandou.
"Caramba, ele estava falando sério..." Pensei me surpreendendo com aquilo.
Obedeci, eu não conseguia desviar o olhar do seu membro, tomei coragem e o peguei, estava quente, duro e pulsante. Também estava incrivelmente maior... Como pode uma coisa dessas? Por acaso tem vida?
— Oooh! — Ele gemeu quando coloquei a pontinha na boca, aquela pontinha vermelha e acredito que seja bastante sensível. — Não pode morder... — Avisou num tom baixinho, suas mãos foram para o meu cabelo. Ele segurou o membro e o empurrou, fazendo-o deslizar para dentro da minha boca.
Ficou a metade para fora, ele me fez segurar o que não havia entrado, para que eu pudesse conduzir meus movimentos e acariciá-lo enquanto o chupava.
[...]
— Aaah! Ohh! Que boca deliciosa! — Ele havia agarrando meu cabelo e o enrolado em torno do pulso esquerdo.
Seu membro se movimentava em minha boca, às vezes rápido e às vezes devagar. E às vezes saia e entrava com rapidez quase me fazendo engasgar. Senti um puxão no meu cabelo, e depois ele puxou de novo e dessa vez com mais força, ele gemia e soltava palavrões enquanto afundava o membro em minha boca.
Aquilo tudo estava desencadeando um certo formigamento em minha intimidade, estava me deixando molhada e só então me dei conta que eu estava me tocando. Eu nem havia percebido, com certeza foi automático, meus dedos estavam molhados.
— Não... Não pare, continue, isso é fodidamente excitante. Continue se masturbando para mim! — Ele pediu entre gemidos e eu obedeci, ele gemeu alto, também gemi deslizando o dedo indicador para dentro de mim e em seguida senti um líquido salgado invadindo minha boca, quase engasguei.
Minutos depois...
O senhor Benson me deitou na cama, sua boca deslizou por minha barriga lentamente, distribuindo beijos e lambidas até chegar no meu umbigo. Senti a ponta de sua língua ali, ele girou a língua e desceu enquanto abria minhas pernas.
— Já está ficando molhadinha? Você é tão sensível, adoro isso. Sabe o que eu vou fazer agora? Vou chupar essa sua bucetinha gostosa. — Disse com a voz extremamente rouca, acariciando meu clitóres.
— Ahhh! — Gemi sentindo sua língua ali, seus dedos me abriram, ele enfiou a língua e começou a girá-la lentamente. Depois parou e começou chupar meu clitóris, agarrei seus cabelos, fechei os olhos enquanto gemia, aquilo era tão prazeroso.
[...]
Ele se encaixou entre minhas pernas, segurou o membro deslizando-o para dentro de mim, moveu os quadris fazendo com que ele me invadisse, gemi agarrando seus ombros, ele saiu e voltou a penetrar, dessa vez entrando com força.
Retirou o membro novamente e voltou a meter de novo, segurou minha cintura, ele estava gemendo assim como eu. Nossos gemidos estavam se misturando e de repente ele girou nossos corpos, mudando nossas posições e me deixando por cima de seu corpo. Ele estava todinho dentro de mim, apoiei minhas mãos em seu peito me equilibrando.
— Tão apertadinha... — Gemeu ele deslizando as mãos por meus quadris, parando ali. — Agora você está no comando. — Avisou, encarei seus olhos, estavam negros e sua boca estava entreaberta. — Apenas siga seus instintos. — Disse firmando as mãos em meus quadris. — Cavalga em mim, isso, rebole... — Pediu.
Continuei imóvel o encarando, tentando digerir suas palavras. Foi isso mesmo que eu ouvi?
Ele mordeu o lábio e agarrou minha bunda usando as duas mãos, moveu seu corpo para cima, me incentivando. E eu segurei seus ombros e iniciei meus movimentos, subindo e descendo, deslizando pelo seu membro que estava pulsando. Suas mãos apertaram minha bunda e ele começou a me ajudar com os movimentos, movendo os quadris para cima.
Estava sendo prazeroso, eu realmente estava gostando de tudo... Principalmente, por estar no comando. Nossos gemidos se misturavam na medida que nossos corpos se chocavam. Caramba, aquilo era muito excitante.
[...]
Ele se levantou e começou a dar voltas pelo quarto, passava as mãos no cabelo o deixando ainda mais bagunçado, abracei o travesseiro enquanto o observava, ele parecia estar incomodado ou preocupado com alguma coisa.
— Sam... — Ele pronunciou meu nome de repente, parando de andar e me olhou. — Você está tomando os anticoncepcionais direitinho? — Perguntou.
— Sim... Por quê? — Perguntei.
— Hoje eu esqueci de me prevenir... Foi pura falta de responsabilidade, eu sempre tomo cuidado, mas hoje eu vacilei. — Falou e eu percebi que ele estava mesmo preocupado.
Mordi o lábio inferior, eu não sabia o que falar.
— Eu vou preparar um banho relaxante para nós. — Avisou antes de ir caminhando em direção ao banheiro, ainda estava nu.
Oh, ele tem um bumbum bonito.
[...]
Água morna, espuma e mais espuma. A banheira estava transbordando, eu só conseguia sentir o delicioso cheiro de Erva Doce, o banho estava mesmo relaxante.
Me aconcheguei deitando a cabeça em seu ombro, sentia sua respiração em minha nuca, eu havia prendido meu cabelo fazendo um coque, suas mãos estavam repousadas em minha cintura.
Parece um momento mágico, eu e ele dividindo a mesma banheira, estou gostando disso... É bom ter ele pertinho de mim assim, me abraçando por trás e beijando meu pescoço.
Minutos depois...
Vesti uma calcinha confortável e um moletom cinza, o Benson ainda estava no meu quarto deitado na cama. Será que ele vai dormir comigo? Ah, não, mas eu ele nunca dorme, mas e se ele quiser ficar eu não vejo nenhum problema.
— Deite aqui. — Apontou para o lado direito, ao lado dele.
Ah, meu Deus! Ele vai dormir comigo... Ele vai dormir comigo!
Me deu vontade de correr e pular em cima dele, mas me segurei. Apenas andei com calma, subi na cama e deitei ao seu lado, ele me puxou aproximando nossos corpos e nos cobriu com o cobertor, aquilo era uma exceção.
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