50 Tons de Desejo
8 O Contrato
Notas iniciais
No dia seguinte...
P.O.V Da Sam
Acordei sozinha naquela cama enorme, ouvi o barulho do chuveiro, o Sr. Benson está no banho. Me sento na cama e olho atentamente ao redor do quarto que agora está perfeitamente iluminado. A decoração é divina, tudo sofisticado, o meu quarto é tão simples e pequeno que jamais poderia ser comparado a esse.
Silêncio. O chuveiro foi desligado, meus pesamentos estão a mil. Tenho que ligar para a Carly, isso, ela deve estar surtando com meu sumiço.
Peguei a minha bolsa que estava em cima do criado-mudo ao meu lado e rapidamente peguei meu celular.
Liguei para a Carly e ela atendeu logo no primeiro toque.
"- Sam? Graças à Deus! Você está bem? Onde está? Espero que tenha uma boa resposta. Meu Deus, eu já ia mandar a polícia atrás de você! "
Minha amiga disparou as palavras sem pausas, exalando histeria.
— Oi, Carls. Estou bem sim... Estou na casa do meu pai, eu precisava visitá-lo... Mas eu vou demorar um pouco para voltar para casa, talvez às 15:00 eu esteja aí... Tchau! — Falei um pouco atrapalhada, eu não me dou bem com mentiras. Encerrei a ligação antes dela conseguir falar ou questionar qualquer coisa.
A porta do banheiro abriu e o Sr. Benson saiu de lá com uma toalha branca enrolada na cintura e ele estava usando outra para secar o cabelo.
— Bom dia, Samantha. — Falou com aquela voz rouca que só ele tem, e deu um leve sorriso.
— B-bom d-dia. — Gaguejei.
" Parabéns Sam, desaprendeu a falar direito, sua idiota?" Praguejo mentalmente, sentindo minhas bochechas esquentarem, abaixo o rosto olhando para o cobertor que está me cobrindo até o pescoço, pois estou o segurando contra o meu corpo, culpa da minha vergonha.
— Dormiu bem? — Ele perguntou terminando de secar o cabelo e colocou a toalha sobre o ombro esquerdo.
— Sim. — Respondi, a minha voz saiu fina e quase esganiçada.
Ele sorriu. Onde enterro a cabeça? Ele deve está rindo de mim internamente, lá no fundo ele deve estar soltando uma bela gargalhada, rindo da minha estupidez.
[...]
Me tranquei no banheiro e me despi rapidamente, me livrando da camisa e da cueca dele. Iniciei meu banho e mais uma vez usei seu sabonete. Será que ele não se importa? Eu me importaria se um estranho usasse minhas coisas pessoais.
Quando terminei meu banho, vesti minhas roupas que haviam secado e por curiosidade abri o pequeno armário acima da pia
Creme dental, um vidrinho de gargarejante bucal, loção para barbear, dois barbeadores, um elétrico e outro normal, fio dental, escova de dente azul, Shampoo e Condicionador. Droga! Ele devia ter uma escova de dente nova como reserva, como vou escovar meus dentes agora?
[...]
Dona Rosalie serviu o café da manhã, a mesa estava posta com bastante coisas. Parecia um banquete, para quê tantos alimentos se nós nem vamos provar tudo que está a nossa disposição?
— Não vai comer? — Perguntou me olhando sério.
Céus! Como ele quer eu coma se ele me deixa desconfortável? Se não tira os olhos de mim e se a todo instante me deixa desconcertada. Perto dele eu não sinto fome alguma, só sinto vontade de correr para bem longe de seu olhar examinador.
— Certo. Eu já vou comer. — Forcei um sorriso começando a me servir.
[...]
— Sente-se, por favor! — Pediu apontando para a cadeira em frente à sua. Estamos em seu escritório, que chique, ele tem um escritório no apartamento. O que mais ele deve ter? Um mini-cinema? Uma sauna? Uma sala de jogos? Penso curiosa.
Sentei na cadeira e apoiei minhas mãos sobre as coxas, ele abriu uma pasta preta e retirou de lá alguns papéis, os colocou sobre a mesa. Pegou uma espécie de apostila e estendeu para mim, a peguei.
— Leia tudo com atenção, por favor, não tenha pressa e leia com calma, está bem? — Falou e eu assenti.
— O que é isso? O contrato? — Perguntei hesitante. Eu estava com medo de ler e ficar traumatizada.
— Sim. É o contrato, Samantha. E eu vou ficar aqui com você, para tirar qualquer dúvida sobre os termos descritos, se quiser podemos ler juntos. Discutiremos tudo que está aí para poder então entrarmos num acordo que possa nos beneficiar e nós dois sairemos ganhando! — Explicou com calma.
— Tudo bem. — Concordei e iniciei a leitura do contrato.
[...]
Li atentamente todos os termos fundamentais, as obrigações, Cláusulas do Serviço e as atividades. Em seguida, li todos os Apêndices sobre Obediência, Alimentação, Roupas, Exercícios, Higiene pessoal, Segurança pessoal, Limites Rígidos e Brandos.
Fiquei chocada depois de ter lido todo o contrato três vezes, coloquei os papéis sobre a mesa e olhei para o Sr. Benson que mantinha a expressão serena e inabalável.
— Então, Samantha, já podemos entrar num acordo ou vai desistir de assinar o contrato? — Perguntou me encarando.
Suspirei. E tentei reorganizar meus pensamentos que estavam vagando por cada palavra daquelas descritas naquele contrato nada decente. Sem dúvidas, essa proposta é tão imoral. Como um homem desses tão culto tem desejos sexuais tão... Insanos, sim, ele só pode ser louco. Um maníaco sexual.
— Vamos discutir sobre os limites brandos? — Sugeri.
— Claro. O que gostaria de discutir? — Perguntou calmo.
Peguei o contrato novamente e procurei a página onde estava explicando os limites brandos.
— Hum... Eu não concordo com nada que tenha relação com o sexo anal e nada de cera quente também... Grampos genitais também não! Nada de introdução da mão no ânus ou na vagina, pode riscar. — Falei tudo morrendo de vergonha.
— Certo. Só isso, Samantha? — Indagou com a mesma seriedade de sempre.
— Não... Agora sobre os exercícios, sou obrigada mesmo a treinar quatro vezes por semana com um Personal Trainer? — Perguntei indignada.
— Então, quantas vezes quer treinar, Srta. Puckett? — Perguntou paciente.
— Duas vezes por semana seria ótimo! — Avisei e ele assentiu.
— Essas são suas únicas exigências? — Perguntou.
— Ainda não acabei... Só mais uma coisa... Sobre Depilação, é obrigatório depilar tudinho, mesmo? — Sussurrei a última pergunta mortificada de tanta vergonha.
Ele me olhou profundamente fazendo minhas pernas tremerem. Se levantou e lentamente caminhou até onde eu estava sentada, se colocou atrás de mim e abaixou o rosto aproximando do meu.
— O corpo é seu Samantha, e sinceramente eu não quero mudar nada em você! — Sussurrou com aquela voz rouca, bem próximo ao meu ouvido direito.
Estremeci por inteira, fiquei calada sentindo meu coração bater acelerado. Ele colocou uma caneta em cima do contrato que estava na mesa do escritório.
Ainda hesitante, peguei a caneta com a mão trêmula e peguei o contrato folheando-o rapidamente, parei na última folha, aonde eu deveria colocar minha assinatura.
Tirei a tampa da caneta e assinei, pronto, agora não tem mais volta, sou oficialmente a Submissa de Fredward Karl Benson.
— Perfeito. — Sussurrou ainda tão próximo de mim, ele pegou a caneta e assinou também. — A partir de hoje você será minha. Minha bela Submissa! — Disse deslizando os dedos pelo meu braço direito, paralisei. Só espero do fundo do coração não me arrepender de ter feito isso.
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