50 Tons de Desejo
25 Novo trabalho e mais uma punição?
Notas iniciais
Uma semana depois...
P.O.V Da Sam
Nos mudamos para Seattle vai fazer três dias, alugamos um belo apartamento duplex. Mas para mim foi difícil deixar Vancouver, eu já estava muito acostumada morar lá e trabalhar naquela loja de doces, depois que nos formamos tivemos mais tempo para organizar nossas coisas e correr atrás de um emprego. Pelo menos no caso da Shay, já que eu não recusei a outra proposta do Benson, ele havia me oferecido um emprego, algo que seria temporário, até eu conseguir ingressar numa carreira como jornalista.
Finalmente terminei de me arrumar, me olhei no espelho e sorri satisfeita. A única coisa que estava me incomodando eram os meus sapatos, um par de Scarpin preto, trabalhar usando saltos não é nada confortável. Mas eu precisava estar bem arrumada para trabalhar como secretária do senhor Benson.
Quêm diria que um dia eu seria a secretária de um CEO? A vida é mesmo uma caixinha de surpresas agradáveis ou ruins.
Já que aceitei sua proposta eu tinha que estar sempre bem apresentável, eu iria trabalhar como estagiária, mas ele fez questão de me contratar para ser sua secretária. Peguei minha bolsa e saí do quarto, fiz bem em prender meu cabelo fazendo um coque mais sofisticado, sempre fui prática e fiz uma maquiagem simples e neutra.
— Uau! Está linda! — Carly me elogiou assim que cheguei na sala, ela estava com o Josh.
— Boa sorte, loira. Vamos ver por quanto tempo vai aturar o meu irmão e trabalhar para ele. Ele é muito mandão e chato pra caramba! — Disse risonho.
"E esqueceu de dizer controlador, querido..."
— Obrigada! — Sorri e assenti.
— Ah, já ia esquecendo... — Se levantou do sofá e veio até a mim. — Ele mandou te entregar isto. — Me entregou um chaveiro em forma de um dado preto, nele havia uma chave de um carro.
Minutos depois...
— Mas o quê? É meu? — Apontei para o carro que estava no estacionamento do nosso prédio.
Aquilo de fato parecia um sonho, algo quase impossível.
— É uma Mercedes, é o novo modelo. E aí, gostou? — Josh perguntou e eu continuei olhando para luxuoso carro prateado.
— Eu não posso aceitar. Carly, aonde está o meu Fusca? — Olhei para a morena, meu Fusquinha não estava ali no estacionamento.
— Nem queira saber. — Ela disse dando uma risadinha nervosa. — Aceite o presente do seu namorado e vai logo, quer chegar atrasada no seu primeiro dia de trabalho? — Ela cruzou os braços.
Meu deu vontade de gritar para eles que o senhor Benson não era meu namorado e sim meu chefe de agora em diante.
Bufei frustrada, me abaixei retirando os meu saltos. Puxei minha saia mais para cima e retirei o meu blazer, entrei no carro contrariada. Como eu iria conseguir dirigir aquilo? Sempre dirigi um simples Fusca e uma Mercedes era demais para mim, chique ao extremo.
[...]
— Está 18 minutos atrasada, senhorita Puckett! — Ele falou assim que entrei em seu escritório.
Oh, droga! Eu não queria chegar atrasada, tudo culpa daquele carro moderninho.
— Desculpe, senhor. — Me desculpei rapidamente sentindo minhas bochechas esquentarem.
— Saiba que eu não tolero atrasos. Já sabe aonde é sua sala? — Perguntou me encarando, ele estava sentado, numa postura rígida e havia um monte de papéis espalhados em sua mesa.
— Sim, senhor. — Assenti desviando o olhar.
Ele estava muito lindo naquelas vestes sociais, o topete impecável e com aquele semblante de durão. Tão sexy...
— Poderia se aproximar da mesa, eu não vou te morder senhorita, Puckett. — Disse me fazendo engulir em seco, mesmo assim captei uma certa malícia em seu tom de voz.
Me aproximei devagar, parando em sua frente.
— Quero cinco cópias desse relatório, mande encadernar esses fichamentos sobre o gráfico e me traga um café daqui à dez minutos! — Me entregou alguns papéis.
— Sim, senhor. — Assenti.
— Você também vai cuidar da minha agenda, terá que me acompanhar em jantares e viagens de negócio, e também vai atender e me repassar as ligações, entendido? — Continuou me encarando com seriedade.
— Entendi perfeitamente, senhor Benson.
— Seja bem-vinda à minha empresa. — Pela primeira vez desde que cheguei, ele deu um pequeno sorriso.
— Obrigada, senhor Benson. — Pedi licença antes de me retirar de sua sala e fui fazer o meu trabalho.
Okay, talvez não seja tão ruim trabalhar com ele na empresa, o Josh deve estar exagerando...
[...]
— Excelente, senhorita Puckett. Até agora fez um bom trabalho... — Bebericou o café e deu um sorriso satisfeito.
— Mais alguma coisa, senhor? — Perguntei com uma agenda e caneta em mãos.
— Você vai almoçar comigo, sempre... Desmarque a minha próxima reunião, remarque para a próxima segunda-feira. Anote todos os recados e me traga mais um café daqui à 15 minutos.
Nossa! Quantos cafés ele toma por dia?
— Certo, farei isso. Agora com lincença.
Saí da sua sala e voltei para a minha, minhas horas de expediente se resumiram em atender ligações, anotar recados, servir cafezinhos e etc...
Só o que faltava era ele me mandar fazer massagem, mas isto seria um absurdo. Quase pulei de alegria quando chegou a hora do almoço, eu estava quase morrendo de fome. Eu era a única loira que trabalhava ali, as outras funcionárias eram belas morenas elegantes e de narizes empinados, todas me olhavam com desprezo.
Peguei minha bolsa e fui até a sala do Benson, saimos juntos para almoçar. Todos nos olhavam estranho, aquilo já estava me incomodando, fomos em seu carro para um restaurante que ele sempre frequenta, segundo ele...
Eu só o trataria formalmente dentro da empresa, lá fora conversaríamos normalmente.
— Você está linda, tão sexy vestida como uma verdadeira secretária. — Me elogiou puxando a cadeira para mim, sentei e cruzei as pernas.
— Por quê comprou um carro para mim e o que mandou fazer com o meu Fusca? — Perguntei na lata, minha língua já estava coçando faz tempo para questioná-lo.
— Não gostou do meu presente? — Sentou e logo um garçom se aproximou da nossa mesa.
— Você sabe que eu não gosto de ganhar essas coisas chiques. Não combinam comigo, quero o meu Fusca de volta. — Cruzei os braços, emburrada.
— Ah, sinto muito, mas eu já me livrei daquele Fusquinha velho. Vai ter que se acostumar com a Mercedes. — Avisou me deixando irritada.
Que vontade de bater nele, se eu fizesse isto, ele me demitiria? Bom, eu não duvido.
— Você não tinha o direito de fazer isto. — Falei me controlando para não surtar e enfiar o garfo no olho dele.
— Você fica ainda mais linda brava, sabia? — Me lançou aquele sorriso de lado sedutor.
Revirei olhos e desviei o olhar. Oh, eu não conseguia ficar brava com ele por muito tempo...
Não ousei tocar mais naquele assunto, fizemos os nossos pedidos e almoçamos tranquilamente.
Horas depois...
— Como foi o seu primeiro dia de trabalho? — Carly perguntou curiosa assim que cheguei em casa e me joguei no sofá.
Carly Taylor Shay, sempre curiosa e intrometida...
— Cansativo. — Resumi em uma só palavra.
— Ele é um chefe chato? — Perguntou, deixei minha bolsa de lado e meus sapatos no chão.
— Não. — Respondi. — Mas ele toma muito café, perdi a conta de quantas vezes eu fui lá na sala dele servir cafezinhos. — Contei.
— Hum... Acho que ficar pedindo café é só uma desculpa para ele te ver usando essa saia sexy que deixa suas belas pernas à mostra. — Comentou sorrindo maliciosa.
— Não inventa, Carls. — Neguei prendendo o riso, que absurdo. — E como foi o seu dia? — Tentei mudar de assunto.
— Passei a tarde fazendo compras com o Josh. Ele é um amorzinho, tão fofo. Ah, eu comprei algumas coisas para você, estão lá no seu quarto, vamos lá ver?
Assenti e me levantei, peguei minha bolsa, meus sapatos e subimos para o meu quarto.
Quando estramos, vi três sacolas vermelhas em cima da minha cama. A Carly sentou e abriu uma delas, retirou um potinho rosa de lá.
— Esse é um creme depilatório, é prático e indolor. Só basta 5 minutinhos e adeus pêlinhos indesejados, bem, é um creminho milagroso. — Explicou sorrindo.
— É para as axilas? — Perguntei sentando ao lado dela.
— Também serve, mas esse aqui é especialmente para a região íntima. Eu também comprei sabonete íntimo, desodorante e Shampoo para você. — Avisou.
"Qual é? Ela tá me zuando? Eu tenho Shampoo e desodorante..."
— Obrigada! — Agradeci.
— Sammy, deixa eu te depilar? — Pediu me olhando com aquela carinha fofa.
— Minhas axilas e pernas já estão depiladas, Carlinha.
— Eu sei, mas eu quero depilar a sua...
— De jeito nenhum, Carlotta! — Sai de perto dela rapidamente. — Não tem nada para depilar, agora vaza do meu quarto. — Apontei para a porta.
— Então, me mostra. Eu quero ver qual é o seu tipo de depilação, somos melhores amigas, não precisa ter vergonha e...
— NÃO! — Gritei envergonhada, interrompendo-a.
— Ah, então, promete que vai usar o creme depilatório?
— Prometo! — Fui sincera, ela sorriu vitoriosa e saiu do meu quarto.
[...]
Dias depois, Sexta-feira, às 20:03 da noite...
— Para aonde você vai toda cheirosa desse jeito? — Perguntou com um sorrisinho malicioso.
"Para o meu emprego de submissa..." Pensei em responder, mas eu não podia falar isso.
— Vou sair com o Freddie! — Menti.
— Ainda volta para a casa hoje?
— Não. Nos vemos domingo e juízo, Shay. — Me encaminhei para a porta rodando a chave do meu novo carro entre os dedos, eu ainda estava sentindo falta do meu Fusquinha.
Já que eu estava morando em Seattle novamente, o Freddie não precisava ir me buscar. Entrei na minha Mercedes, liguei o rádio e rumei para o apartamento do Todo Poderoso Benson, não posso negar era uma delícia dirigir um carro novo como aquele.
O porteiro daquele prédio já me conhecia, o cumprimentei assim que cheguei e peguei o elevador. O apartamento do Benson ficava no oitavo andar, saí do elevador e rumei para o mesmo.
Minutos depois...
— Eu já ia te buscar. — Disse assim que abriu a porta.
— Não precisa mais fazer isso, tenho um carro novo e veloz. — Balancei o meu chaveiro, sorrindo em deboche.
Ele não falou nada, entrei em seu apartamento e rumei para a cozinha sendo seguida por ele.
— Já jantou? — Perguntei deixando minha bolsa em cima da bancada.
— Ainda não. Gosta de comida Japonesa?
— Nunca comi. — Me encaminhei para a pia e liguei a torneira.
— Vai preparar o jantar? — Perguntou.
Terminei de lavar as mãos e fui vasculhar a geladeira, ele já sabia a resposta.
— O que quer comer? — Me virei para ele.
— Qualquer coisa. — Respondeu sentando em frente à bancada.
Resolvi fazer frango empanado e algo simples e rápido para acompanhamento. Já tinha suco na geladeira e Pudim como sobremesa, e ele ficou me observando cozinhar, odeio quando ele faz isso, fico com vergonha.
[...]
Ele me deitou na cama enquanto me beijava urgentemente, arranhei sua nuca descendo para as suas costas. Paramos o beijo e ele começou a depositar chupões por todo o meu pescoço, eu estava apenas de lingerie embaixo dele. Abri as pernas, ele pressionou nossas intimidades, eu já estava sentindo o seu membro enrijecer, suas mãos foram para o fecho do meu sutiã.
Tirou aquela peça com pressa, jogando-a para trás. Gemi alto quando ele abocanhou o meu seio esquerdo com certa força, doeu um pouco mas eu não me importei, continuei arranhando suas costas enquanto ele mordiscava e chupava o meu seio, aquilo já estava me excitando.
Finalmente ele encerrou aquela deliciosa tortura, sua boca desceu pela minha barriga e em seguida ele puxou minha calcinha com os dentes, estremeci sentindo o tecido deslizar por minhas pernas.
Seu olhar quente e penetrante se fixou em minha intimidade e ele mordeu o lábio com força, e olhou para o meu rosto que estava queimando naquele momento.
Continuei com as pernas entreabertas sentindo os seus dedos me acariciando lentamente. Logo senti o seu corpo sobre o meu e sua respiração quente bater em minha nuca, eu estava de olhos fechados morrendo de vergonha...
— Você depilou tudo e agora está com vergonha de mim? Não seja boba, eu amei. Mas eu gostava dos seus "loirinhos" bem aparadinhos... Devia ter me avisado que iria se livrar deles, só por não ter me falado você ganhará uma punição! — Sussurrou com aquela voz rouca no meu ouvido me fazendo estremecer por inteira.
"Oh meu Deus, estou ferrada. Tudo por culpa da Carly e daquele creme depilatório milagroso..."
Fale com o autor