50 Tons de Desejo
35 Mantendo o controle ou quase: A ideia tentadora...
Notas iniciais
P.O.V Do Freddie
Sam continuou vomitando, e eu tive que me controlar, ela merecia umas boas palmadas, mas eu só iria puní-la quando ela estivesse sóbria. A segurei pela cintura, seu corpo estava curvado e eu praguejei baixinho, vendo-a eliminar a bebida que lhe fez mal, maldito seja o ser que lhe deu Absinto, se eu descubrisse quem foi, esta pessoa iria se arrepender e muito.
Esperei ela melhorar da ânsia, e a conduzi para dentro do prédio, segurando-a, a loira caminhava cambaleante, aos tropeços.
— Eu vou, eu vou, eu vou pra casa, eu vou... — Sam ria e cantava a canção dos Sete Anões, alegremente sem parar. — Eu vou, eu vou...
— Cala a porra da boca, não aguento mais ouvir essa merda de cantoria. — Reclamei, ficando irritado.
— Chaashtoo. Vocêee é muiiito chatosh! — Ela falou grogue, com a voz engraçada, se atrapalhando toda ao pronunciar as palavras.
— Dê-me paciência, senhor! — Sussurrei puxando-a, quase arrastando-a para o elevador.
— Que issooo? — Sam arregalou os olhos assustada quando as portas do elevador se fecharam.
Revirei os olhos, apertando o botão para o meu andar, começamos a subir e ela gritou se agarrando em mim.
— ME TIRA DESSA CAIXA DE METAL! QUE PORCARIA É ESSA? — Começou a gritar com medo, me largou e desabou ficando de quatro no chão, buscando equilíbrio e as portas se abriram.
— Mas que merda! Levanta daí. — Ordenei, me abaixando.
A levantei e saí poxando-a, pegando as chaves no bolso, enquanto caminhava apressado para abrir a porta.
Enfiei a chave na fechadura, girando com força e chutei a porta, abrindo-a com certa fúria.
— Entra logo. — A empurrei de leve, pois a loira que estava muito chapada abriu os braços, apoiando as mãos contra a parede, ficando parada na soleira, não querendo entrar de jeito nenhum.
— Nãooo! — Choramingou e soluçou, suspirei tentando mantêr a calma.
— Estou mandando, entra logo! — Desferi um tapa na sua bunda, acertando a nádega direita, ela soltou um gritinho agudo e sobressaltou, tirando as mãos da parede.
Apoiei as mãos nas suas costas, conduzindo-a para dentro e ela soluçou alto, choramingou baixinho e tratei de trancar a porta.
— Vem, você precisa de um banho. — Puxei sua mão direita, passamos ao lado da mesinha de centro aonde larguei o molho de chaves.
— Vou te denunciar, você bateu em mim, violência contra mulher é crime, sabia? — Me olhou raivosa, enquanto massageava o bumbum.
— Foi só um tapinha de nada, nem foi pra valer. Deixa de drama, você não é assim, reclamona e chorona. — Falei sério, ela fez bico, seus lábios tremeram e ela soltou uma tremenda gargalhada.
— Coitada da sua mãe, ela deve ter sofrido na hora do parto, hein? Olha só, você tem um tremendo cabeção, cara! — Começou a gargalhar de novo, se curvando e continuou rindo descontrolada.
— Olha, garota, você não vai querer me ver zangado, acredite. Estou falando sério, não me provoque, Samantha! — Avisei, impaciente.
A loira soltou mais um soluço, recuperou a postura, ou quase, e me olhou com aquela carinha angelical.
— E se eu fizer xixi no seu tapete? O que você vai fazer, hein cabeção? — Abriu um sorriso sapeca.
— Nem pense nisso! — Avancei nela, a agarrei pela cintura e a joguei no ombro esquerdo. — Está agindo como criança, e isto está me tirando do sério. — Avisei, rumando para o meu quarto.
Levei a loira para o banheiro, a sentei sobre a tampa do vaso e tirei minha camisa, ela estava distraída contando os dedos, fazendo careta.
— Quer fazer xixi? — Perguntei.
— Não. — Respondeu, fazendo cara feia.
— Tem certeza? — Cruzei os braços.
— Tenho. — Disse com firmeza.
— Então, tá... Se der vontade me avisa. — Falei.
— Pra quê? Não sou criança. Você é homem, sou mulher e você não pode me ver esvaziando a bexiga. — Arfimou.
— Bobagem. — Revirei os olhos e ela me mostrou língua.
Fiz ela se levantar, comecei a despí-la, deixando-a somente de lingerie.
— Ah, meu Deus! Você é um tarado, não é? — Recuou quando a deixei de costas pra mim, para poder abrir o fecho do seu sutiã.
— Pare de falar besteiras e fique quietinha. — Repreendi, puxando-a e abri o fecho depressa, com certa impaciência.
Virei seu corpo e enfiei os dedos pelas laterais de sua calcinha, abaixando-a, fazendo a peça delicada deslizar por suas coxas torneadas, até cair aos seus pés.
— Vai abusar de mim? — Sua voz soou apavorada e um pouco aguda, me fazendo rir.
— Jamais faria isso. — Afirmei.
Me afastei do seu corpo despido, retirei os sapatos e tirei a calça, ficando apenas de boxer cinza. Vislumbrei sua nudez, a loira estava um pouco acanhada, me olhando insegura de estar ali nua comigo naquele banheiro.
Abri o box e a conduzi para dentro, regulei a temperatura da água, nem tão fria e nem tão quente, deixei na temperatura ideal.
— Não tenha medo, confie em mim, não vou te machucar. — Garanti puxando-a para debaixo da água.
Seus olhos arregalaram e ela deu um pulinho, andando pra frente e espalmou as mãos em meu peito. Seus cachos se desfizeram, seu cabelo mudou de tonalidade, escurecendo ao ficar molhado. Madeixas cobriram seu busto, e eu tratei de jogar elas para trás, fazendo com que seus seios ficassem desnudos, visíveis ao meu olhar.
Encarei seus mamilos rijos, ainda mais rosados. Eu queria tanto tocá-los, beliscá-los e sugar com força, mas tive que me controlar, me aproveitar dela naquele momento seria tão errado.
Peguei a saboneteira, desliguei o chuveiro e comecei a ensaboar seu corpo, començando por suas costas e ombros. Olhei para a sua bunda, naturalmente empinada, redondinha e linda na minha frente, e virei seu corpo antes que eu a debruçasse sobre o vaso para enchê-la de palmadas, deixando suas nádegas todas marcadinhas.
Sua pele estava macia e escorregadia, ensaboei seus seios, barriga, e parei entre suas pernas. Ela arfou com minha mão ali, segurou os meus braços e eu deslizei dois dedos entre suas dobras, encontrando sua umidade.
— Toda molhadinha. — Constatei, sentindo meu membro ficar endurecido.
Tirei a mão dali antes que o controle me abandonasse, minha vontade era de afundar os dedos nela, sentir o seu calor e seu melzinho escorrendo neles. Então, eu me abaixaria e provaria seu melzinho direto da fonte, enquanto enfiava meus dedos até fazê-la gozar...
Voltei a ensaboar seu corpo, deslizando as mãos por suas coxas, e depois voltei a ligar o chuveiro, água lavou a espuma e eu a deixei de costas para mim novamente, peguei o frasco de shampoo, desliguei o chuveiro e comecei a lavar seus cabelos, desembaraçando os fios com os dedos.
Ela só reclamou poucas vezes, dizendo que havia caído shampoo em seus olhos. Após aplicar o condicionador, terminei de lavar seu cabelo e a escorei na parede...
— Posso tocar? — Sorriu maliciosa, apontando para o meu membro.
Eu estava excitado e ela reparou no volume, apenas balancei a cabeça, para o bem dela, aquilo era uma péssima ideia.
— Você tocou em mim... Por quê não posso tocar em você? — Se aproximou, parando em minha frente, apoiando as mãos no meu peito.
— É diferente, eu estava te dando banho. — Tentei explicar.
— Então, me deixa te dar banho. — Pediu manhosa.
— Não. — Neguei e ela fez bico.
— Por quê está assim? — Sussurrou, ela agiu rápido.
Quando me dei conta, a minha cueca estava abaixada e meu membro se encontrava em suas mãos molhadas e macias.
— Porra, Sam! — Gruni, ainda me segurando para não agarrá-la ali mesmo.
— Me diz, você gosta assim? — Fechou a mão em torno dele deslizando, para cima e para baixo com facilidade. — Ou assim? — Com a outra mão, começou a massagear minhas bolas. — Estou fazendo certo? — Acariciou a cabecinha, sorriu sapeca e foi se abaixando, ficando de joelhos.
— Caralho, você está me... Ah, porra! — Senti sua boca me engulindo, e ela foi empurrando até não conseguir mais pôr na boca.
Agarrei seus cabelos, sentindo a maciez daquela boquinha molhada, chupando o meu pau com vontade.
— Isso. Oh, assim... Que boquinha gulosa. Não pare, continue me chupando... — Segurei sua cabeça, fazendo meu membro ir mais fundo, tocando sua garganta e ela quase se engasgou.
Seus olhos brilharam lacrimejantes, seus dentes roçaram em mim e eu gemi alto, fodendo sua boca, ela quase engasgou de novo, duas lágrimas desceram e eu parei, retirei meu membro, eu já estava chegando ao limite e ela poderia se engasgar pra valer.
Ajudei ela a se levantar, passei os dedos limpando os cantos de seus lábios que estavam molhados de saliva.
Liguei o chuveiro e tomei um banho rápido, a Sam ficou encostada na parede, me observando quietinha...
Saí do box, e enrolei uma toalha no quadril. Abri o armário, peguei uma escova nova e chamei a Puckett para escovar os dentes, seu hálito que exalava puro álcool estava desagradável demais.
Vesti um roupão nela, a ajudei a escovar os dentes, quando saimos do banheiro, deixei ela sentada na minha cama. Peguei uma camisa com o tecido macio, de algodão e linho, após secá-la devidamente, vesti uma boxer branca nela e coloquei a camisa que acabou ficando grande no seu corpo pequeno, mas cheio de belas curvas.
Coloquei uma roupa confortável e quente para dormir, e acomodei a loira na minha cama.
— Quer água? — Perguntei e ela negou, balançando a cabeça. — Um copo de leite? — Ela recusou de novo, puxando o cobertor até o pescoço.
Me deitei ao seu lado cansado, a abservando. Vi seus olhos fechando aos poucos, e logo ela adormeceu, foi o que eu pensei. Sam abriu os olhos, e virou a cabeça para me olhar, me fitando sonolenta.
— Freddie, eu... Eu te... — Fechou os olhos. — Amo presunto. — Murmurou e adormeceu de vez. Ah, então ela lembrou meu nome?
Aquilo me deixou intrigado... O que ela iria me dizer?
Fiquei um tempo ali acordado, velando o seu sono. A Sam ressonava baixinho, soluçando como um bebê, tão serena...
Apreciei seu rosto angelical, seus lábios rosados entreabertos, toquei no seu rosto... Como aquela criatura conseguia ser tão linda? Até mesmo dormindo?
— Ah, Sam, por quê você me tirou do controle? Me fez enlouquecer de prazer hoje... — Sussurrei, fechando os olhos, lembrando do momento em que ela se ajoelhou e fez sexo oral, e eu não consegui impedir, acabei me aproveitando e incentivando-a.
[...]
No dia seguinte...
P.O.V Da Sam
Me assustei quando despertei e me deparei com o Benson dormindo ao meu lado, empurrei o edredom de cima do meu corpo e vi a camisa azul-bebê de abotoar que eu estava usando.
É, pelo menos eu não estava pelada ou apenas de lingerie.
Tentei lembrar o que havia acontecido, e flashes sem clareza explodiram em minha mente, pareciam rápidos borrões. Assim que fiz esforço para sair da cama, senti as primeiras pontadas de dor, atingindo principalmente minhas têmporas. Maldita dor de cabeça.
— Ai, não. — Choraminguei baixinho.
Que horas são? Eu devia estar me arrumando para ir pro trabalho. Caramba, por quê o Benson ainda está aqui? E afinal, por quê acordei na cama dele? Droga, não consigo lembrar o que aconteceu ontem à noite. Só lembro vagamente de ter consumido uma bebida verde que um cara esquisito me ofereceu e nada mais...
Fechei os olhos, massageando as têmporas. Será que bebi muito? Ou dei algum vexame? E por quê diabos vim parar na cama com ele? Será que rolou algo? Pois se rolou, não devia. Afinal, só devo serví-lo como submissa nos dias que combinamos: Sexta, Sábado e Domingo.
— Por quê fui encher a cara? — Lamentei, arrependida.
— Acordou de ressaca, senhorita Puckett? — Aquela voz grave, rouca e sexy dele me causou arrepios.
Não respondi, aliás, nem tive coragem de olhá-lo. O que eu fiz, então?
Essa é fácil, escondi meu rosto com o travesseiro e fiquei quietinha, quase prendendo a respiração.
— Está com vergonha de mim? Lembrou de algo? — Perguntou, senti ele se mexendo.
Tomei coragem, tirei o travesseiro do rosto e olhei pra ele, receosa.
— Senhor Benson, eu dei algum vexame? — Encarei seu rosto sonolento.
Maldito! Até mesmo com a cara amassada, olhos cerrados e todo despenteado, aquele homem continuava lindo.
— Hum, vejamos, te encontrei chapada, dançando feito louca numa mesa com aquele canalha do seu amigo, quando tentei te tirar de lá você deu um belo escândalo, fez birra... Quando chegamos aqui você vomitou em mim, sujando minha camisa e os meus sapatos, cantou várias vezes a canção dos Sete Anões, falou um monte de besteiras e eu tive que te dar banho, pois você suou, derramou bebida na roupa e ainda estava fedendo a vômito. A resposta é sim, você não presta pra beber e deu vexame! — Contou, resumindo.
"Oh, Droga! Aonde eu devo enterrar a cabeça? Por quê fui inventar de beber, que vergonha!"
— Você me deu banho? — Perguntei baixinho, quase choramingando.
— Dei. — Respondeu. — Ouça bem, nunca mais volte a encher a cara, ouviu bem? Acho horrível mulher bêbada, é muito deprimente. E porra, você estava muito irritante, birrenta e reclamona. Me deu trabalho, sabia? Eu estava ocupado, trabalhando aqui em casa no escritório e tive que largar tudo para ir te buscar, e trate de me agradecer, porque graças a mim você não acordou na cama de nenhum filho da puta aproveitador de mulheres bêbadas, pois uma hora dessas você teria acordado toda arrombada e contaminada com alguma DST! — Disse ele irritado, me dando um grande sermão.
— Como é que é? — Me levantei, indignada após ouví-lo. — Eu deveria te agradecer? Ah, me poupe. Não te pedir para ir me buscar, você foi porque quis. Você não tem nada a ver com a minha vida, se eu bebi à beça e se por acaso eu fosse parar na cama de um canalha, o problema seria meu e não seu. E nem venha me dar sermão, quêm você pensa que é? Meu pai? Você não tem esse direito. E aliás, por quê você se importa comigo? — Esbravejei, nervosa e irritada.
— Porque você é... É minha responsabilidade. Te livrei de uma grande furada e é assim que você me agradece? Grande consideração, hein? — Ironizou.
— Ainda quer que eu agradeça? Espere sentado, senhor Benson. Aposto que o senhor se aproveitou de mim. — Acusei.
— Eu não queria, mas você me provocou. Agarrou meu pau, me masturbou e ainda por cima me pagou um boquete. — Revelou.
— Eu o quê? — Exclamei, incrédula.
— Isso mesmo, senhorita Puckett! — Abriu aquele pequeno sorriso de lado, malicioso.
Devo ter ficado de queixo caído, pois o cretino acabou rindo da minha expressão.
— Você deve estar blefando... — Murmurei, me recusando a acreditar naquilo. Era um absurdo.
— Juro que não estou. — Cruzou os braços, ficando sério.
Virei o rosto constrangida, fechei os olhos e respirei fundo, tentando me acalmar.
— Que horas são? — Perguntei num fio de voz.
— 10h:58min. — Respondeu com tranquilidade.
— Devíamos estar na empresa! — Falei começando a arrumar a cama, apressada.
— Não vou para a empresa hoje. — Avisou e eu larguei o travesseiro, o olhando surpresa.
— O que disse? — Aumentei o tom de voz.
— É isso mesmo que você ouviu. — Disse tirando a camisa. — Marquei hora no Jordan's Studio, ainda estou escolhendo o desenho, mas eu gostei de uma Fênix e de um Dragão estilo tribal, vou tatuar um dos dois aqui. — Disse mostrando o local, bem rente aos ombros largos, descendo por suas costas definidas.
Mordi o lábio, imaginando suas costas tatuadas e quase suspirei, será que ele queria me fazer molhar a calcinha?
— Hum. — Voltei a dobrar os lençóis, arrumando a cama sem pressa.
— O que acha? Quer passar o dia comigo, acho que você não tem nada pra fazer, certo? Podemos tomar café e almoçar juntos, e mais tarde você me acompanha na minha primeira sessão, hum, o que você acha disso? — Sugeriu.
— Não sei... — Murmurei. — Vou ter que te fazer algum "favor" sexual hoje? — Perguntei com certo receio.
Ele riu, dando aquela risada sexy e rouca, e eu senti o rubor se espalhando por meu rosto.
— Não. Por quê? Você quer me chupar de novo? — Sorriu, malicioso.
— Oras, seu... — Peguei um travesseiro e arremessei nele. — Idiota. — Resmunguei.
— Estou brincando. — Piscou de modo cafajeste. — Agora responda. — Pediu.
— Okay. Vou com você. — Topei, lhe arrancando um sorrisinho de lado.
— Ótimo. Quando chegarmos lá, talvez a gente decida fazer uma tatuagem em você também. Ficaria lindo um belo e delicado desenho nessa sua pele macia e alva... — Disse me encarando intensamente.
Confesso que naquele momento, me derreti toda por dentro, a ideia era um pouco tentadora, não?
Fale com o autor