50 Tons de Desejo

36 Tatuagens: Um jantar especial.


Notas iniciais
Hey, meninas!!! Espero que curtam esse mega capítulo!!! Amei escrevê-lo. Tenham uma boa leitura!!!

No Jordan's Studio, às 14h:56min da tarde...

P.O.V Da Sam

Estava nervosa pra caramba, seria minha primeira tatuagem. E o Todo Poderoso estava tranquilo ao meu lado, mexendo no celular. Suguei até a última gota da minha vitamina de frutas vermelhas e levantei, indo descartar o copo plástico na lixeira. Retornei para o meu lugar, sentando ao lado dele na aconchegante salinha de espera e abri o saquinho de papel, peguei um bolinho recheado com creme de avelã e dei a primeira mordida, degustando-o devagar. Fechei os olhos apreciando o recheio, o doce desfazendo-se em minha boca, era uma delícia.

— Dá para você gemer mais baixo? — Tocou na minha coxa direita e abri os olhos, me virando para ele. — Está parecendo que tá tendo um orgasmo. — Sorriu debochado.

Terminei de engulir o pedaço do bolinho e fiz cara feia pra ele.

— Que bicho te mordeu hoje? Não posso nem comer em paz. Hoje você tá todo irritadinho e reclamão. Se incomodou até com a minha roupa. Qual é o problema? Não posso mais vestir jeans e blusas com frases criativas? Credo! Agora não posso nem degustar de um bolinho sossegada? Estou gemendo sim, porque isso aqui é gostoso pra caramba! — Balancei o bolinho quase esfregando na fuça dele.

— Hum... Fale baixo, não estamos sozinhos! — Me repreendeu.

— Dane-se. Hoje você não manda em mim! — Sorri vitoriosa.

— Por acaso tinha álcool naquela vitamina? — Trincou os dentes, me encarando irritado.

— Se tivesse não seria da sua conta! — Retruquei.

— Pelo visto acordou com a língua bem afiada hoje. — Disse entre dentes.

— E você acordou insuportável. — Rebati no mesmo tom.

— Continue assim... Quanto mais você me irritar, mais a sua punição irá aumentar. Não terei dó! — Avisou dando um sorriso maldoso.

Enguli um seco, me ajeitei na cadeira acolchoada com revestimento de couro e terminei de comer meus bolinhos, caladinha...

— Isso, boa garota! — Sussurrou no meu ouvido, mordeu o meu lóbulo, deixando-me toda arrepiada.

Minutos depois...

— Sr. Benson? — Um rapaz de cabelo moicano, usando brincos e piercing no nariz o chamou, lendo uma prancheta. O Freddie levantou, e eu fiz o mesmo. — Já pode entrar, o Jordan está o aguardando! — Informou segurando a porta grafitada.

Freddie agarrou minha mão e começou a andar, caminhando para o estúdio do tal Jordan, me puxando, enquanto segurava minha mão com firmeza.

Adentramos a sala, era espaçosa, bem organizada e estilosa, havia uma estante com vidros e frascos de tinta, e alguns materiais usados para fazer tatuagens. Duas macas estavam posicionadas, uma ao lado da outra. E uma mulher de cabelos azuis com mechas pretas estava de costas pra gente, arrumando algumas coisas em cima de uma bancada.

Um cara veio falar conosco, devia ser o tal de Jordan. Era alto, forte e cheio de tatuagens cobrindo o pescoço, suas unhas estavam pintadas de preto e ele tinha o cabelo amarrado num coque alto. Benson e ele se cumprimentaram, conversaram um pouco me deixando de lado e depois o Freddie me apresentou à Jordan.

— Charlotte é das boas, com certeza ela fará um lindo trabalho em você! — O cara apertou minha mão, sorrindo simpático.

Forcei um sorriso, sem tirar os olhos da mulher que organizava os equipamentos, enquanto o rapaz abria uma caixa. Havia um pacote de algodão, papel toalha e um garrafa de álcool em cima de uma mesinha redonda, junto com frasco de borrifador. Ela alinhou os pacotes de luvas e depois o rapaz de moicano veio nos mostrar os álbuns de desenhos, rascunhos e algumas cartelas de tatuagens em adesivos.

— Tudo que o senhor encomendou chegou hoje às 13:00hrs, todo o equipamento e tinta de ótima qualidade. Se quiser conferir, pode ficar à vontade. — Jordan informou.

— Ótimo. Confio em você. Até as novas macas chegaram? — O Benson perguntou andando pelo estúdio.

— Sim. Só iremos usar os materiais e os equipamentos que o senhor comprou! — O tatuador avisou.

— Perfeito! — Freddie sorriu satisfeito.

Nos sentamos no mini-sofá cor de vinho, peguei o álbum roxo com desenhos para tatuagens femeninas e comecei a olhá-lo, procurando o desenho perfeito.

— Já escolheu aonde quer, querida? — Charlotte perguntou pra mim.

— Sim. Vai ser no cóccix. — Benson respondeu por mim e eu abri a boca, com certeza arregalando os olhos. Como ele ousou escolher por mim? Sequer pediu minha opinião. Que abusado!

Charlotte me lançou um olhar e um sorrisinho malicioso, e se afastou, indo terminar de organizar tudo. Ela iria me tatuar.

— Por quê no cóccix? — Sussurrei com vontade de bater naquele safado.

Ele se aproximou e sentou ao meu lado.

— Porque vai ficar lindo e sexy. E eu vou apreciar e muito. Vou poder tocar e dar beijinhos... Só vai aumentar meu tesão quando eu te pegar de quatro! — Disse baixinho, com aquela voz sexy, me deixando louca de desejo.

"Droga! Ele me fez molhar a calcinha, me deixando com vontade de agarrá-lo alí mesmo..."

— Hum... — Mordi o lábio inferior, me segurando para não esfregar minhas coxas, uma na outra para tentar aplacar pelo menos um pouquinho o meu estado de excitação.

— Espero que me surpreenda, escolha o desenho. Só quero ver quando eu levá-la para a minha cama na hora certa! — Mordiscou meu lóbulo ao dizer isto e se levantou, indo mostrar o que ele queria tatuar nas costas para o Jordan, e discutir sobre algumas alterações para incrementar o desenho.

Após escolher o queria tatuar, chamei a Charlotte e mostrei à ela, que aprovou a minha escolha e ficou empolgada para trabalhar em mim.

[...]

Ele havia escolhido um Dragão em estilo Tribal, mas não quis mostrar o desenho. Fiquei curiosa é claro, e com certeza também ele estava curioso para ver o que eu havia escolhido. Tive que tirar a jaqueta e deixar minha blusa levantada, abaixei minha calça deixando minha calcinha à mostra, e fiquei de barriga para baixo, ficando deitada de costas para a tatuadora. Eu mesma havia escolhido as cores, o desenho não era grande e só ia ser feito naquela sessão. Ótimo, melhor assim.

O Benson estava ao meu lado, apenas uma cortina fina e branca separava a gente. Eu conseguia ouvir o barulhinho da máquina ligada, Jordan já estava iniciando seu trabalho...

— Vou ter que abaixar só um pouquinho, ok? — Charlotte puxou um pouco a minha calcinha para baixo. — Que homão da porra é aquele? Garota, você muita tem sorte! — Senti o algodão molhado contra a minha pele, ela falava bem baixinho e eu ri para não chorar.

— Vai doer muito? — Perguntei ansiosa, sentindo um friozinho na barriga.

— Talvez, mas acho que você não é frouxa ou tão sensível. A dor é suportável. Um anal dói mais, te garanto! — Disse e nós duas rimos, tive que concordar em silêncio. — Me diz, você já experimentou? — Sussurrou, esticando as luvas nos dedos. Não respondi, aquilo era uma pergunta íntima demais. — Quem se cala, consente. Ah, safada... — Riu maliciosa. — Pronto, já terminei o procedimento de esterilização... Agora vou começar a fazer minha obra-prima em você! — Se ajeitou no banco.

— Manda a ver. — Assenti, relaxando.

Ouvi ela ligando a máquina, estremeci com o primeiro contato da agulha em minha pele. Uou, caramba... Aquilo doía um pouquinho, e no final, Charlotte estava mesmo certa. A dor era suportável. Aguentei firme e sem reclamar, diferente de um certo moreno que de vez em quando soltava um palavrão.

— Puta que pariu! — Freddie exclamou quase gritando.

— Espero que não esteja quase se borrando aí. — O provoquei. — Já quer amarelar, bebê chorão? — Segurei a risada.

— Não me provoque, Samantha! — Rosnou e eu comecei a rir com gosto.

56 minutos depois...

— Terminei. — Ela avisou animada. — Ficou lindo. Ele vai amar! — Disse toda orgulhosa. — Espero que goste, fiz o meu melhor. E ficou tão sexy! — Falou. — Só um momento, vou fazer o curativo. E alguém deve trocar o filme plástico pra você. A região ficou avermelhada e um pouquinho inchada, mas é normal. Quando cicatrizar dará pra ver um ótimo resultado. As cores ficaram lindas em contraste com a sua pele clarinha. Vou te indicar uma boa pomada, um hidratante com FPS 50 e um sabonete neutro, ok? Tome cuidado na hora do banho, nada de esponja e água morna ou quente. Isso mancharia e sua tatuagem ficaria horrível. — Aconselhou fazendo o curativo.

— Valeu. Pode deixar, tomarei os devidos cuidados. Com certeza ficou perfeito! — Falei empolgada.

— Prontinho. Terminamos. Hum, acho que a dele vai demorar. Um momento, vou dar uma olhadinha! — Ela foi espiar o trabalho de Jordan e eu me sentei na maca, observando a sombra dela através da cortina.

— Caralho! — Ela exclamou. — Você está fazendo um belo trabalho, amor! — Disse orgulhosa. Mas o quê? Ela e o Jordan eram um casal? Parece que sim. — Você ainda finaliza hoje? — Perguntou, eu também estava curiosa.

— Não. A tatuagem é grande e tem todos esses detalhes de escamas, e eu só vou colorir na outra sessão. Hoje só vou finalizar o desenho! — Jordan explicou.

— Tá lindo. E a dela ficou um charme! — Informou.

— Tenho certeza que vou amar. — Benson disse usando aquele tom molha calcinhas.

[...]

Às 18h:08min...

— Estou com fome. — Falei quando meu estômago roncou.

— Me conte uma novidade! — Sorriu sarcástico.

— Ha, ha, não enche, bebê reclamão. Você quase chorou, pensei que você não fosse aguentar. E eu pensando que você era todo machão que não iria se queixar de dor. Era só uma agulhinha, e você ficou o tempo todo reclamando... — Debochei colocando o cinto de segurança.

— Ei, não exagera, não foi bem assim. — Negou, ligando o carro.

— Foi sim. E foi hilário. É bom sentir dor não, é? Que bom que sentiu na própria pele! — Sorri satisfeita.

— Para de me zuar, você não quer me ver irritado, não é? — Indagou ríspido.

— Você não está com fome? — Perguntei procurando uma balinha nos bolsos da minha jaqueta.

— Estou! — Respondeu entre dentes.

— Vai parar em algum canto pra gente lanchar? — Perguntei esperançosa.

— Minha fome não é de comida. — Avisou com aquele tom que me deixava toda arrepiada.

— Ih, vai ficar na vontade. Hoje somos apenas... Hum, colegas? — Olhei para seu rosto, esperando ele concordar.

— Não somos colegas! — Avisou, sério.

— Patrão e funcionária? — Tentei e ele negou, balançando a cabeça. — O que somos, então? — Perguntei um pouco hesitante.

— Não sei... — Deu de ombros.

Depois de ouvir aquilo fiquei calada, meu estômago roncou alto lhe arrancando risadas, e eu cruzei os braços, emburrada.

Minutos depois...

— Vou querer um Hambúrguer triplo com bastante bacon, uma grande porção de batata frita, duas fatias de Pizza sabor frango, um copo grande de Coca-cola e de sobremesa, um Sundae de morango com raspas de chocolate! — Fiz o meu pedido.

E o Benson me lançou aquele olhar "Você tá brincando, né?", dei de ombros. Mas ele sabia que eu estava falando sério.

Ele havia parado num Drive-Thru.

— Um sanduíche light de frango com salada de batata e suco de laranja em caixinha, por favor. — Pediu ele finalizando nossos pedidos.

Acho que tivemos que esperar uns 8 minutos, pegamos nosso lanche, ele pagou e deu partida, e estacionou o carro em frente à um Pet Shop.

— Você se garante em comer tudo isso? — Perguntou quando eu estava devorando minha segunda fatia de Pizza.

Assenti e tomei um gole de refrigerante, ele já havia terminado de comer e estava de olho na minha batata frita.

— NÃO! — Gritei de boca cheia, estapeando a mão dele. — É minha! — Rosnei, peguei algumas batatinhas e enfiei na boca.

— Só três batatinhas. Deixa de ser malvada. E quem pagou fui eu! — Tentou roubar minhas preciosas novamente.

— Pagou porque quis. Eu não te pedi. Tenho dinheiro aqui comigo, tá legal? — Menti. Eu só tinha alguns trocados e nem dava para pagar o Sundae.

— Tá legal, fique com essas porcarias. E se você não comer tudo, vou pegar o que sobrou e...

— Olha essa boca, homem. Pensa bem no que você vai dizer, hein? — O fuzilei com o olhar.

— Eu não ia dizer o que você está imaginando. — Passou as mãos no cabelo, todo irritadinho.

— Você ia sim. Você ia dizer que ia pegar o que sobrou e enfiar no meu...

— Shiiu! — Me calou, pondo dois dedos contra meus lábios. — Só o que eu estou querendo enfiar em você é o meu pau. Estou louco para te despir da cintura pra baixo e te sentar no meu colo, e sentir você se contraindo toda, enquanto cavalga em mim... — Sorriu malicioso, contornando meus lábios.

Pisquei atordoada, abri a boca para dizer umas poucas e boas para aquele cretino e ele enfiou o dedo indicador na minha boca, estava banhado em molho vermelho picante, o suguei bem devagar, provocando-o. O lambi e chupei, passando a língua lentamente, seus olhos estavam fixos em minha boca, acompanhando cada movimento. E o safado sorriu, começando a ficar excitado...

Suguei novamente e o mordi, fazendo o gritar. Ele puxou o dedo dolorido e o sacudiu, sorri satisfeita e tomei o último gole da minha Coca.

— Porra! Por quê me mordeu? — Trincou o maxilar e agarrou o meu queixo, me fazendo encará-lo. Fitei seus olhos escuros, estavam quase negros.

Ficamos nos encarando por alguns segundos, enguli um seco. Meus batimentos aceleraram e eu desci o olhar para o sua boca, seus lábios estavam contorcidos. Larguei a caixinha vermelha aonde estavam minhas batatinhas, o copo vazio também escorregou da minha mão trêmula, o meu Hambúrguer estava embalado, intocado, em cima da minha coxa, e o meu Sundae já devia estar todo descongelado no banco de trás.

Seu olhar focou em minha boca e eu mordi o lábio inferior, passando a ponta da língua em seguida... Aquilo bastou para ele avançar em mim, esmagando seus lábios contra os meus. Arfei entreabrindo a boca, e ele logo enfiou a língua, buscando pela minha. Fechei os olhos, agarrando sua nuca. Freddie apartou nossas bocas e me puxou para o seu colo, suas mãos fortes agarraram minhas coxas e eu gemi contra seus lábios.

Nossas línguas travavam uma batalha, ambos queriam dominar. Puxei seus cabelos, prendendo os fios entre meus dedos, cedi por alguns segundos, deixando sua língua percorrer minha boca, explorando cada centímetro. Sugando a minha língua, mordiscando meus lábios, me beijando voraz, com volúpia...

Suas mãos foram para os botões da minha calça, desabotoando depressa, descendo o zíper... Parei o beijo e me afastei, segurando seus ombros.

— Não vou transar com você. Não seria certo e você sabe... Hoje você não é o meu dominador. Agora, nesse momento somos apenas... Ah, nem sei o que somos... — Comecei a abotoar minha calça e saí do seu colo.

— Certo. Você tem razão. Eu apenas perdi o controle. — Admitiu.

— Me leva pra minha casa? — Pedi.

— Claro. Mas antes vamos numa farmácia. Precisamos comprar as pomadas, os sabonetes e os hidratantes que o Jordan indicou. — Informou. — Você ainda têm anticoncepcionais? — Perguntou, sério.

— Ainda tenho uma cartela! — Respondi.

— Semana que vem vou levá-la à ginecologista da minha irmã. Você não vai mais precisar tomar anticoncepcionais em comprimidos. Não confio muito, portanto, você terá que tomar injeções, não se preocupe em ir na farmácia, eu mesmo posso aplicar em você! — Avisou determinado.

" Fala sério, agora terei que tomar anticoncepcionais injetáveis? Odeio tomar injeções.
"

— E você ainda usa camisinhas quando transamos, sempre tomou esse cuidado redobrado com suas ex-submissas? — Indaguei.

— Sim. — Mas agora quando você passar a tomar injeções, não vou mais usar camisinhas! — Respondeu tranquilo.

[...]

2 semanas depois...

— VOCÊS FIZERAM O QUÊ? UMA TATUAGEM E SÓ AGORA VOCÊ VEM ME DIZER? — Carly berrou eufórica. — Oh, meu Deus! Fizeram tatuagens juntos? Que lindo! Que coisa mais romântica! — Ela só faltou dar pulinhos na cama.

— É uma tatuagem pequena e tá numa região discreta, e não tem nada de romântico! — Falei e minha amiga abriu um grande sorriso.

— Sei... Mas com certeza tem um significado. É uma bela prova de amor, isso você não pode negar. Você topou tatuar e fez isso por ele. Estou errada por acaso? — Arqueou a sobrancelha esquerda, segurando o sorrisinho vitorioso.

— Aaagh! — Revirei os olhos e ela riu, me cutucando.

— Admita logo, vamos lá, não custa nada. — Continuou me cutucando.

— Para, Carlotta! — Fiz cara feia pra ela e afastei sua mão.

— Tá bom, tá bom... Mas você está corada. Me diz, aonde está a tatuagem? Quêm te ajudou a trocar o filme plástico? — Perguntou curiosa.

— Está no cóccix e eu mesma me virei trocando os curativos... — Menti. Na verdade, havia sido o Ryan quem trocou os curativos pra mim, e se eu dissesse pra ela que contei primeiro para o Ryan, ela com certeza iria me esganar e ficar chateada.

Ryan surtou também e surtou mais que ela. Eu pedi para ele bater uma foto da minha tatuagem, e achei que ficou bem legal. Estava cicatrizando rápido e eu estava tomando todos os cuidados na hora do banho e usando a pomada.

Ela arregalou os olhos e pôs a mão na boca, mas não conseguiu segurar o gritinho que saiu abafado.

— Está falando sério? — Quase gritou. Afirmei, assentindo e ela pulou da cama, dando gritinhos histéricos.

— SABIA! Sabia que o namoro de vocês estava ficando sério. Mas o Josh discordou, alegando que não ia durar mais de três meses e logo o Freddie ia dar um chute na sua bunda. Não fique brava, mas a gente apostou e eu praticamente já ganhei. Agora só me responde uma coisa, há quanto tempo vocês estão juntos? — Indagou voltando a sentar ao meu lado.

— Estamos completando dois meses hoje! — Respondi, e era verdade, eu estava marcando no calendário.

— Uau! Dois meses? Vocês vão sair para comemorar hoje à noite? Ah, tive uma ideia, podemos sair nós quatro, o que acha, hein? Vou ligar para o Josh! — Se levantou animada.

— Ah, não faça isso. Por favor, não ligue, eu não...

Aquela vaca me ignorou e saiu do meu quarto, já com o celular na mão, pronta pra ligar pro namorado e marcar um "encontro" duplo. Mas que merda!

Minutos depois...

— Advinha quêm adorou a ideia? Se pensou no seu cunhadinho, acertou. Eles toparam. Estavam juntos quando liguei e falei com o Freddie, ele disse que vai ser legal comemorarmos jantando no SkyCity. E que ele já até fez as reservas ontem, e ele vinha aqui te pegar de surpresa, mas agora já te falei mesmo. Dane-se, hoje a noite promete! Eles vem nos pegar às 20:00hrs! — Avisou eufórica e olhou para o celular. — Já são 18h:56min. Caramba, precisamos começar a nos arrumar agora mesmo. Vou tomar banho! — Dizendo isso, ela saiu correndo, indo para o quarto dela.

Bufei, não acreditando naquilo. Por quê diabos ele faria reservas no SkyCity para a gente comemorar o nosso "relacionamento"? Aquele homem só podia ser doido.

"Agora pensando bem... Caramba, deve ser muito bacana jantar no topo do Space Needle."

[...]

— Que cor de lingerie você está usando? — Ela tentou abrir meu roupão, mas eu impedi batendo na mão dela.

— Bege! — Menti abrindo meu guarda-roupa.

— Não brinca! Que horror! E se ele achar brochante? — Indagou me empurrando para o lado. — Vou escolher o vestido e os seus sapatos também. — Disse vasculhando minhas roupas.

— O problema é dele. Me deixa pelo menos escolher o vestido? — Pedi.

— De jeito nenhum e não adianta me olhar com essa cara de quem chupou limão! — Me repreendeu.

— Não acha que exagerou na minha maquiagem? — Encarei meu rosto no espelho oval.

Meus olhos azuis estavam bastante destacados com lápis de olho e rímel, e ela caprichou no batom vermelho-escuro, realçando meus lábios.

— Não exagerei. Você está perfeita. — Elogiou.

Meus cabelos estavam com cachos definidos e com um pouco de volume, eu havia adorado.

— Esse é maravilhoso. Se apresse, eles estão quase chegando! — Me entregou o vestido cor violeta, com alças finas e comprimento um pouco acima dos joelhos. Ele era justo em cima e soltinho em baixo, com renda no busto e decote nada discreto. Ela escolheu um par de sapatos pretos com saltos finos, mas nada extravagante. E uma bolsa-carteira combinando com os sapatos.

— Tá bom. Agora sai, vou me vestir! — Empurrei a Carly para fora do meu quarto.

Tranquei a porta, tirei o roupão e coloquei o vestido, eu estava apenas usando uma calcinha preta, havia detalhes em lacinhos na cor azul-real. Não precisei pôr um sutiã, o busto do vestido conseguia sustentar os meus seios, a calcinha era quase transparente. Havia sido mais um presente da Shay e era a primeira vez que eu estava usando.

Coloquei o colar de Esmeraldas que ganhei do Benson, e um par de brincos bonitos e simples. Passei o perfume que ele mais gosta.

Minutos depois...

— Como estou? — A morena deu uma voltinha e parou pondo as mãos na cintura.

— Linda! — Respondi sendo sincera.

Ela estava maravilhosa usando um vestido vermelho tomara-que-caia, bem acinturado e com o comprimento na medida certa. Caiu como uma luva em seu corpo. Carly sempre foi alta e magra, com pele alva e os cabelos pretos combinando com a mesma. Seus olhos castanhos e pequenos estavam delineados, e ela estava usando batom vermelho-cereja. Seus saltos eram mais altos que os meus, a deixando ainda mais alta e elegante.

Às vezes me pergunto, se a Carly não tivesse ficado doente naquele dia e pudesse ter ido entrevistá-lo, ele ficaria atraído por ela? E ela, toparia ser a submissa dele?

A campainha tocou. Eles haviam chegado, e Carly foi atender a porta, toda sorridente. Continuei parada perto da sofá, sentindo um friozinho na barriga, com o coração disparado.

— Oh, meu Deus! — Ouvi minha amiga exclamar.

Fui até lá curiosa, e me deparei com os irmãos Benson elegantes, ambos formais. Camisas sociais, ternos, gravatas e sapatos granfinos. O topete do Freddie impecável como sempre, e os cabelos do Josh que tinham um charminho por sempre estarem desalinhados e revoltos, se encontrava penteado para trás quase brilhando. O que diabos ele havia feito nos fios rebeldes?

Eles estavam com as mãos para trás, escondendo algo.

— Sam... — Shay me beliscou, murmurando.

— Oh... Boa noite, rapazes! — Forcei um sorriso e eles me cumprimentaram com um "Boa noite" também.

— Comprei com carinho, minha gatinha manhosa! — Josh mostrou o que estava escondendo.

Era um buquê enorme, muito colorido e com diversas flores. Uma mistura louca e bastante criativa. E uma caixinha de bombons de chocolate em formato de coração.

Olhei para a minha amiga que ficou imóvel, com o sorriso congelado no rosto. Depois de alguns segundos, ela pegou o buquê e a caixinha.

— Que lindo! — Cheirou as flores. — Obrigada, ursinho! — Sorriu sem graça.

— Não acredito que você esqueceu, Carlotta! — Ele acusou apontando pra ela.

— Esqueceu o quê? — Perguntei já que ela nem abriu a boca para questionar.

— Hoje também comemoramos o nosso namoro. Um mês e duas semanas. — Josh respondeu e nos deu as costas, indo embora chateado.

"Ah, saquei. Eles são o tipo de casal meloso que comemora cada semana de namoro. Que brega!"

— URSINHO! — Carly gritou largando o buquê, os bombons e correu atrás dele.

— Você está muito linda! — O Sr.Mandão quebrou o silêncio que estava se formando.

O encarei, ele ainda tinha as mãos para trás.

— Espero que goste! — Me surpreendeu estendendo uma sacola vermelha com um laço branco. — Você não gosta de flores, então comprei três caixas de trufas e uma de bombons para você! — Avisou.

— Obrigada. Você sabe que não precisava. Então, vai ser isso mesmo? Vamos fingir que somos um casal apaixonado na frente deles? — Indaguei descrente, pegando a sacola. Ouvimos vozes.

— E lá vem eles... — Me puxou para um beijo.

Seus lábios praticamente esmagaram os meus e ele apertou minha cintura, tentando aprofundar o beijo. Não retribuí, mordi seu lábio inferior e ele me soltou, frustrado.

— Poxa, cunhado, olha o que você fez. Vou ter que retocar o batom dela. E limpe a boca, você ficou sujinho! — Ela praticamente o empurrou para o corredor. — Podem ir descendo, não vamos demorar! — Ela estava chateada. Fechou a porta na cara deles.

— Sou a pior namorada do mundo. Como pude esquecer? — Lamentou chorosa.

— Relaxa, isso acontece... — Tentei confortá-la.

— Agora o Josh tá chateado comigo. — Ajuntou o buquê e a caixinha vermelha.

Colocou em cima da mesinha de centro e abriu a minha bolsa-carteira, pegando o batom.

— Deixa eu retocar o seu batom. — Se aproximou.

Deixei ela retocar, a morena se olhou no espelho rapidinho, vestimos nossos sobretudos e saímos do nosso apartamento.

[...]

— O que você fez com o seu cabelo? Ficou ridículo. Prefiro ele bagunçado! — A morena falou emburrada.

— Não vou nem te responder... — O Benson caçula retrucou.

Eles estavam implicando um com o outro desde a hora que entraram no carro, estávamos no carro do Freddie, e ele dirigia calado, concentrado.

— Você é um idiota, Joshua! Até quando vai ficar emburrado? — Minha amiga estava quase batendo nele.

— E você é uma insensível. — Rebateu. — Pare de falar comigo, estou muito chateado com você... — Josh estava fazendo o maior drama.

— E você é...

— CALEM A BOCA! — Berrei. — Porra! Não conseguem ficar um segundo calados? A Carly esqueceu e lamenta muito, e ela já se desculpou. Agora você, Josh, não devia estar fazendo tanto drama. E isso tudo está ficando ridículo, cara. Parem de discutir. Ou terei que mandar o Freddie parar o carro e jogar vocês pra fora? — Ameacei já farta daquilo.

— Te desculpo, Carly... — Josh disse de má vontade.

— O quê? Acho que não entendi. O que você disse? — Perguntou sarcástica.

— Não sou obrigado a repetir! — Disse ríspido.

— Pare o carro, Freddie! — Ordenei.

— NÃO! — Eles berraram.

— Então, façam as pazes agora mesmo! — Dessa vez foi o Freddie que ordenou.

— Tá bom. — Disseram juntos, cedendo.

Minutos depois...

— Ótimo! Agora eles estão quase transando no meu carro! — Freddie reclamou.

Josh e Carly estavam praticamente se engulindo lá atrás, até esqueceram que não estavam sozinhos.

— É, e nem dá pra ignorar os barulhos de beijos e os gemidinhos da Carly... — Concordei.

— Estamos quase chegando. Podem parar com esse agarramento aí! — O Sr.Controlador aumentou o tom de voz.

Depois de alguns minutos, chegamos ao Space Needle. O Benson estacionou o carro na vaga que estava reservada pra ele, o cara realmente tinha privilégios. Abriu a porta para mim e me deu a mão, segurei sua mão e desci do carro. Uma Carly com os lábios inchados e borrados desceu toda corada, e o Josh com boca suja de batom e cabelo bagunçado se juntou à nós.

Esperamos eles se recompôr e ela retocar o batom, e limpar a boca do namorado.

[...]

Adentramos o Space Needle, e não tivemos que aguardar na fila. Os Benson eram clientes Vips, pegamos o elevador e subimos para o restaurante giratório. O famoso SkyCity.

— Ele gira 360° em uma hora, numa rotação bem sutil, quase imperceptível. — Sr.Nerd contou.

— Que legal! — Carly sorriu.

As portas do elevador se abriram, havíamos chegado ao topo.

Fomos muito bem recepcionanos e um Hostess nos levou para a mesa reservada, ao lado da enorme vidraça, com uma bela vista da cidade. Tudo era lindo lá de cima, as luzes dos prédios de Seattle, tudo mesmo.

— ... Estamos há cerca de 152 metros do nível do chão! — Freddie continuou tagarelando.

— Chega, maninho, deixa as meninas apreciarem a vista! — Josh disse entediado de ouvir o irmão falar.

O restaurante era espaçoso, agradável, aconchegante, muito elegante, com um toque de modernidade, iluminado, com a decoração impecável... Resumindo, era muito chique.

— O seu cardápio está de ponta cabeça! — Freddie avisou sussurrando e eu ri sem graça.

Ajeitei o cardápio e dei uma boa olhada no menu da noite. Me assustei com os preços... Olhei para o Benson que estava concentrado lendo a carta de Vinhos. Estávamos um de frente para o outro, a mesa era redonda com quatro lugares. E ele fez questão de escolher as entradas.

— Por favor, nos sirva o melhor Vinho que vocês tem na casa! — Disse para o garçom que estava pronto para anotar nossos pedidos.

— Sim, senhor. Com licença! — O homem assentiu, se retirando.

— Você viu o preço? A garrafa custa U$3.155, não vou ajudar você pagar a conta não. — Josh avisou.

— Eu pago sozinho. E não me faça passar vergonha, pelo amor de Deus! — Implorou ao irmão caçula.

— Relaxa, mano. Sou tão educado e culto como você. Sou até mais charmoso, e mais bonito também. — O outro moreno sorriu convencido.

— Sei... — Carly conteve o riso.

— Credo! Vocês estão distantes e frios, sei lá... Estão brigados? — O rapaz perguntou olhando para a gente. Freddie e eu nos entreolhamos.

— Impressão sua! — Sorriu pegando a minha mão direita e a beijou. — Só estamos nos segurando na frente de vocês, e a Sam está tão tímida hoje! — Inventou a primeira desculpa.

— Se tivessem à sós estariam trocando beijos e carícias ousadas por baixo da mesa? — Minha amiga perguntou sorrindo maliciosa.

— Talvez... — Ele sorriu acariciando meus dedos.

— Hum, safadinhos... — Josh piscou para nós. Devo ter corado.

O Sr.Safado colocou a cadeira para perto da minha, e repousou a mão na minha coxa direita, o meu sobretudo estava pendurado na cadeira. Sua mão subiu por baixo do meu vestido, seu irmão e Carly estavam distraídos, conversando. E ele acariciou minha pele, deslizando para a minha virilha, e foi para o meio de minhas pernas. Fechei as coxas, apertando sua mão. O fuzilei e ele sorriu, sacana.

Seus dedos se mexeram, fui abrindo as pernas, aceitando seus toques. Ele ficou me acariciando por cima da calcinha e se inclinou, sussurrando no meu ouvido:

— Que delícia! Já está ficando toda molhadinha. — Mordiscou meu lóbulo, ofeguei baixinho.

Nossas entradas chegaram e ele retirou a mão e ajeitou meu vestido discretamente, e se endireitou na cadeira. Continuei imóvel, com o coração à mil, sentindo meu íntimo pulsante, formigante...

— Coma os enroladinhos de Siri com queijo, baby. Estão saborosos! — Sorriu pra mim, tranquilo, como se nada tivesse acontecido.

O garçom nos serviu o Vinho, mas eu acabei pegando o copo com água. Tomei um logo gole tentando me acalmar em vão...

Havia potinhos com molhos variados, enroladinhos de Siri, aperitivos de Caranguejo e Vieiras à nossa disposição. Peguei um enroladinho e comi lentamente, sem tirar os olhos do Freddie.

Ia ter troco... Aquilo não ia ficar assim, eu iria entrar no joguinho dele. Disposta à provocá-lo também.

[...]

Os nossos pratos principais haviam chegado, cada um pediu um prato com acompanhamentos diferentes. Carly optou por um leve Risoto de lagosta e uma porção de salada de pequenos Frutos do mar. Josh pediu Estrogonofe de camarão com arroz ao forno à parmegiana. Freddie optou por Bacalhau ao forno com molho de laranja e salsa, e batatas gratinadas. E eu escolhi Filé de Salmão com castanhas, molho de damasco e limão, e Risoto de camarão como acompanhamento.

— Amo Frutos do mar. — Carly falou.

— Eu também... — Josh disse de boca cheia.

— Não fale mastigando. Cadê os seus bons modos à mesa? — Freddie o fuzilou.

— Deixei em casa! — O rapaz deu de ombros.

— Não adianta, cunhado, ele não tem jeito! — A Shay revirou os olhos.

— Como está a sua comida? — O Benson mais velho se virou pra mim.

— Divina! — Respondi.

— Duvido! O seu gosto que é divino, baby! — Sussurrou me encarando.

Enguli um seco, ele desceu o olhar para o meu decote.

— Gostosa! — Piscou pra mim e voltou a comer.

Me recompus e me inclinei, sussurrando no seu ouvido:

— A gostosa aqui está ficando molhadinha de novo. — Beijei seu pescoço e acariciei seu membro por cima da calça.

Ele começou a ficar rígido, trincou o maxilar, ficando imóvel olhando para a sua comida. Sorri satisfeita e parei de tocá-lo, me endireitei na cadeira, tomei um pouco de vinho.

E o jantar foi seguindo regado à troca de provocações, com sussurros e carícias por baixo da mesa. Acho que o casalzinho meloso nem percebeu, continuaram em sua própria bolha.

Terminei de comer, nos encaramos e ele sibilou:

"- Vá ao banheiro!"

Fiz bico, eu queria pedir a sobremesa. Mas ele continuou me encarando. Mandão.

— Com licença! — Falei me levantando.

— Aonde você vai? Ao toalete? Vou com você! — Carly já ia se levantando.

— Não! Fique aí, não precisa! — Avisei.

— Tá. — Ela me olhou desconfiada.

Minutos depois...

Me encostei na porta, eu estava na última cabine o esperando. A adrenalina já estava tomando conta do meu corpo. Abri a porta e dei uma espiada, o banheiro estava vazio...

A porta foi aberta e ele entrou apressado, e veio ao meu encontro.

— Termos que ser rápidos! — Avisou adentrando a cabine, fechou a porta e me agarrou, puxando-me pela cintura.

Foi tudo tão rápido, logo senti minhas costas baterem na parede da cabine. Retribuí seu beijo voraz, ele estava mesmo sedento. Arranhei sua nuca, e ele desceu a mão para a minha bunda, apertando-a.

Encerramos o beijo, afrouxei sua gravata e abri os botões de sua camisa social. Ele mesmo abaixou as calças, expondo seu pau ereto, tirei o seu terno e o pendurei no gancho.

— Você está mesmo irresistível nesse vestido. — Subiu meu vestido e puxou as laterais da minha calcinha, rasgando-a.

Ofeguei olhando para ele, seus olhos estavam negros de desejo. Dei um impulso e ele agarrou minhas coxas, enlacei as pernas ao seu redor.

— Aaahn.. — Gemi alto quando seu pau me invadiu.

— Porra, sua boceta continua apertadinha. E mesmo estando molhada, mal consigo deslizar o meu pau... — Sorriu, sacana.

— Acho que nossa posição não está ajudando muito. — Sussurrei.

— Mas eu quero te foder assim... — Estalou os lábios molhados, beijando entre meu decote.

Segurei seus ombros, suas mãos seguravam minhas coxas com firmeza.

Gememos juntos quando ele iniciou as estocadas. Ouvimos vozes. Vozes de três mulheres. Começamos a mover nossos corpos devagar, evitando fazer barulhos. Mordi o lábio inferior, segurando outro gemido. Suas estocadas eram fortes e lentas. Me golpeando fundo, me invandindo completamente.

— Sam? — Carly entrou no banheiro, me chamando.

— Não. Responda. — Sussurrou pausadamente.

Apertei seu ombros, minha vontade era de gemer alto.

— Sam? — Minha amiga bateu na cabine certa.

Ouvimos as vozes das mulheres que já estavam alí, barulhos de torneiras ligadas. De descarga... E depois o silêncio reinou por alguns segundos.

— Amiga? — Ela era insistente. Que droga!

— Volte para a mesa, Carly, você está atrapalhando a nossa transa! — Freddie falou com ríspidez.

— Eu avisei que eles estavam se comendo! — Ouvimos a voz do Josh.

— Desculpe-me. — Ela disse apressada.

— Você enlouqueceu? — Perguntei mortificada, dando um tapa na cabeça dele. Eles já haviam ido embora.

Ele riu rouco, apertando minhas coxas.

— Foda-se. A sua amiga é muito xereta!

— E você é um safado! — Lhe arranquei um sorriso.

— Admita que gosta! — Pediu.

— Oh! — Gemi sentindo-o todinho dentro de mim, pulsante.

[...]

Nos limpamos e lavamos as mãos. Destranquei a porta do banheiro e eu saí primeiro, só não consegui arrumar muito o meu cabelo pós-foda. Freddie havia agarrado meu cabelo quando gozou, meu orgasmo também foi avassalador. Aquela transa foi ótima...

Voltamos para a mesa, pedimos sobremesa e o casalzinho ficou curtindo com a nossa cara, nos chamando de depravados, e ouras coisinhas... Relevamos. A experiência de fazer sexo no banheiro de SkyCity, no alto do Space Needle havia sido incrível.

Freddie me levou pra casa, Carly e Josh pegaram um táxi, com certeza indo curtir à sós no apartamendo do Benson caçula.

— Nos vemos amanhã, baby! — Me roubou um selinho, ele foi me deixar em frente à porta.

— Não quer entrar e ficar um pouquinho? — Convidei.

— Tem certeza que quer isso? Nós dois sabemos o que acontecerá se eu entrar... — Hesitou me encarando. — Melhor eu ir embora, temos que trabalhar amanhã. Tchau, loira! — Se despediu.

— Tchau... — Falei desanimada.

E ele foi embora, me deixando alí sozinha, não querendo que ele fosse.

[...]

No dia seguinte, às 08h:55min...

Eu estava atrasada, o Benson devia estar furioso. Ele odeia atrasos. Cheguei na empresa comendo uma rosquinha às pressas, mostrei meu crachá e minha entrada foi permitida.

Limpei a boca e corri para o elevador, ignorando os olhares. A moça da recepção fez cara feia pra mim, ignorei aquela idiota. Peguei o elevador sozinha, eu com certeza estava um horror. Me arrumei rápido, vestindo a primeira saia social, blusa de linho e terninho que achei no meu guarda-roupa.

Olhei meu reflexo no metal espelhado do elevador, a saia azul-anil não combinava nem um pouco com a blusa cor de salmão e o terninho cinza-chumbo. Olhei para os meus sapatos, meus pés estavam apertados, eu havia escolhido o pior par de sapatos. Eram cor nude. Que droga!

Amarrei meu cabelo fazendo um rápido coque, e o prendi com um elástico roxo de cabelo. Meu rosto estava limpo, nem deu tempo para passar um pouquinho de lápis e gloss.

Ajeitei minha meia-calça preta, esticando-a sem paciência e a porcaria acabou rasgando nas duas pernas. Praguejei, chamando os piores palavrões que me vinham em mente.

E só então me toquei que o elevador havia parado no último andar, as portas se abriram e um homem entrou, e me viu naquelas condições...

Toda mal-arrumada e irritada, com a meia-calça rasgada, naquela posição meio curvada, tentando tirar os sapatos apertados que estavam me incomodando, em seguida eu ia me livrar das meias rasgadas. Rapidamente ajeitei minha postura.

— Bom dia!

Perdi o ar... Que voz grave e rouca era aquela? O olhei da cabeça aos pés. O homem era lindo, muito lindo. Um verdadeiro deus grego. Todo bem-arrumado, elegante e sexy. Seus sapatos e o relógio com certeza custavam uma grana preta. Ele segurava uma pasta marrom de couro.

Seus olhos eram castanhos escuros, pequenos e levemente puxadinhos, seus cabelos pretos estavam arrumados para trás, perfeitamente alinhados.

Ele sorriu ainda encarando a minha cara de lesada. Tinha um sorriso sexy, aquele sorriso charmoso de ladinho... Um sorriso muito bonito.

Continuei emudecida, piscando atordoada com todo seu charme e beleza.

— Algum problema, senhorita? — Perguntou. Parecia um homem muito educado, granfino e gentil.

Ele se aproximou e seu perfume me deixou ainda mais atordoada. Quase perdi o equilíbrio... Seu olhar desceu para as minhas pernas.

— Oh, não precisa ficar com vergonha. Deixei-me ajudá-la? Se me permite... — Se aproximou mais e se abaixou, pondo a pasta no chão.

Ficou praticamente de joelhos diante de mim, levantei as pernas, uma de cada vez e ele retirou meus sapatos, nem precisei falar nada. Ele já sabia qual era o problema.

E as portas do elevador se abriram no exato momento que ele estava retirando minha meia-calça...

Enguli um seco. Era o Benson. E pelo olhar que ele nos lançou, ele havia ficado puto com o que viu.

"Ops! Fudeu." Pensei.

Notas finais
E aí??? O que acharam??? Gostaram dos momentos Seddie??? E da Carly e Josh??? E sobre eles comemorando o "namoro" jantando no SkyCity??? E sobre o finalzinho desse capítulo? Tenso, não??? Comentem!!! Bjs