50 Tons de Desejo

33 Maldito Clube: Cretino, mentiroso...


Notas iniciais
Hey, gente!!! Desculpem a demora, mas fiz um capítulo grandinho! Boa leitura!!!

— A-agora? — Gaguejei e me amaldiçoei mentalmente por aquilo.

— Relaxa, agora não, baby. — Sussurrou e mordiscou meu lóbulo direito.

Respirei aliviada, ainda de costas para ele. Aquela experiência que tivemos foi uma novidade para nós dois, havia sido um ato sexual intenso, e algo doloroso para mim.

— Hum... Eu preciso pensar. — Falei me esquivando de suas carícias.

Ele me puxou, me virando para si e me prensou na parede azulejada, encaixando uma perna entre as minhas, roçando sua coxa em mim, me fazendo arfar.

— Espero ouvir um "sim" como resposta. — Disse antes de roçar nos lábios, mantendo uma mão segurando meu cabelo com firmeza.

Fiquei sem palavras. Sua boca desceu por meu queixo, garganta e foi rumando para o meu seio esquerdo. Senti sua língua passando por meu mamilo, o contornando, e ele o sugou e mordiscou, assoprou e chupou com força.

Estremeci, uma onda de calor espalhou por meu ventre. Meu clitóris começou a latejar, comecei a remexer meus quadris, me esfregando em sua coxa que estava entre minhas pernas e ele gemeu, todo rouco em meu ouvido.

Eu podia sentir sua ereção crescendo, roçando em mim. O Benson agarrou minha bunda, apertando minhas nádegas, meu corpo todo enrijeceu e eu parei de me mover contra sua coxa.

Depositou alguns tapas e me fez enlaçar minhas pernas em seu tronco, segurei seus ombros e ele abriu o caminho entre minhas coxas, seu membro ereto deslizando por meu clitóris antes de me adentrar.

— Você é tão apertadinha. — Disse com a voz ainda mais rouca, estocando devagar, apertando minhas coxas.

[...]

Dias depois...

— Você está muito distraída hoje. — Ele reclamou antes de provar o café.

Ele quase cuspiu, mas acabou engulindo com má vontade.

— Refaça. Está horrível. Isso aqui é um café ou uma lavagem de filtro? Acho que você apenas mergulhou o pó de café na água. — Deixou a xícara na mesa, me lançando uma carranca enorme e eu me segurei para não revirar os olhos.

Caramba! Ele só podia estar de "TPM" ou com o Diabo no couro. Por quê tanto estresse?

Fui até ele, calada, indo recolher o pratinho e a xícara. Senti seu olhar em mim, acompanhando cada movimento.

— Você está deliciosa nesse conjuntinho preto, usando essa meia-calça nude. — Elogiou, estremeci sentindo seus dedos percorrendo minha coxa direita, me causando arrepios.

O ignorei e me retirei de seu escritório murmurando um "com licença", apressada.

Fui refazer o maldito café para o senhor enjoadinho. Preparei um café bastante forte e armago, igualzinho o seu humor...

— Mais alguma coisa, senhor? — Perguntei após serví-lo, sorrindo forçada.

Ele estava me dando nos nervos aquele dia, eu estava ficando esgotada, quase perdendo a paciência, com vontade de quebrar o Tablet na cabeça dele e pedir demissão.

— Abra os três primeiros botões. — Ordenou apontando para a minha blusa.

"O quê? Mas que audácia? Quêm ele pensa que eu sou?"

Olhei para os lados, relutando, a porta estava trancada. Respirei fundo e me preparei para o que viria a seguir...

Fiz o que ele havia ordenado, expondo meu sutiã preto, meus seios estavam quase saltando do bojo, ideia dele que me presenteou com lingeries pequenas e ousadas.

Pervertido, safado. Completamente devasso...

— Tire a calcinha e jogue para mim. — Pediu, com seu típico sorriso malicioso.

Ainda envergonhada, suspendi a saia e me virei de costas, retirei a calcinha devagar. Era preta, rendada e quase minúscula, ajeitei a saia e me virei para ele lhe arremessando a calcinha.

— Agora venha aqui e me faça relaxar, senhorita Puckett! — Pediu já de pé, abrindo o zíper de sua calça social.

[...]

Fui ao banheiro, retocar o batom e dar uma arrumadinha no cabelo. Não bastou ele me fazer chupá-lo, e ele ainda bagunçou todo o meu cabelo.

Eu queria me livrar de seu gosto, revirei minha bolsa e achei alguns chicletes de hortelã. Perfeito! Guardei minha escova de cabelo, o batom e fechei a bolsa e encarei meu reflexo no espelho.

Duas morenas usando terninhos adentraram o banheiro, tagarelando e se calaram quando me viram.

— Sortuda. — Ouvi uma delas cochichar, olhando para mim, as encarei através do espelho.

— Você é a famosa loira do chefão! — A mais alta se aproximou, se pondo ao meu lado.

— A Deanna tem razão! As estagiárias da área de Contabilidade te odeiam e as do setor Financeiro querem a sua cabeça. Mas nós não. — A outra moça sorriu simpática. — Meu nome é Lynn Parker. Deanna e eu trabalhamos na área de Telemarketing, no terceiro andar. — Se apresentou.

— Meu nome é...

— Samantha Puckett. Sim, nós sabemos. — A tal de Lynn apontou para o meu crachá. — Somos irmãs. Você quer almoçar com a gente? — Ela me convidou toda empolgada.

— Eu adoraria, mas não posso, garotas! — Recusei desanimada, o Benson não ia deixar.

Ele era um pé no saco, por culpa dele eu nem conseguia me enturmar.

— Vai almoçar com o senhor, Benson? — Deanna sorriu maliciosa.

— Claro que vai, Anna. Por isso que ela é sortuda. — Disse Lynn me acotovelando de leve.

Ri sem graça, até que me simpatizei com elas.

— Preciso voltar ao trabalho. Nos vemos por aí. Tchau, meninas! — Me despedi ajeitando a bolsa no ombro, saí do banheiro apressada.

Horas depois...

— Poderia devolver minha calcinha agora? — Pedi envergonha, incomodada com seus olhares furtivos.

— Não. Pegue sua bolsa, vamos almoçar. — Vestiu o paletó.

Bufei frustrada, voltando para a minha sala, indo pegar minha bolsa.

E quando entramos no elevador, me encolhi num canto, emburrada. Eu só queria a minha calcinha... Maldito!

— Pare de me olhar emburrada, eu vou ficar com a calcinha. — Ele disse sério, retirando aquela pequena peça íntima do bolso interno do paletó.

Ele sorriu malicioso e a cheirou, inalando de olhos fechados. Oh, meu Deus! Que tarado! Ainda bem que estávamos sozinhos ali.

— Já disse o quanto eu amo sentir seu cheiro? Sabonete íntimo misturado ao seu odor natural. É inebriante! — Afirmou, enquanto guardava a calcinha.

Fechei os olhos, constrangida demais. Querendo sumir dali.

Chegamos no primeiro andar, as portas do elevador se abriram e eu fugi, esfoçando-me para não desequilibrar naqueles saltos de 8 centímetros, torturantes. Passei pela recepção apressada, e assim que me vi fora da empresa, pude respirar aliviada.

— Que porra foi aquela? — Senti um puxão no meu braço direito, meu corpo foi virado abruptamente, se chocando contra seu peito.

— Solte-me, não vou a lugar algum com o senhor. — Tentei me livrar do seu aperto.

Seus olhos escureceram, ele estava bastante irritado.

— Venha. — Começou a me puxar em direção ao seu Audi, que estava na vaga reservada e privada só para ele.

— Me larga. — Comecei a me debater, tentando me soltar em vão.

— Não complique as coisas, seja uma boa garota e entre no carro, Samantha. — Destravou o Audi, tentando me empurrar para o banco de passageiro.

— Não! Lá dentro você pode mandar em mim. Aqui fora não sou obrigada a te obedecer. Portanto, trate de me soltar. Hoje é quarta-feira, não vou te satisfazer só porque você quer e acha que é meu dono. Você não manda em mim. — Falei exaltada.

— Entra na porra do carro agora! — Ordenou vermelho de raiva.

— Não! — Me recusei novamente. — Hoje é quarta e não estamos na empresa. Prefiro almoçar sozinha! Ah, vou comer um Hambúrguer enorme, batatas fritas apimentadas e vou tomar um grande copo de Coca, que se foda as porcarias de exercícios e a porcaria de dieta com alimentos saudáveis e sem sal. Eu odeio aquele maldito Personal Trainer e aquela lista que seu nutricionista me deu. Odeio gente mandando em mim, tentando me disciplinar. E quer saber de uma coisa? Você é um grande cretino! Cre-ti-no! — Soletrei apontando o dedo indicador na fuça dele.

— Sexta-feira. Punição. — Ele disparou apenas essas palavras pausadamente, seus olhos escuros me fuzilando.

Ele estava realmente furioso. Oh, meu Deus!

Me vi livre de seu aperto, enguli um seco, meu estômago até embrulhou. Oh, merda! Me ferrei legal.

E ele entrou no Audi, disparando e sumindo de vista no meio de tantos carros. Me deixando ali na calçada com as pernas bambas, com o coração saltitando em meu peito.

Punição? Estremeci. Droga! Por quê eu tinha que dá a louca e falar tudo aquilo pra ele? Punição... Oh, não!

— Uou! O que foi aquilo? Que bicho mordeu ele? — As irmãs Parker surgiram, cada uma do meu lado.

Elas eram bonitas, ambas de pele parda e olhos cor de mel.

— Ele acordou de mau-humor. — Resmunguei me recompondo. — Aonde vocês almoçam? — Perguntei.

— No Honnie's Grill. Lá eles servem uma costela assada deliciosa com um molho divino! — Lynn me informou.

— Venha conosco. Meu carro está bem ali! — Deanna apontou para um carro preto, estacionado perto de uma lojinha de Cosméticos, do outro lado da rua.

[...]

Sexta-feira, às 21:06 da noite...

— O que é isso? — Apontei para a caixa vermelha com laço preto em cima da cama, estávamos no "meu quarto", em seu apartamento.

— Abra. — Ele mandou.

Estava todo arrumado e perfumado, usando sapatos e calça sociais, camisa branca de linho, colete preto e terno moderno, risca giz com finas listras cinzas.

Curiosa, desfiz o laço, tirei a tampa da caixa e me deparei com um vestido, um par de sapatos vermelhos, saltos agulhas, um batom, um estojo de maquiagem e uma máscara preta com detalhes em renda e mini-pedrarias, própria para Bailes de máscaras.

Retirei o vestido da caixa, ele era cor de vinho, bastante justo, com um decote em V muito ousado. Vi que dentro da caixa havia uma minúscula calcinha fio-dental preta. O deixei estendido sobre a cama, peguei os sapatos e coloquei ao lado, em seguida fui dar uma olhada na cor do batom.

— Se arrume, estarei te esperando lá embaixo. Não prenda o cabelo! — Disse antes de me deixar sozinha no quarto.

Ainda de roupão, peguei a calcinha fazendo careta. A vesti contra a minha vontade, me sentindo muito incomodada com aquilo enfiado na minha... Ah, prefiro nem mencionar.

Fiz um "make", destacando somente minha boca com aquele batom vermelho berrante, passei um pouco de pó compacto e blush para dar uma corzinha na minha cara pálida.

Dei uma amassada nos cachos que já estavam definidos, os deixando mais volumosos.

Minha depilação ainda estava em dia. Bendito seja o creme depilatório que Carls havia me dado, ele ainda funcionava para pernas e axilas...

Terminei de me arrumar, pondo o vestido e os sapatos. Meu corpo estava perfumado e hidratado pronto para ele se satisfazer. Por último, coloquei a máscara e me analisei no espelho.

Eu estava irreconhecível. Aquele vestido havia caído como uma luva, valorizando cada curva, o decote valorizando meu busto, o batom havia deixado meus lábios carnudos e convidativos...

— Uau! Você está ainda mais linda e gostosa! — Benson me elogiou quando desci e eu senti minhas bochechas ruborizarem.

Ele estava segurando uma máscara preta, feita de couro sintético.

— Vamos para um Baile de máscaras? — Perguntei curiosa.

Ele gargalhou, me surpreendendo. Nada disse, apenas me conduziu para fora. Antes de entramos no seu carro, tive que tirar a máscara, que foi substuída por uma venda.

Ele não me informou para aonde estávamos indo, fomos o trajeto todo em silêncio, eu estava inquieta, curiosa. Que mistério todo era aquele? Por quê eu estava vendada?

Demorou para chegarmos, tive que colocar a máscara de novo, e ele voltou a cobrir minha visão com sua gravata. Saí do carro nervosa, sendo conduzida por ele, com receio...

Conversas animadas, música, burburinhos... Ouvi falar em entrada Vip, entramos no local agitado sem ter que enfrentar uma fila. Só podia ser uma festa ou um evento, ou algo do tipo.

Lá dentro, uma música sensual tocava, o som não estava alto. O que mais me intrigou foi todo aquele barulho de chicotes e gemidos altos.

Estalos. Gemidos. Estalos. Gemidos. Gritos de prazer... Palavras chulas e obscenas.

— Vou tirar a venda agora. — Meu corpo todo ficou rígido, sua voz estava mais grave e rouca.

Ele retirou a gravata que tapava minha visão e eu me assustei. Que lugar era aquele?

— Bem-vinda ao Clube de BDSM! — Agarrou minha cintura, me impedindo de sair correndo.

Eu estava paralisada, chocada e horrorizada. Fiquei sem palavras, meus olhos vagando pelas pessoas... Dominadores e Submissas.

Alguns praticavam sexo selvagem, outros estavam fazendo uma série de sessões de Spanking com Canes, chicotes e bengalas.

Era um salão enorme, mobiliado com poltronas e divãs, piso acarpetado, paredes coberta de tapeçarias de luxo.

Mulheres nuas e seminuas, verdadeiras submissas fazendo de tudo para satisfazer seus mestres.

Barmans e Barwomans servindo drinks, todos com trajes eróticos.

Tive pena de uma mulher deitada num divã, seu "dono" estava espalhando cera quente por sua barriga, ela se contorcia e gemia de dor.

Aquelas duas velas vermelhas me causaram calafrios. Eu jamais deixaria o Benson fazer o mesmo comigo...

— Hum... Plugs em forma de rabos! — O Freddie gemeu ao meu lado, apontando para uma ruiva nua no chão, usando coleira e tiaras com orelhas de gatinho, sendo puxada por uma corrente por um homem alto e corpulento.

Ela estava com um Plug em forma de rabo de gato, amarelado e sedoso, balançando enquanto ela engatinhava seguindo seu dominador.

— Venha, não tenha medo. — Ele me puxou, caminhamos para um lugar perto do bar.

—Ei, garanhão! — Fomos parados no meio do caminho por uma morena, ela estava nua, acompanhada de dois homens vestindo sunguinhas de couro vermelhas.

— Rainha das Orgias, como vai? — Ele sorriu para ela.

Pelo visto ele era uma dominadora, estava segurando um chicote, os peitos dos homens estavam marcados e vermelhos.

— Estou ótima e você, Mestre B? — Sorriu maliciosa.

Eles começaram a conversar, me deixando de fora e alheia.

Olhei para o corpo da tal Rainha das Orgias. Seios fartos, corpo curvelíneo e... Uma vagina coberta de pêlos. Caramba, ela podia pelo menos dar uma aparadinha e depilar as virilhas.

Desviei o olhar, encarar aquilo foi constrangedor. Que mulher estranha!

— ... Venham com sua majestade, docinhos. — Ela chamou seus submissos indo embora rebolando.

— Ela é um tesão. Só nunca peguei porque não me envolvo com dominadoras. E ela é uma fêmea Alpha. Viu todos aqueles pêlos pubianos? É uma das características de uma Alpha! — Explicou todo animadinho.

— Ah. — Foi tudo que saiu da minha boca. — Já podemos ir embora? — Perguntei muito constrangida de estar ali, naquele Clube de BDSM.

— Nem pensar. Acabamos de chegar, baby. Apenas trate de me obedecer, você é minha submissa agora e trate de me chamar de Mestre! — Avisou, sério.

— Boa noite, senhor B. Já preparamos o seu cantinho especial. — Uma mulher loira surgiu ao lado dele, seminua, e nos conduziu para o tal cantinho especial.

Ela retirou dois lençóis brancos que cobriam uma poltrona preta de couro e um divã da mesma cor, ambos lado à lado, sobre o divã estava uma grande maleta metalizada.

Benson e ela trocaram algumas palavrinhas e ele lhe deu uma gorjeta dispensando-a.

— Este é um lugar reservado somente para mim, são poltrona e divã novos. Fui eu que escolhi! — Disse me mostrando os móveis. — Não se preocupe, ninguém além de mim vai te tocar. Você é minha, somente minha. Eu até poderia te oferecer algum drink para relaxar, mas gosto de você assim toda tímida e envergonhada. — Sorriu satisfeito e eu me encolhi, abraçando meu corpo.

Ao nosso redor, estava rolando o maior "show" de exibicionismo. Dominação, submissão, torturas eróticas e atos enojadores e humilhantes...

Eu queria sumir dali, mas não podia, ele não permitiria. Aquilo era a minha punição.

— Viva ao erotismo. Aqui rola de tudo! — Sorriu malicioso.

Vi um homem careca urinando no rosto de uma mulher, ela estava de joelhos e boca aberta... Senti tanto nojo daquela cena.

— Eu quero ir embora! — Falei enojada de estar ali, aquilo tudo estava me assustando e me causando náuseas.

Todas aquelas submissas acorrentadas, algemadas, em posições constrangedoras, sendo punidas, torturadas e humilhadas por dominadores cruéis.

Clube de BDSM? Aquilo estava mais para um inferno. Com todas aquelas práticas cruéis, brutais e ele ainda achava tudo excitante? Que absurdo!

— Olhe ao nosso redor, estão todos se divertindo. — Falou animado, abrindo a maleta.

Comecei a sentir calafrios, minhas pernas ficaram bambas e meu estômago embrulhou um pouco. Que droga! Eu não merecia estar naquele lugar.

Dei um pulo, assustada com o estalo forte e alto, olhei para o chicote em suas mãos. Benson estava o amaciando, testando no estofado do divã.

— Essa belezura é um chicote de nove tiras. — Balançou o tal chicote marrom, comprido com tiras avermelhadas.

"Oh, não! Não, não, não. Isso não!"

— Se posicione de quatro, quero estrear meu novo "brinquedinho". — Sorriu malicioso indicando o divã.

Caminhei trêmula, mordendo o lábio inferior, nervosa e temerosa, subindo no móvel e me posicionando de quatro.

Meu coração estava quase saltando pela boca. Eu o amaldiçoei mentalmente, quando ele se aproximou para me ajeitar, corrigir o ângulo. Subiu o meu vestido, expondo minha bunda, a maldita calcinha fio-dental estava enfiada, me incomodando pra caramba.

Eu só queria evaporar e sumir dali.

O infeliz acariciou minhas nádegas, fechei os olhos, arfante. Ouvindo os altos estalos, gemidos e toda obscenidade ao nosso redor.

Em seguida, fui surpreendida por um imenso ardor. As tiras, malditas noves tiras se chocando contra a minha pele, segurei o grito.

Ouvi a gargalhada do meu "querido" Mestre, abri os olhos, respirando fundo. Recebi outra chicotada, mais forte e mais outra, seguida de mais outra... Ao total, foram 15 chicotadas.

Aguentei firme, sem gritar. Meu bumbum estava latejando, ardendo demais.

— Você está sendo punida porque me enfrentou. Eu só queria almoçar com você quarta-feira, mas você se rebelou contra mim e ainda me chamou de cretino! — Puxou meus cabelos, senti meus olhos arderem.

Fiquei calada, meu corpo estava trêmulo e meu coração estava disparado.

Senti outro puxão, ele enrolou meu cabelo no punho e me fez arquejar, deixando minha cabeça arqueada, sua respiração estava batendo na minha nuca.

— Você é minha submissa. Temos um contrato. Você me obedece, me satifaz sem protestar ou relutar. E se me desobedecer será punida. Você leu o contrato! Quantas vezes quer que eu repita isso? — Indagou torcendo meu cabelo em seu punho, puxando minha cabeça para trás.

Continuei calada, segurando as lágrimas. Aquilo estava doendo.

— Espero que aprenda a lição. — Soltou meu cabelo, seu tom era grave e rude. — Não se mexa! — Ordenou.

Em seguida, recebi a última chicotada. Forte, estalada e dolorosa... Ele puxou as laterais da minha calcinha sem delicadeza alguma, o tecido deslizou por minhas coxas, pernas e passou por meus pés.

Ofeguei me sentindo tão vulnerável e exposta. O Benson estava bem atrás de mim, provavelmente pondo seu membro pra fora para poder me penetrar.

Eu estava nervosa, quase morrendo de vergonha ali naquela posição com o traseiro exposto, o vestido estava enrolado acima dos meus quadris, na minha cintura.

— Estamos sendo o centro das atenções, por estamos de máscaras e ainda vestidos. Agora vou colocar meu pau para fora e enfiar em você... — Disse usando um tom maldoso, sua voz rouca me deixando toda arrepiada.

Senti suas mãos em minhas nádegas, acariciando-as, dando leves tapinhas. E logo pude sentir seu membro rígido e ereto encostando em mim, ele separou minhas nádegas e deslizou seu membro entre elas, pressionando-o na minha entrada anal ameaçando a me penetrar.

Meu corpo todo tremeu, me contraí toda impulsionando meu corpo para frente.

E ele agarrou-me pela cintura me puxando de volta para si, afastou minhas pernas e direcionou seu membro para a minha fenda, invadindo-me. Eu não estava lubrificada, aquilo doeu e eu gemi de dor, segurando o choro.

O Benson estava todo dentro de mim, metendo com força em minha íntimidade e eu não conseguia relaxar, estava toda tensa...

— Você tem uma bocetinha muito gostosa. Adoro sentí-la se contraindo, me apertando. Oooh! Eu amo fodê-la nessa posição! — Apertou minha cintura, aumentando as estocadas.

Tínhamos platéia, senti tanta vergonha de estar ali sendo exposta, a máscara cobria menos da metade do meu rosto. Feri meu lábio inferior de tanto mordê-lo, aquilo tudo estava sendo tão humillhante.

Eu estava nauseada com todos aqueles odores se alastrando pelo ar. Suor, couro, incensos e perfumes...

Suas estocadas fortes foram cessando, o senti tremer e se liberar, me preenchendo. Seu gozo escorreu por minhas coxas, quente, deslizando para fora de mim.

Desabei sobre o divã quando ele se retirou, eu estava sem forças, mal conseguia controlar minha respiração. Fechei os olhos, e quando ele se recompôs, ajeitou meu vestido e pôs minha calcinha, limpando-me com sua gravata e me cobriu com seu terno.

Fui carregada para fora daquele maldito lugar repulsívo, me encolhi em seu braços e ele me carregou até o carro.

[...]

— Já chega por hoje, não me toque. Consigo andar sozinha! — Recusei sua ajuda para sair do carro.

Tirei os saltos e apressei os passos saindo do estacionamento, arranquei a máscara e a joguei no chão. E o Benson me seguiu, entramos no prédio, pegamos o elevador, evitei olhar para a cara dele.

E assim que chegamos no seu apartamento, rumei para o quarto, me trancando. Joguei os sapatos num canto, tirei o vestido e calcinha, fui direto para o banheiro.

— SAM? — Benson me chamou batendo na porta.

Me tranquei no banheiro, e liguei o chuveiro o ignorando. Vasculhei o armário, procurando o sabonete líquido, o peguei e dentro do box, caí em prantos.

Odiei passar por aquela situação, odiei ser punida daquela forma. Ensaboei meu corpo com raiva, com força, esvaziando o frasco, esfregando a esponja macia na minha pele até ela ficar vermelha.

Não sei quanto tempo fiquei ali, chorando, com tanta raiva dele, por ele ter sido tão rude e insensível comigo...

Já devidamente limpa, me enrolei no roupão e saí do banheiro. Vasculhei o closet até encontrar um moletom e um shortinho, algo confortável para dormir.

Sequei meu cabelo, me vesti e fui para a cama, me enrolando nas cobertas, fechando os olhos, querendo esquecer o que ele havia me feito passar.

Não consegui dormir, fiquei me revirando na cama, ainda por cima dolorida. As horas foram passando, senti sede e resolvir descer, calcei minhas pantufas e saí do quarto.

O encontrei na sala, ele estava falando ao tefefone. Me escondi, ouvindo sua conversa...

— Apague o meu número. O que tivemos foi só sexo casual, sei que você gostou e quer repetir a dose, mas não vou mais me envolver com você, Regina! É claro que você é linda e gostosa, mas não sou o tipo de homem que gosta de relacionamentos sérios. Tente me esquecer, não ligue mais para mim, sei que sou inesquecível, mas faça um esforcinho. Adeus, Regina! — Encerrou a ligação, rindo daquela vadia idiota.

Mas que cretino! Ele mentiu para mim, dizendo que a Regina era lésbica e que eram apenas amigos. Que canalha, mentiroso...

Saí do meu esconderijo sem ele me perceber, voltei para o quarto, me sentindo super mal com aquilo. Ah, mas não ia ficar assim. Não mesmo! Ele merecia ganhar um gelo, ele ia me pagar por ter me enganado.

Notas finais
E aiii??? Pobre, Sammy tcs tcs O que acharam desse capítulo? Alguém aí quer bater no Benson??? Podem xingá-lo rsrsrs Comentem! Bjs