50 Tons de Desejo

34 Dando o que ele merece...


Notas iniciais
Hey, girls!!! Desculpe a demora, mas tá aí!!! Boa leitura!!!

No dia seguinte: Sábado, às 09h:49min...

— Bom dia! — Ouvi a voz do Benson soar alegre quando ele adentrou sua moderna e chique cozinha.

O ignorei, plugando os fones no meu iPod novo, procurei uma música banaca na minha playlist e botei para tocar, enfiei o aparelho no bolso dos meus jeans velhos e confortáveis enquanto me encaminhava para a geladeira.

Vasculhei a geladeira, procurando ingredientes para preparar o meu café-da-manhã. Eu podia sentir seu olhar queimando em minhas costas, e decidi provocá-lo além de lhe dar o gelo que ele merecia.

Circulei pela cozinha, dançando e o ignorando. Coloquei os ingredientes sobre a mesa, abri os armários atrás de potinhos, panelas e mais ingredientes. Sempre mexendo meu corpo, fazendo sua atenção se fixar em mim. O Benson sentou numa banqueta de frente para a bancada, peguei a batedeira e pus as mãos na massa.

Preparei meu delicioso café-da-manhã. Fiz café, suco de laranja, torradas, ovos com bacon, bolo de chocolate feito na caneca e salada de frutas só para mim.

Tirei os fones e deixei o iPod de lado, coloquei o bolo de caneca na geladeira para esfriar e a salada de frutas para gelar, e me sentei à mesa, me servi de tudo comendo em silêncio enquanto ele me observava.

— O cheiro está delicioso, vou já me servir e me juntar à você. — Sorriu, parecia com água na boca.

— Que pena! Fiz só para mim. O senhor terá que preparar seu próprio café ou vai ter que tomar numa cafeteria. — Simplesmente falei e ele fez careta, não gostando nem um pouco de ouvir aquilo.

— Por acaso está brincando? — Forçou um sorriso.

— Preparei tudo na medida certa, só para mim. Um copo de suco, um copo de café, bolo de caneca, um potinho de salada de frutas, torradas e um prato cheio de ovos com bacon. Ser brinquedinho sexual dá muita fome, sabia? Gastei minhas energias te servindo ontem à noite naquele Clube. E no contrato está dizendo que sou sua submissa e não sua cozinheira/empregada, certo? — Sorri sarcástica e ele me encarou pasmo.

— Você está chateada ou com raiva de mim, Sam? — Se levantou da banqueta.

— Eu deveria estar, senhor Benson? — Retruquei o tratando com formalidade.

— Não estamos na empresa, pode me chamar de Freddie. Por quê está usando esse tom comigo agora? E por quê está fazendo isso? Nós sempre tomamos café juntos e...

— Tomávamos. — O cortei, corrigindo-o. — O senhor é meu chefe, e obviamente, devo tratá-lo com formalidade. Somos apenas conhecidos fora da empresa, o seu irmão namora a minha amiga e tenho um imenso carinho por ele, considero o Josh como um amigo. E dentro do seu quarto ou do seu quartinho de tortura sou apenas sua submissa e nada mais... — Falei séria com o tom firme e bem claro. — Fora do subespaço Dom/Sub temos pouca intimidade, você não manda em mim ou sequer têm o direito de me tratar como sua garota. O que temos é a droga de um namoro falso e eu odeio isso, viver uma mentira. Fingir ser sua namorada, te servir por dinheiro... — Cuspi as palavras com raiva.

— O que está acontecendo, Sam? Você nunca havia reclamado essas coisas antes. Me diz, o que houve? Qual o motivo de toda essa raiva? Se passei dos limites lá no Clube, você precisa me dizer! — Se aproximou e eu me levantei, saindo de perto da mesa.

Firmei seu olhar,seu olhos escuros brilhavam em confusão mesclada de raiva, enguli um seco. Meu coração estava muito disparado, minha garganta secando, meu corpo começou a ficar todo tenso.

Que raiva! Aquele homem estava me deixando toda nervosa. Eu parecia uma adolescente muito tola e trêmula, com uma imensa vontade de chorar...

— Não aconteceu nada... — Menti. — Só estou tentando deixar as coisas bem esclarecidas entre nós. O que temos é um contrato... Não posso esquecer do meu papel... Sou sua submissa. Sua namorada de mentirinha. Sua secretária. A jovem recém-formada em Jornalismo cujo você corrompeu a inocência. A pobre coitada que tem uma mãe morrendo de câncer num leito de um hospital...

— CHEGA! — Berrou me assustando. — Cale a porra da boca e trate de me ouvir agora! — Ordenou, furioso. — Não jogue essas coisas na minha cara. Não banque a pura ingênua nessa história. Se quer saber, eu não tenho pena de você. Deveria ter pena de você, Sam? Deveria? Sinto muito pela sua mãe, de verdade. Lamento mesmo. Sugeri o contrato para te ajudar, estou te pagando o triplo que eu costumava pagar para minhas ex-submissas. Porra, eu nem imaginava que você era virgem, nunca tive a intenção de acabar com sua doce inocência. Abri o jogo com você, fui franco desde o início. Mandei você pesquisar sobre BDSM, reler o contrato quantas vezes fosse preciso. E foi então que entramos num acordo, você assinou e agora se arrepende? Têm nojo do que há entre nós entre quatro paredes? Eu disse que fodia com força, que surraria você no Quarto do Prazer, que usaria meus brinquedinhos. E ontem te apresentei o Clube que frequento, mostrei pra você o que realmente fazemos lá. Você viu todas aquelas mulheres sendo fodidas e surradas, ouvi todos aqueles estalos e gemidos. Sentiu o cheiro de sexo e suor, puro sexo no ar. E nos divertimos lá, pelo menos um pouquinho. E agora você quer cair fora? Isso tudo é medo? Por acaso te traumatizei? Está aterrorizada? Não é forte o bastante para suportar uma trepada dura e uma surrinha? — Perguntou raivoso me encurralando contra a bancada, segurando minha cintura com força.

— Você não está na minha pele, não sabe o que eu sinto. Não imagina como me senti naquele lugar, naquela porcaria de Clube. Quer que eu seja sincera com você? Pois bem, vou falar. Odiei cada segundo, foi horrível. Aquele lugar é repulsívo, nunca mais quero botar meus pés lá! Como alguém pode gostar de ser submisso? De ser exposto e humilhado daquela forma? Aquilo tudo é uma tortura... Odiei cada instante que fiquei lá com você! — Cuspi o que estava preso, palavra por palavra, ainda chateada por te sido tratada daquela forma.

— Ah... — Me soltou, recuando atordoado. — Não imaginava que você iria odiar... Sinto muito. — Dizendo aquilo, me deu as costas e saiu da cozinha apressado.

Fechei os olhos, respirando fundo. Perdi a fome, não consegui segurar algumas lágrimas assim que os abri. Benson havia me enganado, sobre ele e a Regina. Eu ainda iria continuar lhe dando um gelo, ele merecia aquilo e um pouco de desprezo.

Passamos o dia inteiro sem nos falar, pois ele havia passado o dia e a tarde fora. Retornou à noite e me procurou e como eu não podia me recusar a serví-lo. Tive que ir pra cama com ele...

Agi automaticamente, fazendo tudo de má vontade, com desânimo total. Nenhum gemido escapou por entre meus lábios quando sua boca me devorava e suas mãos percorriam meu corpo. Segurei tudo, me controlei ao máximo, evitando demonstrar qualquer sensação. Não demonstrei nada, mas por dentro eu estava escorrendo de desejo, quase explodindo de prazer. E quando saiu de cima de mim depressa e muito frustrado, começou a se masturbar freneticamente até gozar.

Ordenou que eu me vestisse e me expulsou de seu quarto. Saí dolorida, pulsante e insaciada. Mas foi por minha escolha, fui eu que quis lhe desprezar na cama e deixá-lo frustrado, e deu certo.

Sequer gozou dentro de mim e odiou o fato de não ter me arrancado gemidos, por eu ter sido fria, por eu não tê-lo apertado dentro de mim, me desmanchando em volta dele da maneira que o deixa louco, quando chego ao meu limite e ele sempre aprecia quando gozo, gemo e arranho suas costas. Desta vez não aconteceu nada disso. Não houve beijos, eu o recusei. Lhe dei um gelo bem merecido.

[...]

No dia seguinte: Domingo, às 10h:36min...

— Você está dispensada por hoje. — Disse seco, sua voz rouca me fez ter arrepios. Eu estava na sala trocando mensagens com o Jones...

— Dispensada? — Deixei meu celular de lado e o olhei confusa.

— Sim... Annabel quer almoçar com as cunhadas. Ela acabou de me avisar, a Carly afirmou que vai almoçar com a Anna no Daily Grill. — Me informou.

— Daily Grill? Pensei que sua família só frequentasse restaurantes chiques como o Elliott's, The Capital Grille, BWTG ou aquele restaurante japonês que eu esqueci o nome. — Comentei.

— E frequentamos, mas a minha irmã prefere o Daily Grill. Ela diz que se sente mais à vontade, não se importa em comer numa barraquinha ou numa simples lanchonete. — Explicou depressa e de má vontade.

— Você deveria ser como ela, sabe? Mais humilde porque homens bilionários, granfinos ao extremo e cheio de frescuras não deveriam ser misturar com moças pobres. — Falei me levantando do sofá.

— Por quê está dizendo isso? — Me deteu, segurando meu braço direito.

— Porque é a mais pura verdade. Annabel não é como você, ela é uma garota tão legal e tem um bom coração. — Afastei sua mão do meu braço sem romper nosso contato visual. — Também adoro o seu irmão. Ele é humilde, bacana, divertido e faz minha amiga muito feliz! — Afirmei.

— Está dizendo na minha cara que não sou uma pessoa legal e nem humilde como os meus irmãos? — Me olhou ofendido.

— Me dá licença? Preciso tomar banho e me arrumar, e valeu por avisar sobre o almoço com sua irmã. — Forcei um sorriso.

Ele saiu da minha frente e cruzou os braços, emburrado.

— Só mais uma coisa, quêm estava trocando mensagens com você? — Perguntou, sério.

— Não é da sua conta... Mesmo assim, vou responder por educação. Era aquele meu amigo que você chama de Fotógrafo por implicância. Ele é incrível e sempre alegra o meu dia! — Sorri maliciosa só para provocá-lo ainda mais.

— Hum... — Benson estreitou os olhos e entortou a boca, mas não falou mais nada.

42 minutos depois...

— Até segunda, não é? Então, é isso... Agradeço por me dispensar, acredito que a Anna ficaria chateada se eu não fosse. — Comentei quando ele abriu a porta para mim.

— Acho que vai chover, leve um casaco. Quer que eu pegue? — Se ofereceu com seu típico tom de cavalheiro.

— Não precisa se incomodar. — Fiz um gesto, recusando.

— Então, divirta-se. — Murmurou.

Assenti e quando já ia sair, ele me puxou para um beijo, pegando-me de supetão. Travei meus lábios, o empurrei com força e o Benson recuou me olhando com aquela cara de pobre coitado, rejeitado.

— Não estamos jogando, senhor Benson. Não estou na sua cama ou no Quarto do Prazer, portanto, mantenha suas mãos e sua boca longe de mim. — Limpei a boca e lhe dei as costas, apressando os passos pelo corredor.

Dentro do carro, retoquei o meu Gloss e respirei fundo antes de ligar a Mercedes e dirigir pelas ruas de Seattle, rumo ao Daily Grill. O céu estava carregado de nuvens escuras e densas, irá chover a qualquer momento. Chove praticamente todos os dias em Seattle, o clima sempre está frio e úmido, no inverno só piora. Além do jeans confortável, botas de cano longo, moletom quentinho que vesti por cima de uma regata, enfiei um cardigã na bolsa. Estacionei o carro do outro lado da rua, peguei meu guarda-chuva pois havia começado a chover, travei a Mercedes e atravessei a rua para chegar no DG.

Assim que fechei meu guarda-chuva e passei pelas portas duplas de vidro, varrendo o local com os olhos, procurando as meninas. Avistei elas e o Jones ocupando a mesa ao lado da máquina de doces, eles estavam conversando animados, todos sorridentes.

Pendurei meu guarda-chuva no suporte perto da porta pra deixá-lo secando e eles me viram e acenaram, sorri e me encaminhei até lá sentindo o delicioso cheiro de comida. Frituras, carne, peixe e frango assando na grelha, molhos e hambúrgueres. Aquele lugar sim que era um paraíso...

Antes que eu pudesse sentar, Josh e outro rapaz surgiram trazendo um recipiente cheio de espetinhos, eram frutas em cubinhos. E o outro rapaz colocou uma bandeja com copos de coquitéis no centro da mesa.

Meus amigos me cumprimentaram com abraços apertados. E Anna me apresentou seu namorado, um rapaz bonito e simpático chamado Dereck, que por sinal é filho do dono do Daily Grill.

— Cadê o teu bofe, amiga? Hoje é Domingo, dia de comida mexicana e coquitéis tropicais sem álcool. E você não trouxe aquele deus grego para comer Vaquita na brasa, comida boa apimentada e tomar um refrescante coquitel de manga? — Ryan me olhou indignado.

— É, cadê ele? Eu convidei vocês dois. Por quê ele não veio? — Annabel perguntou confusa.

— Ainda pergunta? O nosso irmão é chatinho. Ele não ia gostar de saber que você está namorando, e ele diz que não gosta de comer em lugares como esses. Sem ofensas, Dereck, oDG é maneiro, o problema é o nosso irmão. — Josh falou, sério.

Fiquei calada, sem saber o que dizer. O Benson também havia sido convidado? Por quê omitiu isto de mim? Será que ele não veio por quê eu estou lhe dando um gelo, ou o Josh tem razão? Talvez ele não goste mesmo de se divertir...

— Tome, é um Mix de manga e abacaxi com uma pitada de hortelã. — Carly me entregou um dos coquitéis.

Horas depois...

POV Do Freddie

Estava no escritório residencial, revisando algumas papeladas e respondendo alguns e-mails quando o meu celular tocou, era o meu irmão. Atendi prontamente, torcendo para ele não ter me interrompido por besteiras. Já se passava das onze da noite e eu já ia dormir quando acabasse de responder os e-mails mais importantes.

— Seja breve, estou trabalhando e...

— Mano! — Ouvi a voz dele alta e bastante grogue, ao fundo podia também ouvir conversas, gritarias e as batidas de uma música agitada.

— Aonde você está? — Perguntei me preparando para ir tirá-lo de qualquer enrascada que ele tivesse se metido.

— Aqui no Daily Grill... — Respondeu, se afastando da barulheira já que eu podia ouví-lo com mais nítidez. — Aqui também funciona como um Pub... Não fique zangado, mas as meninas estão disputando quem vira mais Shots. E a sua loura tá chapada e tem alguns gaviões cercando-a. A nossa irmã também entrou na farra, juro que tentei impedir, mas... DESCE DAÍ CARLY. EI, SAIAM DE PERTO DA MINHA MORENA! — Berrou quase me deixando surdo. — Não estamos em condições de dirigir, e se você não chegar aqui logo para buscar sua loira, a baixinha vai entrar na vara de um grandão. — Disse apressado.

— Puta que pariu! Que merda você têm na cabeça, Josh? Pedi para você tomar conta da Sam e da nossa irmã, seu imbecil! — Vociferei.

— Ai, droga! Tem uns caras jogando a minha gata pra cima, perdi a nossa irmã de vista e a Sam tá dando um show dançando em cima da mesa com o amigo dela! — Avisou me deixando ainda mais furioso.

— Já tô in... — O idiota desligou na minha cara e eu bufei.

Saí do escritório apressado, peguei minhas chaves e um casaco lá do gancho, ao lado da porta. Tranquei meu apartamento e saí correndo para pegar o elevador.

Alguns minutos depois...

Quando cheguei no DG,.aquele lugar estava parecendo um Pub mexicano. Música latina, casais dançando sensualmente. Cheiro de petiscos apimentados, o bar estava lotado e a primeira pessoa que avistei foi o meu irmão gritando, sendo jogado para o alto por um bando de marmanjos.

Revirei os olhos, aquilo era patético, mas fui lá parar com aquela palhaçada.

— Ei, vocês aí! Pago mais três rodadas do que vocês estão tomando e mais três rodadas de petiscos, se soltarem ele! — Tentei negociar, falando alto.

Os seis caras me ouviram e aceitaram minha oferta, colocaram meu irmão no chão e eu abri a carteira, paguei para o líder do bando e arrastei o Josh para longe dali.

— Cadê a nossa irmã e a minha garota, seu imbecil? — Perguntei com vontade de surrá-lo até ele parar ser tão imaturo e irresponsável.

— A Anna sumiu com o namorado e a Sam tá ali... — Apontou para o local, bufei o soltando.

A Puckett e o amiguinho dela estavam dançando em cima de um mesa grande e redonda, os dois agarradinhos. Minha raiva aumentou quando ela tirou o moletom e a regata preta, expondo seu sutiã vermelho e o maldito fotógrafo se empolgou, começou a apertar os seios dela por cima do sutiã...

Puta merda, não pensei duas vezes. Fui até lá me preparando para arrebentar a cara daquele desgraçado. Só eu posso tocar naqueles seios...

Subi na mesa partindo pra cima do "Cabelo lambido", o derrubando com um soco certeiro no meio da cara pálida dele. O babaca caiu no chão, desacordado. A festa parou, todos ao nosso redor pararam para prestar atenção em nós.

— Vem, comigo! — Rosnei pra Sam descendo da mesa.

— SAI FORA MALUCO! O QUE DEU EM VOCÊ PARA AGREDIR MEU PARCEIRO DE DANÇA? CARA, ACHO QUE NEM TE CONHEÇO! — Berrou a louca muito chapada.

— DESÇA DAÍ AGORA E VAMOS PRA CASA! — Gritei perdendo a paciência.

— ALGUÉM CHAMA A POLÍCIA! ESSE CARA TÁ TENTANDO ME SEQUESTRAR! — Gritou se descabelando toda.

Ah, alguém só pode ter drogado ela... Que inferno!

Sam desceu da mesa gritando por socorro e dois seguranças apareceram. Eram dois verdadeiros armários, com carrancas enormes...

— Algum problema, moça? — Um deles perguntou à ela.

— Esse engomadinho aí, pensa que é meu dono. — A loira disse risonha. — Ele quer me levar pra sei lá, aonde... Sou livre e esse indivíduo pensa que pode me tirar daqui. Mas, ôh, eu não vou arrastar os pés daqui não... Tirem ele da minha frente, o levem de volta para o hospício de onde ele fugiu. — Falou e caiu na gargalhada. — Uh, alguém aí me serve mais uma dose daquela bebidinha verde mágica? — Pediu cambaleando.

Bebidinha verde? Oh, droga. Fada Verde... Absinto. Merda! Merda! Merda...

Tive que explicar a situação para os seguranças, eles compreenderam e voltaram para seus postos. Joguei a Sam no ombro após vestir meu casaco nela, fui atrás do meu irmão e da minha cunhada. Os encontrei se agarrando perto do bar...

Minutos depois...

— CALEM A BOCA! — Gritei estressado para os três que cantavam eufóricos ao som de David Guetta.

Arranquei o celular do Josh, abaixei o vidro do carro e arremessei o aparelho tocando pela janela. Rapidamente ele se aquietou ao meu lado, choramingou um pouquinho, mas acabou se calando.

Carly foi a primeira a tombar nos bancos traseiros, caindo num sono profundo ou talvez entrando num coma alcoólico.

— Meu dedão está ficando verde. Verde como limão. — Sam resmungou grogue, rindo descontrolada.

Só fiquei um pingo tranquilo quando a Annabel me ligou avisando que ia dormir na casa do namorado.

Deixei Carly e Josh no apartamento dele, em seguida rumei para o meu, levando a Sam...

— Sequestrador maldito... — Choramingou quando eu estava soltando-a do cinto de segurança.

— Droga! Você é muito irritante bêbada! — Murmurei tirando-a do carro.

— Uh, o mundo tá girando e girando... — Cambaleou pra frente, quase caindo em cima de mim.

— Que merda, Sam! — Exclamei quando a loira vomitou em mim, sujando minha camisa e meus sapatos.

Me afastei e ela continuou curvada, vomitando incessantemente. Oh, eu não vou deixar ficar barato toda a raiva que ela está me fazendo passar. Não vou mesmo...

Notas finais
E aí, o que acharam??? Uh, acho que uma certa loira vai ser punida... Comentem,é importante! Bjs