50 Tons de Desejo
39 Ligações & Cinema...
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
— Ele fez uma canja horrível! — Falei para a Carls que estava penteando meu cabelo.
— Tadinho, ele pelo mesmo se esforçou, Sam! — Ela terminou de desembaraçar os fios que estavam úmidos.
— É, se esforçou e muito colocando sal. — Murmurei e nós duas rimos.
— Mas ele ficou aqui cuidando de você até eu chegar. Ele disse: Se ela piorar, me ligue imediatamente! — Tentou imitar a voz máscula e grave dele. — Ele estava todo preocupadinho com você... — Carly disse ligando o secador, fechei os olhos, o som do secador preencheu o silêncio que começou a se instalar no quarto.
— Já estou me sentindo melhor graças a sua canja milagrosa. — Falei um pouco alto, o secador dela era muito barulhento.
— E graças aos cuidados do seu charmoso, carinhoso e muito apaixonado namorado! — Ela disse quase gritando.
Fiquei em silêncio enquanto ela tagarelava sobre seus momentos com o Josh, Carly secou meu cabelo. Ela saiu do meu quarto e eu tirei o meu roupão, parei diante do grande espelho de corpo inteiro que ela havia colocado no quarto semanas atrás.
Choraminguei vendo o meu corpo marcado. Todo marcado por ele... Marcas de chupões e apertões. Pequenos hematomas avermelhados causados pelo cinto, o meu cinto que ele usou para me punir só porque eu não conseguia ficar quietinha como ele queria. Havia chupões espalhados pelos seios, ao redor dos seios, pescoço e uma trilha descendo por minha barriga. Meu bumbum e minhas coxas estavam com marcas de sua pegada bruta e com marcas de cintadas. Ele ama beliscar e apertar com vontade. Meu clitóris ficou dolorido e inchado, assim como meus seios, o Benson havia detonado comigo. Perdi a conta de quantos orgasmos tivemos, nós transamos o dia todo, no quarto, na cozinha e no banheiro...
Durante o banho, tive a sorte de ver a tatuagem dele através do filme plástico. Estava inacabada, ainda cicatrizando... O Dragão negro em estilo tribal, simbolizava poder, autoridade e força. Os traços de escamas eram trabalhados e complicados, bem acentuados. O Dragão era um animal belo e destemido, as asas e a cauda não estavam finalizadas, havia apenas o contorno delas. Faltavam muitos detalhes, e segundo ele, colorir também.
Fiquei admirada, encarando aquela imagem, a tatuagem em suas costas por alguns segundos. E confesso, fiquei molhada apenas ao imaginar a tatuagem finalizada, enfeitando aquelas costas másculas, definidas e sexys. Oh, aquele homem ficaria ainda mais sexy. Por Deus, deveria ser até crime ser tão charmoso, sensual e gostoso...
Belisquei o meu mamilo direito, o pequeno latejar se intensificou. Mordi o lábio, fechando os olhos, imaginei aquelas mãos fortes, rápidas e hábeis me tocando, estimulando-me.
E lentamente, deslizei a mão livre por minha barriga, acariciando minha pele, sentindo um friozinho na barriga, meu corpo se arrepiar, ainda pensando nele. Nos seus toques quentes, a voz sexy e seu tom autoritário, a sua boca deliciosa percorrendo a minha pele... Cheguei lá, meu clitóris estava latejante. Gemi ao acariciá-lo, o calor e o desejo estavam se acumulando em meu ventre, querendo sair. Eu precisava me aliviar, me livrar daquela sensação insaciável...
Não sei o que deu em mim, eu corri e peguei o meu celular por impulso. Liguei para ele, eu precisava ouvir a voz dele, sentei na cama ainda nua, me sentindo em chamas...
"- Oi, Samantha. Eu já ia mesmo te ligar, que bom que você ligou! — Disse ao atender."
Ele havia me dado uma folga, dizendo que eu precisava de descanso, e que eu não devia ir trabalhar doente, e claro, eu não protestei.
Não falei nada, meu coração estava disparado.
"- Samantha? Está me ouvindo? — Ah, aquela voz grave e rouca... Gemi apenas o ouvindo... O fogo que me consumia naquele momento apenas aumentou."
— S-sim, estou... — Gaguejei, minha voz dopada de desejo.
"- Você está bem, Srta. Puckett! — Oh, não! Ele assumiu aquele tom formal."
— Sim e não... — Respondi.
"- Como? Você piorou? Ainda está com febre? — Indagou, parecia preocupado."
— Estou bem, estou me sentindo ótima, eu só... Só queria que você estivesse aqui apagando o meu fogo! — Pronto, falei. Oh, meu Deus, não acredito que falei mesmo aquilo.
"- Como assim? Que fogo? — Que tapado! Ele estava dando uma de lerdo mesmo?"
— Ah, eu estou em chamas. Eu preciso de você, de você agora mesmo me tocando de todas as maneiras... Estou ainda mais excitada apenas por estar ouvindo a sua voz! — Fui sincera.
"- Puta merda! Agora fiquei de pau duro, tem noção do que está fazendo comigo, Samantha? — Perguntou com a voz muito rouca."
Sorri, esfregando as pernas uma na outra, sentindo um delicioso friozinho na barriga.
— Oh, Freddie... — Gemi, o provocando.
"- Aonde você está? — Perguntou."
— No meu quarto, sentada na cama... — Respondi.
" — Tire a roupa! — Ordenou."
— Já estou nua. — Respondi, ficando ainda mais molhada.
" — Que delícia! Já posso imaginar o seu corpo despido... — Falou e juro que eu ouvi o barulhinho de zíper sendo aberto. — Deite-se, baby, se acomode e abra as pernas... — Odernou."
Obedeci sem pensar duas vezes, me acomodei no meio da cama, abri as pernas, esperando outro comando seu.
"- Comece pelos seios, estimulando-os. Massageando ambos, depois aperte e belisque os bicos, prendendo-os entre os dedos e puxe-os, finja que sou eu te dando prazer. — Me instruiu, aquilo era uma ordem."
Acatei imediatamente, comecei a me estimular, apertando, massageando, beliscando meus mamilos que ficaram rígidos e ainda mais doloridos.
— Aaah! — Gemi de olhos fechados.
"- Isso, baby, geme para mim. Agora quero que deslize a mão até lá embaixo, deslize o dedo indicador entre suas "dobrinhas"... — Pediu, levei a mão direita para o meio de minhas pernas, deslizei o dedo indicador entre meus lábios vaginais. — Você está molhada, baby? — Perguntou."
— Oh, sim, estou, oh... — Respondi entre gemidos.
"- Ótimo! Que delícia, eu queria poder estar aí te chupando todinha, você é tão gostosa, adoro sentir o gosto do seu "melzinho". — Disse ainda mais rouco, ele estava com a voz embriagada de desejo, ouvi um gemido baixinho e sorri. — Espalhe bem o seu "melzinho", e enfiei o dedo indicador devagar, sinta o seu calor e toda a sua maciez... Sua bucetinha é tão apertada, é tão gostosa de foder... — Ele falou com a voz um pouco alterada, parecia ofegante."
Introduzi o dedo como ele havia mandado, gemi enfiando bem fundo. Não era o bastante, eu preferia seus dedos habilidosos, compridos e mais grossos que os meus finos e delicados...
"- Imagine o meu dedo entrando bem fundo, fodendo sua bucetinha, mergulhando no seu "melzinho", nesse calor delicioso. Está sentindo? Você é tão macia e apertadinha... Oh! Porra! — Ele gemeu e eu também, enfiando o dedo freneticamente. — Estou "batendo uma" imaginando você se tocando para mim... — Revelou."
— Ah, é mesmo? — Sorri de olhos fechados. Eu já imaginava aquilo. Ele em sua sala, a calça social aberta e um pouco abaixada, com aquele membro ereto para fora, ele se masturbando pensando em mim...
— Agora enfie outro dedo, use o dedão para esfregar seu botãozinho rosa... — Ordenou."
Indroduzi o dedo do meio, comecei a estocar os dois dedos devagar, enquanto estimulava meu clitóris com o dedão.
"- Você está prestes a gozar, baby? — Indagou com a voz abafada."
— Ainda não... — Respondi.
"- Não pare de meter, enfie bem fundo, imagine que sou eu te estimulando, te preenchendo com meus dedos, deixando sua bucetinha ainda mais molhada!"
— Ainda não é o bastante, eu queria tanto que fosse você me dando prazer com seus dedos... Eu preciso de você! — Admiti.
" — Estou na empresa, baby. Se eu pudesse, eu já estaria aí... Enfie mais um dedo, você vai se sentir mais preenchida, e não vai demorar para gozar, pode enfiar, baby... — Mandou, logo obedeci.
Estava tão lubrificada, o terceiro dedo entrou com um pouco de facilidade. Não era aquele pênis inchado, ereto, com a cabecinha rosadinha e cheio de veias dele, mas eu realmente me senti um pouco mais preenchida.
Gemi alto, minha intimidade se contraindo.
"- Imagine o meu pau afundando em você com força, entrando e saindo com rapidez, te preenchendo toda... "
— Agora estou quase lá... — Avisei.
"- Eu também!"
Minutos depois...
Eu estava ofegando, ainda com as pernas abertas, os dedos completamente molhados... Com sua ajudinha e com o som de sua voz, consegui gozar. Ele também disse que gozou, que até sujou a mesa e algumas coisas que estavam em cima dela, como o porta-canetas e cópias de algumas papeladas...
"- Preciso me limpar e limpar a bela gozada que eu dei aqui, e a culpa é toda sua! — Disse me fazendo corar."
— E eu preciso de um banho... — Murmurei.
" — Você já está melhor e satisfeita? — Indagou."
— Não estou mais doente se é isso que você quer saber, a canja da Carly é milagrosa! — Falei.
"- Que bom. Nós vamos ao cinema hoje, te pego às 18:00! Coloque um vestido especial para mim! — Avisou antes de desligar. "
"Oh, meu Deus! Ele vai me levar ao cimema? E quer que eu coloque um vestido especial? Socorro!"
[...]
O relógio digital em cima da cabeceira marcava 17h:32min. Eu ainda estava de roupão por cima da lingerie, com maquiagem e cabelo prontos, passei apenas o básico, lápis, rímel e gloss rosa-claro. Não precisei lavar o cabelo novamente, usei o Babyliss da Carly para definir algumas mechas e pronto.
Eu havia escolhido um conjunto de lingerie preta com detalhes em lilás, com lacinhos e renda. As alças do sutiã na cor lilás, com bojo e estilo meia-taça todo rendado nas laterais, e a parte de baixo rendada e quase toda transparente na frente, com lacinhos nas laterais da mesma cor das alças do sutiã.
Vasculhei o meu guarda-roupa procurando um vestido para agradá-lo. Um vestido especial... Peguei um vermelho-cereja e um casaquinho preto com mangas compridas e com o acabamento em renda, o vestido era justo no busto com um pequeno decote em formato de coração, bem acinturado e com a saia rodada, não era curto e nem muito comprido, o Ryan havia me dado de presente e eu havia o usado apenas uma vez no Dia de Ação de Graças.
Chequei as horas, 17h:46min. Coloquei o vestido, fiquei indecisa sobre ir de salto ou sapatilhas... Pensei bem e achei melhor ir de sapatilhas, alguma teria que combinar com o vestido. Azul, preta, roxa, cor de creme, dourada e vermelha... Dourado combina com vermelho, peguei a caixa com as sapatilhas douradas, eram bonitas e confortáveis. Perfeito! Terminei de me arrumar, eu havia escolhido um par de brincos em forma de conchinhas e borrifei um pouco de perfume com essência frutal, com cheirinho suave de frutas vermelhas.
Meu corpo estava perfumado e hidratado com loção hidratante de morango. A depilação estava em dia, tudo okay. Unhas feitas. Aliás, por quê eu estava me preocupando tanto com tudo aquilo? Nunca fui tão vaidosa assim, eu nem usava tantos produtos de cosméticos, não me maquiava ou me preocupava com depilação, cabelo e tudo mais.
O que aquele homem estava fazendo comigo, afinal de contas?
Chequei as horas de novo, 17h:59min... 18hrs em ponto, e a campainha tocou. Oh, sempre pontual. Apanhei a bolsa preta estilo tiracolo e saí do quarto, trancando-o e guardei a chave na bolsa. Todo cuidado é pouco, conhecendo a minha amiga que ama xeretar coisas alheias.
Carly e Josh estavam na sala dando uns amassos, a TV estava ligada num canal qualquer. Os pombinhos estavam quase se engulindo no sofá, pigarreei alto e eles se soltaram.
— Não tenho hora para voltar, não estou levando o celular e não se preocupe comigo, morena! Tchau para vocês! — Falei indo até a porta.
— USEM CAMISINHAS! — Carly gritou sabendo que o Benson iria ouvir.
— COM SABOR MENTA! — Foi a vez do Josh gritar.
Abri a porta sentindo minhas bochechas esquentarem e lá estava ele... Lindo, cheiroso, com o topete impecável e com aquele sorriso "molha calcinha"...
— Oi, baby! — Disse antes de me agarrar e me dar um beijo daqueles.
Era para manter as aparências, eu sabia disso. Na frente da minha amiga e do seu irmão éramos namorados apaixonados... Ele encerrou o beijo, firmou uma das mãos em minha cintura e me rebocou dali, eu mal conseguia me manter em pé, minhas pernas pareciam gelatinas. Pegamos o elevador, ele me elogiou e disse que eu estava irresistível naquele vestido que ele havia amado. Ele também estava lindo de jeans, jaqueta de couro preta e sapatênis de alguma marca italiana. Seu delicioso perfume amadeirado havia me deixado embriagada.
— O que você acha do meu novo bebê? — Perguntou assim que chegamos lá fora.
Olhei para ele e depois para o carro prata, era uma verdadeira e belíssima máquina. Abri a boca maravilhada com o seu novo carro.
— É lindo... — Sorri, admirando aquela máquina incrível.
— É um Aston Martin DB11, com motor V8 e... — Começou a tagarelar se gabando da potência e das qualidades do carro.
— É mesmo incrível! — Falei após ele terminar de tagarelar. Não entendi nadica de nada, na verdade, nem prestei atenção... Eu só conseguia admirar o belo carro e que carro...
[...]
Foi super legal andar no seu Aston Martin DB11, era veloz, com estofado macio em couro preto e cor de bege. Cheiro de novo, ele ligou o rádio, fomos o percurso todo em silêncio. Eu estava mortificada de tanta vergonha pela minha ousadia de ter ligado e pelo o que fizemos por telefone... Ele também não tocou no assunto.
Ele conseguiu achar uma vaga, finalmente havíamos chegado no cinema AMC Pacific Place 11, saiu do automóvel dando a volta e abriu a porta para mim, agradeci e ele entrelaçou nossos dedos, entramos no cinema de mãos dadas.
Adolescentes e mulheres adultas olhavam para ele cheias de cobiça. O Sr. Delícia Benson atraía muitos olhares, não me importei pois ele estava comigo, seguimos para a fila da bilheteria. Passamos uns 10 minutos ou mais ali, eu estava na minha e ele na dele, nenhum dos dois puxava assunto.
Comecei a olhar os cartazes, filmes de ação, filmes de terror, filmes de romance e animação...
— O que nós vamos assistir? — Quebrei o silêncio.
— Truth Or Dare, é de terror! — Respondeu.
"Ui, filme de terror, adoro..." Pensei.
Ele comprou nossos bilhetes, logo puxei ele para comprar pipoca, refrigerante e guloseimas. Fiz ele comprar o maior balde de pipoca amanteigada, o maior copo de refrigerante e muitas guloseimas. Chocolate, doces, amendoim, caramelos e muitas trufas com recheios diversos.
Fomos para a sessão das 18:50, sala n° 8, ele comprou para ele apenas um balde pequeno de pipoca, um copo pequeno de refrigerante Pepsi e uma barra de chocolate ao leite meio amargo. Meu balde de pipoca tinha alça, enfiei o saco de guloseimas na bolsa e fui sugando minha Coca geladinha e deliciosa.
Ficamos lá nos fundos, não gostei muito. Eu queria ficar na frente, logo fiquei emburrada por estarmos sentados na última fileira no cantinho, ao lado da parede. Eu estava no lado direito e ele no lado esquerdo. Aquela sessão estava com as cinco primeiras fileiras cheias, havia umas seis ou sete pessoas ocupando a sexta fileira, umas quatro na sétima fileira, a oitava e a nona fileiras estavam vazias, e só nós dois estávamos ocupando a décima e última fileira.
10 minutos depois...
Minha pipoca e o refrigerante haviam acabado, devorei o pacotinho de amendoim, olhei para o Benson ele estava comendo sua barra de chocolate numa lerdeza que já estava me irritando.
Por quê diabos ele havia me convidado para ir ao cinema? Se eu soubesse que ele iria ficar na dele no modo "mudo" e tô nem aí para sua companhia, eu nem teria ido. Enguli o último amendoim, limpei as mãos nos lenços que sempre carrego na bolsa e me levantei.
— Já deu para mim, tô indo embora! — Avisei.
— O quê? Por quê? — Indagou.
— Tá chato, não gostei do filme... — Menti.
Eu sequer consegui ver os três primeiros minutos do filme, pois eu concentrei a minha atenção no gigante balde de pipoca amanteigada.
— Vou de táxi, tchau! — Me despedi.
— Senta. Aí. Agora! — Ordenou com aquele tom "molha calcinha".
Sentei sentindo minhas pernas fraquejarem, deixei minha bolsa de lado e abri a boca para formular uma pergunta, ele logo partiu para o "ataque", me agarrando pela nuca, grudando nossos lábios... Me derreti toda quando ele invadiu minha boca com sua língua quente e sedenta pela minha. Suas mãos foram para o meu cabelo, e eu agarrei sua nuca, arranhando-o.
Exploramos a boca um do outro num beijo cheio de volúpia, logo as coisas esquentaram... Ele soltou meu cabelo, apertou meu seio esquerdo, paramos o beijo e o Benson colou os lábios no meu pescoço, alternando entre lambidas e chupadas, mordiscou meu lóbulo, sugando-o. Abaixou as alças do meu vestido, beijando meus ombros, uma de suas mãos foi para o meio das minhas pernas, me fazendo afastá-las.
Tentei protestar, juro que tentei...
— Shhh... — Me silenciou.
Apenas arfei quando ele afastou minha calcinha, e me tocou "lá".
— Hoje nem consegui trabalhar direito, passei o dia todo pensando em você... Imaginando mil formas para te punir, sofri com o meu pau que não parava de latejar... Fiquei o dia todo louco para te punir... — Disse numa voz baixa e extremamente rouca.
Me penetrou um dedo, ofeguei.
Oh, então, me levar para o cinema, me ignorar durante alguns minutos e depois me pegar de surpresa daquele jeito e me dar um "trato" ali mesmo era uma punição?
— Por favor, aqui não, não estamos sozinhos. E se alguém perceber? — Comecei a me desesperar.
Ele sorriu maldoso, enfiou o segundo dedo e eu arfei. Eu estava tensa e preocupada, com medo de alguém perceber o que ele estava fazendo comigo.
Ele arquitetou tudo, pensando nos mínimos detalhes. Que cretino...
— Isso é tortura... — Choraminguei.
— O que você fez comigo foi o quê, então? — Sorriu, malicioso.
Beliscou meu clitóris e eu gemi, logo tapei a boca. Seu sorriso aumentou, ele me estocava forte com os dedos, diminuía a velocidade, com lentas e torturosas investidas e voltava a estocar forte novamente.
Eu estava quase tendo um orgasmo quando ele parou, era excitante fazer aquilo em pleno cinema, a adrenalina e o medo de sermos flagrados era algo indescritível.
Retirou os dedos e os enfiou na boca, saboreando o meu gosto.
— Gostosa! — Sorriu para mim.
Continuei imóvel com o coração à mil, observando cada gesto dele. O sem vergonha desabotoou a calça, abriu o zíper e colocou o membro para fora da cueca. Aquilo saltou ereto, ele gemeu se tocando, sem tirar os olhos de mim.
Enguli em seco, minha excitação aumentou.
— Me chupa! — Ordenou.
Pisquei, abri e fechei a boca. Olhei para frente, todos estavam de olho no filme, concentrados.
Freddie levantou o descanso do assento, me inclinei sobre ele, sentindo o latejo e a umidade entre minhas pernas. Peguei seu membro com as mãos trêmulas, o encarei por alguns segundos... Estava inchado, com as veias saltadas, com a cabecinha rosadinha molhada de pré-gozo. Lambi lentamente toda a sua glande, o abocanhei sem pressa e ele gemeu, empurrando minha cabeça. Parecia grosso e enorme naquele momento, ele agarrou meus cabelos, como sempre não consegui colocá-lo por inteiro na boca.
Chupei alternando entre lambidas e sugadas naquela cabecinha rosada...
— Chega! — Ordenou para que eu parasse o oral. — Não quero gozar agora, senta aqui e encaixe essa bucetinha quente no meu pau agora... — Foi mais uma ordem.
Lambi os lábios ainda nervosa. Ele estava mesmo falando sério? Ele queria mesmo fazer sexo no escurinho do cinema?
Fui para o seu colo, excitada, nervosa e envergonhada. Fiz o que ele havia ordenado, levei seu membro até a minha entrada, o encaixando-o em mim. Ele levantou os quadris, nós dois gememos quando ele me penetrou. Suas mãos agarraram minha cintura com firmeza.
— Você está molhadinha do jeito que gosto, baby, com essa bucetinha apertando meu pau. — Disse me fazendo gemer.
Comecei a subir e descer, ele mordia o lábio inferior segurando os gemidos.
— Cavalga mais rápido! — Pediu acariciando minha cintura.
Agradeci pelo vestido estar cobrindo nossas partes íntimas.
— Hum... já tem dois Voyeurs na sexta fileira... Eles já devem estar com os paus duros! — Avisou.
— O quê? — Perguntei.
— Tem dois caras nos observando, loirinha. — Sorriu, malicioso. — Não ouse parar, está escuro, eles nem estão vendo direito... — Disse com seriedade, infiltrou uma das mãos por baixo do meu vestido e a repousou na minha bunda, me apertando.
[...]
Saí do banheiro após me limpar, também tive que descartar a parte de baixo da lingerie, o Benson fez questão de arrebentar as laterais... Estava imprestável, toda molhada de gozo, lá se foi mais uma cal... É, odeio essa palavra. Calcinha.
— Qual é a graça? — Perguntei quando estávamos saindo do cinema.
— Ah, nem queira saber... — Voltou a ficar sério.
Eu ainda estava mortificada, foram seis pessoas que nos viram ali em nosso momento íntimo. Dois adolescentes, um jovem casal de pombinhos, um homem e uma mulher que saiu imediatamente dali horrorizada, puxando o amigo ou namorado, sei lá...
— Nunca mais voltarei aqui com você! — Falei ainda emburrada.
— Admite logo que gostou, você até gozou, baby! — Sorriu sacana abrindo a porta do carro.
Senti as minhas bochechas pegarem fogo, não falei nada. Eu não ia admitir aquilo nem sob tortura.
— Que tal irmos ao Burger King aqui perto? — Sugeriu dando partida.
— Não, conheço um lugar melhor onde servem o melhor sanduba de carne moída apimentada. — Falei já com água na boca.
Minutos depois...
— Gibby's Fast Food Truck. — O Benson leu o nome do estabelecimento-móvel.
— Fala aí, Gibby! — Bati no balcão de latão.
Um velho amigo que conheci durante o colegial, estava virando as carnes para o hambúrguer na chapa, se virou e abriu um enorme sorriso quando me viu.
— Oi, Sammy, vai querer o de sempre? — Perguntou.
Um de seus jovens funcionários tomou o seu lugar, indo virar as carnes e ele veio para perto do balcão, para bater um papo comigo. Gibby logo olhou para o Benson ao meu lado com certa curiosidade.
— Boa noite, seja bem-vindo ao Gibby's FFT! — Disse todo educado.
— Boa noite! — O moreno ao meu lado respondeu no mesmo tom.
— E aí, loirinha, trouxe um amigo para lanchar no Gibby's? — Sorriu olhando para o Benson.
— Sou o namorado dela! — O Freddie disse com tanta firmeza que eu quase acreditei por alguns segundos.
— Gibby, esse é Freddie, meu namorado e Freddie, esse é o Gibby, meu amigo, nós somos velhos amigos! — Falei e eles se cumprimentaram.
Preferi ocultar o sobrenome do Freddie, não achei importante dizer que o Benson era o CEO da empresa aonde eu trabalhava, e que ainda por cima era meu chefe.
— Pode ficar à vontade, Freddie, sinta-se em casa! — Gibby disse com toda a sua simpatia antes de voltar a se ocupar.
— Vem, vamos sentar... — Chamei o Benson.
As mesas e as cadeiras eram feitas de ferro, com o tampão de alumínio. Com certeza o Benson nunca havia comido num lugar como aquele, perto de uma calçada ao ar livre, num Food-Truck simples...
Os menus da noite estavam impressos num papel vermelho com letras pretas.
Ele puxou a cadeira para mim, sempre cavalheiro.
— Esse lugar é higiênico? — Perguntou num sussurro assim que sentamos.
— Claro que é, não viu as luvas e as toucas higiênicas? Tudo é limpinho, não se preocupe. Você não vai pegar uma infecção estomacal ou uma bactéria se comer aqui. — Falei no mesmo tom.
Hannah, umas das garçonetes veio nos atender. Ela ficou o tempo todo secando o Benson, quase babando. Fiz os pedidos por nós dois, o Benson não sabia o que pedir e decidiu comer o mesmo que eu...
Primeiro vieram as nossas porções de camarões empanados com queijo Cheddar e suco de abacaxi com laranja. Depois pedi para nós dois espetinhos de linguiças com molho de churrasco e farofa de amendoim com bacon, e suco de groselha. E por último, pedi os sandubas de carne moída apimentada com maionese caseira, molho de tomate e cebolas fritas e refrigerante.
— A sobremesa é por conta da casa! — Gibby avisou.
Hannah trouxe uma taça grande com sorvete, creme, calda e granulados. Benson e eu pegamos as colheres descartáveis e dividimos a sobremesa.
— Prova primeiro, você! — Ele pediu para eu abrir a boca, obedeci provando a sobremesa. — Qual é o sabor? — Perguntou.
— Hum... Me dá mais um pouco? — Pedi, ele me deu mais uma colherada. — Ah, ainda não sei... — Abri a boca de novo e ele me deu mais uma grande e cheia colherada. — Só mais um pouco...
— Ah, você já está fazendo gracinhas... — Disse e provou uma colherada bem grande.
— E aí? — Sorri, foi a vez dele abrir a boca e eu enchi aquela boquinha linda de sorvete, creme, calda e granulados.
— O creme é de ameixas, a calda é de abacaxi e o sorvete é de creme, eu acho... — Deduziu.
O creme era mesmo roxinho e adocicado, a calda era amarelada e tinha gosto de abacaxi mesmo, já o sorvete, eu não consegui identificar o sabor, mas tinha cor de creme mesmo. Era simplesmente deliciosa...
Voltamos a atacar a sobremesa, um dando na boca do outro. Quando terminamos ele pagou a conta, nos despedimos do Gibby e fomos embora ambos satisfeitos.
[...]
No dia seguinte, na empresa...
Dianna, Beatrice e eu corremos para pegarmos o elevador juntas, Dih e Bea eram minhas colegas de trabalho. Elas eram simpáticas e divertidas, sempre estavam de bom-humor. O Sr. Sullivan entrou logo depois que adentramos o elevador, Bea e Dih trocaram olhares e sorriram maliciosas.
— Bom dia, senhoritas! — Ele nos cumprimentou dando um sorriso de tirar o fôlego, mostrando dentes perfeitos e totalmente branquinhos.
— Como vai, Srta. Puckett? — Se aproximou e parou ao meu lado.
— Bem e o senhor? — Perguntei por educação.
— Estou ótimo, melhor agora... — Sorriu todo galanteador.
Desviei o olhar, Dianna e Beatrice cochichavam de olho em nós ali em um cantinho.
— Posso te chamar de Samantha? — Ele perguntou olhando para o meu crachá.
— Sim... — Assenti e ele sorriu.
— Você gostaria de almoçar comigo hoje, Samantha? — Indagou olhando em meus olhos.
— Ah, eu... Não sei, eu sempre almoço com as meninas... — Olhei para Dianna e Beatrice que faziam gestos atrás dele. — E eu também almoço com o Sr. Benson na maioria das vezes, e... — O elevador parou no andar aonde minhas colegas ficavam, elas sibilaram um 'Aceita logo, boba!' antes de saírem do elevador.
— Hum... Entendo! — Sr. Sullivan pareceu desanimado. — Meu primo não ia mesmo deixar você almoçar comigo, certo? — Perguntou-me e eu abri a boca chocada com a descoberta.
— Como? — Murmurei numa mistura de confusão e surpresa.
— Fredward e eu somos primos, o pai dele é irmão da minha mãe. — Explicou com calma.
Oh, eles eram parentes? Só podiam ser mesmo... Os dois eram verdadeiros deuses gregos.
— Oh... — Foi o único som que saiu da minha boca.
Finalmente chegamos ao último andar.
— Você e o meu primo tem um caso? — Perguntou na lata quando saímos do elevador.
— N-não, c-claro q-que n-não... — Gaguejei e praguejei mentalmente por aquilo.
— Você é solteira, certo? — Indagou, parecia estar interessado em mim.
Assenti, sentindo minhas bochechas esquentarem.
— Sim. — Respondi.
— Ótimo! — Sorriu satisfeito com minha resposta. — Se não pode almoçar comigo, pois vai almoçar com suas amigas ou com seu chefe, será que gostaria de jantar comigo hoje à noite? Sem segundas intenções, apenas para nos conhecermos melhor, o que acha, Samantha? — Sugeriu num tom amigável.
— Eu adoraria, Sr. Sullivan! — As palavras voaram da minha boca numa velocidade incrível.
"Oh, meu Deus? Por quê aceitei?"
— Rodrick, me chame apenas de Rodrick, tudo bem para você se eu te chamar de Sam? — Perguntou, estávamos parados no corredor.
Assenti, ele pediu meu número e eu dei. Ele salvou no celular.
— Até logo, Sam. Já estou ansioso para hoje à noite! — Beijou meu rosto e foi indo para a sala dele.
Fiquei ali plantada no corredor, tocando minha bochecha que formigava, o local aonde seus lábios tocaram... Meu celular vibrou no bolso interno do meu terninho. O peguei, era uma mensagem do Benson.
" Você está atrasada! Aonde diabos você está, Srta. Puckett?"
Choraminguei... Me apressei para encarar a fera. Com certeza ele estava querendo me comer viva... Merda, essa frase não pegou nada bem. É, eu ia encarar um longo dia de trabalho.
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