50 Tons de Desejo

37 Humor infernal... Aquilo tudo só poderia ser punição.


Notas iniciais
Hey, essa é a primeira Fic que estou atualizando em 2018. Fiz um capítulo grandinho, espero que gostem!!! Boa leitura!!!

P.O.V Da Sam

" Oh, meu Deus! Oh, meu Deus! Oh, meu Deus! Estou fodidamente ferrada, com certeza fodida até o pescoço. E agora? Isso não vai prestar! Ele está puto e vai descontar toda a raiva em mim..."

Pensei quase entrando em desespero. Mas eu precisava manter a calma, não estava acontecendo nada demais. Eu sequer conhecia aquele rapaz.

— Atrapalho? — O Benson perguntou com a voz carregada de sarcasmo, seus olhos nos fuzilavam.

Me afastei o mais rápido possível do rapaz ajoelhado diante de mim, minha meia-calça estava enrolada em minhas pernas, por pouco não fui ao chão... Me equilibrei e apoiei minhas costas na "parede" metalizada lá no fundo do elevador.

— Tinha que entrar nesse bendito elevador logo agora? — O rapaz se levantou e se virou para o Benson. — Justo você, caro amigo? Vou deixar passar essa. Você sabe como é, adoro uma "rapidinha" no elevador. — Ele olhou para mim e piscou brincalhão.

Meu rosto deve ter atingido a cor de um tomate bem madurinho. Continuei emudecida e com muita vergonha, o que o Sr. Benson iria pensar de mim? Ele não deveria acreditar naquilo, porém, acreditou e me olhou com aquele olhar " Estou puto com você e você vai se arrepender."

Enguli um seco, estremecendo todinha. Minhas pernas ficaram bambas e minha boca secou, eu já estava ficando sem ar.

— Você não muda mesmo, Sullivan. — Forçou um sorriso.

Opa! Eles eram amigos ou apenas colegas de trabalho?

— Nem você. Que cara é essa? Chupou limão? — O tal de Sullivan perguntou e o Benson entortou ainda mais aquela boquinha rosada.

— A senhorita ali atrás é minha secretária e está muito atrasada! — Disse sem tirar os olhos de mim.

— Oh, não brigue com a moça. A culpa é toda minha. Eu a distraí e você nem queira saber como... — Sr.Sullivan insinuou.

Socorro! Por quê ele estava fazendo aquilo? Insinuando aquelas coisas?

— Enfim, me poupe dos detalhes, Rodrick. — Forçou mais um sorriso e olhou pra mim sério. — Temos trabalho, Srtª. Puckett. Me acompanhe, você está super atrasada. — Me chamou.

Entendi aquilo como "Você está super ferrada." Oh, Deus, eu estava mesmo...

Seu colega, o Rodrick Sullivan apertou o botão e as portas do elevador abriram. Ainda envergonhada tratei de me livrar da meia-calça ali mesmo, a enfiei na bolsa e segui o Benson para fora do elevador.

— Tenha um bom dia, foi um prazer conhecê-la. Um prazer imenso devo ressaltar! — Rodrick falou e eu me encolhi, andando lado a lado do Todo Poderoso.

Seguimos pra sua sala, retirei o Tablet da bolsa para verificar sua agenda. Entrei primeiro, e assim que ele botou os pés alí dentro, bateu a porta me assustando.

— Você chegou atrasada, sequer ligou para me dar alguma satisfação. E quando resolvo descer para esfriar a cabeça lá fora, acabo te encontrando quase trepando com o Sullivan na porra daquele elevador! — Quase gritou vermelho de raiva.

— Isso não é verdade. — Tentei me defender. — Desculpe-me pelo atraso, isso não vai mais se repetir. E sobre o que você viu, eu posso explicar. Minhas meias rasgaram e eu estava me atrapalhando toda para tirá-las, e foi quando ele entrou no elevador e se ofereceu para me ajudar, e então você apareceu e nos pegou naquela situação embaraçosa... — Expliquei resumindo tudo.

— Sei... Suas meias rasgaram ou foi ele quem rasgou para apressar as coisas? E se eu tivesse chegado uns minutinhos depois, com certeza eu o flagraria com a cabeça entre suas pernas, não é mesmo? — Sorriu, sarcástico.

— Não! — Exclamei, nervosa. — Por quê você acha isso? Eu nem o conheço. Nunca tinha o visto antes aqui na empresa, eu juro... — Tentei convencê-lo sobre eu estar dizendo a verdade.

— Por quê está toda nervosa? — Foi se aproximando devagar. — Ele te deixou excitada? Gostaria de estar dando pra ele agora? — Questionou num tom duro.

Me encostei em sua mesa, abraçando o Tablet contra o peito.

— Pare de falar essas coisas, eu não fiz nada demais. Eu só quero começar o meu expediente. — Lutei para não gaguejar e obtive sucesso.

— Tem certeza? Não quer falar sobre o tesão sexual que rolou naquele maldito elevador com o imbecil e descarado do Sullivan? — Parou diante de mim e agarrou o meu queixo, erguendo o meu rosto.

Estremeci, o meu coração batia enlouquecido. Ficamos nos encarando, não respondi. Nada do que dissesse poderia fazê-lo esquecer o que ele imaginou ter visto. Ele era um baita cabeça-dura, idiota que não queria acreditar em minhas palavras...

— Pois bem, se não quer falar... Então, trate de começar o seu trabalho! — Ordenou soltando meu queixo e se afastou, me dando as costas.

— Sim, senhor. Vou verificar sua agenda. — Desbloqueei a tela do Tablet e iniciei o meu trabalho. — Não tem nenhuma reunião marcada hoje. Mas o senhor precisa dar uma olhada nas análises Gráficas sobre os novos projetos dos Pearbooks, é sobre os aplicativos que foram testados ontem. O pessoal da Filial em L.A mandou o projeto do novo Pearphone modelo 88YG, e vou buscar o pacote que deve estar na recepção. Hoje tem três fichamentos para serem analisados, e sua caixa de e-mails está quase lotada. Aqueles documentos que o senhor exigiu vão chegar hoje, e tem algumas carteiras de trabalho dos novatos para serem assinadas, e os Cheques do pagamento do mês também. O Vici-Presidente da Store&Aplicativos marcou hora para conversar com o senhor, ele estará aqui às 15h:30min. E a conferência Online vai acontecer às 18:00 em ponto! — Lhe informei.

— Ótimo. Me traga um café. — Praticamente ordenou indo se acomodar em seu lugar.

— Sim, senhor, com licença... — Falei apressada antes de me retirar.

Minutos depois...

— Como ousa me servir um lixo como esse? Está horrível. — Me fuzilou após cuspir o café na xícara.

— Me desculpe, farei outro agora mesmo. — Recolhi a xícara e o pires e voltei para a salinha aonde tinha a cafeteira e a máquina de Capuccino, sanduícheira e o bebedouro.

Refiz outra xícara de café do jeitinho que sempre faço, exatamente do jeito que ele gosta e fui serví-lo novamente.

— Horrível. Uma porcaria. Refaça e vê se me traga um café que preste! — Empurrou a xícara com o pires.

Recolhi novamente e fui preparar outro café.

— Acalme-se, não pule no pescoço dele. Se controle, não o estrangule. Ele só tá tendo um dia ruim, apenas está de mau-humor... — Murmurei sem parar preparando outra bendita xícara de café puro e meio amargo como o humor dele.

— Traga outro. Isso aqui parece bosta líquida! — Se levantou bufando, indo até o cantinho do escritório, abriu a lixeira e despejou tudo dentro da mesma.

Respirei fundo, me controlando para não voar no pescoço dele e puxar a sua gravata, apertando-a até ele perder o ar. Ele estava me fazendo de tola? Besta? O café estava ótimo, perfeito do jeito que ele gosta e por quê diabos ele insistia em me mandar fazer outro? Ele tinha prazer de fazer aquilo comigo? Era castigo, só poderia ser...

— Não. — Bati o pé e cruzei os braços. — Se quer tomar café faça você mesmo ou desça e compre lá na esquina! — Falei com firmeza.

— Como? Pode repetir? — Arqueou uma das sobrancelhas.

— Você me ouviu perfeitamente. Não é surdo ou está com o ouvido entupido? Faça você mesmo ou vá comprar. Não sou sua escrava. E você não tem o direito de me fazer de boba. — Avisei, irritada.

— Quanta ousadia? Muito petulante para o meu gosto. Vá para a sua sala e leve esses fichamentos, folhas de ponto, e essa papelada. Quero que arrume essa papelada em ordem alfabética, e tire 5 cópias de cada fichamento. E encaderne essas folhas de ponto. Depois desça e pegue minhas encomendas, e cartas na recepção. Imprima os relatórios que mandei para o seu e-mail, e mande encadernar cada um. E responda os 50 primeiros e-mails da minha caixa de entrada, não admito nenhum errinho ortágrafico. E seja rápida e competente. Redigite esses documentos, são importantes e quero 3 cópias de cada. Por enquanto é só, agora suma da minha frente! — Me entregou uma pilha de papeladas.

[...]

Chequei as horas, já se passava das 16:00 hrs.

Faltava redigitar 6 documentos e imprimir os malditos relatórios. A cada meia hora o Sr. Mandão vinha na minha sala reclamar, e me dar mais tarefas. Tive que responder mais 30 e-mails, fui na lavanderia buscar alguns ternos, tive que comprar café umas 6 vezes, tirei mais cópias e arrumei em ordem outra pilha de documentos. Depois fui na papelaria comprar materiais para repôr o estoque, e o desgraçado ainda me fez ir comprar ração pra gato.

Ele nem tem bichinho de estimação. Por quê diabos eu tive que ir comprar ração para gatos? Que inferno. Ele só pode estar com o Diabo no couro, e tirou o dia pra me atormentar.

O tefefone tocou, choraminguei e atendi.

— Venha na minha sala. AGORA! — Gritou quase me deixando surda.

Me levantei relutante, o meu estômago reclamou, roncando alto. Não comi nada, passei o dia andando e trabalhando, ele sequer me liberou para o almoço. O maldito saiu para almoçar e me deixou enfurnada na sala, com tarefas sem fim...

— Pois não, senhor? — Entrei no seu escritório, imaginando a bronca.

— Você está com a cabeça aonde? Nunca vi tantos erros bobos de digitação. E está faltando 28 cópias. Preste mais atenção, Samantha. Você não costuma ser tão incompetente. E o que significa isso? — Se levantou erguendo uma folha de papel com um desenho.

Merda! Merda! Merda! O que o desenho dele sendo atingido por um raio estava fazendo entre os relatórios?

— E vejamos, tem outro aqui. — Ergueu outro desenho dele sendo devorado por um tubarão. — E o que significa esse outro? — Perguntou vermelho mostrando um desenho dele sendo decapitado por uma serra elétrica. — Você fica se distraindo desenhando várias formas aonde eu morro e fracassa no seu trabalho? Que desenhos mais lindos! Fico até lisonjeado, emocionado. — Ironizou. — NÃO SEJA UMA PREGUIÇOSA, INCOMPETENTE! — Esbravejou e começou a rasgar os desenhos, e arremessou os pedaços de papel em minha direção. — Você sequer conseguiu me servir uma xícara de café decente. E isso tudo por quê? Por quê trabalhou hoje de má vontade? Ou estava pensando no cara que rasgou suas meias? — Bateu na mesa. — Você sabe muito bem que não tolero empregados incompetentes. Refaça os relatórios que mandei redigitar e me traga as 28 cópias que estão faltando. Você tem até às 18:35 para executar essas tarefas! Agora suma da minha frente! — Ordenou.

— Sim, senhor. — Falei baixinho, segurando as lágrimas.

Saí do seu escritório me sentindo humilhada, se eu ao menos pudesse pedir demissão... Minhas pernas estavam fraquejando, eu precisava pegar o elevador e descer para buscar mais uma encomenda. Durante o caminho me apoiei na parede, passando mal. Meu estômago doía, eu estava fraca, com muita fome...

Dei mais um passo, eu sentia que ia desabar a qualquer momento. Comecei a sentir tontura, minha cabeça latejava e meu corpo não suportou mais...

Desabei, mas não cheguei atingir o chão. Alguém me segurou, eu havia desabado de fraqueza à poucos passos do elevador.

— Ei, se apoie em mim. O que você está sentindo? Quer ir a enfermaria? Temos uma enfermaria aqui! — Olhei para o dono da voz bonita e máscula.

Era o Sr. Sullivan e ele estava todo preocupado, me socorrendo.

— Estou com sede e com muita fome... — Minha voz quase não saiu de tão fraca.

Ele me pegou no colo, e eu me encolhi em seus braços, com muita dor no estômago.

— Você não se alimentou? — Perguntou me olhando, incrédulo.

— Nem tive tempo de tomar café-da-manhã... — Respondi.

— O Fredward não te liberou para almoçar? — Ele estava mesmo descrente.

Neguei, balançando a cabeça.

— Ponha ela no chão agora. Estamos no ambiente de trabalho. Nada de gracinhas e paqueras, Rodrick! — O Benson brigou assim que me viu sendo carregada. — E Samantha, trate de voltar ao trabalho. — Ordenou, irritado.

— Ela está passando mal e a culpa é sua, seu imbecil. Vou levá-la a enfermaria. A moça está fraca e nem se aguenta em pé, passou o dia todo sem comer e a culpa é somente sua. Você devia se envergonhar, como pôde fazer isso com ela? Isso não se faz nem com um animal, seu negligente! — O Sr. Sullivan disse bravo.

— Samantha, isso é verdade? Você está mesmo passando mal? — Se aproximou e eu senti tudo ficar turvo, e minha visão foi escurecendo.

[...]

Acordei numa sala branca, tinha cheiro de álcool e desinfetante, eu estava confusa e um pouco atordoada. Tentei me levantar, mas a minha cabeça girou e eu desabei novamente, gemendo baixinho.

— Fique quietinha, não se levante. — O Sr. Sullivan entrou no meu campo de visão.

— Aonde estou? — Perguntei, confusa.

— Na enfermaria. — Ouvi a voz do Benson. — Mas não se preocupe, você só precisa se alimentar e vai ficar tudo bem. Já providenciei algo para você comer. — Me informou, sua voz estava com uma pitada de preocupação no tom.

— Tome. — Sr. Sullivan me serviu água num copo plástico.

Sentei na maca e tomei a água com pressa, minha garganta estava seca. Esvaziei o copo e ele sorriu para mim, sentado no cantinho da maca. O Benson estava numa cadeira, longe de mim. A porta da enfermaria foi aberta e uma senhora entrou trazendo uma bandeja, acompanhada de uma moça. Ambas vestiam roupas brancas com crachás.

— Você precisa se alimentar, querida. Essa sopa vai te fazer bem e logo você será liberada para ir pra casa. — A mulher colocou a bandeja sobre minhas coxas.

Li seu nome no crachá, Emma. E sorri, agradecendo pela comida.

— Poderiam nos deixar à sós? — O Benson se levantou olhando para Emma, e em seguida para a moça e para o colega dele.

— Sim, senhor. — Elas concordaram sem hesitar.

— Hum... Certo. — Sr. Sullivan disse um pouco hesitante. Ele veio até a mim para se despedir. — Melhoras, loirinha. — Beijou meu rosto e senti minhas bochechas esquentarem.

— Obrigada. — Agradeci.

— Qualquer coisa, grite. — Disse antes de ir embora.

Peguei a colher, remexi a sopa antes de provar. Estava boa, saborosa mesmo, tinha até carne cortada em cubinhos.

— Sinto muito. Me desculpe. — Ouvi aquela voz que fazia todos os pêlinhos do meu corpo arrepiarem. — Eu fui tão negligente com você... — Lamentou vindo para perto de mim.

O ignorei, eu estava chateada e com raiva é claro.

— Sam... — Tocou no meu rosto, cauteloso.

— Poderia me deixar sozinha comendo em paz? Eu só quero comer. Passei o dia todo trabalhando que nem uma condenada. Se eu desmaiei e estou fraca, a culpa é sua! — Falei, irritada.

— Não é somente a minha culpa. Você devia ter me falado, eu sei que esqueci de convidá-la para almoçar, mas você sequer pediu permissão para ir almoçar com seus colegas. — Me olhou bravo.

— Claro. — Sorri, irônica. — Agora eu também tenho culpa? Eu esqueci a minha carteira em casa, você sempre me chama pra almoçar com você e hoje você fez de propósito, para me punir. Não me convidou e me deixou fazendo um monte de tarefas, sequer me liberou para descansar um minuto... — Acusei. Aquilo era verdade.

Ele ficou calado e abaixou a cabeça, o ouvi bufar. Ele estava nervoso, raivoso e parecia preocupado também.

— Coma sem pressa. Eu te levo pra casa! — Levantou a cabeça, ele disse olhando para a parede branca.

Não falei nada, apenas devorei a sopa que ainda estava morna.

[...]

— Já pode ir embora... — Falei quando ele me acompanhou até a porta do meu apartamento.

— Está me expulsando? — Arqueou as sobrancelhas.

— Não estou. Mas você não precisa me acompanhar até o quarto, eu só quero tirar um cochilo, e mais tarde vou buscar minha Mercedes. — Avisei.

— Já providenciei isso. Não precisa ir pegar o carro, um empregado meu fará o serviço de trazê-lo pra você. — Me informou, despreocupado. — Lembra que deixamos a chave com o manobrista? -Tomou o chaveiro da minha mão e teve a ousadia de abrir a porta.

Fui conduzida para dentro, sua mão em minha cintura estava me segurando com firmeza. Ele trancou a porta, me desvencilhei do seu toque, indo para longe dele.

— Não vou te morder, a não ser que você queira... — Ele não parecia estar brincando.

Fiz careta e revirei os olhos, o xingando em pensamentos.

— Você não tem que voltar pra empresa? — Larguei a bolsa no sofá e sentei no mesmo, começando a me livrar dos sapatos que deixaram meus pés doloridos.

— Não. Ficarei aqui cuidando de você. — Disse firme.

— Não preciso de cuidados, é sério. Já pode ir embora. — Avisei massageando o pé direito.

Eu estava melhor, a sopa milagrosa me fez bem. Eu só precisava de um banho relaxante e dormir, eu só queria um bom descanço mesmo.

— Já falei que vou ficar cuidando de você e não adianta discutir. — Me lançou aquele olhar que sempre me deixava intimidada.

Bufei contrariada e fiz cara feia pra ele, segurando a vontade de lhe mostrar língua.

— Se não me falha a memória, acho que deixei uma mochila com algumas mudas de roupas no seu quarto. — Murmurou indo para a escada.

Ele estava certo, havia mesmo uma mochila com roupas dele entocada no meu guarda-roupa. Levantei e fui atrás dele, o encontrei se despindo, desviei o olhar. A mochila estava em cima da cama, aberta...

O olhei novamente, o abusado pegou uma das minhas toalhas limpas e enrolou nos quadris, e se virou para mim, tranquilo como se tivesse à vontade, como se estive realmente em casa...

Se aproximou e eu recuei em alerta, prevendo qualquer investida.

— Não. Eu não vou te acompanhar no banho! — Avisei e ele abriu um sorrisinho. Descarado.

Tentei correr, mas ele conseguiu me pegar. Me carregou até o banheiro e trancou a porta... Não havia escapatória.

— Apenas relaxa... — Sussurrou tirando o meu terninho.

Desabotoou a minha blusa sem pressa, expondo meu sutiã marrom. Era horrível, velho e confortável. A Carly o chamava de "Sutiã da vovó", e sempre dizia que era brochante. Senti a saia escorregar por minhas pernas. Daí eu quis me enterrar, por quê eu tinha que ir com aquela calcinha? Merda, odeio essa maldita palavra. Enfim, a Carly a chamava de "Calçola super brochante", era mesmo ridícula. Bege, enorme e Deus... Que vergonha.

Esperei sua gargalhada, mas ele sequer esboçou um sorrisinho debochado.

Terminou de me despir, deixando-me completamente nua e vulnerável diante dele. Pelo menos eu estava depilada, e tudo graças ao creminho depilatório milagroso que ganhei da Shay.

Fui conduzida para o box, o Benson estava muito calado. Ligou o chuveiro, e ajustou a temperatura da água, e nos enfiou debaixo da água quase morna.

— Ainda continua tensa. — Massageou meus ombros, gemi baixinho.

Suas mãos desceram por minhas costas molhadas, tentei relaxar e fui conseguindo aos poucos... Ele se afastou parando de me tocar e logo senti suas mãos em mim novamente, ambas ensaboadas. Percorreram o meu corpo, ombros, costas, seios, barriga, braços, pernas e coxas...

— Não... — Falei baixinho quando ele chegou lá, na minha parte mais íntima.

— Só estou te ensaboando... — Sussurrou no meu ouvido, a voz rouca me causando arrepios.

Minhas costas estavam contra seu peito e o sentia, o seu membro roçando em mim por trás. Sua mão esquerda estava entre minhas pernas, me acariciando toda com movimentos leves e circulares.

Afastei sua mão e saí de perto dele, liguei o chuveiro. A água quase morna lavou meu corpo, tirando qualquer vestígio de espuma. Peguei a esponja de banho e esfreguei por minha pele sensível, sem me importar de deixá-la vermelha. Finalizei o banho e saí dali, o deixando sozinho.

Quando ele terminou o banho dele, eu já estava debaixo das cobertas, vestida e confortável usando uma camiseta larga e shortinho de algodão. Já eram 19:00 horas em ponto, ele devia estar no trabalho e eu também.

— Me deixa em paz. — Pedi vendo-o se enxugar.

— Estou te perturbando? — Franziu a testa e entortou a boca.

— Eu só quero ficar sozinha, será que você não entende? — Me chateei ainda mais, sentando na cama.

Ele suspirou, não me respondeu. Apenas se vestiu colocando uma calça de moletom cinza clara e uma camiseta preta. Passou as mãos pelo cabelo úmido e fechou a mochila.

— Usei seu desodorante, espero que não se incomode... — Quase ri de sua pequena "confissão".

— Sem problemas. — Mordi o lábio prendendo o riso.

"Nossa, o Todo Poderoso usou o meu desodorante? Impressão minha ou ele está mesmo todo sem jeito?"

— Quer uma roupa íntima emprestada também? — Tapei a boca, aquilo saiu sem querer, minha boca grande não tinha filtro.

— Viu que eu não vesti cueca e quer saber se quero uma das suas calcinhas emprestadas? — Questionou deixando escapar uma risadinha. — Não, obrigado. Tem uma cueca na mochila, mas só vou vestí-la amanhã. — Me informou.

— Amanhã? — Quase gritei.

— Sim, vou dormir aqui. Algum problema? — Se aproximou subindo na minha cama.

— Você não pode. Tem que ir embora agora. — Falei, séria.

— Por quê não posso dormir aqui? Estou de incomodando? — Questionou me olhando chateado. — Minha cueca e sua calcinha estão penduradas no box, secando... — Avisou e eu quase tive um treco.

— Você lavou minha calcinha? — O encarei mortificada.

— Lavei. Se eu posso lavar sua bocetinha porque não posso lavar sua calcinha também? — Sorriu, sacana.

Afundei o rosto no travesseiro, ainda mais mortificada de tanta vergonha. Como ele ousa falar aquilo?

Levantei o rosto, e o olhei nervosa, e um pouco irritada com sua ousadia.

— Eu não pedi para você lavar a minha boceta! — Logo tapei a boca me arrependendo de ter "soltado" aquela palavra feia e chula.

Seu sorriu apenas aumentou, eu quis me enterrar. Por quê diabos falei aquilo?

— Não pediu, mas deixou e gostou... — Sorriu, convencido. — Da próxima vez eu deixo você ensaboar o meu pau! — Sorriu ainda mais, malicioso.

Taquei o travesseiro no rosto dele, e avancei nele, o estapeando... Ele apenas ria, me provocando. Até que mudou nossa posição, me deixando por baixo.

— Você está toda cheirosa e limpinha, e eu quero te beijar todinha... Depois eu posso te fazer uma massagem. — Sugeriu descendo o meu short, eu não estava vestindo nada por baixo.

Sorriu abrindo minhas pernas, tentei fechá-las em vão.

— Não ouse... — Fechei os olhos e me contorci sentindo sua boca em mim.

Ele me beijou "lá", usou os dedos para separar meus lábios vaginais e passou a língua por meu clitóres lentamente. Beijou de novo e de novo, me lambeu mais uma vez e começou a me chupar, sugando meu clitóres faminto...

— Oh, Deus! Isso é tão bom. — Gemi alto, puxando seus cabelos.

Ele passou a alternar entre chupadas e lambidas, me fazendo xingá-lo e gemer cada vez mais alto.

— JESUS CRISTO! FECHE OS OLHOS CARLINHA! — Ouvimos um grito quando a porta do quarto foi escancarada.

Oh, não... Aquilo não podia estar acontecendo. Ryan e Carly nos flagraram.

— Me segura, Carls. Estou passando mal... Minha nossa! Nos desculpem... Alguém me abana? Que calor. Tô passando mal, essa racha safada nem se lembra de fechar a porta! — Ryan estava dando uma de bicha surtada na frente do Benson.

Eu estava me cobrindo com o travesseiro, e não segurei o meu surto. Eu estava com tanta vergonha e emputecida também... Eles não tinham o direito de invadir o meu quarto sem bater.

— Jesus! Estou hiperventilando aqui, nunca pensei que veria o Sr.Gostosão dando um belo trato em você, oh, racha sortuda...

— CALA A BOCA, SUA BICHA LOUCA! — Gritei lhe arremessando um dos travesseiros.

— Se acalma, amiga. — Carly puxou o Ryan para perto dela. — A gente não...

— TIRA ESSE VIADO TARADO DAQUI! — Esbravejei.

— Nossa! Assim você me magoa... — Ele tremeu os lábios e fez cara de choro.

— Mas, Sam... — Carly tentou me repreender também.

— VAZAM OS DOIS, AGORA!!! — Berrei descontrolada.

Eles se mandaram e o Freddie praticamente correu pra trancar a porta.

— Tenta se acalmar, ok? — Ele parecia assustado com o meu surto.

— Como? Merda! Meus melhores amigos nos flagraram e a culpa é toda sua! — Lhe arremessei o travesseiro que eu estava usando para me cobrir.

Ele riu, me deixando ainda mais furiosa.

— O fotógrafo é gay... — Riu até ficar vermelho.

— É gay mesmo, e daí? — Retruquei.

— E eu pensando que ele fosse hétero... — Parou de rir. — Por quê você nunca me contou? — Cruzou os braços, me olhando sério.

— Porque isso não é da sua conta. — Respondi levantando para vestir meu short.

— Hum... Não se cubra. Não terminei. Ainda pretendo te fazer gozar! — Avisou vindo em minha direção.

— Eles podem estar ouvindo atrás da porta. — Falei baixinho, tentando afastá-lo.

— Foda-se, eu não ligo... — Me deitou na cama. — E se você continuar prostetando, vou fodê-la com tanta força que o prédio inteiro irá ouvir seus gritos e gemidos. — Ameaçou e eu enguli um seco.

Ele não precisou falar mais nada, eu me acomodei na cama, abrindo minhas pernas, me permitindo relaxar e receber todo o prazer que ele queria me proporcionar.

Além do maldito humor infernal, ele também estava sedento por sexo, como sempre...

Notas finais
Tadinha da Sammy, o Benson fez ela trabalhar bastante e passar fome, né? O que acharam do Rodrick Sullivan socorrendo ela??? E sobre os momentos Seddie no final desse capítulo??? Gostaram do Ryan, o fotógrafo surtando??? E da Sam falando besteiras e surtando também??? Kkkkkkkkkk Comentem, pessoal!!! Bjs