50 Tons de Desejo
10 First Kiss
Notas iniciais
1 semana depois, Sexta-Feira, às 17: 20 da Tarde...
P.O.V Da Sam
Eu não sabia se terminava de fazer meu trabalho de Literatura para entregar segunda ou se atendia os consumidores mirins de doces. Eu até poderia terminar o meu trabalho no Sábado ou Domingo, mas esses dois dias são meus únicos dias de folga e eu não gosto de fazer minhas tarefas relacionadas aos trabalhos da Faculdade nos finais de semana.
Já estou no meu último ano na Faculdade e eu só preciso torcer para passar nos exames finais. Não vejo a hora de me formar e dar adeus a vida corrida de Universitária.
— Moça, eu vou levar esses! — Disse um garotinho que devia ter uns 10 anos. Ele colocou uma cestinha cheia de doces em cima da balcão de atendimento, suspirei salvando a página onde eu estava editando meu trabalho e fechei meu Notebook.
Somei tudo e ensaquei os doces, antes dos 13 anos essa criança vai ter Diabetes. Pra quê ficar consumindo tanta Glicose?
— 30,00 dólares. — Falei olhando para o baixinho sorridente.
— Vocês não fazem desconto, não? — Perguntou me encarando com uma carinha de anjinho.
— Não! — Respondi.
— Eu só tenho 15,00 dólares, moça! — Falou triste.
— Só lamento. — Forcei um sorriso e peguei a sacola de doces tirando de seu alcance. — Se só tem a metade do dinheiro, então levará só a metade dos doces! — Avisei abrindo a sacola e retirando os doces que ele não poderia pagar.
— SUA BRUXA! — O pestinha gritou com raiva.
— O que está acontecendo? — Ouvi aquela voz máscula, rouca e sexy que mexe comigo e quando levantei o olhar, me deparei com o senhor Benson parado ao lado do garotinho.
Larguei a sacola de doces e olhei para o homem lindo à minha frente, estava sério, bem arrumado e me olhava intensamente esperando uma resposta, enguli um seco.
— Essa moça malvada não quer fazer um desconto. — Disse o garotinho línguarudo.
"Nossa! Que vergonha, onde enfio a cabeça?"
— Ah, Samantha entregue os doces a ele, eu pago! — Falou com calma e eu assenti ainda atordoada com sua presença.
— Obrigado, senhor. — O pestinha agradeceu sorrindo, olhou para mim e mostrou língua quando eu lhe entreguei a sacola e ele saiu correndo da loja.
— Crianças! — Falei rindo tentando disfarçar o pequeno constrangimento. — São adoráveis... — Menti e ele não falou nada.
— Que horas seu expediente termina? — Perguntou apoiando as mãos no balcão de atendimento.
Seu perfume amadeirado estava começando a me embriagar, seus olhos castanhos fixos aos meus. Ele fica tão bem de jaqueta e calças jeans.
— Às 18:45. Por quê? — Perguntei curiosa.
— Vim te buscar, vou levá-la para Seattle e prometo que Domingo eu te trago sã e salva! — Avisou dando um pequeno sorriso de lado.
Meu Deus! Que sorriso charmoso é esse? Como ele consegue ter um sorriso tão sexy? E esse topete impecável? Será que demora muito para ele deixá-lo assim? Penso encarando-o.
— Tudo bem! — Concordo.
[...]
— O quê? — Exclamou minha amiga um pouco chocada. — Ele está lá fora te esperando? Por quê ele veio te buscar? Vocês estão namorando, não é? — Questiona séria enquanto eu tento enfiar algumas mudas de roupas numa mochila de viagem.
— Não. Nós não estamos namorando. — Falo um pouco irritada com o zíper da mochila que não queria fechar.
— Vou fingir que acredito... Você vai levar suas roupas numa mochila? Ficou louca? Eu te empresto uma mala! — Disse ela tentando me ajudar.
— Valeu, mas eu não gosto de malas! — Sorri para ela.
— Uma mala cabe mais coisas... Você precisa levar sua escova de dentes, perfume,hidradante, sabonete íntimo, uma escova de cabelo, lingeries, cinco mudas de roupa, produtos capilares, sapatos, desodorante e...
— Não quer que eu leve um elefante também? — Interrompi minha amiga e sorri irônica.
— Deixe de gracinhas, eu tô falando sério... Vá tomar um banho bem rápido e eu vou arrumar sua mala. — Avisou me fuzilando, revirei os olhos.
[...]
Quando saí do banheiro usando meu roupão, vi Carly fechando a mala que ela insistiu em me emprestar.
— Prontinho, sua mala está pronta futura senhora Benson. — Disse ela sorrindo animada.
— Valeu. — Sorri me encaminhando para o meu guarda-roupa.
Escolhi uma blusa vermelha de mangas compridas, uma calça jeans preta e um par de botinhas marrons.
— Vista aquela lingerie que te dei de presente! — Falou animada.
— Não. Agora faz o favor de sair do meu quarto, eu quero me trocar. — Avisei.
— Aah, por quê tem vergonha de se trocar na minha frente? Eu sempre me troco na sua frente, nós somos melhores amigas, quase irmãs, Sammy! — Falou triste.
— Você fica nua na minha frente porque quer, não tem vergonha porque tem um corpo lindo, é igual uma modelo... Agora, eu sou diferente! — Falei.
— Deixa de bobagens, você também é linda, muito linda amiga! — Elogiou sorrindo.
[...]
— Desculpe a demora! — Falei me aproximando do Sr. Benson que estava encostado no carro, ele não falou nada, apenas abriu a porta e eu entrei ocupando o banco de passageiro. Ele deu meia volta e logo entrou no carro, deixei minha mala em cima da minhas coxas e coloquei o cinto de segurança.
— Algum problema? — Perguntou ligando o carro.
— Não. — Menti. Eu não queria dizer que o meu problema era ele.
Eu não queria ir para Seattle, pelo simples fato que iria passar 2 dias com ele, no apartamento dele e com certeza ele vai nos trancar naquele quarto de tortura e vai tirar sangue do meu corpo e eu vou parar no hopistal.
Isso tudo me assusta, eu não quero apanhar e nem fazer tudo que ele mandar. Não quero ser seu brinquedinho sexual...
— Você está tão calada! — Comentou.
— Só estou cansada, tive um longo dia. — Falei fechando os olhos.
— Então, descanse. Segundo os meus cálculos, chegaremos em Seattle daqui à 2 horas, e eu preciso de você bastante disposta para o que vamos fazer! — Informou tão calmo.
— O que vamos fazer? — Perguntei temerosa.
— Vamos resolver seu probleminha, Samantha. Eu vou levá-la para cama. — Respondeu.
[...]
Chegamos no apartamento dele, eu dormi a viagem inteira depois dele ter falado aquilo. Ele me entregou a mala e agora está prestes a abrir a porta de seu apartamento...
— Você não está cansado? — Pergunto torcendo para que ele esteja.
— Não. — Respondeu abrindo a porta. — Primeiro as damas! — Sorriu para mim, entrei lentamente.
— Pode ir subindo, já sabe onde fica meu quarto.
— Okay. Ah, eu estou com sede. — Avisei.
— Também estou, vamos na cozinha? — Chamou e eu assenti.
1 minuto depois...
— Esse já é o terceiro copo d'água que você toma, Samantha! — Disse me encarando sério.
— Vai ficar regulando a quantidade de água que devo tomar? — Retruquei.
— Não, mas...
— Então me deixe em paz, eu ainda estou com sede. — Falei interrompendo-o.
— Certo. Eu vou subir para o meu quarto. — Disse saindo da cozinha.
Guardei a jarra de água na geladeira, a cozinha dele é enorme, maior que o meu quarto e deve ter de tudo, todos os tipos de Eletrodomésticos.
[...]
Quando cheguei em seu quarto, ele estava no banho. Fechei a porta e andei até a cama, aonde coloquei minha mala.
Eu preciso me acalmar, mas eu estou tão amedrontada. Sento na cama e tento respirar fundo, nada funciona. Ouvi a barulho da porta do banheiro, não ouso olhar, pois sei que é ele e já terminou o banho, e agora está aqui perto de mim.
— Sam. — Sinto sua mão no meu ombro esquerdo. Fecho os olhos, agora estou mais nervosa do que nunca.
— O quê? — Pergunto baixinho.
— Olhe para mim. — Pede e eu obeceço ainda hesitante. Meu coração dispara, ele está apenas de toalha e já é uma visão perturbadora.
— Agindo desse jeite parece que nunca ficou com ninguém na vida, não vem me dizer que ainda não deu seu primeiro beijo! — Disse sério, me encarando.
Enguli um seco e desviei meu olhar.
— Eu nunca fiquei com ninguém, satisfeito? — Exclamei me levantando da cama e o olhei, sustentando seu olhar.
— Deveria ter me dito isso antes. Já tem 21 anos, como assim nunca ficou com ninguém? Nem mesmo um selinho? — Questionou.
Balancei a cabeça negando.
'Ah! Que vergonha! Eu não deveria ser tão tímida, isso é horrível.'
Comecei a andar para trás quando ele começou a se aproximar. Senti minhas costas bateram na porta, ele havia me encurralado, e suas mãos foram para a minha cintura e fui surpreendida com um beijo.
Ele prensou seu corpo no meu, seus lábios também pressionavam os meus, suas mãos apertavam minha cintura e eu não sabia o que fazer. Estava totalmente perdida, meus lábios formigavam e o meu coração estava prestes a sair pela boca.
Senti uma leve mordida no meu lábio inferior, isso me fez suspirar, então senti algo quente e macio entre meus lábios. Soltei mais um suspiro e gemi com o forte aperto em minha cintura e logo senti sua língua na minha, fazendo carícias. Seu beijo é tão bom e tem gosto de hortelã com algo adocicado não sei explicar.
Ainda confusa e sem saber como retribuir aquele beijo, deixei que ele conduzisse, mostrasse como se fazia e me ensinasse cada movimento que eu deveria fazer com a língua.
Por fim, ele encerrou o beijo e encostou nossas testas, afrouxou o aperto em minha cintura. Abri os olhos, nossos rostos estavam tão próximos e nossas respirações ofegantes se misturavam.
— Agora vamos fazer amor? — Sussurrei.
— Não sou o tipo de homem que faz amor... Só sei foder.. E gosto de foder com força. — Avisou.
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