50 Tons de Desejo
1 Entrevista
Notas iniciais
PDV-Sam Puckett
Olho pensativa para minha melhor amiga, Carlotta Shay, que está agora mesmo me implorando para eu ir no lugar dela numa importante entrevista com um empresário multibilionário.
— Por favor, Sam, eu não estou em condições de ir nessa entrevista, é muito importante para mim, e você sabe disso! — Disse ela manhosa, olho mais uma vez para minha amiga que está deitada na cama, seu nariz está vermelho denunciando seu resfriado.
— Por quê não remarca essa entrevista para a semana que vem? — Pergunto calmamente.
— Você está louca? Sabe quanto tempo eu demorei para marcar essa entrevista? 3 meses, Sam, 3 meses! — Exclamou ela em um tom desesperado.
Suspiro. Por quê justo hoje a Carly resolveu ficar doente? Não tem jeito, vou ter que fazer esse favor.
— Tudo bem Carly, eu vou no seu lugar! — Cedo derrotada e ela sorri, mas depois começa a tossir e em seguida limpa o nariz, pois está muito gripada.
— Muito obrigada Sammy, eu te amo! — Diz ela sorrindo.
Mesmo doente a Carly continua graciosa. Como ela consegue ser tão bonita?
— Eu também te amo, Carls. — Digo retribuindo o sorriso.
Sei que a entrevista é muito importante para o currículo da Carly para o seu futuro de jornalista, por isso aceitei em ajudá-la.
[...]
Me olho no espelho pela última vez e desisto de tentar controlar meus cachos que estão muito rebeldes, bufo irritada, desisto de vez, largo minha escova de cabelo e faço um trança lateral simples.
A Carly me obrigou a vestir um vestido para a entrevista alegando que eu deveria ir elegante, porque tudo naquela empresa é sofisticado. O vestido é azul escuro de alcinhas, justo na parte do busto, não há decote e é rodado na parte de baixo.
Finalizo meu look vestindo uma jaqueta jeans de lavagem clara e sapatos pretos de salto curto. Enfim, já estou pronta, guardo o gravador para gravar as respostas do tal empresário, e a agenda da Carly com todas as perguntas dentro da minha bolsa.
[...]
Já faz mais de 1 hora que estou dirigindo de Vancouver para Seattle, sou de Seattle, mas eu decidi morar com Carly em Vancouver para cursar a faculdade. Dividimos o mesmo apartamento e as contas das despesas.
Horas depois...
Finalmente cheguei ao meu destino, estaciono em frente a empresa cujo o nome é Benson Enterprises Technology. Saio do carro e ando calmamente até o enorme prédio que deve ter cerca de 20 andares.
Assim que adentro a recepção me deparo com o luxo que a empresa tem, as paredes são cinzas, e os móveis são pretos, cinzas e brancos.
— Boa tarde! Eu sou Samantha Puckett e vim da parte de Carlotta Shay para a entrevista marcada com Fredward Benson! — Falei para recepcionista que era uma morena super elegante, muito bonita.
— Um momento, por favor! — Pediu ela.
Ela digitou algo no conputador depressa e depois olhou para mim.
— A senhorita está sendo aguardada, assine aqui, por favor! — Ela me entregou tipo de prancheta com capa preta, eu assinei e em seguida recebi um crachá com o nome "visitante".
— Último andar, 5° sala no 3° corredor a direita! — Me informou.
— Obrigada! — Agradeci e outra funcionária morena me conduziu até o elevador.
Reparei que todos os funcionários ali eram elegantes e bonitos. Todas as funcionárias era jovens e morenas. Será que o tal senhor Benson é um velho que tem "queda" por belas morenas?
Peguei o elevador e por fim cheguei no último andar. Segui a informação da localizão da sala que a recepcionista me deu, Evelyn é o seu nome, li no crachá.
Bati na posta e fiquei esperando, ansiosa.
— Pode entrar, por favor! — Disse uma voz grossa e rouca.
Girei a maçaneta e abri a porta, assim que coloquei os pés no lado de dentro, acabei tropeçando e caindo de quatro no chão.
"Droga!!! Eu sou tão desastrada!"
Logo ouvi passos apressados se aproximando, meu olhar está baixo por eu estar muito envergonhada para poder erguer o olhar.
Senti mãos segurando minha cintura e me ajudando a levantar. Meu Deus que vergonha.
— A senhorita, está bem? — Perguntou a mesma voz rouca.
Tomo coragem e olho para o dono dessa voz, e me deparo com um homem de pele branca, cabelos castanhos escuros e olhos cor de chocolate. Oh! Ele é tão lindo! Pensei que o senhor Benson era um velho beirando aos 50 anos, mas me enganei.
— Sim, estou! — Respondo sentindo minhas bochechas esquentarem ainda mais.
— Gostaria de se sentar, senhorita Shay? — Perguntou gentil puxando a cadeira de frente para a sua mesa.
— A senhorita Shay está indisposta por isso me mandou no lugar dela, meu nome é Samantha Puckett! — Me apresentei indo me sentar.
Ele ocupou o lugar dele de frente para mim e me olhou, me analisando.
— Prazer senhorita Puckett, sou Fredward Benson, o CEO desta Empresa! — Disse com a voz firme, seu olhar era penetrante e por algus instantes me senti intimidada.
Ele ergueu a mão esquerda, pelo visto é canhoto.
— Prazer, senhor Benson! — Falei apertando sua mão e senti algo estranho, semelhante a uma corrente elétrica passando por meus dedos.
— Bom, como eu disse, eu vim por parte da senhorita Shay, irei entrevistá-lo no lugar dela. O senhor se importa se eu gravar suas respostas? — Perguntei.
— Não, fique à vontade, pode fazer o seu trabalho! — Respondeu calmo.
Peguei a agenda e o gravador da minha bolsa, e coloquei o mesmo em cima da mesa, com as mãos trêmulas e com muito custo consegui configurá-lo para gravar a entrevista. Estou tão nervosa, culpa desse homem que não tira esse olhar penetrante de cima de mim.
Abro a agenda e começo a ler a primeira pergunta...
— Aos 27 anos o senhor já é dono de uma Empresa muito bem-sucedida. Como o senhor está conseguindo mantêr seu império Tecnológico com bastante sucesso? — Faço a primeira pergunta.
— Com muito empenho e dedicação, acredito que para poder alcançar o sucesso desejado é preciso saber conduzir e dominá-lo. Trabalho muito nesta empresa, por isso hoje em dia sou um empresário sábio e muito bem-sucedido em tudo que eu faço! — Respondeu com seriedadade, seus olhos focados nos meus. Isso está me deixando incomodada.
— Bem, o senhor acha que é um empresário poderoso no rumo de Tecnologia? — Leio a segunda pergunta.
— Sim, sou competente, meus projetos são excepcionais. Empreguei mais de 20 mil pessoas, os produtos da minha empresa são os mais vendidos do país, e de certa forma sou um empresário poderoso! — Respondeu. Nossa! Quanta modestia?
— O senhor parece ser um homem que gosta de tudo sob o seu controle, isso é verdade? — Perguntei lendo a próxima pergunta.
— Com certeza, eu mando e desmando. Sou bastante controlador, controlo tudo que eu tenho, o controle faz parte da minha vida! — Respondeu com um certo brilho no olhar.
Enguli um seco, caramba ele é um maníaco por controle, um belo maníaco por controle afinal.
Fiz as outras perguntas e por fim cheguei na penúltima.
— O que o senhor faz para relaxar? Tem algum hobby?
— Sou um bilionário, tenho hobbys caros. Meus prediletos são jogar Golfe, velejar e voar! — Respondeu com um pequeno e discreto sorriso torto. Que metido!
Me endireito na cadeira, me sinto desconfortável e finalmente vou para a última pergunta.
— Senhor Benson, você é homossexual?
A Carly só pode ter enlouquecido. Que tipo de pergunta é essa?
— Claro que não, senhorita Puckett! — Disse sério com a voz ainda mais grave, parecia indignado, com toda a razão é claro.
— Desculpe, essa faz parte da da lista de perguntas. Minha amiga, a senhorita Shay quem fez a lista! — Expliquei rapidamente.
— Hum... Já acabou? — Perguntou ainda me encarando.
— Sim! — Respondi me inclinando sobre a mesa, desliguei e peguei o gravador o guardando junto com a agenda na minha bolsa.
— Agora me fale sobre você, snhorita Puckett, Samantha, certo? — Perguntou com certa curiosidade e eu assenti um pouco desconcertada. Agora o "jogo" de perguntas foi virado.
— Onde você mora? — Perguntou calmo.
— Em Vancouver, divido o apartamento com a minha amiga, a senhorita Shay!
— Quantos anos você tem? — Indagou e seu olhar penetrante não desviava nem sequer por um segundo. Isso é tão desconfortável e intimidador.
— Vinte e um, senhor Benson! — Respondi.
— Tem planos para depois de se formar?
— Ainda não tenho planos, só preciso passar nas provas finais e depois verei isso! — Respondi. Por quê todo esse interesse vindo da parte dele sobre mim?
— Estou precisando de estagiários aqui, por acaso se interessa? — Indagou.
— Não. Com certeza eu nunca me encaixaria aqui na sua empresa! — Falei sem pensar. Droga!!!
— Por quê diz isso, senhorita Puckett? — Perguntou um pouco confuso.
— Olhe para mim, eu não tem o perfil de funcionária daqui! — Falei me levantando e ajeitando minha bolsa no meu ombro direito.
— Não vejo nenhum problema em você, Samantha! — Disse pela primeira vez chamando meu nome, sua voz soou tão sensual.
— Muito obrigada por ter concedido essa entrevista, eu preciso ir, foi um prazer em conhecê-lo! — Falei sendo educada e ele se levantou e caminhou até a mim.
— Igualmente, senhorita Puckett! — Ele estendeu a mão e eu apertei, e ele beijou minha mão me causando arrepios.
Um sorriso sexy brotou em seus lábios finos e rosados, muito convidativos.
— Adeus! — Me despedi caminhando até a porta, mas ele foi mais rápido e a abriu para mim.
— Só estou garantindo sua passagem segura pela porta! — Comentou com certo divertimento.
— Quanta gentileza, obrigada! — Agradeci secamente.
Caramba, por quê eu tinha que tropeçar e cair daquela forma tão constrangedora?
— Adeus, senhor Benson! — Me despedi novamente.
— Nunca diga adeus, o certo seria até logo, até a próxima, senhorita Puckett! — Falou me corrigindo e eu fui embora o ignorando.
Ah! Quem ele pensa que é? Nossa! Que homem metido. Maldito maníaco por controle! Penso pegando o elevador...
E finalmente saio dali, e me vejo longe daquela Empresa sofisticada e asséptica, longe daquele dono de olhos cor de chocolate, penetrantes e intimidadores.
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