50 Tons de Desejo
2 Inesperado
Notas iniciais
Horas depois...
P.O.V Da Sam
Finalmente cheguei no meu lar doce lar, peguei a cópia da chave do apartamento Duplex do qual divido com minha melhor amiga Carly e abri a porta rapidamente. Assim que entrei, me deparei com Carly sentada no sofá enrolada em seu cobertor rosa enquanto tomava sopa.
— Sam, até que enfim você chegou! — Falou abrindo um leve sorriso e colocou a tigela que segurava em cima da mesinha de centro.
Fechei a porta e tirei a bolsa do ombro enquanto caminhava até o sofá e sentei no mesmo ao lado da morena.
— Como foi a entrevista? Você gravou tudo? — Perguntou me olhando, seu semblante carregado de curiosidade e ansiedade.
Suspirei fundo reformulando respostas curtas e exatas para lhe dar, a Carly é bastante curiosa e persuasiva, é capaz de arrancar qualquer informação quando bem quiser. Abri minha bolsa e tirei o gravador entregando a ela.
— Tudo que você precisa está gravado. Só o que estragou a entrevista foi a pergunta questionando a sexualidade do senhor Benson. Você enlouqueceu, Carls? Por quê quis saber se ele era gay? — Perguntei encarando-a.
Ela sorriu sem graça, pegou a tigela de cima da mesinha de centro e a colocou em cima da almofada em seu colo.
— Ah! Sam, era só para matar a curiosidade que gira em torno de sua sexualidade. Ele nunca sai nas manchetes ou na mídia acompanhado, sabe? As pessoas pensam que ele é gay! — Falou séria e em seguida pegou a colher e tomou um pouco de sopa.
Balanço a cabeça em discordância, observo seu rosto pálido e seu natiz ainda está vermelho por causa do resfriado, ela está usando pijama e pantufas, e seu cabelo negro está preso num coque frouxo.
Mesmo assim, ela continua bonita e se encaixa no quesito de funcionária da empresa do senhor Benson, ela seria uma das belas morenas que trabalham naquela empresa sofisticada.
— Sua pergunta foi muito inconvêniente, ele não gostou nadinha! — Comento e ela ri.
— Mudando de assunto... O que achou do senhor Benson? Ele é lindo, não é? — Perguntou me cutucando com o ombro.
A imagem de um belo par de olhos chocolate se apossa da minha mente, são os olhos dele, sinto algo estranho só de lembrar daqueles olhos, fecho os olhos e balanço a cabeça afastando esse pensamento.
— O que eu achei dele? Hum... Ele é um pouco arrogante, bastante sério, formal e seguro de si! — Respondi simplesmente. Tudo que falei era verdade.
— Interessante. Ele deve ser mais bonito pessoalmente, você concorda? — Perguntou me encarando.
— Eu não sei, nem reparei nele, só fiz o que você me pediu. Só o entrevistei e pronto! — Falei me levantando do sofá.
Se eu falasse que tinha o achado bonito, ela iria ficar me enchendo o saco.
— Okay! Muito obrigada amiga, eu não sei o que eu seria sem você! — Disse ela sorrindo sincera.
— Não precisa me agradecer, sei que faria o mesmo por mim! — Falei retribuindo o sorriso e saí da sala subindo para o meu quarto.
[...]
Tomei banho e me arrumei, se eu me apressasse ainda conseguiria chegar a tempo de pegar meu meio turno de expediente na loja de doces onde eu trabalho.
Assim que desci, encontrei a Carly no mesmo lugar com seu Notebook no colo, ela estava concentrada no que fazia, pois seus olhos estavam vidrados na tela do seu PC enquanto ela digitava sem parar, com certeza trabalhando na matéria da entrevista, ela é a editora do jornal da Faculdade.
— Carly, já estou indo para o trabalho! — Avisei parando ao lado do sofá.
— Pensei que não iria. Hum... Você fez um ótimo trabalho, a entrevista ficou ótima, a voz dele é sexy pra caramba! — Falou enquanto ainda digitava, o gravador estava ao lado dela.
— Tchau Carly, nos vemos mais tarde! — Me despedi saindo do nosso apartamento.
[...]
Cheguei no trabalho, logo tentei manter minha cabeça ocupada com alguma coisa que não fosse aquele rosto bonito, e aqueles olhos escuros penetrantes. Por quê estou pensando nesse homem tão metido e controlador? Isso nunca aconteceu antes, eu nunca fiquei encantada ou mexida desse jeito com ninguém. Mas ele não é qualquer um, ele é um empresário bilionário e maníaco por controle.
— Sam, querida, está tudo bem? — Perguntou minha patroa, a senhora Jhonson chamando minha atenção.
— Ah! Oi. Estou sim! — Respondi depressa.
— Você está tão distraída, ainda faltam muitas caixas de Bombas de Chocolate para serem desempacotadas e guardadas nas prateleiras! — Avisou.
— Oh! Sim... Me desculpe, já estou indo fazer isso! — Falei sem jeito me encaminhando para buscar as caixas de Bombas de Chocolate.
Trabalho na Sweet's & Titbit's há mais de 2 anos, é uma Loja de doces, aonde vende variadas guloseimas, balas, pirulitos, bombons e alcaçuz. Enfim, é um paraíso. Meu trabalho não é tão pesado e cansativo, fico mais tempo sendo a atendente, mas hoje estamos repondo o estoque de mercadorias nas prateleiras...
Meu horário de expediente acabou, e eu cheguei em casa cansada por ter passado horas limpando prateleiras, desempacotando e guardando mercadorias.
— Não precisa preparar o jantar. Podemos pedir algo para comer, que tal comida mexicana? Ou podemos pedir comida italiana se você preferir! — Falou entrando na cozinha.
— Não Carly, você está doente e precisa comer coisas mais leves, eu vou preparar uma canja para nós duas, ok? — Falei abrindo o armário procurando uma panela média.
— Okay! Eu acabei de transcrever toda a entrevista, realmente a minha matéria sobre o poderoso Fredward Benson ficou muito boa. Eu só queria colocar umas três fotos dele para finalizar a matéria, isso seria bem legal, sabe? — Comentou sorrindo e eu assenti, evitando falar sobre o Benson.
Preparei a canja, jantamos e fomos dormir cedo, pois na manhã seguinte tínhamos Faculdade, as provas finais estavam se aproximando e teríamos que nos dedicar mais do que já fazemos.
[...]
5 dias depois...
Quando saí da Faculdade, logo cheguei em casa, tomei banho e agora estou me arrumando para ir trabalhar. Vesti uma regata branca, jaqueta preta e uma calça jeans de lavagem azul claro. Deixei meu cabelo solto e agora estou amarrando os cadarços dos meus All-Stars, não uso maquiagem, portanto, já acabei de me arrumar...
Me despedi da Carly e fui para o trabalho indo no meu carro, ganhei meu Fusca do meu pai no meu aniversário de 16 anos. Meu Fusca azul é o meu chodó, já até dei nome a ele, seu nome é Will.
Minha família sempre foi humilde, nunca tivemos luxo, o apartamento Duplex é mais da Carly do que meu, ela é de uma família de Classe média com boas condições e a Carly paga 80% do nosso aluguel, pois tem mais condições que eu.
O salário que eu ganho trabalhando na Sweet's & Titbit's é mímimo, porém o suficiente para sobreviver. Todo mês a Carly ganha uma boa mesada do pai dela, ela tem um irmão mais velho, e eu sou filha única, e meus pais são divorciados.
Cheguei na loja e estacionei meu Fusca, entrei cumprimentando meus colegas de trabalho, ao total são 4 funcionários, eu, Rick, Brianna e Marcus.
Rick não veio hoje pois está doente, e Marcus e Brianna irão largar seus expedientes mais cedo, e eu ficarei sozinha tomando conta da loja porque meus patrões tiveram que viajar para encomendar e comprar mercadorias em Seattle.
[...]
Marcus e Brianna já foram embora, já faz mais de 40 minutos que estou sozinha na loja. Hoje o movimento está fraco, eu só atendi 6 adolescentes.
Peguei um pacote de Cheetos Crunchy na minha mochila e comecei a comer enquanto digitava um trabalho sobre Literatura no meu Laptop...
Minutos depois, a sineta que fica na porta tocou avisando que um freguês havia chegado, não olhei pois estava ocupada demais digitando o meu trabalho, o pacote de Cheetos já estava acabando, eu amo esses salgadinhos.
— Boa tarde! — Uma voz grossa e um pouco rouca soou perto de mim, me chamando a atenção.
Quando levantei a cabeça para olhar o dono daquela voz, meu coração quase saiu pela boca, enguli um seco, era ele.
Fredward Benson estava parado do outro lado do balcão de atendimento. Suas mãos estavam apoiadas no balcão e sua postura estava relaxada e descontraída, sem aquelas roupas chiques e sociais ele parece ser mais jovem e descolado. Seu cabelo ainda continua perfeitamente arrumado num topete, e agora ele está usando camisa, jaqueta e calça jeans.
— Boa tarde! — Falo com um pingo de voz que me restou depois do susto que levei.
Seus olhos me analisam, por fim ele abre um pequeno e discreto sorriso.
— Que surpresa em vê-la, senhorita Puckett! — Diz com tranquilidade.
Sorrio sem graça. Que diabos ele está fazendo aqui em Vancouver, justamente na loja de doces onde trabalho? Ele não me parece ser amante de doces.
— Em que posso servir, senhor Benson? — Pergunto recuperando minha pose e postura profissional de funcionária da Sweet's & Titbit's.
— Eu estou à trabalho aqui em Vancouver. Faz tempo que eu não como doces... Estava passando por essa loja, me deu vontade de entrar e aqui estou eu! — Explicou em um tom divertido.
Por quê ele está me dando explicações? Eu só quis perguntar o que ele queria exatamente.
— Hum... Pode ficar e escolher à vontade, se precisar de qualquer coisa me chame! — Falei séria, peguei uma cestinha e entreguei a ele.
— Obrigado! — Agradeceu. — Eu estou precisando de você! — Avisou firme, seus olhos fitaram os meus com tamanha intensidade que fizeram até o meu coração disparar. — Eu estou precisando de você para me informar onde fica o que eu estou procurando! — Se explicou, agora com a voz um pouco suave.
— Oh! Sim, certo... — Falei um pouco desconcertada, eu estava nervosa e eu não sei o porquê de estar assim.
Saí do balcão e fui caminhando ao lado do senhor Benson, seu perfume era predominante, devia ter essência amadeirada. É um cheiro bom e gostoso de sentir.
— Faz tanto tempo que trabalha aqui? — Perguntou quebrando o silêncio que havia se instalado entre nós.
— Há mais de 2 anos! — Respondi.
Ele parou perto de uma das prateleiras onde ficam os Skittles sabor morango e pegou dois pacotes, colocando na cestinha.
— Aqui vende balas Jelly Belly? — Perguntou me olhando.
Oh! Esses olhos castanhos cor de chocolate, são tão lindos, expressivos e penetrantes. Como pode uma coisa dessas?
— Sim. Por aqui, senhor Benson! — Murmurei o conduzindo para o outro corredor.
Quando chegamos na prateleira onde ficavam as balas coloridas e gelatinosas, ele pegou 3 pacotes de Jelly Belly.
— Qual é o seu doce preferido, senhorita Puckett? — Perguntou me mostrando mais uma vez uma certa curiosidade ao meu respeito.
— Gosto de vários, mais os meus preferidos são Bolos Gordos! — Respondi sorrindo.
— Hum... Eu nunca provei, devem ser deliciosos! — Comentou dando um pequeno sorriso de lado.
— E são! — Afirmei.
— Onde ficam os Halters Coffee Chocolate? — Perguntou.
— Por aqui! — Falei indo na frente e ele foi me seguindo...
[...]
O senhor Benson acabou de escolher e pegar tudo o que ele queria, e agora estou somando a conta de sua compra.
— 65,00 dólares! — Informei terminando de somar e ensacolei os doces.
Ele pegou a carteira, onde pegou uma nota de 100 e me entregou. Dei o seu troco e entreguei a sacola com sua compra.
— Muito obrigada! — Agradeci sorrindo.
— Disponha, senhorita Puckett, eu que agradeço por sua adorável companhia e gentileza! — Disse retribuindo o sorriso.
— Meu nome é Samantha, mas por favor, me chame apenas de Sam! — Pedi com calma.
— Tudo bem... A senhorita Shay já escreveu a matéria com a minha entrevista? — Perguntou sério.
— Sim. Daqui há 3 dias ela irá colocar no jornal da Faculdade... Mas ela está precisando de uma foto sua! — Avisei um pouco nervosa. Caramba!
Por quê ele me deixa assim? Maldita beleza que esse homem possui e esse olhar intimidador, isso deveria ser pecado. Como pode ser tão lindo?
— Ainda vou estar em Vancouver até amanhã. Voltarei para Seattle às 14:00 da tarde, se quiserem fazer um ensaio fotográfico comigo, é só marcar, aqui está o número do meu celular! — Avisou abrindo a carteira novamente e em seguida me entregou um cartão preto.
— Obrigada, senhor Benson minha amiga ficará muito feliz em conseguir as fotos para a matéria dela! — Agradeci sorrindo.
— Disponha, até logo Sam! — Disse se despedindo. E sua voz ao pronunciar meu apelido soou tão rouca e sensual.
E ele foi embora, a sineta tocou indicando sua saída da loja. Fiquei novamente sozinha na loja, olhando para a porta-dupla de vidro segurando o cartão com o número dele. Oh! Isso tudo foi tão inesperado.
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