50 Tons de Desejo
6 Derrotada pelo desespero
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Eu não estava conseguindo acreditar nas palavras que estavam saindo de sua boca. Quem ele pensa que eu sou para me fazer uma proposta dessas?
— Senhor Benson, eu jamais aceitaria uma proposta indecente como esta. É um absurdo, não tem vergonha, não? Como ousa propôr isso para mim? Eu sou uma moça de respeito e não uma qualquer! — Falei ofendida o olhando magoada.
— Minha intenção não era ofendê-la, Samantha. Pense bem, nós dois sairemos ganhando, eu te dou todo o dinheiro que você quiser e em troca você me entrega seu corpo! — Explicou ele com calma como se sua proposta fosse normal e irrecusável.
— Por quê quer tanto meu corpo? Ele não é nenhum tipo de brinquedo ou objeto de satisfação. Eu não sou uma garota de programa. Me deixa em paz! — Quase gritei o empurrando.
Quando tentei ir embora dali, ele me deteu segurando meu braço direito e eu o olhei assustada.
— Por favor, fique e vamos conversar. Assim podemos exclarecer as coisas e entrar num acordo! — Pediu me encarando.
Balancei a cabeça recusando, eu não estava chorando, eu só estava indignada e com raiva.
— Qual é o seu problema? — Perguntei puxando meu braço com força me soltando de seu aperto.
— Nenhum, Samantha. Agora sente-se, por favor! — Pediu me conduzindo para o sofá e me fez sentar ali novamente.
— Por quê? Por quê está fazendo isso comigo? — Perguntei baixinho.
— Calma, deixe-me explicar... Eu tenho gostos singulares, fetiches que envolvem domínio e total submissão. Gosto de ter controle e dominar tudo que há em minha volta. E eu adoraria dominar você, possuí-la do meu jeito, marcar seu corpo e transformá-la em minha submissa. — Explicou sentando ao meu lado e eu abaixei meu rosto, não queria ter que encará-lo.
— Por quê não escolhe uma prostituta para tratá-la como sua cadelinha domesticada? — Perguntei proferindo palavras que jamais pensei usá-las numa frase tão suja, porém, perfeita para usá-la contra minha defesa.
— Porque eu quero você. Será que não consegue entender isso? — Perguntou visívelmente irritado.
— Por quê justo eu? — Retruquei levantando o rosto e o olhei com raiva.
— Porque seria prazeroso dominá-la! — Respondeu sorrindo malicioso.
— Sinto muito, eu não quero o seu dinheiro e nem me entregar para você desse jeito! — Falei me levantando do sofá rapidamente.
— Apenas um noite... Deite-se comigo e lhe pagarei 50 mil dólares, e juro que nunca mais irei te importunar! — Disse se levantando e me seguindo até a porta.
— NUNCA FARIA AMOR POR DINHEIRO COM UM HOMEM QUE NEM CONHEÇO! — Gritei me virando e o fuzilando com raiva.
— Eu não faço amor, Samantha. Eu só fodo! — Me corrigiu com um pequeno sorriso de lado.
— Você é um nojento, imoral e descarado! — Exclamei apontando o dedo para ele.
Abri a porta do apartamento dele e saí dali com passos rápidos.
— SE MUDAR DE IDEIA ME LIGA! — Gritou e o ignorei saindo correndo dali o mais rápido possível.
[...]
Caramba, estou em Seattle, como vou voltar para Vancouver? Ele havia me sequestrado e agora? Eu não tenho dinheiro para voltar para Vancouver.
Maldito! Eu devia ter pulado do carro, mas não o fiz, agora vou ficar vagando aqui nessa cidade sem rumo? Nasci aqui, fui criada aqui, mas o meu lar é em outro lugar. Para onde vou agora?
Olho para o relógio e ainda são 16:45 da tarde. As horas passaram rápido quando eu estava com ele.
Maluco controlador, por sua culpa eu estou vagando pelas ruas de Seattle sem ter para onde ir.
Meu celular começou a tocar e parei perto de uma lanchonete, tirei o aparelho da bolsa e atendi sem verificar o visor.
— Alô! — Falei indo para a fachada da lanchonete.
— Senhorita Puckett? Oh, graças à Deus eu consegui falar com a senhorita! — Disse uma voz chorosa do outro lado da linha.
— Sim, sou eu mesma. Perdão, quem está falando? — Perguntei confusa.
— Sou eu, Christine Davis, a senhorita me contratou para cuidar de sua mãe, lembra? — Perguntou rapidamente com a voz embargada.
— Sim, sim... Oh! Meu Deus! O que aconteceu com minha mãe? — Perguntei desesperada imaginando o pior.
— Ela foi novamente internada às pressas, o estado dela piorou... Eu juro que tentei ligar para a senhorita, mas só caia na caixa-postal. Infelizmente a sua mãe está muito mal, o dinheiro que a senhorita me deu para os medicamentos acabaram! — Informou Christine desesperada.
Não! Minha mãe não... Pensei começando a chorar. — Obrigada por avisar, Christine... Irei dar um jeito, aonde ela foi internada? — Perguntei me sentando numa das cadeiras postas na fachada da lanchonete.
— No mesmo hospital da última vez que ela passou mal, lembra? — Disse um pouco mais calma.
— Sim. Me mantenha informada se acontecer qualquer coisa, entendeu? Eu vou arrumar o dinheiro para comprar todos os medicamentos e para pagar o melhor tratamento para ela... Agora preciso desligar, tchau! — Encerrei a ligação e continuei chorando.
Meu Deus, o que vou fazer agora? Roubar um banco? Não, isso está fora de cogitação. Esperar por um milagre? Até lá minha mãe pode estar morta.
— AAAAAAAAAAAAAAH! — Gritei fechando os olhos e puxando meus cabelos. Estava surtando de tanta angústia e desespero. Me levantei da cadeira, e saí dali quase correndo.
O tempo havia fechado. Começou a chuver, andei e andei sem rumo sentindo a chuva grossa e fria ensopar meu corpo, não me importava com o frio e nem se iria pegar um belo resfriado. Estava bem claro, sem o tratamento minha mãe morreria.
Oh! Ela já estão tão debilitada. Cai de joelhos numa calçada qualquer, desamparada, rendida e derrotada. Por quê? Isso é tão injusto!
[...]
Assim que a porta abriu, eu quase cai para dentro do apartamento, eu estava fraca e mal conseguia me manter em pé... — O que houve, senhorita Puckett? — Perguntou preocupado, seus olhos chocolates me analisando cuidadosamente.
— EU ACEITO! EU ACEITO! EU ACEITO! — Gritei em prantos praticamente caindo em cima dele que me amparou prontamente e a última coisa que ouvi foi ele chamando meu nome.
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