50 Tons de Desejo

7 Acordo quase selado


Notas iniciais
Espero que gostem! Boa leitura!

P.O.V Do Freddie

A Samantha acabou desmaiando em meus braços, ergui seu corpo encharcado e a carreguei levando-a para o meu quarto. A coloquei em cima da cama, e tirei seus tênis molhados junto com as meias.

Se ela ficasse assim toda ensopada poderia adoecer e eu me preocupo com o bem-estar dos outros. Com cuidado, comecei a despi-la deixando-a apenas de roupas íntimas. Peguei uma camisa e coloquei nela, ficou grande em seu corpo delicado, melhor que suas roupas molhadas.

Ajeitei seu corpo na cama, deitei sua cabeça no travesseiro e a embrulhei com meu cobertor, deixando-a aquecida. Suspirei, passando as mãos pelo meu cabelo e olhei para a loira desacordada em cima da minha cama.

O que poderia ter acontecido para ela ter chegado naquele estado? Chorando desesperada e por fim aceitando minha proposta. Sua expressão está calma, a boca rosada entreaberta e a respiração um pouco descompassada.

Seus traços faciais são lindos, ela parece um anjo de tão serena que estar. Toco em seu cabelo, meus dedos deslizam pelos fios dourados e molhados.

— Tão linda. Mas como é teimosa, já vi que irá dar trabalho para ser corretamente disciplinada! — Sussurro encarando-a.

[...]

P.O.V Da Sam

Acordei sentindo leves pontadas nas minhas têmporas, sentei na cama e olhei ao meu redor.

"Oh! Esse quarto não é meu!"

Penso olhando para o enorme quarto com móveis bonitos e moderno, há até uma poltrona, duas cômodas, e um abajur sobre cada uma delas, um closet e uma penteadeira média.

Jogo o cobertor que ainda me cobria para o lado, e me assusto quando percebo que estou usando apenas uma camisa branca por cima da minha lingerie.

Me levanto da cama rapidamente e acabo batendo na cômoda do lado direito da cama, o abajur cai e faz barulho.

— Droga! — Resmungo ajuntando o abajur depressa e o coloco no lugar.

Ando até as cortinas que parecem serem de seda e de cor vermelha, e as abro revelando uma grande janela de vidro, já é de noite, consigo ver alguns prédios e a lua lá fora, tão brilhante.

Ouço o barulho da porta do quarto sendo aberta e rapidamente sobressalto, e me encosto na janela.

— Já acordou Samantha, creio que está confusa e imaginando milhares de coisas, não é? — Pergunta o senhor Benson entrando no quarto segurando uma xícara, ele está usando uma camiseta preta e calça de moletom cinza.

Não respondo, estou atordoada demais para iniciar meus questionamentos. Ele está sério e caminha tranquilo até a mim, parando na minha frente e estendendo a xícara marrom.

— Tome, vai te fazer melhor. É chá de Erva Doce! — Informa.

— Não quero! — Recuso. — Que horas são? — Pergunto desviando o olhar da xícara ainda estendida em minha direção.

— 21h:45min. Não estou pedindo para tomar, estou mandando, agora tome! — Ele ordena, respiro fundo e pego a xícara com as mãos trêmulas, me desencosto da janela e ando assoprando o chá, sento na cama. Ele não tira os olhos de mim, nem sequer por alguns segundos.

— Beba antes que esfrie completamente! — Mais uma vez ele ordena sentando na poltrona que ele colocou na minha direção.

Obedeço sem contrariar, provo o chá com um pequeno gole, está levemente adocicado, nem tão forte e nem tão fraco, está ótimo.

— Por quê acordei na sua cama? — Pergunto mesmo com medo dele confirmar minhas suspeitas.

— Você chegou desesperada em prantos e desmaiou nos meus braços, e eu a carreguei para o meu quarto! — Respondeu passívo.

Fecho olhos lembrando do motivo a qual me trouxe aqui, a doença da minha mãe. O tratamento e ele é minha única saída, minha salvação para eu poder pagar o tratamento da minha mãe.

— Você chegou gritando que aceitava minha proposta, por acaso mudou de ideia? — Indagou.

— Não! — Balancei a cabeça e tomei mais um pequeno gole de chá.

— Olha Samantha, minha proposta é séria, não é uma brincadeira e nem um joguinho indecente! — Avisou levantando da poltrona.

— Maltratar moças com Sadomasoquismo,bé o quê então? — Pergunto o olhando, sem controlar minha língua.

— Sadomasoquismo não é maltrato, é apenas uma modalidade que envolve sexo, violência e prazer! — Explicou dando voltas pelo quarto.

— Prazer? Só se for prazer para os dominadores, as submissas só sofrem! — Falei acabando de esvaziar a xícara.

— Oh! Você não sabe de nada sobre o assunto! — Diz ele sorrindo e parando de andar.

— Já sabe minha resposta. Quanto irá me pagar? — Perguntei me levantando da cama e cruzei os braços.

— Calminha aí senhorita, Puckett! Temos que conversar sobre o acordo, preciso te informar sobre algumas coisas. Iremos ler o contrato do acordo juntos e só então nos acertaremos, você decide se quer mesmo assinar e depois iremos falar sobre o pagamento, certo? — Sugeriu.

— Cadê o contrato? Sério, eu assino aceitando qualquer coisa que tiver nele, nem precisamos ler e eu aceito 8 mil dólares como pagamento! — Falei segura.

— Não funciona assim senhorita, Puckett. Seria imprudência sua assinar um contrato sem ler e eu estou te dando escolhas. E eu irei pagar muito mais do que você imagina! — Avisou.

— Tudo bem! — Concordei.

Ele caminhou até a mim e colocou uma mecha do meu cabelo para atrás da minha orelha direita.

— Aceite se quiser, pois não estou te obrigando a nada, certo? Está com fome? Vamos descer para jantar? — Convidou gentil e eu acabei aceitando.

[...]

— Espero que gostem e tenham um bom apetite! — A senhora cujo o nome é Rosalie e que trabalha no apartamento do senhor Benson, sorriu acabando de servir nosso jantar.

— Obrigado, Rose! — Agradeceu e a mulher se retirou da cozinha.

— Então, é dona Rosalie que cuida de tudo no seu apartamento? — Pergunto cortando um pedaço da lasanha que estava com um cheiro delicioso.

— Sim! — Respondeu tirando a rosca da garrafa de vinho e serviu as taças.

— Meu Deus! O que ela deve estar pensando de mim? — Pergunto preocupada.

— Nada. Pois ela é paga para trabalhar e não pensar! — Respondeu ríspido.

Olho para ele chateada, como ele consegue ser assim? Tão rude? Cadê o cara gentil e educado que me convidou para jantar?

— Coma, Samantha. Não gosto de ver comida esfriando! — Fala e empurra a taça de vinho para mim.

— Okay! — Dou a primeira garfada, mastigo e engulo o pedaço de lasanha, comendo sem vontade. Havia perdido até o apetite.

[...]

— Eu durmo na poltrona! — Falei pegando um cobertor. — Mas antes eu quero tomar banho! — Avisei colocando o cobertor em cima da poltrona.

— Nada disso, você irá dormir na cama comigo. — Falou. — Vou pegar uma toalha para você! — Disse e foi em direção ao closet.

Ele saiu de lá e me entregou uma toalha branca, tão branca que dava pena de sujá-la de alguma maneira. Entrei no banheiro, tranquei a porta e comecei a me despir. Adentrei o box e liguei o registro do chuveiro, fiz um coque no meu cabelo e comecei a tomar banho com cuidado para não molhá-lo, peguei o frasco de sabonete líquido que havia alí e comecei a ensaboar meu corpo...

[...]

Terminei meu banho e tratei de enxugar meu corpo. "E agora irei dormir apenas com essa camisa?" Eu havia lavado meu sutiã e minha calcinha, pego a camisa dele e visto, ainda bem que cobre minhas coxas.

Meu Deus! Estou apenas usando uma camisa e vou dormir na cama dele, e ao lado dele. Começo a me desesperar com meus próprios pensamentos.

Estou com medo de ser molestada enquanto durmo, e se ele tentar me agarrar? E se...

— Não seja paranóica! — Sussurro para mim mesma.

Abro a porta do banheiro e saio devagar morrendo de vergonha, ele está sentado na cama usando apenas a calça de moletom e está digitando algo no Tablet.

— Senhor Benson? — Chamo tímida.

— Já falei para me chamar de Freddie, Samantha! — Disse deixando o Tablet de lado.

— Okay! E me chame de Sam, não gosto muito de ser chamada de Samantha! — Falei caminhando devagar me aproximando da cama.

Seus olhos castanhos me analisam minuciosamente, cada gesto meu, e observam meu corpo. Tenho vontade de gritar para ele parar de me olhar desse jeito, mas não consigo falar nada.

— Está nua por debaixo dessa camisa? — Pergunta e eu paraliso perto da cômoda onde está o abajur que eu havia derrubado.

Mordo o lábio, minhas pernas estão tremendo e tenho vontade de correr para bem longe.

— Estou! — Respondo num fio de voz.

— Desculpe-me por perguntar isso, juro que não vi nada. Apenas achei que estivesse! — Fala levantando da cama.

"Oh! Ele é bom em deduzir as coisas." Penso.

— Quer uma cueca emprestada? Tenho cuecas novas e elas são bem confortáveis! — Diz indo em direção ao closet.

E ele retorna me entregando uma cueca boxer cinza, entro no banheiro para vesti-la. E quando saí do banheiro o encontrei deitado na cama do lado esquerdo, e tímidamente me deito ao lado dele, cubro meu corpo com um dos cobertores. O quarto só não estava tão escuro porque a luz do abajur na cômoda ao meu lado estava ligada.

— Dorme tranquila, eu não irei me aproveitar de você! — Falou baixinho.

— Hum... Não quer saber se sou perfeitamente saudável? Se eu tenho algum tipo de DST? — Perguntei.

— Por quê teria algum tipo de DST? Por acaso, anda dormindo com muitos homens? — Indagou virando-se de bruços, parando de frente para mim.

— Claro que não! — Falei ofendida.

— Foi o que eu imaginei! — Disse.

— Quando foi sua última relação sexual? — Perguntou.

Fiquei calada, mordi o lábio com força, melhor eu avisá-lo.

— Na verdade, eu sou virgem! — Confessei sentindo minhas bochechas esquentarem.

— Virgem? — Exclamou incrédulo sobressaltando e sentando na cama com rápidez.

— Sim. Há algum problema? — Perguntei sentando na cama apreenssíva.

— Por quê não me avisou antes? — Indagou.

— Você não perguntou! — Respondi.

— Droga! — Resmungou. — Amanhã resolvemos isso! — Avisou deitando na cama novamente.

— Como assim? — Perguntei nervosa.

— Sei que vai assinar o contrato, disso tenho certeza. Então, vou tirar sua virgindade, e problema resolvido! — Disse sério fazendo meu coração quase sair pela boca.

Fiquei calada e voltei a deitar na cama ao lado dele. Afinal, o que eu posso fazer? Não tenho escolhas, vou perder minha virgindade com esse homem que mal conheço e a partir do momento que eu assinar o contrato, serei dele, e ele terá total domínio sobre mim.

Oh! Se minha mãe soubesse o que vou fazer para tentar salvar a vida dela, com certeza ela morreria de desgosto ao saber que a única filha dela vai ser transformar numa espécie de prostituta.

Notas finais
Gostaram??? Comentem!!! Bjs