Notas iniciais
Hey, meus amores!!! Mil desculpas pela demora. Eu estava com um pouco de bloqueio criativo por isso demorei para escrever esse capítulo. Mas hoje a inspiração surgiu. Aproveitem o capítulo tão esperado. Boa leitura!!! Atenção: LEIAM AS NOTAS FINAIS!!!

P.O.V Da Sam

— Eu não sei, preciso de um tempo para pensar. — Falei evitando olhar em seus olhos.

Era difícil, muito difícil ter que encará-lo. Eu estava machucada, magoada e com raiva. Eu precisava de um tempo, apenas de um tempo para poder pensar numa resposta definitiva.

— Vou te dar uma semana de folga, você precisa se recuperar, tudo bem uma semana para você descansar e pensar com calma? — Perguntou e eu assenti concordando. — Agora vou deixar você descansar, durma, ok? — Disse antes ir para o quarto dele.

Fechei a porta, não pude evitar as lágrimas.

Meu corpo estava dolorido, eu estava tão magoada. Por quê ele não parou? Por quê não me ouviu? Ele havia me espancado para valer, me ferindo, me fazendo sangrar.

Uma parte de mim queria gritar:

'Eu não quero mais isso, desisto!'.

E outra parte de mim queria responder:

'Eu quero continuar, posso lidar com isso, sou forte.'

Mas eu precisava realmente pensar com calma, organizar meus pensamentos antes de lhe dar uma resposta.

No dia seguinte...

— Não vai ficar para tomar café? — Perguntou quando nos encontramos no corredor.

Eu estava já arrumada, usando blusa de gola alta e mangas compridas, calça jeans e tênis, pronta para ir para casa.

— Não. Eu já quero ir embora. — Respondi.

— Por quê não fica mais um dia? Alguém precisa cuidar dos cortes em suas costas. — Ele tentou me fazer mudar de ideia.

— Vou sobreviver. — Falei voltando a andar, eu precisava sair dali. Precisava ficar longe dele. Não por medo e sim porque eu precisava de um tempo longe dele.

— Não seja teimosa, Samantha, volte aqui! — Me seguiu.

Parei de andar e me virei para ele.

— Eu só quero ir embora, Fredward. Eu não preciso dos seus cuidados, eu só preciso ir para casa. — Falei, séria.

— Mas você ainda está machucada. — Disse, contrariado.

— Acha que eu não sei disso? — Fui sarcástica. — Estou sentindo na pele, você nem imagina o quanto dói. E foi você quem causou isso. — Apontei para ele.

— Eu sei. Eu sei, Samantha. E eu lamento, não era minha intenção...

— Talvez bem lá no fundo tenha sido, você estava com raiva de mim... — O interrompi. — Você sente prazer em causar dor, não é mesmo? — Ele não respondeu, lhe dei as costas e fui embora.

[...]

— O que aconteceu, Sammy? — Carls perguntou quando cheguei em casa.

— Nada. — Respondi e fui direto para o meu quarto.

— Como nada? Acha que não sei quando está mentindo? Você andou chorando? — Questionou indo atrás de mim.

— Só preciso ficar sozinha. — Abri a porta do quarto.

— Você e o Freddie brigaram? — Entramos no quarto. — Oh, meu Deus! Vocês terminaram? — Perguntou.

Me virei para ela farta de esconder aquele segredo.

— Não terminamos. Eu não namoro o Freddie. — Falei tomando coragem.

— Como não? Eu não estou entendendo. — Disse ela confusa.

— Eu precisava de dinheiro... — Decidi contar toda a verdade à ela. Carly sempre foi minha melhor amiga. — Ele me veio com uma proposta, com um contrato, eu só assinei pela minha mãe, para poder mantê-la em um bom hospital particular, os tratamentos custam muito caros... Eu só pensei nela, Carls. — Fiz uma pausa. — O que nós temos é um contrato, é sigiloso... Eu não tive escolhas, era uma oportunidade, você faria o mesmo pelo seu pai... — Escondi meu rosto, tentando controlar as lágrimas.

— Que contrato, Sam? Você está me assustando. — Choramingou.

Tirei as mãos do rosto e a encarei.

— Eu sou a submissa do Sr. Benson, Carly. — Quebrei a regra do sigilo.

— Oh, não, Sam, você não...

— Sim, Carly, sim... — As lágrimas vieram com tudo. — O nosso namoro é uma farsa. Eu não podia te contar... Submissa, escrava sexual, tanto faz o termo, ele não me obrigou, eu assinei pensando na saúde da minha mãe... Eu entreguei minha virgindade à ele. Eu me vendi, Carls... Eu topei fazer tantas coisas... E ontem eu cheguei ao meu limite. Ele ultrapassou os meus limites... — Fiquei de costas para ela e tirei a blusa mostrando minhas costas marcadas.

— Oh, Sam... — Ela começou a chorar. — Olha o que ele fez com você... — Me abraçou por trás.

— Eu sei... As coisas sairam do controle... Era para ser apenas uma punição, mas ele me machucou, me fez sangrar. — Contei.

Carly parou de me abraçar, me virou e me fez encará-la.

— Esse homem é sádico, ele feriu você. Não tem como romper com o contrato? — Acariciou meu rosto. Ela estava assustada e muito preocupada.

— Ele me deu uma semana para pensar. — Apertei minha blusa contra meu busto.

— Você sabe o que deve fazer, no fundo sabe. Não se obrigue a continuar sendo submissa dele. Pense bem antes de tomar uma decisão. — Me aconselhou.

[...]

Uma semana depois...

Segundo Carly, os cortes haviam fechado e estavam cicatrizando bem. Ela cuidou de mim, não me julgou, apenas me deu alguns conselhos. Ela iria guardar segredo, eu sabia que podia sempre contar com ela.

Tirei um peso, fiz bem em desabafar com minha melhor amiga.

Uma semana. Uma semana sem trabalhar. Sem ver ele. Sem sair de casa. Aqueles 7 dias pareceram uma eternidade.

Ryan e Rodrick me ligaram preocupados por meu sumiço. Tive que mentir, falei que estava com um baita resfriado e eles acreditaram.

Terminei de arrumar e me olhei no espelho.

Eu havia colocado uma blusa cor de lavanda sem decote, folgadinha e com o tecido sedoso, calça social preta corte reto, sapatos cor de creme com saltos medianos e um casaquinho marrom.

Prendi meu cabelo fazendo um simples rabo de cavalo. E fiz uma maquiagem bem básica, apenas base, lápis de olho e batom nude.

Organizei minha bolsa e saí do quarto. Estava pronta para voltar à ativa.

— Deveria pedir mais uma semana para ele. — Carly falou quando cheguei na sala. Ela também estava de saída, indo para o trabalho.

— Estou bem, Carls. Eu quero trabalhar, não aguento mais ficar aqui, preciso voltar ao trabalho. — Afirmei.

— Okay, faça o que achar melhor. — Saímos do apartamento e ela trancou a porta.

Caminhamos em silêncio até o elevador, descemos para o estacionamento no subsolo.

— Tenha um bom dia, amiga. — Disse destravando o Volvo prata.

— Para você também, Carls. — Destravei minha Mercedes.

Entrei no carro, dei partida e rumei para a empresa já com a minha decisão tomada.

[...]

Adentrei a recepção e sem pressa peguei o elevador, a medida que o elevador subia o nervosismo foi tomando conta de mim.

Uma semana. Uma semana sem qualquer contato com ele.

Respirei fundo assim que o elevador parou no 20° andar e as portas abriram.

Caminhei para fora do mesmo, minhas mãos já suavam e minhas pernas estavam trêmulas. Meu coração palpitava forte em meu peito.

"Oh, Deus! Por quê estou tão nervosa?"

Atravessei o longo corredor, apertando as alças da bolsa. Apenas sorri e acenei com a cabeça para quem me cumprimentava.

Parei diante da bela e escura porta, em frente à sala do Sr. Benson, bati duas vezes na madeira bonita.

— Entre, por favor. — Aquela voz rouca e sexy que me causava arrepios soou abafada.

Girei a maçaneta e abri a porta, entrei e fechei a mesma, parando em cima do tapete marrom.

— Bom dia, Sr. Benson. — Mantive meu tom profissional.

Ele estava impecável como sempre em seus trajes sociais. Terno, gravata, calça social e sapatos lustrados. Como o belo típico CEO que ele era, esbanjando beleza, seriedade e sensualidade.

— Bom dia, Srta. Puckett. — Disse também em seu tom profissional.

Tirei o Tablet da bolsa e abri a sua agenda digital.

Lá estava eu de volta ao trabalho, aquela 'conversa' ficaria para depois. Em nenhum momento tocamos naquele assunto. Nos mantemos bem ocupados, trabalhando no rítmo de sempre, sem clima ruim.

[...]

— Senti sua falta, gatinha. — Rodrick me abraçou, me apertando.

Por mensagens, marcamos de almoçarmos juntos.

— Também senti saudades, Rock. — Inalei seu cheiro.

Ele cheirava à sabonete cítrico, loção pós-barba e perfume marcante. Uma mistura deliciosa.

— Rock? — Riu do apelido que dei a ele.

— Sim. Gostou? — Caminhamos abraçados pelo corredor.

— Sim. É bonitinho. — Estalou um beijo na minha bochecha.

Seu primo passou por nós apressado.

— Ele está puto com o nosso lance, né? — Achou graça.

— Como? Ele é meu chefe, nós não...

— Eu sei o que rola entre vocês. — Me cortou.

— Sabe? — Parei de andar, logo fiquei nervosa.

— Vocês tem um caso fora da empresa, eu sei, mas fica tranquila, não vou sair por aí espalhando. — Me tranquilizou.

Pude respirar aliviada, menos mal.

— É complicado... — Falei.

— Você não me deve satisfação, não vou te julgar, loira. — Voltamos a andar.

[...]

— Ele pensa que eu também estou te pegando. E eu falei "Ela é gostosa pra caralho, acha mesmo que ia escapar de mim, priminho?" — Contou e caiu na risada chamando atenção no restaurante. Escondi meu rosto envergonhada.

— Você não fez isso... — Olhei para ele, sentindo meu rosto arder.

— Fiz sim. A cara dele foi a melhor. Ele ficou muito puto! — Cortou um pedaço de bife.

— Poxa, Rodrick... — Balancei a cabeça reprovando.

— Você é linda, legal, divertida e a gente se dá tão bem. Eu gosto de você. Por quê não? — Sorriu, malicioso.

— Porque... — Mordi o lábio, pensando. — Somos amigos, não é? — Eu não queria estragar aquilo.

— Claro que somos... — Assentiu. — O que custa admitir que gosta dele? — Perguntou, sério.

— Eu não gosto dele da forma que você está imaginando. Você não entenderia... — Falei tentando manter a calma.

— Você tem um caso com ele, então é apenas atração sexual de ambas as partes? — Abaixou o tom de voz.

— Exatamente. — Confirmei.

— Finjo que acredito... — Dizendo isso, começou a comer.

[...]

Rodrick era super gente boa, lindo, educado, carinhoso, extrovertido e engraçado. Ele também era charmoso, sexy e muito sedutor como os primos, Freddie e Josh.

Não posso negar, quando nos conhecemos no elevador, eu me senti um pouco atraída, encantada por ele que até flertou comigo.

E quando nos aproximamos, começamos a sair, eu comecei à vê-lo como o Ryan. Um amigo. Apenas como amigo e ele me lembrava um pouco o Ryan com seu jeito divertido de ser.

Claro que ele continuou tentando flertar comigo, soltando indiretas e tudo mais. Mas eu passei à levar tudo na brincadeira e algumas vezes brinquei de flertar também.

Mas nunca rolou 'aquela' química.

Também nunca pensei que ele tomaria alguma atitude...

Fui pega de surpresa quando ele me beijou no carro dele.

Me deixei levar, ele até que beijava bem, mas eu não senti aquele friozinho gostoso na barriga e nem nada do tipo.

Eu nunca havia beijado outro homem a não ser o Freddie por isso decidi experimentar.

— Isso foi interessante... — Ele disse após o beijo que nem foi longo, mas tinha sido um beijo de língua e não foi ruim.

— É, foi... — Concordei.

— Sam? — Ele pegou minha mão direita e a beijou.

— O quê? — Notei que ele estava nervoso, mas não por causa do beijo.

— Você sabe que não me dou bem com o meu primo. Desde criança brigamos e tudo mais. Ele não me suporta, eu muito menos em relação à ele, ele é tão chato e eu sou implicante... — Começou a brincar com meus dedos. — Eu logo saquei aquele dia lá no elevador que rolava algo entre vocês. Logo bolei um plano para curtir com a cara dele, provocá-lo e tudo mais. Por isso me aproximei de você só para fazer raiva nele... Mas aí aconteceu que eu me vi atraído por você, te acho uma mulher incrível, eu amo a sua companhia. — Beijou minha mão com carinho.

— Já entendi. Eu te desculpo, Rodrick. — Eu não esperava por aquilo, mas também não fiquei com raiva por ele ter me usado para implicar com o Benson.

— Você já é uma amiga e tanto. E esse beijo só comprovou que não rola química entre a gente. — Eu também concordava. — E eu ainda não me assumi, mas eu sou bi, Sam! — Eu realmente não esperava por aquilo. Não mesmo.

— Sério? — Perguntei, pasma e ele assentiu corado.

— Oh, Rodrick, pode contar comigo. Não precisa se envergonhar de sua sexualidade. — Acariciei seu rosto. — Obrigada por se abrir comigo! — O abracei.

— Eu que agradeço por não ficar brava comigo. — Disse, aliviado.

[...]

O Benson abriu a porta, aquela era a hora, havíamos combinado de conversar em seu apartamento.

Também pensei muito quando cheguei em casa após o expediente. Tomei banho, jantei e coloquei uma roupa confortável. Não mudei minha decisão, eu já tinha a minha resposta.

Me deu passagem para entrar, adentrei a sala.

— Melhor irmos para o meu escritório, o que acha? — Sugeriu.

— Não pretendo demorar. Já tenho minha decisão. — Avisei.

Ele estava com os cabelos úmidos, usando camiseta branca e calça de moletom. Estava descalço e... Por quê diabos era tão sexy? Maldito.

— Estou ouvindo, Samantha. Pode falar. — Disse me encarando.

— Por minha mãe eu vou até o fim. Eu iria até o inferno por ela. Eu não quero romper com o contrato! — Aquela era a minha decisão e vi que ele não esperava por aquilo.

— Tem certeza de que quer continuar sendo minha submissa? — Seus olhos castanhos fixaram-se firmes nos meus.

— Absoluta! — Sustentei seu olhar decidida.

— Vamos ser francos, Samantha. — Se aproximou ainda me encarando. — Você não quer romper com o contrato porque precisa do dinheiro, mas admita que gosta de se submeter a mim, que sente prazer e tesão, que se acostumou com o que fazemos sozinhos entre quatro paredes... Admita que o sexo é bom, admita que gosta de ser minha submissa, seja sincera, Samantha, apenas admita... — Me agarrou pela cintura e eu arfei.

— Eu não... Não... Por favor... Eu preciso ir... — Abaixei o olhar.

— Admita... — Me virou e eu senti sua ereção em minha bunda.

— Não tenho nada para admitir... — Minha boca ficou seca, meu coração estava disparado.

Suas mãos foram para o botão da minha calça, abrindo-o, desceu o zíper e deslizou uma das mãos jeans adentro, invadindo minha calcinha.

— Por favor... — Estremeci sentindo seus dedos me tocarem.

— Você gosta. Seu corpo não nega. — Roçou a boca em meu ouvido.

Arfei e apoiei minha cabeça em seu ombro.

— Você me deixa louco de tesão... — Esfregou meu clitóris e deslizou um dedo para dentro de mim. — Eu só pensei nisso o dia todo... — Mordiscou minha orelha e prensionou a ereção em minha bunda. — O dia todo pensando em você, porra! — Me penetrou mais um dedo.

Deixei escapar um gemido.

— Toda molhadinha do jeito que eu gosto. Macia. Apertada. Deliciosa... — Girou os dedos. — Eu quero me afundar em você... Meter bem forte... Sentir seu aperto no meu pau, é tão gostoso sentir essa buceta me lambuzando e me apertando... — Seus dedos estocavam frenéticos. — Admita, Samantha, apenas admita que gosta de foder comigo, de me satisfazer e que sente prazer também sendo minha submissa. — Beliscou meu clitóris e eu gemi alto.

— Sim... — Gemi. — Eu admito. — Minha voz saiu rouca e arrastada.

— Boa garota... — Beijou meu pescoço e deslizou a língua por ali. — Quer que eu te foda bem gostoso agora? — Perguntou com a voz dopada de desejo.

— Oh, sim, eu quero... — Apertei minhas coxas, sentindo seus dedos me estimulando.

Retirou os dedos devagar e me virou. Seus lábios foram de encontro com os meus. Ele me beijou com força, com voracidade, apertando minha bunda. Agarrei sua nuca e devolvi o beijo fazendo nossas línguas travarem uma deliciosa batalha pelo domínio.

Ficar uma semana longe dele me mostrou que eu não podia romper com o contrato, não só por conta do dinheiro... Eu também estava muito envolvida por aquele homem que mexia tanto comigo. Envolvida até demais.

Notas finais
E aí??? O que acharam da Sam revelando tudo para a Carly??? E sobre a decisão dela??? Curtiram? Odiaram? Surtaram??? Rodrick é bi, por essa ninguém esperava. Só uma leitora amiga sabia rsrsrsrs E rolou beijo, mas não rolou química. Ainda bem que ele foi sincero com a Sam. A amizade deles ainda vai render hehehe Sam vai continuar sendo submissa do Benson haha Envolvida é pouco, né??? E sim, teremos Hot no próximo capítulo. Ela admitiu que gosta... Rsrsrsrsrs Cadê meus leitores??? Só duas apareceram no capítulo anterior. E eu tenho uma novidade: Teremos 2° Temporada!!! E apareçam leitores fantasmas, eu não mordo. Certos leitores sumiram e eu fiquei desanimada. Se querem que eu termine essa temporada, podem ir dando as caras. É importante e vocês sabem disso! Bjs