50 Tons de Desejo

20 Boate - Parte 2: Pequena punição


Notas iniciais
Hey, girls. Não tenho nada para falar, então... Boa leitura!

P.O.V Da Sam

Ryan rapidamente tirou a mão da minha coxa e me olhou confuso, e um pouco assustado, me levantei e me virei para trás, olhando para o Benson que estava com um olhar sombrio, maxilar travado e as mãos fechadas em punhos. Ficamos nos encarando sem falar nada, mesmo ele estando intimidador eu me mantive firme diante dele, temê-lo não seria uma coisa boa.

— Quem é ele, Sammy? — Meu amigo perguntou engrossando a voz, ele estava bêbado e não reconheceu o senhor Benson, afinal três shots de Firewhisky foram o suficiente para embriagá-lo, Ryan é muito fraco para a bebida.

— Ah, só poderia ser o fotógrafo! — Benson falou num tom seco analisando o meu amigo.

— Sim. Ele é fotógrafo e daí? Algum problema? Ele é meu amigo e não estávamos fazendo nada demais! — Falei na defensíva.

— Não foi o que eu ví, esse cara estava passando as mãos nas suas coxas e te comendo com os olhos. — Freddie falou alto por conta da música que tocava alta e agitada.

— E o que você tem a ver com isso? — Ryan perguntou quase gritando.

— O que eu tenho a ver com isso? Sabe com quem está falando? Eu sou o namorado dela! — O Benson mentiu alterando a voz, ele estava muito irritado.

— Até parece que a Sammy iria namorar um filhinho de papai como você, se enxerga playboyzinho. A Sam merece coisa melhor! — Meu amigo aumentou o tom de voz, ele estava fora de si.

— Eu vou quebrar a cara dele! — O Benson deu um passo à frente, ameaçando o Ryan.

— Você precisa ter dois paus e passar por cima de mim para poder encostar um dedo no meu amigo! — Avisei com raiva, me coloquei entre eles, impedindo que ele batesse no Ryan.

— Você está me enfrentando, Samantha? Saia da frente agora ou vai sobrar para você. Eu não tenho dois paus, mas posso usar o único que eu tenho para te punir! — Ameaçou furioso.

Comecei a rir, talvez eu não estivesse no meu estado normal. Eu havia tomado alguns drinks, com certeza era a bebida agindo e falando por mim.

— Eu não tenho medo de você! — Falei séria.

Ele me fuzilou com aqueles olhos castanhos que estavam escuros por conta da pouca iluminação da boate e trincou o maxilar enquanto ainda me encarava, não me intimidei, soltei uma gargalhada mostrando para ele que eu não estava com medo. O Ryan estava calado, escondido atrás de mim, estendi a mão na direção do balcão e peguei meu drink, dei apenas uma golada esvaziando o copo.

— Você não pode fazer nada comigo hoje, ainda é quinta-feira e eu não sou seu brinquedinho fora do Quarto do Prazer e não estamos no seu apartamento. — Falei séria e coloquei o copo vazio em cima do balcão.

Ele continou me encarando irritado, desviou o olhar para checar o relógio de pulso e depois me olhou, um sorriso maldoso brotou em seus lábios.

— Sabe que horas são? São 23:55 e daqui à 5 minutos vai ser Sexta-feira e você já é minha submissa, e isto significa que terei total domínio sobre você e posso fazer tudo o que eu quiser, e não adianta tentar me contrariar, isto seria quebrar as regras do nosso contrato! — Disse sério.

E aquilo foi como um balde de água gelada caindo sobre a minha cabeça, me fez despertar e tomar minha consciência de volta, respirei fundo e desviei o olhar, mordi o lábio com força na medida que o nervosismo me consumia, eu estava ferrada.

— Algum problema? — Ouvi uma voz que me fez sobressaltar assustada, era a Carly e ela estava atrás do Benson junto com o mesmo rapaz que ela estava agarrando na pista de dança.

— ESSE MALUCO AÍ QUE ESTÁ QUERENDO ARRANJAR CONFUSÃO! — Ryan gritou saindo de trás de mim e ficou do meu lado.

— Quem? O Freddie? — Perguntou o rapaz que estava com a Carls.

"Ah, ele deve ser amigo do Benson." Pensei.

— Não há nenhum problema, o Ryan está bêbado e não sabe o que está falando. — Sorri nervosa.

— De onde vocês se conhecem? — Carly perguntou para o garoto de pele clara e cabelos castanhos, ele era estiloso e muito bonito.

— Ele é o meu irmão mais velho! — O rapaz respondeu e o Benson assentiu.

— Você é um Benson? — Minha amiga quase gritou animada e ele sorriu assentindo.

— Mano, quem é essa? Sua namorada? — O Benson caçula perguntou apontando para mim.

— Sim. — Freddie respondeu num tom seco, me encarando, ele estava mentindo de novo.

— Alguém me belisca? Só quero ter certeza que não estou sonhando. Obrigado senhor, meu irmão finalmente arrumou uma namorada, isto prova que ele não é gay. Mamãe e o papai já sabem? A Annabel vai surtar quando ficar sabendo. — O irmão do Freddie falou todo animado sacudindo o irmão pelos ombros.

Carly começou a rir e eu fiquei muito constrangida com aquela situação.

— Me solta, Josh e para de palhaçada. — Freddie se soltou dele fazendo uma enorme carranca e suspirou tentando se acalmar.

— Oi, cunhadinha. Você é linda, é um prazer te conhecer! — Josh sorriu simpático se aproximando, ele me abraçou tão forte que quase me sufocou.

— Joshua, não exagera! — Freddie o repreendeu e o rapaz me soltou.

— Não me chame de Joshua, me chame apenas de Josh ou quer que eu te chame de Fredward? — O Benson mais novo disse um pouco irritado.

— Foda-se. Já estamos de saída, não é Sam? Foi um prazer vê-la senhorita Shay. — Ele sorriu para a Carly que retribuiu o sorriso. — Cuidem do fotógrafo aí! — Apontou para Ryan que estava cambaleando ao meu lado. — E juízo, Josh! — Falou para o irmão e estendeu a mão esquerda para mim.

E mesmo hesitante segurei sua mão, só deu tempo de conseguir pegar minha bolsa e ele saiu me puxando, desviamos de algumas pessoas enquanto ele praticamente me arrastava para longe daquele lugar.

[...]

— Tire o cinto! — Ordenou e eu tirei o cinto de segurança, ele saiu do carro rapidamente e deu a volta para abrir a porta para mim.

— Para onde vamos? — Perguntei olhando ao nosso redor, não havia nada além de casas e só estávamos nós dois ali naquela rua pouco iluminada, ele havia estacionado o carro perto de poste.

— Não vamos para lugar algum. — Respondeu e me puxou pelo braço direito, me conduzindo para a frente do Audi. — Vamos foder aqui mesmo, em cima do capô do meu carro! — Avisou com a voz rouca e me empurrou para o capô, me deitando ali.

Arfei assustada, iríamos transar ali no capô do carro dele naquela rua deserta e mal iluminada?

— Você é louco? — Sussurrei tremendo, o vento noturno e gélido de Vancouver me arrepiou inteiramente, ele tirou a jaqueta e a camisa, e as jogou em cima do capô.

— Você ficou tão sexy nesse vestido sabia? — Sorriu malicioso se inclinando sobre mim, passou a língua sobre lábio inferior e olhou para o meu decote. — Não vou tirar o seu vestido, não há necessidade! — Falou, era um grande decote em V e ele apenas puxou para o lado deixando meu seio esquerdo exposto, eu estava sem sutiã pois o vestido era estilo costas nuas com um generoso decote, muito ousado, estremeci por culpa do frio.

Um carro passou naquela rua no exato momento que o senhor Benson abocanhou meu seio, gemi sentindo sua boca quente e o vento gelado percorrendo meu corpo. Frio e calor era uma mistura arrebatadora, me contorci sentindo ele prender meu mamilo entre os dentes e puxar me arrancando um gemido alto e rouco.

— Aaah! — Gemi novamente quando ele chupou meu seio e apertou minha cintura, ele estava entre minhas pernas e me prensando no carro. — Ai... — Ele mordeu meu mamilo e soprou fazendo minha pele sensível arrepiar, o contornou com a língua e voltou a chupá-lo.

Vergonha, medo, adrenalina e excitação estavam me consumindo naquele momento, estávamos na rua e prestes a transar no capô do carro dele correndo o risco de sermos flagrados por qualquer pessoa que passasse por alí.

[...]

— Vamos ver se está molhadinha... — Falou suspendendo meu vestido, abaixou minha calcinha, apoiei minhas mãos na lataria do carro onde eu estava deitada diante do Benson. Sua mão foi para o meio das minhas pernas enquanto a outra segurava minha cintura, seus dedos me acariciaram, ele estava me encarando. — Está do jeito que eu gosto... Tão molhadinha. — Sorriu malicioso.

— Ah. — Arfei quando ele pressionou meu clitóris e deslizou a ponta do dedo por ele.

Outro carro passou naquela rua, meu nervosismo só aumentava, ele estava me masturbando e não se importava se estávamos sendo observados por alguém que estive escondido ao nosso redor, estávamos num lugar público, qualquer pessoa poderia ver o que ele estava fazendo comigo.

— Ahhh! — Gemi baixinho quando ele me penetrou um dedo, seu corpo inclinado sobre o meu, minhas pernas abertas.

O vento gélido da noite fazia alguns fios do meu cabelo esvoaçarem, meu corpo tremer de frio e me contorcer sentindo as mãos quentes do Benson me tocando sem pudor.

Ele retirou o dedo e o chupou, continuei deitada com meu vestido suspendido, ele havia tirado minha calcinha e afastou o tecido que cobria os meus seios para os lados, abrindo meu decote e deixando meus seios expostos.

Vi ele desabotoar e abaixar a calça, um pacote de preservativo estava seguro entre seus dentes. Ele abaixou a cueca, era uma boxer preta e pegou a camisinha.

— Vire-se, se apoie no carro e se empine para mim! — Ordenou com a voz firme e completamente rouca, ofeguei, mas obedeci.

Senti um arrepio em minhas costas causado pelo vento, meus cabelos esvoaçaram e eu mordi o lábio inferior, ouvi o pacote de preservativo ser rasgado.

— Eu vou te punir, não devia ter me enfrentado lá na boate. — Disse agarrando minha cintura, ofeguei. — Abra as pernas! — Mandou e eu obedeci.

Gemi alto quando ele me penetrou com força, arfei sentindo ele todinho dentro de mim. Ele saiu e voltou a me penetrar, duro e firme.

— Aaaah! — Gemi de dor quando ele agarrou meu cabelo e o puxou com força.

— Eu só tenho um pau e vou usar ele para te punir hoje. — Avisou num tom frio. E iniciou as estocadas puxando meu cabelo enquanto me estocava com força. — Eu já te dei uma surra de vara e agora vou te surrar com meu pau! — Falou apertando minha cintura com uma das mãos, a outra estava segurando o meu cabelo.

— Oooohhh! — Gemi quando ele soltou minha cintura e apertou meu seio direito com força, estocou bem fundo, seu membro duro atingindo algum ponto dentro de mim que causava uma sensação de prazer indescritível.

Suas estocadas se tornaram violentas me fazendo gritar, era doloroso e prazeroso. Não posso negar, eu estava gostando...

[...]

Atingimos nosso limite, ele desabou sobre mim, soltou meu cabelo e afrouxou o aperto em minha cintura, nossos corpos tremiam e eu sentia o meu líquido escorrendo por minhas coxas, eu mal estava conseguindo respirar.

Ele me soltou e saiu de dentro de mim lentamente, continuei inclinada e esparramada naquele capô sentindo minha intimidade arder e latejar. O suor escorria por minhas costas e minha cabeça doía por conta dos puxões de cabelo.

Minutos depois...

— Calma, já vamos embora! — Falou passando a camisa para me limpar, limpou minhas coxas e se afastou sorrindo, satisfeito.

Ajeitei o vestido no meu corpo, desci do capô e finalmente entramos no seu carro. Sentei sentindo meu corpo doer, coloquei o cinto de segurança e ele ligou o carro.

Mantive meu olhar na janela, encarando o vidro escuro, senti minhas lágrimas rolarem, apertei minha bolsa enquanto chorava silenciosamente.

Ele foi tão bruto, nem sequer me beijou e quis nos exibir, me tratou como uma verdadeira vadia. E alguns carros ainda passaram quando ele estava se divertindo em me foder com força como punição. E o que mais doía era que eu nunca significaria nada, seria sempre seu brinquedinho sexual enquanto tivesse com ele.

Notas finais
Oh, Benson, isso foi maldade... #Chateada. Mentira, pode judiar dela eu deixo. Gostaram? Comentem! Bjs