50 Tons de Desejo
21 Constrangimentos
Notas iniciais
P.O.V Do Freddie
Sam estava quieta enquanto eu dirigia rumando para o seu apartamento, desde que entramos no carro ela não me olhou e nem quis puxar assunto. Ela sempre tenta puxar assunto seja lá qual for, até mesmo para conversarmos sobre banalidades. Eu nunca fui de falar muito, prefiro ficar na minha, mas sou um bom ouvinte e mesmo não sendo um ótimo observador, percebi que havia algo de errado com ela.
— Sam! — Chamei seu nome, ela não respondeu e muito menos me olhou. — Há algum problema? — Perguntei começando a me preocupar, ela nunca foi de ficar tão quieta, seu rosto estava virado para a janela, ela estava me ignorando.
Estacionei o carro perto de um prédio, não havia ninguém por ali, apenas nós dois dentro do meu Audi. Tirei meu cinto e me virei para a garota loira que ainda continuava me ignorando.
— Sam? — A chamei novamente.
— Quem está falando? Freddie ou o Dominador? — Perguntou rude.
— Hãn? O quê? Sou eu, Sam! — Falei confuso.
Ela se virou para mim, seus olhos estavam avermelhados e ela estava com um semblante abatido.
— Existem dois de você. Aquele homem que eu conheci naquele escritório quando fui entrevistá-lo e o homem bruto e sem sentimentos que estava me punindo há alguns minutos atrás! — Explicou me deixando um pouco chocado.
— Você está chateada! — Constatei, suspirei e desviei o olhar. — Isso explica tudo, você estava chorando. — Afirmei e não tive mais coragem de olhar para ela.
— Me leve logo para a casa! — Pediu e eu assenti.
— Minha intenção não era machucá-la. Sinto muito... — Murmurei me sentindo culpado.
Ela não falou nada, apenas ouvi seu suspiro. Por dentro eu estava me martirizando, eu nunca quis machucá-la à ponto de fazê-la chorar. Naquele momento me lembrei de Katherine, não posso cometer o mesmo erro com a Sam.
[...]
Peguei minha mala e saimos do meu carro, travei o Audi e guardei minhas chaves no bolso da minha calça. Sam estava usando a minha jaqueta, seguimos para o prédio onde ela morava caminhando em silêncio.
— Por quê está aqui em Vancouver com seu irmão? — Ela quebrou o silêncio quando entramos no elevador.
— Josh chegou de Manhattan ontem à noite e me arrastou para aquela boate. Eu não queria vir, nunca fui festeiro mas meu irmão consegue ser insuportável quando quer, ele é persuasívo e sempre consegue tudo! — Respondi com calma.
— Ah, entendi. — Murmurou, o elevador ainda estava subindo, fiquei a observando.
Ela estava com os sapatos nas mãos, usando minha jaqueta por cima daquele belo vestido, seus cabelos estavam bagunçados e sua maquiagem estava um pouco borrada. E ela continuava adorável, bela e atraente, o elevador chegou no andar desejado, as portas se abriram e saimos em silêncio.
— Só um momento! — Falou baixinho enquanto procurava as chaves dentro da pequena bolsa preta.
Ela achou e rapidamente abriu a porta, se abaixou para pegar os sapatos que estavam no chão e entramos no seu apartamento duplex. As luzes do primeiro andar estavam acesas, avistei a jaqueta do meu irmão largada no tapete junto com um par de sapatos feminino.
— Pode ir subindo, vou beber água, você quer? — Perguntou e eu assenti.
Fiquei parado perto do sofá segurando minha mala, ela rumou para a cozinha logo depois que largou os sapatos e jogou a bolsa em cima do sofá.
— O que foi? — Perguntei quando vi a Sam andando rapidamente na minha direção, assustada.
— Minha amiga e o seu irmão estão... Você sabe, lá na bancada... — Falou constrangida.
Tive vontade de rir, mas me segurei. Sam estava vermelha e muito constrangida, pegou os sapatos e bolsa rapidamente.
— AAAAH MEU DEUS! — Ouvimos o grito da amiga dela, ela estava gemendo muito alto.
— OOOH! PORRA! MORENA! — Era o meu irmão gemendo.
— Vamos subir logo, não quero que você morra de constrangimento! — Brinquei.
[...]
Fechei a porta do banheiro e fiquei observando ela a tirar o vestido timidamente, retirou a calcinha e prendeu o cabelo fazendo um coque. Eu já estava despido e iríamos tomar banho juntos, nada de malícia apenas banho e aquilo era outra exceção.
Eu estava abrindo exceções para ela como nunca havia feito com nenhuma outra submissa. Sam era diferente das minhas outras sete ex-submissas e tem algo nela que me deixa deslumbrado.
Meus pensamentos foram interrompidos quando ouvi a água do chuveiro, a Sam já estava dentro do box e eu fui me juntar à ela.
Minutos depois...
Vesti apenas uma calça de moletom azul e fechei minha mala, olhei para a Sam e ela estava vestindo uma blusa de moletom roxa. Ela desfez o coque que havia feito no cabelo e deitou na cama, ela estava me observando.
— Parece até mentira ou um sonho bem realista. Fredward Karl Benson está no meu quarto e vai dormir na minha cama comigo! — Disse e eu fitei seu sorrisinho debochado.
— Se quiser eu durmo no sofá, sem problemas! — Falei colocando a minha mala no chão.
— Faz o que você quiser! — Deu de ombros.
— O que eu quiser? O que eu quero está incluindo foder você com muita força. — Avisei.
— Eu não me importo... Já me acostumei. — Falou baixinho sem me encarar.
— Eu vou dormir com você! — Falei subindo na cama e me joguei ao seu lado. A puxei pela cintura e fiz com que ela deitasse em cima de mim, seus olhos azuis estavam arregalados.
A puxei pela nuca e a beijei, Sam ficou imóvel, mordisquei seu lábio inferior e passei a língua entre os seus lábios. Ela finalmente cedeu, suas mãos repousaram sobre o meu peito enquanto nossas línguas se acariciavam lentamente.
Parei o beijo com selinhos enquanto acariciava seu rosto, sentindo sua pele aveludada, abri os olhos e vi que os seus ainda estavam fechados, sua boca estava entreaberta e ela estava muito corada.
— Vamos dormir. — Sussurrei, ela ficou calada e deitou a cabeça em meu peito, o calor do seu corpo estava me aquecendo e eu estava gostando de tê-la ali comigo.
[...]
No dia seguinte, às 08:25 da manhã.
— Bom dia! — Ouvimos a voz do meu irmão e ele entrou na cozinha com a Carly.
— Bom dia! — A morena murmurou enquanto eles se sentavam à mesa.
— Bom dia! — Sam e eu acabamos falando juntos.
— Olha, Carls. Eles já estão com sincronia. — Josh cochichou para a Carly, ela sorriu assentindo.
Eles estavam com a maior cara de ressaca, acho que passaram a madrugada se divertindo. Sam estava preparando o café da manhã e eu estava observando o jovem casal.
— Vocês deveriam ter visto o que nós vimos ontem. — Josh falou todo animado.
— O quê? Uma Nave extraterrestre? — Perguntei brincando.
— Não. Foi algo melhor... Quando estávamos vindo pra cá, vimos um casal sem vergonha transando em cima do capô de um carro! — Meu irmão contou risonho.
Em seguida ouvimos o barulho da Sam derrubando alguma louça, ela se abaixou rapidamente para recolher o que havia derrubado, me levantei para ir falar com ela.
— Eles viram a gente! — Cochichou para mim, nervosa.
— Não se preocupe. Eles não sabem que era a gente, estava de madrugada, não viram nossos rostos! — Cochichei.
Ela voltou para fogão, colocou uma frigideira no fogo, eu estava segurando uma vasilha com a massa para panquecas. Ela estava constrangida, entreguei a vasilha para ela e voltei para a mesa.
— Como eu ia dizendo, mano, eles estavam na maior pegação lá na rua. Só vi que era uma loira e o cara estava a fodendo de quatro em cima do capô. — Josh contou e a Carly assentiu.
— Nossa! — Foi tudo que eu consegui falar.
— O mais engraçado era que o carro deles era igual ao seu Audi! — Josh falou e começou a rir.
— Você está insinuando alguma coisa? — Perguntei.
— Não... Ai, estou com dor de cabeça! — Reclamou.
— Eu também! — Carly choramingou.
[...]
— Você também cozinha, Carls? — Meu irmão perguntou para a morena. Nós já estávamos tomando o café da manhã.
— Preparar macarrão instantâneo serve? Ela perguntou.
— Serve. A gente se vira, ninguém nasce sabendo, não é? — Sorriu e beijou a bochecha dela.
— Já estão planejando casar? — Indaguei chocado.
— Casar ainda não. Primeiro vamos morar juntos! — Meu irmão respondeu sério.
Sam e eu começamos a rir no mesmo instante.
— Qual é a graça? — Carly perguntou.
— Vocês estão sendo precipitados! — Sam avisou.
— Não temos culpa se foi amor a primeira vista! — Josh deu de ombros e a Carly sorriu.
— Vocês que sabem. — Falei incrédulo.
— E você nunca vai casar? Freddie você já tem 30 anos, está ficando velho e deveria casar logo e planejar um herdeiro. — Meu irmão avisou sério.
— E você deveria criar juízo. — Retruquei. — Já tem 23 anos e se comporta como um garoto de 15. — Falei e ele fez careta.
Meu celular começou a tocar, pedi licença e me retirei indo para a sala.
[...]
P.O.V Da Sam
O Freddie saiu da cozinha para ir atender o celular, ele estava demorando. Terminei de tomar café e levei a louça para a pia, Josh e Carly ainda estavam comendo, decidi ir para o meu quarto.
— Também estou sentindo sua falta, princesa. Também te amo, você sabe... Beijos! — Era o Freddie falando todo doce ao telefone.
Paralisei chocada. Ele tem namorada? Não acredito, não,eu não posso acreditar nisso... Ele se virou e me viu parada perto do sofá, mordi o lábio com força.
— Ouviu minha conversa? — Indagou sério guardando celular.
— Foi sem querer... — Me justifiquei.
— Tirou conclusões erradas, não é? Seu semblante está te entregando, Sam.
— Eu só ouvi o final da conversa... Você estava falando com sua namorada! — Falei controlando minha raiva.
— Era a minha irmã, ela é a caçula. Annabel está estudando em Londres! — Explicou calmo.
— Ah. — Eu estava super envergonhada. — Desculpe, eu...
— Sem problemas! — Sorriu.
Minutos depois...
— Eles estão aqui. — Falei envergonhada quando o Benson suspendeu meu vestido.
— A porta está trancada e eles não vão nos ouvir! — Disse e beijou minha barriga.
Sua boca traçou uma linha reta e parou perto da minha calcinha, ele prendeu o tecido entre os dentes e a puxou para abaixo.
— Hum. — Sussurrei sentindo ele beijar minha intimidade.
Seus dedos lentamente deslizaram por ela, senti sua língua deslizar pelo meu clitóris.
— Aaahh! — Gemi baixinho quando ele me penetrou um dedo e começou a dar leves sugada em meu clitóris.
Me contorci sentindo sua boca me explorando, aquilo era muito bom. Agarrei seu cabelo quando sua língua desceu para a minha entrada...
[...]
Cheguei ao meu limite sentindo o meu corpo inteiro tremer, ele se afastou. Fechei os olhos, respirando fundo, aquilo tudo foi... Maravilhoso.
— Sua vez de me dar prazer! — Falou com a voz completamente rouca.
Ele desabotou a calça e a abaixou junto com a cueca, seu membro estava ereto e parecia assustadoramente maior.
— Você sabe o que eu quero. — Sorriu malicioso, acariciando o membro.
Eu estava de vestido e sem calcinha, ele parou em pé ao lado da cama e eu engatinhei até ele.
— Com cuidado! — Avisou quando peguei o seu membro. — Não pode morder... — Falou baixinho.
Eu estava o sentindo,tão duro e pulsante. Meus lábios se fecharam em torno daquela cabecinha rosada, senti seu gosto na ponta da língua quando ela encostou nele. Levemente salgado, não era tão ruim, segurei seu membro com as duas mãos e o empurrei para dentro da boca. Nunca caberia inteiro, mas eu estava chupando até onde podia aguentar.
Seus gemidos roucos estavam me excitando, ousei olhar para o seu rosto, seus olhos estavam negro de luxúria, ousei mais ainda e rocei levemente os dentes na sua cabecinha, soprei e a suguei com um pouco de força, ele agarrou meus cabelos gemendo cada vez mais.
Minutos depois...
— Está dolorida? — Perguntou suspendendo meu vestido.
— Não. — Respondi.
— Ótimo! — Abriu as minhas pernas, gemi quando ele me penetrou.
Apoiei minhas mãos na cama, ele estava atrás de mim em pé e eu estava na beirada da minha cama. Ele saiu e voltou a me penetrar, seu membro me invadindo centímetro por centímetro, me preenchendo por inteira, nossos gemidos estavam baixos.
Finalmente chegamos ao clímax, ele me soltou e foi ao banheiro se livrar da camisinha. Deitei na cama completamente ofegante, logo ele retornou com um sorrisinho malicioso. Subiu na cama e me puxou para um beijo, enquanto ele me beijava suas mãos apertavam minha cintura, estávamos de lado um de frente para o outro.
Senti uma de suas mãos deslizar para a minha bunda, eu ainda estava de vestido e sem calcinha, ele me apertou, sua mão estava por debaixo do meu vestido.
Me assustei quando senti sua mão entre minhas nádegas, um de seus dedos roçou na minha entrada "proibida". Me assustei e imediatamente o empurrei, saí da cama rapidamente e praticamente corri para o banheiro, tranquei a porta.
" E agora? E agora? E agora? Você topou fazer sexo anal com ele e está fugindo como uma garotinha assustada..."
Meus pensamentos estavam me atormentando, respirei fundo, meu coração estava quase saindo pela boca.
— Sam! — Me chamou batendo na porta, não respondi. — Eu não queria assustá-la, só queria saber até onde você permitiria! — Falou com calma. Tomei coragem e abri a porta.
— Eu vou permiti... Mas ainda não estou preparada! — Falei sendo sincera.
— Entendo. Não vou te pressionar, e também eu nem ando com lubrificantes! — Explicou.
— Mas você ia me penetrar com o dedo? — Perguntei envergonhada.
— Sim. — Respondeu.
Mordi o lábio inferior com força, nervosa.
— Que tal um banho para quebrar toda essa tensão? — Sugeriu e eu concordei.
Entramos no banheiro, ele trancou a porta e me agarrou pela cintura, me beijou e me prensou contra a parede.
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