50 Tons de Desejo

27 Benson preocupado: Você é especial para mim


Notas iniciais
Hey, galera!!! Desculpem a demora, ok? Fiquei tão feliz com a recomendação que ganhei que até esqueci de comentar no capítulo anterior... Kely Oliver, mais uma vez muito obrigada. Eu ainda vou preparar um capítulo especial para dedicar a você, ok? Enfim, boa leitura!

P.O.V Do Freddie

Me assustei quando a Sam desabou caindo em cima do capô, ela havia desmaiado. Retirei meu membro de dentro dela com cuidado, rapidamente me vesti e a carreguei para dentro do carro. Todo o tesão que estava sentindo sumiu dando lugar a preocupação. Deitei seu corpo seminu nos bancos traseiros e comecei a chamá-la dando leves tapinhas em seu rosto.

Eu estava extremamente preocupado, nunca havia feito uma submissa desmaiar no meio de uma transa. Ela se mexeu e foi abrindo os olhos devagar, suspirei aliviado vendo ela recobrar a consciência aos poucos.

— Eu... Eu... Estou me sentindo tonta. — Ela gemeu fazendo careta, sua voz estava fraca e um pouco embargada.

— Você me assustou. — Falei acomodando seu corpo nos bancos.

Ajeitei sua blusa abotoando-a e puxei sua saia para baixo cobrindo-a. Nós dois estávamos cheirando à sexo e suas coxas estavam molhadas com nossa líbido.

— Tudo dói. — Ela tentou se levantar e sentar, mas acabou gemendo de dor, fez careta e deitou de lado, se encolhendo.

— Aonde está doendo? — Fiz a pergunta mais idiota naquele momento.

É claro que eu sabia, havia pegado um pouco pesado. Gosto de foder e não fazer amor, às vezes sou bruto demais, mas ela não reclamou...

— Me desculpe, não foi minha intenção machucá-la ou fazê-la desmaiar. — Falei sendo sincero, me desculpando e me sentindo culpado.

— Não foi sua culpa... Estou morrendo de fome. — Ela disse pondo as mãos na barriga, choramingando.

— Você jantou? — Perguntei me afastando, saindo do carro.

Ela havia desmaiado de fraqueza, com certeza não havia jantado. Eu sempre peço para ela se alimentar bem e fazer exercícios para estar bastante disposta para me satisfazer.

— Não jantei, estava nervosa. — Confessou. — Faz horas que não me alimento. — Admitiu sem ter coragem de me olhar.

— Droga! Samantha, quantas vezes conversamos sobre isso? Você sempre deve estar em perfeita disposição para mim. Você anda desobedecendo as regras do nosso contrato, está bem claro que deve ter uma boa alimentação saudável e fazer exercícios para se mantêr em forma!

Ela revirou os olhos, sentou deixando as pernas entreabertas. Bufei frustrado, não ia mais perder tempo lhe dando um sermão, ela é muito teimosa e só iria me ignorar...

Fechei a porta do carro, irritado. Ela havia me assustado, me deixou muito preocupado. Entrei no automóvel, e sem colocar o cinto o liguei, dando partida. Abri o porta-luvas e retirei de lá uma caixinha rosa de lenços umedecidos.

— Tome! — Falei alto jogando a caixinha por cima do banco, ela precisava se limpar, não usei camisinha e acabei sujando-a. Ela toma anticoncepcionais e as chances dela engravidar são pequenas, sei que corremos riscos e eu devo tomar cuidado para não cometer mais vacilos.

[...]

Entramos no meu apartamento, tranquei a porta e joguei o molho de chaves na mesinha de centro. Sam foi para o quarto, a segui calado e entrei antes que ela fechasse a porta e ela me olhou como se estivesse me interrogando o que eu queria?

— Só preciso saber se você está bem! — Falei me aproximando com cautela.

— Estou. Agora se me der licença, eu preciso tomar banho. — Disse apontando para a porta, me mandando ir embora com um olhar sério e a voz firme.

— Ótimo. Eu também preciso de um banho... — Comecei a me despir com calma sob seu olhar atento.

Assim que me livrei da fantasia de policial e da cueca, olhei para ela. Sorri vendo suas bochechas ruborizadas, ela estava nítidamente envergonhada, olhando para a minha nudez.

— Vem? — Peguei sua mão direita, a puxei levando-a para o banheiro. — Tire a fantasia. — Pedi.

Ela mesmo envergonhada deu um passo para atrás, desabotoou a blusa branca, estava sem sutiã, uma ordem minha. Seus seios estavam avermelhados em volta dos bicos durinhos e rosados, e havia marcas de chupões em seu pescoço.

— Só vamos tomar banho, prometo. — Tentei acalmá-la.

Ela assentiu, tirou a saia e as botas. A visão de sua intimidade totalmente depilada fez meu membro pulsar, mas eu tinha que me controlar. Sam ficou parada no mesmo lugar me observando preparar o nosso banho.

— Entre. — Apontei para a banheira transbordando, a água espumosa escorria pelas bordas chegando ao chão.

Coloquei bastante sais de banho com essência de Sândalo e Rosas. Ela entrou na banheira com cuidado e gemeu baixinho sentindo a água morna acalentar seus músculos.

— Eu disse que só seria um banho... — Sorri me encaminhando para o box, iria tomar banho de chuveiro, precisava de um banho com água fria para acalmar meu "companheiro".

O vidro do box era transparente, me permitia observar a Sam relaxando na banheira, eu sabia que sua mão direita estava entre suas pernas e que ela estava se massageando de olhos fechados sem malícia...

Desliguei o chuveiro, saí do box e caminhei silenciosamente até a banheira aonde entrei. Sam abriu os olhos e me olhou assustada, sentei me acomodando na grande banheira oval.

— Eu não estava me... — Tentou se explicar, mas eu não deixei.

— Eu sei. — A interrompi, ela estava muito vermelha quase morrendo de vergonha. — Você está dolorida, é normal que esteja se massageando. — Sorri me aproximando.

Abri suas pernas com certa delicadeza, levei uma mão até a sua intimidade. Sam fechou os olhos e gemeu baixinho quando meus dedos deslizaram entre seus lábios vaginais e encontraram seu clitóris molhadinho e inchado.

Comecei a massageá-la fazendo movimentos delicados e circulares. Sem malícia, queria apenas aliviar sua dor...

[...]

— Essas calcinhas são minúsculas, desconfortáveis e me irritam. — Sam reclamava revirando o closet atrás de uma calcinha confortável para dormir.

Ri entrando no closet, ela estava usando um roupão branco. A puxei pela cintura fazendo seu corpo se chocar contra o meu.

— Se quiser, eu posso te emprestar uma das minhas boxers. — Sugeri acariciando sua cintura.

— Eu quero... — Disse olhando em meus olhos, mergulhei naquele mar azul, havia um certo brilho em seus olhos hipnotizantes.

Olhei para a sua boca levemente carnuda, desenhada e naturalmente avermelhada, tive vontade de beijá-la, mas me contive.

A soltei e ela mordeu o lábio inferior e se afastou devagar sem tirar os olhos de mim.

— Você está me provocando, senhorita Puckett? Mordendo o lábio desse jeito, isso me deixa louco de vontade de morder também. — Falei encarando-a.

— E por quê não mata essa vontade? — Me olhou desafiante, um sorrisinho malicioso brotou em seus lábios.

Caminhei até ela depressa, decidido e a agarrei puxando-a para mim, fazendo-a ficar nas pontas dos pés. Pressionei nossos lábios, e antes de aprofundar o beijo eu mordisquei seu lábio inferior, sugando-o enquanto segurava sua nuca. Voltei a mordiscá-lo lhe arrancando um gemido entrecortado, suguei seu lábio e passei minha língua entre eles. Imediatamente Sam abriu a boca me dando passagem, logo senti sua língua na minha, inclinei seu corpo e a beijei com vontade, me deliciando com o sabor do seu beijo doce e calmo enquanto sua língua acariciava a minha lentamente.

Minutos depois...

— Bem melhor. — Sorriu para mim após vestir uma boxer branca.

Ela vestiu um moletom preto e fez um coque no cabelo, depois de calçar suas pantufas roxas, me puxou para fora do quarto.

— Você está com fome? — Perguntou me soltando.

— Sim. — Respondi.

Chegamos na cozinha, me sentei num dos bancos giratórios de frente para a bancada enquanto ela foi vasculhar a geladeira. Fiquei a observando, ela gosta de cozinhar, minhas ex-submissas não sabiam nem quebrar um ovo. Mas a Sam é diferente de todas as outras, não é como aquelas mulheres que assinaram o contrato porque eram submissas assumidas e queriam se aventurar e aperfeiçoar seus "talentos" para satisfazer seus futuros dominadores.

Já saí com muitas mulheres, de todos os tipos. Morenas, loiras,ruivas, negras e com beleza oriental. Mas as minhas submissas eram escolhidas a dedo, quase todas morenas e com perfil de modelos, verdadeiras beldades e loucas por sexo. Era somente sexo e muitas sessões no Quarto do prazer, eram obedientes e sabiam lidar com a dor...

— Por quê nunca beijou nenhuma das suas ex-submissas? — Sam perguntou de repente.

— Porque eu não tinha a mínima vontade. Tudo que eu queria delas era o domínio total sobre elas e sexo, apenas isso. — Respondi vendo-a lavando algumas verduras.

— Ahh. — Ela me olhou séria por alguns segundos e depois sorriu tímida. — Nunca sentiu atração por nenhuma delas sem envolver sexo? Digo, você nunca se apaixonou? — Perguntou hesitante.

— Não, nunca. E você, já se apaixonou por alguém? — Indaguei e ela acabou derrubando um tomate dentro da pia.

— Eu... Eu... Acho que não. — Respondeu nervosa.

— Tem certeza? — Perguntei desconfiado.

— Não sei. — Murmurou rapidamente. — Me responda uma coisa Freddie, eu andei pesquisando sobre dominadores. Li vários relatos verídicos, e a maioria deles confessaram que sofreram abusos sexuais na infância, foram aliciados e influênciados por pessoas experientes, praticantes de BDSM. Certos traumas desenvolvem desejos peculiares, alguns se transfomaram em viciados em sexo, pedófilos e dominadores. Enfim, você já sofreu abuso na sua infância? — Ela perguntou temerosa.

— Não, Sam. Nunca sofri nenhum tipo de abuso... Ninguém me influenciou a fazer o que eu faço. Sou dominador porque quero, gosto de praticar. Você não entenderia, não é nenhuma doença ou vício. Eu simplesmente amo dominar! — Respondi sendo sincero.

— Me desculpe por ser inconveniente, eu só precisava saber...

— Sem problemas. Pode me perguntar o que quiser, não precisa ter vergonha e nem pedir desculpas. — Falei para ela que assentiu e voltou sua atenção para a pia.

[...]

— Fiz bolinhos de Atum com requeijão, macarrão com molho de tomate e suco de laranja. — Ela disse sorrindo enquanto me servia.

— Hum. Vou despedir Rose e te contratar para cuidar do meu apartamento e cozinhar para mim. — Brinquei puxando-a para sentar no meu colo.

— Muito engraçadinho. — Ela soltou uma risada gostosa, contagiante. — Por quê não coloca uma camisa? — Se ajeitou no meu colo, pegou um dos bolinhos e se virou para mim. — Abre a boca! — Pediu e eu obedeci.

Ela colocou o bolinho em minha boca, o mordi tomando cuidado para não morder seus dedos. Ela sorriu, e eu mastiguei lentamente apreciando o sabor daquele delicioso bolinho de Atum com requeijão.

Peguei o garfo, enrolei o macarrão com bastante molho e pedi para ela abrir a boca. Coloquei na boca dela, o molho escorreu pelos cantos de seus lábios me fazendo rir. Segurei seu rosto e aproximei o meu para passar a ponta da língua para limpá-la. Em seguida grudei nossos lábios lhe roubando um pequeno selinho, suas bochechas ficaram coradas e ela desviou o olhar tentando sair do meu colo.

— Não. — Segurei sua cintura. — Fique aqui, você encheu o meu prato e agora vai comer comigo. — Lhe entreguei um garfo.

— Mas senhor Benson, eu não...

— Shh! Me chame de Freddie, só me chame de senhor quando estivermos na empresa, entendeu? — Ela assentiu e mordeu o lábio, soltei sua cintura e peguei mais um bolinho.

1 hora depois...

— Você gosta de assistir pornografias quando está sozinho? — Indagou deitando na minha cama. — Eu vou dormir aqui. — Disse toda relaxada e esparramada.

— Não. Eu não gosto de assistir vídeos ou filmes pornôs. E quêm te deu permissão para dormir aqui no meu quarto?

— Você vai me expulsar? — Sorriu sapeca jogando um dos travesseiros em mim.

— Claro que não, mas eu não costumo dormir acompanhado e você sabe disso. — Falei.

— Sim. Eu sei, melhor eu ir para o outro quarto... — Ela já ia sair da cama, mas eu a impedi.

— Pode ficar, durma comigo, eu não estou te expulsando.

— Por quê? — Sentou na cama colocando um travesseiro no colo.

— Porque é o que você quer, certo? — Me aproximei e deitei colocando a cabeça sobre o travesseiro em cima do seu colo.

— E você não? — Seus olhos me fitaram brilhando de curiosidade.

— Cale a boca e me beije! — Ordenei.

Ela abaixou o rosto juntando nossos lábios, agarrei sua nuca puxando-a mais para mim. Seus dedos deslizaram sobre meu cabelo, enquanto a minha língua invadia sua boca ela puxou os fios com certa força me arrancando um gemido. Quando nos separamos seus lábios estavam vermelhos e inchados, ainda ofegante me afastei e deitei na cama, me acomodando e chamando-a para deitar ao meu lado.

Desfiz seu coque soltando seus cachos que caíram por suas costas, colei nossos corpos e nos cobri com um edredom.

— O que você está fazendo comigo, Sam? — Sussurrei abraçando-a pela cintura.

— Nada. — Respondeu baixinho e sonolenta.

"Ah, você está sim. Nunca me senti tão bem, você alegra o meu dia sem ao menos saber disso. Você me faz sorrir, me faz desejá-la intensamente, e não se trata só de sexo, você é especial para mim..."

Pensei enquanto velava o seu sono, ela estava ali em meus braços dormindo feito um anjo, o mais belo de todos.

— Você nem imagina, mas você é especial para mim. — Sussurrei acariciando seus cachos.

Notas finais
E aí, o que acharam? O que querem ver no próximo capítulo? Comentem! Bjs