50 Tons De Logan
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Eu sou uma pessoa legal, só que um pouco atrapalhada kkk
Espero que vocês gostem tá bom?
Quero reviews -.-
kk
Boa leitura
♥
— Bem, para falar a verdade, não tenho com o que comparar isso, — respondo-lhe.
— Queria me oferecer sua compaixão? — pergunto-lhe em tom muito doce. Acredito que tenta reprimir um sorriso, mas não estou segura.
— Não. Perguntava-me se devemos seguir com seu treinamento básico.
— Oh. — Olho para ele estupefata, contenho a respiração e estremeço. Oh... eu adoraria. Sufoco um gemido.
— Coma, Daniela. — Meu apetite se tornou incerto, novamente... mais... mais sexo... sim, por favor.
— Isto está delicioso, a propósito. — Ele sorri para mim.
Eu tento uma garfada de omelete, mas mal posso prová-lo. Treinamento básico! Quero foder a sua boca. O que faz parte do treinamento básico?
— Deixe de morder o lábio. É muito perturbador, e acontece que me dei conta de que não está vestindo nada debaixo de minha camisa, e isso me desconcentra ainda mais. — Ele rosna. Inundo a bolsa de chá no bule que Logan me trouxe. Minha cabeça está dando voltas.
— Em que tipo de treinamento básico está pensando? — pergunto-lhe, minha voz está com um volume um pouco alto, o que trai meu desejo de parecer natural, como se não me importasse muito, e o mais tranquila possível, em que pese, os hormônios estão causando estragos por todo meu corpo.
— Bem, como está dolorida, pensei que poderíamos nos dedicar às técnicas orais.
Engasgo-me com o chá e o olho para ele, com os olhos arregalados. Ele me dá tapinhas nas costas e me aproxima o suco de laranja. Não tenho nem ideia de no que está pensando.
— Isto é, se você quiser ficar, — ele acrescenta. Olho para ele tentando recuperar o equilíbrio. Sua expressão é impenetrável. É muito frustrante.
— Eu gostaria de ficar durante o dia, se não houver problema. Amanhã tenho que trabalhar.
— A que hora tem que estar no trabalho?
— Às nove.
— Levarei você ao trabalho amanhã, às nove.
Franzo o cenho. Quer que eu fique outra noite?
— Tenho que voltar para casa esta noite. Preciso trocar de roupa.
— Podemos comprar algo.
Não tenho dinheiro para comprar roupa. Levanta a mão, agarra o meu queixo e faz meus dentes soltarem meu lábio inferior. Eu não estava consciente de que me estava mordendo o lábio.
— O que acontece? — pergunta-me.
— Tenho que voltar para casa esta noite.
Ele aperta a boca em uma linha dura.
— Ok, esta noite, — ele aceita. — Agora acabe o café da manhã.
Minha cabeça e meu estômago dão voltas. Meu apetite sumiu. Contemplo a metade de meu café da manhã, que segue no prato. Já não tenho fome.
— Coma, Daniela. Ontem à noite não jantou.
— Não tenho fome, de verdade, — sussurro. Ele aperta os olhos.
— Eu gostaria muito que terminasse o seu café da manhã.
— Qual o seu problema com a comida? — Eu deixo escapar. Ele franze a testa.
— Já te disse que não suporto desperdiçar comida. Coma, diz-me bruscamente, com expressão sombria, doída.
Droga. O que é tudo isto? Pego o garfo e como devagar, tentando mastigar.
Se for ser sempre tão estranho com a comida, terei que lembrar para não encher tanto o prato.
Seu semblante se adoça a medida que vou comendo o café da manhã. Observo-o retirar seu prato. Espera a que eu termine e retira o meu também.
— Você cozinhou, eu limpo.
— Muito democrático.
— Sim. — diz-me, franzindo o cenho. — Não é meu estilo habitual. Assim que acabar, tomaremos um banho.
— Oh, ok.
Oh meu Deus... Eu preferiria uma ducha. O som de meu telefone me tira do devaneio. É Lud.
— Olá. — Afasto-me dele e me dirijo para as portas de vidro da varanda, na minha frente.
— Dani, por que não me mandou uma mensagem ontem à noite? — Ela está zangada.
— Desculpe-me. Eu fui superada pelos acontecimentos.
— Você está bem?
— Sim, perfeitamente.
— Você fez? — Ela tenta conseguir a informação. Eu rolo meus olhos com a expectativa em sua voz.
— Lud, eu não quero comentar isso por telefone. — Logan eleva os olhos para mim.
— Você fez... eu posso dizer.
Como pode estar segura? Ela está blefando, e eu não posso falar sobre isso. Eu assinei um maldito acordo.
— Lud, por favor.
— Como foi? Você está bem?
— Já te disse que estou perfeitamente bem.
— Ele foi gentil?
— Lud, por favor! — Não posso reprimir meu aborrecimento.
— Dani, não me oculte isso. Estou a quase quatro anos esperando este momento.
— Nos veremos esta noite. — E desligo.
Vou ter dificuldade com esse assunto. É muito obstinada e quer que eu conte tudo com detalhes, mas não posso contar-lhe porque assinei um... como se chama? Um contrato de confidencialidade.
Ela vai ter um ataque e com razão. Tenho que pensar em algo. Volto à cabeça e observo Logan movendo-se com desenvoltura pela cozinha.
— O acordo de confidencialidade abrange tudo? — pergunto-lhe indecisa.
— Por quê? — Ele se vira e me olha, enquanto guarda a caixa de chá. Ruborizo-me.
— Bom, tenho algumas duvidas, já sabe... sobre sexo. — Falo com ele, olhando os dedos. — E eu gostaria de conversar com Lud.
— Você pode falar comigo.
— Logan, com todo o respeito... — Fico sem voz. Eu não posso falar com você. Vou pegar o seu viés, enrolado como o inferno, com sua distorcida visão de sexo. Quero uma opinião imparcial. — É apenas sobre a mecânica. Não vou mencionar o Quarto Vermelho da Dor.
Ele levanta as sobrancelhas.
— Quarto Vermelho da Dor? Trata-se, sobretudo, de prazer, Daniela. Acredite-me. — Ele diz.— E além disso, — ele acrescenta em tom mais duro, — sua companheira de quarto está saindo com meu irmão. Preferia que você não falasse com ela.
— Sua família sabe algo sobre as suas... preferências?
— Não. Não é assunto deles. — ele aproxima-se de mim.
— O que quer saber? — pergunta-me, ele desliza os dedos gentilmente pela minha bochecha até o queixo, depois o levanta para me olhar diretamente nos olhos. Estremeço por dentro. Não posso mentir para este homem.
— No momento, nada de concreto, — sussurro.
— Bem, podemos começar perguntando como foi para você ontem à noite? — A curiosidade ardia nos seus olhos. Estava impaciente para saber. Uau.
— Bom, — eu murmuro.
— Para mim também, — ele murmura. — Eu nunca fiz sexo baunilha antes. Há muito a ser dito sobre ele. Mas, então, talvez seja porque é com você. — Desliza o polegar por meu lábio inferior. Eu inalo fortemente. Sexo baunilha?
— Venha, vamos tomar um banho. — Ele se inclina e me beija. O meu coração dá um salto e o desejo percorre o meu corpo e se concentra... na minha parte mais profunda.
A banheira é branca, profunda e ovalada, muito designer. Logan se inclina e abre a torneira da parede ladrilhada. Bota na água um óleo de banho que parece muito caro. À medida que a banheira vai enchendo forma-se uma espuma, um doce e sedutor aroma de jasmim invade o banheiro. Logan me olha com olhos impenetráveis, tira a camiseta e a joga no chão.
— Senhorita Goulart. — diz-me, estendendo a mão.
Estou ao lado da porta, com os olhos muito abertos, receosa e com as mãos ao redor do corpo. Aproximo-me admirando furtivamente seu corpo. Agarro-lhe a mão que me estende, enquanto entro na banheira, ainda com sua camisa posta. Faço o que me diz. Vou ter que me acostumar, se acabar aceitando sua escandalosa oferta... se! A água quente é tentadora.
— Vire-se e me olhe, — ordena-me em voz baixa. Faço o que me pede. Observa-me com atenção.
— Sei que esse lábio é delicioso, posso atestar isso, mas pode deixar de mordê-lo? — diz-me apertando os dentes. — Quando faz isso, tenho vontade de foder você, e está dolorida, não é?
Deixo de me morder o lábio porque fico boquiaberta, impactada.
— Isso — ele desafia. — Você entendeu. — Ele me olha. Concordo com a cabeça, freneticamente. Não tinha nem ideia de que eu pudesse lhe afetar tanto.
— Bom. — Ele aproxima-se, pega o iPod do bolso da camisa e o deixa em cima da pia.
— Água e iPods... não é uma combinação muito inteligente — ele murmura. Inclina-se, agarra a camisa branca por baixo, puxa de meu corpo e a joga no chão.
Afasta-se para me contemplar. Meu Deus, eu estou completamente nua. Fico vermelha e olho para as minhas mãos, que estão à altura da minha barriga. Desejo desesperadamente desaparecer dentro da água quente com espuma, mas sei que ele não vai querer que o faça.
— Ouça — chama-me. Eu olho para ele. Tem o rosto inclinado para um lado. — Daniela, é muito bonita, toda você. Não baixe a cabeça como se estivesse envergonhada. Não tem por que se envergonhar, eu asseguro a você que é um prazer poder lhe contemplar.
Pega o meu queixo e me levanta a cabeça para que olhe para ele. Seus olhos são doces e quentes, até ardentes. Oh meu Deus. Está muito perto de mim. Poderia estender o braço e tocá-lo.
— Você pode se sentar agora. — ele me diz, interrompendo meus pensamentos erráticos, agacho-me e me meto na agradável água quente. Oh... isso arde. Isso me pega de surpresa, mas tem um cheiro maravilhoso, porém, a ardência inicial não demora para diminuir. Deito-me de barriga para cima, fecho os olhos um instante e me relaxo na tranquilizadora calidez. Quando os abro, está me olhando fixamente.
— Por que não toma um banho comigo? — atrevo-me a lhe perguntar, embora com voz rouca.
— Eu acho que vou. Mova-se para frente, — ordena-me.
Ele tira as calças do pijama e se mete na banheira atrás de mim. A água sobe de nível quando se senta e me puxa para que me apoie em seu peito. Coloca suas longas pernas em cima das minhas, com os joelhos flexionados e os tornozelos à mesma altura dos meus, e me abre as pernas com os pés. Fico boquiaberta. Coloca o nariz entre meus cabelos e inala profundamente.
— Você cheira bem, Daniela.
Um tremor me percorre todo o corpo. Estou nua em uma banheira com Logan Mitchell.
Notas finais
Big Time Kisses
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