50 Tons De Logan
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Eu tô tão feliz...
6 comentários no capitulo anterior, 57 na fic inteira, 11 favoritos e.....
A MINHA PRIMEIRA RECOMENDAÇÃO
WOO HOO
MARI EU TE AMO
Vcs já viram o novo clipe da Britney Spears, não sou fã, mas amei a música e o clipe: Work Bitch.
Eu ganhei os 4 DVDs do BTR woo hoo e mês que vem eu vou ter os albuns do Justin Timberlake nas minhas mãos aaaahhhh
Mas enfim, já falei MUUUUUITO
BOA LEITURA AMORES!
~Dias depois~
Depois de ler e reler o contrato, conversar com Logan e de pesquisar a respeito da palavra “Submissão”, confesso que fiquei um pouco chocada com o que vi, mas para descontrair mandei um e-mail dizendo que foi agradável conhece-lo só para ver sua reação, todavia eu acho que ele não vai gostar disso nenhum pouco.
Logan Mitchell não é famoso por seu senso de humor. Embora saiba que ele o tem, porque experimentei. Talvez ele deixe para lá. Espero sua resposta. Espero... e espero. Olho para o despertador. Já se passaram dez minutos.
Para esquecer da angústia que se abre caminho em meu estômago, ponho-me a fazer o que havia dito a Lud que faria: empacotar as coisas de meu quarto. Começo colocando meus livros em uma caixa.
Por volta das nove sigo sem notícias. Talvez ele tenha saído. Eu estou amuada e petulante, ponho os fones do iPod, escuto o Snow Patrol e sento em minha mesa para reler o contrato e a anotar minhas observações e comentários.
Não sei por que levanto o olhar, possivelmente capto de relance um ligeiro movimento, não sei, mas quando a levanto, Logan está na porta de meu quarto me olhando fixamente. Leva suas calças cinza de flanela e uma camisa branca de linho, e agita brandamente a chave do carro. Arregalo os olhos e fico gelada. Porra!
— Boa noite, Daniela. — Sua voz era fria, sua expressão precavida e ilegível. A capacidade de falar me abandona. Maldita Lud, deixou-o entrar sem me avisar. Estou vagamente ciente de que ainda estou de moletom, toda suada e sem tomar banho, e ele está muito bonito, com as calças caindo bem nos quadris, e o que mais, ele está em meu quarto. — Eu senti que o seu e-mail merecia uma resposta em pessoa — explica em tom seco.
Abro a boca e volto a fechá-la, duas vezes. A piada é sobre mim. Nunca, neste ou em qualquer universo alternativo eu esperava que ele largasse tudo e viesse até aqui.
— Posso me sentar? — pergunta-me, agora com olhos divertidos. Obrigada, Meu Deus... Talvez a brincadeira lhe pareceu engraçada.
Eu concordo. Minha capacidade de falar permanece incerta. Logan Mitchell está sentado em minha cama.
— Perguntava-me como seria seu quarto, — Ele diz.
Olho ao meu redor, pensando em uma rota de fuga, não, aqui só tem uma porta e uma janela.
Meu quarto é funcional, mas acolhedor, poucos móveis brancos de vime e uma cama de casal branca, de ferro, com uma colcha de patchwork que minha mãe fez quando estava em sua etapa de trabalhos caseiros. É azul céu e creme.
— É muito sereno e tranquilo, — ele murmura. Não neste momento... não com você aqui. Finalmente minha medula oblonga recorda o seu propósito, eu respiro. Como...? — Ainda estou no Heathman.
Ele sorri para mim.
Isso eu já sabia.
— Quer tomar algo? — Tenho que dizer o que a educação sempre me impõe.
— Não, obrigado, Daniela. — Esboça um deslumbrante meio sorriso com a cabeça ligeiramente inclinada. Bem, eu certamente vou precisar de uma. — Então, foi agradável me conhecer?
Maldição, ofendeu-se? Olho para baixo, para os meus dedos. Como eu vou sair dessa? Se lhe disser a ele que era uma brincadeira, não acredito que goste de muito.
— Pensei que me responderia por e-mail. — digo-lhe em voz muito baixa, patética.
— Você está mordendo o lábio de propósito? — pergunta-me muito sério.
Eu pisco os olhos, abro a boca e solto o lábio.
— Não estava consciente de que estava mordendo o lábio, — eu murmuro.
Meu coração está disparado. Sinto a tensão, essa deliciosa eletricidade estática que invade o espaço. Ele está sentado muito perto de mim, com seus olhos cinza impenetráveis, os cotovelos apoiados nos joelhos e as pernas separadas. Inclina-se, desfaz-me uma trança muito devagar e me separa o cabelo com os dedos. Fico com a respiração presa e não posso me mover. Observo hipnotizada sua mão movendo-se para a outra trança, tirando a borracha e desfazendo a trança com seus compridos e hábeis dedos.
— Vejo que você decidiu fazer um pouco de exercício — fala em voz baixa e melodiosa, me colocando o cabelo atrás da orelha. — Por que, Daniela? — Rodeia-me a orelha com os dedos e muito suavemente, ritmicamente, acaricia o lóbulo. Isso é muito sexual.
— Necessitava tempo para pensar, — eu sussurro. Ele sabe exatamente o que está fazendo.
— Pensar no que, Daniela?
— Você.
— E você decidiu que foi agradável me conhecer? Refere-te a me conhecer em sentido bíblico?
Merda. Ruborizo-me.
— Não pensava que fosse um perito na Bíblia.
— Eu ia à catequese aos domingos, Daniela. Aprendi muito.
— Não recordo ter lido nada sobre pinças para mamilos na Bíblia. Talvez lhe deram a catequese com uma tradução moderna.
Seus lábios se arqueiam desenhando um ligeiro sorriso e dirijo o olhar para sua boca.
— Bom, pensei que devia vir a lhe recordar quão agradável foi me conhecer.
Meu Deus. Eu fico olhando para ele de boca aberta, e seus dedos se movem da minha orelha para o meu queixo.
— O que lhe parece, senhorita Goulart?
Seus olhos pretos brilham para mim, há um desafio intrínseco em seu olhar. Seus lábios estão entreabertos, está esperando, alerta para atacar. O desejo, agudo, líquido e fumegante — arde no mais profundo de meu ventre. Adianto-me e me lanço para ele. De repente se move, não tenho nem ideia de como, e em um abrir e fechar de olhos estou na cama, imobilizada debaixo dele, com as mãos estendidas e sujeitas por cima da cabeça, com sua mão livre me agarrando o rosto e sua boca procurando a minha.
Ele coloca a língua em minha boca, reclama-me e me possui, e eu me deleito com sua força. Sinto-o por todo meu corpo. Deseja-me, e isso provoca estranhas e deliciosas sensações dentro de mim. Não quer a Lud, com seus minúsculos biquínis, nem a uma das quinze, nem à malvada senhora Cooper. Quer a mim. Este formoso homem me deseja.
Deixa de me beijar. Abro os olhos e o vejo me olhando fixamente.
— Confia em mim? — pergunta-me.
Eu concordo, com os olhos muito abertos, com o coração ricocheteando nas costelas e o sangue trovejando por todo meu corpo. Ele estica o braço e do bolso da calça tira sua gravata de seda cinza... a gravata cinza que deixa pequenas marcas da malha em minha pele.
Senta-se rapidamente escarranchado sobre mim e me ata as colunas, mas esta vez ata o outro extremo da gravata ao canto da cama. Puxa o nó para comprovar que está seguro. Não vou a nenhuma parte. Estou atada a minha cama, e muito excitada.
Ele se levantou e ficou em pé junto à cama, me olhando com olhos turvos de desejo.
Seu olhar é de triunfo e de alívio.
— Melhor assim, — murmura e esboça um sorriso perverso de conhecimento.
Inclina-se e começa a me desamarrar um tênis. Oh, não... não... meus pés. Acabo de correr.
— Não, — protesto e empurro para que me solte.
Detém-se.
— Se lutar, amarrarei também os pés, Daniela. Se fizer o menor ruído, te amordaçarei. Fique quieta. Ludmila provavelmente está aqui e poderá me escutar lá fora.
Amordaçar-me! Lud! Eu calo a boca. Tirou -me os tênis e as meias, e me baixa muito devagar a calça de moletom.
Oh... que calcinha estou vestindo? Levanta-me, retira a colcha e o edredom de debaixo de mim e me coloca de barriga para cima sobre os lençóis.
— Vejamos. — ele passa a língua lentamente pelo lábio inferior. — Está mordendo o lábio, Daniela. Sabe o efeito que tem sobre mim. — Pressiona-me seu longo dedo indicador na boca como advertência.
Oh meu Deus. Eu mal posso me conter, estou indefesa, tombada, vejo que ele se move tranquilamente pelo meu quarto. É um afrodisíaco embriagador. Lentamente, sem pressas, ele tira os sapatos e as meias, desfaz-se da calça e tira a camisa.
— Acredito que você viu muito, — ele ri maliciosamente. Volta a sentar-se em cima de mim, escarranchado, e me levanta a camiseta. Acredito que vai me tirar isso, mas a enrola à altura do pescoço e logo a sobe de maneira que me deixa descoberta a boca e o nariz, mas me cobre os olhos. E como está tão bem enrolada, não vejo nada.
— Mmm — sussurra satisfeito. — Isto está cada vez melhor. Eu vou tomar uma bebida. Inclina-se, beija-me brandamente nos lábios e deixo de sentir seu peso. Ouço o leve chiado da porta do quarto. Tomar uma bebida. Onde? Aqui? Em Portland? Em Seattle? Aguço o ouvido. Distingo ruídos surdos e sei que está falando com a Lud... Oh, não... Ele está praticamente nu. O que vai dizer a Lud? Ouço um golpe seco. O que é isso? Retorna, a porta volta a chiar, ouço seus passos pelo quarto e o som de gelo tilintando em um copo. O que está bebendo? Fecha a porta e ouço como se aproxima tirando as calças, que caem ao chão. Sei que está nu. E volta a sentar-se escarranchado sobre mim.
— Tem sede, Daniela? — pergunta-me em tom zombador.
— Sim, — digo-lhe, porque de repente sinto a boca seca. Ouço o tinido do gelo no copo. Inclina-se e, ao me beijar, derrama em minha boca um líquido delicioso. É vinho branco. Não o esperava e é muito excitante, embora esteja gelado, e os lábios do Logan também estão frios.
— Mais? — pergunta-me em um sussurro.
— Aceito. — O gosto é ainda melhor porque vem de sua boca. Inclina-se e bebo outro gole de seus lábios... Oh, meu Deus.
— Não vamos muito longe, sabemos que sua tolerância ao álcool é limitada, Daniela.
Não posso evitar de rir, e ele se inclina e solta outra deliciosa baforada. Ele se coloca ao meu lado e sinto sua ereção no quadril. Oh, quero-o dentro de mim.
— Isso parece bom para você? — pergunta-me, mas ouço a borda em sua voz.
Estou tensa. Volta a mover o copo, beija-me e, junto com o vinho, solta um pedaço de gelo, na boca. Muito devagar começa a descer com os lábios desde meu rosto, passando por meus seios, até meu torso e meu ventre. Coloca-me uma parte de gelo no umbigo, onde se forma um pequeno lago de vinho muito frio que provoca um incêndio que se propaga até o mais profundo de meu ventre. Uau.
— Agora tem que ficar quieta, — ele sussurra. — Se você se mover, molhara a cama de vinho, Daniela.
Meus quadris se flexionam automaticamente.
— Oh, não. Se derramar o vinho, vou te castigar, senhorita Goulart.
Gemo, tento me controlar e luto desesperadamente contra a necessidade de mover os quadris. Oh, não... por favor.
Baixa com um dedo as taças do sutiã e deixa com os seios no ar, expostos e vulneráveis. Inclina-se, beija e pega meus mamilos com os lábios frios, gelados. Luto contra meu corpo, que tenta responder arqueando-se.
— Você gosta disto? — pergunta-me me apertando um mamilo.
Volto a ouvir o tinido do gelo, e logo o sinto ao redor de meu mamilo direito, enquanto puxa de uma vez o esquerdo com os lábios. Gemo e luto para não me mover. Uma desesperadora e doce tortura.
— Se derramar o vinho, não deixarei que goze.
— Oh... por favor... Logan... Senhor... por favor. — Ele estava me deixando louca.
Posso ouvi-lo sorrir.
O gelo de meu mamilo está derretendo-se. Estou muito quente... quente, molhada e morta de desejo.
Quero-o dentro de mim. Agora.
Ele desliza muito devagar os dedos gelados pelo meu ventre. Como tenho a pele hipersensível, meus quadris se flexionam e o líquido do umbigo, agora menos frio, goteja-me pela barriga. Logan se move rapidamente e o lambe, beija-me, morde-me brandamente, chupa-me.
— Oh querida, Daniela, você se moveu. O que vou fazer contigo?
Ofego em voz alta. A única coisa que posso me concentrar é em sua voz e seu tato.
Nada mais é real. Nada mais importa. Meu radar não registra nada mais. Desliza os dedos por dentro da minha calcinha e me alivia ouvir que lhe escapa um profundo suspiro.
— OH, querida, — ele murmura e me introduz dois dedos.
Sufoco um grito.
— Estará pronta para mim logo, — ele diz. Movendo seus tentadores dedos devagar, dentro e fora, eu empurro para ele elevando os quadris.
— Você é uma garota gulosa, — ele me repreende baixinho, e seu polegar circunda o meu clitóris e sem seguida, pressiona para baixo.
Ofego e meu corpo estremece sob seus peritos dedos. Estica um braço e retira a camiseta dos meus olhos para que possa vê-lo. A tênue luz do abajur me faz piscar. Desejo tocá-lo.
— Eu quero tocar você. — eu respiro.
— Eu sei, — ele murmura. Inclina-se e me beija sem deixar de mover os dedos ritmicamente dentro de meu corpo, riscando círculos e pressionando com o polegar. Com a outra mão me recolhe o cabelo para cima e me sujeita a cabeça para que não a mova. Replica com a língua o movimento de seus dedos. Começo a sentir as pernas rígidas de tanto empurrar para sua mão. Ele retira gentilmente sua mão, então sou trazida de volta da beira do abismo.
Ele repete isso uma e outra vez. Isso é tão frustrante... Oh, por favor, Logan, eu grito por dentro.
— Este é seu castigo, tão perto e de repente tão longe. Você acha isso agradável? — sussurra-me ao ouvido.
Eu choramingo, esgotada, e puxo meus braços amarrados. Estou indefesa, perdida em uma tortura erótica.
— Por favor, — suplico-lhe, e ele finalmente tem piedade de mim.
— Como quer que lhe foda, Daniela?
Oh... meu corpo começa a tremer e volta a fica imóvel.
— Por favor.
— O que você quer, Daniela?
— Você... agora, — eu grito.
— Como quer que eu lhe foda. Há uma variedade infinita de maneiras, — ele respira contra meus lábios. Ele retira sua mão e atinge a mesa de cabeceira, pegando o saquinho prateado. Ajoelha-se entre minhas pernas e, muito devagar, tira-me a calcinha sem deixar de me olhar com olhos brilhantes. Ele coloca o preservativo. Eu observo fascinada, hipnotizada.
— Isto lhe parece agradável? — diz-me acariciando-se.
— Eu quis dizer isso como uma brincadeira, — eu choramingo. Por favor, me foda Logan.
Ele levanta as sobrancelhas, deslizando a mão para cima e para baixo em seu impressionante membro.
— Uma brincadeira? — pergunta-me com a voz ameaçadoramente suave.
— Sim. Por favor, Logan, — rogo-lhe.
— Você está rindo agora?
— Não, — eu choramingo. A tensão sexual está a ponto de me fazer estalar. Olha-me por um momento, avaliando meu desejo, e de repente me agarra e me dá a volta. Fico surpresa, e como tenho as mãos amaradas, tenho que me apoiar nos cotovelos. Empurra-me os joelhos para elevar o traseiro e me dá um forte tapa. Antes que possa reagir, penetra-me. Eu grito, pelo tapa e por sua agressão súbita, e gozo imediatamente uma e outra vez, caindo debaixo dele, que segue a bater deliciosamente dentro de mim. Não se detém. Estou destroçada. Não aguento mais... e ele empurra uma e outra vez... e sinto que volta a me alagar outra vez... então eu estou começando de novo... não pode ser... não...
— Vamos, Daniela, mais uma vez, — ele rosna por entre os dentes cerrados, e inacreditavelmente, meu corpo responde, convulsionando em torno dele, quando eu chego ao clímax de novo, gritando o seu nome. Despedaço-me novamente em pequenos fragmentos, e
Logan finalmente para, em silêncio, encontrando a sua liberação.
Ele cai em cima de mim, ofegando.
— Quanto você achou bom? — pergunta-me com os dentes apertados.
Oh, meu Deus.
Estou caída na cama, devastada, ofegando e com os olhos fechados, quando se separa de mim muito devagar. Levanta-se e começa a vestir-se. Quando acabou, volta para a cama, desamarra-me e me tira a camiseta. Flexiono os dedos e esfrego as bochechas, sorrindo ao ver que me marcou o desenho do lençol. Ajusto o sutiã enquanto ele atira a colcha e o edredom para me tampar. Olho para ele aturdida e ele me devolve o sorriso.
— Foi realmente muito bom, — sussurro timidamente.
— Não use esta palavra de novo.
— Você não gosta de que palavra?
— Não. Não tem nada que ver comigo.
— Oh... Eu não sei... parece ter um efeito benéfico para você.
— Eu sou um efeito benéfico? Isso é o que sou agora? Poderia ferir mais meu amor próprio, senhorita Goulart?
— Não acredito que tenha algum problema de amor próprio. Mas sou consciente de que o digo sem convicção. Algo me passa rapidamente pela cabeça, uma ideia fugaz, mas me escapa antes que possa apanhá-la.
— Você crê? — pergunta-me em tom amável. Ele está deitado ao meu lado, vestido, com a cabeça apoiada no cotovelo, e eu estou apenas com o sutiã.
— Por que você não gosta que lhe toquem?
— Porque não. — Ele inclina-se sobre mim e me beija suavemente na testa. — Então, esse e-mail que você mandou era uma brincadeira?
Sorrio a modo de desculpa e encolho de ombros.
— Estou vendo. Então ainda está pensando em minha proposta?
— Sua proposta é indecente... sim, estou pensando nela. Mas, tenho alguns problemas, embora.
Ele me sorri aliviado.
— Ficaria decepcionado se não tivesse algumas coisas para discutir.
— Eu ia mandar isso por email, mas você me interrompeu.
— Coitus interruptus. — Vê, eu sabia que tinha um pouco de senso de humor escondido por aí. — digo-lhe sorridente.
— Não é tão divertido, Daniela. Pensei que estava me dizendo não, que nem sequer queria comentá-lo. — Sua voz falha.
— Ainda não sei. Não decidi nada. Você vai me colocar uma coleira?
Ele levanta as sobrancelhas.
— Você esteve pesquisando. Eu não sei, Daniela. Nunca dei uma coleira para alguém..
Oh... deveria me surpreender? Sei tão pouco sobre as sessões... Eu não sei.
— Você já usou uma coleira? — pergunto, num sussurro
— Sim.
— Da senhora Cooper?
— Senhora Cooper! — Ele ri às gargalhadas, e parece jovem e despreocupado, com a cabeça arremessada para trás. Sua risada é contagiosa.
Eu sorrio para ele.
— Eu vou contar a ela como a chama, ela vai adorar.
— Você continua em contato com ela? — pergunto-lhe sem poder dissimular meu temor.
— Sim. — responde-me muito sério.
Oh... de repente, uma parte de mim se volta louca de ciúmes. O sentimento é tão forte que me perturba.
— Já vejo. — digo-lhe em tom tenso. — Assim tem alguém com quem comentar seu estilo alternativo de vida, mas eu não posso.
Ele franze as sobrancelhas
— Acredito que nunca pensei por este ponto de vista. A senhora Cooper fazia parte deste estilo de vida. Eu disse a você que agora é uma boa amiga. Se quiser, posso te apresentar a uma de minhas ex-submissas. Poderia falar com ela.
O que? Ele está, deliberadamente, tentando me deixar aborrecida?
— Esta é a sua ideia de uma piada?
— Não, Daniela. — Confuso, e ele balança a cabeça seriamente.
— Não... eu vou fazer isso do meu jeito, muito obrigada — eu respondi bruscamente, puxando o cobertor até ao meu queixo.
Ele observa-me perdido, surpreso.
— Daniela, eu... — Ele não sabe o que dizer. Uma novidade, eu acredito. — Não queria te ofender.
— Não estou ofendida. Estou consternada.
— Consternada?
— Não quero falar com nenhuma ex-namorada... escrava... sub... ou qualquer nome que você chama.
— Daniela Goulart, está com ciúmes?
Eu fico vermelha
— Você vai ficar?
— Amanhã, no café da manhã, tenho uma reunião em Heathman. Além disso, já te disse que não durmo com minhas namoradas, escravas, submissas, com ninguém.
Eu franzo os lábios.
— Bem, estou cansada agora.
— Você está me chutando para fora? — Ele levanta as sobrancelhas, perplexo e um pouco aflito.
— Sim.
— Bem, outra novidade. — Olha-me especulativamente. — Não quer discutir nada agora? Sobre o contrato.
— Não. — respondo-lhe de mau humor.
— Deus, eu gostaria de dar-lhe uma boa surra. Você se sentiria muito melhor, assim como eu.
— Você não pode dizer essas coisas... Ainda não assinei nada.
— Um homem pode sonhar, Daniela. — Ele inclina-se e me agarra pelo queixo.
— Quarta-feira? — Ele murmura, e beija-me rapidamente nos lábios.
— Quarta-feira. — respondo-lhe. — Eu acompanho você até lá fora. Só me dê um minuto. — Sento, coloco a camisa e empurrou-o para obter espaço na cama. Ele faz isso com relutância.
— Passe-me à calça de moletom, por favor.
Ele a recolhe do chão e me entrega.
— Sim, senhora. — Ele tenta ocultar seu sorriso, mas não o consegue.
Eu olho para ele de cara feia, enquanto ponho as calças. Meu cabelo está um desastre e eu sei que depois que ele se for, eu terei que enfrentar a inquisição de Ludmila Santos.
Coloco um elástico no cabelo, dirijo-me para a porta e abro para ver se vejo Lud. Ela não está na sala de estar. Acredito que a ouço falando no telefone em seu quarto. Logan me segue.
Durante o breve percurso entre o meu quarto e a porta da frente, meus pensamentos e meus sentimentos fluem e se transformam. Já não estou zangada com ele. De repente, me sinto insuportavelmente tímida. Não quero que parta. Pela primeira vez, eu gostaria que ele fosse normal, eu gostaria de manter uma relação normal, que não exigisse um acordo de dez páginas, açoites e mosquetões no teto de seu quarto de jogos.
Abro-lhe a porta e olho para as minhas mãos. É a primeira vez que recebo um homem em minha casa para fazer sexo, e acredito que foi genial. Mas agora me sinto como um recipiente, como um copo vazio que se enche com o seu desejo. Meu subconsciente sacode a cabeça.
Eu queria correr até Heathman em busca de sexo... e lhe fizeram uma entrega expressa. Cruzo os braços e bato com o pé no chão, como um ‘qual o problema em olhar em seu rosto’. Logan parou junto à porta, agarra-me pelo queixo e me obriga a olhá-lo. Sua testa enruga ligeiramente.
— Você está bem? — ele pergunta me acariciando o queixo com seu polegar.
— Sim. — respondo-lhe, embora com toda a honestidade eu não estou muito certa.
Sinto uma mudança de paradigma. Eu sei que se aceitar, vou me machucar. Ele não é capaz, não lhe interessa ou não quer me oferecer nada mais... mas eu quero mais. Muito mais. O ataque de ciúmes que senti por um momento, antes, me diz que meus sentimentos por ele são mais profundos do que eu mesma posso admitir.
Notas finais
Comemtem amores ♥
Big Time Kisses :*
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