50 Tons De Azul - 1ª Temporada
8 50 Tons de confusão
Notas iniciais
Dois dias se passaram e eu comia loucamente tudo o que me aparecia pela frente, comendo todas as besteiras possíveis e inimagináveis. Um pacote de jujubas foi traçado em questão de segundos e 3 Big Macs foram digeridos antes do milkshake de chocolate adentrar meu corpo sexy. Peguei a escova de cabelo e resolvi pentear minhas mechas nada sedosas que caiam em camadas de pontas duplas bifurcada como a língua de uma serpente. Puta merda. Eu precisava urgentemente de uma hidratação ultra mega urgente . As cerdas da escova ficaram enganchadas e tive que fazer um esforço herculano para me soltar.
— Que ódio! Meu cabelo está parecendo o da Medusa, Chichi ! — falei para a chichi que estava fazendo as unhas em uma posição totalmente incabível de yoga.
— Bulma , não queria te dizer nada não ...mas da posição que estou aqui, sua bunda está enorme e parecendo a lua, cheia de crateras horríveis. — Chichi falou.
— Nossa....você sabe como levantar a moral de uma pessoa deprimida, hein? Nessa hora, N-18 entrou na sala, com cara de sono por uma noite totalmente mal dormida. Os cabelos estavam mais desgrenhados do que os meus. Logo, fiquei eufórica que a merda estava generalizada para todas
— Bulma , o que você está comendo? — ela perguntou.
— De novo, né?! — Lores gritou da cozinha. Caira saiu do banheiro e todas tamparam o nariz pelo odor característico de quem havia comido feijoada no dia anterior. A porta do apartamento abriu de supetão e Maya entrou com sacolas e mais sacolas da wal-mart.
— Caracas, vocês não vão acreditar!!!— ela gritava eufórica.
— Peguei uma super promoção no Wal-Mart, comprei horrores... desde legumes a frutas, leite e até mesmo alguns itens mais fuleiros.
— Por quê? — perguntou Endria e Nara
— Porque se está de promoção, gata, eu traço todas... — disse e saiu rindo. Nenhuma das minhas amigas estava percebendo que eu estava arrasada pelo término do meu futuro antigo romance, que durara apenas 30 horas. Eu ainda queria muito aquele orgasmo prometido e interrompido pela velha mexeriqueira e bulinadora de homens alheios. Saí de fininho da sala enquanto as loucas continuavam debatendo os detalhes de suas comédias da vida privada. Era foda ficar à deriva no meio de mulheres que nunca entenderiam a intensidade do que senti com Vegeta.
Coloquei o velho vestido surrado de cor ameixa. Vestido que era de chichi , mas foi devidamente usurpado por mim. Eu precisava urgentemente comprar outras roupas para mim. Era pelo menos a quarta vez que eu saia com aquele vestido. Mas ele me lembrava o Vegeta . E eu queria muito me lembrar sempre dele. Quando cheguei ao salão de beleza, onde eu deveria cortar um pouco das minhas madeixas, respirei aliviada por saber que eu me daria um dia de prazer embora eu não pudesse fazer uma depilação, já que estava muito menstruada e meu tampax super ultra estava encharcado e precisando de uma troca rápida.
Eu estava no lavatório quando senti um arrepio percorrer meu corpo febril. Olhei para o lado e me deparei com o olhar de cachorro pidão de Vegeta Gaylor.
— Olá, Bulma . — ele disse e sua voz estava triste. Ótimo, então o filho da puta também estava arrasado. E com uma cara péssima. Embora as olheiras abaixo de seus olhos o tenham deixado com um aspecto sombrio e lindo, tipicamente vampiresco.
— Olá, Sr. Vegeta. — falei e tentei me levantar, mas a cabeleireira socou minha cabeça para baixo com força.
— Que bom encontrá-la. — ele disse.
— Sabe...eu não acho que eu estava perdida... — falei com rebeldia.
Ele me olhou de cara raivosa.
— Como você me achou? — eu perguntei.
— Eu te segui.
— Assim? Na cara dura? — perguntei chocada.
— É. Eu tenho dinheiro, eu sou foda e eu sou perseguidor. Então, nada mais justo....sou dominador ao extremo... precisava demarcar meu território.— falou tranquilamente.
Naquele instante, Marom Bullinanson entrou no salão.
— Porra! O que ela está fazendo aqui? — quase gritei.
Ele olhou para trás e viu a mulher da qual eu falava. Ela estava com um estranho papel prateado na cabeça, daqueles que são usados quando a pessoa faz reflexo. Seu visual estava digno de um filme de extraterrestres malucos. Senti uma vontade louca de rir. Eu me levantei do lavatório repentinamente e meus cabelos molhados fizeram um poça enorme aos meus pés e molharam os sapatos italianos de Vegeta.
— Pode deixar... eu vou sair... — peguei minha bolsa e saí como uma louca ensandecida do salão com o Vegeta na minha cola.
— Bulma ... por favor... espere... me deixe falar com você... — ele insistiu.
Corri para meu carro e ao chegar lá, Vegeta se ajoelhou à minha frente segurando os meus sapatos. Ele estava posicionado como um servo aos meus pés. Olhei para aquela parada e quase tive um surto de risos. Peguei meu celular e acionei a câmera.
— O que você está fazendo, Vegeta? – perguntei.
Ele me respondeu ainda ajoelhado, sem erguer a cabeça e esperei para não rir de vergonha alheia.
— Serei seu servo, Bulma . Só não me deixe... meus tons cinzas e Azuis estão se misturando e se transformando em um arco-iris muito louco . — Ele disse chorando.
— Sério, Vegeta .... se você não se levantar daí eu vou tirar uma foto sua e postar no facebook. E vou pedir pra todo mundo compartilhar geral! – eu gritei nervosa com a atenção que estávamos chamando.
Ele continuou como se estivesse em um transe psicodélico e tive que me rebaixar total a descer em meus joelhos e ficar no nível dele. Ergui a cabeça dele com a ponta do dedo. Minha mocréia interior estava babando em choque.
— Vegeta..... eu gosto de homem macho...sinistramente prepotente e possessivo. Eu gosto de homem rude, viril, dominador... eu gosto de você com a atitude de um lobo alfa.... — falei e ele me olhou embasbacado.
— Então, se quiser me bater, me bata...mas com jeito e carinho. E se quiser me depilar, me depile... mas com muita atenção ao meu contorno, e retorno...
Ele engoliu em seco. Quando vi o brilho dos seus olhos, mordi meus lábios, excitada.
— Então... se levante, me coloque naquele carro possante que você pilota e me dê um trato gostoso. — falei e mordi novamente o lábio inferior. Mordi com tanta força que senti uma gota de sangue se esvair pelo queixo.
Vegeta olhou para mim de uma maneira estranha e falou:
_Bulma ... não morda os lábios...— ele suspirou.
— Por quê? — perguntei em um sussurro .
— Porque você mela os dentes de batom e fica uma cena tão hilária que me dá vontade de rir. – ele falou e fiquei chocada com a falta de tato. Passei a língua nos dentes e senti a gosma do meu gloss colado. Passei o dedo e consegui limpar. Com as costas da mão, limpei o sangue que escorreu. Eu devia estar parecendo uma vampira depois da refeição. — Desculpe. — disse humildemente
— Tudo bem... venha... voltei ao meu modo macho todo poderoso... — falou de repente e me arrastou pelo braço.
— Quero levar você para comer...
— O que? Você quer me comer? – perguntei excitada ao extremo. Minha mocréia interior cambaleou embriagada de tesão.
— Não... vou levar você para comer algo... — ele disse enfadado.
Provavelmente Vegeta já devia estar bem arrependido de ter me assediado. Eu estava em polvorosa, com as prtes do meu corpo hipersensíveis e excitadas.
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