50 Tons De Amarelo E Preto
16 Apenas Uma Dança...
Monique P.O.V
Ele coloca sua mão em minha cintura e com a outra ele pega minha mão direita e eu coloco minha mão livre em seu ombro e começamos a dançar. Só não tropece em seu próprios pés, só não tropece em seus próprios pés, só não tropece em seu próprios pés, eu peço a mim mesma.
–Eu não sei dançar- sussurro envergonhada e com medo de tropeçar em meus próprios pés, consigo ver ele sorrindo, ele ta rindo de mim?
–Com o Arthur você dançaria, não?- diz ele em tom de desafio me puxa para mais perto de si.
–Porque ele não é um deus.
–Então é esse o problema?
–Sim.
Ficamos em silencio e eu aproveito para prestar atenção na música, nossa ela é linda! Tão calma e romantica...
–Essa música é maravilhosa, você sabe o nome?- pergunto.
–Sei — diz ele sorrindo — é Te Mereço da Tiê , a maioria dos meu filhos usam essa música para "encantar" as meninas- diz ele e eu faço uma careta.
Ninguém melhor que Apolo para estragar o clima romantico, penso emburrada. A música acaba. Apolo pega minha mão e saímos da pista de dança. Chegando perto dos outros vejo Drew elétrica, danado pulinhos de felicicdade e ela sussurra bem baixinho só para mim ouvir:
–Apolo esta segurando a sua mão- e eu coro.
–Bom, agora podemos ir- diz Apolo.
–Você ainda não tomou todo o seu uísque- digo arranjando uma desculpa para não ir embora. Se eu chegar no acampamento com Apolo... amanhã esse vai ser o assunto mais comentado do acampamento, aff bando de fofoqueiros. Ele bebe todo o uísque em um gole só e diz:
–Problema resolvido.
Ainda não pagamos a conta- digo calmamente e ele revira os olhos, tira duas notas de cem da carteira e entrega ao barmen .
–Fique com o troco -diz ele ao homem e depois se vira para mim- mais alguma coisa ou podemos ir?
–Vamos ver- digo analisando minhas unhas- Drew e eu temos que retocar a maquiagem.
–Você esta perfeita, não precisa retocar nada- diz ele azedo, mas mesmo assim com vontade de dançar a dança da vitória (uma mistura de macarena e a dança do créu) por ele dizer que eu estou perfeita.
Depois disso ele pega a minha mão e me arrasta até a saída, lá fora ele me encaminha até uma Ferrari vermelha, uau! Meu pai tem uma preta, mas nunca me deixa dirigir.
–Entra- diz Apolo seco abrindo a porta de carro para mim.
–Não quero ir de carro- digo cruzando os braços, só posso estar muito bebada mesmo para estar desafiando um deus assim.
–Não quer?!- berra ele- Entre nesse carro ou eu vou ter que te jogar nele?- opa o negócio ta ficando sério.
–Já disse que não quero ir de carro- digo com calama, nesse meu estado de bebada não tenho medo de Apolo... talvez só um pouquinho vai.
–Você quer ir de que?! De jegue?!- berra ele.
–Quero ir de moto com Arthur- digo tentando esconder o medo em minha voz.
–Você só pode estar de brincadeira!
–Não, não estou de brincadeira- digo séria, mas ele vem até mim e sei o que ele vai fazer, vai me pegar e me colocar em seu ombro como se eu fosse um saco de batatas, mas daí um guarda de aproxima e diz:
–Algum problema aqui?- ele diz e eu sorrio brincalhona, eu bem poderia fazer Apolo ser preso né? Meu sorriso aumenta com essa ideia I'm bad girl.
–Ele- ele aponto para Apolo- quer que eu entre em seu carro a força- digo.
–Vocês se conhecem?- diz o guarda e meu sorriso aumenta.
–Só de vista- digo inocentemente e vejo que Apolo esta a ponto de me matar, tá vai eu não vou fazer ele ser preso... talvez ele seja vingativo.
–Seu guarda veja bem, olhe para o estado dela! E ela ainda quer ir de moto!- Apolo diz como se aquilo fosse o maior absurdo do mundo.
–Você fala como se fosse eu que iria dirigir- digo azeda.
–Você pode cair da moto!- aff ele já ta irritando.
–Acho que não estou bebada a tal ponto de me esquecer de segurar em Arthur- retruco. Quando digo "segurar" Arthur abre um sorriso de lado e Apolo quase o mata só com o olhar.
–Deixa eu ver se entendi- diz o guarda confuso- vocês não tem nenhuma proximidade?
–Não- digo sorrindo.
–Então acho que a moça pode escolher com qual dos dois ela quer ir- diz o guarda como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, ah não espera ai isso é a coisa mais óbvia do mundo, penso irônica e meu sorriso se triplica de tamanho.
–Brigado seu guarda- digo e pego a mão de Arthur para irmos até a moto, onde ele me dá o capacete e quando já terminei de coloca-lo ele já subiu na moto e eu subo atrás.
–Se vocês se atrasarem um minuto sequer eu mato o Arthur- rosna Apolo.
–Por que eu?- pergunta Arthur indignado.
–Porque ela esta bebada- responde Apolo.
–Quantas vezes tenho que falar que não estou bebada?!- berro e eles me olham tipo " cala a boca".
–Nada de- diz Apolo abrindo aspas com a mão- "se perder" no caminho.
–Relaxa ai Polinho- digo quando Arthur dá a partida na moto.
–Vê se não vomita hein princesa- diz Arthur empinando a moto e eu começo a rir como louca . Olho para trás e vejo Apolo tão vermelho quanto seu carro de raiva.
Na ida para o bar eu achei aterrorizante o que Arthur fazia com a moto, mas agora na volta até que gostei. Deve ser uma 2h e eu e Arthur lá na rua como dois loucos em cima de uma moto. Nós paramos alguma vezes na avenida para poder ver aonde estava a Ferrari de Apolo e quando a avistamos nós ligavamos a moto novamente e saiamos em alta velocidade. Teve uma hora em que Arthur começou a desviar a moto para um atalho próximo a avenida, depois ele para e nós ficamos vendo a avenida deserta.
– O que você esta fazendo- sussurro para ele.
–Deixando meu papi querido ir na frente- e assim que ele disse isso nós vimos a Ferrari de Apolo passar em alta velocidade e nem nos percebeu.
–Gênio- digo rindo quando Arthur e eu descemos da moto- o que vamos fazer agora?
–Um piquenique.
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