50 Tons De Amarelo E Preto
17 Minha Lista Negra
Monique P.O.V
–Um piquenique?- pergunto incrédula.
–Sim- diz Arthur calmamente.
–Como?
–Minha família tem um chalé aqui perto- diz ele sorrindo- nós podíamos ir lá pegar comida e tem um campo de margaridas, nós podíamos fazer nosso piquenique lá.
–E a sua moto?
–Deixo ela aqui, agora é de madrugada ninguém passa por aqui, não tem perigo de roubarem-na.
–Onde é o chalé da sua família?- pergunto.
–Ali- diz ele mostrando uma chalé em meio das árvores.
–Quem chegar por último é mulher do padre- digo e saiu correndo, eu sei que isso é meio infantil, mas qual é eu to bebada!
Ele sai correndo atrás de mim e nós dois rimos como duas crianças. Eu cheguei primeiro! Parei em frente ao chalé, ele é de madeira, bem clássico mesmo, mas da para perceber um certo luxo.
–Usamos para acampar- disse ele abrindo a porta para mim e me deixando entrar na frente. Lá dentro é bonito, mas é meio estilo caçadores, com cabeças de animais nas paredes.
–Vou na cozinha pegar comida- diz ele saindo da sala. Eu fico lá meio deslocada, vejo horrorizada as cabeças de ursos e cervos na parede, como alguém pode fazer isso com animais? Isso é tão... horrível.
–Vamos?- a voz de Arthur me trás de volta a realidade, agora ele esta com uma mochila nas costas.
–Claro- digo e nós nos encaminhamos até a saída. Depois que saímos Arthur me guia até um campo de margaridas.
Nossa aqui é perfeito! O campo esta cheio de lindas margaridas. Nós vamos até onde não tem muitas flores e Arthur tira uma toalha de mesa da mochila e põe no chão, depois tira da mochila pão de forma, duas vasilhas uma com presunto e a outra com mussarela e algumas latas de Coca- Cola Zero. Ele pega seu celular e põe a minha música favorita Fireflies do Owl City
Depois que comemos nos deitamos no chão e vemos o nascer do Sol.
–Sabe, eu não estou sendo justo com você- diz Arthur sério.
–Hum?- nossa estou com tanto sono.
–Na verdade eu esta afim de esquecer uma menina do chalé de Atena com você- ele diz, cara por essa eu não esperava.
–Bom saber que eu sou um bom remédio de dor de cotovelo- digo e ele ri.
–Também me sinto assim- diz ele absorto me pensamentos.
–Hum?- cara eu to com tanto sono.
–Você e Apolo.
–Não existe eu e Apolo- digo sonolenta.
–Claro que existe, esta na cara de quem quiser ver, mas voltando ao outro assunto.
–Quem assunto?- estou com tanto sono que estou esquecendo das coisas. Meu estomago esta embrulhado, acho que vou vomitar, misturar cerveja e Coca- Cola não faz muito bem...
–Sobre eu ser sincero com você.
–Ah sim, continue- digo fechando os olhos.
–Como eu disse eu estava afim de esquecer a garota usando você- ele faz uma pausa- mas você nunca iria para a cama comigo.
–Você esta certo, nunca- disse interrompendo ele, mas mesmo assim não abri os olhos.
–Certo, então eu tinha um plano- plano?- eu queria embebedar você e leva-la para o cama.
Abri os olhos de surpresa e fúria. Me levantei do chão em um pulo.
–Você o que?!- berro indignada.
–Olhe me desc...
–Me leve para o acampamento agora!- berro interrompendo-o e ele se levanta.
–Não antes de você me ouvir!- berra ele também, legal agora a minha paciência já se foi de vez e para completar meu estomago embrulha de vez, acho que vou vomitar... a não esperai, estou bem.
–Se você não me levar agora, você entra em minha lista negra- digo com um sorriso de lado.
–E o que acontece se eu entrar em sua lista negra?- zomba ele com as sobrancelhas erguidas.
–Hades te mata- digo devagar deliciando-me com cada palavra (N/A quero um pai igual a esse).
–Certo- diz ele pensativo.
–Então, me leve agora ao acampamento e TALVEZ eu não fale para o meu papai querido o que você estava queendo fazer comigo- digo calmamente, mas minha voz esta cheia de ameaças, até Hades teria medo (só que não).
–Ok vamos então.
Andamos em silêncio até o chalé da família dele, eu estava com tanta raiva que entrei no chalé e fui direto para a cozinha abri a geladeira e peguei uma Coca e tomei, não devia ter feito isso, pois meu estomago revirou dando um giro de 180 graus.
Acho que deve ser umas 6h, estamos 3h atrasados, é... Apolo vai nos matar.
–Ainda esta brava comigo- pergunta Arthur, mas que cara-de-pau! é lógico eu eu estou brava com ele!
–Sim, mas no momento tenho coisas mais preocupantes do que um pervertido como você- digo azeda.
–Aii essa doeu- diz ele se fazendo de magoado e me fazendo rir, por que sempre que eu fico com raiva de alguém a pessoa me faz rir?- mas que coisas?
–O fato de que Apolo irá nos matar assim que chegarmos no acampamento.
–Se é que ele ainda esteja lá.
–Espero que não esteja- digo esperançosa.
–Somos dois.
...
Em pouco tempo chegamos de moto ao acampamento. Pro meu azar Apolo estava lá, o mais estranho é que Phobos também estava. Apolo e Phobos discutiam ou melhor estavam aos berros, também estavam de punhos fechado, aquilo ia dar merda.
Quando me viram me aproximar pararam de berrar um com o outro e Apolo berrou para mim:
–Onde é que vocês estavam?!- ele gritou tão alto que deve ter acordado todos os campistas.
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