42 - Violet Hill
36 Você nunca caminhará sozinha
Notas iniciais
Parte 36: Incansáveis
Povs Sam:
Eu desci mancando até o andar de baixo. A cozinha está arrumada, mas prevejo se tornando uma bagunça quando eu fizer o almoço. Não sei o que o Freddie deseja comer. Abro a geladeira explorando as possibilidades. Se eu não pensar no amanhã hoje até pareceria um dia normal. Meu namorado e eu aproveitando o início das férias de verão esperando para ingressarmos em uma Universidade. Infelizmente a Universidade vai ter que esperar um pouco.
Escuto batidas na porta da cozinha. Pela primeira vez eu me sinto vulnerável. Eu pego uma faca do faqueiro. Encosto na parede, destranco a porta e a abro devagar. Me alivio ao ver que é a Shelby e jogo a faca na pia.
Eu abraço a vampira e cheiro seu pescoço por mais que isso irrite meu nariz. Ela não precisa pensar tanto para ver que eu me liguei. Shelby vai me empurrando até a mesa.
— Ai... Au! — eu protesto por causa da minha perna. Shelby mantém as mãos em minha cintura — Olha Shelby, você se sente ligada a mim por que foi eu quem te transformou, se você não controlar seus instintos vamos acabar dando uns amassos aqui na cozinha e eu não sei se o Spencer ou Freddie vão concordar muito com isso.
— Jesus. — ela se surpreende — É muita informação. — ela beija meu rosto e me solta— Mas você voltou e é isso que importa.
— Hoje eu só quero passar o dia com o Freddie, não importa o que aconteça amanhã. — eu vou mancando para a geladeira.
— Está me expulsando? — ela ri de maneira fofa.
— Não... Mas quando o Freddie acordar você tem que ir. — eu me apoio na porta da geladeira sentindo dor.
— O que aconteceu com a sua perna? — ela vem para perto de mim me ajudar.
Eu suspiro e conto tudo a Shelby. Desde as coisas que fiz em Viena, até finalmente chegar aqui. Conto inclusive sobre o Freddie e eu ontem a noite.
— Agora me ajude a fazer o almoço. — eu mostro as coisas para ela. Irei fazer uma lasanha e Shelby vindo diretamente da Itália sabe fazer isso melhor do que ninguém.
— Você contou a ele? — ela pergunta lavando as mãos na pia.
— Contei o que?
— Que ele está voltando a ser humano por sua causa?
Eu paro de cortar o tomate e fito os olhos castanhos da Shelby.
— Não posso.
— Por que? — ela me empurra de leve e tira a faca da minha mão, ela começa a cortar o tomate para mim.
— Ele sofreu por minha causa, não quero que ele saiba disso.
— E você também sofreu muito por culpa dele e foi muito mais do que alguns meses como Âncora. Conte a verdade.
Ela tem razão. Eu não tinha enxergado as coisas dessa forma. Agora que eu sei que amo o Freddie realmente, vivo colocando ele acima das minhas vontades mesmo que ainda não tenha completado um dia inteiro.
Eu vou para a mesa. Começo a preparar a massa mas não consigo me concentrar.
— E se ele me deixar, Shelby? — meu maior medo.
Ela solta uma risada alta e depois tapa a boca com medo de acordar o Freddie.
— Ele não vai te deixar. O Freddie ama você, é só olhar no rosto dele que você vê isso.
— Mas...
— Shhh. — ela praticamente me repreende — Ele não vai te deixar e você vai contar a verdade.
— Eu irei.
— Durante o almoço.
— Sim.
Ela balança a cabeça de forma negativa.
— Você vai deixar ele dormir muito né?
— Com certeza. — eu brinco com a massa nas minhas mãos.
Shelby e eu colocamos a lasanha no forno. Limpamos a cozinha. Arrumamos a mesa. Por fim nos sentamos. Minha perna continua doendo e isso está me tirando do sério.
— Deveria ir a um hospital. — ela sugere.
— Eu vou amanhã.
Eu me distraio tentando não reparar no roxo que está se espalhando mais.
— É bom que vá mesmo. — ela bufa.
— Como vão as coisas entre você e o Spencer? — eu pergunto para achar outras coisas com o que me preocupar.
— Ele quer que eu vá morar com ele. — ela responde olhando paras as unhas.
— E você vai?
— Eu pretendia, mas agora com tudo que aconteceu, ele vai esperar a Carly entrar na faculdade para poder dar esse passo comigo.
— Você passou um tempo lá desde ontem?
— Claro, alguém tem que ficar de olho na Carly, a garota é o demônio. — Shelby franze a testa — O Gibby não saiu do pé dela... Era desse jeito que o Spencer ficava comigo no começo?
— Era o que tentávamos te dizer, mas você também estava muito perdida nessa coisa de amor verdadeiro. — eu sorrio relembrando.
— Eu só quero saber como vamos tirar o que está na Carly, por que ela quer fugir daquilo. Eu vi ela lutando ontem... Precisamos agir.
— Eu sei. — só tem uma solução — Precisamos fazer um exorcismo.
— Não é só repreender em nome de Jesus?
— Não estamos lidando com um demônio qualquer... Estamos lidando com o próprio Lucifer.
— Quando iremos fazer o exorcismo?
— Assim que pegarmos um antigo que livro que está em Viena... O mesmo utilizado quando exorcisaram o guerreio Estrela da Manhã. — a imagem do livro na biblioteca do castelo fica no meu pensamento.
— Só que tem um problema... — Shelby se lembra de algo importante.
— Qual?
— O guerreiro morreu durante o exorcismo, não podemos matar a Carly.
— Caralho! — eu desfiro um soco na mesa com força.
— Acharemos um jeito. — ela me acalma.
Eu seguro a mesa tremendo. Algo queima dentro da minha perna.
— Deus... — eu murmuro.
— Tem algo errado... — Shelby está de joelhos ao meu lado em um milésimo de segundo, ela tenta subir meu shorts, mas desiste. Ela me pega nos braços, me leva para o sofá e me coloca nele. Sua mão rapidamente desce meu shorts.
— Olha o atrevimento. — eu me incomodo.
— O atrevimento é sua perna apodrecer. — ela joga meu shorts no chão e coloca a mão fria na minha coxa, ela segue com os dedos até o joelho, onde há uma linha preta se espalhando — Você foi envenenada através da mordida do lobo... Eu não vejo um veneno desse vindo de um cachorro há anos.
Eu rosno me sentindo ofendida.
— Por que ele teria veneno?
— Porque ele veio com a intenção de matar, o veneno iria fazer boa parte do serviço por ele.
— Tecnologia de ponta. — eu faço uma careta.
— E o estado que se encontrava sua perna só colaborou para virar essa merda que está agora. — é a vez dela de ter uma careta cruzando o rosto.
— Eu vou morrer? — eu pergunto baixo.
— Se chegar ao seu coração sim... Mas... — ela ri vendo graça em tudo — Agradeça a mim Sam, por que eu acabei de salvar a sua vida. — Shelby abre as minhas pernas e beija minha coxa.
— Hey, hey, hey... — eu tento recuar — O Freddie já fez isso em mim de manhã.
— Não vou fazer sexo oral em você Sam. — ela acerta um tapa na minha outra coxa — Vou morder sua perna para meu veneno agir como um antídoto.
— Espera, você vai o que?! — eu quero sair do sofá, mas não da tempo. Shelby me morde. Eu tapo a boca omitindo um grito. O veneno dela invade minha corrente sanguínea. Queima. Arde. Destrói. Minha perna está em chamas. É como injetar ácido nas veias. O problema é que o veneno vai se espalhar por todo o meu corpo.
— Desculpa. — ela diz limpando a boca. Shelby coloca o shorts em mim com cuidado, eu estou tremendo com o veneno dela.
Aguardo a queimação passar. Eu devo ter soltado todos os palavrões existentes no mundo. Aos poucos minha temperatura se estabiliza.
— Isso foi horrível.
— Eu sei... Mesmo assim vá no médico verificar se osso está voltando de maneira certa para o lugar. — Shelby se senta de pernas cruzadas e encara a janela coberta com um papelão. — Quando isso aconteceu?! Eu paguei o conserto dela duas vezes! Uma terceira é palhaçada!
— Carly jogou uma cadeira pela janela. — eu respondo me sentando no sofá — Faz meses.
— Eu não venho aqui faz meses... Eu não tinha reparado na última vez.
— Agora está vendo. — eu suspiro aliviada que a minha perna só dói por estar inchada, mas não tem nada queimando — Obrigada Shelby.
— Disponha lindinha. — ela abre um de seus sorrisos alegres.
— Acho que assim o Freddie para de se preocupar tanto.
— Assim vocês fazem de novo. — ela não tem limites.
— Sai daqui. — eu aponto para a porta brincando.
— Não. — ela deita a cabeça no meu ombro.
Eu respiro fundo para dizer a verdade a ela.
— Você sabe que precisa romper a nossa ligação, Shelby.
— Eu sei e eu vou. — ela me promete.
Povs Freddie:
Não consigo me mexer. Não consigo gritar. Não consigo parar de tremer. Eu apenas sinto a pata dele pressionar meu peito com força. As unhas arranham e rasgam meu peito. Provavelmente estou sonhando por que a cama já teria quebrado com seu peso.
Tem um lobo preto gigante em cima de mim. Seus olhos são vermelhos injetados de sangue. Sua boca está aberta próxima da minha face. Os dentes como adagas afiadas expostos a centímetros da minha boca. É tão real que sinto sua saliva pingar no meu rosto. O lobo rosna furiosamente. Eu estou sofrendo de paralisia do sono. Quero gritar por ajuda mas não consigo produzir nenhum som. Só permaneço encarando o lobo que me encara de volta. Parece um demônio dos piores pesadelos, mas lembro que a cor preta revela que seu coração é puro. Olho em volta do lobo. Parece que tem um arco de madeira. Um espelho. Eu estou enxergando meu reflexo?
Eu acordo pingando de suor. Eu caio da cama. Eu vou para a parede e olho em volta. Estou sozinho aqui. Não tem ninguém no quarto. Nenhum lobo assustador. Eu vou para a janela tomar um ar.
Eu quero chorar de tanto pavor. Eu nunca senti tanto medo na vida. Apenas ontem quando eu pensei que a Sam iria morrer em meus braços... Mas depois desse lobo, a morte da Sam não teria sido tão assustadora. Não quero pensar desse modo, mas aquele lobo foi a coisa mais terrível que já presenciei.
Passos ecoam no corredor. Parecem sem ritmo e pesados. Sam entra no quarto e eu sinto alívio. Olho para o rosto da mulher que eu amo. O mundo parece ter encontrado seu propósito novamente. Eu encontrei meu propósito. Ela é meu futuro.
Sam vem para os meus braços. Eu inalo seu cheiro, aquele o qual eu senti tanta falta.
— O almoço está pronto. — ela diz depois beija minha clavícula.
— O que é?
— Lasanha. — ela da um risinho — Shelby passou aqui e me ajudou.
Eu me distancio para olhar a Sam no rosto. Eu ri a respeito do beijo delas, mas isso me irritou. Espero que não tenha acontecido de novo.
— E como ela se comportou? — eu pergunto com uma voz de quem não está para nenhum tipo de brincadeira.
— Muito bem para falar a verdade. — Sam levanta o shorts — O lobo que me atacou tinha me envenenado, Shelby me mordeu na perna e seu veneno foi como um antídoto.
Eu dou um longo suspiro de alivio ao ver a perna dela inchada mas sem nenhuma infecção ou algo do gênero.
— Shelby Marx serviu para alguma coisa. — eu aproveito para dar um selinho na Sam.
— Né não? Vem almoçar. — Sam me leva pela mão.
Eu a coloco em meus braços com rapidez e chego à cozinha em segundos. Ela ri como uma menina e eu adoro esse som.
Olho para a lasanha na mesa. Eu me sento em uma cadeira. Sam fica em pé ao meu lado enquanto preenche nossos pratos. Eu não me aguento e ergo um pouco sua regata para beijar suas costas ainda sentado. Eu seguro seu quadril. Ela se contorce gostando dos meus beijos.
— Não vamos fazer isso na cozinha... — ela estraga meus planos e termina de servir a lasanha.
— Que pena... — finjo estar triste.
Sam se senta ao meu lado. Eu olho para o meu prato. Em consideração a tudo agradecemos a Deus antes de comer.
A lasanha tem um gosto incrível. Sam afunda a dela em sete palmos de queijo ralado. Eu penso em dizer alguma coisa mas fico quieto.
— Eu preciso te contar uma coisa... — murmura Sam.
Eu permaneço sentado de lado na cadeira, dessa forma fico de frente para ela.
— Conte, estou ouvindo. — eu coloco mais lasanha na boca.
Ela espera alguns segundos. Creio que busca as palavras certas. Prevejo uma bomba vindo.
— Você está voltando a ser humano por minha causa. — ao dizer isso Sam não consegue me olhar nos olhos.
Eu pisco atônito.
— Não faz sentido.
— Sim, faz. — ela larga o garfo no prato — Eu mordi você e qualquer descendente da família Real possui uma cura no sangue. No meu caso eu possuia em meu veneno... Eu nunca mordi um vampiro, você foi o primeiro e agora isso está acontecendo com você. Freddie eu sinto muito. — ela se desculpa comigo — Você ter se tornado a Âncora foi por minha causa também. Me perdoa.
Eu preciso de um tempo para entender tudo. Fico alguns minutos calado apenas olhando para qualquer lugar, menos para ela. Eu estou pensando. Eu não vou culpa-la, jamais irei fazer isso e mesmo eu não a culpando, sinto apenas esse sentimento de culpa e angústia vindo das suas emoções.
— Não tem que se desculpar, você não sabia e se eu estou voltando a ser humano, tem um propósito. Um dia tudo isso terá algum sentido. — eu demonstro não estar abalado — Eu te amo Sam.
Ela arrisca ficar aliviada.
— Eu também te amo. — Sam segura a minha mão.
— Mas... — eu seguro suas duas mãos — Em compensação, se sua perna estiver melhor é claro... — Sam começa a rir — Poderíamos fazer de novo.
— Está bem... Antes de dormimos. — ela escolhe o momento.
Eu tremo lembrando do lobo enorme.
— Eu não quero dormir novamente, nem tão cedo. — eu cheiro suas mãos para eu me acalmar.
— Freddie o que foi? O que você viu? Teve um pesadelo? — Sam se preocupa muito comigo.
— Eu estava deitado e de repente tinha um lobo enorme em cima de mim. Ele era assustador.
Sam encontra meu olhar.
— Um lobo preto de olhos vermelhos?
— Sim... Como sabe disso?
— Ele apareceu para a toda a alcateia. — Sam sussurra — É como se ele fosse parte de nós... Assusta para caralho... Você viu a moldura?
— Sim, era um espelho.
— Esse lobo é o Alfa. Todos nós já o vimos de alguma maneira... Enxergamos ele como nosso reflexo por que nossa vontade será a dele. — Sam volta a comer e ri um pouco — Admito que na primeira vez em que o vi fiquei assustada. Ele é um monstro.
— Você sentiu ele tocar em você?
— Não. Ele apenas estava... Ele só parou na minha frente.
— Eu senti ele esmagar meu peito e me molhar.
— Foi só impressão sua e você devia estar molhado de suor... Ninguém sente o Alfa fisicamente. — Sam descoversa.
Eu sei o que senti. Sei que era real. Tão real que ele arranhou meu peito, mas as marcas sumiram.
— Ele não devia aparecer apenas para lobos?
— Não... Eu sou metade vampira e o vi.
— Espero não o ver de novo. — eu também volto a comer.
— Ele só aparece uma vez, relaxa.
— Onde você o viu?
— Em uma das minhas caminhadas pela floresta... Foi ruim estar sozinha.
Eu sorrio para minha namorada.
— Você nunca caminhará sozinha.
— Preciso me exercitar. — ela não compreende o sentido em minha frase.
— Estou me referindo ao seu futuro.
— Meu futuro é seu.
— E no meu caso, você é ele.
— Perfeito... — Sam sorri tentando ser romântica, mas ela sabe que não consegue. Ela tem esse jeito meio duro, fofo na maioria das vezes e rude da maneira certa para não ser grossa. Foi por isso que eu me apaixonei. E quando eu me transformei, descobri do que eu era capaz e vi que eu não precisaria controla-la para que sentisse o mesmo por mim foi quando eu soube que o amor à primeira vista, não existe apenas nos filmes.
Sam aperta meu joelho.
Eu olho sugestivamente para sua mão.
— De noite? — eu pergunto mudando o timbre.
— Sim... De noite. — Sam pisca para mim.
O dia se passou de maneira lenta. Sam e eu aproveitamos a companhia um do outro. Quando caiu a noite eu peguei minha roupa no varal.
Estou no quarto tirando o shorts jeans. Sam sai do banheiro exatamente nesta hora.
— Não coloque a boxer. — ela me da um aviso e apagas as luzes do quarto.
— Nós vamos... — eu tento enxerga-la no escuro, é fácil.
— Sim... Nós iremos...
— Vem aqui ou eu vou te buscar? — olho para ela que usa velocidade para se deitar cama.
— Estou esperando... — ela sussurra.
Eu mordo o lábio e subo na cama. Sam acende a luz do abajur que afunda o quarto em um tom amarelado. Eu com muito cuidado retiro sua roupa. Ela espera com paciência. Subo em cima dela. Eu entro em seu corpo. Ela solta um gemido baixo. Eu me apoio nos antebraços. Suas mãos macias seguram meus ombros. Eu me movimento para frente e para trás com calma. Ela está molhada como sempre.
Fecho minhas pálpebras deixando o prazer nos dominar. É algo tão puro para mim. Eu beijo seus lábios com o todo o amor que posso oferecer a ela. Sam devolve o beijo da mesma forma. Sua língua desenha o contorno da minha boca. A sensação de sua língua em chamas junto da minha língua congelada é perfeita. Eu me entrego a ela totalmente. Acelero o meu ritmo. Ela é tão apertada. Eu consigo ir até o final, repito esse movimento por que a Sam geme toda vez que eu faço isso. Ela não faz ideia do que eu sinto.
— Sammy... — eu sussurro na sua orelha.
Ela arfa levantando o quadril. Eu empurro de volta. Mantenho tudo de maneira leve, mas ao mesmo tempo forte. Eu estoco de maneira profunda. Sam arranha minhas costas. As unhas dela se cravam em mim. Isso dói. Eu aumento a velocidade me chocando contra ela.
— Oh Freddie! — Sammy acaba gemendo por eu estar pegando pesado e sei que meu comprimento é grande, mas não vou parar.
— Você aguenta. — eu murmuro fazendo de maneira dura com ela.
Sam começa a gemer da forma que eu queria. Estou ficando louco com esse momento. Meu corpo está ficando quente. As paredes dela me apertam com força. Eu quero gritar seu nome. Beijo seus lábios para abafar meus próprios gemidos. Sam da carinho no meu peito. Eu espalmo minhas mãos no colchão e desfaço o beijo. Essa loira tem coragem para me encarar. Ela passa a língua nos lábios e eu sei muito bem onde quero sentir a boca dela. Eu adoro vê-la dessa forma. Totalmente entregue a mim. Eu olho para o seus seios. Inclino-me sem me retirar dela. Eu sugo seu mamilo direito. Sam geme quase chorando. Eu sinto meu pau latejar dentro do seu sexo. Seguro suas duas mãos. Minha língua continua a trabalhar em seu seio quente. Os gemidos dela ficam mais altos. Eu chupo o corpo dela sem qualquer piedade e despejo beijos até seu pescoço. Penetro com tanta força que a cama protesta. Acho que vai quebrar...
Sam morde meu pescoço. Ela não resiste. Ela quer se soltar, quer me tocar, mas não vou deixar. Não quero que ela me agrade assim. Eu quero agradar apenas ela. Quero fazê-la pensar apenas em mim entrando e saindo dela. Sam precisa sentir tudo. Eu quero que ela chegue ao paraíso.
As coisas vão ficando intensas.
— Oh Sam! — eu me permito gemer — Mas que... — fico calado para senti-la ficando cada vez mais apertada. Ela vai ter um orgasmo.
— Fredward! — ela grita e quando lança a cabeça para trás um brilho dourado surge em seu cabelo. A conexão é verdadeira.
— Sam, vem rápido. — eu falo contra a bochecha dela — Eu sei que você quer gozar.
Sam continua gemendo. Eu meto nela até começar a sentir dor nas minhas pernas. Não posso ficar cansado. Meu corpo avisa que eu também vou chegar ao ápice. Eu começo a ir devagar.
— Por favor... — ela sussurra — Rápido.
— Não. Vai ser devagar. — eu beijo sua boca.
Eu movimento o quadril de maneira circular. Vou e volto lentamente. Sam ergue a pélvis de maneira rápida em movimentos repetitivos. Ela não vai ter paciência.
— Vai ser rápido. — ela rosna para mim e eu não posso fazer nada a não ser acompanhar seu ritmo.
— Eu faço rápido... — em um movimento exato eu a viro de costas — Mas desse jeito. — eu estou quase sem respirar.
Eu começo a tremer enquanto faço amor com ela nessa posição. Mantenho meu peito contra as suas costas. Uso uma mão para me apoiar. Com a outra mão eu puxo seu cabelo e coloco a boca no seu ouvido. Começo a sussurrar coisas para a Sam, ela não se aguenta mais e eu sou sua perdição. Sam tem um orgasmo intenso junto comigo.
É como ter as melhores sensações do mundo passeando pelos meus nervos. Cada parte do meu corpo se estilhaça se satisfazendo. A melhor parte é saber que é graças a Sam que eu sinto isso.
Eu seguro a cintura dela para tentar mantê-la de joelhos na cama, com suas costas contra meu peito. Eu prossigo me movimentando apenas para aproveitar um pouco mais. Eu não canso por que eu não preciso de ar. Depois que o orgasmo acaba, leva alguns segundos para eu recuperar os sentidos, mas quando o efeito passa é como se fosse a primeira vez de novo.
Talvez para a Sam é diferente, ela tem muito mais sensações humanas nela... O ápice também deve ser intenso como é para mim, mas o problema é ela se cansar depois.
Sou retirado dos meus pensamentos quando a Sam empurra de volta. Eu permaneço de joelhos respirando contra seu ombro. Meus braços esmagam sua cintura.
— Eu disse que na próxima vez seria assim. — eu lembro a ela.
— Sim você disse...
— Eu te amo... — beijo seu pescoço.
— Eu também te amo. — ela ofega. Eu me movimento para sair do seu corpo, mas ela segura meu quadril mesmo de costas. — Não sai. — ela ronrona.
Porra... Eu poderia gozar só com o som da sua voz.
Eu me mantenho dentro dela enquanto nos acalmamos aos poucos.
— Sam, deixa eu te tocar? — eu peço sussurrando.
Ela dá um leve aceno com a cabeça e eu levo a mão para o meio das suas pernas.
Meus dedos tocam seu sexo. Ela se curva para frente e eu recordo que ainda estou dentro dela. Eu retiro meu membro de dentro da Sam e insiro meu dedo. Ela está úmida do nosso orgasmo. Coloco dois dedos. Ela solta um gemido alto. Tenho medo de machuca-la, então apenas movimento meus dedos devagar.
— Meu Deus... — ela choraminga.
— Você vai gozar assim. — eu prossigo com o meu objetivo.
Sam vai mais para frente e acaba ficando de quatro na cama. Santo Cristo! A posição dela vai me matar. Eu tenho que me manter agarrado na Sam, então ela suporta o meu peso. Meu peito pinga de suor grudado às suas costas.
Eu uso a palma da minha mão para acariciar a parte mais sensível de seu corpo.
— Freddie... — Sam não resiste em me chamar.
— Calma amor.
— Para. — ela me pede, mas eu não vou fazer isso.
— Não posso. — eu movimento os meus dedos com rapidez e precisão.
— Eu não vou aguentar.
— Sim, você vai. — eu aperto ela com força contra mim.
— Não. — ela não consegue deixar o quadril parado.
— Anda. — eu quero que ela goze agora. Seu sexo se contrai.
— Não Freddie! — ela se nega.
Ela não vai aguentar então eu simplesmente rodo meus dedos fazendo ela me sentir por todos os lados.
— Se liberta Sam. — eu sussurro.
Sam geme de uma forma incontrolável enquanto seu orgasmo escorre entre meu indicador e meu dedo médio. Ela treme perdida no auge da sensação. Eu faço ela se deitar na cama. Retiro meus dedos de dentro do seu sexo. Sam se vira para mim sem fôlego. Eu coloco meu dedo dentro da minha boca. Sam fica chocada. Eu sinto o gosto perfeito dela. Lhe dou um sorriso, em seguida um beijo.
— Eu achei que você fosse colocar na minha boca. — ela sussurra corando.
Eu acaricio seu rosto e coloco meus dedos na sua boca. Ela suga com força. Eu rapidamente a coloco por cima de mim.
— Você suporta mais uma vez? — eu pergunto e entro novamente nela antes que ela me responda.
— Sim. — ela espalma as mãos no meu peito e começa a se movimentar
Ser do mundo sobrenatural tem suas vantagens. Uma delas é que nenhum orgasmo é demais, sempre há disposição para mais um e todos da minha vida eu quero ter com a Sam.
Povs Sam:
Eu saio da cama totalmente exausta. Dei uma conferida no relógio e são 09:23. Freddie dorme coberto com os lençóis. Eu aliso seu rosto. Tudo que ele fez comigo ontem, tudo que ele me fez sentir... Nem um milhão de anos eu poderia imaginar que iríamos encontrar esse tipo de conexão.
Existe uma lenda para os casais apaixonados — que hoje eu já não considero mais lenda, por que várias delas se tornaram reais — que retrata um ligação profunda com o poder de selar o futuro do casal para sempre. Freddie presenciou a manifestação desse fenômeno ontem. Ele viu meus cabelos loiros brilharem e eu não disse a ele que vi uma luz branca o envolver. Mito ou não... Lenda ou não... O que vimos foi real. Fredward e eu somos destinados para sempre... Mas lá no fundo eu sinto que ainda falta alguma coisa
Eu tomo um banho rápido. Coloco uma camisa xadrez preta e um shorts curto, que não aperte muito a minha perna. Desço para preparar um café e quem sabe alguns ovos com bacon. Hoje é o dia de resolver as coisas. Dia de bolar um plano. Que a tirania seja derrubada.
Eu jogo os ovos na frigideira, em outra eu frito o bacon, tem que ser feito desse jeito para ficar bom. Eu termino tudo. Coloco os ovos junto com o bacon em um prato sobre a mesa. Faço um ótimo café. Eu vou limpar o que sujei enquanto o Freddie toma banho, por que eu escuto daqui o barulho do chuveiro.
Em alguns minutos meu namorado entra na cozinha usando a calça jeans e sua camisa branca. Ele vem me abraçar. Eu me preparo fisicamente.
— Bom dia Sam. — ele cumprimenta pegando na minha cintura.
— Bom dia Benson. — eu me inclino e trocamos um beijo, que logo vira um algo a mais.
Não vi quando Freddie me pressionou contra o armário da cozinha. Muito menos vi quando minhas mãos puxavam seu cabelo. O beijo foi mágico. Encontramos algo tão viciante e perigoso quanto sangue humano. Teremos que aprender a controlar nossos desejos.
Freddie desfaz o beijo espalhando cheiros pelo meu rosto.
— O para sempre ainda não é suficiente com você. — ele sussurra olhando nos meus olhos.
— Ainda existe a vida após a morte.
— Será que vamos para o mesmo lugar? Você é um anjo Sam... — Freddie pega minhas mãos.
— O único anjo aqui é você. — eu solto suas mãos e lhe dou um abraço.
— Deveríamos falar com a Wendy... — Freddie pigarreia.
— Espera... — recordo de uma coisa e encaro o Freddie — O que você fez com ela?
Freddie me solta. Ele suspira e se senta na mesa.
— Quando eu estava desligado... Eu... — ele fecha os olhos — Beijei ela.
— Mas o que? Foi por isso que o Brad estava tão puto?
Seus olhos se abrem devagar.
— Não necessariamente... Não foi um beijo qualquer.
Eu me sento ao lado dele.
— Você tentou...
— Não! — ele bate na mesa ficando nervoso sem motivo — Não cheguei a tentar. A Tori viu dessa forma mas eu não queria fazer aquilo com a Wendy, eu só estava curtindo.
Olho para a comida. Meu estômago fica de cabeça para baixo. Eu saio com nojo da cozinha e o Freddie vem atrás de mim.
— Sam! — ele me segura pelo braço — Você sabe que com a humanidade não temos controle das coisas, eu sofri muito quando vi a dor emocional que causei nela, ainda estou tentando lidar com isso. Eu sinto muito Sam.
Eu me sento no sofá e fico remoendo a história. Não quero nem saber por onde começou. Eu não posso culpa-lo, por que eu — mais do que ninguém — fiz coisas terríveis... Mas, entretanto não tentei violentar ninguém.
— Só me da uma pausa. — eu coloco as mãos na têmpora.
Ele se coloca ao meu lado. Freddie retira meu cabelo do ombro para beijar meu pescoço.
— Sammy... — ele encosta seus lábios frios na minha pele novamente.
— Você não joga limpo. — eu viro o rosto para encontrar sua boca. O beijo dura alguns segundos — Eu te perdoo Freddie... Mas será que a Wendy vai te perdoar?
— É o que iremos descobrir.
— Temos o dia todo para isso.
— Sim... Temos. — Freddie desliza o dedo pelo decote da minha blusa — Agora eu só quero voltar para aquela mesa com você, comer alguma coisa e ir resolver nossos assuntos pendentes.
— Vamos. — eu desfiro um tapa em sua mão.
Comemos em silêncio. Nossas mentes devem estar um caos. Estamos nos preparando psicologicamente para pedir perdão a todo mundo. Freddie e eu somos peritos em ferrar com nossos amigos, nossa família... E saber que em breve eu serei da família dele.
— Qual é a graça? — ele pergunta enquanto eu lavo a louça.
— Eu só estava pensando em que um dia eu serei da sua família...
— Quer que eu te peça em casamento? — ele me abraça por trás.
— Ainda não... Espere a gente resolver tudo.
— Eu espero. Vou esperar mil anos.
— Não creio que vão ser mil anos, acho que no máximo uns dois meses. — eu desligo a torneira terminando — Tecnicamente ainda preciso fazer dezoito anos, agora que eu envelheço...
Fico de frente para o Freddie.
— Tá... — ele balança a cabeça — Agora querida, você vai me escutar... — ele me prende contra a pia — Você vai até minha mãe para ela dar uma olhada na sua perna, sem discussão, ok?
Faço uma carranca.
— Prefiro ir ao hospital.
— E dizer o que? Que tropeçou no tapete?
— Não me sinto a vontade com a sua mãe, ela não gosta de mim.
— Não é ela que tem que gostar. — ele se ajoelha.
Eu ergo as sobrancelhas me perguntando o que ele vai fazer. Freddie sobe a perna do meu shorts. Me arrepio com suas mãos frias. Ele toca na minha coxa checando onde o osso está errado. Eu paro de olhar para o que ele está fazendo. Não quero admitir que estou excitada com as mãos dele subindo e descendo pela minha perna.
— Já acabou? — eu suspiro.
— Sim. — Freddie esta um beijo na minha coxa, arruma meu shorts e se levanta. — Acho que você vai ter que engessar.
— Há! Quero provas. — eu pego uma garrafinha de água na geladeira, em seguida vou mancando pegar a chave da casa, mas Freddie corre e a trás para mim — Valeu.
— Seja boazinha e ouça a minha mãe.
— Ela não vai mandar eu engessar.
— Quer apostar?
— Apostar o que?
Freddie estreita os olhos analizando. Ele sorri pensando em alguma coisa. Eu tomo água.
— Se eu ganhar... Você vai fazer amor comigo na cozinha.
Eu dou risada e a água que eu tinha na boca molha o chão.
— Ok. E se eu ganhar? — tusso me recuperando.
— O que você quer?
Mordo o lábio analisando o que eu posso tirar dele.
— Se eu ganhar... Você troca seu Audi 6 por uma Lamborghini Gallardo.
Ele ri achando engraçado.
— Trocar? Não posso ficar com os dois?
Balanço a cabeça.
— Não.
— Por que uma Lamborghini?
— Será interessante te ver em um carro esportivo de verdade.
— O Audi A6 não é o esportivo o suficiente?
— Não. — eu jogo a garrafinha d'água na pia — Parece carro de gente rica e velha aposentada. Você ficaria melhor em uma Lamborghini.
— Hum... Bom ponto. — ele estende a mão para mim e eu a aperto — Fechado.
— Fechado. — eu concordo.
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