Notas iniciais
Bom dia humanos... Primeiramente vocês sabiam que esse é o penúltimo capítulo? (sem contar com o epílogo é claro) /chora Hoje teremos Flint badass, hot Seddie e um choque tour, espero que aproveitem um dos capítulos finais bebês. Ah eu troquei de número, aqui está o novo: 45 991233982 Só vai!

Parte 60: Na barriga da besta

Povs geral:

Sam se levantou da cama preocupada. Freddie ainda dormia tranquilamente, ele também estava exausto após tudo e o mínimo que Sam poderia fazer era deixá-lo dormir.

Ela andou pelo corredor e abriu a última porta. O garoto ainda estava dormindo tranquilamente. O cabelo castanho cubria a testa. Ele apresentava uma expressão serena.

Sam afagou o cabelo dele e plantou um beijo suave no rosto.

Ela saiu sem omitir barulho e foi para a cozinha preparar algo pra quando o Flynn acordasse.

Ela se distraiu ocupada com o café da manhã e não percebeu que Flynn já observava, ele conseguia ser silencioso.

Sam se virou e tomou um susto.

— Não te escutei se aproximar.

Ele deu de ombros.

— Fazendo o café da manhã?

— Sim, tem algo em especial que queira que eu prepare? — perguntou Sam sem pensar direito.

— Minha primeira refeição humana foi ontem, ainda não estou atualizado do cardápio dessa nova vida. — ele ainda era estúpido e Sam detestava isso.

Ela procurou não perder a calma.

— Mas você quer comer?

— Quero... — ele cruzou os braços — Quando saímos às compras? Tipo, eu preciso de roupas... Vocês tem dinheiro?

— Mais dinheiro do que todos nós precisamos.

— E por quê moram aqui?

— É o lugar a que o Alfa pertence e é minha casa, não quero uma mansão.

— Mas se reformasse essa daqui é o quê iria parecer. — Flint se sentou à mesa — Com quatro quartos, três banheiros, é eu fiz um tour. Lugar bacana.

— Verdade. — Sam sorriu e prosseguiu fritando alguns ovos.

— Há quanto tempo tem essa casa?

— Desde 1860 eu acho... Estava na minha filha desde que Seattle foi fundada. Não sei ao certo, mas só retornei para cá faz alguns dias, por isso está...

— Caindo aos pedaços?

Sam sorriu novamente vendo como Flint parecia com o Freddie falando.

— Isso. Caindo aos pedaços.

Flynn ficou calado olhando em volta enquanto formulava a próxima pergunta.

Sam começou a assobiar enquanto fritava o bacon.

— E documentos, vida social e essas coisas? Como vai funcionar comigo? — Flint perguntou algo sério.

— Shelby vai dar um jeito nisso, não se preocupe e por hora essa semana será de descanso.

— Legal... — ele suspirou.

— Tem algo além do café da manhã que eu possa fazer por você?

— Se eu precisar aviso.

Sam também suspirou.

O único som a ser ouvido era o estalo do óleo no bacon. Sam finalizou a preparação dos alimentos e serviu tudo em um prato para o Flint.

Ele começou a comer antes mesmo de esfriar e não agradeceu. Sam estreitou os olhos e deixou aquilo passar, seria assim daqui pra frente.

Sam também comeu, por que o apetite continuava o mesmo. Se Freddie acordasse Sam teria que preparar outra remessa de ovos e bacon por que Flint e ela comeram tudo.

A loira fitou o rapaz por alguns segundos e teve uma ideia infantil.

Ela abriu os armários torcendo para que tivesse o quê precisava, realmente teria que ir ao mercado em breve para não ficar a pão e água.

Sam pegou o chocolate em pó, despejou em um copo, adicionou leite, mexeu com uma colher e entregou ao Flint.

— Que porra é essa? — ele perguntou confuso.

Sam deu um leve puxão na orelha dele.

— Beba.

— Vai me matar?

— Só beba Flint. — Sam estava com expectativas.

— Ok... Que seja. — Flint pegou o copo e deu um gole de leve.

— E aí?

— É bom... — ele tomou o copo todo no segundo gole e passou a língua nos lábios — Tem mais?

— Você quer mais? — Sam não acreditou que sorria novamente e para o próprio filho.

Flynn acenou a cabeça com entusiasmo.

— Quero.

— Vou preparar. — ela indicou a ele o leite — Pode fazer sozinho... — Sam rapidamente fez outro copo do achocolatado e Flynn já sabia que era a coisa mais simples do mundo.

Ele tomou outro copo com a mesma animação e depois fez uma careta.

— Internet, computador, videogames? Eu posso ter, né? — ele conhecia as tecnologias.

Sam estava lavando a louça e gargalhou.

— Quando fomos as compras, em um dia de sua escolha, compraremos tudo isso. Quer um carro também?

— Eu nunca aprendi a dirigir.

— Peça para o seu pai te ensinar.

— Agora?

— Não... Deveria deixá-lo dormir, mas peça amanhã.

— Tá. — Flynn se levantou da mesa e colocou o copo na pia — Você também não gostou do que eu fiz com as meninas.

— Pergunta ou afirmação?

— Ambas.

— Não gostei e você não deveria fazer isso. Eu não sei que tipo de criação o Gatlin te deu, mas as pessoas tem sentimentos, garotas tem sentimentos, pensamos de uma forma bem diferente de vocês. Nunca use uma garota novamente e se eu descobrir que você fez isso, eu vou mostrar a mãe que eu posso ser. — ela fez uma leve ameaça com a intenção de educar o rapaz.

— Vai controlar com quem eu transo agora? — ele se encostou na geladeira.

— Não, mas desde que não machuque os sentimentos de ninguém...

— Por que? Sério? E com quantas garotas o Freddie já não fez a mesma coisa?

Sam desligou a torneira e deu um olhar frio para o filho.

— Eu não queria ter essa conversa com você, mas seu pai só esteve comigo em toda a vida dele, o mesmo vale para mim. Não estou te mandando controlar seus hormônios, por mais que eu ache que você é muito novo para fazer esse tipo de coisa, mas eu não quero você usando garotas como objeto. Não é assim que as coisas funcionam, não mais. Gatlin te deu uma criação de merda, mas o Freddie e eu não vamos dar. Iremos mudar o quê ele fez com você, iremos reverter isso. — ela manteve o olhar nele por mais algum tempo.

— Gatlin que mandou. Eu não queria me envolver com elas, Becca foi a primeira, mas era por que eu meio que gostei dela. Foi difícil, como vampiro e tudo mais. Mas Gatlin já tinha me alertado como seria... — Flynn parou de falar ficando constrangido — Ele me tornou um monstro e é só isso que eu posso ser agora.

— Não. Você não é um monstro.

— Então eu sou o quê?

— Meu filho.

— Muda muita coisa... — ele foi irônico.

— Eu sei que vai ser difícil, mas seu pai e eu nunca vamos desistir de você.

— Só vocês dois então, por que a... Carly? Esse é o nome daquela que não desgruda do Fredward? — ele riu como um deboche — Se olhar matasse ela já teria me matado.

— Carly só está chateada com tudo isso, ela só odeia o Gatlin pelo o quê ele fez com você e...

— Espera, espera... Ela fez isso comigo. Ela que tirou minhas memórias junto com as outras duas lá. Gatlin pode ter me transformado nesse lixo, mas é culpa dela eu não lembrar de nada. Então ela tem que odiar a si mesma.

— Ela deve se odiar... Carly te amava tanto, na verdade você também gostava dela e era difícil desgrudar vocês dois. Seja lá o quê você mostrava com o seu dom para ela a deixava louca, alegre. Eu nunca entendi e ela nunca me contou. — Sam retornou a lavar os pratos.

— Ah... E eu tenho esse dom. Mostro o quê eu quero para as pessoas?

— Sim. Como se fosse um pensamento seu na nossa mente, parece que você faz o contrário do que o seu pai faz.

— Aquele lance das emoções?

— Isso... Freddie faz a pessoa sentir o quê ele quiser, mas isso é algo falso, não funciona comigo... Mas você, não sei se seu dom é mesmo mostrar para a pessoa o quê quer, não é isso, deve ser algo mais profundo. Você mostra coisas que já viu ou deseja. Dons mentais não funcionam em mim, ilusões e tudo mais, seu dom é uma comunicação, ajudava pelo fato de você não ter nascido falando, bem, era única coisa normal em você. — Sam tagarelava e Flint tentava acompanhar.

— Quanto tempo se passou exatamente desde que eu nasci? — ele queria saber.

— Um ano e quatro meses, por quê?

— Vocês nunca pensaram em tentar de novo?

— Não tínhamos estrutura pra isso, sua perda nos abalou muito.

— Ah! — Flint lembrou de algo — O quê significa desligar a humanidade?

— Merda... — Sam esbravejou e desligou a torneira finalmente terminando de lavar a louça — Onde descobriu isso?

— Na mente do Freddie.

— Desligar a humanidade é quando um vampiro ou híbrido interrompe toda e qualquer ação dos sentimentos dentro de si. Ele passa a pensar somente com o instinto. É perigoso para si mesmo e para as pessoas à sua volta.

— Você e ele já fizeram isso?

— Sim.

— E por quê não fizeram de novo após me perderem? Por quê ficaram sofrendo?

— Não podíamos nos afastar um do outro e nem destruir as pessoas à nossa volta, por isso decidimos enfrentar a sua perda juntos. Por isso ele me pediu em casamento.

— Uau... Vocês se superam a cada história.

— Acho que sim...

— Sou filho do Alfa com a Ômega, eu deveria me achar... Mas isso é tão sem graça. — ele caminhou pela cozinha sem qualquer ânimo.

— Era para ser engraçado? — Sam usou o mesmo tom de descaso dele. Ela que criou esse tom e Flint querendo ou não tinha essa parte dela.

— Ui, está brava? — ele ergueu as mãos sendo sarcástico — E não esquenta, não vou desligar a humanidade, é muito empenho e gosto dos meus sentimentos, aqueles que sabem que eu jamais vou sentir gratidão ou qualquer outra coisa por vocês... Quem precisa desligar a humanidade sendo alguém como eu?

Sam se machucou com essas palavras.

— Você...

— Então Sam... — Flynn murmurou cortando a mãe — Eu posso ser um lobo agora mas assim como você eu também preciso caçar.

— Ah... — Sam não conseguiu esconder a expressão de desgosto — Você não pode caçar humanos.

— Olha... É lindo essa coisa de pais que reencontraram o filho, sério mas... — ele saiu da cozinha e Sam correu atrás dele — Não podem me obrigar a seguir o estilo de vida de vocês. — Flint foi andando para a porta da sala e Sam o seguiu.

— Podemos te ensinar...

— Eu não quero aprender! — Flynn gritou ficando nervoso.

— Calma garoto.

— Se te faz feliz eu não vou caçar aqui na reserva.

— Pense nas famílias que você vai destruir.

— E os mendigos nas ruas? Favor pro governo né?

— Por favor, seu pai vai ficar muito chateado com você.

— E quando ele não está? — Flint abriu a porta da sala — Ele me olha como se eu fosse um nada.

— Isso não é verdade. — Sam segurou o braço dele — Ele apenas quer devolver suas memórias.

— Claro, por que vocês não podem me aceitar como eu realmente sou. — ele saiu dali e correu para a floresta.

— Flint! — Sam chamou por ele, mas era em vão.

Ela segurou a maçaneta pensando se ficava ou corria atrás dele, mas não era bem uma decisão, uma mãe faria de tudo pelo filho.

Sam correu na mesma direção que o Flynn foi. Ela sentia o cheiro do filho pela vegetação e os passos dele na neve deixaram uma trilha. Sam agilmente percorreu alguns quilômetros da floresta tentando não perder o rastro, mas a neve aumentava dificultando a busca.

Ela parou ao se ver chegando ao Canadá. Flint realmente tinha ido caçar longe da reserva. Sam não era uma rastreador e Flint era habilidoso, ele podia estar em qualquer lugar e ela não iria conseguir acha-lo. Talvez Freddie pudesse achar o rapaz, mas isso só acarretaria mais problemas. Todos estavam ciente que o assassino da reserva era filho do Alfa, mas isso não empataria de outros tentarem mata-lo. Os anos de paz estavam começando, mas Flynn tomando as próprias decisões poderia afetar o novo sistema.

Sam socou uma árvore quebrando o tronco ao meio. Ela estava frustrada e sentiu vontade de chorar novamente. De todas as magias que conhecia sabia que nenhuma poderia trazer as memórias do filho. Nenhuma Hexenbiest, nenhuma ordem de Alfa, nenhuma bruxa poderosa poderia trazer aquilo que se perdeu.

Ela achava inacreditável ter algo tão perto e ao mesmo tempo tão longe.

Sam fez o caminho de volta para a reserva. Ao entrar em casa se aliviou ao ver que Freddie ainda dormia, ele já tinha coisas demais para lidar e um filho louco por ai era o de menos no momento. Na cabeça de Sam funcionava assim: Flint já era adulto e se quisesse voltar pra casa iria fazer isso.

Ela não poderia prendê-lo para sempre, essa era a verdade.

A manhã parecia infindável. Freddie dormiu durante todo o período e somente quando Sam terminou de fazer o almoço o Alfa despertou.

Freddie saiu do quarto em passos leves. Ele passou no quarto onde deixara o Flint e ao ver que ele não estava lá foi para a cozinha.

— Cadê o Flint? — perguntou Freddie.

Sam se distraiu por um minuto por ele estar apenas de shorts — como ultimamente — mas depois retomou o fio da meada.

— Ele saiu. — ela respondeu apenas isso.

— Saiu? Como assim saiu? E você deixou? — Freddie segurou Sam pelos braços — Para onde ele foi?

— Algum lugar do Canadá eu acho, ele foi caçar e eu não consegui prendê-lo aqui.

Freddie suspirou e soltou Sam.

— Caramba...

— Ele vai voltar, mas será difícil lidar com ele e você já sabe disso.

— Sim eu sei.

— Passamos pela perda dele juntos, agora que o temos de volta também passaremos juntos.

— Claro, sem dúvida alguma.

— Então, quer almoçar?

Freddie mordeu o lábio.

— Quanto tempo será que ele vai levar para voltar?

— Não sei, por quê?

— Porque eu tenho planos...

Sam entendeu de imediato.

— Não vamos transar com o nosso filho desaparecido por aí.

— Ele não está desaparecido, ele vai voltar, você mesma disse.

— Mas é errado.

— Errado? — Freddie agarrou Sam pela cintura — Errado é você deixar seu marido esperando.

— Esperando? — Sam riu e Freddie roubou um beijo — Não... Não vamos fazer isso.

— Sei... — ele virou Sam de costas.

— Droga Fredward, aqui? — ela se apoiou na bancada de mármore.

— Sim... — ele abaixou o shorts da Sam levando a calcinha junto — Rápido ou devagar?

Sam ofegou e ele mal tinha tocado nela.

— Devagar.

Freddie beijou o pescoço dela e desceu a mão até o sexo da esposa.

— Espero que você esteja molhada.

— Eu sempre estou pra você... — ela sussurrou quase desmaiando só por sentir Freddie tocá-la.

Ele inseriu um dedo nela fazendo Sam se curvar e usou a palma da mão na parte mais sensível do corpo dela.

Sam gemeu mas em seguida mordeu o lábio.

Freddie deslizou o dedo para fora de Sam enquanto acariciava ela com a outra mão.

— Abre a boca... — ele pediu no ouvido dela.

A loira abriu e Freddie colocou o dedo molhado na boca da mesma. Sam sugou e mordeu, fazendo o marido rir. Ele retirou o dedo da boca dela.

— Quer que eu sugue outra coisa? — ela foi atrevida o suficiente para perguntar.

— Não, desse jeito vamos passar o dia todo fazendo isso e temos que acabar antes que o garoto volte. — Freddie apertou a bunda dela e abaixou o shorts — Posso?

— Não. Eu quero assumir o controle... — ela o levou para o quarto.

Freddie riu vendo Sam tirar a camisa e o sutiã.

— Você vai descontar em mim? — ele retirou a cueca e se deitou na cama.

— Talvez... — ela subiu em cima dele. Sam percorreu todo o peito do Freddie com a mão.

Ele ergueu a pélvis procurando pela dela.

— Deixa eu te dar prazer.

— Você não tem paciência? — ela deixou ele se afundar nela devagar.

— Não quando o assunto é você. — ele fechou os olhos.

— Abre. — ela exigiu e puxou o topete dele de maneira forte.

— Ah! — ele protestou tentando ficar de olhos abertos — Vai descontar todas às vezes em que te bati?

— Vou. — ela puxou de novo.

Freddie trincou o maxilar por que aquilo realmente estava doendo. Ele focou no prazer que sentia com Sam cavalgando sobre seu membro. Era tão intenso quando ela rebolava.

Fredward agarrou Sam pela cintura. Ela trincou os dentes quando ele subiu o quadril, penetrando tão fundo quanto podia. Sam arranhou o peito dele fazendo Freddie gritar.

— Mais rápido amor. — ele pediu subindo uma mão para o seio dela.

— Não, eu quero desse jeito... — ela segurou a mão dele antes que chegasse ao seio esquerdo — Não me toca se eu não pedir.

— Quê? — ele ficou bravo e apertou o corpo dela com a outra mão.

Sam agarrou as mãos do Freddie e rosnou.

— Quietinho.

— Você é tão sexy sendo mandona... — ele gemeu quando Sam se movimentou para frente e para trás.

— Oh... — Sam suspirou com as sensações.

Sam encontrou o olhar do Freddie e isso dava a ela uma certa satisfação pessoal. Ver o marido delirando de tanto prazer e por culpa dela. O momento não podia ser melhor.

— Porra, como você consegue me olhar desse jeito? — ele sussurrou acariciando o rosto dela.

Sam girou o quadril sentindo ele por todos os lados. Ela se inclinou e o beijou na boca. Freddie se sentou para poder abraça-la enquanto ainda estava dentro dela.

Suas bocas se conectavam de maneira perfeita. O formato dos lábios se encaixavam como peças de quebra-cabeça. O beijo possuía uma simetria do espaço.

A boca dele se desprendeu dos lábios dela para percorrer o pescoço e os seios. Ela gritou quando sugou o mamilo dela.

— Freddie! — ela se contorceu de prazer em cima dele.

— Isso... Deixa eu te ouvir bebê. — ele meteu profundamente ainda com a boca nos seios dela.

Sam gemia sem intervalos. Freddie era um excelente amante. Ele deixava ela louca, completamente fora de si, porém se esquecia que Sam sabia fazer o mesmo.

Ela segurou o rosto dele e o encarou. Sam subiu e desceu com rapidez fazendo Freddie jogar a cabeça para trás.

— Minha vez de ouvir você... — ela diminuiu a velocidade — Anda Freddie! — ela bateu no rosto dele.

Ele grunhiu.

— Ah Sam!

— De novo. — ela se movia do jeito que ele gostava.

Freddie inverteu a posição deixando Sam de costas para ele. Em segundos ele estava dentro dela de novo, mas desse jeito ele segurava os seios da Sam.

— Oh Sam... Ah... — ele gemia no ouvido dela.

Sam jogou a cabeça para trás encontrando o ombro dele. Freddie deslizava para dentro e para fora. Ele a mordia no pescoço flexionando o quadril, a preenchendo de novo de maneira deliciosamente devagar.

— Eu que te possuo amor... — ele avisou.

Ela gemeu.

— Sim...

— Não tente me controlar.

— Nunca. — ela arquejou.

Freddie apertou a cintura dela novamente e empurrou o quadril mais forte fazendo Sam gritar de novo. Ele começou um ritmo punitivo.

Freddie amava foder com Sam, mas amava ainda mais se ele estivesse no controle, não ao contrário. Ele queria agrada-la, esse era o maior objetivo e Sam querendo assumir tudo sozinha acabava fazendo ele sentir mais prazer do que ela.

A respiração dele ficou mais dura e tão irregular quanto a dela, chegou ao ponto de se igualarem.

— Você é muito apertada. — ele ronronou metendo com força.

— Você é que tem muito conteúdo... — ela fechou os olhos sentindo o orgasmo começar.

— Isso querida, goza com força... — Freddie murmurou com os dentes cerrados.

— Fredward! — ela gritou por ele enquanto o orgasmo rasgava seu corpo.

— Porra Sam! Oh! Porra! — ele se afundou até as bolas.

Freddie gozou ao ver ela gemendo em cima dele. Ele continuou penetrando e só iria parar quando ela implorasse. Ele entrou e saiu tremendo.

Sam estava exausta ainda lidando com o estágio final do ápice.

— Amor, para... — ela sussurrou ainda envolvida pelos braços fortes dele.

— Implora que eu paro... Ou goza de novo.

— Não aguento mais.

— Resposta errada. — ele a virou novamente e ficou por cima dela.

— Porra, não! — Sam protestou sentindo ele dentro dela.

— Ah Sam! Isso! — Freddie espalmou as mãos na cama.

Sam gemia sem controle. Ela sabia que nada o faria parar, restava chegar ao ápice novamente mas deixar que Freddie fizesse isso sozinho.

Ele estocava querendo ser rápido. Sam agarrou os braços dele para lidar com o quê estava por vir.

Freddie batia dentro dela. Ele era incansável mas tinha consciência que Sam só aguentaria essa última vez. Ele girou a pélvis se afundando, deixando Sam ouvi-lo gritar.

O ritmo prosseguiu veloz. Freddie já sentia o sexo de Sam se contrair.

— De novo? — ele sorriu debochando.

— Apenas me foda. — ela murmurou segurando o orgasmo.

— Goza agora porra! Para de segurar. — Freddie segurou o queixo dela — Vai Sam!

Ela cedeu ao pedido dele e gozou de novo. Ela era totalmente dele. Sam queria aquilo, queria pertencer a ele, queria chegar a esse lado negro sempre com ele. Freddie era o mundo inteiro para ela.

Ele ainda não tinha gozado e Sam abriu os olhos.

— Por favor, sai... — ela choramingou.

Freddie saiu e fez o serviço com as próprias mãos em si. Sam observou. Ele gozou violentamente e caiu ainda gemendo sobre ela. Ele respirava com força. Ela o abraçava sorrindo ao mesmo tempo em que também recuperava o fôlego

— Eu amo você... — ele disse.

— Hum... — Sam mordeu ele na orelha — Eu sei.

— Desculpa ter te sujado... — ele cheirou o pescoço dela.

— Eu não ligo. — ela estava sonolenta mas tinha que se manter acordada.

— Prometo ser mais cuidadoso.

Ela gargalhou.

— Por que eu quase não aguentei? Foi só por que eu estou cansada após tudo, você sabe muito bem que aguento três vezes seguidas.

Freddie se apoiou nos braços e a olhou no rosto.

— Fica mais intenso a cada vez...

— Sim, eu percebi. — ela o beijou brevemente.

— Estou esperando o meu "eu te amo"

Sam afagou o rosto dele.

— Eu te amo Freddie, muito mais do que amava ontem e certamente te amarei muito mais amanhã.

Ele mordeu o lábio olhando para os seios dela.

— Quero as três vezes seguidas amanhã.

— Ah você é terrível... — ela deu um tapa nele.

— Sempre. — ele a beijou de maneira quente.

Sam devolveu o beijo na mesma intensidade e os dois rolaram pela cama enquanto se agarravam.

— Fredward? Samantha? Voltei! — Flynn gritou do andar de baixo.

— Merda! — Freddie saiu de cima da Sam.

— Estamos indo! — Sam correu para vestir o roupão.

Os dois escutaram os passos dele da escada para o corredor.

— Onde vocês... — ele parou de andar — Ah... Meu Deus que horror, já sei o quê estavam fazendo, esquece... — ele fez o caminho para o andar debaixo de novo.

Sam explodiu em uma risada e Freddie também.

— Vamos pro banho? — Sam chamou o marido.

— Claro, antes que o garoto surte. — Freddie a acompanhou até o banheiro.

Flint tinha caçado, mas foi assaltar a geladeira da cozinha por que estava com fome. Ele percebeu o almoço no fogão e foi se servir deixando o sanduíche que pretendia fazer para trás.

Ele preencheu o prato e se sentou à mesa.

Flynn comeu lentamente pensando coisas aleatórias. Ele sabia que tudo o quê tinha eram os pais, mas aquilo ainda era uma história difícil de se engolir.

Ao terminar a refeição ele tomou o suco diretamente na jarra, deixando apenas o açúcar no fundo do vidro.

Sam e Freddie entraram na cozinha um pouco sem jeito.

— Oi Flint, como está? — perguntou Fredward.

— Bem... — o garoto respondeu e então se levantou.

Sam conseguiu ver a parte da frente da camisa, totalmente manchada de sangue. Ela levou a mão à boca em choque com aquilo.

— Ah Deus... — Freddie murmurou.

— Ops, descuido da minha parte. — Flynn meio que se desculpava.

— Não posso permitir isso.

— Vai dar uma de pai agora?

— Flint, são pessoas inocentes. — justificou Freddie.

— E daí?

— Sabe que eu posso te ordenar a não fazer mais isso. — Freddie deu um passo para frente mas Sam o segurou.

— Vai lá. Me transforma em um escravo, tira a minha vontade, é só o quê você sabe fazer. — disse Flynn.

— Chega. — Sam interviu — Flint vai pro seu quarto tomar um banho e trocar essa roupa, já deixei algo para você, amanhã iremos às compras.

Ele não respondeu e simplesmente subiu para o outro andar. Sam aguardou ele ligar o chuveiro de um dos banheiros e só então rompeu em lágrimas.

— Sam... Não... — Freddie a abraçou.

— Droga! — ela soluçou — Não era para ser assim!

— Vamos dar um jeito nisso.

— Sim... Nós vamos. — Sam saiu pela porta da cozinha e correu para a biblioteca da reserva.

Freddie entendeu o que Sam procurava, então se pôs a procurar com ela.

Já era de noite quando todos os livros haviam sido folheados. Não existia nada ali sobre como trazer memórias de volta. Sam se sentia quase derrotada, mas se lembrou da biblioteca de Viena e sabia que alguma coisa devia haver lá.

— Eu achei algo aqui... — Freddie murmurou com um livro velho na mão — Não é o quê queríamos mas tem haver com a Kimera.

— O quê? — Sam de repente estava ansiosa.

— Diz aqui que ela é um perigo e que deveria ser destruída assim que nascesse, caso contrário ela traria trevas, caos e morte, blá, blá, blá a mesma coisa que falam dos híbridos, vampiros e afins. — ele mostrou o livro para Sam — Mas aqui também diz que somente um imprinting seria capaz de doma-la, pois, ela entenderia a vontade do amado e viveria de maneira plena ao lado dele.

— Mas o imprinting só funciona de um lado, ela não o amaria a menos que se apaixonasse e fosse induzida a isso.

— Mesmo assim, parece que algo muito maior estaria por trás desse imprinting, a natureza do lobo seria tão amarga e escura quanto a dela, juntos iriam encontrar um caminho de luz. — Freddie sussurrou a última parte.

— Ou caminhar juntos para as trevas... — Sam leu um fragmento.

— Não comigo como Alfa.

— Nem tudo está em seu alcance.

Freddie sentiu o orgulho ser ferido.

— Continuando... Kimera segundo o livro é essa daqui. — ele indicou a garota com asas de anjo — Os poderes dela serão extremamente letais e será difícil ensiná-la a controla-los.

— Carly e Gibby terão todo e total apoio da nossa parte.

— Claro, claro.

— Engraçado o ponto em que chegamos.

— Qual?

— O fato de quererem matar os nossos filhos.

— Pelo visto é o que Flint e Kimera tem em comum.

Sam colocou a cabeça entre os joelhos.

— Ninguém disse que seria tão difícil assim... — ela sussurrou querendo uma saída.

***

E o mês de dezembro estava quase no meio. O natal chegaria em breve mais uma vez. Carly e Gibby ainda não tinham aparecido.

A casa de Sam e Freddie passou por uma pequena reforma. As coisas que Flint queriam foram instaladas e família estava feita. Porém, o garoto ainda era difícil de lidar, sempre sumindo e causando desordem. Não tinha uma pessoa na reserva que ainda não brigara com ele. Sam já estava perdendo a cabeça e negava que a melhor opção era deixar o Flint seguir com a vida dele, mas para ela o importante era ter o filho de volta, por mais que não fosse inteiramente.

Freddie tinha uma pequena reunião na reserva, Sam queria ir junto, mas não queria deixar o Flint sozinho. Por sorte Carly ligou avisando que Gibby iria na reunião, então ela daria uma passada na casa dos Bensons.

— Sumida. — Sam murmurou abraçando Carly com cuidado que trazia Kimera nos braços.

— Muita coisa para colocar em ordem. — disse Carly — Cadê o monstrinho?

Sam revirou os olhos.

— Jogando alguma coisa lá em cima... E você vai cuidar dele.

— Espera! Eu vou ficar tomando conta dele? — Carly não acreditava.

— A gente já volta. — Sam acenou correndo para fora.

— Me deve uma.

— Eu já te salvei, não te devo nada. — a loira seguiu Freddie e Gibby.

Carly bufou com a enrascada que tinha se metido. Ela não gostava do Flint, bem, pelo menos não no que ele tinha se transformado. Ela se culpava pelo ocorrido e agora deveria enfrenta-lo.

A vampira se sentou no sofá após colocar Kimera no bercinho que um dia pertencera ao Flynn. Sam já tinha deixado ali preparado para isso.

Carly pensou em ligar a tv mas logo desistiu. Ela se concentrou para escutar a reunião ao longe, era fácil mas, ao escutar a voz do Freddie se entediou. Não era importante.

Ela suspirou e escutou passos na casa.

Flint desceu as escadas e foi para a cozinha. Carly o seguiu.

— E aí monstrinho. — ela cumprimentou.

— Olá vampira. — disse ele abrindo a geladeira.

— Soube que andou dando trabalho.

— Adolescente, sabe como é que é. — ele pegou uma maçã e fechou a geladeira.

— Não justifica seu comportamento sem caráter.

— Carly, me deixa em paz, minha mãe é outra. — ele já estava bravo e tinha fumaça pelo corpo.

— Se você soubesse o quanto magoa as pessoas...

— É, mas eu não sei, então.

— Flint...

— Caralho me deixa em paz!

— Para de gritar comigo. — Carly o empurrou em um armário — Estou te vendo Judas, bem na barriga da besta.

— Não encosta em mim! — ele tentou empurrá-la de volta mas Carly segurou os braços dele.

— Apenas mude por que nada disso foi culpa deles! Nada disso é culpa dos seus pais! Eles te amam seu mal agradecido de merda!

— Foda-se vadia! — gritou ele com ódio.

Carly deu um tapa no rosto dele e se afastou.

Kimera chorou na sala e Carly deu às costas para verificar a filha.

Flynn tremia com uma raiva homicida. Ele sentia a gravidade o puxar para sala. Uma força o conduzia. Ele andou se preparando. Ele iria se transformar. Ele iria matar a Carly por que não gostava nem um pouco dela. Era isso que ele desejava.

Ele caminhou e parou próximo do sofá. Uma força que ele jamais sentiu o jogava para frente, como um comando de algo maior. Ele sentia o fogo correr pela espinha e descia até a ponta dos pés. Seria rápido.

O garoto se abaixou preparado para atacar. O olhar se focou em Carly que estava de costas distraída com Kimera.

A vampira ergueu a criança. Olhar do Flynn e do bebê se encontraram pela primeira vez.

Primeiro o quê ele sentiu foi choque. O fogo se dissipou deixando-o gelado. Em segundo tudo o quê ele era se desprendeu de si e ficou aderiva no espaço, quando tudo voltou eram mais coisas do que ele se lembrava. Em terceiro toda a existência dele parecia ter encontrado sentido no rostinho daquele bebê. No rostinho da garota que agora pertencia a ele, assim como ele pertencia a ela. No rostinho da Kimera.

Ele continuou ajoelhado sentindo o imprinting que acabara de ocorrer. Na sua mente cenas eram mostradas de outro ângulo, foi difícil quando percebeu que aquilo eram suas próprias memórias.

Ele quis chorar após ver tudo o quê tinha feito. No que tinha se transformado... Flint era tão doce e agora era muito mais do que amargo. Pela primeira vez sentiu nojo de si mesmo.

— Carls... — ele chamou sufocado.

Carly olhou para ele confusa.

— Por que me chamou assim? E o quê faz aí no chão?

Flint estava tão envergonhado de seus atos que preferiu mentir.

— Acho que já ouvi minha mãe te chamar assim...

— Não. — Carly negou — Ela nunca me chamou assim na sua frente, só quando você era... Bebê. — ela se assustou ao ver a realidade.

— Não! — ele se levantou em pânico — Eles não podem saber! Não merecem um filho como eu!

— Suas memórias voltaram! Meu Deus! Como?!

Flint deixou as lágrimas descerem.

— Kimera...

— O quê ela fez?

— O imprinting... — sussurrou ele.

— Você teve imprinting pela minha filha?! Droga Flint! — Carly se desesperou.

— Não pense assim! Eu não a enxergo dessa forma.

— O problema não sou eu... Mas quando o Gibby descobrir... Ele jamais vai querer que a filha dele seja prometida a você, com ou sem suas memórias de volta.

— Não precisamos contar.

Carly suspirou e abraçou o Flint.

— Não tem como esconder, ele vai perceber o seu olhar nela.

— Eu me afasto...

— Você sabe que isso não é possível...

— O quê foi que eu fiz Carly? — ele chorou no ombro frio dela — O quê... O... — ele voltou a chorar ruidosamente e foi assim pelos próximos vinte minutos.

Quando finalmente Carly achou que se ele chorasse mais um pouco morreria desidratado, o choro acabou.

Ela rompeu o abraço e o levou para o sofá.

— Quer alguma coisa?

— Água. — respondeu ele enxugando o rosto na blusa.

— É claro que você quer. — Carly murmurou e foi à cozinha, em instantes já tinha um copo na mão — Aqui.

— Obrigado. — ele agradeceu por que esse era o verdadeiro Flint, educado, profundo e belo.

— Você não tem culpa de nada. — Carly alisou as costas dele — Não precisa se culpar, apenas continue com eles.

— Ok... — os lábios dele tremiam.

— E minha filha só vai namorar com dezoito anos e nas minhas vistas de preferência, então até lá você tem longos anos como monge pela frente.

Flynn deu uma risada curta.

— Não se preocupe, não penso nela assim, só quero que ela seja feliz acima de tudo, independentemente de com quem seja.

— Espero que seja assim mesmo. — ela passou o braço em volta dele e Flint se contraiu com frio.

— Perdão ter gritado com você.

— Perdão ter te batido, eu não tinha o direito de erguer a mão para você, nem seus pais te batem quem sou eu pra fazer isso.

— Eu mesmo quero me bater, não se culpe Carls, não se culpe por mais nada. — ele descansou contra ela ainda se odiando.

O "felizes para sempre" estava a um passo de distância.

Notas finais
O que acharam bebês? Ahuahuahuahauahua FLINT E KIMERA AGORA ISSO EXPLICA MUITA COISA PARA TODOS. Comentem ai lindinhos, leitores antigos e novos anotem ai vem de Whatsapp: 45 991233982 Próximo capítulo: Felizes para todo o sempre See you soon guys! Very soon...