42 - Violet Hill
61 Felizes para todo o sempre
Notas iniciais
Parte 61: Histeria coletiva
Soundtrack: High — James Blunt
Povs geral:
Flint permaneceu no sofá ao lado de Carly. Eles tentavam bolar um plano para que Gibby não soubesse do imprinting.
— Ele vai me matar... — o garoto murmurou.
— Sam e Freddie não vão deixar. Eu não vou deixar. — disse Carly.
— É melhor contar, esconder será pior... Certo?
— Certo e não apenas contar, mas deixá-lo ver que graças a isso suas memórias voltaram... Você é novamente aquele garotinho a quem Sam deu à luz.
— Ele não vai engulir essa.
— Não. Não vai.
Flynn suspirou de maneira pesada.
— Ela pode escolher qualquer um quando crescer, podemos lembrá-lo disso.
— Mas é óbvio que ela vai escolher você.
— Talvez não, mas estamos lutando com as armas que temos.
— Palavras Flint, são apenas palavras.
Ele não respondeu.
A reunião chegara ao fim. Freddie e Sam retornavam de mãos dada para casa. Gibby caminhava na frente com pressa para ver a Carly. Ele foi o primeiro a passar pela porta.
Flint recuou no sofá e Carly apertou a mão dele gentilmente.
— Oi. — a voz da Carly saiu pior do que pensava.
Gibby estreitou os olhos.
— Oi amor.
— Como foi a reunião?
— Normal.
Carly forçou um sorriso.
— Claro...
— E aí! — Sam disse entrando com o Freddie.
Flint desviou o rosto querendo chorar. Era como se visse os pais pela primeira vez. Ele engoliu a bile e escondeu o rosto no ombro da Carly.
— Flint? O quê aconteceu? — Sam rapidamente se ajoelhou na frente do filho — Você está ferido?
Carly não se mexeu por que sabia que era uma péssima mentirosa.
Freddie se sentou ao lado esquerdo do Flynn tentando entender o problema.
— Kimera está bem? — Gibby verificou a filha no berço.
Ao escutar o nome dela Flint olhou para o bebê. Foi um olhar rápido, mas foi o suficiente para Gibby sentir o peso e a diferença na atmosfera.
— Gibby não! — Carly gritou, mas Gibby a empurrou para o outro lado da sala e agarrou Flint pela camisa.
— Gibby! — berrou Sam tentando empatar aquilo, ela ainda não compreendera.
Freddie permaneceu parado em choque e seu olhar encontrou o da Carly. Aquela necessidade estranha, ou a atração perigosa não estava mais ali. Ele a via como a melhor amiga, a garota que morava no apartamento da frente. Ela era apenas Carly para ele.
Carly olhou para o Freddie e tudo que sentia era admiração pelo melhor amigo. O vampiro que morou anos na porta da frente. Ele era uma parte da sua família e nada mais.
O laço estava feito. O imprinting de Flint por Kimera justificava o amor que um dia tinham possuído um pelo outro, exatamente como agora justificava Sam e Gibby.
O mundo girava em um novo eixo. Tudo estava em seu lugar.
Freddie se levantou, ele planejava sair, mas Carly o abraçou com força.
— Temos que parar o Gibby. — disse ela.
— Nós vamos. — ele se soltou dela e juntos correram para fora.
— Nunca mais chegue perto da minha filha! — Gibby lançou o garoto na neve.
— Não é desse jeito! Você sabe disso! — Flint respondeu se levantando.
— Longe dela!
— Tudo o quê eu quero é que Kim fique a salvo e feliz, ela vai precisar de alguém, eu sei a história dela... E agora faço parte.
— Kim? — Gibby rosnou.
— O nome que vocês deram era meio estranho então...
— Oh, que legal, já deu um apelidinho. — Gibby avançou e Freddie se colocou no caminho.
— Pare! Pense nisso Gibby, a profecia mostrou que alguém iria domar a Kimera... Quem seria melhor do que o Flynn para isso? — disse Freddie.
— Ela não merece alguém como ele. — Gibby cuspiu na neve.
— Gibby, você conhece o imprinting melhor do que ninguém, escolheu a Carly e a amou mesmo depois do que ela fez com a sua mãe... — Flint começou a dizer e Freddie recuou assustado ao notar a diferença de comportamento — E quando eu era bebê e a Carly me pegava nos braços, você costumava sorrir e achar que eu era a coisa mais especial do mundo, por mais que eu não pertencesse a você. E eu lembro que no dia em que eu nasci, você olhou para minha mãe como se ainda a amasse, eu fiquei bravo e te mostrei o quanto ela amava o meu pai, e o quanto ele amava ela. E agora eu mostro que a razão de tudo isso sempre foi o imprinting que eu deveria ter pela sua filha. Nada é ao acaso... Nada.
Sam sentia os dentes se baterem de pavor. O choque percorria cada nervo que possuía. Ela sabia que não era só o imprinting que tinha acontecido.
Freddie abriu a boca para dizer algo e fechou novamente.
Carly se aproximou de Sam.
Gibby ainda bravo respirava com força na noite fria.
— Eu sei que sou um monstro e que a Kim não merece alguém como eu, ela pode ser feliz com quem quiser, mas não posso me afastar dela. Eu semprei serei uma sombra e um dia ela vai ver que precisa de mim. Eu não posso simplesmente ir embora. — Flynn continuou o discurso — Ela devolveu minhas memórias e... Eu não sei por que eu continuo falando... Não sei.
— Você se lembra... — Freddie murmurou tocando o ombro do filho.
— É pai, eu lembro. — Flint começou a chorar de novo — Me desculpa.
Fredward o abraçou com força e também chorou.
Gibby se afastou e foi andando para a casa, porém Carly segurou o braço dele.
— Ela também é minha filha e eu sei o quê o Flint fez, mas também sei quem ele realmente é. Você me ama Gibby, imagina não poder mais me tocar ou me ver? Se coloque no lugar dele. — Carly pediu e tocou o rosto do Gibby — Ninguém jamais vai ser bom o bastante para nossa filha e ninguém será bom o bastante como o Flint.
Gibby concordou com a cabeça e a abraçou.
Carly olhou para a Sam, que ainda permanecia parada.
— Ele... — Sam sussurrou.
— Sim. É seu filho Sam, apenas vá conversar com ele. — disse Carly.
Sam respirou fundo e foi. Ela quis se fazer de forte então segurou as lágrimas.
Ela empurrou o Freddie para poder abraçar o filho, que a girou nos braços tirando os pés dela do chão.
— Mãe eu te amo. — ele sussurrou.
Sam acariciou os cabelos dele.
— Eu também te amo Flint.
— Me perdoa por tudo.
— Não era você... Aquilo não importa mais. — ela não o soltou e continuou naquele abraço.
Freddie enxugou o rosto na blusa e sorriu para a Sam. A loira prosseguia sem chorar.
— Quero te mostrar algo. — Flynn sussurrou e olhou a Sam no rosto.
— O quê? — ela esperou.
Flint mostrou a ela quando a viu pela primeira vez e o quanto toda a sua vida sempre girou em torno dela.
— Vai chorar agora? — perguntou Freddie.
Sam apertou os lábios mas sentia os olhos arderem.
— Agora eu vou. — ela abraçou o Flint de novo e começou a chorar.
— Está parecendo aquelas novelas ruins. — Gibby murmurou e Carly bateu no braço dele.
— Isso é lindo... Tudo está perfeito agora. — ela se emocionou.
— Kimera só vai namorar com vinte anos.
— Eu disse a ele dezoito.
— Pois eu digo vinte.
— Kim é que vai decidir.
— Kim? Ah, você também não Carly.
— Qual é o problema? Você não gosta? É um apelido tão fofo.
Gibby puxou Carly para o peito dele.
— Tudo bem, Kim então, que seja.
— Kimera Mabel Shay Gibson... Vai ser muito interessante quando for apenas Kimera Mabel Benson. — Carly brincou com os nomes
— Acha que ela vai tirar o Gibson?
— Tenho certeza e vai tirar o Shay também, o nome dela já está muito grande. — ela fechou os olhos e inalou o cheiro dele, ainda era estranho e inconveniente, mas ela o amava.
— Realmente nos tornamos uma família, nada convencional mas é bom.
— Sim... É muito bom. — Carly riu diante da verdadeira paz.
3 anos depois:
Sam andou de um lado para o outro no quarto. Freddie saiu para levar Flint a uma patrulha. Ela aguardava pelo retorno pensando em como dar a notícia.
Ela olhou no espelho e subiu a blusa. De novo. Dessa vez era necessário e gostaria de saber como o Freddie iria reagir.
Sam ainda carregava na memória a lembrança amarga de quando disse que estava grávida ao Freddie, ele tinha surtado em Violet Hill, mas agora ela sabia que seria diferente.
Ela deixou de se transformar novamente por que a profecia pedia isso e tudo ocorreria bem. Wendy foi a primeira saber por sempre estar de olho no futuro da Sam e disse que não era para se preocupar.
Finalmente ela ouviu passos ao lado de fora e Freddie surgiu na janela.
— Oi querida. — ele disse e entrou no quarto, usando apenas o famoso shorts jeans surrado.
— Temos uma porta da frente. — ela brincou nervosa.
— Preguiça. — ele foi para a cômoda pegar roupas limpas.
— Espera... Não tome banho agora. — ela pediu hesitante.
— Por que? — ele ergueu as sobrancelhas.
— Quero contar um coisa... Cadê o Flint? — perguntou Sam.
— Ele foi na casa do Gibby, vamos fingir que foi para incomodar o Guppy mas óbvio que ele foi passar um olho na Kim. — respondeu Freddie.
Sozinhos. Sam pensou. Aquilo era bom para ela.
— Então pode ir para o banho.
— Você não ia me dizer alguma coisa?
Sam ia jogar com ele.
— Quando o Flint voltar eu conto...
— Sem essa, diga agora.
— Não.
Freddie sorriu sentindo a energia mudar.
— Você sabe que eu posso te fazer falar.
— Pode? — ela deu um passo para trás, porém Freddie era rápido e já tinha os braços em volta dela.
— Conte. — ele exigiu.
— Acho que você pode fazer mais do que isso.
Freddie beijou o pescoço dela e a puxou contra o shorts. Para ele, ficar excitado era muito fácil, Sam o deixava louco.
— Eu vou tirar a sua roupa e vou te foder até você me contar.
— Isso pode demorar... — ela mordeu a orelha dele.
— Tenho dia todo. — ele puxou a camisa dela — De costas... — ele aguardou ela se virar e então retirou o sutiã — Vira novamente.
— Deixa eu tirar seu shorts. — ela pediu mordendo o lábio ao ver ele se abaixar para tirar o shorts dela.
— Eu ainda não terminei de tirar a sua roupa. — ele murmurou rouco.
Freddie abriu o botão e deslizou o shorts de Sam pelas pernas dela, em seguida a beijou na coxa direita e foi subindo até a barriga. Com calma ele tirou a calcinha da esposa e ela agarrou o topete úmido dele. Chovia lá fora.
— Posso? — ela se referia ao shorts.
— Pode. — ele deu um leve tapa na coxa dela e ficou de pé.
Sam se colocou de joelhos e com pressa tirou o shorts do Freddie. Ela pegou a ereção dele e apertou indo até o final. Ele gemeu por que por pouco não foi doloroso. A loira usou a boca e cobrindo os dentes com os lábios o chupou com força.
Freddie segurou a cabeça da Sam e empurrou fundo na boca dela. Ela continuou o quê estava fazendo e usava a mão ao mesmo tempo. Ele gemia sentindo o prazer se espalhar pelo corpo. Era uma sensação tão maravilhosa.
Sam parou para respirar e beijou a parte de cima diversas vezes, depois continuou chupando de maneira rápida com a intenção de fazer ele gozar.
— Hey Sam... — ele murmurou perdido naquilo — Chega... Eu não quero gozar agora. — Sam não parou e segurou o quadril dele com força sem retirar a boca dali — Você não vai parar? — ele sentia o orgasmo chegando — Ah Sam! Merda! — ele segurou o rosto dela e começou a movimentar o quadril — Foda-se, eu disse pra você parar. — ele continuou se movimentando em quanto ela sugava como uma profissional.
Não demorou muito e ele explodiu na boca dela chamando pelo nome da mulher que ama.
Sam engoliu e se levantou.
— Ainda não vou te contar.
Freddie se apoiou em Sam buscando se acalmar após um orgasmo tão intenso.
— Cama. — ele mostrou — Você vai me contar.
Sam se deitou no colchão e Freddie subiu em cima dela.
— Eu vou é?
Freddie não respondeu. Ele apenas trilhou beijos do pescoço dela até os seios. Ele sugou um mamilo enquanto apertava o outro com a mão. Sam gritava sentindo aquilo disparar na região sul do seu corpo.
Freddie desceu uma mão para o sexo dela e inseriu dois dedos.
— Molhada como sempre, vejamos o quê vou fazer com você... — ele girou os dedos dentro dela a fazendo gemer — Não quer me contar agora?
— Não... — ela ofegou.
— Por que?
— Porque eu quero você primeiro.
— Eu já estou aqui. — ele acariciou o clitóris dela com a palma da mão.
— Eu quero você dentro de mim.
— Quer?
— Sim, por favor... — ela implorou sentindo ele movimentar os dedos com mais velocidade.
— Não me convenceu... — ele voltou a sugar os seios dela enquanto a torturava com a mão direita, por mais que não fosse destro.
— Freddie! — ela chamou subindo o quadril para encontrar a mão dele.
— Geme mais linda. — ele deslizou a língua para cima e para baixo da mesma maneira que mexia a mão.
Ela se contorcia na cama enquanto Freddie deixava ela molhada nos seios e no pescoço. Ela não aguentava mais e iria gozar em segundos.
— PORRA! — ela gritou quando o orgasmo a engoliu.
Sam sentia o corpo convulsionar contra o corpo do Freddie.
Ele rapidamente retirou os dedos dela e enfiou o membro rígido com força.
Sam gemeu e agarrou os ombros dele.
— Esse é o melhor lugar que existe... — Freddie sussurrou saindo e entrando nela — Dentro de você...
— Ai... — ela suspirou por que ele estava sendo rude — Com calma.
— Não... — ele se apoiou nas duas mãos — Eu gosto de pegar pesado com você.
— Droga. — ela gemeu alto quando ele meteu mais rápido.
Freddie mexia o quadril escutando a cama protestar. Ele estava nervoso por ela não contar o quê pretendia e isso o fazia descontar nela dessa maneira. Ele foi tão rápido que Sam puxou o cabelo dele até doer.
— Caralho! — ele xingou e segurou as mãos dela — Não me machuque.
— Freddie faz devagar. — ela sentia vontade de chorar, por que se ele continuasse o orgasmo seria destruidor.
— Eu que controlo você, lembra? — ele se afundou girando o quadril.
Sam mordeu o lábio sentindo ele possui-la até onde podia. Ela se sentia completa com ele, mas aquilo era intenso demais, pesado demais e Freddie não ia parar.
Ele se apoiou em uma mão, com a outra segurou a coxa dela para puxa-la ao mesmo tempo em que penetrava. Ficava mais profundo desse modo e ele gemia tanto quanto ela.
O ritmo prosseguiu duro e Freddie já sentia o prazer aumentar querendo chegar ao clímax.
Sam também estava próximo e se deixou levar pelo momento.
— Deus... — Sam sussurrou e chegou ao ápice.
Freddie gozou ao ver ela ter um orgasmo e parou de se movimentar respirando contra o rosto dela.
— Gostou? — ele perguntou.
— Muito... — Sam o beijou — De novo.
— Nossa... — Freddie suspirou — Imaginei que fosse pedir. — ele acariciou os seios dela.
— Assim não. — ela o empurrou e se virou de bruços na cama — Desse jeito.
Porra. Freddie xingou mentalmente vendo ela daquela maneira.
Ele deu carinho nas costas da Sam seguindo com os dedos até à cintura. Retornou para a parte de trás e alisou o meio das nádegas da esposa.
— Você é tão linda... — ele passou o dedo exatamente ali — Um dia vou querer isso também... — ele se referia a bunda dela — Quero possuir cada centímetro de você — Freddie sussurrou e foi se afundando no sexo da Sam — Por que nada é o suficiente.
— Oh! — Sam gemeu e ergueu o quadril para encontrar o pau dele.
— Você adora quando eu te como assim. — ele ficou de joelhos e agarrou o quadril da loira para meter com força.
— Eu amo... — ela se apoiou nos antebraços.
— Puta que pariu... — ele penetrou devagar — Como você é gostosa.
— Hum... — Sam fechou os olhos aproveitando.
Freddie se debruçou sobre Sam e seus lábios roçaram no ouvido dela.
— Vai me contar agora?
— Talvez... — ela rebolou fazendo Freddie gemer.
— Fala... — ele puxou o cabelo dela, fazendo com que as costas de Sam se encostassem no peito dele.
— Pode me bater se quiser, mas não vou te contar. — a voz dela saiu ofegante.
Ele se debateu contra ela e Sam gritou.
— É claro que eu vou te bater... — Freddie deu um tapa forte contra a bunda dela, seguida de outro e mais outro.
— Caramba Freddie! — ela sentiu dor mas aquilo era bom, extremamente bom de uma maneira escura.
— Você é perfeita... — ele ficou de joelhos novamente — Perfeita para beijar, perfeita para amar e principalmente perfeita para foder. — Freddie começou a estocar até o final, enquanto puxava Sam para ele ao mesmo tempo.
— Fredward! Ah! Cristo! — ela gritava tendo que se apoiar nas mãos.
— Eu adoro você de quatro. — ele gemeu ao sentir ela se movimentar — É bom para isso... — ele puxou o cabelo dela — E para isso... — ele bateu nela de novo.
— Porra! — ela sentiu a lágrima descer pelo rosto.
— Totalmente minha.
— Sim.
— Para sempre. — ele foi metendo até ir tão rápido que a cama rangeu.
— Sempre... — concordou ela.
Freddie voltou a ficar debruçado sobre a Sam e dessa vez passou o braço pela cintura dela, para mantê-la firme. O quê ele tinha em mente ia fazer Sam chegar ao limite de novo.
— Me faça gozar. — ele pediu no ouvido dela e parou de se mexer.
Ela rebolou no pau dele e movia o quadril seguindo uma linha reta. Para cima e para baixo, para cima e para baixo, girando ao mesmo tempo.
— Puta merda Freddie! — Sam teve um orgasmo gritando por ele.
— Minha garota... — ele continuou penetrando enquanto gozava dentro dela.
Ele a fodia com tanta força que Sam começou a gritar de novo e a cama quebrou, fazendo o colchão ceder junto com a madeira.
Freddie caiu sobre a Sam e ambos começaram a rir após se recuperarem do sexo.
— A gente quebrou a cama. — ela murmurou chorando de rir.
— Eu percebi... — Freddie estava abraçando Sam, ela estava de lado, então ele com cuidado ergueu a perna dela para cima, segurou a coxa e penetrou.
— Não... Você quer mais? — ela sentia o peito dele contra as suas costas.
Ele achou estranho a posição, mas adorou mesmo assim.
— Se você não me contar eu vou te fazer gozar de novo.
— Eu conto... — ela gemeu sentindo ele dentro dela.
Fredward estava tão excitado novamente que não parou de se movimentar. O sexo molhado de Sam apertava cada nervo do seu pau. Ele gemia contra o cabelo dela. Ele não conseguia parar.
— Samantha... — ele sussurrou a preenchendo.
— Fredward, eu prometo te contar.
— Promete? — ele apertou a coxa dela e estocou para ouvi-la gemer.
— Prometo...
— Sei... — ele sugou o pescoço dela. Freddie se movimentou sendo ágil e rápido, ele estava no limite de novo e gozou mais uma vez — Porra! Sammy! — dessa vez ele chorou contra o cabelo loiro e brilhante da esposa.
Sam sentia o corpo implorar por descanso e não restara muito da cama, era hora de parar.
— Satisfeito? — ela perguntou se virando para ficar de frente.
Freddie ainda controlava a respiração.
— Estou... Mas eu poderia fazer isso com você durante um mês inteiro.
— Quer me matar?
— Morte por orgasmo? Hum... — ele a beijou pedindo passagem com a língua, Sam aceitou e o beijo rapidamente se aprofundou, mas Freddie parou e fitou ela — Acredito que é uma forma interessante de morrer.
— Você é louco meu Alfa supremo. — Sam se aconchegou no peito dele como de costume.
— Então minha serva, o quê você pretendia me contar? Não vou ter que te foder de novo, a menos que realmente queira.
— Não vai, acho que você já fez o bastante por hoje.
— Então conta. — ele beijou o rosto dela.
— Lá vai... — ela gargalhou — Eu estou grávida amor.
Freddie arregalou os olhos, a notícia passou pela sua mente.
— Mas... Pode acarretar algum problema?
— Wendy já viu e a profecia está correta, você vai dar sucessão a sua linhagem, eu sobrevivo e esse parto vai ser bem mais simples, já que o Flint foi antes da profecia... É complicado explicar.
— Grávida... — Freddie remoeu a história então teve um sentimento puro de adoração, depois pânico — Ah meu Deus! — ele se sentou — Eu te machuquei? Quero dizer, o bebê está bem?
— Freddie, calma. — Sam riu de novo — Eu só descobri hoje, faz poucos dias que estou mas Wendy só pôde entrar em contato comigo agora.
— É um menino? — ela alisou a barriga dela.
— Não, é uma menina.
O rosto do Freddie se iluminou.
— É uma menina! — ele estava além da felicidade — Qual será o nome?
— A escolha é sua...
Freddie pensou em um nome e teve uma ideia, um pouco ridícula, mas era um nome lindo na cabeça dele.
— Violet Melisandre Benson. — murmurou ele.
— Quê? — Sam segurou o riso dessa vez.
— Violet Hill marcou boa parte da nossa vida, não acho um nome mais justo do que esse. — Freddie deu de ombros.
— Até que gostei...
— De Violet?
— Não, mas gostei de Melisandre.
— E Violet?
Sam subiu em cima dele.
— Tudo bem... Será Violet.
— E um ponto para mim. — ele pegou na cintura dela.
— Está com pontos negativos por ter quebrado a cama.
— É, vamos ter que ir comprar outra... De um material mais resistente.
— Ou, você pode ser menos rude comigo.
— Você gosta quando sou rude com você. — ele se sentou — E sabe do que mais?
— O quê? — ela afagou o rosto perfeito do marido.
— Eu te amo Samantha.
— Eu também te amo Fredward.
Eles trocaram mais um beijo.
— Flint vai adorar saber que terá uma irmã. — relembrou Freddie.
— Que tal contarmos hoje à noite durante a reunião do Conselho?
— Acho ótimo.
— E agora eu quero tomar um banho com você.
— Só um banho? — ele ergueu as sobrancelhas.
— Freddie! — ela reclamou e ele a levou para o banheiro.
Flint chegou ao anoitecer mas não entrou em casa. Ele se sentou na grama ao lado de fora para contemplar as estrelas. Era outono, por sorte não chovia no momento e por algum motivo não havia uma única nuvem no céu, mas o vento soprava tão frio que gelava até a alma. Flynn era um lobo — mesmo estando em forma humana — e não sentia o clima congelado, apenas o incomodava se ele pensasse muito nisso, coisa que ele não fazia.
As estrelas brilhavam de maneira esplêndida, assim como seus olhos azuis.
Sam sorriu vendo o filho sentado no chão. Ela caminhou em direção a ele e passou a mão nos cabelos castanhos do Flynn.
— Como está a Kim? — perguntou a Sam.
— Eu fui ver o Guppy. — ele murmurou segurando um sorriso.
— Sei... E eu sou o Willian Wonka. — Sam deu um tapinha na nuca dele.
Flynn arrumou o cabelo e olhou para a mãe.
— Kim está ótima, dando trabalho demais para Carly e Gibby.
— A pirralha então chegou em seus terríveis três anos.
— Sim, chegou, por isso fomos àquela festa na casa deles semana passada.
— Foi horrível.
— Kim se divertiu, é o quê importa.
Sam gargalhou e se sentou ao lado do Flint.
— Eu nunca vou entender o imprinting, essa adoração celestial .
— Mesmo tendo sofrido o maior imprinting que o mundo já presenciou?
— Seu pai teve imprinting por mim, não ao contrário... Eu apenas o amo.
— Apenas? — Flint rolou os olhos — Não tem nem como eu ficar no mesmo ambiente que vocês, por que começam com as trocas de olhares e sorrisos bobos.
— Quando Kim crescer você fará o mesmo... — Sam lembrou.
— Se ela me escolher...
— É tem essa possibilidade, é pequena mas existe... Então eu te faço uma pergunta.
— Qual?
— Você já pensou em namorar outra pessoa? Quando ela crescer vai entender...
— Para mãe. — Flynn corou — Você sabe que isso não é possível, eu não enxergo o rosto de nenhuma outra garota. Meu mundo inteiro é ela, no momento ela é minha irmã, em breve será minha melhor amiga, quem sabe um dia ficaremos juntos... Não sei, as profecias sobre ela não são lá as melhores.
— O tempo que você passou sem memória também não foram.
— Não foram o quê?
— As melhores lembranças que eu tenho de você.
— O quê lembranças tem haver com profecia? — perguntou ele ficando confuso com o assunto em que Sam entrou.
— As profecias sobre a Kimera são horríveis, assim como as coisas que você fez... Assim como eu escolhi te aceitar do jeito que você era, você irá aceitá-la do jeitinho que ela vai ser. — respondeu Sam sentindo o frio percorrer o corpo.
— O quê está dizendo?
Sam olhou nos olhos dele.
— Todos nós temos um lado negro e ficar na luz para fingir que ele não existe não muda nada... Se a luz sumir as trevas surgem. Eu tenho um lado negro, seu pai tem um lado negro, Kimera nas profecias é as próprias trevas. E você tem uma parte escura que se não for controlada pela sua bondade poderá trazer uma batalha. Kimera pode ter um controle sem igual sobre você. Mas lembre-se disso. — as palavras da Ômega penetraram na escuridão.
— Lembrar-me que sou mau? — sussurrou ele assustado.
— Não. Lembre-se que é você que irá controla-la. — ela também sussurrou.
— Sim senhora.
— Flint você sabe que eu te amo mais do que tudo no mundo, certo?
— Mais do que ama o papai? — ele riu.
— Meu coração se expande e encontra espaço para amar os dois, então eu amo vocês na mesma intensidade, só muda a forma. — ela o abraçou e ele se manteve nos braços dela.
— Você não vai morrer né? Está vindo com umas conversas estranhas...
— Não. Eu não vou morrer.
— Então o quê é? Você quer dizer alguma coisa?
Sam formulou a pergunta:
— O quê você ia achar de ter uma irmã?
Flynn piscou atônito e se levantou.
— Eu já tenho uma...
— Não me refiro à Kimera... Ela não é sua irmã de sangue, é seu objeto imprited.
— Ah... Vocês tiveram uma filha antes de mim? É isso?
Sam riu de maneira alta com a cara de pânico do garoto.
— Não Flint, não é.
— Já sei, você e o papai estão planejando ter outro filho. — agora ele estava animado.
— Quase...
— Diga logo mãe.
— Eu já estou grávida Flint, você vai ter uma irmã. — disse ela sorridente.
Flint sorriu e deu um leve pulo.
— Cara, isso é demais! O papai já sabe?! Precisamos contar! Há! E quando a Carls descobrir... — ele teve um ataque de histeria.
— Sim seu pai já sabe e isso não foi planejado, ele ficou tão surpreso quanto você... E eu vou contar à Carly, eu só queria te contar primeiro. Vá se arrumar para a reunião do Conselho, daremos a notícia aos outros. — pediu Sam e se levantou.
— Ok! Vou para o banho! — ele ria sem motivo — Espera! Qual é o nome dela? Qual vai ser?
— Violet Melisandre.
Flynn fez uma careta.
— Ideia do Alfa?
— Eu que escolhi o seu nome, nada mais justo que ele escolher o dela.
— Hum... Não é ruim, é só estranho.
— Violet é tão comum.
— Nada na nossa família é comum, eu não nasci de nove meses.
— E com certeza nem sua irmã nascerá... Agora vai pro banho querido.
— Tá mãe, estou indo. — ele correu para dentro mas Sam ainda escutava a voz dele — Uma irmã?! Pai! Podemos chama-la de Deana? Que tal Holy? Por que tem que ser Violet?
Sam revirou os olhos mas ignorou Flint tentando persuadir o pai a mudar de ideia.
Freddie e Sam foram os últimos a chegar na reunião.
Carly trocou um sorriso conspiratório com a melhor amiga. Ela se sentia empolgada pela Sam e mal podia esperar para ver se Violet seria tão bela quanto o Flint. A vampira já esperava coisas grandiosas da garotinha que ainda não tinha nem vindo ao mundo.
Freddie se colocou de pé e iniciara a reunião como de costume:
— Boa noite. Obrigado pela presença em mais uma reunião do Conselho dos 42, essa noite discutiremos algumas novas rotas da patrulha e também iremos debater a respeito da pequena rebelião no Sul. — sua voz era grave na noite fria — Eu também gostaria de compartilhar uma maravilhosa notícia com vocês... — Freddie olhou para Sam e fez sinal para que ela se aproximasse — Como todos sabem como o Alfa da profecia eu não posso cumprir apenas minhas vontades, mas também a do meu povo e o quê foi deixado escrito. — ele pegou na mão de Sam — Sendo assim, eu gostaria de informar que aquela parte da profecia em que o Alfa deve dar sucessão a sua linhagem está sendo concretizada... Tenho orgulho e respeito em dizer que minha esposa Sam, está esperando nosso segundo filho.
Os aplausous preencheram a reunião e também alguns assobios.
Guppy Gibson — agora com dezessete anos e recém membro da alcateia de Tori — se afastou para um canto preocupado com a notícia.
— É uma menina. — Carly contou para os outros rindo.
Os novos membros da matilha e outros membros do Conselho vibraram com isso. Os garotos se entreolharam. Sam percebeu que havia algo diferente. Era uma histeria coletiva.
— Então um de nós terá a honra de ser da família do Alfa. — disse uma voz na multidão.
— Klaus... — Freddie murmurou — Diga que não está pensando nisso.
Klaus foi para o meio da reunião e ficou próximo da fogueira.
— Fredward, Samantha... — ele limpou a garganta para continuar — Vocês sabem que quando a filha de vocês tiver idade suficiente, muitos irão vir de longe para tê-la, todos vão querer ser parte do círculo a sua volta. A garota terá tantos pretendentes que correrá o risco de ter mais inimigos a cercando do qualquer um de nós.
— Ou talvez um de nós tenha imprinting por la. — disse Viktor, um membro da alcateia de Sam.
Freddie se irou com a conversa.
— Chegará o dia em que ninguém será bom o bastante para minha filha e a menos que realmente alguém tenha imprinting por ela, ninguém vai se sentar à minha mesa e ser parte da minha família! — ele sentiu as mãos tremerem.
Flint trincou os dentes e saiu da reunião. Ele sentiu ódio por saber que a irmã seria tão disputada. Pobre Violet, as coisas seriam difíceis para ela, era função do Flint protegê-la.
— Ei. — Flint chamou pelo Guppy — O quê foi?
— Você sabe. — disse ele se sentando em um tronco.
— Guppy se você tiver imprinting pela minha irmã, vai ser bom, entende?
— É o quê diz a profecia? Por que parece que toda nossa vida está em um maldito pedaço de papel! Um Gibson e uma Benson novamente juntos... Cara isso é ridículo! Eu quero viver a minha vida e não ser um escravo como você!
— Acha que eu sou escravo? O imprinting é mais do que isso, é amor, aceitação, proteção... É como se ela fosse meu mundo. Kim é parte da minha alma ou ela inteira.
— E ela só tem 3 anos, já reparou o quanto isso é revoltante?
Flynn se sentou ao lado do melhor amigo.
— Você sabe que não é assim.
— Isso não importa, eu vou partir em breve, antes que o imprinting entre sua irmã e eu aconteça.
— Minha mãe está grávida faz dias, não meses, fique mais um pouco, não parta agora e mesmo que você vá, algo irá te trazer de volta.
— Não importa. — Guppy já tinha tomado a decisão — Talvez eu volte, mas por hora quero viver da melhor maneira possível e isso não inclui ficar aqui e virar babá.
— Tudo bem, parta. — Flint se levantou — Mas não adianta fugir de algo que já faz parte de você.
— Ela não faz parte de mim!
Flint grunhiu.
— Sabe quantos dariam tudo para estar no seu lugar? Se eles descobrirem que você possui a mínima chance de ser parte da família do meu pai, eles irão te matar.
— Por isso eu vou embora, que briguem por ela, eu não estou nem ai.
— E se meu pai descobrir? Se ele ler aquele livro...
— Eu queimei o livro e o Oráculo não mostra essa parte, ninguém sabe somente nós. — assegurou Guppy.
— Então parta...
— Se você sabe o quê diz então sabe que vou voltar, mas a vida é feita para se viver e no momento meu lugar não é aqui.
— Melhor eu voltar para a reunião. — Flint murmurou e tocou no ombro do amigo — Vou sentir sua falta.
— Eu também. — Guppy admitiu — Vá embora daqui Flint.
— Te vejo em breve.
— Quem sabe...
Flint correu de volta para perto dos pais e estava torcendo para que ninguém tivesse ouvido a conversa. Ele já sentia falta de Guppy, mas por hora era melhor as coisas assim.
— E sobre Viena? — perguntou Spencer e Flint já sabia do que se tratava.
— Você por direito é o rei de Viena e Shelby será sua rainha, creio que cumpriram suas funções muito bem. — disse Freddie.
— Iremos partir amanhã. — Shelby contou.
— E eu desejo que dê tudo certo. — Freddie sabia que sentiria saudades de ambos.
Flynn se perguntou as coisas seriam assim, as pessoas que ele amava iriam embora. Ele pensou no Guppy e sentiu raiva. Ele jamais iria perdoar o amigo por isso.
No dia seguinte, Sam e Freddie se deitaram nas flores de Violet Hill. O lugar causava certa nostalgia. Aquele lugar era deles, pertencia a eles e ninguém se atreveria a ir ali. Eles podiam aproveitar o tempo sozinhos, sentindo as flores roxas e azuis tocarem sua pele.
— O filho da Wendy é tão lindo... — murmurou Sam.
— Apenas duas semanas de vida e já se parece muito com o Brad. — disse Freddie.
— Gostei do nome dele, Oderkink... Difícil de pronunciar.
— Bastante.
— É...
— Será que a Violet irá crescer rápido como o Flint? — perguntou Fredward trocando de assunto e alisando os cachos de Sam.
— Talvez sim, mas por sorte também tem sangue Klautriny legítimo. — respondeu Sam.
— Uma loba certamente.
— Nossos filhos são perfeitos.
— Já diz isso e ela nem nasceu.
— Não acha que ela será perfeita?
— Ela será mais do que isso. — Freddie sorriu e beijou a Sam no rosto — E então viveremos felizes para todo o sempre.
— Sempre e sempre...
— Sempre parece ótimo para mim. — Freddie se deitou sobre ela e os dois se beijaram selando aquele novo começo, que estaria recheado de maravilhas.
A paz seria verdadeira, mas muitas conquistas e aventurar mágicas estariam por vir.
Não existe o "fim", existe apenas um "continua".
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