42 - Violet Hill

58 Juízo Final - Aniquilação


Notas iniciais
Bom dia humanos... Não postei ontem por causa de uns problemas pessoais... O CAPÍTULO DE HOJE TÁ MUITO LOUCO, FINALMENTE A BATALHA MAIS ESPERADA, INFELIZMENTE UM POUCO CURTA PQ EU NÃO IA FAZER UM CAPÍTULO DE 7 MIL PALAVRAS PQ FICARIA MEIO CHATO NÉ? MAS TEM MUITAS EMOÇÕES MESMO SENDO UMA CENA CURTA... SEGURA NAS MÃOS DE DEUS E VAAAAAI! APROVEITEM!

Parte 58: O guerreiro dourado

Povs geral:

— Quatro dias?! Que merda você fez comigo?! — Sam socou o Freddie e foi para o guarda-roupa, o mesmo estava todo detonado.

— Você parecia bem feliz quando eu estava te fodendo... — Freddie disse baixo, mas Sam ouviu e lançou a porta quebrada do guarda-roupa nele.

Freddie desviou da porta e em meio segundo estava na frente de Sam segurando as mãos delas.

— Eu vou te bater tanto... — ela resmungou.

— Perda de memória? Eu te disse o quê ia acontecer porra!

— Mas não por quatro dias. — Sam se soltou dele tremendo de raiva — Ah e a Carly, Gibby, e os outros... Como fomos tão irresponsáveis?

— Eles estão bem. Wendy nos acordaria se tivesse algum problema.

O imprinting agiu e em instantes as discussões se perderam no beijo perfeito entre os dois.

— Ok, nada de brigas... — Sam o abraçou.

— Nunca. — ele sorriu — Vá falar com a Wendy.

— Banho primeiro?

— Por que não? — Freddie a pegou nos braços e correu para o banheiro na velocidade da luz.

Sam saiu da casa e encontrou Wendy ao lado de fora acendendo um cigarro.

— Qual é Wendy, você vai dar uma de Carly agora? — a loira perguntou cruzando os braços.

— Isso acalma as Hexenbiests, usamos o tabaco em poções... — Wendy respondeu com um olhar morto.

— O quê aconteceu com você e com o Brad?

— Tudo... — Wendy guardou o isqueiro no bolso — Nós encontramos os caçadores, ou melhor, eles nos encontraram. Fomos capturados e levados para Whistler no Canadá... Eles... — Wendy buscou o ar para continuar — Tentaram tirar a verdade de nós e depois nos mostraram uma vala, cheia de... — ela balançou a cabeça — Isso não importa, eles merecem morrer, todos eles. Cada um e eu quero ter o prazer de ver isso.

— Eu sinto muito... — Sam queria chorar — Eles chegaram à...

— Não. — Wendy foi rápida na resposta — Não me tocaram mas chegaram perto, como se a pressão psicológica não bastasse. E o Brad apanhou muito e ser um lobo não ajuda quando usam aço Valiriano. Ele também quer a morte deles...

— Carly e Gibby vão se sentir culpados.

— Não importa. Nada dessas merdas importam agora... — a ruiva tragou a fumaça e soltou fuçando a neve do chão com o pé.

Sam ficou um tempo calada, mas depois se lembrou de algo que Wendy mencionara.

— Quatro dias? Eu juro que não entendi.

Wendy riu friamente.

— O quê você acha que o número "4" do Conselho dos 42 significa? Hayes veio com aquela ladainha a respeito dos quatro Alfas, é uma explicação plausível, mas toda história tem seu lado negro e a profecia do Alfa não é diferente, só que essa ninguém conta para as crianças. — Wendy fez uma pausa para levar o cigarro à boca de novo — A profecia diz que o Alfa iria consumar seu objeto imprited durante quatro dias, foi isso que aconteceu. O ato está consumado. Fazia parte disso... Não se apavore.

— Mas não fizemos nada durante quatro dias, ficamos dormindo.

— Por que com certeza o quê ele fez antes valeu por uma semana inteira. — Wendy rolou os olhos.

— Teve notícias de Shelby e Spencer?

— Eles estão bem, é uma longa história e eu agradeço se esperar para ouvir, é melhor vir da fonte. — Wendy coçou a testa.

— Você está gótica.

— Não brinca... — a Hexenbiest foi seca — Eu nunca mais quero ver o quê eu vi de novo...

Sam suspirou e retirou o cigarro da mão da Wendy. A loira colocou na boca e puxou a fumaça, mas não tossiu.

— Não me olha assim, eu já fiz isso antes. — Sam murmurou.

— O quê aconteceu conosco?

— Eu não sei...

— Klaus passou aqui, ele é de grande ajuda como sempre, claro, depois de ter salvo a vida do Freddie...

— Salvo a vida dele? Como assim Wendy? — Sam devolveu o cigarro para a amiga.

— Sam, o quê o Freddie te disse a respeito da vida dele antes de se tornar um vampiro? Ele não se lembra quem o transfomou?

— Não. Ele sofreu um acidente em uma mina, teve uma explosão e ele desmaiou.

— Ele acredita que foi um vampiro nômade que o salvou, certo? Só que esse vampiro é nosso amigo incomum Klaus Benson, ele transformou o Freddie. — contou ela.

— Klaus que transformou o Freddie em vampiro? Oh meu Deus! O Freddie sabe? — Sam estava abismada.

— Agora deve saber, ele deve ter ouvido nossa conversa.

— Caramba... Mas por quê o Klaus salvaria a vida do Freddie?

— Isso é óbvio. — Wendy fez menção de devolver o cigarro para Sam.

— Não, o Freddie já vai ficar bem bravo por causa da outra vez, melhor não piorar. — Sam recusou.

— Você que sabe. — Wendy voltou a fumar — Klaus teve um... Lance com a mãe do Freddie e como um bom namorado salvou o filho dela.

— Espera, a mãe do Freddie era casada na época e por quê ela se envolveria com um vampiro?

— Ainda não sei, mas Klaus e ela, ui, vou te contar...

— Como descobriu tudo isso?

— Assim... — Wendy apertou a mão da Sam e se concentrou, durou alguns segundos e depois soltou — Agora eu leio cada pensamento que a pessoa já teve com apenas um toque. Eu descubro a vida inteira das pessoas assim, por acidente apertei a mão do Klaus e bam! Descobri tudo.

— Santa mãe... — Sam balançou a mão para dispersar a fumaça — Wendy... Tem algo que você poderia me explicar...

— O quê? — Wendy tirou a franja dos olhos.

— Quando trouxemos o Dice de volta à vida em Violet Hill, você foi marcada na barriga e disse que só poderia voltar a fazer magia se recebesse alguma coisa em Salem de volta, mas você nunca foi uma bruxa, você sempre foi uma Hexenbiest. — disse Sam.

— Algumas magias tem níveis mais altos, as Hexenbiests também respondem aos conselhos de bruxaria em Salem, manter a paz e as coisas em ordens, entendeu? — Wendy se encostou na casa.

— É. Eu entendi. — Sam fez uma careta de desgosto.

— O quê foi? Está grávida de novo? Por quê depois daquele sexo selvagem até eu estaria.

— Como você... — Sam escondeu o rosto nas mãos — Você leu quando me tocou.

— Li muita coisa... Edward? É isso que está te incomodando?

— E se for ele? Eu quero acreditar que não é possível por que o garoto tem dezesseis anos e apenas se passaram um ano e meio...

— Mas ele tinha crescimento acelerado... Nunca se sabe. — Wendy tossiu e olhou para a porta de onde Brad surgiu com Freddie.

— Temos que buscar Shelby e Spencer. — Freddie avisou já retirando a camisa.

Sam levou a mão ao peito como se fosse infartar.

— Espera, a Wendy disse que eles estão bem. — disse Sam.

— Prometo te explicar em breve, mas vão lá, boa sorte. — Wendy foi até o Brad e o abraçou, em seguida se beijaram.

— É perigoso? — Sam se preocupou e afagou os braços do Freddie.

— Não para mim. — ele sorriu e a beijou de um jeito malicioso — Te vejo em breve.

— Eu sei. — Sam não perdeu a oportunidade de bater no peito dele — Vai.

Freddie continuou sorrindo e correu, Brad partiu atrás dele retirando a roupa pelo caminho. Os dois fizeram a metamorfose ao mesmo tempo e partiram na missão que era mais complicada do que pensavam.

— O Fredward ficou perfeito de Alfa. — Wendy murmurou.

Sam não gostou do comentário.

— Ah...

— Não fica assim, mas foi massa quando eu descobri a verdade sobre o imprinting. — a ruiva disse algo que chamou a atenção.

— O quê? Que verdade? — Sam sentiu o o couro cabeludo pinicar.

— Que o imprinting só é real para um dos lados. — respondeu ela.-

— Explica.

— Ah... Assim. — Wendy se abaixou para desenhar na neve — O imprinting é aquela força vital de proteção dos lobos, proteger quem ele ama, o amor verdadeiro, alma-gêmea, blá, blá, blá... Só que ele é o único apaixonado, mas acima de tudo ele só quer que a pessoa seja feliz, mesmo que seja com outra pessoa, o problema é que ele não enxerga mais o rosto de ninguém que não seja seu objeto imprited.

— Socorro... — Sam caiu sentada no chão — Então quer dizer que...

— Você ama o Freddie por que é um sentimento real, você é apaixonada por ele, mas o imprinting não tem nada haver com isso... Assim como Shelby e Spencer, Jade e Beck, Carly e Gibby... Tasha pode namorar quem quiser até o Dice crescer, Tori e Griffin são estranhos, vou nem comentar... E aí tem o Brad e eu. Eu apenas o amo por quê ele é o único cara certo para mim. Por quê eu iria procurar no mundo a fora por alguém, se já tenho ele? Eu poderia realmente ter dito não e talvez não ter magoado a Carly, mas você diria não Sam? Se tivesse escolha, se alguém te amasse você largaria o Freddie e correria para essa pessoa? Sei que antes a resposta seria sim caso o Gibby não tivesse tido imprinting pela Carly, mas vamos supor que o imprinting dele é inexistente, que ele ainda te ama, ainda te quer e aí, de repente — Wendy jogou a neve pra cima — O Freddie teve imprinting por você. Com quem você ficaria? Com o cara perfeito para você? Ou com o cara que você ama?

— Com o cara perfeito para mim, eu aprenderia a ama-lo. Eu amo o Fredward, já o amava antes do imprinting, antes de ser transformada por ele. Freddie sempre foi meu. — respondeu Sam.

— É no seu caso é assim, mas nem no de todo mundo. É que você sabe que depois do imprinting aquela pessoa vai ser sua, por isso não buscamos opções, mas podemos...

— Você quer largar o Brad? É isso? Vai deixá-lo após a tortura que ele deve ter passado?

Wendy suspirou e o cigarro tocou seus lábios por alguns segundos.

— Não. Não sou eu que quer deixar alguém.

— A Carly? Ah meu Deus... Ela vai deixar o Gibby? — Sam entrou em desespero, roubou esse hábito da melhor amiga.

— Não.

— Então quem?

— Shelby.

— Por que?! — agora Sam ficou com raiva.

— Porque ela desligou a humanidade para poder fugir e nos contar onde o Spencer estava. Óbvio que se conseguirmos ligar a humanidade da Shelby, ela não vai mais querer ficar com ele. Ela vai pensar que fracassou. E isso é tudo. — Wendy sentiu dor nos joelhos então se sentou na neve.

— E onde eles estão agora? Quero dizer, para onde Freddie e Brad foram?

— Whistler.

— Para quê?!

— Para destruir aquela prisão horrenda de alguns caçadores e trucidar um por um. O Alfa precisa ver a dor com os próprios olhos, precisa sentir o que foi infligido a outros.

— E quando vão voltar?

— Provavelmente estarão de volta amanhã.

— Amanhã? Mas você disse que o Juízo Final é amanhã!

— Sim eu disse. — a ruiva se levantou — Me siga, vou te mostrar algo.

— O quê?

— Seus preparativos para a grande batalha.

— Meus preparativos? Eu não preparei nada.

— Agora vai. — Wendy começou a andar em direção ao meio da reserva, onde ficavam as outras casas e a biblioteca.

— Wendy, como você enxerga o Alfa se não enxerga lobos? Eu ouvi o Freddie debatendo sobre isso uma vez. — perguntou Sam.

— Porque o Alfa é mais do que apenas um lobo, é um espírito, é uma vontade, um coração puro, é fácil ver através de algo tão belo. — sussurrou ela — O Freddie tem se saído muito bem até agora.

— Eu estou tão orgulhosa dele.

— Claro que deve estar, seu marido está fazendo maravilhas por aqui e agora trará Spencer e Shelby para casa.

— Carly é outra que também vai ficar alegre.

— Aham.

— Falou com ela?

— Sim... Kimera é fantástica, infelizmente algo vai acontecer com ela.

— Wendy já não acha que está bom de me causar ataques cardíacos hoje?

— Mas é verdade. O futuro dela se foi... Não enxergo mais nada, melhor ir se preparando. — Wendy escondeu um sorriso.

— O Freddie não vai permitir que nada aconteça com ela.

— Acredite, o Fredward não vai ter muito controle sobre isso, ninguém vai.

Sam se preocupou com tudo. Com a distância do marido, o problema com Kimera e o fato de Shelby deixar o Spencer em breve.

Wendy entrou na biblioteca e Sam também.

— Wendy, outra coisa, como você viu que a Shelby vai deixar o Spencer?

— Ah, isso foi fácil, ela pensou em tomar a decisão de ligar a humanidade, toda vez que pensa nisso o futuro dela aparece para mim, ela se liberta do Spencer o quê torna tudo visível.

— Tem alguma chance dela não fazer isso?

— Infelizmente qualquer decisão do futuro que ela toma não parece envolver ele. Shelby se sente inútil. Ela acha que não pôde salva-lo na prisão, não pode dar filhos a ele, não pode fazer nada... — Wendy andou pelas prateleiras à procura do Oráculo — Ela se acha um beco sem saída genético... Shelby quer que Spencer tenha um futuro e ela acha que não pode dar isso a ele.

— Temos que fazê-la mudar de ideia.

— Falar é fácil... — a garota pegou o Oráculo — Vamos ver então senhora Benson, o que você irá fazer agora. — Wendy jogou o livro na mesa e o mesmo se abriu no Gloriandei.

Sam olhou no livro e viu os próprios cachos loiros na garota lutando contra um soldado em uma armadura.

— Sou eu... Agora, contra quem eu estou lutando?

— Não sei, mas já bolou o plano? É amanhã querida, pense rápido, reúna as tropas.

— O Alfa deveria fazer isso.

— Oh-oh, alguém não fez o dever de casa. Sam você guia a batalha e luta pelo Alfa, você nasceu para isso, nasceu para liderar, várias alcateias estão vindos, todas elas serão suas, hora de salvar o mundo e tudo o que há nele. — explicou Wendy.

— E onde o Alfa entra nisso?

— Na rendição. Ele irá colocar todos de joelhos e buscar misericórdia, a visão não está clara ainda, o Freddie quer ser bom mas ele não consegue, ele é realmente o cavaleiro das trevas, você é a luz de que ele precisa.

— Tudo bem... — Sam suspirou — Primeiramente preciso proteger o povo, deixa-los em um lugar seguro, agora que a reserva não é mais a prova de vampiro.

— O feitiço que Eudler usou... Se conseguirmos uma bruxa descendente dela o feitiço pode ser refeito, mas em uma área menor, apenas para abrigar o povo, não precisa ser de quilômetros, apenas metros é o suficiente.

— Não lembro se... — Sam parou e encarou a Wendy — Becca é neta de Oddie, que é descendente de Taha Luzimani... Taha era marido de Eudler. Becca também é parte do sobrenatural, por que ela não poderia saber da existência de vampiros e contar às amigas se não tivesse algum poder.

— Vamos lá falar com essa garota, mas primeiro, que lugar iremos escolher? Nada de Violet Hill e muito menos qualquer coisa que envolva tirar o povo daqui.

— Ao lado do rio próximo da minha casa, é o lugar mais seguro, ninguém vai lá.

— Perfeito, pediremos para ela fazer o feitiço lá. — Wendy correu para a porta, mas Sam permaneceu parada — O quê foi?

— Seria feio se eu pedisse para você descobrir a vida dela pelo...

— Toque na mão e ver esse tal Edward? — Wendy completou.

— Por favor?

— Claro Sam. Você sabe que eu faria qualquer coisa por você.

— Obrigada.

— Vamos! — Wendy saiu correndo novamente.

— Aqui? — Becca estudava o lugar em que faria o feitiço — Posso conseguir uma área de alguns metros, é o máximo que posso fazer, não sou tão forte ainda.

— Obrigada, estará salvando o seu povo. — respondeu Sam.

— É uma honra saber que meu nome estará nos livros um dia. — Becca sorriu mas depois se preocupou — O Alfa não está aqui, ele foi matar o Edward?

— Não. Ele partiu em outra missão. — Sam começou a suar frio.

— Ah... Que bom. Sorte para ele. — Becca corou.

— Você realmente o amava não é? — perguntou Wendy já tendo tocado em Becca e lido todos os pensamentos da mesma.

— Muito. Você não o amaria o Wendy? Não foi isso que viu na minha cabeça? — Becca foi rude — Eu desenvolvi uma magia que permite que eu saiba exatamente o dom de cada pessoa, o seu é poderoso e incrível mas de certa maneira inapropriado. — os olhos da garota dispararam para Sam e então continuou — Você é um escudo, sua mente é protegida contra alucinações induzidas por outros, sem contar que você forma um vínculo com quem ama e é algo quase impossível de quebrar, é bonito. Seu marido consegue dominar emoções e sensações, infelizmente uma pessoa por vez, é, tem suas falhas, mas agora que é o Alfa pode render um exército inteiro ao mesmo tempo... O par perfeito.

— Não foi minha intenção ser invasiva, perdão. — Wendy se desculpou.

— Achou o quê procurava? — Becca bufou e revirou os olhos verdes — Olha estarei trazendo as pessoas que não fazem parte do mundo sobrenatural para cá por volta das seis da manhã, quem for bruxa ou qualquer outra coisa vai entrar na luta, eles já tinham debatido isso.

— Claro. — Sam acenou com a cabeça — Isso é tudo Becca.

— É. Tudo. — a garota andou para longe das duas.

— E aí? — Sam perguntou quando Becca já não estava mais à vista.

— Ele é extremamente parecido com você e com o Freddie... Só vi isso. — Wendy pegou o maço de cigarro prestes a acender mais um.

— Carly? — Sam escutou a amiga na casa. Ela disparou em direção à voz.

Sam entrou em casa e encontrou Carly sentada no sofá sozinha.

— E aí Sam? Quatro dias hein safadona. — Carly cumprimentou alegre e risonha.

— Para, você também não. — Sam corou e deu um soco no braço da melhor amiga.

— Nossa, por quê você está cheirando a cigarro? — perguntou Carly.

— Wendy...

— Ah claro, ela está muito perturbada.

Um portal se abriu e Wendy apareceu soprando a fumaça no rosto da Carly de propósito.

— Pelo menos não sou você que foi possuída por um demônio. — murmurou Wendy.

Carly apertou os lábios.

— Sabia que por mais que eu me controle, eu sinto sede, Wendy? — a vampira perguntou em uma ameaça.

— Vem Carly, vou adorar dar uns pegas em você. — Wendy respondeu sorrindo.

— Olha aqui sua...

— Já chega. — Sam reclamou — Eu tenho uma batalha para planejar e conduzir não quero picuinhas das duas no pé do meu ouvido.

— Ok. — Carly cruzou os braços.

Wendy nada disse.

— Onde está a Kimera? — perguntou Sam.

— Vai ficar com a Nona da Cat, parece que todos estão na cidade para a batalha.

— Conheço a Nona, Carls. A Kimera não poderia estar em melhores mãos. — disse Sam.

— É. Ela disse que te conhecia e Cat conversou comigo. Só quero manter minha filha em segurança.

— Só quero manter minha filha em segurança. — murmurou Wendy com frieza e deboche.

— Wendy eu sinto muito pelo o quê aconteceu com você e com o Brad, mas me odiar não vai mudar isso. — disse Carly.

— Infelizmente não. — Wendy soprou um vento pela casa para levar as cinzas do cigarro para fora.

— Quer saber? Se matem, eu vou caçar. — Sam se virou mas caiu nos braços do Gibby.

— Quem aqui vai se matar? — ele perguntou soltando a Sam.

— Ninguém. — respondeu Carly — Eu vou caçar com você Sam. Também preciso me preparar para amanhã.

— Não acho que deva lutar na batalha de amanhã, seria mais seguro para você permanecer com a Nona, Kimera e Guppy. — sugeriu Gibby.

— O quê? Eu preciso fazer parte disso. Tenho tanto ódio dos Reais quanto a Sam. — Carly não queria ficar de fora.

— As duas faces do imprinting... — Wendy cantarolou.

— Ninguém vai ficar de fora, unidos temos mais força, somos melhores. Iremos lutar e Carly vai lutar com a gente Gibby. E quem mais quiser. — Sam afirmou sua palavra final.

— E então vocês os cercam, a neve não será um problema dessa vez. — Sam repassara o plano de novo. O Gloriandei mal tinha começado e Sam colocou todos os guerreiros no ponto principal da reserva. A claridade surgia das nuvens carregadas de neve. A batalha começaria em breve, restava aguardar a chegada dos inimigos que viriam para matar.

— Sam, todos podem ir para os seus postos? — perguntou Gibby, mas ele não sairia de perto da Sam ou da Carly, a função dele era protegê-las.

— Sim. — respondeu Sam.

— Formação! — gritou Gibby e o exército composto de lobos, Wesens, bruxas e alguns vampiros correram para dentro da floresta — Quanto tempo para o Alfa chegar, Wendy? Ele é o fator surpresa?

— Sim, é. — Wendy segurou a têmpora — Ele está vindo, mas não sei exatamente quando estará aqui, tem pontos cegos na visão por causa do Brad e do Spencer. Fredward também parece está mudando de ideia várias vezes, algo o preocupa.

Carly respirou por mais que não precisasse de ar, ela estava ansiosa para rever o irmão.

Tasha aguardava silenciosamente ao lado de Gibby.

Sam se abaixou para sentir a neve nos dedos. Ela chamava aquilo de "sentir o campo". Aquilo agora era um campo de batalha e ela precisava se tornar um só com ele.

Sam não iria se transformar, ela não podia por que o guerreiro precisa ficar frente à frente com ela, seja lá quem fosse ele. Sam sabia que Gatlin colocaria alguém extremamente habilidoso para massacrar tudo e todos, mas quem? Samantha repassava na cabeça todos os guerreiros, para ela todos pareciam iguais diante do Gatlin, então o quê estava por vir?

Os pensamentos de Sam foram interrompidos pelo som de uma trombeta sendo tocada. O barulho ecoava entre as árvores. O chão parecia tremer.

— Que clichê... — Carly disse baixinho.

— Foco, não se distraiam. — avisou Sam e se colocou de pé.

Os soldados vieram marchando pelo terreno irregular da reserva. Eram mais do que apenas os Reais, eram caçadores, vampiros e lobos. Vieram de várias partes do mundo apenas com a intenção de destruir o Alfa e seus seguidores.

Carly de repente se sentia tão irada que rosnou e o veneno encheu a própria boca.

— Calma Carly. — advertiu Gibby.

Wendy soltou um silvio baixo.

Tasha suspirou com um pouco de medo.

— Segura nas mãos de Deus... — ela sussurrou.

Soundtrack: Not Today — BTS

Gatlin saiu da linha de frente, mas ainda era protegido por soldados em ambos os lados.

— Samantha Puckett, nos encontramos de novo. — disse ele sorrindo.

— É Samantha Benson agora. — ela respondeu e cuspiu na neve ao sentir o cheiro de vampiro que vinha dele.

— Por que será que eu não fui convidado para o casamento?

— Você não é bem vindo aqui e dou a chance a todos que te seguem de se entregarem agora, o único a morrer será você. — Sam deu a sentença ganhando tempo, ela queria o Freddie ali e não fazia ideia de onde ele estava.

— Lealdade é algo que você sempre teve Sam, assim como eu e assim como eles... — Gatlin fez um sinal para que alguém se aproximasse — Cada um do meu exército está disposto a morrer por mim, os que lutam ao seu lado estão dispostos a morrer por você?

— Não... Mas estão dispostos a morrer pelo Alfa, só que hoje não. — respondeu Sam — Quem é o seu guerreiro que vai me enfrentar?

— Apenas alguém que foi especialmente treinado e feito para isso, sinto muito que as coisas vão acabar desse jeito. — Gatlin deu um passo para o lado e um soldado se aproximou. Ele usava uma armadura dourada, com um elmo, que cobria o rosto. — Mate-a... — ele ordenou em um sussurro.

O soldado acenou com a cabeça e caminhou marchando em direção à Sam. A loira percebeu o aço Valiriano na lança. Ela precisaria ser ágil e não deixar aquela lâmina entrar em contato com a pele, da última vez aquilo quase a matou.

— Você tem uma escolha, pode se juntar a nós, não precisa fazer isso... — Sam sussurrou para o guerreiro.

O soldado não respondeu e fez posição de ataque. Ela não sabia se era um homem ou uma mulher, muito menos que idade tinha. Pela altura e tamanho aparentava ser forte. O guerreiro foi treinado para matar.

— Sam? — Gibby chamou tremendo, ela apenas deu um aceno com a cabeça e ele retirou o shorts, amarrou na perna e se transformou.

— TAHAJJI! — Sam gritou e isso foi repetido dentro das árvores.

Os que eram do exército de Sam saíram correndo em formação para cima dos soldados do Gatlin. Os lobos uivaram ao passar por Sam, Tori balançou a cabeça e também uivou.

A guerra começara.

O soldado dourado tentou acertar o escudo no rosto da Sam, ela foi rápida e se abaixou. Agarrando a borda do metal ela empurrou o lutador para longe. Ela sabia que brigava com um vampiro mas ele não conseguia ser tão forte.

O círculo na batalha secundária foi quebrado e alguns soldados correram para atingir a Sam. Carly tomada por uma vontade de proteger a amiga correu tão rápido que rompeu a barreira do som, todos em um raio de dez metros caíram no chão com o impacto da onda magnética. Ela era mais do que veloz. Como um raio ela matou nove soldados.

— Nem me viram chegando... — ela murmurou sorrindo e partiu para outra briga. Carly era uma boa lutadora, dado ao tempo de Hexenbiest ela tinha desenvolvido golpes que eram extremamente úteis agora.

A lança do soldado dourado feriu de raspão a perna de Sam. Ela tentou retirar o objeto das mãos deles, mas o mesmo com o escudo a atingiu, fazendo com que ela fosse para o chão.

Eram gritos e sons dilaceramento ecoando pela guerra. Sam não conseguia parar aquele guerreiro, era teria que o matar, mas estava preocupada demais em encontrar o tal Edward, ela temia que alguém tivesse o pegado antes dela.

A batalha se estendia por mais de trinta minutos. As mortes ocorridas até agora eram apenas do exército inimigo. Sam se frustrou e agarrou o soldado pela armadura, bateu nele até que o metal se amassou e depois o afundou na neve com força.

Sam entrou no meio da batalha e se viu na mesma visão que teve na banheira. Então se ela estivesse certa...

Sam partiu em um andar firme retirando todos de seu caminho. Gatlin era protegido por um monte de soldados. Ela queria matá-lo e iria fazer aquilo agora. Ela mandava para longe tudo que se aproximava dela, Gibby e Carly davam conta de dar cobertura. Sam avançou mais rápido e percebeu que a batalha estava sendo perdida para um dos lados.

Mais guerreiros aliados ao Gatlin surgiram.

Tori uivou chamando a alcateia. Ela via os inimigos cercando seus amigos, seus aliados, sua vida. Ela achava que iria morrer. (*ver prólogo).

Sam deu mais um passo para frente e então algo enorme surgiu. Ela acertou um soco no focinho do Alfa exatamente como tinha visto. Freddie rosnou a empurrando para o chão.

O quê combinamos? Ele perguntou no pensamento dela, O Gatlin era meu e você pegaria o garoto! Volte para lá! Isso é uma ordem!

Sam sentiu as pernas tremerem e sua vontade agora era de procurar pelo garoto, mesmo que quisesse matar o Gatlin, porém a vontade do Alfa seria a dela. Ela se irou mas não tinha como refutar. Freddie ordenou e Sam obedecia.

Quando Sam foi se virar, um objeto veio voando. O guerreiro dourado arremessou aquilo. Freddie se jogou sobre Sam e levou aquela lança no coração. O lobo uivou quando o aço Valiriano perfurou seu coração. Ele não era imortal diante daquilo se não fosse retirado às pressas.

A batalha foi interrompida. Carly foi a primeira a gritar em desespero ao ver o Freddie ser ferido. Sam estava tão chocada por ele ter levado aquela lança por ela que não conseguia emitir nenhum som. Sam apenas sentiu a garganta se fechar. O Alfa tinha uma lágrima saindo do olho.

— Ele está morto?! — Gatlin perguntou gritando — Estou surpreso!

Sam acariciou o lobo que respirava de um jeito fraco e por fim parou. Ela se ajoelhou tentando tirar a lança pelo lado contrário. Ao conseguir deixou o objeto no chão.

— Fredward... Não... — ela choramingou por que o coração do lobo não batia mais — Freddie... Meu amor... Minha vida... — ela se deitou sobre o lobo e o afagou — Eu te amo tanto... Eu sempre vou te amar... Eu prometo... Eu... — Sam não conseguiu segurar as lágrimas — Jamais serei de outra pessoa, eu sempre pertencerei a você...

Carly já estava ao lado de Sam e o guerreiro dourado se aproximava sorrateiramente, mas ninguém prestava atenção.

O Alfa realmente tinha caído? Assim tão depressa?

— Freddie... — Carly chamou não acreditando.

Gatlin foi até os três.

Carly, eu nem te vi chegando... Freddie murmurou em tom brincalhão somente para ela.

Quando Gatlin avançou Fredward se ergueu e bateu com a pata em cheio na face dele. O vampiro louro caiu no chão.

Se ajoelhem, ordenou Freddie.

Um por um foi caindo sem controle. Exceto Carly e Sam que já estavam no chão. Como em um dominó, a clareira foi tomada por pessoas caindo uma após a outra. O Alfa sacudiu o pêlo mantendo a postura firme. A estratégia foi boa, o desvio de atenção era tudo que ele precisava para que Gatlin saísse de trás da guarda Real.

Sam não fazia ideia de que era tudo um plano e agora secava as lágrimas de raiva por ter pensado que o marido estava morto.

Freddie afundou as patas na neve andando entre os guerreiros.

Vocês não quiseram se render, mas eu darei uma segunda chanche a todos... Se rendam agora e eu serei misericordioso, caso contrário um por um irá morrer, disse Freddie na mente de cada um.

O silêncio permaneceu. Ninguém disse nada.

Eu posso fazer de vocês escravos das minhas vontades, mas não irei, por que vocês merecem ter a próprias escolhas e ao se rebelar contra mim escolheram a morte. Freddie se sentou nas patas traseiras e grunhiu, Quem lutou ao meu lado está recebendo a seguinte ordem: matem todos que estão contra mim com exceção do Gatlin e do soldado na armadura dourada.

Não foi preciso repetir duas vezes. Barulho de espadas caindo no chão e pele sendo arrancada foi o único som a ser ouvido. Todos os aliados à família Real estavam mortos. Um por um foi morto pelo exército que Sam montou. Ela não tinha fracassado, ela conseguiu não perder nenhum dos seus por mais que o exército inimigo tivesse chegado bem perto. Sam tinha nascido para liderar mas Fredward nasceu para salvar a todos.

Sam era a pessoa forte que se defendia sozinha, porém Freddie era a pessoa mais forte que defendia os outros.

A vitória é nossa! Freddie uivou e todos aplaudiram com gritos de guerra.

Cada caçador, bruxo, Wesen, lobo e vampiro que tinha se voltado contra o Alfa pereceram. A profecia estava certa e os anos de paz iriam começar, porém Freddie e Sam ainda teriam uma de suas piores batalha.

— Cara... — Sam sussurrou. Ela encarou o Gatlin que estava de joelhos sabendo que sua hora chegara.

Vão para suas casas, suas famílias, suas regiões, contem o quê aconteceu aqui, contem essa história, Fredward pediu a eles, Eu terei uma dívida eterna com cada um de vocês.

O exército foi deixando o lugar. Quem pertecia à reserva foi chamar Becca e os outros de novo para dar as boas novas.

A matilha de Tori uivou e se curvaram diante do Freddie.

Você foi incrível, disse Tori.

Eu sei e você tem razão, meus pais ficariam orgulhosos, respondeu Freddie.

A gente se vê?

Freddie contraiu as orelhas

Quem sabe...

Você sempre será meu irmão.

Obrigado Tori.

Diga a Sam que eu ainda voltarei para incomodar.

Pode deixar que eu aviso, o lobo preto fitou Sam por um segundo.

É isso rapazes, vamos embora... Tori avisou para a alcateia, Brad? Pode ficar se quiser, sua lealdade...

Minha lealdade é sua Tori, mas desejo ir para casa e ficar um tempo com a Wendy, respondeu o lobo.

Como quiser, Tori o dispensou.

Jade, Beck, Dice e Griffin se despediram e seguiram Tori para alguma jornada especial.

Quando a neve voltou a cair, somente os mortos estavam ali para recebê-la.

Freddie ainda em forma de lobo observou o guerreiro dourado, que Carly segurava tentando mantê-lo quieto. Gibby já tinha voltado à forma humana e vestiu o shorts que tinha amarrado no tornozelo em uma tira de couro.

Wendy fitava o Gatlin com ódio.

— Você ordenou que aquelas crianças fossem mortas... — ela disse tremendo — Os lobos e Hexenbiests no Canadá, pobres crianças que você jogou naquela vala.

Gatlin riu como costumava fazer.

— Eu não joguei ninguém em lugar nenhum... — murmurou ele.

— Mas ordenou que os caçadores fizessem isso! E agora eles estão todos mortos! Eu não vou matar você por que seria pouco... Você merece a pior tortura do mundo. — Wendy se aproximou mas Gibby correu para segurá-la — Me larga! Ele vai sofrer na minha mão!

Já chega Wendy! Freddie rosnou, Eu fiz uma promessa à Sam e ela que irá decidir o quê vai acontecer com o Gatlin.

— Que enrolação... — Gatlin suspirou.

— Os morteiros estão vindo... — Carly avisou escutando o som deles se aproximando.

— Eles vão recolher os corpos, se quer matar alguém faça isso logo Freddie. — disse Gibby.

A decisão é da Sam, o lobo preto se afastou com a intenção de trocar de forma e se vestir.

— Você vai me matar mesmo se eu implorar, não é? — Gatlin perguntou.

— Não... Talvez se você rastejar no chão eu pense em te deixar vivo. — respondeu ela.

— Mata ele Sam! — Carly exigiu ainda segurando o soldado pela armadura.

— Podemos negociar? — Gatlin estava procurando uma maneira de safar.

— O quê tem a oferecer? — Sam fingiu se interessar enquanto se aproximava.

— O quê você mais quer Sam? — ele sorriu — Eu sei o quê é... E posso te dar de volta, mas tem que me deixar vivo primeiro.

Sam estreitou os olhos.

— O quê eu mais quero?

— Pense bem... Que tal seu filho?

A loira grunhiu e deu um soco na cara de pedra do Gatlin. Sam sentiu dois dedos se quebrarem, mas aquele soco a fez se acalmar.

— Onde está meu filho, Gatlin?! — ela o puxou pela gola da blusa — ONDE ESTÁ ELE?!

— Então temos um acordo?

— Cara, eu não sou nenhum gênio mas sei que a Sam já se decidiu faz dois minutos atrás. — Gibby admitiu por que conhecia bem a amiga.

— Ah minha rainha, tem certeza que vai me matar? — Gatlin continuava falando em tom superior.

— Você por acaso se esqueceu do que eu disse que iria acontecer, se você me chamasse de "minha rainha" de novo? — Sam segurou o pescoço do Gatlin.

— Faça o quê tem que fazer... — disse Gatlin — Mas antes... — ele não terminou, por que Sam arrancou a cabeça dele em um giro perfeito. Era como um concreto se partindo. Ela largou a cabeça dele na neve e deu dois passos para trás com os lábios tremendo.

Notas finais
Esse foi o fucking capítulo de hoje bebês! Comentem ai e vem de Whatsapp lindos! No próximo capítulo muitos vão se revoltar pq o Fredward vai fazer algo inacreditável, perigoso e horrível ahuahuahua. Sem contar as várias revelações, brigas e um novo/antigo personagem. Proximo capítulo nessa porra: Ozymandias - O Grande Blefe See you soon guys! Very soon...