42 - Violet Hill
57 Juízo Final - 4 Dias Fora
Notas iniciais
Parte 57: Pedidos de guerra
Povs geral:
E como em todas às vezes, eles quase perderam o controle e romperam o beijo aos poucos. Não era bom fazer amor ali por mais que o frio não fosse um problema para os dois.
— Apenas quero ficar a noite toda com você... — Sam falou como uma súplica.
— Quer ficar aqui mesmo? — Fredward a manteve em seus braços, sua voz estava rouca e profunda.
— Sim. É um bom lugar para vigiar.
— Claro, claro... — Freddie levou os lábios pelo rosto da Sam — E como você está lidando com isso amor?
— Com o imprinting, por que antes dele eu me sentia perdida, mas agora tudo no mundo faz sentido.
— Hum... Ele tem suas vantagens. — Freddie beijou ela nos lábios novamente — Precisamos achar uma cama e um lugar para nós, não vejo a hora de poder fazer amor com você de novo.
— Achei que estivesse ocupado demais pensando em proteger o mundo todo.
— Eu sou egoísta, eles que esperem. — Freddie estava com Sam e então ele era mais do que sincero.
— Você perdeu o anel... — Sam murmurou ao pegar a mão esquerda do Freddie.
— Deve ter caído em algum lugar próximo de Violet Hill, prometo que voltarei para buscar um dia.
Sam gargalhou.
— Por isso que colares e anéis nunca serão modas entre lobisomens.
— E camisas com botões... — Freddie fez sinal para a camisa que usava — É meio ruim...
— Seria melhor se você tirasse.
Freddie não pensou duas vezes. Ele se sentou na pedra e começou a desabotoar a camisa, em segundos ele se desfez dela e a amarrou na perna.
— Melhorou? — ele perguntou com um sorriso perfeito e cheio de desejo.
— Muito. — ela alisou o peito esculpido dele — O lado bom de não sentir frio.
— Acho que posso me acostumar. — Freddie mordeu o lábio ao ver Sam se inclinar e o beijar no peito que subia e descia enquanto respirava.
— A não sentir frio? — ela perguntou ainda com os lábios na pele dele.
— Não. A ficar sem camisa o tempo inteiro... — ele sussurrou e Sam o beijou na boca com rapidez.
— Não quero você andando assim por muito tempo, isso é só para mim. — ela se sentou no colo dele de pernas abertas.
— Possessiva? — ele acariciou a cintura dela por debaixo da blusa.
— Após o imprinting? Muito... Mais do que antes.
— Não sabe o quanto estou feliz em ouvir isso. — ele mexeu o quadril rapidamente fingindo se ajeitar.
— Não faça isso... — ela mordeu dessa vez a bochecha dele.
— Hein... — ele pegou a mão esquerda dela — Você ainda tem o anel.
— Claro, sou cuidadosa.
— Realmente preciso do meu.
— É, por que não quero olhares em cima do meu marido.
— Não lembrava de você ser assim tão ciumenta.
— Acostume-se. — Sam saiu do colo dele e ficou de pé.
— Quero te mostrar uma coisa... — Freddie se levantou.
— O quê? — Sam ficou curiosa e Fredward abriu o botão do shorts, abaixou junto com a cueca e sorriu — Eu já vi isso antes...
— Se transforme. — Freddie deu alguns passos para trás retirando os tênis. Ele se concentrou para se metamorfosear, quando assumiu o lobo preto, se atreveu a avançar na Sam que caiu de bunda no chão.
— Vou ter dar uma surra. — Sam se ergueu e começou a tirar a roupa. Ela foi rápida. Em segundos também era outra coisa.
Apenas veja, Freddie sussurrou no pensamento dela.
O quê?
Ela não conseguiu dizer mais nada por que agora Freddie mostrava tudo através dos olhos dele. O primeiro beijo, a partida dela da reserva, os reencontros pela vida, as implicâncias na escola, o quase beijo no estacionamento, os momentos na casa dela, algumas cenas de intimidade, quando ele se desligou, quando Sam se desligou, o retorno dela, a primeira vez, o casamento, quando ele a retirou da banheira no Alasca, as dores, as alegrias e o imprinting. Sam podia ler cada espaço da mente dele. Ela uivou de tanta paixão e como um presente deixou que ele também lesse toda a mente dela.
Agora você sabe Sam, que ninguém jamais amou alguém como eu amo você.
Podemos abrir uma exceção?
Não, ele se aproximou e encostou o focinho contra o dela
Eu te amo, sussurrou Sam
Eu também te amo, respondeu Freddie rindo.
É meio constrangedor ter você na minha cabeça, a loba se aconchegou nele
Freddie tombou no chão deixando Sam descansar contra seus pelos.
É será mais constrangedor ainda quando souber o quê desejo fazer com você... Freddie disse por que ele tinha bem mais coisas para se envergonhar do que Sam.
Não deveríamos ter vergonha disso, somos casados.
O lobo preto ganiu ladrando uma risada.
É... Casados.
Sam começou a pensar coisas aleatórias enquanto repousava sobre o Freddie.
Você ficou mais bonito? Ou é impressão minha?
Excelente pedigree, ele usou a mesma piada de Sam.
Se acha...
Mas sinceramente? Hoje eu te vi pela primeira vez... Pela primeira vez eu te vi de verdade, enxerguei além de você, Freddie repassou o imprinting na cabeça, Foi um choque quando eu descobri sua beleza, eu te achava linda e você sempre foi muito mais do que isso... Muito mais... Ele soltou um uivo baixo de contentamento.
É. Sua Ômega é mesmo linda.
Mais do que isso.
Vai me adorar vinte e quatro horas por dia?
Sim e queria fazer outra coisa vinte e quatro horas por dia também.
Safado.
Você não faz ideia...
Agora que estou lendo sua mente eu faço ideia sim, Sam o mordeu na orelha.
Oh, droga, vou ter que me acostumar com isso.
Leva um tempo até aprender a controlar os pensamentos, use apenas a comunicação direta, não deixe a matilha fuçar sua mente, tem coisas ai que eu não quero que ninguém saiba.
Como quiser meu bem.
Sam se sentiu sonolenta. Ela fechou os olhos inalando o cheiro puro do Freddie. Ele era muito quente em forma de lobo, a temperatura deveria estar acima de cinquenta graus. Porém em forma humana ele era frio de novo e Sam gostava disso, ela se apaixonou pela frieza do corpo dele, se apaixonou pelo gelo. Ela sempre fora verão e ele inverno. Ela não queria mudar isso.
E agora eu sou o Alfa e você a Ômega, sempre diferentes mas sempre progredindo.
É assim que eu gosto...
Sua mente é engraçada
Como é?
É quê você enxerga o mundo com certa graça ainda que possua uma leve arrogância, mas você tem uma mente tão pura, calma e não conturbada. Você tem mais controle sobre as coisas do que eu e é mais forte também.
Ah, obrigada.
Freddie rosnou baixinho.
Mais forte emocionalmente Sam, por que eu ainda sou mais forte na força, principalmente agora.
Claro, você tinha que se achar um pouco.
Se não me achasse não era eu.
E mesmo sendo o Alfa você não sente orgulho.
Não posso sentir orgulho, só honra.
Mas eu estou orgulhosa de você.
Isso é bom.
É mais do que bom Fredward, Sam forçou a mente para que Freddie entendesse o quê ela realmente queria dizer.
Essa comunicação com você é incrível!, ele vasculhou os pensamentos dela, Perdão se estou sendo invasivo, avise se não quiser que eu leia algo.
Minha mente é tanto minha quanto sua, não quero esconder nada de você.
Freddie continuou em busca de mais informação.
Você sente ciúmes...
Oh droga, a loba se afastou e Freddie se colocou de pé em um salto.
Sente ciúmes da Carly? Por quê? Eu não entendo.
É complicado.
Por que? Ele buscava a resposta nos pensamentos dela.
Você e ela são tão ligados, eu sei que é besteira por que você não a enxerga assim depois do imprinting e de certa maneira não enxergava antes, você luta contra isso e também parece confuso, Sam se justificou.
Eu ainda estou em busca de uma resposta, irei encontrar.
Eu sei que vai, ela continuou distante observando o rio.
Deseja voltar?
Pode voltar se quiser... Eu vou ficar.
Não vou sair do seu lado.
Claro, claro, a loba desabou no chão se sentindo exausta novamente.
Freddie trotou para perto da amada e se deitou ao seu lado. Ele ganiu na orelha dela e a mordeu com cuidado.
Você parece um marshmellow.
Sam riu sem controle.
Não sei com o que te comparar Benson.
A escuridão, sugeriu ele
A escuridão? Parece mais as trevas.
Qual é a diferença?
A escuridão é ausência de luz, as trevas são mais do que isso.
Devo me ofender?
Sam demonstrou que não falara aquilo sobre trevas por maldade e Freddie aceitou numa boa.
Que sono, ela fechou os olhos.
Vai dormir aqui mesmo?
Sim, depois você se acostuma...
Freddie entendeu que ela queria dizer que ele iria se acostumar a dormir como um lobo. Era bom já ter uma linha bem sucedida com os pensamentos dela, praticamente estavam pensando como um só. Era tão... Íntimo. Ele via tudo pelos olhos dela. Era tão viciante como um programa de TV, mas na cabeça do Freddie era ainda melhor por ser a mente da própria esposa. Acabou que ele também fechou os olhos e com os pensamentos vazios de Sam se viu cansado e também dormiu.
— Muita palhaçada! — Carly gritou acordando Sam e Freddie, os dois levantaram sacudindo o pelo — Temos uma batalha se aproximando e vocês estão dormindo?!
Ela tem razão, quanto tempo se passou? Freddie contraiu a orelha e olhava para a claridade, mas não sabia se era manhã ou tarde.
Sam se espreguiçou afundando as patas na terra.
Deve ser de manhã.
Carly pode voltar, iremos para casa em alguns minutos, Freddie disse, dentro da mente da Carly que se surpreendeu com o poder que ele possuía.
— Está bem. — ela bufou e os deixou a sós.
Ela é incrível, disse Sam, Esse dom dela é tão esplêndido, Carly pôde pular um ano inteiro de recém-criada, ela sabe se controlar, tanto sede quanto emoções, caramba ela cuida da própria filha! Sam jogou a cabeça para trás em um uivo de comemoração.
Autocontrole e... Evasão? Freddie colocou a língua pra fora em um sorriso, Pode ser útil na batalha, tão bom quanto o antigo teletransporte.
Carly nunca deixa de me surpreender.
Vamos voltar...
Freddie e Sam voltaram à forma humana depois de verificarem se estavam sozinhos. Eles se vestiram e andaram para a casa. O susto deles foi grande ao ver Tori discutindo com Carly.
— O quê está acontecendo? Eu não me importo em bater nas duas... — disse Sam.
— A casa da Wendy foi queimada. — respondeu Tori — Klaus... — ela pigarreou — Meu pai me contou, só que ele disse que foi estranho por que a casa estava sem móveis.
— E eu disse que foi por isso que a Wendy foi embora com o Brad, ela sabia que os caçadores estariam na cidade em busca dela, eles acham que eles são o casal da profecia sobre a Kimera. — Carly fez uma excelente suposição.
— Sim, mas no final da contas são você e o Gibby colocando todos nós em risco, eu sou a Alfa que possui a matilha dessas terras e digo que a presença de vocês aqui vai contra tudo que acreditamos. — Tori deixou claro que estava expulsando.
— Mas o Alfa que possui o seu rabo sou eu. — Freddie falou e se colocou entre elas — Não escutou o quê eu disse ontem Tori? Eu irei proteger eles e aquela criança. Qualquer pessoa que contradizer isso morre! — ele grunhiu e Tori se afastou.
— Vai me matar como matou minha irmã? — perguntou Tori.
— Cale a boca. — agora ele usava o tom de Alfa — De joelhos...
Tori não teve controle das próprias pernas e caiu prostrada diante do Freddie.
Griffin viu a cena e se aproximou bufando de ódio.
— O quê acha que está fazendo com ela?!
— Fica fora disso. — avisou Freddie e com um simples olhar fez Griffin cair no chão se contorcendo de dor — Quem os dois pensam que é para desafiar a minha autoridade?! — ele já tinha tremores nas mãos e a fumaça envolvia seus ombros.
— Freddie calma. — Carly segurou as costas dele.
— Calma? — ele trincou os dentes — Não me peça pra ter calma, eu preciso proteger a Kimera... — Freddie inalou tentando não perder a cabeça — Ninguém vai tirar vocês daqui.
— Resolveu dar uma palestra? — Klaus perguntou, seu sobretudo de couro preto chegava quase até os pés.
— Tori e Griffin acham que mandam em alguma coisa aqui. — Freddie avançou até Klaus — Relembre à sua filha quem comanda este lugar de verdade.
— Irei relembrar, mas acho que você se esqueceu de quem é o pai dela. — Klaus segurou o pescoço do Freddie e o empurrou.
Griffin parou de gritar e Tori enfim se sentiu livre das amarras invisíveis que a prendeu de joelhos na grama.
— Há cara, você não fez isso... — sibilou Freddie e se lançou sobre Klaus, em um segundo o lobo preto retornou rosnando.
Klaus tentou empurrar o Alfa mas sentiu o animal cravar os dentes em seu ombros. Freddie mordeu com força a pele de granito e bateu aquilo contra o gelo do chão. Klaus não iria conseguir se soltar, ele considerava que provavelmente sua única escapatória era se desculpar.
— Desculpa Fredward Benson! — Klaus sentiu os dentes perfurarem sua pele de mármore — Não me mata! Ei! Babaca! Me larga!
Freddie rosnou e deixou Klaus no chão, em seguida expôs os dentes novamente com a intenção de mostrar o perigo.
Sai daqui. Leve sua filha e seu genro com você, disse Freddie ainda vendo vermelho.
O lobo afundou as patas na neve e retornou para perto de Sam.
— Vá para os fundos, te darei algo para vestir. — ela afagou os pelos do ombro dele.
Freddie encostou a cabeça contra a barriga de Sam e ela o abraçou. Sam correu para dentro da casa, enquanto deixou os outros três no quintal.
— Desapareça daqui Klaus. — reclamou Carly.
— Não estamos sendo sensatos. — disse ele.
— Quer mesmo falar de sensatez? Ensine isso à sua filha primeiro.
— Carly, não se estresse, só nos ouça.
— Ouvir? Sai daqui logo, não faça eu te bater...
— Hey. — Tori interferiu puxando o pai para longe de Carly — Ninguém aqui vai bater em ninguém.
— Vou considerar isso um pequeno desentendimento. — Klaus murmurou.
— Considere isso um pé na sua bunda. — Freddie disse retornando usando só um shorts — Eu não aceito a Tori chegar aqui e falar dessa maneira com a Carly. Tori comanda apenas uma alcateia, eu comando todas e muito mais.
— Mas tem certeza de que é isso que quer? Colocar a reserva toda em risco por causa da Carly? Freddie eu posso protegê-los na casa do Gibby. Os caçadores não fazem ideia de que Carly e Gibby são os pais de Kimera... E será bem melhor você os matar sem ter que se preocupar que eles possam chegar até à criança... — Klaus tomou coragem e segurou o ombro do Freddie — Tem algumas pessoas vindo, você tem que confiar em mim e deixar Carly e Gibby irem comigo. Por acaso eu já menti para você antes?
— Gibby não pode partir, ele é o meu Gama. — respondeu Freddie.
— No momento tudo o quê você vai precisar agora é sua Ômega. — Klaus sorriu para Sam — Confia em mim?
— Fredward, ele mesmo disse para não confiar em ninguém... — Sam devolveu o sorriso de Klaus — Mas disse para confiar somente nele e teremos que fazer isso agora.
Freddie suspirou.
— Carly? Você concorda com o Klaus? — ele encarou a amiga.
— Ah... Seria bom ter minhas coisas por perto de volta. — respondeu ela.
— Chame o Gibby, vocês podem ir.
— Temos algumas coisas em Violet Hill e... — Carly começou a dizer.
— Já cuidamos disso. — Klaus riu.
— Como assim?
— Eu sabia que a Sam iria concordar comigo e claro que o Freddie concordaria com ela. Imprinting, lembra? — Klaus deu de ombros.
— Desculpa ter pulado em você. — Freddie estendeu a mão.
— Não foi nada. — Klaus apertou a mão do Freddie e depois mostrou a roupa mordida — Mas me deve roupas novas.
— E você me deve paciência.
— Fica frio, vai me agradecer depois... — Klaus bateu palmas e caminhou para o carro — Esperamos vocês na Mercedes.
— Vem Carly, eu te ajudo com as coisas. — Sam engatou o braço com o da amiga.
Elas foram para dentro da casa, Freddie ficou ao lado de fora com o maxilar trincado. Algo suspeito demais havia naquilo tudo. Seus sentidos alertavam que um imprevisto estaria por vir. Fredward continuou sem se mexer deixando os olhos fixos em Klaus, que não deu uma palavra dentro do carro com Tori. Griffin havia sumido para algum lugar.
Carly retornou trazendo mochilas, junto com Sam. Gibby trazia nas costas uma mochila e carregava Kimera contra o peito para protegê-la do frio.
— Tem certeza de que está tudo bem com nossa ida? — Gibby perguntou.
— Não deixaria irem se algo estivesse errado. — respondeu Fredward com um sorriso — Nos vemos em breve.
— Nos encontraremos de novo. — Gibby acenou.
— Você confia no Klaus? — perguntou Carly.
— Não sei, mas Sam confia nele e eu confio nela, é o bastante. — Freddie a puxou para um abraço — Se cuide.
— Está bem. — ela cheirou o pescoço dele rapidamente — Tome conta da Sam.
— Sempre.
Eles romperam o abraço.
As coisas foram colocadas no carro. Klaus deu um aceno de despedida para o Freddie e mandou um beijo para Sam, a mesma mandou outro de volta rindo.
— Por favor, não saiam da casa, tem algo chegando. — afirmou Klaus.
Freddie assentiu com a cabeça. Ele aguardou o carro se afastar e foi para dentro da casa.
— Eu preciso de um banho. — o garoto murmurou subindo as escadas para o segundo andar.
— O chuveiro quebrou. — Sam disse escondendo algo do Freddie.
— Quê? — Freddie chutou a madeira do pequeno corredor.
— Freddie, se você erguer a voz para mim eu te bato até você virar humano, você precisa controlar seu temperamento.
Freddie sorriu ao escutar isso.
— Sério?
Ele se aproximou da Sam, ela deu um passo para trás vendo as intenções dele. Ela se virou para correr mas antes que conseguisse Freddie passou os braços em volta da cintura dela e a puxou para seu corpo.
— Me solta! — Sam riu sentindo ele arrastá-la para um dos quartos — Aqui nem tem uma cama descente para isso!
— Eu faço em qualquer lugar. — ele estalou um beijo no rosto dela.
— Agora não... — ela conseguiu se soltar dele — Espere nossas coisas chegarem.
— Que coisas?
— Não posso dizer, mas se você aguentar por mais algumas horas eu agradeço.
Ele bufou por ter o alívio negado.
— E o quê iremos fazer?
— Eu não sei... Você não tem que manter a reserva em ordem ou sei lá?
— Não, apenas aguardar a chegada dos Reais. Eles devem estar bolando uma estratégia melhor. Se estiverem vindo saberemos.
— Claro, claro.
— Podemos limpar a casa, deixa-la mais confortável...
— Queimar os sofás, os colchões, tudo que for velho. — Sam andou para a cama e retirou o colchão imundo — Me sinto em um lugar para viciados.
— Sam... Cadê o Guppy? — Freddie recordou do garoto.
— Na casa do Gibby, a minha alcateia o levou de noite, eu avisei a eles enquanto você dormia. Agora que Carly e Gibby vão voltar para lá minha alcateia irá retornar.
— Ah... Bem, vamos queimar alguns colchões fedorentos. — ele ficou ansioso.
Sam e Freddie deixaram a casa da melhor maneira possível. O que faltava eram móveis e verniz na madeira desgastada pelo tempo. Sam escutou ao longe o barulho de um caminhão passando da rodovia para a estrada de terra macia e neve. Ela foi para a porta e Freddie foi atrás.
— Uma transportadora? — ele olhou incrédulo para o caminhão.
— Mantenha a mente aberta.
O motorista desceu e Freddie o reconheceu da concessionária.
— Trevor? O quê faz aqui?
— Klaus mandou eu entregar esse móveis aqui. — ele respondeu, Trevor também era um vampiro — Só faço o quê me mandam.
— Móveis? — Freddie piscou atônito.
— É isso. Chamei alguns funcionários para me ajudar, estão na traseira, relaxa são discretos. — Trevor caminhou para a parte de trás do enorme caminhão — Mãos à obra.
Freddie acabou descobrindo que todos os móveis da casa dele estavam ali e que seriam colocados naquela casa da reserva. Sam sorriu por saber que Klaus planejara tudo com eficiência.
Os moveis foram colocados na casa, o último a entrar foi uma banheira.
— Sam... Não temos banheira. — Freddie murmurou.
— Finge que é nossa. — Sam se empolgou ao ver o luxo que aquilo era.
Os dois levaram horas para arrumar e decorar a casa inteira, como não cansavam não pararam até tudo estar em ordem. Devia ser mais de quatro da tarde quando finalmente terminaram.
Freddie estava com fome, assim como Sam. Eles comeram alguns sanduíches e foram para o outro andar.
Sam entrou no banheiro e como não achou a escova de dentes, começou a usar a do Freddie. Ele observou a cena meio confuso.
— Ah... Essa escova é minha e eu preciso usar. — ele olhou para Sam pelo reflexo do espelho, a mesma deu de ombros e continuou a escovar os dentes. Freddie suspirou. Ele pegou a mão da Sam, passou creme dental no dedo indicador dela e o colocou na boca.
— Mas o quê? — ela tossiu a pasta de dente.
Freddie prosseguiu com o que estava fazendo. Sam lavou a boca e a escova com a mão livre, e então retirou o dedo da boca do marido.
— Banho? — ele sugeriu.
— Tudo o quê eu quero. — Sam tirou a camisa e foi para perto da banheira.
Freddie após lavar o rosto retirou o shorts e ligou a torneira para esperar a banheira encher. Sam despejou produtos na água que deixaram o ambiente cheirando à pinho, baunilha e lavanda. Ela se desfez do resto da roupa e adentrou sem nem esperar encher completamente. Fredward também entrou ficando de frente para ela.
— Ainda bravo com o Klaus? — perguntou Samantha.
— Hum... Ele não pode me comprar com uma banheira.
— Mas pode comprar a mim. — Sam relaxou fechando os olhos.
O silêncio dominou o momento, mas Sam não gostava disso, não escutar nada que não fosse o barulho do ambiente a dava muito o que pensar, por exemplo, no tal assassino que retornaria em breve e como ela sabia quem ele era, mas tentava encaixar dezesseis anos em quase um ano e meio.
Ela se mexeu inquieta ao sentir Freddie alisar as pernas dela.
— Confortável senhora Benson? — Freddie perguntou baixo.
— Sim senhor Benson. — Sam abriu os olhos — Sabe, eu estava admirando você.
Ele lançou outro sorriso incrível.
— Me admirando?
— Sim, no fato de você ter se casado comigo antes do imprinting acontecer, mesmo sabendo que depois...
— Não. Eu me casei com você exatamente por que eu sabia que o imprinting seria com você. É simples assim. — ele segurou as bordas da banheira para batucar os dedos.
— Ganhei na loteria. O cara perfeito...
Fredward mordeu o lábio.
— Você não está sendo irônica, eu li isso na sua mente, você realmente pensa assim.
— Penso, por que eu te amo. — ela sussurrou sendo sedutora.
— Não é só você que saiu ganhando.
— Com certeza não.
Freddie queria continuar naquele assunto mas ele precisava entrar em um tema sombrio.
— Sam... Sobre o assassino, na batalha, pegue-o para mim.
Sam balançou a cabeça negativamente.
— Não. Eu quero o Gatlin. — ela mordeu a língua com tanta força que sentiu gosto de sangue.
— Eu capturo o Gatlin, a essa altura ele já deve ser um vampiro, te deixo matá-lo, mas o garoto... Sam eu sou cruel mas, não posso matar uma criança, não na frente do povo, por favor, só o tire de cena.
— Você queria a cabeça dele em uma estaca se eu me lembro bem.
— Isso antes de saber que ele tem apenas dezesseis anos. — disse Freddie.
Sam quis adicionar "antes de saber que ele é nosso filho" na frase do Freddie. A loira suspeitava. Ela temia que fosse verdade.
— Tudo bem. Eu pego o garoto, mas eu mato o Gatlin. — ela aceitou fazendo o seu pedido.
— Como quiser. — Freddie olhou a água cheia de espuma — Vem cá...
Sam não pensou duas vezes e foi até o Freddie, ela subiu sobre ele. Ela sentiu a ereção do rapaz tocar sua coxa.
— Faz amor comigo. — ela pediu baixinho.
— Aqui? — ele subiu a mão pelo corpo dela.
— Onde você quiser... — ela passou os lábios sobre os dele.
— Deixa eu decidir... — Freddie acariciou os seios dela — Eu te excito Sam?
— Sim... Não sabe o quanto... — ela ofegou passando as mãos com espuma pelo cabelo dele.
Freddie sugou o seio da Sam a fazendo gemer. Ele a apertou enquanto a língua girava no mamilo esquerdo dela. Ele era bom no que fazia. Freddie levou a língua até o pescoço da Sam onde mordiscou se deliciando com o gosto.
— Eu vou te foder até você dizer chega. — ele sussurrou no ouvido da esposa.
— Então me fode. — ela afundou as mãos no cabelo dele.
Fredward abriu mais as pernas de Sam e entrou devagar, aproveitando a sensação. Ela gemeu mais forte quando ele se afundou até o fim. Freddie segurou as coxas de Sam e a movimentou sobre ele. A água da banheira jorrou para fora molhando o piso. Ele gemia com a onda de prazer que dominava cada nervo de seu corpo. Ele estabeleceu um ritmo pesado metendo rapidamente. Sam distribuía beijos pelo rosto do Freddie enquanto absorvia o prazer que ele dava a ela. Ele penetrou fundo de novo e de novo, sem perder o compasso e a velocidade, até que sentiu a falta de espaço daquela banheira.
— Ah! Merda! — Freddie diminiu a velocidade.
— Não para... — Sam gemeu contra os lábios dele.
— No quarto! — ele saiu de dentro dela.
— Por que? — ela ficou puta com ele por te parado o sexo.
Freddie pegou Sam nos braços.
— Porque eu não quero destruir o banheiro porra! — ele correu com ela para o outro cômodo e chegando lá a jogou na cama.
Freddie se colocou sobre Sam e a beijou na garganta, ela suspirou rindo.
— Ah... Benson.
— Olha o que vou fazer com você... — ele desceu beijos até os seios dela, em seguida levou a língua pela barriga e finalmente chegou ao objetivo. Ele rodou a língua no sexo da esposa.
— Não. — Sam choramingou arrasada com o prazer — Assim não...
— Shhh, não reclama... — Freddie manteve as coxas dela parada mas Sam continuava erguendo o quadril involuntariamente. Ele beijou o clitóris dela com força, Sam queria chorar. Ele introduziu a língua nela, foi quando Sam gritou e deu graças a Deus que a casa era extremamente afastada das outras. A doce tortura continuou, até que Freddie soube que era hora de parar antes que Sam tivesse um orgasmo — Eu amo sentir seu gosto... — ele riu subindo beijos pela barriga dela.
— Você é foda. — Sam o empurrou com força e Freddie ficou de joelhos na cama — Minha vez...
— Porra... — ele murmurou vendo Sam se inclinar o colocar o pau dele na boca. Ela chupou até onde pôde e voltou, porém Freddie se afundou na boca dela e Sam tossiu — Desculpa... — ele deu carinho no cabelo dela. Sam usou a mão oferecendo mais prazer a ele, a boca dela subia e descia por todo o comprimento dele. Ela sugou girando a língua e ergueu o olhar para ele — Sabe o quanto eu te amo? — ele perguntou.
Ela parou sorrindo.
— Muito? — ela passou a língua nos lábios.
— Mais do que muito. — ele mesmo voltou a se colocar na boca dela — Continua bebê.
Sam chupou mais rápido, sendo ágil nisso, tão experiente quanto o Freddie era com ela. Ele empurrou fundo chegando até à garganta. A loira deixou o olhar no rosto dele. Fredward agarrou o cabelo da Sam guiando-a naquilo, escolhendo a velocidade e os limites. Ele estava desmoronando e ela amava o ver desse jeito, perdido, ouvindo a respiração dele acelerar e os suaves gemidos que o mesmo fazia. Sam apertou mais os lábios em volta dele, mas Freddie recuou. Sam não parou de sugar e ele caiu sentado na cama.
— Para! Eu vou gozar! — ele teve que agarrar Sam pelos braços e saiu da cama levando ela consigo. Sam arremessou Freddie na estante do quarto que quebrou em vários pedaços, ele a puxou para si e se chocaram contra uma das paredes que também se partiu.
— Merda... — Sam reclamou sentindo o quarto todo se destruir de cima a baixo.
Fredward a beijou com paixão a empurrando até a cômoda, que pendeu para um lado com o impacto.
— Vira. — ele ordenou com pressa.
Sam ficou de costas para o Freddie, e ele começou a fazer amor com ela novamente. Ela se agarrou na madeira da cômoda gemendo de maneira alta. Freddie se chocava contra ela enfiando de maneira pesada. Ele gostava da posição dela, por isso abaixou a cabeça de Sam até que ela estivesse totalmente debruçada sobre a cômoda enquanto ele metia usando toda a força. Ele girava o quadril toda vez que estocava. Sam sentiu a madeira apertar seus seios, o mundo parecia desfocado. Freddie, agora com o lado animal, encontrava força de todo o lugar para prosseguir de maneira rápida e forte.
— Fredward... — Sam suspirou escutando a cômoda ser esmagada na parede aos poucos.
— Não vou parar linda... — ele deu um tapa nela com força.
— Oh! Porra! — ela trincou os dentes quando ele puxou seu cabelo loiro.
— Meu Deus! — foi a vez do Freddie gritar quando sentiu o sexo dela apertar seu membro — Vou fazer você desmaiar garota.
— Duvido... — ela sussurrou ofegante sentindo ele possuir cada parte dela. Ela era dele em todos os sentidos, Freddie tinha direito de fazer o que bem quisesse e ela queria sentir isso. Queria chegar ao limite.
— Duvida? — ele chocou o corpo inteiro contra ela, Sam usou toda a força para se apoiar na cômoda, o móvel estourou na parte de trás.
— Caralho Benson!
Fredward envolveu a cintura da Sam com os braços e dessa vez a pressionou contra o guarda-roupa. A boca dele foi até a orelha dela.
— Minha esposa... — ele ronronou ainda fodendo ela — Eu te amo tanto...
Sam não respondeu. Ela não conseguia pensar em nada que não fosse ele dentro dela. Sam estava perdida naquele prazer até então desconhecido, por que Freddie nunca tinha ido tão longe como agora. Ela não soube mas o guarda-roupa também iria quebrar.
— OH! Ah! FREDDIE! — ela berrou sentindo o orgasmo se aproximando de maneira perigosa.
— Como você está suada em um frio de menos dez graus?... — ele mordeu o ombro dela e se debateu contra Sam de maneira rude.
— De frente! Me obedece! De frente, filho da puta! — Sam deu essa ordem gemendo.
Freddie viu que Sam realmente não queria gozar daquele jeito, então saiu dela com cuidado e a deixou de frente para ele.
— Passe as pernas em volta de mim amor. — ele pediu de maneira educada quando a pegou nos braços.
Sam usou a parte de trás das coxas para se prender ao Freddie.
— Não pare.
— Até você dizer chega... — ele relembrou, sorriu e mordeu o lábio rosado dela enquanto se afundava de novo.
Sam começou a beija-lo. Freddie penetrou de maneira bruta. Ele estava mais forte do que nunca, seu prazer era alto e ele precisava se aliviar completamente, o problema era se Sam daria conta disso, nem ela estava preparada para o quê ele iria oferecer.
Eles continuaram naquele ápice do prazer. Freddie revesava entre beijar a Sam e dar chupões no pescoço dela. Ele se movimentou extremamente veloz. Sam fechou os olhos sentindo aquilo chegando. Ela não queria acreditar que ia ser realmente tão intenso. Fredward meteu, mordendo o pescoço de Sam, depois subiu beijos pelo rosto e encontrou a boca dela.
Ele não precisou dizer nada, ela não precisou falar coisa alguma. O orgasmo chegou para ambos ao mesmo tempo. Sam gritou e se sentiu sendo partida ao meio quinhentas vezes. Freddie arfou e achou que iria ter um infarto. Ele gritava contra o pescoço da Sam sentindo o próprio corpo querer ceder no chão, mas ele não parou de penetrar. Sam sentia o ápice escorrer pela suas coxas junto com o do Freddie.
Fredward caiu de costas no chão levando Sam junto, com o impacto o abajur do criado-mudo caiu e quebrou em dezenas de lascas de vidro pela madeira do chão. O piso rachou onde Freddie caiu. Ele se virou ainda dentro de Sam ficando por cima dela. Sam segurava os ombros dele tremendo. Ele ainda mexia o quadril tirando e colocando mas Sam não estava emitindo nenhum som. O orgasmo tinha acabado com ela de todas as formas possíveis, ela jamais tinha passado por algo assim. Freddie realmente fez Sam chegar ao limite.
— Chega... — ela sussurrou finalmente e caiu na inconsciência.
Freddie rapidamente se retirou dela e correu para a cama. Ele se deitou colocando ela contra o seu peito. Ele ainda tinha espasmos pelo corpo e quando aquilo passou caiu em um sono profundo.
4 dias depois:
Sam se acordou sentindo o Freddie embaixo dela. Ela piscou várias vezes levando a mão à boca ao ver o estado do quarto.
— Freddie! — ela chamou balançando ele.
Ele deu um pulo da cama, e já estava em guarda a procura do perigo.
— O quê?! — os olhos dele procuraram por Sam, Freddie cambaleou como se estivesse dormindo há anos.
— O quarto...
Fredward relaxou os ombros e levou a visão pelo cômodo que infelizmente estava parecendo uma zona de guerra.
— Que bom que tem outros dois. — ele murmurou e retornou a se deitar na cama.
— Como você está? — Sam deitou a cabeça no peito dele.
— Eu que devia te perguntar isso, mas eu estou bem, feliz de certa maneira e satisfeito, mas parece que durmo faz uma eternidade.
— Isso é bom. — ela afagou o peito frio do Freddie.
— E você? — ele dava carinho nas costas dela.
— Muito bem, obrigada, mas também me sinto como se tivesse dormido muito... Apesar de tudo, você é mais do que incrível.
— Não te machuquei?
— Você nunca me machuca... — Sam beijou o pescoço dele.
— Administram tudo muito bem... — disse uma voz conhecida entrando no quarto.
— Wendy? — Sam e Freddie disseram ao mesmo tempo.
— Pobre quarto... — ela foi irônica mantendo o olhar elevado. Wendy vestia uma roupa de couro toda preta, assim como o contorno de seus olhos. Ela cheirava a cinzeiro.
— Pode sair e esperar a gente se vestir? — Freddie pediu sem nada para esconder o corpo.
— Não que eu me interesse pelo seu corpo Freddie, mas eu tenho assuntos a tratar aqui então fique onde está. — Wendy usando os poderes abriu a gaveta da cômoda detonada e de lá saiu um roupão, que voou para a Sam. A loira se vestiu com aquilo rapidamente e Freddie colocou um travesseiro abaixo da barriga.
— O quê está acontecendo? Queimaram a sua casa, sabia? — perguntou Sam amarrando o roupão.
— E a sua também. — respondeu Wendy — Mas como eu previ isso mandei Klaus retirar os seus móveis de lá e trazer até aqui... — ao dizer isso a boca de Freddie e de Sam caíram aberta — Não precisa fazer cara de surpresa, óbvio que eu sabia de tudo que estava para acontecer. — os dois permaneceram em silêncio chocados demais para dizer alguma coisa — Amanhã se inicia o Juízo Final, por que vocês estão indispostos faz quatro dias...
— O quê quis dizer? — Sam não compreendeu nada.
— Não se tocaram ainda? — Wendy riu de maneira arrogante — Não sei que transa louca vocês tiveram, mas vocês dormiram pra caralho. Passaram quatro dias fora de si mesmos, agora levantem, temos uma missão a cumprir. — Wendy deu as costas e saiu do quarto.
É lógico que após tudo que Wendy viu na missão que teve com o Brad, fez sua personalidade ser abalada e Sam em breve iria descobrir isso. O fim estava mais do que próximo, ele batia à porta.
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