Notas iniciais
Oi gente, tudo bem com vocês? Muito que bem aqui não está nada bem... Assim gente linda, só quero que se preparem pq a dor é muita nesse capítulo... Eu já preparei meu seguro de vida... Boa leitura! (ou não ahuahua) P.S: Mais trilha sonora.

Parte 12: A cadeira de metal

Povs Sam:

Fico respirando querendo chorar contra o armário. Ao virar o rosto vejo as marcas das mãos do Freddie. Vou andando para trás quando minhas costas ficam pressionadas contra algo quente. Gibby. Fico de frente para ele que olha para as marcas nos armários.

— Freddie fez aquilo? — Ele sente culpa.

— Sim.

— Como se liga a humanidade de um vampiro?

— Não sei explicar, mas como sabe disso? Carly te contou?

— Eu não falei com a Carly desde que me transformei e ela não veio na aula hoje, eu estava falando com a Wendy — Gibby suspira.

O sinal toca nos avisando do começo da primeira aula.

— Por hora vamos estudar, depois daremos um jeito.

Gibby concorda com a cabeça.

Entramos na sala e Freddie está batucando a caneta e o lápis na mesa. Eu sento ao seu lado onde é o meu lugar de costume. Ele me olha de rabo de olho. Brad entra na sala de mãos dadas com a Wendy e se sentam próximo ao Gibby. Griffin entra com Jade e Beck. Eu não falei com eles desde que não matei o Freddie como disse que faria. Os vampiros entram um por um. André e Nevel se sentam do outro lado da sala. Robbie e Cat se sentam na fila do Freddie. Trina se senta atrás do irmão.

Tori se senta na minha frente e eu olho para o padrão da sala. Tori e eu sempre estivemos no meio disso. Sem realmente pertencer a um lado. Ela se vira para trás e pega minha mão. A conforto por que eu sou culpada do que está acontecendo. Freddie suspira como se estivesse entediado. O professor entra na sala e eu tento prestar atenção, mas Freddie ao meu lado com sua postura irritante não me deixa se concentrar nas explicações.

Está próximo ao final da aula e eu arrisco olhar para o Freddie que também está me olhando. Eu não posso acreditar, estou em chamas. Trocamos um longo olhar. Sem mais nem menos ele se levanta e vai para a porta. O sinal toca exatamente na hora que ele sai da sala. Eu respiro devagar. Minha matilha me cerca e eu olho para eles vendo que vão discutir comigo, me humilhar e dizer que não me querem como líder.

— Sam, você vem ou não? — Jade pergunta normalmente.

Demoro a responder assustada como eles estão me tratando.

— Estou indo — fecho meu caderno e me levanto devagar.

Saímos da sala andando juntos pelo corredor. Guardo meu material na mochila que retiro do armário e coloco-a nas costas. Ando com meus amigos para a próxima aula, mas acabamos trancando o caminho do Freddie e do seu clã. Eu encaro a Tori que parece desconfortável estando com eles. Basta um movimento com a cabeça para ela se juntar a nós.

— Tori — Freddie chama. — Lobisomens não são boa companhia.

— Eu tenho que discordar — ela me toca com carinho.

— Volta pra cá — Freddie agarra o braço dela com certa violência, Gibby se coloca no meio e segura o ombro do Freddie.

— Tira sua mão da Tori — Gibby está ficando mais quente.

— Tira sua mão de mim vira-lata — Freddie sibila e eu acerto um tapa na sua cara sentindo meus dedos latejarem.

Ele solta a Tori e se coloca contra mim achando que eu vou recuar, mas me mantenho firme o encarando.

— Melhor se afastar — Gibby tenta me puxar pela cintura.

— Você é muito idiota — Freddie tenta me ofender.

— Essa mesma idiota é que te fez gemer na cama — eu rebato e alguém assobia.

— Chega Samantha — Gibby ordena e eu sinto minhas pernas fraquejarem, ele é o alfa agora e todos sentem o impacto, mas não conseguem diferenciar o que é. Eu tenho que obedecer e recuar.

Gibby puxa Tori para seus braços e começamos a nos afastar. Freddie permanece parado chocado demais para sair do lugar. Ele se vira para me olhar.

— Isso ainda não acabou — ele pronuncia.

— Passa lá em casa para terminar depois — eu pisco para ele e sigo com meu bando pelo colégio.

Ter as mesmas aulas com os vampiros contribuiu para aumentar a tensão no decorrer da manhã e da tarde. Tori e Gibby ficaram em um grude horrível. Ele não teve imprinting por ela, mas não quis parar de beijá-la no rosto ou abraçá-la às vezes. É como se o amor do Gibby por mim se esfriasse aos poucos.

O último sinal do dia bateu anunciando nossa saída. Andamos para os nossos carros, infelizmente eu vim andando para escola, mas Gibby se ofereceu para me levar para casa em seu fusca 88. Estava tudo bem até saber que Tori estava nessa ideia também. O fusca do Gibby cheira a gasolina, mas Tori parece gostar de coisas simples. O trajeto até minha casa foi animado, mas eu me pegava pensando no Freddie constantemente.

Gibby estacionou o fusca na entrada da garagem. Ele e Tori desceram, eu desci depois já que fui no banco de trás.

— Algum plano para fazermos o Freddie ligar a humanidade? — Tori pergunta se encostando no fusca azul desbotado.

— Ainda não, talvez fazer a mesma coisa que ele fez com a Trina... — Coço meu nariz.

— Tenho que consertar a bagunça que eu fiz e se falar que não é culpa minha vai mentir para si mesma — Gibby murmura.

— Você não sabia que ele estava ouvindo — eu ressalto.

— Na verdade eu sabia sim, mas não me importei em mentir já que foi a única coisa que você fez desde que começamos essa amizade — ele admite dando de ombros.

Pelo menos de alguma coisa nessa vida eu não sou culpada. Dessa vez a culpa foi do Gibby. Tori não pensa duas vezes, ela corre para os degraus da varanda quando eu me transformo e pulo no Gibby que desvia e se transforma agilmente caindo na grama.

Idiota! Não sabe a merda que fez! Rosno para ele sentindo meu corpo querer ceder.

Você vai se acalmar, por que quem dar as ordens sou eu, ele caminha para mim e eu vou me curvando, minhas patas da frente parecem feitas de geleia, o poder do alfa me empurra, meu focinho toca o chão.

Não! Eu busco o poder dentro de mim, se eu fiz Hayes se curvar, posso fazer o Gibby também, porque ele não é o alfa da profecia.

Está tentado lutar contra mim? Ele está com os dentes a centímetros do meu focinho.

Eu sou Samantha Puckett, descendente do primeiro alfa de toda a tribo, eu não nasci para me curvar diante do descendente de Hayes Gibson, busco o poder que ainda me resta e vou fazendo o Gibby se curvar.

Eu ordeno que pare, ele tenta buscar forças, mas sou tão forte como ele.

Você não devia ter o deixado escutar! Afundo meus dentes no seu flanco. Ele choraminga e me ataca de volta.

Começa uma briga com garras e dentes pelo quintal da minha casa. Nossos dentes se afundam nos pelos um do outro. Gibby não é um lutador tão bom quanto eu por que ainda não aprendeu a lutar, mas ele tem força demais.

E é com a força que eu vou derrubar você, ele me bate cravando as garras no meu pescoço.

Eu sinto dor, até mesmo o sangue escorrer, mas o derrubo na grama tentando agarrar seu pescoço com a boca.

A briga se estende para a parte de trás da casa. Tori segue pela varanda observando aflita enquanto Gibby e eu rolamos um sobre o outro sem nenhum motivo aparente.

Trina aparece cruzando os braços como uma mãe que vê os dois filhos brigando.

— As crianças já acabaram? — Trina pergunta entediada. — Chega! Os dois! Precisamos fazer algo a respeito do Freddie e vocês estão aí se matando.

Gibby e eu paramos de nos machucar. Nossos pensamentos estão em conflitos. Eu rosno sentindo o gosto do sangue dele na minha boca.

Trina tem razão, melhor pararmos, eu aviso a ele.

Não entendo nem por que isso começou, ele bufa pelo nariz.

Não volte a forma humana, você vai precisar distrair o Freddie enquanto Trina e eu capturamos ele.

Tanto faz, Gibby deita na grama coçando a barriga, ele rosna para Tori por algum motivo, capto em seus pensamentos que ele quer que ela se aproxime dele.

Direi para ela assim que eu voltar à forma humana.

Ele me ignora pensando em abduções alienígenas.

Subo os degraus da varanda, consigo passar pela porta estreita entortando as barras. Minhas patas quase afundam no chão de madeira. Eu subo as escadas para o andar de cima. Nunca tive que entrar em casa dessa forma. Fico humana de novo quando vejo que não terei como entrar na porta do quarto. Eu visto uma roupa confortável e desço novamente indo para o lado de fora.

A cena mais bizarra do mundo se desenrola enquanto Tori está sentada ao lado do Gibby na grama e ele relaxa com a cabeça gigante nas pernas dela. Parece uma dona com seu cachorro. O que me assusta é o fato de ele ser um lobo gigante castanho avermelhado de meia tonelada.

Trina vem falar comigo me fazendo ignorar a cena.

— Pronta?

— Qual é o plano? — Espero que seja bom.

— Primeiro temos que conseguir capturá-lo, hoje a previsão é sol entre nuvens... — Ela coloca um óculos escuro para enfatizar.

Gibby se levanta como se alguém estivesse chegando. Tori permanece na grama enquanto se encosta no Gibby que gosta da proximidade dela. Jade pula a cerca. Beck vem atrás dela. Griffin também surge acompanhado de Brad. Wendy está vermelha como se tivesse corrido uma maratona.

— Eu não creio no que os meus olhos vêem — Jade está surpresa.

— Gibby? É você mesmo? — Beck aplaude.

— É assustador — Griffin é o primeiro a se aproximar e meio que abaixa a cabeça do Gibby por brincadeira.

Gibby solta um ganido, acho que está rindo. Wendy como a melhor amiga presente por que eu não sei onde Carly se encontra, se coloca ao meu lado com o namorado. Ela está totalmente embasbacada com o lobo ao lado de Tori.

— Você disse que ele era enorme... — Wendy solta a mão do Brad.

— E ele é — olho com admiração para o Gibby.

— Não. Ele é gigante. Qual de vocês é o maior? — Wendy olha por cima do meu ombro para Trina.

— O Gibby. Eu vi os dois brigando pelo quintal, é por isso que a grama está toda detonada — ela resmunga colocando um chiclete na boca.

— Brigaram por que? — Griffin pergunta olhando para a Tori de forma confusa, Wendy se arrepia ao meu lado como se tivesse visto alguma coisa.

— Ele está vindo! — Wendy anuncia. — E não está sozinho.

— Relaxa, os outros são parte do plano — Trina nos acalma.

— Que plano? — Beck não sabe de nada.

— Ligar a humanidade do Freddie — Tori responde se colocando em pé com a ajuda do Griffin.

— E por que nós vamos ajudar? — Jade ri com desdém.

— Por que eu amo ele e em segundo eu ainda mando nessa porra — admito em voz alta. Gibby rosna para mim, ele se coloca em forma de ataque, enquanto passa a língua nos dentes. — Cala a boca!

Ele uiva diversas vezes como se estivesse falando palavrões. Tori dá um puxão na orelha dele e ele expõe os dentes para ela. Griffin se coloca entre eles como se sentisse algo pela Tori. Essa vida está virada em triângulos amorosos. Reviro os olhos, mas paro para pensar na forma que o Griffin olhava para Tori e como ele tentava esconder isso nos seus pensamentos. Ele sente uma atração por ela. É gravitacional, porém o imprinting é inexistente.

— Estão na rua! — Wendy avisa, todos começam a correr para a parte da frente, Brad corre sem a Wendy e eu seguro o braço dela.

Espero todos irem. Gibby vai trotando ao lado de Tori e Griffin. Eu permaneço segurando a Wendy.

— O quem tem a dizer sobre Tori e Griffin? — Pergunto esperando uma resposta decente.

— Não posso contar — ela levanta as mãos em defesa.

Estreito os olhos para ela, mas corremos para onde estão os outros. Gibby está brigando com o Freddie que tenta passar os braços em volta de seu pescoço, se ele conseguir esmagar o Gibby dessa forma, o lobo castanho avermelhado morrerá imediatamente e quando voltar para a forma humana tem pouca probabilidade de conseguir viver se o pescoço não voltar ao lugar a tempo.

Percebo o plano em andamento. Nevel briga com Trina, mas é armação. André finge tentar segurar o Gibby. Freddie está tão focado em matar o Gibby achando que é verdade, que ele não me vê chegando. Acabo de me revelar para todos quando corro na velocidade do som, subo nas costas do Freddie e agarro seu pescoço. Ele solta o Gibby que se joga contra o Freddie o empurrando. Freddie cai de joelhos e eu afundo meus dentes na sua pele de granito. Sinto minhas gengivas sangrarem com o impacto, mas preciso deixar o Freddie sentir meu veneno em suas veias, isso o causará dor por que eu sei o que meu veneno é capaz de fazer.

Os outros agarram o Freddie enquanto ele se debate e o levam para dentro da minha casa. Eu cuspo no chão o sangue da minha boca. Me abaixo respirando e meu bando espera que eu diga alguma coisa.

— Metade vampira, metade loba. Freddie me transformou em 1877, para mais detalhes se transformem e leiam a mente do Gibby que conseguiu ler todos os meus pensamentos — eu me levanto e passo por eles.

Ninguém pergunta nada, mas Gibby uiva por que não pode entrar na casa como um lobo.

— Eu fico com ele — Tori nos avisa.

Griffin morde o lábio cogitando em entrar ou não.

— Vou ficar aqui fora — ele se coloca ao lado da Tori.

— À vontade, os demais comigo — entro na minha casa.

Subo as escadas. Vou para o sótão pela outra escadinha. Wendy já está com os outros amarrando Freddie em uma cadeira de metal que Trina deve ter trazido. Os vampiros e Brad tentam mantê-lo quieto. Jade já foi informada do plano e coloca um pano velho na pequena janela. Freddie rosna tentando sair das correntes, ele pode facilmente quebrá-las, mas meu veneno o incapacitou.

— Estamos fazendo isso para o seu bem — Nevel diz ao Freddie.

Freddie cospe na cara do Nevel com raiva, se fosse com outra pessoa eu daria um soco nele, mas fico feliz que foi no Nevel.

Cat olha com pena para o Freddie. Robbie ajeita os óculos. André cruza os braços chateado. Beck fica próximo da janela com a Jade. Brad e Wendy ficam atrás de mim.

Eu paro na frente do Freddie.

— Vamos salvar você disso, Freddie — eu sussurro para ele.

— Eu não quero ser salvo e quando eu me soltar daqui vou matar você — ele tenta se soltar.

— Jade — eu chamo e ela puxa o pano da janela.

Freddie grita enquanto seu corpo arde em chamas. Tem até dez segundos antes do fogo ficar incontrolável. Jade fecha a janela quando faço um sinal para ela. Trina apaga o fogo com um extintor.

— Merda! — Freddie trinca os dentes sentindo dor.

— Liga — eu ordeno.

— Nunca! — ele força as correntes, mas não sai do lugar.

— De novo — digo para Jade.

— Com prazer — mais uma vez ela retira o pano.

O sol reflete na pele do Freddie. As chamas começam novamente. Ele grita sentindo dor. O resto de suas roupas se desfaz no fogo. Sua calça jeans vira pedaços de tecidos nas suas pernas. A cadeira por ser de metal está esquentando o corpo dele. Já passou mais de dez segundos e eu sinto uma enorme dor ao o ver queimar sem controle.

— Fecha! — Eu grito e me ajoelho.

Trina usa o extintor por mais tempo. Freddie respira com força urrando de dor.

— Sam... — Ele sussurra. — Faz isso parar.

— Você precisa ligar a humanidade para que eu faça parar — toco sua mão.

— Eu ligo de volta — ele murmura baixinho. — Me tira daqui.

— Eu tiro — finjo estar abrindo o primeiro cadeado de prata. — Me prove que vai ligar.

— Eu te amo — ele diz me olhando, mas vejo sua pílula dilatar de raiva. — Você não tentou tanto como deveria.

— Jade, mais uma vez — pronuncio balançando a cabeça.

Ela retira todo o pano dessa vez. O sol queima o Freddie com mais intensidade. Ele grita desesperado.

— Não! Faz isso parar! Eu te amo! —Ele continua gritando e eu me distancio dele.

— Sam, você sabe que não é ele — Wendy segura minha mão.

Freddie grita rompendo uma das correntes. As chamas já estão se alastrando para a madeira no chão. Jade cobre a janela. Trina anda em círculos apagando com o extintor.

— Sabia que você matou sua mãe? — ele fala e todos nós sentimos Trina estremecer. — Ela podia estar viva, mas você a matou quando saiu dela com os próprios dentes.

— Cala a boca! — Trina grita e bate nele com o extintor.

— Não aguenta a verdade? — Freddie treme na cadeira já sem roupa e me olha. — Eu vou te matar, assim como eu matei aquele garotinho.

NÃO! Ele matou o Dice! Ele realmente o matou!

— Sam, não! — Brad se joga em cima de mim, eu berro, grito, mordo e xingo tentando me soltar.

— VOCÊ O MATOU! EU VOU TE MATAR FREDDIE! NINGUÉM VAI ME EMPATAR! — Eu grito tão alto que acho que o bairro todo pode ouvir.

— Sam, você não entende, ele falou isso por que desligou a humanidade, ele não matou o Dice — Wendy tenta me acalmar.

— Não! Desgraçado! — Eu tento quebrar o braço do Brad, mas todos os vampiros e lobos me seguram.

Alguém vem por trás de mim e quebra o meu pescoço. Eu não vejo mais nada.

Acordo deitada em minha cama. Eu levanto olhando em volta. Lá fora está escuro, mas não sei se está de noite ou amanhecendo. Meu celular está sob o criado-mudo. Eu pego para ver as horas. São quatro da manhã. Quinta-feira dois de março de 2017.

Arrasto-me como um zumbi para fora do quarto. A casa está fria, parece vazia, mas escuto vozes vindas da sala. Chego ao andar de baixo onde encontro meu bando espalhado pela sala comendo besteira e tomando energéticos. Nenhum deles parece estar preocupado com o fato do Freddie ter matado o Dice, ou pensam que foi coisa da mente dele.

— Sam — Brad me cumprimenta sentado com Wendy em seus braços, ela parece estar cochilando.

— O que está acontecendo? — Sussurro desnorteada.

— Nada, apenas tivemos que desmaiar você para que não matasse ninguém — responde Beck.

— Desculpa por ter quebrado seu pescoço — Griffin se desculpa comigo.

— Como puderam não fazer nada? —sinto vontade de chorar.

— Porque o Freddie não era ele mesmo, ele podia dizer qualquer coisa para nos atingir, deveria ter visto as obscenidades que ele falou de você, graças a Deus não estava acordada — Jade diz e bebe uma lata de redbull.

— Então é isso? Estamos em trégua com eles? — Me embaralho nas minhas próprias palavras.

— Você é a alfa pode quebrar a trégua, mas ajudaria a se acalmar se eu te dissesse que o Freddie está desaparecido? — Brad pergunta.

— Vocês o deixaram fugir? — Estou chocada.

Beck nega com a cabeça.

— Gibby tentou correr atrás dele, mas retornou após uma hora. Ele voltou a forma humana e disse que Freddie correu para o apartamento, se vestiu, pegou o celular e foi para fronteira do Canadá, sabe, o mais longe possível do sol.

— E agora? — Cruzo os braços.

— A alfa é você... — Brad repete sem saber que o poder também é do Gibby. — Eu lamento muito Sam, mas Wendy viu o futuro do Freddie, ele não planeja retornar. Ele nunca mais vai voltar.

Eu seguro minha barriga como se eu fosse cair.

— Melhor deixar isso para lá Sam, melhor você esquecê-lo — Jade parece se lamentar.

Os outros concordam com ela.

Eu me viro os deixando na sala e saio pela porta da frente.

Eu ando pela rua escura. As lágrimas irritam meus olhos. Eu as mantenho embaçando minha visão. Não derramarei nenhuma lágrima por ele. Eu corro para a casa do Gibby.

Eu entro pela janela e me deito na cama ao lado dele que dorme usando uma camisa regata e um shorts de algodão. Ele se acorda quando me encosto nele, mas por não saber quem é em três passadas longas está do outro lado do quarto.

— Sou eu — minha voz sai mais morta do que eu pensava.

— Ah... — Ele balança a cabeça e se aproxima da cama, eu me sento e ele se apoia com os braços no colchão.

— Então... Você e a Tori? Interessante — murmuro por que não tenho nada para dizer.

— Ela já me dispensou, Wendy contou algo para ela que a fez se afastar de mim. E eu não tive imprinting por ela de qualquer forma.

— Azar o dela — sussurro fitando seu rosto.

O Freddie se foi e quem sabe quando ele vai voltar... Talvez leve anos, décadas, séculos. Eu o perdi. Gibby é a consolação que me resta.

Eu fico de joelhos e acaricio a bochecha do Gibby. Ele alisa o rosto contra a minha mão. Eu me inclino e beijo sua boca. Gibby sobe na cama e fica de joelhos assim como eu. Eu começo a beijá-lo libertando tudo que eu vim segurando por causa do Freddie. Eu abro a boca fazendo o beijo intensificar nossos pensamentos.

Gibby me deita na cama. Eu descolo nossos lábios para retirar sua blusa. Ele beija meu pescoço e eu tento descer o seu shorts. Ele me ajuda a tirar. Ele volta a me beijar. Eu não preciso me segurar então o beijo fica cada vez mais forte. Ele me beija de uma forma que eu nunca fui beijada antes.

Gibby desfaz o beijo para retirar a minha blusa, ele a puxa pela minha cabeça, se retira de cima de mim para tirar minha calça e meus tênis. Eu respiro inalando o cheiro amadeirado dele. Não tenho que me preocupar com nada estando em sua presença. Cornelius puxa minhas coxas e se coloca no meio das minhas pernas. O beijo recomeça. Eu brinco com a sua língua e ele coloca a mão atrás das minhas costas para abrir meu sutiã. Ele consegue abrir, mas quando vai retirá-lo se detém.

— Você me ama? — Ele pergunta baixinho.

Hesito ao responder.

— Sim — sussurro e beijo sua boca, mas ele não corresponde. — Gibby o que está esperando? Eu quero fazer isso com você.

— Não. Você não quer. Você apenas quer se aliviar porque o Freddie foi embora, você o ama e precisa dele — Gibby sai de cima de mim e fica em pé ao lado da cama, a lua ilumina seu corpo.

— Não se afaste de mim — eu me sento segurando meu sutiã para ele não cair.

— As coisas nunca foram assim, você só quer o que sobrou dele aqui — Gibby aponta para si mesmo. — Se vista, pode dormir aqui se quiser, vou pegar alguma coisa para a gente beber — ele pega o shorts na cama, se veste e sai do quarto sem fazer barulho para não acordar a mãe.

Eu suspiro indignada e as lágrimas que outrora segurei caem pelas minhas bochechas. Arrumo meu sutiã. Visto minha calça e minha camisa. Fico parada na janela olhando a lua iluminar a rua escura.

Gibby retorna depois de alguns minutos com um engradado de Budweiser. Não pergunto onde conseguiu. Apenas abro a primeira lata e tomo tudo em um único gole.

— E saber que todo mundo vai ver essa cena depois — eu murmuro abrindo outra lata.

— Prometo não pensar nisso — ele se apoia na janela bebendo sua lata. — Foi tentador, acredite, mas também foi a coisa mais desesperada que você já fez.

— Pareci tão desesperada assim?

— Muito desesperada — ele ri tentando me animar. — Eu sinto muito pelo Freddie.

— Eu não sinto.

— Minta então — ele suspira. — Eu não poderia trair ele dessa maneira, sei que ele não é mais o mesmo, mas e se ele voltar? Acha mesmo que eu faria amor com você sabendo que você é dele? Eu não sou assim. Não ficarei entre vocês dois novamente.

Eu tomo outra lata. Gibby pega o engradado e eu seguro seu braço.

— Mais uma bebida essa noite — eu peço.

— Não... Chega de bebidas por hoje, melhor você dormir, tem aula amanhã — ele leva as cervejas.

Pego o meu celular que está no bolso de trás da minha calça. Quero deixar uma mensagem para o Freddie. Fico com o celular na mão sem saber o que digitar. Gibby aparece e retira a blusa para se deitar na cama. Ele se enrola nas cobertas. Eu me junto ao Gibby para que ele me esquente. Em poucos minutos ele dorme. Eu finjo que durmo somente para ligar para o Freddie em vez de enviar uma mensagem.

Eu disco o número dele e saio do quarto do Gibby. Procuro a cerveja na cozinha. Acho dentro da geladeira. Eu pego o engradado e volto para o quarto. Abro uma lata e tomo enquanto Freddie não atende ao telefone, a ligação vai para a caixa de mensagens. Limpo a garganta já sabendo o que direi.

Soundtrack: One more Drink — Gjan

— Fredward, hoje eu descobri que você é um mentiroso. E eu digo que fiquei presa em você. Eu não posso acreditar, eu estou em chamas. Amigos me disseram o que fazer, me mandaram eu te esquecer por que você se foi, mas eu não acredito nisso. Há, mais uma bebida esta noite... — Tomo um pouco de cerveja. — Como se atreve a dizer "você não tentou?" Acordei às quatro, presa no laço... Eu tenho que confessar, não estou no meu quarto — faço uma pausa para respirar. — Você disse uma vez que íamos construir o nosso próprio império. Você deixou cair, eu sou corajosa, eu estou saindo hoje à noite para te procurar, mas será que eu realmente deveria? — Inalo o ar quente do quarto. — Você me perdeu, você não é um herói, você precisa de mim. Você está sempre falando, sobre amar... E, em seguida, blá, blá, blá. Às vezes você me quer, nah, às vezes não. Não dou a mínima para seus desejos porra, você sabe do que sou feita. Você está vivendo na bolha da vergonha; Eu desisti, tempo de mudança. Só preciso de um novo começo, novas rodas, uma nova visão. Com o tempo eu vou ficar melhor, por hora eu vou manter o seu suéter. Esquecendo... Ah, não há necessidade de fingir — encerro a ligação fazendo a mensagem ser recebida.

Tomo o que restou das latas de cervejas e me livro delas. Visto meus tênis. Pulo pela janela e vou para casa. Não sei o que fazer de agora em diante.

Notas finais
Saindo de jetpack com medo de vcs! E um beijo na testa de cada um do Whatsapp... Adoro vcs de verdade Fiquem à vontade para fazer perguntas que irei respondê-las aqui nas notas finais em todos os capítulos (ideia da galerinha do Whats), talvez a sua dúvida seja a de outra pessoa também, não se acanhe... Sobre o próximo capítulo no sábado: Leiam com um padre ou com um pastor, pq a magia negra vai rolar solta, água benta vai bem... See you soon guys! Very soon...