42 - Violet Hill
54 Coming Home
Notas iniciais
Parte 54: Farewell my love...
"Estou de volta a onde eu pertenço
Eu nunca me senti tão forte
Eu sinto como não há nada que eu não possa tentar
E se você está comigo coloque suas mãos para cima
Se você já perdeu uma luz antes
Essa é pra você, pra você e você
Os sonhos são para você
Eu estarei em casa em breve."
— Coming Home, by: iCarly Cast
Novembro 2018:
Povs geral:
— Ela é tão linda... — Carly sussurrou para a filha que dormia no berço.
— Sim é. — concordou Gibby.
— Sam mencionou por quanto tempo ainda teremos que permanecer aqui? — ela perguntou acariciando o rostinho da Kimera.
— Não exatamente, mas hoje eu estava patrulhando e encontrei rastros nos arredores da colina.
— Alguém que a gente conheça?
— Na verdade sim... — respondeu Gibby — Tori, Beck...
— O quê eles fazem por aqui? — Carly ficou imediatamente preocupada.
— Eu não sei, mas seja o que for Sam foi atrás para descobrir e Fredward está mantendo um olho do outro lado do rio.
— Caramba, eles fazem muito por nós.
— Eles nos amam, se preocupam conosco...
— Eu sei. — ela murmurou e saiu do quarto.
Carly temia que acontecesse o pior. Kimera iria crescer com grandes poderes e muitos iriam querer essa garota. Os Grimm não sabiam se ela poderia ser domada, os lobos não sabiam se ela poderia ser escondida do mundo e os vampiros não sabiam se ela poderia ser uma ameaça em potencial. Kimera era um perigo para todos, restava Carly e Gibby — ao lado de Sam e Freddie — protegê-la.
— Você está bem? — perguntou Gibby abraçando Carly que estava na varanda observando as flores.
— Apenas cansada... Estamos sendo pais faz três semanas e é algo novo para mim.
— É algo novo para nós dois.
— Nunca perguntei se era o quê você queria... — disse Carly com dúvida.
— Eu teria vários outros filhos Carly, sendo com você. — ele gargalhou — Poderíamos ter um orfanato se você quisesse.
— Cara, você é incrível. — ela o beijou e ele não resistiu a isso. Gibby sentia o gosto dos lábios da Carly. Ele amava poder tê-la tão perto de si. Ela era uma das coisas mais importantes do mundo para ele assim como Kimera. Eles romperam o beijo ao ver a loba branca caminhando até eles. — Oi Sam... — Carly cumprimentou sem saber como entender o quê a amiga queria.
Sam apenas mexeu as orelhas e se sentou apontando o focinho para o oeste, de onde surgiu Freddie.
— Você trapaceou. — ele reclamou com Sam. A loba soltou um ganido como se estivesse rindo.
— Estavam apostando corrida? — Gibby perguntou achando engraçado.
— Sim, mas a Sam quando percebe que está perdendo começa a trapacear. — respondeu Fredward se sentando ao lado da Sam, mas ela o empurrou com a cabeça — Suas roupas estão no carro, vou buscar.
— Que estranho, pensei que fosse humano de novo... — Carly relembrou algo muito importante.
— Não sei explicar no que me transformei.... — Freddie disse indo para o carro que estava nos fundos do casebre.
Sam o seguiu trotando, mas não antes de mostrar a língua para o Gibby.
— Engraçadinha. — ele revirou os olhos.
— Ah para, você faz a mesma coisa. — Carly puxou Gibby para outro beijo que ele aceitou e dessa vez a encostou na madeira para poder beijá-la mais intensamente.
Freddie abriu a porta da picape de Sam e procurou roupas para ela na mochila, mas a mesma tinha trocado de forma e já estava ali para pegar o que precisava. Sam se vestiu com pressa. Freddie se sentou no capô do carro, porém Sam mantinha distância.
— Está perto, todos nós podemos sentir... — disse Freddie em um tom sério.
— Sim está... Seja lá qual for o tamanho da batalha, pessoas irão morrer, amigos irão morrer e nem o Alfa pode impedir isso. — Sam ajeitou a calça no quadril.
Freddie soprou a fumaça fria daquele novembro. Violet Hill tinha aquele clima de tensão mais uma vez.
— Vou ver como a Kimera está. — Freddie murmurou andando em direção ao casebre.
— Ela está bem, os pais dela servem para se certificar disso. — Sam mencionou sendo grossa.
— Mesmo assim... — Freddie não se importou. Ele foi até o berço e acariciou o rosto do bebê. Fredward sorriu achando ela linda.
— Se você acorda-la eu mato você... — Carly disse baixinho, mas ela estava rindo.
— Prometo ser cuidadoso. — ele se encostou no berço e ficou observando Kimera.
Carly se juntou a ele. Kimera abriu os olhos devagar, mas não chorou.
— Droga... — Carly suspirou.
— Ela gosta de mim, acho que aquilo foi um sorriso... — Freddie gargalhou alegre.
— Own, ela gosta mesmo. — Carly se encostou no Freddie.
Gibby e Sam observavam a cena da porta. Eles se entreolharam intrigados. Aquilo era perturbador demais. Sam agiu como se pudesse se comunicar por telepatia com o Gibby. Ela sabia o que deveria dizer.
— Que linda a filha deles, né Gibby? — Sam perguntou alto para chamar a atenção dos dois.
— Ah é, muito linda. — murmurou Gibby chateado.
Carly e Freddie se afastaram um do outro e olharam para eles.
— Vamos patrulhar Gibby. — Sam chamou e Gibby a seguiu.
Eles andaram lado a lado por dentro das flores de Violet Hill.
— Que porra foi aquela? — Gibby perguntou ficando nervoso.
— Eu não sei, mas éramos assim? Nossa conexão?
— Não. Eles devem fazer de propósito, ninguém irrita outras pessoas daquela maneira sem querer.
— Concordo... — Sam apressou os passos, ela queria manter distância daquele casebre.
— Olha, quando você morreu e voltou as coisas mudaram entre nós... Alguma coisa mudou ali. — Gibby pigarreou.
— Está dizendo que eu devo matar a Carly e trazer ela de volta? — perguntou Sam omitindo um sorriso.
— Para de brincadeira, estou falando sério Sammy. — Gibby pulou de uma pedra para outra.
— Eu também estou falando sério, sempre falo sério quando envolve a morte de alguém.
Ele suspirou vendo que aquela conversa não daria em nada.
— Algo no passado deles deve justificar tal ligação...
— No passado de Carly e Freddie ou nas gerações passadas?
— Ambos.
— A família Benson e a família Shay nunca tiveram uma história, não que eu saiba. — Sam divagou por um momento.
— Imagine se tivessem.
— Credo... — Sam olhou em volta vendo se não tinha ninguém os espreitando.
— O quê descobriu sobre a alcateia rondando por aqui? — Gibby trocou de assunto.
— Eles estão do nosso lado... Parece que a caça às bruxas começou. A cidade está cheia de caçadores, alguns são vampiros. Não sei mais o que devemos fazer. — Sam se sentou no meio das folhas.
— A reserva seria o lugar mais seguro para nós.
— Sim, mas os anciãos não vão permitir nada que coloque a vida dos moradores de lá em risco, por isso aqui é o lugar mais seguro que temos. Muitos conhecem as batalhas travadas aqui, mas poucos sabem que aqui ainda pode ser habitável. Eles esperam que um bebê recém-nascido não esteja em um lugar como este. E ninguém sabe quem são vocês, tudo que os caçadores tem é um tiro no escuro. Não tem como eles subirem a colina sem saber o quê esperam por eles aqui em cima. — Sam contornou o problema.
— Mas a reserva... — Gibby voltou a insistir
— Na reserva você e Carly estariam por conta própria. Fredward e eu não podemos entrar na reserva. Tori pode ser a Alfa mas ela não poderia fazer muita coisa. A reserva está fora de cogitação. — Sam deu sua palavra final de Alfa, já que Gibby pertencia a alcateia dela — Eu já falei Gibby, já falei. Vamos permanecer aqui...
— Até quando? — Gibby se sentou ao lado dela.
— Até o Alfa resolver fazer as honras.
— Por favor, quando o Alfa aparecer bata nele por mim.
— Prometo que bato. — gargalhou Sam.
— Obrigado. — ele ergueu a mão e fizeram um high-five. — Acha seguro deixar ele sozinho com elas?
— Sim. Ele não vai se estressar sem motivos.
— Menos mal.
— Hum... Como é ter uma filha?
Gibby sorriu pensando no rosto da Kimera.
— É incrível... Ela é tudo de bom. Não sei dizer o quanto a amo.
— Por que Kimera? O quê esse nome significa? Eu ainda não entendi essa parte...
— Ah... — Gibby sabia por que — Quimera na mitologia é um ser híbrido. Bom, é o que minha filha é. Uma Hexenbiest e uma loba.
— Resta saber qual alcateia ela vai escolher. — disse Sam.
— É tem isso também.
Um barulho de galhos sendo pisados chamou a atenção. Sam e Gibby se levantaram e olharam para a escuridão.
— Calma, somos nós. — Dice avisou.
— Oi. — murmurou Guppy aparecendo.
— Que palhaçada é essa Guppy? — Gibby foi para perto do irmão — Aqui é perigoso, você deveria estar em casa.
— Ainda me pergunto como você ganhou minha guarda se nunca está em casa. — Guppy reclamou, em sua mão tinha uma arma que pareciam garras, a mesma que ele tinha projetado com a intenção de matar a Carly.
— O vovô está tomando conta de você. — respondeu Cornelius.
— Por isso eu fugi...
— E você Dice? O quê pensa que está fazendo aqui? — Sam perguntou empurrando o ombro do garoto — Deveria estar em casa, vocês tem aula amanhã.
— E perder toda a diversão? Hum, claro que eu deveria estar aqui. Estou onde eu quero estar. — ele respondeu arrumando a mochila nas costas — Podemos ir ver a Kimera?
— Claro, antes que Freddie e Carly ganhem o prêmio de pais do ano. — Sam disse entre os dentes.
— O quê? — Guppy não entendeu.
— Nada. — Gibby resmungou — Podem ir...
— Estamos indo. — Dice começou a andar com Guppy.
Quando eles se foram Sam coçou a cabeça e encarou o Gibby.
— O quê aconteceu naquele camping com o Dice? — perguntou Sam.
— Uau, nossa... Se refere ao ano passado?
Sam fez que sim com a cabeça.
— Eu sei que algo mudou naquele dia...
— Ele teve imprinting pela Tasha. — respondeu Gibby.
Sam se engasgou com o vento.
— Como assim? E por quê ele não me contou?
— Pense bem Sam, Dice foi o último a ter um imprinting, ficaria bem na cara para os outros quem seria o Alfa. Ele apenas quis manter isso em segredo. — justificou Gibby sendo inteligente.
— É por isso que uma vez ou outra ele e a Tasha pareciam próximos... Quando eu me aproximava ele se afastava... Sempre debaixo do meu nariz.
— Não era só isso que sempre esteve debaixo do seu nariz.
— Claro, claro... Sou sempre a última a saber.
— Infelizmente.
— E onde está a Tasha?
— Dice deve saber.
— É claro que ele sabe... — Sam suspirou.
Gibby não conseguiu segurar o riso que borbulhara em sua garganta. Ele gargalhou deixando lágrimas escaparem de seus olhos.
— Você... — ele tentou dizer em meio aos risos — Odiava tanto o imprinting e agora...
— E agora nada mané. — Sam empurrou ele que caiu sentado nas folhas ainda gargalhando.
— Ah... — ele continuou rindo — Meu Deus... Isso é tão engraçado.
— Cale a boca Gibson. — Sam se adentrou mais na floresta deixando a risada escandalosa do Gibby para trás.
Sam percorreu a descida da colina. Ela sentia o cheiro forte de lobo. Era Tori. Sam prosseguiu descendo até que a floresta estava se aproximando da estrada. Ela foi abordada por Tori que estava em forma humana.
— Graças a Deus eu te achei. — Tori parecia aliviada — Shelby e Spencer sumiram.
— O quê? — Sam ficou com raiva — Como assim sumiram?
— Eles deveriam vir para Violet Hill encontrar com vocês mas eles nunca chegaram até aqui. Estamos fazendo o possível para encontra-los.
— Que bela alcateia que você tem, eu jamais teria permitido que alguém fosse levado.
— Não. Só o Dice ter sido morto, a Carly ser "levada" do seu banheiro... Seus erros são meio humilhantes não acha?
— Quer levar um soco Vega?
— Eu adoraria brigar com você, mas temos que avisar a Carly sobre o Spencer.
— Não podemos avisar. — Sam respondeu remoendo uma ideia — Ela não pode saber que o irmão sumiu, ela já tem pressão demais sobre ela por causa da Kimera... Melhor não deixar as coisas piorarem. Por hora Carls pensa que o Spencer não veio visitá-la por causa dos caçadores na cidade... É melhor deixar as coisas assim. — ela estreitou os olhos e viu o resto da alcateia de Tori se aproximando — Droga...
— Eles não vão te machucar... Ninguém vai. — Tori assegurou — Na verdade eu vim pedir que aceite eles de volta.
— É o quê? — Sam encarou a antiga matilha.
— Eles precisam de alguém como você...
— Precisam, mas eu não posso explicar por que não posso aceitá-los de volta no momento...
— Então chame a sua matilha de La Push, vamos unir forças e tentar procurar por Spencer e Shelby. — sugeriu Tori.
— Não podemos correr o risco, não com os caçadores na cidade... É perigoso demais sair pelas florestas como um lobo. Eles estão esperando por isso. Kimera não é o único alvo aqui, tudo que se mexer em um raio de cem metros deles eles vão atirar para matar.
— Balas de prata e tudo mais? Não somos filhos da lua...
— Veneno. É isso que eles possuem. — falou Sam — O melhor para vocês é ficar na reserva, estudar na faculdade e seguir com a vida, não permaneçam pelos arredores de Violet Hill, os caçadores vão suspeitar disso.
— Está nos dando ordens Sam? — perguntou Tori.
— Era isso que você queria?
— Sim. Era. — Tori se virou — Para casa, todos vocês.
— E você também Vega... — Sam cruzou os braços observando os lobos que uivaram partirem — Calem a boca seus animais, vão chamar a atenção deles!
— O Alfa está vindo, não é? — Tori sussurrou.
— Sim, talvez mês que vem...
— Você sabe quem ele é?
— Às vezes... É confuso... Achei tanto que era você...
— É. Eu também pensei que fosse eu. — Tori andou para fora da floresta — Adeus Sam.
— Nos veremos de novo Tori...
— É quem sabe. — Tori murmurou e correu.
Sam estava pensando em chama-la de volta quando ouviu um grupo de caçadores andando por ali. Ela não podia deixar que eles subissem a colina. Sam se esgueirou nas árvores e observou os quatro homens caminhando entre a vegetação. Ela ia atacar quando alguém agarrou seu corpo por trás e pressionou um pano contra seu nariz. Sam trancou a respiração mas ela já tinha inalado aquela essência feita por alguma Hexenbiest. A loira perdeu a consciência aos poucos. Sam tentou lutar contra aquela mão em seu rosto, mas não tinha forças o suficiente. Tudo foi se apagando devagar. Tudo se tornou escuro.
Sam acordou de cabeça para baixo presa em uma árvore.
— Mas que porra... — ela murmurou sem entender como havia ido parar naquele lugar.
— Desculpa, eu precisei te tirar de lá. — uma voz feminina disse de algum lugar.
— Tasha? Por quê diabos me amarrou desse jeito?
— O sangue precisa ficar nessa parte do seu corpo, assim não vai ser atraída pelo som que está sendo tocado...
— Som? Que som? — Sam se mexia tentando se soltar das correntes, mas era aço Valiriano — Oh droga... E lá vamos nós de novo.
— Os caçadores estão usando um som para atrair os lobos, é alguma magia feita por uma bruxa, nem uma Hexenbiest faria tal coisa. Você poderia ser pega... Precisei de tirar de lá.
— E como sabia disso?
— Porque foi desse jeito que pegaram o Spencer.
— Deus! — Sam quis vomitar quando se balançou — Eu preciso salva-lo.
— Eu não sei para onde o levaram... Shelby sumiu atrás dele. O importante é esperar que eles parem de produzir o som e te levar de volta para Violet Hill. — Tasha estava disposta a ajudar como sempre.
— Freddie deve estar preocupado.
— Ele vai ficar bem...
— Ah claro, ele está ocupado com a Carly e com a Kimera. — Sam revirou os olhos mesmo de cabeça para baixo.
— O Dice está bem?
Sam olhou para a Hexenbiest.
— Não acha que é muito velha para ele?
— Não foi escolha minha e querendo ou não, eu não envelheço... — Tasha deu de ombros.
— Agora que ele parou de se transformar você só vai ter que esperar alguns anos...
— Eu tenho todo o tempo do mundo, é bom ter alguém tomando conta de nós... Você devia começar a agradecer por isso.
Sam refletiu sobre o que Tasha disse.
— Aí, obrigada por ter me amarrado aqui. — Sam resmungou — Sei que está me mantendo salva.
— De nada. — Tasha sorriu.
— Faz quanto tempo que estamos aqui?
— Umas nove horas... Já vai amanhecer. — Tasha começou a usar os poderes para tirar Sam da árvore. As correntes foram se soltando e Sam caiu de cabeça no chão. — Desculpa, meu Deus, você está bem? — Tasha se abaixou ao lado de Sam.
— Porra! Eu quase quebrei o pescoço! — Sam choramingou segurando o rosto — Ai minha cabeça... Só vamos embora logo.
— Vamos... Violet Hill está a uns dez quilômetros. — respondeu Tasha.
— Então suba nas minhas costas por que não vamos andando.
— Pensei que diria isso. — Tasha aguardou Sam se levantar e subiu nas costas dela.
— Agora aprecie um trajeto de dez quilômetros sendo feito em dez minutos.
— Um minuto vai equivaler a um quilômetro?
— Sim... — Sam olhou para as árvores — Como me trouxe aqui?
— Te arrastei por dez quilômetros naquele negócio... — Tasha apontou para algumas tábuas com cordas no chão.
— Por que não chamou ajuda?
— Eu não podia correr o risco, sua segurança era o que importava.
— Por mais que soubesse que eu não posso morrer?
— Sim, por que e se o imprinting dele não for com você?
— Então eu mesma me mato depois... — Sam sussurrou — Para que lado?
— Leste.
— Se segure. — Sam começou a correr e a floresta passava como um borrão para Tasha que fechou os olhos para não vomitar.
Sam chegou em Violet Hil largando Tasha que caiu de bunda nas tulipas.
— Sammy! — Fredward gritou e pulou da varanda com rapidez.
Sam mordeu o lábio ainda não se acostumando com a beleza dele.
— Estou bem... — Sam o abraçou — Os caçadores estão usando uma isca para lobos... Tasha teve que me manter longe por um tempo, mas estou bem como pode ver.
— Fiquei tão preocupado... — Freddie estava tremendo muito — Eu pensei... Pensei que você tinha me deixado... Eu...
— Eu nunca vou te deixar, eu te amo. — Sam segurou o rosto dele — O meu medo é que você me deixe.
— Não... Por quê eu faria isso? Você é meu amanhã, se lembra?
— Mas existe coisas contra as quais não podemos lutar... — sussurrou ela.
— E eu continuo aqui no chão... — Tasha murmurou quebrando o clima de Sam e Freddie.
— Hey garota, como você está? — Fredward ajudou Tasha a se levantar.
— Bem... Um pouco cansada. — Tasha realmente estava fraca demais.
— Dice! — Freddie chamou e o garoto veio correndo da linhas das árvores.
— Mandando crianças patrulhar o lugar? — perguntou Sam confusa.
— Não, ele se ofereceu. — Freddie respondeu.
— Tasha? — Dice sorriu se aproximando — Você está bem?
— Não sei... — ela ficou corada.
— Vem, você precisa comer alguma coisa. — Dice começou a puxa-la pelo braço, o garoto ficou entusiasmado com a presença dela.
— Ok. — ela deixou que ele a levasse para o casebre.
— Carly está dormindo? — Sam quis saber.
— Não. Ela saiu com o Guppy, ele queria mostrar algo a ela na colina... — Freddie parecia não se importar.
— O quê? — Sam não encontrava sentido nisso — O Gibby foi junto?
— Não. Ele está dormindo próximo do berço da Kimera.
— E ele sabe que Carly saiu com Guppy?
— Não, mas...
— Com o irmão que a odeia...
— Não...
— Com o que prometeu matá-la com aquela arma que carregava consigo?
— Ah... — Freddie sentiu um frio na barriga.
— É bom você ir agora encontra-los antes que seja tarde... — ordenou Sam — Não é por que Gibby ama Carly que mudou alguma coisa para o Guppy.
— Eles não devem ter ido muito longe...
— Torça por isso. Só volte aqui quando encontra-los, chega de pessoas desaparecidas.
— Quem mais desapareceu? — Fredward se preocupou.
— Spencer e Shelby, mas isso não vem ao caso agora.
— Como assim?
— Apenas não deixe que Carly saiba disso, traga os dois de volta. Rápido.
— Um beijo antes que eu parta... — Freddie pediu algo que Sam não sabia como negar.
— Eu queria mais do que um beijo no momento, mas temos problemas... — Sam murmurou e beijou Freddie, que abriu a boca para aprofundar aquele momento. Sam sentiu medo ao ver que aquele poderia ser o último beijo dos dois e que Fredward parecia está se despedindo. Ela sabia que não o veria de novo por que algo iria acontecer. Sam passou a mão pelo cabelo e pelo rosto dele. Freddie a apertava contra si não ligando de respirar durante o beijo, ele apenas queria sentir o cheiro dela e o manter em sua memória pelo maior tempo possível. Aquele beijo era uma despedida. Freddie foi parando o beijo e Sam tentou segurá-lo, mas ele agarrou os pulsos dela e foi a colocando de joelhos.
— Adeus Sam... — ele sussurrou e correu para longe dela.
— Freddie... — Sam sussurrou relembrando que em vários momentos ele já tinha provado que teria que partir um dia, Sam apenas não esperava que aquele dia chegasse tão rápido.
Sam se recompôs e foi para dentro do casebre. Gibby estava na pequena sala tomando uma xícara de café.
— Sumida. — ele murmurou meio grogue de sono.
— Como está a Kimera?
— Dormindo feito uma pedra.
— Bom... — Sam tentou não parecer preocupada.
— Cadê a Carly? — Gibby estava confuso.
— Saiu com o Freddie... — Sam respondeu a pior coisa que podia.
— Por que ela sairia com ele? — Gibby agora estava puto.
— Ela não saiu com ele, saiu com o Guppy. — Dice contou a verdade entrando na sala.
— Você não sabe ficar quieto? — Sam bateu o pé.
— Espera ai, com o Guppy? Quem deixou ele sozinho com ela?! — Gibby se levantou em pânico — Merda! Como ela foi ingênua a ponto de sair com ele?!
— Ingênua não, ela apenas acha que pode se defender sozinha... — disse Sam.
— Uma ova que pode. Eu conheço o irmão que eu tenho. — Gibby já estava saindo do casebre — Para que lado eles foram? Ah deixa... — ele se abaixou à procura do cheiro deles.
— Escuta aqui cachorrinho, o Freddie já foi atrás deles. — avisou Sammy.
Gibby rolou os olhos se colocando de pé.
— Como se isso fizesse eu me sentir muito melhor, obrigado... — no fundo ele estava apenas preocupado e temendo pela vida da Carly — Eles foram por ali... — Gibby apontou e deu início a uma corrida em direção às árvores.
— Cuidem da Kimera! — Sam gritou para Tasha e Dice. Ela foi correndo atrás do Gibby. — Você não pode correr por aí! Os caçadores estão atraindo os lobos com algum tipo de som mágico, você vai ser hipnotizado e vai ser pego, assim como o Spencer.
— Spencer? — Gibby parou de correr e olhou para Sam — E por quê ainda não estamos atrás dele?
— Porque está tudo um caos do caralho. Não podemos simplesmente sair por ai sem saber por onde começar... E temos Kimera para proteger.
— Está tudo dando errado, você não percebe?
— Percebo e sei que devemos permanecer no casebre em segurança até tudo isso se ajeitar.
— Oh Deus... Eu nem sei o que fazer. — Gibby levou as mãos à cabeça.
Um estrondo foi ouvido. A terra começou a tremer. Sam e Gibby foram para o chão desequilibrados pelo tremor. Tudo estava balançado furiosamente. Alguns galhos caíram sobre eles.
— Um terromoto? — Sam não entendia.
Gibby protegeu Sam contra si.
— Em Seattle? E dessa magnitude? — ele perguntou esperando o tremor passar. De repente um uivo penetrante cortou o ar. O uivo mais poderoso, forte e profundo já escutado. Chegava a doer de tão intenso. Gibby e Sam taparam os ouvidos. Eles gritavam sentindo seus corpos quase desmontarem com aquele som tão poderoso. Porém, mesmo que fosse algo tão incrível, era um uivo de amargura, de dor e não tinha sido muito longe.
Gibby ajudou Sam se levantar e eles partiram em busca daquele som. Foram entrando na floresta e encontraram uma clareira.
— Guppy! — Cornelius gritou ao ver o garoto assustado com o corpo desfigurado de Carly em seus braços. Ele viu a aproximação de Sam e Gibby, e não teve outra escolha a não ser correr — Guppy! — Gibby chamou pelo irmão.
— Carly! Oh meu Deus! Carly... — Sam entrou em desespero vendo o rosto da garota que parecia ter sido destruído por garras.
— Como ele pôde usar aquela arma nela? Como... — Gibby se ajoelhou não querendo olhar pro rosto destruído da Carly.
— Deus... Não... Carly... — Sam chamava a amiga. Ela fez massagem cardíaca e soprou ar pela garganta dela, mas não tinha nada empatando o oxigênio de circular. Carly desmaiara de choque. Sam sentiu a própria garganta arder em chamas por ter o sangue de Carly em sua boca e em seus lábios.
— Precisamos levá-la para um hospital. — Gibby tentou pegar Carly nos braços mas Sam não deixou.
— Vamos ser capturados antes de deixar a colina. Não podemos sair daqui... — Sam explicava — Gibby, ela já teve a Kimera, o propósito dela aqui acabou, Carly irá morrer a menos que...
— Ela não pode morrer! — Gibby disse tremendo.
— A menos que eu a transforme. — Sam completou a frase que tentava dizer.
— É a única opção?
— Sim... Ou ela morre agora ou vive se tornando uma vampira.
— Ser vampira vai ser estar morta...
— Então pense bem, por que a decisão é sua... — Sam escutava o coração da Carly bater quase parando.
— Não... — ele balançava a cabeça negando.
— Quer saber? Que se foda... — murmurou Sam e mordeu o pescoço da Carly.
— Cristo! — Gibby se assustou.
Sam cuspiu o sangue e respirou fundo para controlar a sede.
— Eu sinto muito...
— Você vai transformar naquela coisa que eu odeio a pessoa que eu mais amava. — ele sussurrou sem acreditar.
— Ela ainda vai ser a Carly... Ainda vai ser. — Sam se levantou com a amiga nos braços.
— Eu a carrego. — Gibby pegou Carly e colocou contra seu peito — Cadê o Fredward?
— Não sei... — Sam murmurou e os dois retornaram para o casebre.
— Tirem a Kimera daqui. — disse Gibby entrando no quarto.
— O quê? Meu Deus o quê aconteceu com a Carly? — Tasha ficou horrorizada.
— Não sabemos direito, apenas levem Kimera para a reserva... Ela não pode ficar aqui. — respondeu Sam — Peguem as coisas dela, usem a minha picape e vocês ficaram bem, vão para a minha antiga casa dentro da reserva, ela é próxima do rio, é a mais afastada de todas as outras. Tem dois andares... Os anciãos não deixaram ninguém ficar com a casa.
— Tudo bem. — Dice começou a pegar coisas essenciais para Kimera.
— Comprem leite para recém-nascido no caminho, Carly vai se transformar em vampira, não terá como amamentar Kimera de novo. — Sam era rápida com as palavras — Se tudo der certo nos veremos em três dias, fiquem salvos.
— Nos encontraremos novamente. — Tasha disse e abraçou Sam.
— Nos encontraremos novamente. — sussurrou Sam e após abraçar Tasha, abraçou também o Dice. Os dois partiram com pressa.
— Não está fazendo efeito! Não está! — Gibby berrava balançando a Carly que não se mexia.
— E você não vai querer ver quando começar a fazer... Será por três dias... Você devia retornar para a reserva com eles. — especulou Sam.
— Não. Eu não vou deixar vocês duas. Eu vou ficar.
— Então se lembre que durante o processo não há nada que você possa fazer para acabar mais rápido, entendeu? Eu lamento. — Sam se sentou na cama — Vai começar... — ela escutou o veneno atingir o coração.
— AH! — Carly abriu os olhos respirando com força — SAM! — ela gritou sentindo o veneno queimar e destruir cada veia do seu corpo.
— Carly eu sinto muito... — Sam segurou a mão dela.
— NÃO! FAZ ISSO PARAR! ME MATA! POR FAVOR! ME MATA! — Carly gritava se contorcendo.
— Carly, eu te amo, olha pra mim, vai ficar tudo bem... — Gibby dizia pegando a outra mão dela — Isso vai parar meu amor, vai para parar...
Carly soltou mais gritos. A testa pingava de suor. O corpo todo ardia em chamas. Carly se sentia sendo jogada dentro de uma fogueira, enquanto alguém girava o espeto queimando todos os lado de seu corpo. Ela queria que aquilo parasse. Queria que aquilo tivesse um fim. Ela queria morrer. Carly implorava pela morte quando podia achar a própria voz, por que até aquilo ela estava perdendo aos poucos em meio a tanta dor. Carly berrou mais ainda ao se lembrar que se foi a Sam que a mordeu então ela queimaria por três dias. Só restava suportar aquilo. Suportar o fogo horrendo que lambia agora também o seu rosto que já estava destruído pelo incidente.
Três dias se passaram. Três dias sem notícias de Freddie e Guppy. Três dias de pura dor. Gibby e Sam pensaram que iriam enlouquecer com Carly gritando tanto daquela maneira, mas finalmente a transformação estava completada. Carly sabia onde estava, sabia por que aquilo tinha sido necessário e sabia que precisava agradecer a Sam por ter salvado sua vida. Carly se levantou da cama. Seu corpo respondia mais rápido ao seu próprio cérebro. Ela tomou cuidado para não sair correndo sem querer. A visão dela estava perfeita. O olfato. O tato. Tudo era muito perfeito. Carly se sentia poderosa. Seu pensamento apenas se focava em achar o Gibby e Sam.
Sam entrou no casebre e se deparou com Carly. A loira deu um passo para trás erguendo as mãos com cuidado.
— Olá. — cumprimentou Sam — Está tudo bem Carly, mas precisamos partir.
— Partir para onde? — Carly tinha mais consciência do momento atual do que Sam imaginara.
— Primeiro, do que se lembra antes da metamorfose?
— Lembro dele... — Carly balançou a cabeça — Acho que não lembro...
Sam sabia que a amiga estava mentindo por algum motivo.
— Ok... Arrume suas coisas.
— Sam, o que está acontecendo?
— É complicado, fique aqui. — Sam foi ao lado de fora onde Tori e a matilha aguardavam.
— Qual mensagem devemos enviar? — perguntou Tori.
Soundtrack: Coming Home — iCarly Cast
— Eu estou voltando para casa... — respondeu Sam com um sorriso verdadeiro — Diga ao mundo que estou voltando para casa. Deixe a chuva lavar toda a dor de ontem... Eu sei que meu reino espera e que ele perdoam os meu erros, então eu estou voltando para casa.
Tori concordou com a cabeça e partiu rapidamente com os outros que agora tinham uma missão.
— Vampiros não entram na reserva... — Carly disse confusa mas também abriu um sorriso.
— Agora entram. — Sam esticou a mão para ela. Carly ignorou e puxou Sam para um abraço, porém por não saber usar a força direito apertou Sam de maneira pesada — Carly, eu não consigo respirar...
— Desculpa. — Carly soltou Sam — Mas então, vamos?
— Eu não sei quanto tempo posso te deixar com sede...
— Sede? — Carly tinha esquecido essa parte, por que sua mente controlava seu corpo de uma maneira incrível deixando a sede de lado e fazendo ela se focar em assuntos mais importantes — Onde está a Kimera?
— Na reserva. — respondeu Gibby.
Carly trancou a respiração com medo de ataca-lo sem querer.
— Melhor manter distância... Não quero te atacar.
— É melhor fazer o teste comigo... Vem cá. — Gibby chamou por ela.
Carly se aproximou hesitante e sentia um cheiro de cachorro molhado, mas nem de longe confundiria aquele cheiro horrível com comida. Ela jamais iria ferir ele.
— Cara, agora eu vou ter que trancar a respiração toda vez que eu te beijar. — Carly tapou o nariz teatralmente.
— Era para ela agir assim? — perguntou Gibby.
— Carly passou anos convivendo com vampiros, acho que tudo isso se tornou um dom de controle para ela... Eu esperaria essa reação após ela caçar mas antes mesmo disso, ela age normalmente. — Sam se surpreendeu — Hey Shay, que tal uma corrida até a reserva?
— Eu ainda não sei correr... — Carly estava ansiosa
— Eu te ensino... — Sam sorriu mais uma vez.
Eles chegaram na reserva pelo rio. Tentaram não serem vistos por ninguém. Carly estava um pouco nervosa por causa da sede, mas ela tentava focar no lobo castanho avermelhado ao seu lado.
— Gibby você entra pelos fundos da casa e se vista lá. Carly vai te ajudar... Depois você a ajude. Eu não vou entrar nessa casa, não até ele chegar. — Sam disse entregando uma mochila para Carly — Vão. — Os dois partiram e Sam ficou sentada na grama.
Após alguns minutos Gibby foi ajudar a Sam.
— Não vai entrar? — ele perguntou.
— Não... Eu matei minha família na última vez em que estive lá, não quero entrar de novo.
— Isso foi há tanto tempo... Você deveria entrar. Carly precisa de você, eu não sei se levo ela para caçar ou não... Eu nem sei por onde começar.
— Só preciso de um tempo. — sussurrou Sam, a neve se grudava nos seus cabelos loiros.
— Aquele presente que Fredward te deu... Era somente para abrir no momento certo, não é? — Gibby sabia como acalmar Sam.
— Sim, mas eu nunca soube qual foi o momento certo.
— Bem, talvez seja agora. — ele murmurou e jogou o presente para Sam — Ele deixou comigo... Agora é com você. — Gibby deu às costas e a deixou sozinha com seus próprios pensamentos.
Sam sabia qual era o próximo passo. Ela olhou o presente no mini papel brilhante em que Fredward o pusera. Samantha abriu devagar, ela queria acreditar que aquilo realmente acalmaria o próprio coração. De dentro do saquinho saiu um pingente... Era um lobo. Um lobo preto de olhos vermelhos. Sam sabia o que significava. Sam sabia quem aquele lobo representava. Era um pedacinho dele com ela. Sam guardou aquilo no bolso. Isso a acalmou, mesmo que só por alguns segundos. Ela deitou ali mesmo na grama gelada e adormeceu.
Sam se acordou ouvindo ao longe o barulho de trovões, que na verdade eram patas batendo freneticamente na neve que se acumalara ao chão. Ela sentia ele se aproximando cada vez mais. Sam se levantou e ele apareceu. Era quase do tamanho de uma casa. Assustador não era a palavra adequada, precisaria de uma palavra mais forte do que essa para definir o que o Alfa era diante dos olhos daqueles que o viam. Os pelos pretos cobertos de neve. Os olhos vermelhos quase indo para o roxo. A estrutura forte de uma criatura feita para matar. Era pior que um pesadelo. O lobo rosnou furiosamente para Sam e dessa vez não era uma visão, não era um sonho, não era uma ilusão. Era real. O Alfa chegara e estava em frente a ela. Sam sabia o quê deveria fazer.
A garota pulou sobre o enorme lobo preto e as garras dele cortavam os braços dela. Eles estavam rolando entre neve e grama. Os sons de mordidas e rosnados partiam daquela criatura enorme. Sam socava o focinho do animal que era cinco, dez, quinze vezes maior do que ela. O Alfa em vez de mordê-la tentava escapar. Sam não quis se transformar, ela só queria descontar a raiva que vinha passando. O Alfa mordeu a perna dela como um aviso, mas ela não parou e com a outra perna chutou as costelas dele. O lobo preto abocanhou o pé dela e a arremessou na neve. Sam bateu a cabeça no gelo e sentiu o sangue escorrer. O lobo ficou sobre ela. A boca dele se abriu revelando a fileira de dentes afiados como adagas. Aqueles dentes foram se aproximando da face da Sam, ela não acreditava que ele realmente iria mordê-la. Sam suspirou quando a língua dele percorreu todo o lado direito do seu rosto. Em seguida ele manteve a língua para fora. Sam riu. Ela começou a rir desesperada. A expressão daquele lobo poderia ser um sorriso, poderia ser uma careta, era difícil dizer.
— Fredward Benson, você é um idiota. — ela murmurou gargalhando e tocou no lobo que desabou sobre ela — FREDDIE! — ela reclamou das brincadeiras dele.
Não era novidade nenhuma que ele levaria a maior responsabilidade do mundo como se não passasse de uma brincadeira.
Fim do ato II.
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