4 Passos

1 The Chance


Notas iniciais
Primeiramente, olá! Espero que gostem da minha fic, é a primeira que escrevo. Boa leitura!

Poderia até dizer que foi um dia normal, como outro qualquer, mas devo assumir que não é toda manhã que se conquista uma vaga em uma das melhoras universidade em Chicago. Tudo bem, eu sei que terei que deixar tudo para trás aqui em Los Angeles. Família, amigos, emprego (Mesmo não tendo o emprego que sempre sonhei, mas eu até que gosto. Talvez seja porque nunca precisei mesmo dele.), eu estou animada.

Eu sei que convencer meus pais não será nada fácil, mas para quem garantiu uma vaga na Lancaster, colocar na cabeça deles que meu futuro depende disso, não me parece mais uma tarefa tão árdua.

***

Depois de passar na Jhonson’s para oficializar meu afastamento, voltei para casa. Eu deveria ter logo essa conversa com meus pais.

- Olá! – Digo, ao abrir a porta da sala, mas surpreendentemente, mamãe não vem me receber, como de costume. Caminho até a cozinha e descubro o motivo:

Querida, tive que me ausentar, Hoje é aniversario do seu irmão, espero que não se esqueça. Fui ao shopping comprar o presente. Já, já estarei de volta. Beijos, Natalie.

Novidade, minha mãe indo fazer compras. Ela nunca foi do tipo fútil, sempre foi muito culta, apaixonada por leitura, mas para ver a felicidade em seus olhos, bastava leva-lá ás compras. Quando me viro para subir as escadas, ouço a voz de Caleb me chamar.

- Maninha! — Ele diz, com aquele sorriso meigo. O olhos verdes claros de Caleb fazem uma combinação perfeita, com seu tom de cabelo mel, e seu sorriso, que some com a boca quando o faz.

- Olá irmão! – Digo, abraçando-o. Nunca fui de demonstrar muito afeto, mas hoje é especial. O irresponsável do meu irmão completa 22 anos. Já lhe parabenizei, então só informo que vou subir para tomar um banho, e me viro, para continuar meu trajeto.

Só quando ligo o chuveiro, e sinto a água quente correr pelo meu corpo, que me dou conta em como está pesado a vida consativa que venho levando. Nunca gostei de depender de ninguém, então desde que tinha 15 anos, comecei a trabalhar na grife da minha madrinha, a Jhonson’s, mesmo sem haver necessidade. Meu pai sempre me proporcionou uma vida confortável, mas eu não queria seu dinheiro. Depois de atingir a maior idade, conquistei um cargo de alta importância lá, e desde então, meu trabalho vem me sugando aos poucos. Vice presidente nunca foi meu sonho, na verdade, sempre sonhei em fazer psicologia, mas deixei de lado essa possibilidade, quando vi um futuro promissor na Jhonson’s, e também por achar que nunca teria o apoio da minha família. Evelyn, da mesma forma que eu nunca conseguiu se prender á ninguém. Sei que tem um filho e já foi casada, mas não sei detalhes, pois, ela não fala, e eu não pergunto desde que surgiu esse assunto entre nós e ela se mostrou bastante desconfortável diante disso. Acho que por isso sempre tivemos tanta afinidade.

Seria injustiça de minha parte dizer que não gosto do que faço, pois sempre gostei, mas sempre tive muita vontade de fazer psicologia. Então, há duas semanas fiz a prova para a universidade Lancaster, por não achar que não iria passar, não criei expectativas em mim, e nem em ninguém, talvez até por medo da reação dos meus pais. E então, hoje cedo recebi um e-mail da universidade, me informando que passei na avaliação, e que minhas aulas começariam na próxima segunda.

Sou retirada dos meus pensamentos, com batidas incessantes na porta do meu quatro. Caleb.

- Tris, a mamãe chegou, e quer conversar com você. – Disse, com tom de preocupação em sua voz.

- Okay, diga que já estou descendo.

Terminei meu banho, e coloquei meu vestido preferido. Um azul marinho, rente ao corpo até a cintura, e solto até pouco acima do joelho, um casaquinho, já que não está tão frio. Na verdade aqui nunca faz muito frio, e uma sapatilha branca. Pareço-me uma boneca, com meus cabelos loiros molhados, liso, mas com algumas ondulações. Sempre fui muito branca, com as bochechas e lábios bem corados, assim, passando mais ainda a impressão de boneca. Acabo de me arrumar e desço, me deparando com minha mãe

me olhando com cara de quem quer uma explicação, aí que me dou conta que ao seu lado está a caixa com meus pertences que trouxe para casa, após esvaziar minha sala na Jhonson’s. Comecei a rir da situação, talvez apenas da expressão no rosto da minha mãe, ou por nervosismo e medo da sua reação. Não sei, só sei que ri. Ela me olha incrédula.

- Estou esperando você me explicar o que isto está fazendo aqui, filha. — Ela diz, fazendo um sinal indicando a caixa.

Notas finais
Espero que gostem.