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5 Capítulo 5: Rifaah


Notas iniciais
Olá!!! Gente mil desculpas por demorar tanto p postar o capítulo, era semana de prova, e eu estava estudando. E para melhorar tudo meu computador pifou e deu um problemão por aqui hahaha Eu não revisei desta vez então me desculpem qualquer erros! Espero que gostem, boa leitura

*Regina POV's :

Após sair de uma igreja abandonada, tento achar o caminho de volta para o base. Como era de tarde quando fugi dos soldados americanos a minha memória não ajudou a voltar pelo caminho certo. — Merda... Sussurro, já se passara 30 minutos, e eu estava no meio de nada, sem saber por onde ir. Tenho que encontrar o Booth... O local onde eu estava não havia muito movimento, mas também não havia paz. É uma cidade, suponho, feito quando a guerra começou. As casas eram feito de um tipo de madeira que aparentava ser muito fácil derrubá-los. As pessoas que viviam lá, não havia mais de 25, eu creio, mas todos estavam magros, com olhar de fúria nos olhos mas ao mesmo tempo de fome, de dor. Eu era a única com uma roupa de soldada então um cidadão chegou perto de mim:

— Quem é você?

Um velho homem magra,encara, me questionando. A costa do velho se curvava e usava uma blusa regata branca, coberta de sujeiras. Apesar de ele ser alto por causa do curvadas das costas o velho mal chegava na minha altura.

— Sou uma soldada iraquiana, seu aliado.

Digo rapidamente, antes que ele me mate ou algo do tipo. Ele me observa então fala:

— Nosso soldado não anda sozinhos. Você deve ser um soldado americano fingindo ser uma de nós. Veio nós matar ?!

O velho exclama.

— Quê?! Não! Eu estou perdida!

Digo, levanto a mão para cima. Com os gritos que ele dava, outras pessoas começaram a se aproximar para ver o que estava acontecendo.

— Jamil, eu acho que ela realmente está perdida.

Uma mulher chega perto de nós, falando com o velho. Ao mulher dizer isso ele me encara novamente.

— Desde quando está perdida?

— Ontem. Um pouco antes de escurecer.

Digo, já relaxando um pouco.

— O base está longe daqui.

Então ele para fazendo uma careta.

— Nós ajudaremos a ir embora, mas amanhã. Porque hoje nós não saímos da vila. Venha.

— Obrigada.

Eu agradeço ele, em seguida, seguindo ele. Ele me levou a uma casa que aparentava ser maior do que os outros. Ao entrar, ele estica a mão para uma das poltronas que havia lá, indicando para me sentar.

— Vou trazer um copo de leite para você.

Enquanto o velho, chamado Jamil preparava o meu leite, suposto esposa dele veio falar comigo.

— Qual é o seu nome?

A velha me pergunta gentilmente. Ela era baixa, e o cabelo todo branco. Havia algo no rosto dela que me confortava.

— Regina.

Eu digo, sorrindo um pouco. Ela dá um sorriso então pega na minha mão.

— Regina, que nome lindo. Você é Americana?

Digo sim com a cabeça. O jeito que ela falava o inglês, o sotaque era muito engraçada. (Um sotaque peculiar que os iraquianos tem quando falava inglês)

— Você é uma pessoa tão doce... Mas você se distancia das pessoas, colocando-os uma parede.

— Quê??

Digo surpresa. Ela mal me conhecia. Como poderia dizer tudo isso? O Jamil chega com o copo de alumínio amassado, e me entrega.

— Não liga para minha esposa. Ela lê palmas.

Bebo um gole de leite esquentado.

— Meu parceiro de equipe se chamava Jamil.

Digo baixo, quase sussurrando. Lembrando do Jamil, que gostava de dirigir um Hummer H1, sempre contando piadas e fazendo mágico.

— O que aconteceu com ele?

O Jamil pergunta, se sentando ao lado da sua esposa.

— Ele... Morreu.

— Sinto muito.

Digo sim com a cabeça e tomo mais um gole de leite. A esposa do Jamil se levanta então indo para outro cômodo da casa.

— A Leikah... Minha esposa, vai preparar algo para comer. Está com fome, sim?

Digo sim com a cabeça.

— Obrigada.

Realmente estava com fome, já que só tinha comido uma barra de chocolate, e água.

— Jamil, chame as crianças.

A Leikah fala para o seu marido. Então ele sai da casa, e alguns segundos depois volta com 4 crianças, 3 menino e uma menina. Acho que não tem nem 11 anos ainda.

— São seus?

Pergunto para o Jamil.

— Não, eles são órfãs dessa vila.

Ele fala, olhando as crianças que estava correndo em volta dele.

— Nós que damos refeições. Já que não tem ninguém para cuida-los.

Ele faz uma cara de tristeza ao dizer isso.

— Guerra.

Concluo. E o Jamil balança a cabeça, dizendo sim. Então um dos meninos chega perto de mim, sentando no colo, começando a conversar. O problema é que eu não falava árabe, e ele não falava inglês.

— Nome dele é Rifaah. Está dizendo que você se parece com a mãe dele.

Jamil traduz para mim. Olho para o Rifaah então. Ele tinha um cabelo castanho escuro, que até parecia ser o negro, que nem o meu. Mas o olho dele era uma mistura de castanho e verde. Ele era muito bonitinho.
Eu mexo no cabelo dele. Então ele me abraça forte. Em seguinte fazendo gestos. Primeiro apontou nele mesma, então colocou os braços no ombro, como se estivesse abraçando si mesmo, então falou:

— Mama.

— Você... Sente falta da sua mamãe?

Pergunto, e olho para o Jamil, para confirmar. Ele apenas balança a cabeça, dizendo sim. Eu sorrio para ele então abraço-o. Ele era muito pequeno, tão magro.

— Está pronto.

A Leikah nós chama então levanto para comer. A comida era Tabule com arroz sírio,comida típico do país. Após comer a Leikah me dá algumas lençóis finos para eu dormir. Coloco-os no chão e uso a mochila como travesseiro. O chão estava fria, mas lençóis ajudou muito para ficar mais confortável. Vejo as crianças saindo da casa, me despedindo.

— Eles não dormem aqui?

— Não, nós oferecemos a refeição, depois disso eles voltam para a orfanato. Cada casa sempre recebe 4 crianças para nos dar refeições para eles. Em total tem 27 crianças como ele.

Ele me explica. Então o Rifaah puxa a roupa do Jamil dizendo algo.

— Ele... Quer dormir com você. Você se importa?

— Claro que não.

Digo então levantando o lençol para que ele pudesse entrar também. Ele vem correndo com sorriso no rosto, já entrando para dentro lençol. A cama não era uma das melhores, já que estávamos no chão, sem travesseiro, colchão, e só com umas lençóis finos. Os outros crianças foram embora então Jamil e Leikah nós da boa noite, indo para outro cômodo. Eu dou carinho no cabeça dele e começo a falar. Eu sabia que ele não iria entender o que estou falando, mas mesmo assim senti que de alguma forma ele irá entender.

— Nunca fui tão chegada às pessoas, sabe? Uma vez eu fui. Com um cara chamado Daniel. Conheci ele no campo de guerra, aqui no Iraque. Como eu e você.

O Rifaah me olha com aqueles olhos grandes dele castanho meio verde. Então continuo.

— Ele gostava muito de criança, das pessoas na verdade. Ele era oposto de mim. Não que eu não goste das crianças, mas tenho certas dificuldades para socializar com as pessoas. Ele me amava, falava que nossos crianças seriam muito perfeitos, lindos.

Faço carinho mais uma vez no cabelo dele.

— O que... Não importa mais porque ele morreu.

Dou um sorriso fraco. Então ele dá um sorriso também. Ele então fecha os olhos, e dormiu. Fecho os meus olhos a tentativa de dormir. Então lembro uma coisa que aquela menina havia dito para mim. Como se chamava mesmo? Emma, se não me engano.
"Você cheira maçã"
Cheiro meu braço, mão, cabelos.
Eu não cheiro maçã. Penso comigo mesma. Fecho os olhos mais uma vez, desta vez conseguindo dormir.

Eu não cheiro maçã. Certo?

—--

— REGINA!!!! REGINA!!! ACORDE!!!

Acordo assustada com o grito do Jamil. Olho em volta e escuto tiroteio e bombas explodindo. Olho sem saber o que está acontecendo para Jamil então ele fala:

— Os soldados americanos estão aqui. Você tem que fugir!!

Levanto rapidamente já pegando a mochila, então olho em volta, a procura de Rifaah. Quando viro para trás vejo um soldado americano entrando na casa. Merda. Não tive nem tempo de pegar arma, ou fugir.
Ele me olha então chega perto de mim, segurando pelos braços. Ele me puxa pela fora da casa onde havia um monte de soldados americanos. Olho para trás e Jamil e Leikah me encara com uma expressão de tristeza. O soldado que me segurava chega perto de um outro soldado, dizendo:

— Capitão, encontrei uma soldada iraquiana.

— Uma mulher? Bem... Tudo bem, pelo menos temos um deles.

Ele fala olhando para mim com expressão de nojo, como se eu fosse só mais uma parte de "lixo" do mundo. O soldado me puxa novamente, quando ouço um grito. Olho para o lugar onde o grito vinha então vejo o Rifaah, sendo apanhado pelos soldados americanos.

— Pare!! Ele é apenas uma criança!!

Grito.

— Olha só, então nossa soldada aqui sabe falar inglês, e perfeitamente.

O soldado fala num tom de ironia. Olho para o Rifaah, que estava me olhando também com expressão de medo, desesperado. Minha vontade era correr até ele abraça-lo, mas eu não podia. Até que o Rifaah chama meu nome sorrindo, percebendo a minha presença. Ele vem correndo no meu lado, quando ouço um tiro. Meus ouvidos ficam zumbidos e sinto algo molhado espirrando na minha cara. por segundo não soube o que acabou de acontecer. Parecia que o mundo tinha parado, ficando em câmera lenta e o Rifaah caindo lentamente no chão. A sua expressão antes de morrer, todo sorridente, correndo para mim, mudou para uma expressão serio, mas com um olhar gentil. A chuva de sangue que caia sobre mim parecia uma flor vermelho. Sento no chão sem força olhando para o resto dele que havia caído.

— Moleque desgraçado.

O soldado quem havia atirado no Rifaah fala, limpando o sangue dele que havia espirrando um pouco, no rosto dele. Fico boquiaberta sem saber o que dizer. Ouço o grito e choro do Jamil e Leikah. O soldado americano me puxa brutalmente levando-me do local. Olho de novo para o Jamil e Leikah, que agora estavam no chão abraçando um a outro, chorando.
Pedaços de carne e sangue do Rifaah no chão.
Sons de tiros, explosões e choros.
Eu sabia que eu era uma pessoa fria.
Mas a que ponto chegamos? Fazia tanto tempo que não sentia esse tipo de sentimento.
Desespero, tristeza, um aperto no coração.
Ando no meio do multidão chegando cada vez mais perto do carros do soldados americanos.
Por mais tristeza, dor que eu sentia, eu não chorava.

Não conseguia.

****

Emma POV’s:

Depois que a Regina saiu, eu me levanto também para sair dali. O sol estava ardendo. Olho em volta para observar um pouco a cidade destruída. A cidade ficava no meio do deserto, com construções de tijolos que parecia mais pedras e havia apenas um poço na cidade. Havia tapetes jogados no chão da igreja, já que era igreja islâmico. A igreja ele não era tão grande, mas acho que era o suficiente para 40 pessoas, mais ou menos. Logo do lado da igreja, havia uma árvore enorme, lindo. Eu não sabia o nome do árvore mas era uma das árvores que eu mais gostei. Eu sempre fui diferente e não gostava de árvores com toda aquela flores lindos. Acho lindo, mas gosto mais quando é parecida com palmeira. E aquele árvore parecia com a palmeira. Após alguns minutos de tour que eu dei pela cidade abandonada, eu saio dele em busca de outros soldados americanos. Não me lembro exatamente quanto tempo eu andei, quando encontro o Hale.

— Swan!!!!! Você está viva!

Ele dá um grande sorriso, ao me ver.

— Acho que sim.

Sorrio sem jeito, dando o ombro. O Hale se aproxima então começando a falar:

— Nós estávamos a procura de você, por uma ordem específica de Killian, ele esta no base, descansando.

Ele pisca para mim ao dizer isso.

— Bem, vou chamar o povo que estavam procurando você junto comigo. Vamos voltar para o base.

Concordo com cabeça sem falar nada. Ele pega o woki-toki, já avisando para os outros soldados.

— O que?! Não brinca!

Ele exclama. O que aconteceu?

— Beleza, beleza.

Ele fala rapidamente então virando para mim.

— Vamos! Estão nós esperando.

*

Chego na base e vejo que as coisas estavam agitados. Todos os soldados indo para lá e pra cá.

— Swan, por aqui.

Hale me encaminha para uma das barracas que haviam, então encontro o Killian deitada numa cama.

— Swan!!! Você está aqui!

Ele exclama ao me ver, então se levantando um pouco para sentar. Eu olho para a coxa dele, que estava enrolada de bandagem.

— Foi muito grave?

Pergunto preocupada.

— Não, a bala atravessou, mas não interferiu nada importante. Foi sorte.

Hale fala, alisando a sua coxa.

— É, se não for por outro soldado sem braço, ele teria te aceitado na cabeça.

Ele fala num tom de sarcasmo, rindo.

— Cala a boca.

Killian pega um copo de alumínio que havia do lado dele, então joga para o Hale, que desviou facilmente o objeto.

— Mas aquele era o diablo. Eu ainda vou pegar esse desgraçado.

Killian fala confiante, então olha para o Hale.

— Falar em diablo, como já havia dito no Woki-toki sobre o soldada iraquiana que pegamos. Ela está na barraca 21. Você sabe o que fazer, certo?

Hale apenas concorda com cabeça em seguida saindo dali. Olho confusa para o Killian, perguntando:

— Ela?

Killian concorda com cabeça.

— O que vão fazer com ela?

O clima fica tenso após eu perguntar. Alguns segundos se passaram então Killian suspira, dizendo:

— Vamos fazer ela falar onde podemos encontrar o diablo.

Ele fala sério, olhando nos meus olhos. Sinto um arrepio e uma pressentimento ruim. Eles iam torturar a soldada iraquiana. Isso é a guerra, e não podemos fazer nada. Apenas se calar e observar. Mas... será que não podemos fazer nada mesmo? Começo a ter uma sensação estranha. Uma soldada iraquiana... ?
Meus batimentos cardíacos aumenta. Será que...?
Regina??
Saio do barraco desesperadamente olhando em volta. Não poderia ser ela. Não.
Suspiro fundo, me acalmando um pouco.
Barraca 21...
Olho para o barraco onde Killian estava: barraco 8.
Começo a andar para a direção do barraco 21. Eu mal conhecia ela, porque estou fazendo isso? Me pergunto enquanto andava. Eu não sabia responder direito, mas era como se eu a conhecesse a muito tempo, e que precisava proteger ela.
Chego na barraca 21, mas dois soldados que estavam como segurança na frente da entrada do barraco me impedia de entrar.
Sem ter mais o que fazer eu decido ficar numa barraca perto dali.
Acabo adormecendo na barraca, mas acordo assustada, com um grito. Saio rapidamente da barraca olha para a entrada do barraco 21. Já passou mais de 30h que eles estavam lá quando finalmente vejo Hale saindo com mais 2 soldados então chego perto dele.

— O que aconteceu?

Pergunto.

— Nada de mais. Ela não está contando nada.

O Hale me responde de volta, limpando a sua mão.

— O que irão fazer? Se... Ela não está contando?

— Matar.

O Hale fala dando o ombro.

— Tome, jogue fora para mim?

Concordo com a cabeça, pegando a toalha da mão dele.

— Vamos.

Hale fala para os dois soldados que estavam com ele, então deixando o lugar.
Olho para a toalha que eu estava segurando, cheio de sangue. Jogo fora a toalha, então pegando a nova. Suspiro fundo então finjo estar correndo desesperadamente para os soldados que estavam na frente da entrada do barraco, como segurança.

— Vá agora para o barraco 13!! Estão chamado vocês.

Falo olhando para o chão e mudando de voz, evitando que descubra a minha identidade. Os soldados se olharam então disse para mim:

— Ahn... Você ficaria aqui um pouco, até nós voltarmos?

Digo sim com a cabeça. Após os soldados forem para o barraco 13, vejo se não havia ninguém por perto então entro para a barraca. O lugar estava escuro, e quase não conseguia enxergar nada, havia só uma lâmpada em cima de uma mesa que havia no centro da barraca. Chego lentamente perto da mesa quando vejo uma pessoa sentada na cadeira. Parecia que estava inconsciente, mas preso na cadeira. Chego mais perto, me agachando perto da cadeira onde a pessoa estava. Quando eu vi quem era meu coração acelerou.

— Oh meu Deus...!! Regina.

Tiro o cabelo negro do rosto dela, colocando atrás da orelha dela. Pego a toalha que eu trouxe então começo a limpar ela. Havia tanto sangue nela. Regina continuava inconsciente. Tiro a algema dela com uma pinça do meu cabelo. Nem sempre fui uma boazinha e tive minhas épocas de rebeldia onde fui para delegacia várias vezes, e foi onde aprendi a tirar algemas. Após tirar algemas eu coloco a cabeça dela na minha coxa, e limpo mais um pouco, até ela ficar consciente. Vejo ela abrindo os olhos dela aos poucos então tento falar com ela num tom mais calmo possível, para não assusta-la.

— Regina, hey.

Digo alisando o cabelo dela. Ela continua tentando abrir o olho, murmurando.

— Regina?

Quando finalmente ela abriu os olhos, confusa olhando pros lados.

— Emma? Que...?

Ela levanta a cabeça da minha coxa, olhando em volta novamente.

— Ai...

Ela segura a cabeça.

— Está tudo bem?? O que eles fizeram com você? Eu fiquei sabendo que uma soldada foi pega então vim ver e bem, era você. Então eu...

A minha conversa foi interrompida quando a Regina fala para mim:

— O que está fazendo? Eu não pedi sua ajuda.

Ela fala fria.

— Que?! Ora, Se não fosse por mim você estaria morta!

Eu aumento a minha voz um pouco, irritada.

— Talvez, mas de novo, eu não pedi sua ajuda. Talvez você deveria ter deixado eu morrer.

Me surpreendo ao ouvir isso. Mas que diabo?

— Sabe, uma pessoa normal me agradeceria após eu ter salvado vida dela.

Digo num tom de ironia.

— Eu não vou agradecer você, eu não pedi ajuda. Muito menos para me salvar.

— O que você queria que eu fizesse?! Deixar morrer? Eu não sou assim!

Me irrito ainda mais. Porque ela estava se comportando daquele jeito?! Eu acabei de salvar a vida dela!

— Na verdade sim, deveria me deixar morrer. Eu sou sua inimiga, não amiga.

Ela fala, olhando direto nos meus olhos.

— Eu não iria deixar você morrer.

Digo, desta vez com uma tom mais calmo.

— Eu deixaria você morrer.

Ela fala.

— Não, você não deixaria.

Eu falo, fazendo com que ela desviasse o olhar. Eu suspiro e chego perto dela novamente, limpando o rosto dela.

— Você tem que fugir. Eu te ajudo.

Ela vira o rosto para mim, encarando.

— Por que você me ajudaria?

Eu paro de limpar o rosto dela um segundo.

— Eu não sei. Eu só sinto que...

Suspiro fundo e olho nos olhos dela.

— ...Que eu deveria te ajudar.

Termino de limpar o rosto dela. Não havia mais sangue nela, mas o rosto, braço, corpo inteiro estava machucada, roxos. Ajudo ela a se levantar, então levo para a fora da barraca. Por sorte não havia ninguém por perto. Levo ela bem longe da base então eu digo:

— Eu posso ir até aqui. Daqui a pouco os pessoal vão começar a me procurar.

Regina não fala nada, apenas balança a cabeça.

— Você vai ficar bem?

Pergunto antes de ir embora.

— Vou.

Ela vira o rosto após dizer isso, e ouço sussurrar, mas não consegui ouvir. Fiquei preocupada por deixar uma pessoa ferida por aí essas horas mas por ora não podia fazer nada. Regina vira e anda lentamente para a escuridão e só observo as costas dela diminuírem até sumir no escuridão.
Suspiro fundo e volto para a base, como se nada estivesse acontecido. E só mais tarde a base inteira começou virar um caos, a procura de soldado iraquiana que havia fugido. "COMO VOCÊ PODE SIMPLESMENTE DEIXAR UMA SOLDADA INIMIGA FUGIR?!" Ouço gritos de Killian de longe. "COMO ASSIM UM DOS NOSSOS SOLDADOS?! VOCÊ TA ACUSANDO UM DE NÓS COMO TRAIDOR?" Ele continua.
"MEU DEUS" Killian entra na barraca onde eu estava, exclamando. Ele coloca a mão na cabeça suspirando fundo. Abro a boca para quando um dos soldados entra desesperadamente olhando para mim é o Killian.

— Era ela.

Ele exclama, desesperadamente.

— Era ela o que?! Quem é ela??

Killian pergunta confusa, já irritado.

O soldado suspira fundo novamente e mostra um colar, com uma chave. Então fico boquiaberta, já sabendo do que se tratava.

— A soldada iraquiana que capturamos, era ela, o diablo.

Me dá branco ao ouvir isso.


Puta que me pariu. No que fui me meter?

Notas finais
Bom é isso, obrigada por ler até aqui e comentem se gostaram ou não, e algumas sugestões também eu aceito! Haha obrigada!!