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6 Capítulo 6: Regina


Notas iniciais
Oi gente!!! Este cap vai ficar mais focada p visão da Regina! Desculpem pela demora haha e mesma coisa de sempre, comentem se gostou ou não, aceito sugestões, e mil desculpas se tiver algum erro ortográfico!!!! Boa leitura e espero que gostem :)

Regina POV's :

Após ser puxado para o dentro do carro dos soldados americanos eles coloca uma algema nas minhas mãos para impedir que eu fuja. Sinto um aperto no coração, doía tanto. O carro começa a se mover e olho pela última vez o Jamil e Leikah, e o corpo do Rifaah no chão. Talvez nunca vai ter um lugar para mim, um lar. Toda pessoa que eu amo, de alguma maneira, vão embora, me deixando sozinha neste mundo. Sorrio fraco já desistindo de tudo. Eu estava tão cansada de tudo isso. Ouço as gritaria dos americanos então abaixo a cabeça, parando de pensar nas coisas. Chego na base dos americanos, e um dos soldados me puxa brutalmente, me machucando. O soldado me puxa até um barraco que havia então vejo um homem, deitado na cama, com feridas na perna.

— Capitão, é ela.

O soldado que estava me segurando fala.

— Coloque na barraca 21, vamos fazer ela falar o desgraçado que me atirou.

Ele fala num tom todo convencido, metido. Apenas encaro ele sem dizer nada. O soldado me puxa novamente, então entro numa das barracas que havia. O local era muito escuro e mal conseguia ver. Eles me obriga a sentar numa das cadeiras e prende a minha algema na cadeira. Pude ver claramente que a cadeira estava fixada no chão o que indicava que aquele lugar, era a sala para torturas. Os soldados sai então, me deixando sozinho. Respiro fundo e olho em volta em busca de um jeito de escapar daqui. Na barraca havia apenas um mesa e uma lâmpada fraca que ficava em cima da mesa, e duas cadeiras contando com a minha. Ouço os passos se aproximar e escuto uma voz.

— Bom, vamos começar?

Ele entra com mais dois soldados e se senta na outra cadeira que havia na minha frente. Ele cruza os braços me encarando.

— Fiquei sabendo que você fala inglês, e perfeitamente, então, podemos ir direto ao ponto, certo?

Apenas encaro-o sem responder. Ele inclina para frente colocando as mãos para a mesa.

— Ok, tem dois jeito de isso acabar. Uma é você me dizer onde podemos encontrar o diablo, conhece diablo certo? Hm, talvez vocês chamam ele de... Qual era a palavra mesmo? Ah sim. Herói.

Olho para ele, surpresa. Eles estão atrás de mim??

— Ahh claro que sabe, claro que sabe.

Ele fala num tom de ironia, franzindo a testa, perdendo a paciência já.

— Bem outra opção vocês devem conhecer muito bem, certo?

Então coloca uma caixa de metal na mesa. Nem precisava abrir, sabia exatamente o que estavam lá. Objetos para torturas. Eu sabia exatamente como funcionava as coisas, já que uma vez, antes de ser o atirador eu fui o torturador. Era na época que o Daniel ainda estava vivo. Continuo encarando ele, sem dizer nada. Não me orgulho de dizer isso, se pudesse esqueceria o que já fiz.

— Claro que sabe. Bem, acho que você já escolheu uma das opções.

Ele conclui, então abrindo a caixa, pegando os objetos. Arranca-seios. Sinto meus batimentos acelerar.

— Sabe, por mais que nosso tempo está moderno, com toda essa tecnologia, eu ainda prefiro usar algumas objetos do passado. Como este.

Ele falando alisando o objeto. O arranca-seios é como dito no nome do objeto. Era para arrancar os seios das mulheres lentamente, então deixado para morrer de dor ou de hemorragia.

— Para sua sorte,

Ele continua.

— Não irei usar hoje,talvez amanhã se você continuar ficar calada desse jeito.

Ele coloca o objeto de volta, olhando para mim. Observo de volta, então concluo.

— É sua primeira vez?

Digo, num tom sarcástico. Ele me encara, então ficando vermelho de raiva.

— Não tenha dó, não é primeira vez que eu sou torturada.

Ele fica vermelho ainda mais, então pega uma das fios que havia e coloca nos meus dedos apertando um dos botões que havia, fazendo com que eu me eletrocutasse. A dor era imensa, mas como havia dito, não era a primeira vez que alguém me torturava. Muitas pessoas já me torturaram para conseguir informações e algo do tipo, e infelizmente uma das pessoas era a minha mãe. Começo a lembrar das coisas do passado, já não conseguindo manter a consciência firme.
Ouço um barulho muito alto fazendo com que eu voltasse a realidade.

— Essa vocês não devem conhecer.

Ele grita, enquanto o som explodia.

— Se chama privação de sono!

Ele sorri, enquanto aperta o botão novamente, me eletrocutando. A tortura continuou por horas e horas, a privação de sono era para que o prisioneiro, no caso eu, não dormisse. Idéia era que a privação de sono levasse uma pessoa a confusão mental muito grande, fazendo com que o prisioneiro acabe se revelando a tal informação. Além dessas duas formas de tortura, o homem incluiu espancamento e asfixia. Fico sentada na cadeira, sem forças, mole. Mas eles não paravam, exigiam a informação. Os outros dois soldados me segurava pelos braços então, enfiava a minha cabeça numa balde de água, me afogando. Sinto sabor de água dentro da minha boca e meu corpo já estava dolorida, quantas horas já se passaram? Me pergunto, eu estava exausta, estava no meu limite. Eu não irei conseguir. Percebo que minha consciência estava cada vez mais longe. Ouço grito dos soldados e mais espancamentos mas por fim, desmaio, ainda preso na cadeira. Será agora que eu morro? Me pergunto. Aprendi a longa da vida, que às vezes o silêncio é a melhor resposta que temos. Será a verdade?


"Silêncio pode ser seu melhor amigo, mas ao mesmo tempo pode ser seu pior inimigo"

Bem, no meu caso agora, ele está sendo o meu inimigo.


*

Não sei quanto tempo fiquei inconsciente, e quando tento abrir o olho, escuto uma voz familiar.

— Regina, hey.

Murmuro, sem saber o que estava acontecendo. Abro os olhos lentamente, então escuto mais uma vez:

— Regina?

Me levanto lentamente olhando para cara dela.

— Emma? Que...?

Que diabo...?? Sinto uma dor forte na minha cabeça então seguro com a cabeça, deixando escapar

— Ai...

Ela me encara com uma olhar preocupada, chegando mais perto, e me afasto um pouco.

— Está tudo bem?? O que eles fizeram com você? Eu fiquei sabendo que uma soldada foi pega então vim ver e bem, era você. Então eu...

Interrompo a voz, falando:

— O que está fazendo? Eu não pedi sua ajuda.

Digo num tom fria, ainda confusa. Porque ela está fazendo isso?? Ela não deveria.
Vejo que ela fez uma cara de surpresa ao dizer isso.

— Que?! Ora, se não fosse por mim você estaria morta!

Ela exclama.

— Talvez, mas de novo, eu não pedi sua ajuda. Talvez você deveria me deixar morrer.

Falo num tom de fria novamente, encarando ela de volta.

— Sabe uma pessoa normal iria me agradeceria após eu ter salvo ela.

Ela fala, num tom de ironia.

— Eu não vou agradecer você, eu não pedi ajuda. Muito menos para me salvar.

Deixo o orgulho falar por mim, ainda num tom frio.

— O que você queria que eu fizesse?! Deixar morrer? Eu não sou assim!

Vejo ela se irritando ainda mais.

— Na verdade sim, deveria me deixar morrer. Eu sou sua inimiga, 'ao amiga.

Minto. Já desejei tantas vezes, mas nunca tive coragem, e no fundo do coração eu ainda queria viver, ainda tinha uma esperança.

— Eu não iria deixar você morrer.

Ela fala, desta vez com uma tom mais calmo.

— Eu deixaria você morrer.

Digo, dando o ombro.

— Não, você não deixaria.

Ela fala me encarando, então desvio o olhar sem saber o que dizer. Não era mentira, mas não iria admitir. Ela suspira fundo, então chega perto de mim, limpando o meu rosto.

— Você tem que fugir. Eu te ajudo.

— Porque você me ajudaria?

Pergunto. Fazendo com que ela parasse de limpar o meu rosto, ficando um pouco pensativo.

— Eu não sei. Eu só sinto que...

Ela suspira fundo.

— ...Que eu deveria te ajudar.

Ela termina de limpar, e passa a mão levemente nos meus hematomas.
Nós saímos dali, indo para uma lugar isolado.

— Eu só posso ir até aqui. Daqui a pouco o pessoal começa a me procurar.

Ela fala, e concordo com a cabeça

— Você vai ficar bem?

Ela me pergunta.

— Vou.

Digo, alisando o meu braço.

— Obrigada.

Digo, virando o rosto, quase sussurrando.
Eu era muito orgulhosa, e era o máximo que eu conseguia. Talvez ela não tenha escutado. Mas viro as costas mesmo assim, indo para longe dali. Andei lentamente pois o meu corpo estava doloroso de mais para correr, ou andar mais rápido que isso. Olho para trás na esperança de encontrar o rosto da Emma, mas não havia. O que ela diria se descobrir que eu sou o diablo quem eles procuram? Será que ela tentaria me matar?

"Cada dia que eu acordava, quebrava um pedaço de mim.
Então um dia, acordei e percebi que era tarde de mais. Eu estava destruída. E então, era o ponto final. Não havia outro parágrafo."

*

Meus passos cada vez mais fica pesada, e sento no chão, não aguentando mais. O meu corpo estava doloroso de mais, e estavam doendo muito. Percebo que estou sangrando pela abdômen então coloca a mão, pressionando o lugar. Sinto que minha consciência está cada vez mais longe fazendo com que eu deitasse no chão, ouço alguém me chamando mas não consegui identificar quem era.
Abro o olho finalmente e sinto que meu corpo estava bem melhor que antes. Olho em volta, percebendo que eu reconhecia aquele lugar.

— Oh meu Deus. Regina.

Alguém exclama perto de mim ao perceber que eu havia acordado. Olho pro lado e fico confusa.

— B-Booth??

Ele dá um sorriso fraco.

— Hey.

Eu me levanto, sentando. Percebo que eu estava na base. Na minha base.

— Você que me trouxe aqui?

Pergunto. Ele balança a cabeça positivamente. Suspiro aliviada.

— Obrigada.

Digo, quase sussurrando. Ele dá ombros e um sorriso, então sorrio também.

— Eu... Sinto muito pelo o que aconteceu.

Ele fala desta vez, com um olhar sério. Eu dou de ombro sem responder.

— Só nós dois sobrevivemos a ataque.

Eu abaixo a minha cabeça.

— E bem... Acho que você foi capturada pelo soldados americanos.

Ele disse hesitando um pouco ao dizer isso.

— Sim.

— Como conseguiu escapar?

— Alguém me... Ajudou.

Ele não disse nada, apenas colocou a mão no meu ombro, então levantando.

— Bem, descanse bem. Por sorte não foi tão grave.

Ele sorri ao dizer isso e sai do barraco, e vejo o comandante Büttinger entrando.

— Regina.

Ele me cumprimenta.

— Eu sinto muito pelo o que aconteceu.

Ele continua.

— Se recupere mais rápido o possível, sem você, a guerra não é nada igual.

Ele dá um sorriso grande, então respondo com uma sorriso fraco, sem graça.
Não que eu não queria lutar pelo meu país, é só que... Eu estava com saudades do meu pai. Bem, minha mãe... Nem irei comentar nada. Ele finalmente sai dali, me deixando sozinha. As dores continuava mas não doía como antes, sem nada para fazer, resolvo descansar, então deitando na cama. Sinto o sono chegando e fecho os olhos, os explosões nunca paravam.

( 1 semana depois )

O médico analisava cada parte do meu corpo, vendo se havia se curado o suficiente para voltar para o campo.
Ela me encara nos olhos então suspira.

— Bem, senhorita Mills, sou Dr. Lucas, mas pode me chamar de Ruby. Bem, não estou vendo nenhum problema no seu corpo. Claro, ainda estão roxos e acredito que esteja um pouco dolorida mas... você está liberada.

Ela diz, sorrindo. E olha nos meus olhos, então continuando.

— Eeeee... Você não parece estar feliz...

Sorrio sem graça. Não, claro que não estou feliz, imbecil.

— Bem, tudo bem. So entregue essa papel para o seu comandante.

Pego o papel, para ver do que se tratava.

— É só um pedaço de papel dizendo que você está liberada.

Ela fala, guardando suas coisas, já indo embora.

— Tenha cuidado, espero que não volte a me ver. A não ser que queira conversar!

Ela fala, dando risada.

— Claro, obrigada.

Digo sorrindo também. Então ela sai dali, me deixando sozinha. Levanto, colocando roupa, em seguida saio em procura de comandante para entregar o papel.

— Onde está o comandante?

Pergunto para o soldado qualquer que estava ali.

— Ele está em reunião, daqui a pouco sai.

Agradeço e sento perto dali, esperando.
Fico passando a mão nos dois colares que o Jefferson havia me dado, para entregar para sua filha e os pais. Percebo que o meu colar não estava Comigo. — Merda... Falo para mim mesmo. Pode ser apenas chave, mas era uma coisa muito importante para mim. Passo a mão na cabeça. Será que derrubei na base americano?

— Mills, queria me ver?

O comandante me chama, fazendo com que eu volte a si

— Oh, sim.

Digo levantando, entregando o papel.

— Oh!! Finalmente! Já estava na hora de você voltar.

Ele me da um tapa nas costas, sorrindo alto.
Que exagerado, penso.

— Você pode voltar hoje mesmo, certo? Certo. Já aviso o booth.

Suspiro fundo, paciência Regina, paciência.
Volto para minha barraca, me arrumando para ir no campo.

— Regina, você realmente está bem para ir no campo?

Booth entra, sem ao menos me avisar.

— Sim, a médica me liberou também.

— Não estou falando disso. E você sabe.

Paro a minha mão, olhando para trás.

— Não, eu não sei.

Digo encarando ele.

— Você sabe, Regina.

— Eu já disse que não sei, desembucha.

Falo, virando totalmente para ele agora.

— A médica pode até ter liberado você, mas... Você quer? Digo, voltar para o campo? Para a guerra?

— E eu tenho outra opção?

Falo irônica, fria.

— Claro que tem! Você pode dizer para comandante a te deixar ir.

Ele exclama. Por que diabo ele está todo irritado desse jeito?

— Me desculpe, eu perdi alguma coisa? Por que diabo você está assim?

Levanto um pouco a voz também, me irritando já.

— Eu apenas... Eu...

Ele hesita um pouco, então passa a mão na cabeça suspirando.

— Deixa pra lá.

Ele abaixa o tom de voz, então se vira para sair dali, mas ele vira novamente para mim ao abrir a boca.

— Sabe...

Ele me encara.

— Eu não sei você, mas quanto mais eu fico por aqui, sinto as minhas emoção indo embora, como se eu não sentisse mais nada.

Ele dá um sorriso pequeno, triste.

— Só não quero que você fique aqui e perca todas as emoções que tem, ou que restam pelo menos.

Eu abaixo a cabeça, sorrindo fraco.

— Eu já perdi há muito tempo.

Ele não fala nada e sai do barraco. Talvez ele não tenha escutado, já que falei sussurrando. Volto a mexer a mão, me preparando para voltar na guerra.

"Ela sempre era forte; chorava sem derramar uma lágrima sequer."

Notas finais
Bom é isso! Haha espero que tenham gostado e como disse antes comentem,deem sugestões e etc etc agradeço muito por estar acompanhado o fic!! Bjs!!!