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16 Capítulo 16: Goodbye


Notas iniciais
boa leitura!

Regina's POV

Havia passado algum tempo desde que a Emma acordou da 'coma'. E isso era uma coisa boa, o problema é que ela não se lembrava de quem eu era. Ou o que nós éramos, apesar de nem eu saber o que nós éramos. Ou aquelas poucas lembranças que nós tivemos. Nada. Fiquei chateada, e não sabia se conseguiria olhar para cara dela e só eu saber o que realmente aconteceu entre nós. Ou olhar para ela sem ter esses desejos de beija-la.
Mas alguém tinha que cuidar dela, e eu não iria deixá-la assim. Então fiz o máximo que posso e cuidei dela, tentei não mostrar muito os meus sentimentos, deixando-a um pouco distante de mim. Senti que se eu a deixasse muito perto de mim eu iria perder o controle. E mesmo que talvez eu não perca, não iria arriscar de isso acontecer. E para não levantar nenhum suspeito entre os outros soldados, eu ia todos os dias para campo, como se fosse um dia qualquer. Matava as pessoas como um dia qualquer, obedecia o novo comandante como um dia qualquer. Depois de que a minha mãe havia falecido o novo comandante mandava totalmente a base. Por um momento até achei que ele ia me tratar como um lixo, já que uma das maiores investidora tinha falecido. Mas não foi o caso e ele até está sendo gentil. E com essa morte da minha mãe, os soldados que não desgrudava de mim de jeito nenhum finalmente saiu perto de mim, então me sinto um pouco mais livre. Mesmo sem a Emma, eu ainda visitava a igreja frequentemente. Não ficava muito tempo que nem nos dias que a Emma estava, era apenas uma visita rápida. Mas eu ia. Hoje como eu consegui umas livros, decido levar para Emma. Ultimamente toda vez que eu ia visitá-la ela estava deitada como se estivesse morto e ficava olhando o teto. E isso era muito estranho. Assim que entrego os livros ela fica tão contente que se esquece completamente que eu havia trazido a janta. Ela começa ler um pouco, enquanto eu apenas a observava. A Emma de fato estava melhorando, e o rosto dela estava menos inchado. Agora tendo apenas hematomas no rosto dela. Depois dela ter essa perda de memória ela parecia mais uma criança, e isso era realmente engraçado até. Ela percebe que eu a estava encarando então olha a cadeira próxima que estava e vê a janta que eu trouxe.

– Por que não falou que tinha comida? Eu iria parar de ler.

Ergo a sobrancelha e dou o ombro. Dizendo que não havia motivo. Mas não era verdade. A verdade era que eu queria ficar observando o rosto dela. Mas é claro que eu não iria falar isso para ela. Pego a comida e entrego para ela.

– Quer que eu dê para você?

Brinco. Ela arregala os olhos, em seguida corando um pouco. Mas debateu.

– Eu sei me virar sozinha.

Ela fala, já pegando o prato da minha mão. Começo a pensar como ela era forte, sobrevivendo sozinha num inferno como essa. E não precisou de ajuda de ninguém para fazer isso. Ela, de fato sabia se virar sozinha. Mas gostaria que eu tivesse percebido antes, assim ela não precisava aguentar tudo isso sozinha.

– Eu sei. Você se virou sozinha quando tudo aconteceu.

Digo. Me sentindo culpada.
Ela termina de comer então pego o prato dela. Mas antes de levantar eu ajoelho na frente dela e acaricio o rosto dela, parando na bochecha. Eu sentia tanto saudade da Emma. De uma forma que até me deixa com medo. Porque eu nunca tive essa sensação. Ela coloca a mão em mim e volto para si, tirando rapidamente a mão. Isso foi inapropriado. Eu não deveria ter feito isso. Arrependo. Prometi a mim mesma que eu não iria chegar tão perto dela. Mas estava difícil. Claro que, se pudesse eu ficaria naquele posição um bom tempo. Ela tinha essa toque mágica, macia, suave, calmo.
Levanto rapidamente dali para sair do quarto, quando de repente a Emma me puxa pela mão. Olho surpresa para ela.

– Fica.

Ela disse quase num sussurro. Olho nos olhos verdes dela e por um momento vejo a Emma ali. Aquela Emma no qual eu tinha sentimentos. Então desvio o olhar. Isso era tortura. Eu sei que eu não podia ficar aqui, com ela. A coitada nem sabe o meu nome. Muito menos de que éramos... Não sei, amante? Ou qualquer coisa. Ela aperta com mais força a minha mão, então olho para ela novamente. Ela me olhava como aqueles filhotes de cão olha para alguém, quando quer algo. E eu realmente odiava isso. Eu odiava quando um cão fazia isso, imagina a Emma! Por ser ela, eu não conseguiria resistir. E odiava isso. Que estúpido, penso. Se fosse algum tempo atrás eu falaria "não" friamente e já saia dali, sem mais sem menos. Mas depois que conheci a Emma mudou alguma coisa de mim.

– Por favor? Eu não... Eu não quero ficar sozinha. Digo, tudo bem se você tem algum compromisso mas não sei, só um pouco, talvez? Eu... Eu...

Ela começa a gaguejar, ficando confusa. Ela solta a minha mão, desistindo. Suspiro e pego a mão de volta.

– Eu fico.

Olho para ela. Ela fica contente rapidamente e abre um espaço para eu sentar na "cama" que eu tinha feito para ela.

– Não vou te deixar sozinha.

Sussurro assim que sento ao lado dela. Ela me olha supresa.

– Que bom. Porque não gosto muito de ficar sozinha.

Acabo dando risada ao ouvir isso. Então ela dá um sorriso e encosta a cabeça no meu ombro. E ficamos assim, por bom tempo. Não era preciso um assunto, nós apenas ficamos desse jeito, silenciosamente, sentindo a aroma do um a outro.
Não sei quanto tempo passou, mas quando percebo a Emma já estava dormindo então saio dali discretamente. Volto para a barraca e me arrumo para dormir também. Se pudesse dormiria lá mesmo com a Emma, mas eu não podia arriscar.
Fiquei pensando até o momento que acabei pegando no sono sobre as coisas que minha mãe deixou para trás. A minha mãe era uma mulher de negócio e com certeza ela tem vários investimentos no qual eu nem fiquei sabendo. E quem terá que cuidar de todos os assuntos de financeiro e entre outras coisas era eu. Sinceramente, eu estava preocupado. Vai que acontece uma tragédia que nem nos filmes ou novela, que quando os pais morrem os filhos descobrem que a família na verdade era pobre e tinha vários dívidas? E a única maneira de confirmar isso era voltando para casa. Só não sabia quando. Eu não iria deixar a Emma aqui sozinha. Então decidi voltar para minha casa assim que Emma estiver melhor e voltar para a base dela. Então eu volto e resolvo as coisas. Espero que até lá eu ainda não tenha perdido nada...

Acordo dia seguinte mais tarde que o normal e vou para refeitório comer café da manhã. Aproveito e pego as comidas escondidas e então vou para a barraca isolado dos outros. Eu tinha que tomar cuidado para ver se ninguém havia me visto entrando naquela sala. Entro e ainda vejo a Emma dormindo, então deixo a comida próxima dela e já saio. A vontade era ficar mais um pouco, observando ela mas depois do que aconteceu, não podia me arriscar mais. Vou para campo em seguida, onde fiquei o dia tudo em tédio. Eu não havia atirado em nenhum soldados hoje pois os fuzileiros não precisavam da nossa ajuda. O soldado que ficou comigo ficou agradecido por isso, mas eu nem tanto. Afinal, eu vou para campo para cobrir os fuzileiros, atirando nos americanos. Se eu não fizesse isso, qual a minha função de estar lá? Antes de irmos embora passo na igreja e descanso um pouco. Toda essa coisa de Emma estava cansativa para mim para falar a verdade. Não era fácil ver ela daquele jeito, toda machucada. Muito menos saber que ela não me reconhece. Suspiro fundo e pego uma foto da minha mochila. Foto de mim e da Emma. Havia conseguido de volta quando estava arrumando as coisas da minha mãe. Suspiro fundo e sinto as meus olhos lagrimejarem. Saber que a Emma possa não voltar a lembrar de mim nunca mais doía muito. Não queria que a Emma vivesse apenas nas minhas lembranças. Quero que seja real. Mas talvez, isso é pedir demais. Pelo tudo que eu já fiz no passado.

Volto para base e vou direto para barraco onde a Emma estava. Ela estava sentada, lendo. Chego perto dela e entrego a comida que havia trazido e vejo aquele sorriso lindo dela.

– Obrigada.

Ela fala, já deixando o livro de lado para comer. Sento perto, esperando ela terminar de comer para poder levar o prato de volta.

– Sabe...

Ela fala, ainda mastigando.

– Eu já estou melhorzinha. Talvez eu já posso retornar para a minha base.

Sugere. Mordo a meus lábio inferior e balanço a cabeça positiva.

– É. Acho que sim.

Falo finalmente.

– Olha, sei que você me ajudou muito. E eu estou muito grata por isso. Você sabe disso, certo?

– Sim, sim... Qualquer coisa.

Falo um pouco impaciente. Eu estava chateada. Não queria deixá-la ir, para falar a verdade. Pois sabia que se deixá-la, eu nunca mais iria vê-la.

– Hoje à noite. Você vai.

Falo, já levantando. Ela me entrega o prato e olha surpresa para mim, com os olhos arregalados.

– ...Já?

Ela me olha com aqueles olhos verdes dela, então desvio.

– Sim, você já está bem melhor. Não tem o porquê de estar aqui.

Falo. Ela abre a boca para falar algo mas logo em seguida fecha, como se estivesse desistido de dizer algo. Desta vez foi ela quem desviou o olhar. E apenas concordou.
Saio dali sem olhar para trás. Meu peito doía e meus olhos estavam lagrimejados novamente.
A Emma ia embora para sempre.
E nunca mais irei vê-la.
E isso estava me matando.

**********

Emma's POV:

– Sim, você já está melhor. Não tem o porquê de estar aqui.

Ela fala fria.

– Claro que eu tenho.

Sussurro, mas tinha certeza de que ela não tinha escutado. Desvio o olhar e balanço a cabeça, apenas concordando. Ela vira as costas e sai dali sem mais sem menos. Não vai nem olhar para trás? Não vai me olhar? Não vai chegar perto de mim, mexer nos meus cabelos e acariciar o meu rosto, como sempre?
Era pergunta atrás da outra mas todas as perguntas era respondida coma a mesma resposta: não.
Depois dela ter ido, fico parada um momento então já me levanto lentamente, começando a me arrumar. Meu corpo ainda estava dolorida um pouco, não havia se curado totalmente mas com certeza estava bem melhor do que antes. E isso tudo era graças ela, cujo o nome não sei ainda. Assim que me arrumo ela já chega então fomos discretamente para fora da base, onde ninguém pudesse nós ver.

– Certeza que você sabe o caminho de volta?

Ela pergunta preocupada. Balanço a cabeça positiva. Suspiramos e ficamos assim, parada. Eu não sabia o que devo dizer ou fazer. E acredito que nem ela sabia.

– ...Posso... Você sabe, despedir..?

Digo, apontando o braço dela, para abraçar. Ela hesita um pouco mas concorda. Sorrio e abraço ela o mais forte que eu posso. Coloco o meu rosto no pescoço dela e fecho os meus olhos por um momento. Apesar dela estar vestida de toda aquelas uniformes de soldado, ainda estava macia e mais: cheirava maçã. Sorrio, pois sabia que eu já havia cheirado esse cheiro de algum lugar. E era tão cheiroso. Assim que nos separamos vejo a expressão dela estar triste, mas sorrindo mesmo assim. Para disfarçar, eu acredito. Acaricio o rosto dela e dou uma risadinha.

– Já falaram que você cheira maçã?

Falo, fazendo com que ela erguesse sobrancelha dela, surpresa.

– Na verdade... Já. Uma pessoa.

Ela fala em seguida sorrindo.

– Bem, essa pessoa tem razão, sabia? Você cheira maçã de fato. E eu gosto.

Ela dá um sorriso ao ouvir isso. E desta vez era verdadeira. Então acabo ficando sorridente também.

– Bem... Acho que tenho que ir.

Olho para e ficamos encarando, até que ela desvia o olhar.

– Hm... Sim, acho que sim.

Chego perto dela lentamente, o suficiente para sentir a respiração dela na minha pele. Ela não fez nada. Apenas ficou parada me olhando com aqueles olhos profundos. Recuo um pouco e beijo a bochecha dela.

– Obrigada por tudo.

Sussurro.

– Adeus.

Digo, com uma voz mais normal o possível. Rezei para que não esteja saído tremida.

– Adeus.

Ela responde com um pequeno sorriso no rosto. Viro as costas e saio dali. Se ficar mais um segundo ali eu senti que ia chorar e era tão estranho. Pois não fazia ideia de quem ela seja mas mesmo assim, não queria partir. Queria ficar mais e mais.

Assim que chego na base, todos me acompanha surpresa e feliz, me fazendo várias perguntas. Apenas digo o que a moça de cabelos negros e eu havia combinado e vou direto para a minha barraca, dormindo. Eu estava exausta. E as perguntas podiam esperar até amanhã.

' eu estava numa casa... Ou melhor, igreja abandonada quando escuto alguém entrando. Me viro rapidamente, assustada. E vejo uma pessoa com roupas de soldados. Eu não pude ver o rosto dele, porque parecia que tinha uma neblina na frente. Ele falava comigo, mas não escutava nada. Só via a boca se mexendo, mas nada de som. Ele pegava a minha mão me acaricia e por mais estranho que eu achava aquilo, eu não sentia nojo ou alguma coisa do tipo ao ser tocada. Era como se meu corpo lembrasse daqueles toques, mesmo que eu não lembre. O buraco que havia no telhado fazia com que o sol entrasse dentro da igreja, mas aos poucos sol sumiu e apareceu os nuvens então a chuva. Assim que começa a chover ele começa pegar a água e jogar em mim. Jogo de volta, e brincamos disso como se fossemos crianças.

– ...ma

Finalmente escuto uma voz e tento ouvi-lo

– mma!

Escuto novamente, mas ainda não sabendo o que estava falando.

– ...Emma!

Então acordo assustada e olho para meu lado, onde estava o Neal.

– Emma, finalmente acordou. Desculpa mas tive que te acordar. Tá tudo bem?

Olha em volta ainda confusa.

– ...Sim... Sim... Só estou um pouco... Cansada. Só isso.

– Ah sim. Bem, eu queria saber se você esta bem. Digo, você ficou por fora por muito tempo. Estou preocupada.

Olha para cara dele ainda sonolenta. E ergo a sobrancelha.

– ...Estou sim. Mas... Não podia esperar até eu acordar para perguntar isso?

Ele dá uma gargalhada e passa a mão na minha cabeça.

– É, acho que você está bem. Me desculpe, vou deixar dormir.

Então ele sai dali me deixando só finalmente. Tento dormir novamente mas isso não foi possível. Levanto e olha em volta para procurar o que fazer, quando vejo uma carta acumulada no meu lado. Era dos meus pais. Enquanto eu estava ausente eles havia mandando umas 3 cartas e eu não tinha respondido nenhuma (obviamente, já que eu estava na base iraquiana).
Começo ler e vejo que agora eu tenho um irmãozinho. Não era para ter nascido tão cedo mas como teve algumas problemas ele nasceu prematuro. Como sempre eles escreviam algumas novidades que na verdade eu não me importava e algumas que sim. Escrevo de volta desculpando por não ter respondido todo esse tempo e dou uma desculpa qualquer para não deixar-los preocupados. Entrego para soldado que estavam recolhendo as cartas e volto para a minha barraca novamente. Fico deitada e olhando para o teto, ja que não tinha nada para fazer. Eu já estava acostumada com isso já que lá no quarto escuro era sempre desse jeito, até que ela trouxe os livros para mim.

– Hey!! Em...ma...

Comandante exclama assim que me vê mas diminui o tom ao me ver deitada olhando para o teto como se estivesse morta.

– ... Você está bem?

– Sim! Porque tudo mundo pergunta isso?

Levanto e sento na cama, olhando para ele agora.

– Ok então... Bem, queria saber se você voltaria hoje para o campo ou precisa de algumas folgas.

– ...Não, não preciso.

Penso um pouco e respondo. Eu já estava praticamente curada afinal. E não aguentava mais ficar sem fazer nada. Ele fica feliz ao saber disso e sai dali, falando que eles iam sair daqui a pouco então, era para me arrumar. Me troco rapidamente e saio da minha barraca. Eu estava começando a ter as memórias de volta e era tão estranho. Era como se eu tivesse duas identidade num cérebro só. E às vezes eu ficava bem confuso com isso. E creio que até os outros soldados perceberam isso. Já que quando fui tomar a café da manhã e não peguei o chocolate quente com canela em cima. Eles olharam surpresa e ainda perguntava se eu não iria pegar o chocolate quente. Quando disse que não, eles ficaram boquiaberta, dizendo: Mas você AMA chocolate quente com canela...
Segundo eles, o soldado que prepara a café da manhã até separa um chocolate quente para mim e faz isso, já que eu era a única quem gostava disso. E eu achei isso tão esquisito. Chocolate quente com canela?? Que?? No final acabei pegando café como qualquer outros soldados e vou para campo. Fazia muito tempo que eu não ia para campo então fiquei nervosa, me perguntando se eu não havia esquecido de atirar ou algo do tipo. Mas isso não foi o caso. O problema é que o comandante ainda estava preocupada comigo e não me deixou participar muito. E isso me deixava frustada, já que a única coisa que eu sabia fazer aqui era isso. O Neal até ficou no mesmo equipe que eu desta vez só para ficar de olho em mim. E ele fazia tantas perguntas sobre vilarejo! Eu tentava mudar de assunto mas era muito difícil desfocar a atenção do Neal. E eu estava começando a ficar irritada. Até que pedi para ele parar de falar sobre isso. Então ele olha para mim com aqueles olhares de "Eu sei o que aconteceu".

– Você estava com ela.

Ele fala concluindo, erguendo a sobrancelha. Ele sabe sobre ela?? Arregalo os olhos e olho para ele.

– Você sabe o nome dela??

Pergunto. Um pouco impaciente. Ele franziu a testa ao ouvir isso.

– Como assim? Você quem ainda fala com ela! Emma, você sabe que ela é um dos nossos maiores inimigos! O diablo! Onde está com a cabeça?

Eu abro a boca para falar mas simplesmente não sai nada. Bem, eu com certeza não lembrava nada disso. Aquela morena é o diablo?? Não, não pode ser.

– Você sabe que está muito ferrado se alguém, além de mim saber disso, não é?

Fico calada, sem dizer nada. Ainda estava tentando processar o fato de que aquela moça, era o diablo. No que você foi se meter, antiga Emma Swan!! Grito internamente. Ele vê que não falo nada então suspira, voltando a olhar no scope da arma dele.
Terminamos a nossa missão por enquanto e nós nos arrumamos para voltar na base, quando vejo um caminho. Fico encarando-a. De algum lugar eu conhecia esse caminho. Não sabia ao certo onde me levaria, mas eu definitivamente conhecia esse caminho. Decido dar uma passadinha amanhã e volto para base.

Acordo dia seguinte e desta vez decido tomar chocolate quente com canela. Até que era bom, mas nunca que essa combinação ia surgir na minha cabeça. Vou para o campo e desta vez ninguém ficou comigo como babá e fico feliz por isso. Por mais que Neal seja meu amigo, ficar dia inteiro sendo interrogada e questionada sobre o meu comportamento não era nada legal. O dia foi tranquilo então decido ir naquele caminho. Ando algum tempo quando vejo uma cidadezinha abandonada. O lugar estava isolado e não havia ninguém por lá. As casas estavam todo destruído por fora e por dentro, e era possível saber que já não morava uma pessoa lá naquele lugar há um tempo. O que mais chamou a minha atenção foi a única edifício, no qual ainda estava intacto. Ele também era mais alto do que os outros. Chego perto da porta quando escuto um barulho por dentro. Tiro a mão rapidamente da porta e saio dali, voltando para a minha equipe. Não podia arriscar e ficar por lá, para ver quem diabo estava naquele edifício. A possibilidade de ser uma soldado inimigo não era pequeno e imagine só se estiver com mais de 1 pessoa? Eu com certeza estaria ferrada. Voltamos para base e vejo que havia chegado a carta dos meu pais. Que rápido! Desta vez a carta tinha até uma foto deles com o pequeno Neal, meu irmão. Foi uma coincidência do caralho eles terem escolhido essa nome. Eles pareciam estar tão feliz na foto, mesmo sem mim. E isso de alguma forma me deixava triste. Bem, a verdade é que eu sabia o porquê disso, só não queria admitir. Respondo como se eu estivesse super feliz com essa foto e todas as notícias que eles contaram e coloco a carta em cima da mesa, para entregar para o recolhedor de cartas amanhã. Guardo a foto deles na minha mochila quando vejo que já tinha uma foto ali. Dobrada, enterrada no fundo da minha mochila. Pego nervosa e vejo, me surpreendendo em seguida. A foto era daquela moça morena de cabelos negros. Ela bebia água na foto e a luz que batia nela a deixava muito mais bonita a foto. E ela, claro. E eu reconhecia aquele lugar onde a foto havia sido tirada. Era o mesmo lugar que eu tinha sonhado. E fico um pouco sorridente. Aquele sonho não era apenas um sonho. Era memória. Mas então...

Quem era o rapaz do sonho?

Notas finais
Ooi gente! Bem, espero que tenha gostado e me desculpe se tiver qualquer erro. Comentem p saber se gostaram ou não, algum sugestões e etc! Qualquer coisa estou no twitter @_Jcapxander Até o prox capitulo!! :*