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11 Capítulo 11: Untouchable


Regina's POV:

Toco nos meus lábios sem acreditar no que aconteceu. Isso realmente aconteceu? Era primeira vez eu sentia tudo isso numa pessoa, sendo sincero, eu não estava conseguindo lidar com todo esses sentimentos. Já que nunca fui assim, nem com o Daniel. Olho para a foto que a Emma havia tirado de nós. Eu estava péssima na foto. Mas isso não importava já que a Emma tinha saído perfeito nela. Sorrio novamente, não conseguindo guardar todas essas emoções dentro de mim. Volto para a base, e fico por lá, já que hoje estava de "folga" e não precisaria ir para o campo. Não que eu tenha muita coisa para fazer, já que os únicos amigos que eu tinha lá estavam no campo, e bem... Os outros morreram. E como vocês já sabem, ninguém gosta de mim e eles tentam me evitar sempre que pode. Volto para minha barraca e deito um pouco, na esperança de que pudesse dar uma cochilada.

Acordo de madrugada com um barulho, quando vejo o Booth entrando.

— Oh, desculpe. Estava dormindo?

Olho para ele sem responder.

— ...Aparentemente estava... Me desculpe, acabei de voltar do campo e pensei em falar com você. Mas enfim deixa pra lá.

Ele vira, indo direção à saída.

— Já me acordou mesmo, agora fala.

Falo, já sentando na minha cama. Ele senta numa cadeira próxima.

— Não é nada de mais, só queria conversar mesmo.

Franzo a testa.

— Como foi hoje, lá?

Ele suspira.

— Foi... Normal. Mas os soldados americanos...

Ele dá uma pausa, e ergo a sobrancelha, à espera de uma continuação.

— Bem, não sei. Eles estavam... Diferentes.

— Diferente? Como?

Ele coça a cabeça.

— Eu não sei explicar, mas algo... Estava diferente. E aquela loira...

— LoirA???

— Sim, uma garota. Mas isso não vem ao caso. Bem, não vou atrapalhar você, vou indo. Eu sei que não foi uma conversa mas só queria dizer para tomar cuidado amanhã.

Ele levanta e sai dali, me deixando sozinha. Loira??? Ele não estava se referindo a Emma, estava? Digo, não é tão raro ter uma garota loira como soldada. Certo?? Deito novamente e tento tirar essa ideia da cabeça.

— Heeey, Regina. Tá pronta?

O comandante Büttinger pergunta, e coloco últimas coisas na minha mochila e me aproximo dele.

— Aí está você. Vamos, estamos um pouco atrasados.

Ele fala assim que me vê, e subimos no carro. Quando o carro começou a andar o comandante fala.

— Regina, eu sei que esses tempos você tem sido apenas cobertura para os outros grupos, mas hoje quero que você vá com pessoal do fuzileiro.

— Por que?

Pergunto, confusa. Fuzileiros era o equipe que vasculhava a casa e caso encontre a ameaça matava eles. Eu já fui um dos fuzileiros, na primeira vez que vim para cá, mas pedi para o comandante me colocar como cobertura. Não que eu não queria matar as pessoas ou algo do tipo, até porque coberturas também matava as pessoas. E eu realmente não me importava com isso, mas ser sniper era o que eu fazia melhor.

— Só... Precaução.

Ele fala e da um sorriso. Balanço a cabeça positivamente. Se for só hoje, não tinha problema.

— Ah. E...

O comandante fala, hesitando um pouco. Após alguns momentos ele finalmente fala.

— Eu sei que você era bem próxima da equipe 1... E eu sinto muito por isso, mas hoje avisarei as familiares dos deles sobre a morte.

— Você ainda não os avisou?!

Exclamo, não acreditando. Equipe 1 era os meus amigos na época em que eu era fuzileira. Começo a lembrar do Jefferson e dos outros soldados que morreram no local.

— Bem... Não. E é exatamente sobre isso que quero falar.

— Não vai me dizer que eu tenho que ir com você até eles e avisar a sua morte.

— Que? Deus, não! Se você ir junto comigo eles vão querer te matar!

É, ele estava certo.

— Você conhece o protocolo e sabe que nós não vamos pessoalmente avisar sobre seu filho ou filha estar morto para os pais, mas... Vocês eram especiais, sabe? Bem enfim, só queria que você me dissesse como eles eram, afinal você era do mesmo equipe que eles.

Concordo com a cabeça.

— Tudo bem. Ah... Será que... Eu não posso ir só no do Jefferson? Digo, ele me entregou uma coisa antes de... Bem, morrer.

— Tudo bem.

Agradeço e passo a mão no meu peito. Além do meu colar de chave, eu estava usando mais dois, que era do Jefferson. Era mais fácil usar eles o tempo todo do que guardar, já que eu tinha uma mania de perder as coisas facilmente.
Chego no local e me misturo com os fuzileiros. Atiramos nos soldados americanos que estavam arrombando as casas do bairro enquanto os outros soldados nossos dava cobertura para nós.
Entramos numa casa onde havia uma família, assustada. Abro a boca para dizer à eles sair dali já, quando um soldado me interrompe.

— Hey, não se assuste. Estamos aqui agora.

Ele se agacha perto deles. Franzo a testa. Mas que diabo...? Ele pega o menino que estava na com a mãe e fala para eles fugirem mais rápido daqui.

— Vocês vão ficar bem.

Ele fala antes de família sair dali, quando o menino pergunta.

— Promete?

Ele dá um sorriso e fala.

— Prometo.

Tolo, penso comigo mesmo. Apenas fico observando-o lembrando um pouco do Rifaah. De repente a porta é arrombado e os soldados americanos entra. Pego a minha arma rapidamente, atirando-os. Mas quando finalmente mato todos que entraram, vejo a família no chão, morto.
Olho para o lado, para observar o tal soldado, que estava parada ali. Ele estava de boquiaberta, provavelmente chocado.
Suspiro e chego perto dele.

— Vamos, essa área já está limpa.

Digo, quando ele olha com uma expressão de decepcionado.

— Mas... Mas prometi à ele que tudo ficará bem, que eu o protegeria...

Ele fala, olhando para o chão onde o corpo estava.

— Nunca prometa alguma coisa que você não sabe.

Digo, olhando para o corpo também.

— Mas... Eles eram inocentes o garoto era só... Uma criança...

A voz dele começa a ficar rouco e seu rosto quase chorando.

— Tenho... Tenho que enterra-lo.

Ergo a sobrancelha. Ele está desespero, entendo. Talvez isso seja a primeira vez que alguém realmente morre na sua frente, mas...

— Não temos tempo para isso. Deixe-os aí mesmo.

Digo, virando já para sair dali. Estávamos realmente perdendo tempo.

— Deixar?! Eles são humanos! Não posso deixá-los simplesmente aqui depois do que prometi.

Franzo a testa. Esse cara não estava exagerando um pouco? Ele nem conhecia a família.

— Olha...

Pauso, e ergo a sobrancelha. Eu não sabia o nome dele.

— Ibrahim.

— Ok. Olha Ibrahim, o que você esta vendo agora é só um pedaço de carne que aparenta ser um ser humano. O que eles eram, não estão mais aí. Eles estão mortos.

Ele ergue rapidamente a cabeça, apavorado.

— Como consegue dizer essas coisas? Eu pensei que todos chamavam você de diabo por você ser bom no que faz e fazendo com que isso dê medo para os outros. Mas...

Ele pausa, olhando novamente para o corpo.

— Aparentemente eu estava errado, você é um diabo. Não é humano. Ninguém fala essas coisas. Um pedaço de carne? Sério?

As lágrimas escorrem no rosto dele então ele sai dai, me empurrando.

— Ibrahim, eu...

Não termino pois ele já havia saído dali. Sério isso? Tudo bem, talvez eu fui muito fria mas... Isso era fato, eles estavam mortos e não havia alma ou alguma coisa ali. Era só... Carne e osso. Suspiro fundo sem saber o porquê de ele agir daquele jeito.

Volto para base e vejo todo mundo abraçando o Ibrahim. Eles percebem a minha presença e um faz cara de medo, outros de nojo, e assim vai. Lá vou eu novamente passar por isso. Suspiro fundo e saio dali. Eu não entendia o porquê deles estar assim desse jeito, abalado. Eu nunca fui à uma escola. A minha família era rico e eu estudava em casa, minha mãe me ignorava, me xingando o tempo inteiro e o único que foi bom comigo foi o meu pai, que nem sempre estava presente devido à trabalho dele. Quando será... Que me tornei tão fria? Ou diabo, como eles falam. Claro que senti uma tristeza, quando o Rifaah morreu, mas nunca que eu iria pensar sobre enterrar o garoto.
Volto para o barraco com cabeça cheia. Por causa da mudança de grupo, eu nem tive tempo de ir para a igreja, ver a Emma. Espero que ela não ache que não fui porque não gostei do beijo.
Sinto a fome, mas eu estava sem comida. Até penso em ir buscá-lo mas só de pensar que eles ainda podem estar lá, se abraçando e me odiando, decido não ir querendo evitar qualquer discussão ou algo do tipo pois eu realmente não estava afim de perder tempo para essas coisas. Por fim decido dormir para tentar esquecer do fome.

"Tenho sido tratado de uma forma tão errada. Tenho sido tratado assim por muito tempo. Como se eu estivesse me tornando intocável"

*********

Emma's POV:

Levanto cedo e já preparo as minhas coisas. Estava ansiosa para ver a Regina e beber essa cifra de maçã. Saio do barraco quando vejo o Neal se aproximando.

— Emma...

Sorrio e respondo.

— Oi Neal.

Por mais que ele havia tentando me beijar, eu ainda queria continuar ser o amigo dele, ele é uma boa pessoa.

— Eu... Sinto muito o que houve outro dia, eu pensei que...

Antes que ele termina, interrompo.

— Não, Neal. Está tudo bem.

Ele sorri um pouco.

— Amigos?

— Amigos.

Ele suspira fundo e recupera o fôlego. Estava tão nervoso assim para pedir desculpas para mim?

— Eu estava com medo de você não querer ser mais amigo. Apesar de tudo que aconteceu, você é uma boa amiga, Emma.

Dou uma gargalhada, e bato a costa dele.

— Vamos, café de manhã já está pronto.

Ele sorri e fomos para refeitório, que estava mais para uma outra barraca, só que com as mesas e apenas tinha tenda em cima para evitar o sol ou chuva ou algo do tipo, não sei. Pegamos as nossas bandejas e sentamos para comer.

— Então... Aquela garota iraquiana...

Assim que sentamos ele começa o assunto. Dou risada e corrijo.

— Ela é americana.

— Hm, sério? Interessante. Americana que se alista para ser um soldado de Iraque.

Poise. Penso comigo mesma. O motivo dela se alistar pelo país inimigo nem eu sabia.

— Quando vocês ficaram amigas?

Quase engasgo a comida com aquela pergunta.

— Como assim?

— Bem, você salvou ela, quando estava sendo torturada. Se você não for amiga dela você não faria isso, já que eles estavam tentando pegar uma informação muito importante, que era sobre Diablo.

Coloco a comida na boca para ganhar tempo para pensar numa resposta adequada a essa pergunta.

— Hm, pelo simples fato de que nós estamos no século 21 e ela estar sendo torturada não basta?

Ele me observa por um tempo então ergue a sobrancelha, concordando.

— É, talvez.

Felizmente o assunto acabou aí, pois nós já havíamos comido a café da manhã, e já estávamos indo para o campo. Eu esperava muito que ele não toque mais nesse assunto pois me deixava realmente sem respostas e ninguém podia saber o que a Regina realmente era. Chegamos no campo e vou direto para uma edifício ali perto. Como havia sempre umas 3 snipers no máximo, um a menos realmente não fazia falta. Então, dei uma escapada nos próximos 50 minutos e fui para igreja. E como sempre a igreja estava vazia. Mas nem a Regina estava lá. Pelo horário normalmente era para ela estar aqui...
Sento por aí e decido aguardar um pouco até ela chegar. Assim que ela chegar, eu planejava contar para ela sobre o plano. Eu não podia, eu sei disso mas era importante que pelo menos avisasse a Regina. Ela não podia morrer, não assim pelo menos. Esperei 45 minutos e ela ainda não havia aparecido. Talvez ela não vem hoje, talvez tenha acontecido algo. Mas... Justo hoje??
Suspiro fundo. O que eu faço agora? Eu tenho que avisar sobre o plano de amanhã para ela. Pego a foto dela que eu havia tirado e observo-a. Sorrio um pouco e guardo novamente na bolsa do casaco que estava perto do peito. Me levanto para voltar para a minha equipe. E fiquei lá até o fim tá tarde, cobrindo as pessoas. De repente o meu parceiro recebe um aviso do superior.

— O que ele queria?

Pergunto, ainda com olho em escopo da minha arma.

— A equipe do Liam está morto...

Viro para ele rapidamente.

— Quê?

— Estão mortos. Todos os soldados do equipe do Liam.

Arregalo os olhos, sem acreditar.

— Até o Liam?

Ele concorda com a cabeça enquanto preparava a arma dele. Liam era uma das melhores soldados que nós tínhamos e para ele morrer desse jeito deve ser alguém que era realmente bom.

— Os rebeldes estão cada vez mais fortes.

O meu parceiro fala, por fim.
Voltamos para a base e como esperava todos estavam de luta. A equipe do Liam era bastante famoso por aqui devido à sua simpatia e humor que eles tinha. Sem falar que eram elites. Vou para refeitório comer e sento perto do Neal.

— Você estava lá?

Pergunto assim que sento. Ele era fuzileiro e era provável que ele estava por perto quando aconteceu.

— Sim... Digo, mais ou menos.

Ele fala, um pouco alterado. Franzo a testa.

— O que aconteceu?

— Hm... Bem, eles arrombaram a porta e... Bem até aí é o que nós fazemos sempre mas assim que entraram eles mataram 3 pessoas, uma família. Mãe, pai, e uma criança.

Ergo a sobrancelha, surpresa. Se alguém da equipe estivesse sobrevivido com certeza iria para cadeia, pois por mais que seja nosso inimigo, não temos permissão de matar um cidadão inocente. Ficamos em silêncio depois disso pois percebi que o Neal não tinha gostado nada do que viu. Eu sabia que ele admirava o Liam e isso deve ter sido um choque enorme para ele. Terminamos de comer e cada um foi para o seu barraco.

Acordo nervoso e cedo. Eu não conseguia para de pensar na Regina. Provavelmente ela estará no campo hoje e eu não pude avisar que ela estava correndo perigo.
Mal consegui comer a café da manhã e fomos para o campo.

— Hoje é dia importante, espero que não tenha nenhum erros.

O comandante fala antes de partirmos. Chego num edifício e me preparo. Olho para o scope à procura de alguns rebeldes que podem interferir o nosso plano. A minha tarefa era simples, matar todos aqueles rebeldes que interferem o plano, como disse, cobrir os nossos soldados e por final, matar o Diablo, caso achar.
Já se passaram cerca de 4h quando eu decido dar uma pausa, trocando de lugar com o meu parceiro. Sento ali perto, e bebo água recuperando fôlego. Eu não tinha visto a Regina até agora e eu esperava que não aparecesse até final do dia. Como algumas barras de cereal e tento descansar, quando o meu parceiro geme.
Olho para direção dele para saber o que houve, quando ele fala.

— Caraca, tem um rebelde aqui com uma mira boa.

Olho rapidamente do meu scope e vejo alguém familiar. Sinto o suor escorrendo da minha mão.

— Acho que vou dar uma olhado nos fuzileiros.

Digo, saindo dali o mais rápido possível. Pego a minha arma e miro num tal rebelde que estava ali. O rebelde andava rapidamente até que entrou num edifício. Corro atrás, entrando também.
Assim que subi até o telhado onde o soldado estava, ele se vira rapidamente, mirando para mim. O rosto estava coberto de um tipo de pano deixando apenas os olhos à vista e era difícil identificar daquele jeito, mas falo antes que me atirasse.

— Calma.

O soldado franzi a testa e abaixa a arma. Suspiro aliviada, pois nesse exato momento soube que eu havia seguido a pessoa certa.

— Emma...? Mas o quê...?

Ela fala, tirando a máscara do seu rosto.

— Regina, precisamos conversar.

Ela ergue a sobrancelha e olha em volta.

— Sério? Agora??

Ela fala num tom de ironia.

— Regina, eles... Digo, o meu pessoal vai te matar. Você tem que fugir daqui.

Aproximo dela.

— Eu sei me virar sozinha, Swan.

— Regina, por favor faça o que eu estou dizendo. Eles têm todo esse plano e...

Não termino quando ela interrompe.

— Sério Swan, eu vou ficar bem.

Suspiro fundo e franzo a testa. Eu estava começando entrar em desespero. A qualquer momento o meu pessoal podia entrar aqui, e se isso realmente ocorresse vai ser ruim para ela e para mim. Nós não tínhamos tempo.

— Regina você não está entendendo.

— Não, Emma. Eu sou chamada de Diablo por uma única razão. Porque eu sou boa no que faço e...

— Eu não posso te perder.

Interrompo, no ato de desespero. Apesar de ter sido um ato de desespero o que eu disse era verdade. Ela para de falar e pude ver que estava confusa no que acabei de dizer.

— Eu... Eu acabei de te conhecer, eu te beijei ante-ontem. Nós... Acabamos de se conhecer. Eu não posso te perder.

— Emma...

A voz dela sai rouca.

— Por favor.

Ela suspira fundo, e pega suas coisas. Suspiro também, aliviada. Pelo menos agora sei que ela não irá morrer ou se ferir. Ela se aproxima de mim e coloca as duas mãos no meu rosto, dando um selinho demorado. A vontade era pegar ela pelas cinturas e beija-la mais profundamente mas não tínhamos tempo para isso.
Sorrio para ela, então sem mais sem menos ela sai dali. Pego minhas coisas também e volto rapidamente para o edifício onde o meu parceiro estava.

— Que demora hein, como estava?

Suspiro fundo recuperando o fôlego.

— Como estava o que?

Ele tira o olho do scope e me olha com uma cara de confusa.

— Você não tinha ido ver os fuzileiros?

— Ah... Sim. Eu... Não os achei.

Ele ergue a sobrancelha, provavelmente me duvidando.

— Oh.

Disfarço e tento mudar de assunto.

— E aí? Teve alguma novidade?

Ele dá de ombro.

— Nem. Aquele rebelde sumiu da vista e eu o perdi. — ele pausa- Olha Swan, eu sei que ainda falta uns 2h para trocar de lugar mas não pode trocar agora? Prometo que depois cubro 2h do seu horário.

Concordo com a cabeça e mudamos de lugar. Ficamos em silêncio até que o meu parceiro começa a puxar assunto comigo.

— Você... Conta quantas pessoas já matou?

A voz dele estava um pouco tremida, e nesse momento soube o porquê dele querer trocar comigo o horário.

— Bem... sim. Eu acho.

Respondo. Ainda com olho no scope.

— Bem, eu conto. E eu não gosto do número que eu já matei. Os outros soldados parecem não ligar muito para isso mas... É a minha primeira guerra, e o seu também, certo? Pensei que você... Sei lá, entendesse o que estou querendo dizer.

Não respondo. Claro que eu sabia, mas eu deixei de pensar nessas coisas à muito tempo quando vi o lado negro dos humanos, o que eles eram capazes de fazer. Ficamos em silêncio e ele também não falou mais nada.
Quase no fim do dia, vejo um rebelde bem profissional. Até pensei que era a Regina mas depois percebo que não era. Recebo uma ligação do Hook, aparentemente ele havia percebido esse tal rebelde também.

— Swan, acho que é ele. Diablo. Quando estiver pronto, atire.

Ele fala por fim, então miro para direção desse rebelde. Pelo o que parece deve ter um cargo importante entre os rebeldes já que ele comandava os outros, sem falar que era bom para caralho no que fazia.
Eu não tinha opção, era ele ou a Regina.
Coloco o dedo no gatilho e suspiro fundo, escutando os meus batimentos cardíacos. Por fim puxo o gatilho, e vejo o rebelde caindo no chão. Mas isso não acabou aqui, pois eu tinha esquecido de colocar o silenciador e isso fez com que os rebeldes descobrissem de onde veio o tiro.

— Puta merda Swan, estamos ferrados. Vamos!!

Ele grita e arrumas as coisas o mais rápido possível, mas quando descemos do edifício, os rebeldes já tinham nos alcançado. Pego a minha arma e atiro neles, e eles em nós. Uma das balas acerta na minha capacete, fazendo com que caísse. Corremos numa rua onde sabíamos que tinha snipers que nos cobriria, e assim que chegamos, como esperávamos os snipers os atinge e os rebeldes estavam no chão em segundos.
Suspiro fundo e passo a mão na minha cabeça. Havia cortado a testa um pouco e estava sangrando, mas nada de mais. Nos juntamos rapidamente com os outros equipes e encontro o Hook.

— Swan!! Parabéns. Você conseguiu!!

Ele exclama assim que me vê, e bate com força nas minhas costas.

— Vamos voltar, acho que hoje terá uma pequena comemoração hein! Comandante vai amar saber dessa notícia!

Hook fala por fim e sai dali, indo a direção a carro.

Eu fiz uma escolha certo, certo? Me pergunto, sabendo que não obteria nenhuma resposta.

*******

Um soldado se aproxima de um homem, parando logo atrás dele.

— Senhor, acho que encontramos um alvo perigo.

O homem se vira lentamente, suspirando.

— Quem?

O soldado hesita um pouco antes de dizer.

— Ela matou o Comandante Büttinger, senhor.

A expressão do homem muda para uma expressão de decepção e tristeza. Apesar de quase ninguém conhecer o homem, todos já tinham ouvido o boato de que o homem tratava o comandante como um filho que nunca tivera.

— Quem seria esse maldito que matou um dos nossos?

— Uma soldada americana, senhor. Uma loira.

O soldado termina de falar então o homem levanta a cabeça.

— Uma loira?

— Sim senhor.

O homem parece ficar um pouco pensativo quando finalmente fala.

— Procure a Regina, diga à ela que ela tem uma nova alvo. Uma loira.

— Senhor, acredito que ela perguntará de quem recebeu as ordens.

O homem pensa um pouco e em seguida responde.

— Diga a ela que é o novo comandante a ordenou.

O soldado concorda com a cabeça e sai dali deixando o homem sozinho, pensativo.

*

Notas finais
Desculpa por demora e vcs provavelmente já estão cansados de ouvir isso de mim!! Como vocês sabem estou sem computador e sempre atualizo pelo celular, e agora para melhorar tudo to sem internet em casa(To usando 3G). Espero que vocês tenham gostado do capítulo e como eu acho que já já volta a internet, vou postar o mais rápido possível >< comentem se gostaram ou não, sugestões, me desculpem por erros e assim em diante como vocês sabem. Obrigada por ter paciência de continuar acompanhando até aqui!! adoro vocês E vou dedicar para Andri de um grupo de wpp 'trouxens' S2 Andri, desculpa por demorar tanto para atualizar :( obrigada por continuar acompanhando esse fic! Haha bem é isso, qualquer coisa estou no twitter também (@_Jcapxander) e até a próxima cap! Bjss :*