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2 Capítulo 2: Al-batal & Diablo


Notas iniciais
Oi gente! Muito obrigada a aquelas pessoas que comentaram dizendo para continuar, e me favoritando... Isso realmente me deixou feliz, muito obrigada mesmo!!! Desculpe pela demora, acabei ficando um pouco sem idéias mas para compensar escrevi um pouco mais doq normal! Bem, comentem sugestões, se gostou ou não e desculpe se tiver erro gramatical e espero que vocês gostem! Boa leitura!!

14:34.

O médico está atrasado. Enquanto aguardo, observo o consultório.

Móveis de madeira, uma mesinha de vidro, revistas… Parecia aqueles consultórios que aparece nos filmes.

– Senhora, é a sua vez.

Levanto lentamente,quase caindo.

– Você está bem?

A enfermeira me pergunta, me segurando para não cair. Digo sim com a cabeça, mas não estava nada bem.Meu cabelo estava bagunçado, eu estava com olheiras,não havia dormido direito há semanas, estava morrendo de cansaço. Ao chegar na sala, o médico aparece com uma ficha na mão.

– Ok, eu sou o Dr. Hopper. Vou ser o seu psicólogo.

Olho para ele, apenas observando-o. Então ele pega um caderno e uma caneta.

– Senhorita, pode me dizer o que aconteceu?

Então volto para minha memória, lembrando de cada detalhe dos últimos 8 meses. O que aconteceu? Como isso aconteceu? Me pergunto enquanto me afogava nas minhas memórias.

– O que aconteceu?

O médico me pergunta novamente, fazendo com que volte a si. Então olho para ele e dou um sorriso fraco. “O que aconteceu?”, uma pergunta que não se cala. Após alguns minutos de silêncio, finalmente suspiro e digo:

– Tudo.

Aquilo bastava. Ao ouvir isso ele deu um pequeno sorriso e começou anotar no seu caderno. Ainda faltava alguns minutos de sessão, mas ele não perguntou mais nada.

'O silêncio responde até mesmo aquilo que não foi perguntado.'

****************

Algumas horas de voo, alguns turbulência, como de costume.

Porque diabo comandante Büttinger quer que eu volte para o campo agora?

olho para a janela e vejo que ja estamos quase chegando.

– Senhora por favor coloque a sinta, ja estamos chegando, e queremos garantir a segurança.

– Claro.

Digo, colocando a sinta. Faz umas 2 horas que chegamos no Iraque, e estávamos indo para o base militar.

– Eu sou August, a propósito. August Booth.

E então ele estende a mão para mim, cumprimentando.

– Oh. Eu sou Regina. Regina Mills…

– Sim, estou sabendo. É a famosa Al-batal ! certo?

– Al… o que??

Então ele olha para mim confuso

– Oh, você não fala árabe.

– É, na verdade não.

– Porque se alistou no exercito iraquiano? Você americana,certo?

As perguntas foram interrompidos quando teve um forte turbulência. Tínhamos chegado. Ao descer do helicóptero o comandante Büttinger se aproximou de nós.

– Regina, quanto tempo! Que bom que você voltou.

Disse ele com um sorriso no rosto. Ele era um daqueles caras que se importa com seus soldados, tratando-os como família, como se fosse pai de tudo mundo. Por causa desse seu jeito, ele era idolatrado por soldados.

– Comandante Büttinger, que pena que não posso dizer o mesmo.

Digo, num tom calmo e fria.

– Já estava com saudade dessa nossa conversa agradável, e claro, desse seu cabelo preto.

Sorrio ironicamente, ignorando-o.

– Hã… Bem, comandante Büttinger, sou o August.

Disse ele esticando a mão para cumprimentar.

– Oh,certo. O novato.

Então ele olha para o August, observando-o.

– Sobrenome?

– Booth. Mas pode me chamar de August, senhor.

– Certo, Booth

Ele fez careta ao dizer o sobrenome, talvez porque era muito estranho seu sobrenome ser “Booth”. Mas nossa conversa foi interrompido quando um helicóptero chega no base militar, com soldados feridos e mortos.

– Por isso precisávamos de você, Regina.

Ele fala seriamente olhando para mim e em seguida foi correndo ao área médica.

– Creio que hoje será corrido…

August fala, olhando para mim.

– Acho que sim.

Respondo sem ao menos olhar para ele, o local estava mesmo um caos, sangue por todo lado, e claro, corpos.

– A propósito, al-batal significa herói.

Disse ele, interrompendo os meus pensamentos.

– Certo, herói.

Digo ironicamente, olhando de volta para o campo que estava caos. Era primeira vez que o campo ficara daquele jeito, soldados americanos nunca chegou a matar tudo isso em um dia...

O que diabo aconteceu?

***********

Cheguei na base militar mais cedo do que pensava. O lugar até que era limpa, pensei que era algo mais,sangue,corpo… E porque todos parece estar felizes, comemorando? Meus pensamento foram interrompidos quando escuto uma voz.

– Então você é a Emma!

Olho para trás, surpresa. Quem diabo é ele?

– Sim, sou eu…

Respondo confusa.

– Não se assuste, você é meio que famosa por aqui, sou Killian.

Disse ele com um sorriso no rosto.

– Oh, prazer. Hã… famosa?

– Prazer é todo meu. E sim, famosa. Bem você é mulher, e é loira, é raro isso, sabe?

– Uma soldada mulher não é raro.

– Não, mas uma loira bonita como soldado é.

Ele dá um sorrisinho. Abri a boca para responder quando escuto uma voz

– Swan!

Olho para trás e vejo o comandante Acker se aproximando. Suposto cerveja na mão, nossa, eles realmente estão comemorando alguma coisa.

– Chegou na hora certa, Swan!

Ele continua falando.

– Tome, pegue este copo, estamos comemorando. Aproveite que é difícil nós bebermos cerveja por aqui.

Pego o copo da mão dele,confuso.

– Hã… Comemorando o que?

Então ele olha para o Killian, todo sorridente. Aquele momento me deixou um pouco constrangida, confesso.

– Este cara, Killian.

Ele fala, colocando a mão no ombro dele.

– Sim, acabei de conhecer.

– Ótimo, este cara, ele é o razão de nós estarmos comemorando.

Ele continua olhando para o Killian todo sorridente. Por que diabo não conta logo? Me pergunto, ficando um pouco irritada.

– Certo…?

Digo, num tom de curiosidade.

– Ok, hoje quando você ainda não havia chegado, ele foi para o campo de guerra e conseguiu matar em torno de 30 soldados iraquianos! Não é ótimo?! Já é segunda vez que acontece isso! Ele matou mais de 60 só essa semana!

Ele fala todo orgulhoso e Killian parece estar bem orgulho de si também. Isso é guerra? Realmente comemora por morte de alguém?

– Venha, Swan! Comemore conosco! Mais tarde iremos fazer uma explicação básica e creio que até amanhã já estará no campo.

Então ele volta para o seu pessoal, deixando eu e Killian a sós.

– Espero te ver amanhã no campo então.

Disse Killian, colocando a mão no meu ombro. Digo sim com a cabeça, sorrindo um pouco.

– Sabe, amanhã será corrido. Apesar de eu conseguir matar 30 pessoas hoje, não consegui matar o alvo principal.

– Alvo principal? Tem isso?

Pergunto confusa.

– Oh sim, o Diablo.

– Diablo?

– Sim, diablo. Rumores dizem que ele é latino, por isso o espanhol, ele já matou mais de 100 soldados americanos. Fiquei sabendo que para os iraquianos ele é um herói, bem… para nós é diabo.

Fico boquiaberta, sem saber o que dizer.

– Hã… Meu alvo também será ele?

Ele tomou um gole de cerveja e suspira.

– É provável,vai saber daqui a pouco.

As conversas foram interrompidos quando um alarme tocou, me assuntando. Era a hora de Comandante Acker dar uma explicação básica para os novatos, dando tarefas. Como havia dito, minha tarefa era matar soldados iraquianos em geral, e principalmente o Diablo, caso encontrar.

– Como vamos identificar esse Diablo? Ninguém nunca viu, e soldados iraquianos escondem os rostos!

Pergunto para o comandante.

– Sim,mas temos algumas informações, como: altura dele, em torno de 1,64 ou 1,65cm, ele usa um tipo de colar bem peculiar, geralmente as pessoas usam colar com anel, mas ele usa um colar com chave.

1,64 ou 1.65cm? Ele é tão baixinho assim? Eu, tenho 1,66cm.

–Chave, certo…

Digo, ainda um pouco confuso,realmente era peculiar.

– E também será meio que fácil identificá-lo se ele estiver no campo, você vai saber quando vê-lo.

Após uma explicação básica sobre tarefas, fui para o dormitório. Já havia várias pessoas dormindo, então pego silenciosamente o saco de dormir e coloco num espaço que achei. Fecho o olho tentando dormir, ouço alguns explosão de longe, helicóptero se aproximando. Era difícil dormir com todo esse barulho, e com ansiedade, medo. A qual quer minuto os soldados iraquianos podem nós atacar,nunca se sabe.

Essa experiência irá totalmente mudar minha vida, para o melhor eu acredito.Ouço mais um explosão, desta vez estava mais perto, mas foi o último que escutei, pois acabei adormecendo.

*

Mudar a vida para melhor?

Engano seu.

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Notas finais
Espero que vocês gostaram e no cap anterior veio uma comentário perguntando quem era a pessoa que estava falando no começo da história, se é Regina ou Emma. Isso é surpresa, e vocês vão entender um pouco mais para frente! Muito obrigada para quem leu até aqui!!! Agradeço muito!