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3 Capítulo 3: Encontro


Notas iniciais
Olá, desculpem pelo atraso estive ocupado a semana inteira!! MUITO obrigada pelos comentários isso me animou de verdade!!! Bom, como sempre comentem porque isso me anima muito e qual quer sugestão também comente, e me desculpe pelo qual quer erro gramatical !!! Espero que vocês gostem! Boa leitura!!

*Regina's Pov:

Barulho de tiros explodindo na minha cabeça, chuva de sangue. Realmente esse lugar não mudou nada. Apesar de eu ficar 5 meses sem tocar na arma, mirar, e matar, meu corpo ainda lembrava de cada movimento. Ainda é segundo dia que cheguei na base militar mas já tive que ir no campo por causa do que aconteceu ontem. Mais de 30 soldados feridos por soldado americano. Era primeira vez que isso aconteceu. E eu e minha equipe foi mandado para investigar quem era o tal soldado que matou todos os soldados iraquianos.

— Achou alguém anormal?

Booth me pergunta, fazendo com que eu pare de atirar um pouco. Olho em volta procurando se há algo anormal. Soldados americanos eram mais fáceis de ver se há algo de errado pois maioria das vezes eles não escondiam o rosto como nós.

— Não,nada. E você?

Digo, suspirando. Estava começando escurecer e nosso equipe tínhamos que voltar para o base militar.

— Nada também. Deveríamos voltar, comandante falou para nós voltarmos antes de escurecer.

— Certo.

Começo a guardar as coisas enquanto o Booth falava com o resto de equipe para voltarmos no base militar. O equipe havia 7 pessoas contando comigo: Booth, Lynd, Salim, Petersen, Gardner, Jamil e eu.Tirando o Booth, fazia muito tempo que eu os conhecia.

A guerra não parava nunca, nem noite nem de manhã, mas de noite, quando o céu começa a escurecer geralmente ficava mais calmo, com poucos barulhos de tiros, bombas.

— Vamos, enquanto acalmou um pouco.

— Eu dirijo.

Disse o Jamil sentando em volante,ele realmente adorava dirigir o Hummer H1. O base militar não era muito longe onde nós estávamos, mas se não tiver carro era muito difícil por causa das bombas enterradas no chão e por causa do deserto. As pessoas se perdem fácil no deserto, já que não tem nada em volta. Enquanto voltávamos no base militar o Gardner começou a falar:

— Acho que hoje não teve tantos mortes. Talvez ele não tenha vindo hoje?

— Talvez.

Disse o Salim num tom de calma. Então o Peterson olha para o Lynd, puxando assunto.

— Hey Lynd, o que é isso no teu peito? Colar novo?

Ele olha para o peito, mexendo no colar, então sorri

— Sim, minha filha comprou no meu aniversário, não é fofa? Olhe, tem como colocar foto aqui.

Ele fala todo orgulhosa mostrando a foto que havia colocado no colar.

— É a sua filha? Como ela cresceu!

Digo surpresa.

— Sim, ela ta muito linda, não está? Digo, ela já era bonita maaaas.

Então ele da risada. Ele era pai solteiro que cuidava da sua filha sozinha, mas agora quem cuida era os avós dela, ou seja os pais dele.

— Com quantos anos a Grace está agora?

Peterson pergunta olhando para a foto que Lynd havia colocado no colar.

— 11. Como tempo passa, não é mesmo?

Disse ele num tom de tristeza. Por causa da guerra ele mal ficava em casa, e quase não via a Grace.

— Wow, Jefferson. Acalme-se, você irá ver ela.

Disse o Peterson fazendo com que o Lynd sorrisse. Então começa a discussão sobre quais das filhas eram mais bonitas, já era rotina. Tudo mundo tinha família quando voltar da guerra, filho,filha, esposa. bem, menos eu. E Booth também, eu acho. Então geralmente eu apenas ficava observando-os brigarem entre si. Eu até gostava de vê-los brigando. Fazia com que eu sentisse que mesmo com essa guerra, matando as pessoas, ainda nós éramos humanos.

A discussão foi interrompido quando o carro balançou forte.

— Jamil? Ta tudo bem??

Gardner pergunta preocupado. Então após algum segundos de silêncio ele levanta.

— Vou lá ver.

O carro deu mais uma balançada forte quando o Gardner volta rapidamente.

— Temos que fugir.

Ele fala desesperadamente, pegando suas coisas.

— Como assim? Cadê o Jamil?

Peterson pergunta confuso.

— Temos que fugir, ele está....!

Gardner exclama, quando teve uma explosão perto de nosso carro, fazendo com que o carro virasse.

Na...! Gina....!!

— Regina!!!!!

Acordo com a voz que chamava meu nome. Olho em volta confuso. O que havia acontecido?? Parecia que meu coração ia saltar do meu peito, de tão forte que ele estava batendo. O carro estava virado, e havia fumaças saindo dele. O Peterson estava em baixo do carro provavelmente morto. Os outros também estavam mortos, então percebo que meu rosto estava molhada. Passo a mão no meu rosto e vejo que é sangue, com pedaços de carne. Olho de volta para o carro: Peterson, Salim, Jamil... Gardner? Então percebo que o Gardner foi atingido pela bomba, fazendo com que ele literalmente explodisse. O meu ouvido estava zumbido por causa dos sons de tiros, explosão.

— Regina!!!

Ouço mais uma vez a voz me chamando então olho para trás.

— Booth...?

Ele parecia desesperado. O braço dele estava sangrando, quando percebo que ele estava sem braço.

— Regina, preciso de ajuda. O Lynd. Ele ainda está vivo, e está preso. Por favor

Faço sim com a cabeça, levantando do chão, quase caindo. Chego perto do carro onde vejo o Lynd preso em baixo do carro.

— Regina... Você está viva, que bom.

Ele fala ao me ver. Respiração dele estava forte, o que indicava que pulmão dele não estava funcionando bem, ou talvez porque o carro atingiu o pulmão dele.

— Jefferson? Oh meu deus...

Ele estava de barriga para cima e o carro estava aproximadamente no abdômen/peito dele. Booth olha para mim fazendo sinal com a cabeça, dizendo para tentar retirar o carro em cima dele. Ele pegava um lado e pego o outro.

— um dois e três...!!!!

O carro nem se movimentou, apenas duas pessoas não havia como movimentar o Hummer H1. Tentamos por mais duas vezes quando o Lynd fala:

— Pessoal, ta tudo bem... Fuja enquanto pode, isso pode ser ataque dos soldados americanos.

Chego perto do Lynd lamentando por não conseguir fazer mais nada. Até 10 minutos atrás todos nós estávamos conversando, discutindo sobre quais das filhas eram mais bonitas, todos estavam sorrindo.

— Regina, quero pedir uma coisa.

Lynd fala tossindo forte. Booth estava do lado dele também, colocando uma mochila no cabeça dele para deixá-lo mais confortável.

— A minha filha... Grace.

Ele fala levantando a cabeça lentamente e tirando o colar que ele estava. Era colar que a filha havia dado para ele no aniversário e outro, com uma anel, que era da esposa dele, que havia falecido ano retrasado.

— Quero que você dê isso a ela, por favor. E diga que eu a amo. Amo muito.

Ele coloca os colares na minha mão, que estava cheio de sangue. Ele estava chorando. Sinto um aperto no meu coração, eu não soube o que dizer.

— Jefferson...

— Não Regina, estou morrendo por favor, você é fria, insensível, e as vezes muito irritante mas sei que não é rude o suficiente para recusar um pedido de um cara morrendo.

Ele fala, dando risada fraco, fazendo com que eu sorrisse um pouco. Até nessas horas ele tinha humor. Eu digo sim com a cabeça, fazendo com que ele ficasse mais relaxado ao saber que as colares dele iriam para a filha dele.

— Obrigada, Regina. Não esqueça de dizer que eu a amo muito. Muito mesmo. E meus pais, diga o mesmo, por favor.

Ele fala tossindo mais uma vez, mas desta vez havia sangue. Então percebo que o local estava começando a ficar mais barulhento, movimentado. Os soldados americanos haviam chegado.

— Regina... Temos que ir.

Disse o Booth, já pegando suas coisas. Olho de volta para o Lynd que já não estava conseguindo respirar direito. Ele estava afogando, no próprio sangue. Ele olha diretamente nos meus olhos, fazendo entender que era para mim ir. então levanto lentamente, pegando minhas coisas também. Os soldados americanos estava muito perto, então Booth foge e sigo atrás dele. Olho última vez para Lynd, que estava me olhando ainda, mas já estava sem ar. Já havia se afogado no próprio sangue. Os soldados americanos nos vê, então começa a atirar em nós, viro rapidamente para trás pegando a minha arma, e vejo um soldado diferente. Era provavelmente quem comandava os soldados que estavam lá agora, o que significa que foi ele quem causou essa situação. Miro nele quando o Booth me pega no braço fazendo com que eu atirasse na perna dele.

— Regina!! Não temos tempo para isso!! Eu estou sem braço, você não pode lutar contra tudo isso, sozinha!!

Os tiros ficaram mais fortes, e explosão estava cada vez mais perto de nós e fomos obrigados a se separar. O céu já estava totalmente escuro, estava começando a chover. Fugi por alguns minutos quando vejo uma cidade abandonado. Todas as casas estavam destruídos, e não havia ninguém por lá. Olho em volta e entro numa casa que estava menos destruída. Ao abrir a porta escuto um barulho. Eu não estava com lanterna e estava totalmente escuro.

— Olá?

Digo olhando em volta, tentando enxergar se tem alguém. Ouço mais uma vez o barulho, claramente alguém estava lá.

— Olá??

Digo mais uma vez, entrando dentro da casa,para não me molhar mais. Após alguns segundos de silêncio eu desisto e sento num canto, quando finalmente ouço uma voz.

— Oi.

****************

Emma's Pov:

— Emma, vamos.

Killian fala para mim, colocando as coisas no helicóptero. Geralmente não vamos ao campo de helicóptero, mas hoje era diferente, segundo o Killian. Pego minhas coisas e entro no helicóptero, ainda era de manhã e podia ver o sol nascendo. Nosso missão de hoje, era tentar descobrir ou matar, esse tal de Diablo. O helicóptero começou voar e eu começo checar se não esqueci de nada.

— Merda, a lanterna.

Digo suspirando. Mal entro na guerra já estou esquecendo das coisas? Killian sorri ao me ouvir:

— Esqueceu a lantera, foi?

— Sim.

Ele dá mais um sorriso

— Você é um pouco desajeitada, hein? Mas não se preocupe, comandate falou para nós voltarmos antes de sol se pôr, não vamos precisar de lanterna.

Me alivio ao escutar isso. Então Killian vira para o lado e começa a conversar com um cara que estava no mesmo equipe que o meu.

— Nosso missão de hoje não é fácil, mas também não é difícil. Se não achar o Diablo, é só matar os outros soldados, talvez até levar uma viva,para nossa base militar.

— Levar no nosso base militar vivo? Pra que?

Ao escutar isso Killian revira os olhos. Pelo movimento da boca era possível ver que ele estava xingando o cara de imbecil.

— Para nós tomarmos um chá com ele.

Disse ele num tom de ironia. Ele era bem arrogante.

— Para torturar-lo! E fazer com que ele fale como achar o Diablo.

Ao falar isso ele revira o olho mais uma vez, e olha para mim, puxando o assunto.

— Emma. Ouvi dizer que você é boa atiradora.

Ele continua.

— Talvez seja você que pega o Diablo. Se for, isso seria máximo. Nosso equipe ganharia uma medalha, sabe?

Digo sim com a cabeça. De fato eu era uma boa atiradora mas realmente não me importava se eu consigo ganhar uma medalha ou não. A conversa do Killian foi interrompido pelo Hale.

— Cuidado, Swan. Ele pode te tratar bem agora mas ele só está te vendo como rival. Ele é o melhor atirador que nós temos. E pelos rumores, você supera ele.

Então ele dá risada olhando para o Killian que estava chocado no que ele disse.

— Hale, como se atreve! Eu sou melhor que ela.

Então dá risada também.

— Aposto que vai ser eu que irá pegar esse latino idiota.

Ele exclama quando outra voz exclama também.

— Hey Killian não subestime os latinos! Eu sou melhor que você em luta!

Disse o Torres, olhando para ele. Ele era único latino que estava no nosso equipe. Killian coloca a mão no peito, fingindo estar ofendido no que o Torres disse.

— Desculpe Torres. Mas numa guerra como essa, ninguém vai precisar de uma luta. Apenas armas e bombas.

Torres apenas da o ombro e não respondeu ele. O helicóptero começa a pausar, nós tínhamos chegado. Desço do helicóptero indo para o local onde acontecia a guerra. Os tiros e explosões não parava nunca. Após chegar no local, todos pegam arma, já começando a atirar nos soldados iraquianos. Eu começo atirar também, procurando por alguém ou algo anormal. Ainda não conseguia matar pessoas. Por mais que minha mira estivesse ótimo, eu os acertava no pé, braço, ombro. Era de propósito para que não matasse eles. Killian percebeu no que eu estava fazendo, então cada soldados que eu atirava, ele atirava também. Mas não para machucar eles, atirando no ombro, pé, braços. Para matar.

— Essa é guerra, Swan. Não deveria estar com pena de matar um soldado inimigo.

Disse ele num tom fria. Ele estava certo. Mas eu ainda não estava pronto para isso. Então vi um soldado americano ferido, que estava deitado chão, sem ajuda em volta. Pelo estado que ele estava, mesmo que tenha chegado no ala médica de base militar não havia como sobreviver. Ele percebe que eu a vi, então começa a se mexer um pouco, e percebo que ele estava falando algo. Mesmo com distância e com todo barulho consegui entender o que ele disse. Eu apenas olho para ele e pego a arma mirando nele, após alguns segundos eu atiro nele bem na cabeça, fazendo com que ele morresse na hora.

— Bom trabalho.

Killian fala para mim silenciosamente. Fazendo uma cara de tristeza ao ter que matar um dos nossos soldados. Olho para ele sem responder. Então lembro o que o soldado havia dito para mim.

"- Me mate."

Ele queria que poupasse o sofrimento dele. Provavelmente mesmo que eu o deixasse vivo, ele não sobreviveria essa noite.

Os tiros e explosões continua quando finalmente eu noto algo anormal. Havia um soldado iraquiano, que estava matando muitos soldados americanos. A mira dele era muito boa. Então lembrei o que o comandante tinha dito para mim.

" — E também será meio que fácil identificá-lo se ele estiver no campo, você vai saber quando vê-lo."

Agora sabia o que ele queria dizer. O Diablo se destacava no campo. A habilidade dele de mirar e matar uma pessoa era muito diferente dos outros soldados. Percebo que comecei a suar e a arma estava escorregando de mim. Eu miro nele. Colar de chave não aparecia no peito dele. Mas o tamanho era cerca de 1,65cm como a descrição.

— Killian, acho que achei.

Digo suspirando. Ao dizer isso até o Torres parou de atirar e olhou para mim.

— Onde?

Ele olha pra mim com a cara séria, então digo o local e ele olha silenciosamente e acena com cabeça.

— É ele.

Após alguns segundos de silêncio o Killian abre a boca.

— Já está quase escurecendo, talvez eles também vá embora, vamos segui-los.

O resto do equipe concorda então corre para o helicóptero. Quando passou 20 minutos os soldados iraquianos começaram a se mover. Eles estavam indo embora. Todos sorriram, pensando que havia pegado o Diablo. Todos estavam loucos para ver a cara dele. O equipe dele entra num carro, de Hummer H1, provavelmente voltando para o base militar. Então Killian decidiu atacá-los antes, pois não havia o soldado suficiente para entrar num base militar cheio de soldados iraquianos. Nos iríamos perder.

Hale prepara a arma dele mirando para o carro. O plano era matar o motorista primeiro, depois jogar bomba no carro matando todo o resto. Após Hale atirar, vimos o carro balançando um pouco, o que era o sinal que ele havia acertado o motorista. Então Torres prepara a bomba, e atira. O carro virou com tudo e rolou como se fosse algum tipo de cena no filmes de guerra. Nós conseguimos matar? Sinto o coração batendo forte. Havia dois caras em baixo do carro, e uma um pouco longe do carro mas parece estar morto. Nessa situação era difícil ver quem era o Diablo.

— Vamos descer.

Killian comanda o Smith para que ele descesse o helicóptero. Não demorou muito para nós descermos do helicóptero e ir para o local onde havia o carro. Killian, Torres e Hale já prepara suas armas, atirando, jogando bombas. Quando chegamos mais perto vimos dois soldados que ainda estava vivos.

— Ali.

Torres aponta para os soldados ainda vivos. Chego mais perto e vi que eles estavam ajoelhados perto de um outro soldado que estava em baixo do carro. Ainda está vivo??

— Eles estão fugindo!

Hale exclama, apontando o arma para os dois, quando um dos soldados vira, apontando arma para nós. Gatilho foi puxado quando outro soldado iraquiano que estava ferido puxou quem estava com arma. A bala foi diretamente para a perna do Killian, atravessando a coxa dele.

— CARALHO!!

Ele exclama, segurando a coxa. Então perde o equilíbrio, fazendo com que ele caísse no chão.

— Não fiquem por mim, vá atrás deles!!! Fujam!!! Provavelmente base militar dele fica aqui perto. A qual quer hora eles podem nos atacar!!

Killian grita, ainda segurando a coxa. Era possível ver que ele estava sentindo muita dor. Ele estava suando muito e respirando forte. Os outros soldados ficaram em dúvida se iria deixar ou não. Afinal era o líder de nosso equipe, não podia simplesmente deixá-lo aqui para morrer.

— Vocês vão, eu e Hale ficaremos aqui.

Torres fala seriamente, olhando para todos nós. Hale concorda com a cabeça, abaixando-se do lado do Killian, tentando levantá-lo.

— Swan. Vá.

Hale olha para mim fixamente, então eu apenas concordo com a cabeça correndo para longe dali. O céu já estava começando a escurecer e estava começando a chover. Não lembro quanto tempo corri quando encontro uma cidade abandonado. Paro de correr um pouco, recuperando o fôlego, observando a cidade. Apesar de estar quase tudo destruído, as casas eram bonitas, e era bem diferente de onde eu vim. Então eu apenas encontro um casa que estava menos destruído e entro para dentro. Já era de noite e não conseguia ver quase nada. Justo quando esqueci a minha lanterna... Penso comigo mesmo. Começo a olhar em volta quando o meu olho havia acostumado um pouco a escuro. A casa até que era grande. Não. Não é uma casa.... Isso é....?

— Igreja?

Deixo escapar, eu estava numa igreja. Havia uma estátua de algum Deus enorme num parede. Mesmo que meu olho tenha se acostumado com o escuro, ainda não consegui enxergar muita coisa, e acabo tropeçando numa madeira, fazendo um pequeno barulho.

— Olá?

Ouço uma voz e percebo que alguém havia entrado na igreja também. Meu coração começa a bater forte sem saber o que fazer. Respondo? Ou finjo que não estou aqui? Coloco a mão na boca para evitar que a pessoa escute minha respiração. Dou umas passos para trás tentando encontrar algum lugar para me esconder, quando piso num galho, fazendo outro barulho. CARALHO EMMA, CARALHO. Entro em pânico, parando ali mesmo como se fosse uma estátua.

— Olá??

Escuto mais uma vez e alguns segundos depois, ouço a barulho da porta se fechar. A pessoa havia ido embora ou havia entrado na igreja? Ouço alguns passos e escuto um barulho. Ele havia sentado?? Tiro a mão da boca, tentando entender a situação. Meu coração ainda bate forte, fazendo com que eu ficasse com medo, de que a pessoa talvez escute, parecia que meu coração estava na boca. Olho para um canto, onde supostamente a pessoa havia se sentado. Suspiro fundo e digo:

— Oi.

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Notas finais
Obrigada para quem leu até aqui e comentem haha! Desculpe pelo atraso, de novo e prox. capítulo tentarei postar mais rápido possível!! Espero que tenha gostado!! xoxo