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15 Capítulo 15: Memory part.2


Notas iniciais
Oi gente! Tá aq o capítulo novo! No último cap várias pessoas queriam me matar como eu imaginava kkkkkk então essa tá mais "suave". Espero que vcs gostem, comentem, Pq eu sempre leito os comentários e fico mt feliz, e boa leitora!

Emma's POV:

Não sei exatamente quanto tempo fiquei aqui, trancada nesse inferno. A minha consciência já não estava sã há muito tempo. Eu sabia disso. A minha memória já não era a mesma, eu não lembrava em que cidade eu nasci ou quando que eu nasci. E quem sabe as outras coisas também? Eu já estava no meu limite. Eu não conseguiria mais ficar por mais um minuto neste quarto escuro, sendo torturada. Eu não iria conseguir. De repente começa os barulhos de tiros e gritos. Até pensei que eu estava insana, escutando coisas que não existia. Mas os soldados se olharam e saíram rapidamente dali com arma, então conclui que eu ainda não estava insana. Fiquei escutando os tiros e gritos e sentindo a minha consciência ficando longe cada vez mais. Meus corpos doíam muito, já estava na mesma posição a horas, sentada. Ou dias. Não sei ao certo, perdi a noção do tempo. Então automaticamente deitei lentamente no chão. Olhando a porta que estava semi aberta, escutando os tiros ainda. Minha consciência fica longe então desmaio.
Acreditando que finalmente eu estava livre de torturas, da guerra.
Acreditei que eu havia morrido. Mas não era isso que aconteceu.

Abro os olhos lentamente. Foi difícil abri-los. Parecia que as minhas pálpebras estavam pesado mais que o normal. Eu estava deitada, numa "cama" Era apenas várias cobertores no chão para ser o colchão e um travesseiro e outro cobertor para mim. Mas era quentinha e confortável. Estava ótimo. Olho em volta ainda deitada na cama então percebo que eu não havia morrido. Pois eu estava no mesmo quarto onde eu estava sendo torturada. A diferença é que desta vez tinha uma garota na minha frente. Ela dizia alguma coisa mas não consegui escutar pois a minha mente ainda estava lenta. Ela mexia no meu cabelo, rosto e até me dava vários selinhos. Eu não a conhecia, mas por mais esquisito que seja, eu não senti estranho o comportamento dela. Era como se eu conhecesse esses toques, de algum lugar. Tento falar, mas a minha voz não saia. Tento novamente sem desistir e finalmente a minha voz sai, rouca.

– ...Quem é você?

Pergunto quase sussurrando. O sorriso que estava no rosto dela desaparece rapidamente e ela fica com uma expressão séria, mas triste. Ela olha no fundos dos meus olhos e eu olho de volta. Ficamos assim por um tempo até que deixo escapar um gemido ao me mexer um pouco. Meu corpo ainda estava muito dolorida. Ela morde os lábios inferiores dela e pega o prato que estava próximo dela. Os olhos dela estavam cheio de lágrimas mas ela não chorava. Ela apenas ficou calada e pegou o colher, me alimentando. A sopa estava ótima. E assim que termino de comer, ela pega um pano molhado, me limpando, passando a mão no meu rosto e cabelo carinhosamente às vezes. Nós não falamos nenhuma palavra. Mas eu sabia que foi ela quem me salvou daquele inferno. Assim que ela termina, o sono chega então acabo adormecendo. Provavelmente ela havia colocado um remédio para dor e para dormir na minha sopa pois por mais deliciosa que estava, eu senti o sabor amargo do remédio.
Assim que acordo vejo ela ainda no meu lado, só que desta vez dormindo, segurando a minha mão. Fico observando-a sem saber o que fazer. Passo a mão no cabelo negro dela e sorrio um pouco. Sabia que ela havia chorando enquanto eu dormia, pois o cobertor estava molhado onde ela estava. Eu me sentia mal, pois estava claro que ela me conhecia de algum lugar, mas eu não me lembrava de quem era ela. Esperava que, com o tempo me lembrasse das coisas. Nem o meu nome eu lembrava. Apenas lembrava o motivo de estar ali, com os corpos doloridos. Mas uma coisa que posso dizer é que não precisava de uma memória para saber que eu era alguém importante para ela. E talvez ela era importante para mim também. Seja lá qual for a nossa relação, espero que um dia eu me lembre disso porque realmente parecia uma coisa boa.

A morena vinha para esse quarto escuro frequentemente, me ajudando a curar. Ela era sempre gentil comigo, mas de alguma forma sempre estava distante de mim. Tanto é que ela nem me falou o nome dela para mim. Como posso lembrar quem é ela, se ela nem ao menos fala o próprio nome? Eu já perguntei uma vez, e até insisti. Mas em vez de render ela meio que ficou brava e triste ao mesmo tempo. Senti que eu estava tocando num assunto delicado, apesar de ser só um nome.
Ela vinha frequentemente mas não toda hora, pois ela tinha que ir no campo. E era essas horas que eu realmente não sabia o que deveria fazer e morria de tédio. Às vezes até ficava olhando para único buraco que havia no teto daquele minúsculo quarto fazendo vários nada. E hoje, era esse dia.

– Emma?

Não sei quanto tempo fiquei daquele jeito, quando escuto uma voz suave. Me levanto rapidamente, ou melhor, o mais rápido que posso, devido às hematomas que ainda estava visível e olho para ela.
Sim, ela sabia o meu nome mas ela não queria dizer o dela! Inclusive foi ela quem falou que meu nome era Emma Swan. E achei bem peculiar na verdade. Swan. É uma ave realmente bonita, e só de pensar que eu tenho sobrenome dessa ave tão maravilhoso, já me sentia maravilhosa. E claro, Emma. Eu adorei a minha nome também. Era como se eu fosse uma recém-nascida com consciência de uma adulta que acabara de ganhar um nome.

– Eu trouxe algumas coisas para você, já que toda vez que eu venho aqui parece estar morto.

Ela fala suspirando. E sorrio sem graça, com vontade de responder: "Eu não faço isso todo dia!" Mas claro que não adiantaria nada discutir com ela. Com pouco tempo que estou com ela, já percebi isso. Ela chega perto de mim e coloca lanterna, comida (porcarias na maioria) e alguns livros. E isso realmente me deixou feliz pois assim eu não precisava mais ficar olhando para o teto sem fazer nada.

– Obrigada!

Agradeço, já pegando um dos livros, folheando.

– Como tá se sentindo?

Ela pergunta. Já havia virado rotina essas perguntas.

– Estou me sentindo bem.

Geralmente respondo isso, ela pergunta se algum lugar está doendo.

– Tá doendo algum lugar?

Viu? E geralmente respondo não, mas desta vez apenas balancei a cabeça negativo, pois estava ocupada com o livro.
Ela apenas senta no meu lado e fica me observando. Depois de algum tempo olha para ela e vejo que ela havia trazido a janta para mim.

– Porque não falou que tinha comida? Eu iria parar de ler.

Questiono. Ela apenas dá o ombro, erguendo a sobrancelha. Ela estava séria, mas ainda assim o olhar dela estava muito gentil. Fecho o livro e olho para ela. Ela apenas dá uma risadinha e pega a comida.

– Quer que eu dê para você?

Disse num tom irônica, me sacaneando.
Pego o prato que estava na mão dela.

– Eu sei me virar sozinha.

Debato, já colocando a comida na boca.

– Eu sei. Você se virou sozinha quando tudo aconteceu.

Ela fala, desta vez com uma voz mais calma. Sem ser irônica ou sarcástica. Desvio o olhar dela e baixo a cabeça. Corando um pouco. Desta vez o olhar dela não estava gentil, estava triste. Eu sabia que de alguma forma ela se culpava por não ter me salvado antes, ou algo do tipo. Mas pelo que me lembro isso não era culpa dela. Mas também não sabia como dizer isso para ela.

– Assim que você melhorar... Emma.

Ela suspira fundo, mudando de assunto.

– Você terá que voltar para a sua base.

Concordo com a cabeça. Eu sabia que ela era uma soldada inimiga, pois ela havia me contado. E para ser sincero fiquei bem surpresa por saber que a minha inimiga estava cuidando de mim.

– E quando chegar, eles irão perguntar monte de coisas...

– Sim, você já disse.

Olho para ela, sorrindo um pouco.

– E é para dizer que fiquei machucada e perdida, por isso estava numa vilarejo enquanto isso. Até melhorar e poder voltar para base.

Falo. Então ela dá um pequeno sorriso. Nessas partes ela parecia uma mãe. Mas eu gostava desse lado dela também. Termino de comer e entrego o prato para ela. Ela pega o prato, então coloca o meu cabelo louro atrás do olheira e passa a mão no meu rosto, parando bem na bochecha. Enquanto isso me olhava bem nos meus olhos, com aquele olhos castanhos dela, sem dizer uma palavra. E quando ela fazia isso, sempre era a mesma coisa: ela me olhava com essa olhar triste. Coloco a minha mão no mão dela que estava na minha bochecha. A pele dela era quente e macia. Assim que toco, ela pisca algumas vezes, como se estivesse voltando a si e tira a mão rapidamente, já levantando. E antes que ela pudesse sair dali, puxo-a pela mão. Ela olha surpreso para mim.

– Fica.

Peço. Foi impulso. Automático. Nem eu sei porque fiz isso. Mas de alguma forma quando ela estava comigo eu ficava relaxada, eu me sentia segura. Ela desvia o olhar e geme, pensando. Aperto um pouco mais forte a mão dela fazendo com que ela me olhasse novamente.

– Por favor? Eu não... Eu não quero ficar sozinha. Digo, tudo bem se você tem algum compromisso mas não sei, só um pouco, talvez? Eu... Eu...

Gaguejo, não sabendo mais o que dizer. A essa hora eu já estava arrependida de ter pedido para ficar. Até parece que sou uma pessoa muito carente! Solto a mão dela, já desistindo. Quando ela pega novamente a minha mão.

– Eu fico.

E ela estava com aquele olhar gentil novamente. Eu fazia de tudo só para ver esse olhar. Sorrio e dou um espaço para ela sentar comigo. Ela dá um sorriso pequeno, e suspira.

– Não vou te deixar sozinha.

Ela sussurra assim que senta. Olho para ela e encontro os olhos dela que estavam me encarando.

– Que bom. Porque não gosto muito de ficar sozinha.

Digo, fazendo com que ela desse uma risada. E era tão gostoso a risada dela. Era primeira vez que eu escutava desde que eu havia acordado da coma. Sorrio, encostando a minha cabeça no ombro dela.

"Só queria que cada segundo que nós passamos fosse lembrado. E não dizer que nunca existiu, falar que aquelas lembranças, são verdadeiras, que não era apenas um sonho. Que era real."

Notas finais
esse cap só tem a visão da Emma pq achei que ia ficar grande demais se colocar a da Regina também. Espero que vcs tenham gostado e até a próxima cap!! Qualquer coisa estou no twitter: @_Jcapxander falem comigo lá se quiserem! Beijos!!