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5 Capitulo 5- As mortes começam
Notas iniciais
256 dias antes
Passou alguns dias, e o pai de Skye ainda estava no hospital, ele não estava correspondendo aos medicamentos, ele só piorava a cada dia, Skye e sua irmã ficavam no hospital o dia inteiro, eu ia com a minha mãe até lá para tentar dar apoio, mas eu nunca ficava por muito tempo. Até que que certo dia minha mãe recebe uma ligação e sai correndo.
-Mãe?! –eu a chamei, mas ela já havia saído de casa
-Angel, você sabe onde sua mãe foi? –meu pai aparece na porta do quarto esfregando o rosto de sono
-Não sei pai, ela estava aqui na sala e o telefone dela tocou e então ela saiu correndo, não me disse nada.
-Hum, estranho, vou ligar para ela. –e então ele volta para o quarto.
Decidi terminar a minha tarefa de casa e ir para a cama, eu perguntaria à ela no dia seguinte.
—-Dia seguinte—
Acordo com um susto, meu pai estava tentando me acordar.
-Filha, se arrume, vamos ir no hospital. –meu pai disse tristemente, me veio um frio na nuca, o que íamos fazer em um hospital na manhã de um sábado?! Mas decido me arrumar logo, coloco uma blusa e meu short, calço meu all star preto, e desço para a sala, eu e meu pai vamos para o hospital. Meu pai tem mania de ouvir o rádio enquanto andamos de carro, e para a minha surpresa era sobre aquela flor de novo.
“Bom dia, hoje aqui no estúdio, dr.Hiro Nunes, o cientista que estava liderando junto com a dra.Anne, uma cura que rodou o mundo inteiro certo doutor?;Sim Fred, a cura passou o mundo inteiro ajudando milhões de pessoas!; Ah, mas dr.Hiro, de acordo com médicos e outros cientistas, essa cura seria só conversa furada, e que na verdade isso é uma praga, o que o senhor acha?; Bom, acho que isso é coisa inventada por pessoas que sentiam como se a nossa cura fosse algo muito perigoso...”
Os dois começaram a debater sobre a cura, eu achava isso muita besteira, os cientistas vieram com desculpinhas fajutas. Chegamos no hospital, e para a minha surpresa, Skye estava com sua irmã e sua mãe, as duas estavam abraçadas e chorando, assim que elas nos viram, vieram até nós e logo elas abraçaram a mim e a mãe, logo entendi o que provavelmente havia acontecido com o pai, uma enfermeira caminhou até nós com alguns papéis em mãos, e falou tristemente:
-Sinto muito senhora Hernandez. –ela estendeu os papéis até Célia, ela estava com os olhos vermelhos, sua irmã estava agarrada em meus braços, chorando muito,( o que era estranho, pois nós duas mal nos conhecíamos, acho que era mais por causa do momento ), eu a abracei mais ainda, Skye estava olhando para nós, ele estava sério e com os cabelos nos olhos, ele carregava uma bolsa nas mãos, provavelmente da sua mãe, Célia havia ido para uma bancada, e ela estava assinando alguns papéis entregues pela enfermeira, ela chorava muito, Skye foi até ela e a abraçou. Eu não conhecia seu pai, mas eu me senti como se o conhecesse, eu pensei como ele deveria ser um bom pai, um bom marido, um bom ser humano, e logo percebi que eu também estava chorando.
247 dias antes
O funeral havia sido ontem, mas eu odeio esse tipo de coisa então eu não fui, e eu soube pela minha mãe, que Skye também não havia ido, ele tinha me dito que não gostava muito de ver essas coisas, ainda mais porque era o pai dele.
Eu acordei com o toque do meu celular, e várias chamadas não atendidas, era da Pricila, instintivamente confiro as mensagens, já que ela normalmente me manda mensagens do assunto tão urgente. Mas dessa vez, ela havia apenas mandando uma mensagem “Me liga assim que puder”.
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