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4 Capitulo 4-Uma nova doença
Notas iniciais
—dia seguinte-
Ontem tinha sido um dia muito legal, fui com a Pricila numa sorveteria com Skye e com seus amigos, os meninos aproveitaram que ao lado da sorveteria tinha uma pista de skate e foram andar lá, Pricila e eu ficamos na mesa da sorveteria conversando, foi um dia engraçado no geral. Eu e ela aproveitamos que era sexta-feira e ela foi dormir aqui em casa.
-Ô Angel, acorda, sua mãe está chamando a gente pra ir comer o café da manhã, tô com fome, levanta. –disse Pricila, eu levantei e descemos para a cozinha
-Bom dia meninas. –meu pai nos cumprimentou
-Bom dia. –falou eu e Pricila em conjunto, tomamos café, e subimos para o meu quarto, trocamos de roupa e fomos passear com as minhas cadelas, eu levei a Jinna e a Pricila levou a Lilla.
-Vamos na praça, lá têm algumas barraquinhas de churros. –Pricila falou empolgada
-Churros?!Acabamos de tomar café. –eu ri
-Não importa, são churros! –ela sorriu
-Ok, então vamos. –eu sorri
Quando nós compramos nossos churros na praça, encontramos com Ryan e Bruno, tínhamos ido na sorveteria com eles ontem.
—Vocês duas não tomam café da manhã? –perguntou Ryan
—Tomamos. –respondeu Pricila
-Tomamos, só que a linda da Pricila quis comprar churros. –todos rimos
-Gente, são churros!! –ela riu, e nós também, Bruno olhou para as minhas cadeias e perguntou
-De quem são os cachorros?
-Cadelas. –corrigiu Ryan, ele sabia bastante sobre animais, seu pai era veterinário, e ele meio que cresceu no meio de animais...
-Da Angel. –falou Pricila
-Qual o nome? –perguntou Bruno
-Lilla e Jinna. –apontei para indicar cada uma
-Elas são fofas. –disse Ryan acariciando a orelha de Jinna.
-Bom, nós já vamos, temos que ir na casa do Skye. A gente se vê depois. –disse Ryan, e eles saíram, eu e Pricila caminhamos mais um pouco com as cadelas.
-Você vai no baile da escola? –perguntou Pricila, nós tínhamos um baile na escola, era meio que uma comemoração da criação da escola, ai os professores inventaram o baile que virou tradição da escola, eu nunca ia, porque eu não gosto muito.
-Você sabe que eu não curto muito bailes.
-Você deveria tentar ir, é legal.
-Prefiro ficar em casa assistindo as minhas séries.
-Mas você nunca foi, deveria ir ao menos em um!
-Tô bem.
Ela me encarou, e por fim disse
-Eu nunca vou te entender.
271 dias antes
Minha mãe mal ficava em casa, ela disse que o hospital estava uma correria, muitas pessoas estavam ficando doentes, com sintomas esquisitos. Ela fazia de tudo para tentar parecer positiva, mas ela já estava com olheiras, com aquele olhar pesado. Metade da população já havia tomado aquela cura, e minha mãe acha que o pessoal que está doente são os que ainda não tomaram a cura. Por isso, ela fez eu e meu pai tomar aquelas pílulas. Tomei contra a minha vontade, eu queria distância daquele negócio.
-Essas pessoas tinham que ter tomado a pílula, elas não teriam ficado doentes. –minha mãe disse
-Mas o que que estas pessoas têm? –perguntei
-Filha, na verdade nenhum dos médicos ainda sabem, mas todos eles apresentam os mesmos sintomas, os familiares nos dizem os mesmos sintomas do inicio, começam a espumar pela boca, ficam pálidos, olhos avermelhados e queda de cabelo constante.
-Nossa, então a tal cura consegue evitar isso? –falei cética
-O que você quer dizer com isso? –minha mãe disse mais cética ainda
-Nada, só estou dizendo que é muito esquisito, do nada aparecer essa doença. –respondi
-Todos os dias aparecem novas doenças... –ela disse
-Dessa maneira? Letal? –eu respondi novamente, ela achava que eu não sabia, mas aquela doença era letal
-Ela...não é... –ela parou de falar –Mesmo que seja, muitas doenças podem aparecer dessa maneira!
-Tá bom. –respondi secamente, eu odiava falar daquela maneira, mas o jeito que ela defende a cura é muito chato, eu simplesmente subi para o meu quarto e fui terminar de fazer a tarefa de casa.
Começou a chover, já estava anoitecendo, quando o meu celular tocou, era um número desconhecido, eu não costumo atender esse tipo de ligação, mas essa eu atendi.
-Alô? –falei
-Angel?! –a voz do outro lado falou, achei familiar
-Sim, é ela.
-Ah, oi, aqui é o Skye... –falou, eu fiquei nervosa, ou melhor, surpresa, envergonhada, não sei, eu travei – eu sei que já tá anoitecendo, mas só consegui falar contigo, eu tentei falar com a sua mãe, mas ela não atendeu...
-Ah, quer...que eu passe pra ela? –gaguejei
-Sim, por favor. –ele parecia meio assustado, ele falava com um tom meio urgente, eu fui até a minha mãe e passei para ela o celular. Ela assentiu algumas vezes, por fim me entregou o celular desceu para a sala pegou uma jaqueta e pediu que eu fosse com ela, eu perguntei o porquê dela querer que eu fosse (eu não fazia ideia de onde ela queira que eu fosse), ela me disse que não sabia onde o Skye morava, e como eu já tinha ido lá, eu iria saber. Entramos no carro.
-O que aconteceu? –perguntei
-Aconteceu algo com o pai do Skye, eles ligaram para a ambulância mas já faz meia hora e nada, o pai dele está piorando e eles ligaram. –ela disse séria, chegamos na casa dele –é aqui? –ela perguntou
Assenti, Skye estava sentado nos degraus com o celular na mão, assim que ele nos viu, ele se levantou, nós fomos até ele
-Oi Skye, onde está seu pai? –minha mãe perguntou
-No segundo andar, minha mãe e minha irmã estão lá com ele. –ele disse, logo depois pediu para que nós o seguíssemos até o quarto onde o pai dele estava, entramos devagar, o pai dele estava deitado de lado para que não se engasgasse com a saliva, minha mãe foi até lá, o examinou.
-Vocês ligaram para a ambulância? –ela perguntou novamente
-Ligamos, mas eles ainda não chegaram, já faz mais de uma hora. –disse Célia, a mãe de Skye
Minha mãe pegou o celular e ligou para o hospital, então eu percebi que Skye não estava mais no quarto. Minha mãe disse que o hospital já estava mandando outra ambulância, mas do jeito que o sr.Hernandez estava, tivemos que colocá-lo no carro e levar ele para o hospital.
Ao chegarmos minha mãe o levou para um quarto com a ajuda de alguns enfermeiros, e vi que Skye estava mais no canto de novo, fui até ele.
-Oi. –falei
-Oi
-Você tá legal? –perguntei, e por um momento eu repensei a minha pergunta e ÓBVIO QUE ELE NÃO ESTAVA, O PAI DELE ESTAVA DOENTE, ele percebeu que eu me senti constrangida com aquela pergunta tola, e ele sorriu e disse
-Eu não gosto de ver esse tipo de coisa, mas obrigado por tentar me animar. –ele disse sorrindo, acho que ele só falou aquilo para eu me sentir bem, porque na verdade eu não havia dito nada engraçado, mas tudo bem!! minha mãe veio minutos depois dizendo que a ambulância havia recebido mais cinco ligações no mesmo bairro, e acabou atrasando.
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